Nós estamos hoje indo para o terceiro e último sermão da nossa minissérie de Cânticos Natalinos. Duas semanas atrás foi exposto aqui o Cântico de Maria, o Nunc Dmitis, que significa agora despedes, agora podes despedir. E eu quero te convidar a ler aqui o trecho onde esse Cântico está inserido. Lucas, capítulo 2, nós leremos a partir do verso 25. O Cântico em si está dos versos 29 a 32, então nós estamos lendo um pouco antes do Cântico e leremos até o verso 32. Evangelho de Lucas, capítulo 2, a partir do verso 25, acompanhe a leitura aí na sua bíblia. Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Ele era justo e temente a Deus e ele amava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava sobre ele. E o Espírito Santo lhe havia revelado que ele não morreria antes de ver o Cristo da parte do Senhor. Assim movido pelo Espírito foi ao templo e quando os pais levaram o menino Jesus para fazer por ele conforme ordena a lei, Simeão o tomou os braços e louvou a Deus dizendo, Senhor, agora podes deixar ir em paz o teu servo segundo a tua palavra, pois os meus olhos já viram a tua salvação a qual preparaste diante de todos os povos, luz para revelação aos gentios e para a glória do teu povo Israel. Até aqui vamos curvar nossas palavras uma vez mais, buscar a direção do Senhor. Senhor nosso Deus, nós te bem dizemos, nós te louvamos na manhã desse dia, desse domingo. Senhor, nós não somos capazes, Senhor, de entender o que o Senhor quer dizer na tua palavra porque nós somos pecadores, Senhor. Nós dependemos, Senhor, do trabalho do Espírito Santo em nós para que nós ouçamos a tua voz. Por isso nós clamamos por isso, Senhor. Enche agora, Senhor, cada um aqui com teu Espírito Santo, Deus, cada crente batizado em Jesus seja cheio do Espírito Santo agora para entender a tua palavra, Senhor. Começai em mim, Deus, que o Senhor permita que seja a tua palavra e não os meus argumentos a serem ouvidos nessa manhã e que o nosso Deus não esteja pronto a responder, pronto a te obedecer em alegre obediência, Senhor, no nome de Jesus. Amém. O cântico de Simeão, meus irmãos, um belo cântico que foi proferido depois do Natal, depois do nascimento de Jesus. Então a gente está bem a tempo falando sobre este cântico. E nós lemos um pouco antes os versos que antecedem ao cântico porque eles fazem toda a diferença na nossa compreensão e apreciação do que Simeão entoou ao Senhor. Mas talvez o contexto mais importante que nós precisamos ou que talvez a ocasião peça é entender quem foi esse homem. Quem foi o Simeão que entoou esse cântico, meus irmãos? O cântico de Maria, afinal nós sabemos muito bem quem foi Maria, a mãe do nosso Senhor. A Bíblia nos diz também quem foi Zacarias, o pai de João Batista que entoou o Benedictus, o segundo cântico que nós vimos. Mas quem foi não afinal de contas. Meus irmãos, a verdade é que nós não temos em outra parte das Escrituras ou fora das Escrituras ou mesmo na tradição cristã posterior nós não temos informações detalhadas que nos digam com segurança quem foi esse homem. Não há em nenhuma outra parte da Bíblia ou nos registros históricos relatos que nos ajudem a ter um quadro mais completo de quem foi Simeão, quem foi esse homem. Nós não sabemos nada além daquilo que o Espírito Santo moveu o evangelista a registrar. E eu creio, irmãos, que isso é deliberado da parte do Senhor. O Senhor queria que nós soubéssemos exatamente isso que está aqui. Ora, meus irmãos, se nós não temos evidências extra-bíblicas ou mesmo fora do Evangelho de Lucas sobre quem foi esse homem, o pouco que nós sabemos que está registrado nesse Evangelho deve ser de fato então alvo da nossa mais intensa e dedicada atenção. Se tudo que nós sabemos desse homem é o que o Espírito Santo moveu a pena do evangelista para registrar, deve ser muito importante. E de fato, meus irmãos, Lucas descreve Simeão com quatro características muito interessantes. Simeão era, segundo Lucas, justo, temente a Deus, esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava sobre ele. Eu não sei você, mas se isso fosse tudo que houvesse para se dizer a meu respeito quando eu não estivesse mais nessa terra eu diria que minha vida valeu muito a pena. Uma senhora biografia diante de nós, meus irmãos. Quantos de nós podem ser descritos com essas características? No seu trato com os homens, Simeão era justo, Simeão era correto, íntegro. Em relação a Deus, ele era temente ao Senhor, ele era um homem devoto, piedoso. Meus irmãos, está claro que com essas poucas palavras, essa pequena descrição, Lucas está deliberadamente colocando Simeão como um exemplo a ser seguido por os crentes. Um homem justo, temente a Deus, que esperava a consolação de Israel. Meus irmãos, esperar a consolação de Israel, esperar aqui, gente, não é esse esperar passivo e inerte como alguém que espera o ônibus passar. A ideia dessa palavra, meus irmãos, tem a ver com a positiva, tem a ver com anseio. Simeão ansiava por alguma coisa. A gente não sabe, meus irmãos, por quanto tempo Simeão esperou. Como eu disse, nós não temos dados biográficos, então nós não sabemos sequer a idade desse homem. Historicamente, esse homem tem sido retratado nas obras de arte principalmente como um homem idoso, já no final da sua vida. Ele geralmente é retratado como um idoso no final da sua vida, com um bebê nos braços. Isso vem, meus irmãos, essa ideia de que ele pudesse ser idoso, de algumas pistas que o texto nos dá. Ele certamente viveu o suficiente para ter uma consolação, viveu o suficiente para ser conhecido como um homem justo e temente a Deus. Simeão certamente viveu o suficiente para que a sua vida fosse, de certa forma, caracterizada pela sua espera da consolação de Israel. Ele esperou o suficiente para que a sua vida fosse apoiada por esse anseio. E a outra pista talvez fosse a sua disposição de alegremente abrir mão da sua vida quando ele encontra, enfim, com o Messias e por causa das palavras que ele então utiliza. São pistas de que Simeão talvez fosse uma pessoa idosa, mas certeza, certeza mesmo, nós não sabemos, nós não temos certeza da idade desse homem, mas ele esperou, meus irmãos, ansiou tempo suficiente para que a sua vida fosse caracterizada por esse anseio, por essa expectativa de que viesse a consolação de Israel. A consolação de Israel, meus irmãos, o que é a consolação de Israel? Os comentaristas vão ser praticamente unânimes aqui em dizer que a consolação de Israel era, na verdade, um título messiânico, uma forma de nomear, de falar a respeito do Messias, do ungido de Deus que via, que estava prometido pelos profetas nas Santas Escrituras. Então, dizer que Simeão esperava a consolação de Israel era equivalente a dizer que ele esperava o Messias e que esse Messias então consolasse a Israel dos seus sofrimentos. Meus irmãos, talvez em poucos momentos da história do povo de Israel, Israel precisou tanto de um consolador como na época em que Jesus nasceu e na época em que Simeão viveu. Nessa época, Israel não tinha a sua soberania como nação, era uma nação pequena em número, desprezível em força, oprimida sobre o julgo do Império Romano sujeita a serviços pesados e pesados impostos. Talvez somente no êxodo, Israel precisasse tanto de um consolador como na época em que o Senhor Jesus nasceu. E Simeão estava correto, meus irmãos, de esperar que o Messias viesse trazer consolo a Israel. Essa era, meus irmãos, a promessa dos profetas. Em pontos diferentes da Escritura, Deus promete consolar o seu povo, mas eu quero ler com os irmãos, uma em especial, onde é dito especificamente sobre o Messias, que isso seria parte da sua tarefa. Eu te convido a abrir comigo e lermos juntos, a ler, a leitura juntos, Isaías, capítulo 61. Abre, por favor, a sua Bíblia comigo em Isaías, capítulo 61, verso primeiro. Uma profecia messiânica na boca do profeta Isaías, ele diz assim, O espírito do Senhor está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos oprimidos, enviou-me a restaurar os de coração abatido, a proclamar a liberdade aos cativos e a pôr os presos em liberdade, a proclamar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança de nosso Deus, a consolar todos os tristes, a ordenar que se dê uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, vestes de louvor em vez de espírito angustiado aos que choram em cião, a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantação do Senhor para que ele seja até aqui, meus irmãos. É claro que numa primeira perspectiva, Isaías fala sobre si mesmo, sobre a sua unção com o Espírito Santo para que ele pregasse e fala sobre a sua mensagem, mas isso é, meus irmãos, também palavras colocadas na boca do Messias, do Prometido, de Israel. E nós sabemos disso com toda certeza, porque o próprio Senhor Jesus aplicou essas palavras a si mesmo, não em outro livro, mas no próprio Evangelho de Lucas também, meus irmãos, no capítulo 4. Abram aí sua Bíblia rapidinho comigo. Lucas, capítulo 4. Jesus está entre os seus. Nós lemos na abertura do culto que Jesus foi criado em Nazaré. Ele está na cidade onde ele foi criado e ele está na sinagoga. Verso 16, Lucas 4, 16. Jesus, chegando a Nazaré, onde foi criado, entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para fazer a leitura. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías, e ele o abriu e o achou o lugar em que estava escrito. Jesus achou, capítulo 61, verso 1, meus irmãos. E continuam o relato, e a gente sabe que os seus contemporâneos, os seus coterrâneos, não reconheceram em Jesus a figura do Messias. Mas é exatamente isso que Jesus fez aqui. Ele se identifica como o Messias, que segundo a profecia de Isaías, traria a consolação para Israel, enxugaria as lágrimas de cião, ordenaria que se desse coroa ao invés de cis, alegria ao invés de pranto, louvor ao invés de espírito angustiado. Era isso, meus irmãos, era por isso, que Simeão ansiava. Simeão ansiava por aquele por meio de quem Deus traria a consolação ao seu povo. Das características que Lucas nos dá de Simeão, talvez a quarta delas seja a mais impressionante, a mais chamativa, ele era justo, temente a Deus, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava sobre ele, repousava sobre ele. Por isso é tão significativo, meus irmãos. Meus irmãos, nós estamos obviamente aqui no Novo Testamento, né? A obra de Lucas você procurou na sua bíblia, você encontrou no Novo Testamento. Mas tecnicamente, gente, oficialmente, Simeão ainda é um crente do Antigo Testamento. O Senhor Jesus, a essa altura, ainda não tinha completado a obra que ele veio cumprir, ele ainda não tinha sido entregue na cruz do Calvário, ainda não tinha selado com o seu sangue a nova aliança. Portanto, estamos aqui sob os termos da Antiga Aliança ainda. O Senhor Jesus falou isso sobre João Batista, os irmãos vão lembrar. João Batista, entre os nascidos de mulher, não houve ninguém maior do que ele, mas o menor do reino dos céus é maior do que João, que Jesus estava dizendo. Exatamente isso, meus irmãos, que João Batista marca o final de um tempo, e Jesus inaugura então um novo tempo. Então nós estamos aqui diante de um crente da Antiga Aliança. Na nova aliança, meus irmãos, após o evento de Pentecostes, que foi o derramamento do Espírito Santo sobre a igreja, relatado por Lucas em Atos, capítulo 2, a partir do Pentecostes, é comum, não seria de chamar a atenção, por assim dizer, dizer que o Espírito está sobre alguém. Na verdade, a linguagem do Novo Testamento é de que a partir do Pentecostes, nós somos habitados pelo Espírito. A preposição muda, de o Espírito estar sobre alguém, para ele estar em alguém, dentro de alguém. Depois do Pentecostes, então, nós somos habitados pelo Espírito Santo. Mas antes, no Antigo Testamento, o Espírito Santo, a Bíblia diz que ele vinha sobre alguém, geralmente associada a capacitação a uma tarefa em específico. Então, quando Lucas diz que sobre Simeão repousava o Espírito Santo, ele está ligando Simeão a toda uma tradição de homens que foram utilizados por Deus para uma tarefa específica ao longo de todo o Antigo Testamento, meus irmãos. Simeão está sendo ligado a ninguém menos do que Moisés, sobre quem o Espírito de Deus pairava, Josué, o que depois terminaria de conduzir o povo à terra prometida. Simeão está sendo ligado aos juízes que foram capacitados pelo Espírito Santo a libertar o povo de Israel da sua opressão. Simeão está sendo ligado a Davi, sobre quem diz as Escrituras, que após a sumunção de quem o Espírito se apoderou dali em diante. Simeão está sendo ligado a uma tradição profética, os profetas falavam movidos pelo Espírito Santo, acabamos de ler Isaías, onde Isaías fala que o Espírito de Deus veio sobre mim, Ezequiel fala sobre o Espírito, Miquéias fala sobre isso. Então, meus irmãos, não há dúvidas que estamos diante de um homem que está sendo colocado pelo evangelista Lucas como um exemplo a seguir. Qual era, meus irmãos, o segredo da justiça, do temor e da esperança de Simeão, meus irmãos? Ele era sustentado, aprendeu a ter uma vida sustentada e guiada pelo Espírito Santo. O Espírito Santo estava sobre esse irmão do Antigo Testamento. Todos os outros dois que entoaram cânticos de quem falamos, receberam do Senhor uma mensagem antes de entoarem os seus cânticos. Maria recebeu a voz do anjo, Zacarias também recebeu a mensagem pelo anjo. Simeão também recebeu uma mensagem de Deus, meus irmãos. Mas nada mais natural do que uma pessoa que vivia sustentada pelo Espírito Santo, que fosse ele, o Espírito Santo mesmo, a falar ao coração de Simeão. E o Espírito diz a Simeão, Simeão, você antes de morrer, está no verso 26, o Espírito lhe havia revelado que ele não morreria antes de ver o Cristo da parte do Senhor. É a segunda vez que o Espírito Santo é mencionado, e Lucas ainda vai mencionar o Espírito Santo uma terceira vez no verso 27. Gente, como viver com uma mensagem dessa? Você não vai morrer até ver o Cristo do Senhor. Se você é rápido em lugar aos pontos, você já entendeu que Simeão ansiava pela consolação de Israel, e nós dissemos aqui que a consolação de Israel era um título messiânico. O que o Espírito está dizendo então para Simeão, meus irmãos, é que ele veria a sua oração sendo respondida. Aquilo pelo que ele esperou talvez durante muitos anos, pela graça o Senhor permitiria que Simeão visse. Você tem curiosidade de como é ser imortal? Talvez um dia você possa na glória perguntar para Simeão. Na glória você já vai ser imortal, mas pergunta para Simeão como era ser imortal aqui nessa terra. Saber que enquanto o Messias não aparecesse, você não morreria. Deve ser legal viver assim. Deve ser legal sair de casa sabendo que você não morre até ver aquilo pelo que você mais esperava. Meus irmãos, em escala milhões de vezes menor, eu tive uma experiência interessante que quero compartilhar com os irmãos. Não quero de forma alguma me comparar com Simeão aqui, mas acho que os irmãos vão entender o episódio ridículo que trago para os irmãos, mas que ilustra esse ponto. Há alguns anos, muitos anos, os detalhes me fogem, mas tem detalhes suficientes para ser compreendido. Há muitos anos eu orava, lembro que estava orando a Deus, pedindo resposta por uma coisa que aconteceria daqui a alguns dias. Dizia respeito ao próximo domingo, isso eu me lembro muito bem. Eu me lembro se era uma pregação, se dizia respeito ao louvor, mas eu lembro que dizia respeito a alguma coisa na igreja no próximo domingo. Isso era uma segunda-feira e eu orava ao Senhor sobre isso, e eu estava num avião embarcado prestes a ir para São Paulo a trabalho. Eu passaria a semana em São Paulo, lembro muito bem dessa cena, eu embarcado. E creio que pelo Espírito o Senhor me deu paz de qual era a resposta que eu estava buscando do Senhor, como eu deveria agir no domingo seguinte. E eu estava satisfeito, estava em paz, reconheci ali a voz do Senhor naquela resposta. Mas aí eu me lembro que veio aquele estalo, mas espere aí. Se esse negócio é domingo que vem, se Deus quer me usar domingo que vem, e hoje é segunda-feira, então até domingo que vem eu sou imortal. Até domingo que vem eu não morro. Esse avião não cai. Eu não tenho medo de avião, mas tem uma chancezinha, né? Sempre que você vai... Pensei mais, todo mundo nesse avião está seguro por minha causa. Isso aí talvez é mais o ego do que o Espírito, né? Fala. Irmãos, é claro que isso é uma micropartícula perto do que Simeão experimentou, gente. Mas eu lembro dessa sensação. De fato, a gente está vivo enquanto o Senhor disse que a gente está vivo, meus irmãos. Você pode entender que o Espírito deu uma graça especial a Simeão para ele ficar vivo, talvez por muitos anos, talvez por mais anos do que as pessoas viviam naquele momento. Não é exatamente isso que o texto está dizendo, mas seria uma possibilidade que o Senhor segurou Simeão vivo até que ele visse Jesus. Mas vamos pensar, meus irmãos, será que até então, até ele ouvir o Espírito Santo falar isso com ele, a vida dele estava sujeita ao acaso? E só a partir dali então o Espírito manteve Simeão vivo? Eu não creio nisso. Esse não é um ensino bíblico, meus irmãos. A verdade é que a nossa vida todinha, todos os dias, está na mão do Senhor. A gente vive os dias que o Senhor determinou que a gente vai viver. Os fios de cabelo que caem da nossa cabeça são todos numerados pelo Senhor. Simeão era sustentado por Deus. O que Deus está dizendo para ele é que seria em breve. O que Deus está dizendo para ele é que seria ainda no tempo de vida que ele tinha determinado para Simeão viria a consolação de Israel. Devia ser muito difícil e ao mesmo tempo muito interessante viver esses dias, meus irmãos. Acordar de manhã pensando, será que é hoje? Botar a cabeça no travesseiro de noite e falar assim, Oh, Deus, que seja amanhã. Não foi hoje, mas que seja amanhã. Não me leva ainda não, Senhor. Ainda não, Deus, ainda não. Eu não vi o Messias ainda. Esse homem que era sustentado e foi sustentado esses dias pelo Espírito Santo na sua expectativa, no seu anseio de ver os Messias. Um dia ele ouve do Espírito. Simeão chegou. Simeão chegou o dia. Vai para o templo, Simeão, que você vai ver a resposta da sua oração. De novo, terceira vez Lucas menciona o Espírito Santo nessa passagem. Movido pelo Espírito. Meus irmãos, movido pelo Espírito no original é somente no Espírito. No Espírito, Simeão foi ao templo. Porque isso é importante. Porque não é só, é também, mas não só que ele foi movido ao templo pelo Espírito. Mas o que ele vê lá, o que ele fala lá, o que ele experimenta lá, Simeão ainda está no Espírito. Lembre-se disso. Simeão ainda está no Espírito quando ele toma Jesus nos braços e entoa o seu cântico. No Espírito esse homem foi ao templo e o Senhor escolheu um momento muito particular para que Simeão encontrasse o seu salvador. Porque diz Lucas no verso 27 que os pais levaram o menino Jesus para fazer por ele conforme ordena a lei. Afinal de contas, o que era isso que a lei ordenava que os pais de Jesus foram lá fazer? Alguns versos antes, meus irmãos, Lucas tinha deixado essa dica para nós. Verso 21 do capítulo 2, veja só na sua Bíblia. Quando completaram os oito dias para o menino ser circuncidado, foi lhe dado o nome de Jesus como o anjo havia chamado antes de ter sido gerado. Terminados os dias da purificação deles, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na lei do Senhor. Todo primogênito será consagrado ao Senhor para oferecerem um sacrifício segundo o estabelecido na lei do Senhor, duas rolinhas ou dois pombinhos. Até aqui. Meus irmãos, quando nascia uma criança em Israel, especialmente um primogênito, três rituais eram feitos, três coisas eram necessárias. O primeiro deles, a circuncisão. Está descrito aí no verso 21. O menino foi circuncidado, o menino Jesus foi circuncidado ao oitavo dia. Em segundo lugar, após alguns dias, cumpria-se um período de purificação e era então oferecida um sacrifício, uma oferta a Deus em forma de sacrifício, pela purificação da mãe. Os pais de Jesus levaram ao templo, então, duas rolinhas ou dois pombinhos, que era a oferta que se dava quando não se tinha condições financeiras de se dar um cordeiro. A família de Jesus deu a oferta dos pobres, gente, para purificação. Essa conversa de que José era engenheiro, de que Jumento era Ferrari. Cuidado com o que você escuta, meu irmão. Eles eram pobres, eles deram a oferta dos pobres. E a terceira coisa que eles tinham que fazer era um resgate, no caso dos primogênitos. O que era esse resgate é porque isso é importante. Meus irmãos, o resgate dos primogênitos é um ritual que liga esse momento aqui, onde Simeão encontra Jesus, diretamente lá no êxodo, meus irmãos. Quis o Espírito Santo, quis Deus que Simeão encontrasse o seu Salvador no momento em que o êxodo estava sendo revisitado, revivo, representado. Quando o Senhor libertou o seu povo do Egito, diz as escrituras que ele o fez porque ele atentou para o sofrimento do seu povo. Israel sofria sob a tirania dos egípcios. Eles estavam em terras egípcias e sofriam a opressão dos egípcios. Mas Deus escuta então o clamor de Israel. E Deus, com mão poderosa, livra o seu povo através de dez pragas, dez sinais miragrosos que atingem a terra do Egito, sendo a décima praga a praga dos primogênitos. Todos os primogênitos da terra do Egito morreram, meus irmãos, a não ser aqueles do povo de Israel. Mas para que os primogênitos de Israel fossem poupados, era necessário que um cordeiro fosse morto. Cada família precisou matar um cordeiro e passar a aspergir o sangue desse cordeiro nos marcos das portas. Dessa maneira, o anjo que foi executar a ordem de matar os primogênitos passaria por cima do lar dos israelitas, vindo daí o nome Pessar, passagem ou Páscoa. O Senhor vai falar então, meus irmãos em Esso, do capítulo 13, que por esse ritual, por meio do sangue daquele cordeiro, Ele comprou para si todos os primogênitos de Israel. O Senhor fala textualmente, todos os primogênitos de Israel me pertencem. Como então todos os primogênitos de Israel não iam para o templo e passavam a vida servindo ao Senhor, como Samuel fez, por exemplo? Por causa de duas coisas, meus irmãos. Primeiro, porque Deus escolheu uma tribo sacerdotal, a tribo de Levi, que oficiava diante do Senhor em lugar dos primogênitos no templo, onde a nossa cena se dá. E em segundo lugar, meus irmãos, porque a família dos primogênitos resgatava esses primogênitos por meio de uma oferta, que de acordo com o número, capítulo 18, é uma oferta de cinco ciclos de prata. Parece que é isso então, essa oferta dos primogênitos que Lucas tem em mente, porque ele diz, no verso 27, que os pais foram fazer o que se pedia a lei para ele, ou seja, para Jesus. Então, meus irmãos, é no momento em que Jesus está sendo identificado com os primogênitos que precisavam de resgate, é no momento em que Jesus está sendo identificado com aquele cordeiro que derramou o seu sangue em cada família, para que os primogênitos pudessem viver, então ser resgatados, é no momento em que o primogênito Jesus está sendo consagrado ao Senhor. De novo, é no momento em que está sendo revisto, relembrado o êxodo, a libertação, a consolação do povo de Israel. É nesse momento que o Espírito resolve mostrar o Messias para Simeão. A gente não sabe o que Simeão esperava ver no templo, gente. A gente não sabe. Talvez Simeão esperava ver um mestre da lei, um homem feito ensinando com autoridade. Talvez ele esperasse ver uma cerimônia de coroação de um rei, que se revelava então finalmente ao povo de Israel, como aquele que os libertaria. Talvez ele esperava ver um general como a horda de exércitos invadindo e purificando o templo do Senhor. Mas o que os olhos naturais de Simeão ver eram um bebê e somente um bebê. Muitas vezes, meus irmãos, a gente ora por alguma coisa a vida inteira, muito tempo, talvez menos tempo do que Simeão precisou orar. E a resposta de Deus é em menor escala do que você esperava. Deus coloca diante de você um começo, Deus coloca diante de você um bebê. Isso é tudo que os seus olhos naturais vão ver. Ainda assim, Deus está te falando que ali naquele bebezinho está a salvação de Israel. Os olhos espirituais de Simeão viram muito mais do que somente um bebê. Simeão toma nos braços e sustenta nos braços por um momento aquele que tinha sustentado Simeão a vida inteira. Por um momento, Simeão sustenta aquele que tinha sustentado a sua vida até ali. Por um momento, Simeão consola o bebê, que seria a consolação da sua vida. Simeão pacifica aquele que veio trazer paz para ele. E para o povo de Israel. No espírito então, irmãos, ele arrebenta num cântico de ação de graças. Agora, Senhor, agora, podes deixar ir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois os meus olhos já viram a tua salvação. Agora, não antes, antes de que eu venha a te ver. Antes ele não tinha visto ainda, ele precisou esperar, ele precisou ser sustentado na sua espera. Mas, meus irmãos, agora, não depois. Simeão viu só um bebezinho, ele podia pedir para Deus, não, bebê não, só bebê não. Me segura em mais 30 anos para ver esse Messias crescer. Eu prometo que eu como verdura, faço exercício físico, Deus, me segura em mais 30 anos, que eu quero ver o Messias crescer. Não, gente, agora. Para Simeão estava suficiente, gente, os olhos do espírito de Simeão, ele estava pronto a partir. Se fosse ele um homem idoso de fato, meus irmãos, talvez Simeão já estava no final da vida, talvez já estava naquela desejando a sua morte por causa dos seus sofrimentos, dos sofrimentos do seu povo, mas Simeão não tinha paz de ir. Talvez ele desejasse ir, mas ele não estava em paz porque seu povo estava oprimido. Agora Simeão vê um bebê e fala assim, Senhor, agora. Agora o Senhor pode me despedir em paz, agora eu tenho paz disso. E, meus irmãos, despedir, eu nunca admito isso, pode-se despedir em paz. Despedir, meus irmãos, é uma palavra que tem um significado que às vezes se perde, diz respeito a deixar ir no sentido de quando você liberta um escravo. Então Simeão está dizendo, desperde o teu escravo. Literalmente o servo aqui que ele fala no verso 29, deixa ir em paz o teu servo, pode ser entendido como liberta o teu servo, como se fosse assim, Deus, eu completei a carreira, eu combati o bom combate, Deus. A missão de esperar e de anunciar a consolação de Israel está cumprida. O Senhor me sustentou até aqui, Senhor, agora o Senhor pode me deixar ir em paz. Agora eu entendo a tarefa para qual o Espírito Santo me capacitou. Eu precisava ficar vivo para falar para as pessoas que em um bebê o Senhor concentrou a consolação de Israel e trouxe a salvação ao mundo. É para isso que Deus manteve Simeão vivo, é para isso que Ele precisava de Simeão vivo, meus irmãos. Meus olhos já viram a tua salvação, a libertação do povo não só de Israel, mas a salvação que Deus preparou, verso 31, a qual preparaste diante de todos os povos. Deus é, meus irmãos, do início ao fim o autor da salvação. Escute isso talvez do homem mais justo e íntegro que viveu nessa terra, certamente um dos mais. Simeão não confiava na sua justiça, no seu temor a Deus, na sua piedade e no seu espera fiel. Simeão sabia que ele precisava que Deus preparasse para ele uma salvação. E ele viu essa salvação, meus irmãos, nos seus braços em Jesus. Essa salvação foi posta como uma luz diante de todos os povos, não somente Israel, meus irmãos. A salvação de Israel seria bênção para todos os povos, como Deus havia prometido para Abraão. Por meio do descendente de Abraão seriam abençoadas todas as famílias da terra. Então quando Simeão vê aquele faxinho de luz, gente, brilhando por meio da fresta da escuridão, ele sabe que essa luz vai crescer e vai crescer e vai alcançar mais e mais pessoas, até que o povo do Senhor seja composto de gente de todo povo, tribo, língua e nação. Não só Israel seria abençoada por esse Messias, não só Israel seria consolada por esse Messias, mas os dentios receberiam nele a revelação dos seus pecados, receberiam nele a revelação da salvação do nosso Deus. E Deus promete não só a consolação do seu povo, mas a glorificação, porque ele seria também a glória do seu povo Israel. Muito mais do que consolar os sofrimentos, ele glorificaria esse povo no Messias. A glória de Israel era o Messias, era o seu salvador, era no seu salvador que o povo de Deus é glorificado. É a glória do nosso Senhor que nós participamos, é a glória do nosso Senhor que nós proclamamos, é a glória do nosso Senhor que nós refletimos. Simeão viu isso num bebê, meu irmão. Simeão não esperou ver a obra pronta, porque o Espírito Santo nele abriu os olhos espirituais de Simeão para ele ver a salvação. Agora, então, Simeão pode ser despedido em paz. Meus irmãos, eu disse algumas vezes que Lucas queria colocar Simeão como um exemplo, e eu quero dizer para os irmãos que eu creio piamente que Simeão é um exemplo para nós nos dias de hoje. Em certa forma, nós somos semelhantes a Simeão tanto no período da sua vida, antes do encontro com o Messias, quanto no período da sua vida pós-encontro do Messias. Sim, meu irmão, talvez Simeão tenha vivido ainda alguns anos, de novo, nós não sabemos, mas imagina a paz que esse homem experimentou, gente, por já ter visto a salvação de Israel se iniciando. Imagina como era agora começar os dias de Simeão e terminar os dias para Simeão, tendo já visto a resposta às suas orações. Em que sentido, meus irmãos, nós somos como Simeão antes de encontrar com o nosso Senhor? Meus irmãos, o Senhor Jesus já veio, nós proclamamos que ele morreu na cruz, que ele ressuscitou o terceiro dia, que ele foi ao junto aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso. Mas nós proclamamos que a obra de Jesus ainda não está completa. O Senhor Jesus já inaugurou o seu reino aqui na Terra, nós já temos os vislumbres do mundo por vir, mas nós aguardamos, como Simeão aguardava, com expectativa, com esperança, sermos consolados dos nossos sofrimentos, meus irmãos. Lembre-se do sermão escatológico, nós vivemos nesse entre-tempos entre a primeira e a segunda vinda, marcado, entre outras coisas, por um período de sofrimento do povo de Deus. Meus irmãos, nós aguardamos também a nossa consolação. E o Senhor Deus em Simeão, nesse momento, ele está mostrando e nos lembrando que ele não está indiferente ao seu sofrimento. Ele não está indiferente ao sofrimento do seu povo, ele nunca esteve parado e inerte diante do sofrimento do seu povo, mas ele estava preparando e está hoje preparando a salvação, a glorificação do povo de Deus. Então, como Simeão, meus irmãos, nós temos a ação do Espírito Santo dentro de nós, sustentando o nosso anseio por aquele dia em que o Cordeiro nos apacentará e enxugará dos olhos toda a lágrima. Apocalipse 7, 17. Nesse sentido, todos nós somos como Simeão, aguardando, tendo já visto algo da salvação de Deus, mas aguardando por essa consumação. Por outro lado, meus irmãos, nós somos como Simeão, que já encontrou o seu Salvador. Se você é crente em Jesus, meu irmão, saiba que o Espírito Santo te guiou ao Salvador e abriu seus olhos para você ver Jesus. Não foi por nada que você tenha feito que o Senhor te salvou. Foi simplesmente porque Deus, pelo Espírito Santo, te resgatou do domínio do diabo e te abriu os olhos para você ver a salvação em Cristo Jesus. Oh, meus irmãos, se isso é verdade, nós já experimentamos parte desse consolo hoje, de forma incompleta ainda, verdade, mas de forma muito real. O Espírito Santo foi chamado de o Consolador, meus irmãos, porque ele leva a cabo essa obra do Senhor. O Senhor não está indiferente aos seus sofrimentos hoje, meu irmão, especialmente os seus sofrimentos no Senhor. Os nossos olhos já viram o nosso Salvador, meus irmãos. Nós já experimentamos hoje o consolo para os nossos sofrimentos. Se os nossos olhos já viram o nosso Salvador, quem de nós, meus irmãos, pode orar como Simeão? Agora, Senhor, pode despedir o teu serve em paz. Não sei quantos dias eu vou viver, não sei quantos dias você vai viver, mas a qualquer momento que o Senhor nos chamar, nós vamos em paz, meus irmãos, porque a paz foi feita na cruz do calvário. Agora, Senhor, não antes. Agora, não depois. O Senhor pode me despedir em paz. Meus irmãos, eu quero finalizar te fazendo uma pergunta. E você, salvendo a resposta, e muitos de vocês sabem a resposta, você responde em voz alta. Eu vou responder junto com você, eu vou colar, eu vou ter essa vantagem. Mas você responde junto comigo. Mas eu quero que, ao me responder, você responda agora à luz do que você acabou de aprender. De que o Senhor é quem sustenta a sua vida por todos os dias, Deus é quem sustenta a sua espera, e de que Ele já te mostrou a salvação em Cristo Jesus, salvação que Ele mesmo preparou diante de todos os povos. Diante dessa verdade, meu irmão, minha irmã, eu quero te fazer a seguinte pergunta. Qual é o seu único consolo na vida e na morte? O meu único consolo é meu fiel salvador, Jesus Cristo. A Ele pertenço em corpo e alma, na vida e na morte, e não pertenço a mim mesmo. Com Seu precioso sangue, Ele pagou por todos os meus pecados e me libertou de todo o domínio do diabo. Agora, Ele me protege de tal maneira que, sem a vontade do meu Pai do céu, não perderei nem um fio de cabelo. Além disso, tudo coopera para o meu bem. Por isso, pelo Espírito Santo, Ele também me garante a vida eterna e me torna disposto a viver para Ele daqui em diante de todo o coração. Amém? Vamos orar, meus irmãos. Senhor Deus, obrigado, Senhor. Obrigado pela salvação que o Senhor preparou. O Senhor fez tudo, Senhor. O Senhor se encarnou em Jesus Cristo, a segunda pessoa da Trindade, o Filho Bendito se encarnou, se fez vulnerável, se entregou para ser educado por uma família humana. Deus cumpriu a lei, nasceu debaixo da lei para redimir aqueles que estavam sob a lei. Deus, obrigado, Senhor, porque nos nossos olhos espirituais, sendo abertos, nós vemos já a obra completa de Cristo Jesus. Ó Senhor, nós ansiamos como se meão, Deus, que seja ainda no nosso período de vida, Senhor, que nós vejamos a consolação final do Teu povo, Senhor. Volta logo, Senhor Jesus, enquanto nós Te esperamos, Deus, mantenha no Senhor justos e tementes ao Senhor, justificados e piedosos pela obra do Espírito Santo em nós. Essa é a oração da Tua Igreja no nome do Teu Filho amado. Amém. Inscreva-se no Canal e Ative o Sino