Igreja Esperança
12 de outubro de 2026
53min
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Nota deste sermão
88
de 100 pontos
Sermão expositivo reformado, biblicamente fundamentado e pastoralmente equilibrado sobre o sustento de obreiros, com pequenas ressalvas de formulação para evitar leitura transacional ou exclusivista do mandamento.
Critérios e notas consideram a tradição Reformada / Calvinista (Igreja Esperança)
Análise gerada por IA em 12 de outubro de 2026 · entenda a metodologia e os limites →
salário de pastor, pastor pode receber salário, sustento pastoral, o obreiro é digno do seu salário, digno é o trabalhador do seu salário, 1 coríntios 9, de graça recebestes de graça dai, mateus 10, 1 timóteo 5, honra em dobro, não amordaçarás o boi, deuteronômio 25 4, sustento de missionários, pastor deve trabalhar, igreja e dinheiro, mercantilização da fé, john piper, riqueza e pobreza, igreja esperança, pregação sobre sustento pastoral, pregação cristã, estudo bíblico Pastor pode receber salário? Muita gente torce o nariz, e com razão: os escândalos de quem transforma igreja em empresa deixaram marcas. Mas o que a Bíblia realmente diz sobre o salário de pastor, de missionários e de quem se dedica ao evangelho? Neste episódio da série Riqueza & Pobreza, a mensagem é pregada por um membro do conselho da igreja que não recebe salário. A partir de 1 Coríntios 9, Mateus 10 e 1 Timóteo 5, vemos os três argumentos de Paulo para o sustento dos obreiros, o verdadeiro sentido do "de graça recebestes, de graça dai" e o que significa a "honra em dobro". Também mostramos por que Paulo abriu mão do próprio direito em Corinto. A conclusão corta para os dois lados: o pastor não pode ser ganancioso, e a igreja não pode tratar o pastor como empregado nem tentar mantê-lo pobre. 🔔 Inscreva-se no canal para não perder os próximos episódios da série. 👍 Deixe seu like se essa mensagem te impactou. 💬 Comente: você já ouviu o "de graça recebestes" usado contra algum pastor? 📖 CAPÍTULOS: 00:00 – Leitura de 1 Coríntios 9:4-14 03:52 – Sustentar pastores: boa ou má prática? 08:37 – Não é o direito de parar de trabalhar 11:35 – 1º argumento: o soldado, a vinha e o rebanho 16:02 – 2º argumento: "Não amordaces o boi" 22:47 – 3º argumento: o templo, os levitas e o dízimo 28:52 – Mateus 10: digno é o trabalhador do seu salário 31:08 – "De graça recebestes": o versículo mais mal usado 33:19 – O que Jesus proíbe: mercantilizar a fé 35:18 – 1 Timóteo 5: honra em dobro 40:09 – Paulo abriu mão do direito. E daí? 44:15 – Ninguém deve pregar por causa do salário 47:13 – Como funciona na Igreja Esperança 50:48 – A frase final e oração #RiquezaEPobreza #SustentoPastoral #PregaçãoCristã 📲 Acompanhe nas Redes Sociais: • Instagram: / esperanca.igreja • Spotify: Https://open.spotify.com/show/7x7o7VR... • Outras plataformas: http://bit.ly/igrejaesperanca ❤️ APOIE ESTE MINISTÉRIO Sua doação nos ajuda a continuar espalhando a Palavra de Deus. PIX (CNPJ): 10.703.989/0001-53 Ou se preferir, via depósito: Igreja Esperança CNPJ: 10.703.989/0001-53 Banco Itaú Agência: 0937 C. Corrente: 43347-2
Já te convido a abrir e acompanhar a leitura. Está na primeira carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo 9, a partir do quarto verso até o verso 14. Primeira de Paulo aos Coríntios, capítulo 9 de 4 a 14. Acompanhe com atenção e receba como palavra do Senhor. Não temos nós o direito de comer e beber? beber? Não temos nós o direito de levar conosco esposa crente, como também fazem os demais apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas? Ou será que somente eu e Barnabé não temos o direito de deixar de trabalhar pelo sustento financeiro? Quem serve no exército à sua própria custa? Quem planta uma vinha e não comeu fruto? Ou quem apacenta um rebanho e não se alimenta do leite que ele produz? Por acaso digo isso apenas da perspectiva humana? Ou a lei também não afirma a mesma coisa? Pois na lei de Moisés está escrito: "Não atarás a boca do boi quando debulha o grão". Será que Deus está preocupado com bois? Ou será que de fato não diz isso por nós? nós? É claro que é em nosso favor que isso está escrito. Pois quem lavra a terra deve debulhar o grão com a esperança de participar da colheita. Se semeamos entre vós as coisas espirituais, será demais que de vós colhamos as materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, não teríamos nós ainda mais? Mas nunca exercemos tal direito antes. A tudo suportamos para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo. Não sabeis que os que trabalham com o que é sagrado comem do que é do templo e que os que servem no altar participam do que ali é oferecido? Assim, o Senhor também ordenou aos que anunciam o Evangelho que vivam do evangelho. Vamos buscar o socorro de Deus em oração mais uma vez. Senhor, nós buscamos o teu socorro, Senhor, porque nós somos pecadores. Cada fibra, Senhor, do nosso ser se rebela, Deus, contra a tua perfeita vontade, Senhor. Nós temos, Deus, preconcepções, preconceitos, Senhor, sobre esse assunto. Tudo que envolve dinheiro, Senhor, para nós é mais difícil, Senhor. Nós tendemos a resistir, Senhor. E esse assunto tem sido motivo de vergonha paraa tua igreja. igreja. Esse assunto, Senhor, do sustento financeiro e do da recompensa financeira ao ministério pastoral tem sido distorcido, Senhor. Mas o que nós te pedimos, Senhor, é que nesse momento o Senhor não permita, Senhor, que nenhum dos escândalos, Senhor, possa ser obstáculo, Deus, a que ouçamos a tua voz, voz, Deus. nos mostra a tua palavra, Senhor, nos capacita a entendê-la, acolhê-la e obedecê-la, Senhor, a despeito de nós mesmos, Senhor. Que a sua palavra fale conosco, Deus, mas se necessário, que ela fale contra nós. É o que nós pedimos no nome do teu filho Jesus. Amém. Pois bem, meus irmãos, vamos examinar esse texto de Primeiro Coríntios como principal fonte de orientação paraa gente entender se de fato o sustento financeiro ou a recompensa financeira dos pastores, eh, em especial, mas também dos outros obreiros e dos missionários, se isso é só uma boa recomendação, se isso é uma boa prática ou se, pelo contrário, isso é uma má prática, isso não deveria ser a praxis da igreja. Pra gente examinar Primeiro Coríntios 9, a gente tem que dar uma olhadinha para trás e lembrar o que Paulo tá falando em Primeira Coríntios 8. Nós não vamos ler, mas se você olhar aí o subtítulo, o título que tem aí na sua Bíblia, você vai ser informado ou vai se lembrar que Paulo estava tratando sobre comida sacrificada a ídolos. No capítulo 8, Paulo está falando sobre comida sacrificada a ídolos. E no capítulo 9 parece então que Paulo está mudando completamente de assunto. Mas meus irmãos, se a gente sai um pouquinho da superfície e começa a entender um pouco melhor o que Paulo tá ensinando, a gente vai ver que, na verdade, existe uma progressão no ensino do apóstolo. Porque o que Paulo tá ensinando no capítulo 8 é sobre a liberdade cristã. A liberdade de comer determinadas comidas, mas mais do que isso, a liberdade de deixar de comer determinadas comidas por amor aos irmãos, a liberdade de deixar de exercer determinados direitos por amor aos irmãos. É isso que ele vai explicar no capítulo oito. Então, quando a gente chega no capítulo nove, a gente conhece, com esse conhecimento, a gente vai ver que Paulo, na verdade, ele está aplicando exatamente esse princípio e mostrando como que ele, tendo um determinado direito, ele pode abrir mão de exercê-lo por amor aos coríntios. Mas para que isso seja de fato algo que faça sentido, ele precisa estabelecer primeiro que ele tem esse direito. Qual direito? O direito de ser sustentado por aquela igreja. Então, antes de falar sobre o direito de exercer ou de não exercer, sobre a liberdade de exercer ou de não exercer, Paulo vai estabelecer o sustento da comunidade como um direito dele, dele, Paulo. Como Paulo vai fazer disso? vai fazer isso, perdão. Nos primeiros três versos que a gente também não vai ler, se o tudo que você precisa saber é que Paulo está estabelecendo o seu apostolado por várias razões em Coríntios, né, na igreja de Corinto, aos Coríntios, isso era eh questionado. Então, Paulo vai gastar aqui os primeiros três versos para estabelecer o fato de que ele é apóstolo, tão apóstolo quanto os outros 12 apóstolos, por assim dizer. É isso que Paulo quer estabelecer ali nos primeiros três versos. E aí então ele vai começar a defender o seu direito de ser sustentado e o seu primeiro argumento é justamente esse. Ora, se os outros apóstolos lançam mão desse direito e se eu sou um apóstolo como eles, por que só eu não posso então ser sustentado pela igreja? É isso que você vai encontrar nos versos 4 a se. Vamos olhar aqui rapidinho. Não temos nós o direito de comer e beber. Não temos nós o direito de levar conosco esposa crente, como também fazem os demais apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas? Ou será que somente eu e Barnabé não temos o direito de deixar de trabalhar pelo sustento financeiro? Você vê que é isso que Paulo tá falando, então, né? Olha, vocês usam eh vocês sustentam outros apóstolos e eu, que sou apóstolo como eles, não poderia então lançar mão desse mesmo direito. Qual direito? Alguns, né, ele ele eh detalha de maneiras diferentes. O direito de de comer e de beber, o direito de ter a sua subsistência providenciada, né? Comer e beber está simbolizando o seu sustento, o direito de quando eh tiver que viajar para ir pregar em uma igreja, né, como os apóstolos faziam no primeiro século, de se fazer acompanhar as custas da igreja da sua esposa, né, dos seus familiares. Não que Paulo tivesse uma esposa, né, a gente sabe que Paulo não era casado, talvez ele tivesse sido casado, mas ele fala inclusive no capítulo 7 que ele não era casado. Mas ele tá falando: "Olha, não tenho esse direito se eu tivesse uma esposa crente de me fazer acompanhar por ela". E no verso se ele vai falar de forma talvez até mais contundente. Eu não tenho direito de deixar de trabalhar pelo sustento financeiro. Aqui na minha tradução, veja, meus irmãos, Paulo não está querendo deixar de trabalhar. Ponto. Paulo não está dizendo que ele faz parte de uma casta iluminada que não precisa trabalhar. O que Paulo tá dizendo é que existe uma espécie de competição aqui. a sua energia, as suas habilidades, as suas horas, né, o seu tempo está que ele poderia utilizar para o seu sustento, está sendo colocado, e ele quer que seja assim, está sendo colocado a serviço da igreja. Ora, se está sendo colocado a serviço da igreja, se aquilo de mim que eu poderia usar para receber o meu sustento está sendo oferecido à igreja, seria então natural, seria um direito que a igreja então providenciasse esse sustento, uma vez que eu não posso mais provê-lo, porque eu estou usando esse direito, esse trabalho para sustentar a igreja, por assim dizer. Então é isso que Paulo tá dizendo. Não é o direito de parar de trabalhar, mas é de não precisar ter que autofinanciar o seu ministério, parar de trabalhar pelo seu sustento e dedicar-se ao ministério para o qual ele foi chamado. Paulo diz que isso é um direito que os demais apóstolos tinham e que ele como apóstolo também tinha. Então Paulo I se estabelece como apóstolo e o seu primeiro argumento é de que como os apóstolos tenham esse direito, Paulo também o tinha. Paulo vai progredir agora na sua exposição e ele vai começar a justificar ou explicar de onde vem esse direito que os apóstolos lançam mão e que Paulo enxerga que ele também tem. Afinal de contas, se os apóstolos têm direito de comer e de beber, de fazer se acompanhar de uma esposa, de não ter que trabalhar pelo sustento, da onde vem esse direito? E Paulo vai justificar então ou explicar esse direito com três conjuntos de argumentos ou com três argumentos. o argumento que a gente pode chamar de o argumento da criação, o argumento da lei, da lei de Moisés, e o argumento que nós vamos chamar de argumento do evangelho. Vocês vão enxergar exatamente esses argumentos aqui à medida que a gente for expondo o texto. Eu não sei se os irmãos perceberam, ficou muito nítido aqui nos versos 4 a 6, mas Paulo tá eh avançando o seu argumento por meio de perguntas retóricas. É, é um montão de perguntas que tem aqui. Eu tinha contado na minha casa nada menos que 18 perguntas que Paulo faz nos 14 primeiros versos desse capítulo. Pergunta retórica, meus irmãos, é aquela pergunta que você não faz porque você tá buscando uma informação, né? É aquela pergunta que você faz porque ela já elicita uma resposta. Então, ela leva a uma reflexão, ela já traz no bojo da própria pergunta uma resposta que seria óbvia. E quando a pessoa que escuta essa pergunta tem o reflexo, né, de internamente responder a ela, isso vai estabelecendo os pontos do apóstolo. Então ele fez isso quando ele falou dos direitos do apóstolo, né, nos versos 4 a se ele vai continuar fazendo isso agora no verso 7, que é o primeiro argumento que Paulo vai apresentar para justificar de onde vem esse direito. Veja aí o verso 7. Quem serve no exército à sua própria custa? Quem planta uma vinha e não come fruto? Ou quem apacenta um rebanho e não se alimenta do leite que ele produz? Três argumentos, três analogias da criação, três perguntas. Todas as perguntas com a resposta: ninguém no seu bojo, né? Qualquer pessoa da sociedade ali de Corintos sabe que todas essas perguntas esperam a resposta ninguém. Nenhum soldado de Roma ia para as guerras do imperador, lutar as guerras do imperador tendo que se financiar. tendo que comprar a própria arma, tendo que pagar pelo próprio taslado, tendo que buscar o seu sustento, tendo que pagar pelo próprio treinamento. Nenhum soldado esperaria ter que financiar e nenhuma pessoa que não é soldado esperaria que o soldado fizesse isso. Então, da mesma forma, não era de se esperar que os apóstolos, que os missionários, que os obreiros que estão numa missão pelo reino de Deus tivessem que fazê-lo também. Não era não era eh eh não era um absurdo pensar que alguém planta uma vinha na esperança de comer dos seus frutos. Era esperado e era esperado que o pastor se servisse do leite dos das ovelhas, das cabras do seu próprio rebanho. Então vejo que Paulo apela a realidades que seriam conhecidas por aquela sociedade para mostrar, olha, nessas relações aí de trabalhos, não tá claro que a pessoa trabalha esperando receber alguma coisa? Mas veja que Paulo ele enriquece esse argumento ao escolher a dedo essas analogias, porque Paulo escolhe não somente três analogias onde esse princípio da retribuição pelo trabalho ou da participação dos frutos do trabalho está em ação, mas ao escolher analogias de ah que são utilizadas em todas as escrituras para descrever a própria igreja, igreja, o vocacionado por Deus como um soldado é é Uma analogia que Paulo utiliza em vários lugares nas suas cartas, escrevendo a Timóteo, por exemplo, ele fala: "Olha, sofre comigo as aflições de Jesus como um bom soldado de sobe comigo as aflições como um bom soldado de Cristo Jesus". Paulo, ao final do seu ministério, ele fala que ele combateu o bom combate. Ele chamava os seus companheiros de ministério de companheiros de lutas. Então, Paulo se enxergava como um soldado a serviço de Deus. Não é então natural se esperar que alguém que é arregimentado não sirva às próprias custas? A videira, meus irmãos, a videira é uma das analogias mais utilizadas para o povo de Deus em todas as escrituras, no Antigo Testamento, aplicada ao povo de Deus, ao povo de Israel, e depois ampliada, né, essa mesma imagem utilizada para para falar do povo de Deus também no Novo Testamento. Então o apóstolo se vê como aquele que toma conta de uma videira que não é sua, mas ele toma conta da videira esperando também participar dos frutos, comer das uvas das videiras. Isso era natural pro trabalhador que trabalhava na videira. E Paulo está pegando analogicamente e aplicando ao serviço apostólico. E por fim, a talvez a analogia mais evidente que a analogia do pastor, né? que passou a ser inclusive o nome do próprio ofício do supervisor, que a Bíblia vai te chamar de supervisor ou de presbítero ou de bispo, enfim, é o pastor da igreja. E essa analogia em especial de que o pastor se serve do leite, né, do dos frutos ali, por assim dizer, do rebanho, ela deixa ainda mais claro que a participação do trabalho ou os frutos do trabalho vem do próprio rebanho que é servido pelo trabalho do pastor. Então, quem que tem que sustentar o soldado? Quem que fornece as uvas que alimentam o viticultor? Quem que fornece o leite que alimenta o pastor? É o próprio rebanho que é servido por aquele pastor. Então esse é o primeiro argumento de Paulo. Ele apela para situações do cotidiano, utilizando analogias que a própria Bíblia emprega para descrever a realidade da igreja, para mostrar que existe o mesmo princípio no trabalho eclesiástico que existe nesses demais trabalhos. Qual é o segundo argumento de Paulo? Agora Paulo vai avançar no seu argumento e a gente poderia chamar esse segundo argumento de argumento da lei. É como se Paulo se colocasse no lugar do ouvinte e falasse assim: "Tá bom, mas aí você deu exemplos humanos. Mas o que que a Bíblia diz a respeito disso, né? O que que a Bíblia diz a esse respeito? Exatamente o que Paulo fala no verso 8. Por acaso digo isso apenas da perspectiva humana? Ou a lei também não afirma a mesma coisa. Pois na lei de Moisés está escrito: "Não atarás a boca do boi quando debulhe o grão". Será que Deus está preocupado com bois? Ou será que de fato não diz isso por nós? É claro que é em nosso favor que isso está escrito, pois quem lavra a terra deve debulhar o grão com a esperança de participar da colheita. Que Paulo está aludindo aqui, meus irmãos. Paulo tá citando Deuteronômio, capítulo 25 verso 4. Não amordasse a boca do boi quando debulhe o grão. No tempo, nos tempos antigos, no tempo da lei de Moisés, mas também no tempo ali do apóstolo Paulo, a debulha do trigo, principalmente era feita com bois, né? Você espalhava o trigo no chão, colocava ali um poste central, né? amarrava o animal naquele poste. Aquele animal era colocado então para caminhar sobre aquele grão e o próprio peso do animal, né, as suas próprias pisaduras quebravam ali, né, tiravam o grão de dentro do seu invólocro. E à medida que o animal caminhava ali debulhando o grão, ele mesmo às vezes ia lá e dava uma bocada no trigo que ele tirava, que ele tava pisando. E a lei ordenava que você não devia impedir que isso acontecesse. Você devia deixar o boi fazer isso. O boi tinha que ser se tornar participante do fruto do seu próprio trabalho. Só que quando você vai para Deuteronômio 25 e você olha ali os três primeiros versos que vem antes do verso 4ro e o que vem ali depois. Não é um capítulo, meus irmãos, não é uma sessão da lei que trata sobre o cuidado dos animais. Não é um capítulo que está eh regulando a vida agrária de Israel. Quando se você vai para Deuteronômio 25, que você vai ver lá são leis a respeito das relações humanas, da dizendo respeito à punição de determinados crimes, regulando certas defraudações, né, certos crimes que são feitos uns contra os outros. Então, regulando, o homem está em foco ali, o ser humano está em foco ali em Deuteronômio 25. Então, o que o apóstolo, intérprete autorizado das Escrituras está enxergando é que Deus coloca esse mandamento lá. também por causa do boi, mas não em última instância por causa do boi. Quando o apóstolo pergunta se Deus está preocupado com bois, é evidente que ele não tá falando que Deus não tem preocupação com a sua criação. A gente deve ler isso dessa forma. Deus não estava preocupado com os bois em última instância, mas ele coloca aquele mandamento para que por meio daquele princípio nós aprendamos como deve ser o cuidado com o trabalhador. O trabalhador deve se tornar parte, deve ter a recompensa dos frutos do seu trabalho. Hoje em dia na nossa sociedade isso muitas vezes isso muitas vezes ou praticamente na totalidade é representado por uma remuneração financeira, por um salário. Na sociedade de Paulo fazia sentido também que ele eh para esses eh empregos que eles fossem participantes literalmente do resultado, né, da própria colheita, das próprias uvas, do próprio leite. Então Paulo deixa isso claro quando ele fala no final do verso 10, daquele que lavra e daquele que debulha. Todos eles trabalham na terra, lavram e debulham o trigo na esperança de participar dos frutos do seu trabalho, de colher, de ter serem beneficiados pelo fruto do seu trabalho. Esse era o princípio que se aplicava ao boi, mas não era ao com o boi que Deus estava preocupado em última instância. era que nós entendêsemos esse princípio atuando, o princípio de que a pessoa que se afadiga com alguma coisa deve ser tornada participante dos frutos, deve ter uma compensação digna por aquele trabalho. De novo, na nossa sociedade, isso equivaleria, por exemplo, a dizer que os salários têm que ser dignos, condignos com a função que é exercida. E aí Paulo, que já ampliou o mandamento, então, dos bois pro ser humano, vai ampliar agora da agricultura pra igreja. Algo que ele já tinha aludido no verso 7, ele faz agora mais explícito no verso 11. Seamos entre vós as coisas espirituais, será demais que de vós colhamos as materiais? Então Paulo agora compara o trabalho do apóstolo, o trabalho do obreiro, aquele que anuncia o evangelho, com de um agricultor. Então ele semeia entre os coríntios, entre a congregação, coisas espirituais. Paulo tá falando do governo, Paulo tá falando da pregação do evangelho, Paulo tá falando do aconselhamento, do ensino. Ora, se nós nos afatigamos pregando o evangelho, aconselhando, instruindo, governando bem, e as pessoas se tornam mais parecidas com Jesus e as pessoas vão se tornando mais maduras na fé e as pessoas vão se tornando menos mesquinhas e mais generosas. É demais, é irrazoável pensar que nós vamos também nos tornar participantes materialmente desse ganho que a sociedade obtém por meio do nosso trabalho. Esse é o argumento de Paulo. Se nós estamos semeando entre eles coisas espirituais, é um absurdo que como o trabalhador espera colher alguma coisa do seu trabalho, que o apóstolo espere colher alguma coisa do seu trabalho também e essa coisa seja material. Esse é o segundo argumento de Paulo. Então, ele tá dizendo que o apóstolo tem direito de receber coisas materiais porque isso é fruto do seu também fruto do seu trabalho entre aquela congregação. Então, não se perca. Paulo estabeleceu o seu apostolado. Paulo disse que como os outros apóstolos, ele tinha direito a ser sustentado. E agora Paulo já apresentou argumento de duas formas, né? com o argumento da criação e com o argumento da lei de Moisés, estabelecendo o mesmo princípio de que por eles se labutarem no evangelho, eles poderiam ou teriam o direito de ser sustentado pela congregação para quem eles anunciam ou de eh a congregação para quem eles anunciam. Nós vamos agora, meus irmãos, pro último argumento que eu chamei de o argumento do evangelho. Para ir para esse argumento, a gente vai pular o verso 12, mas eu prometo pros irmãos que a gente retorna a ele já já. Vamos lá pro verso 13. Não sabeis que os que trabalham com o que é sagrado comem do que é do templo e que os que servem no altar participam do que ali é oferecido? Assim, o Senhor, o Senhor Jesus também ordenou aos que anunciam o evangelho que vivam do evangelho. Aqui Paulo tá aludindo aqui, gente. Vamos entender esse argumento do apóstolo agora que eu chamei de argumento do evangelho. No verso 13, Paulo tá falando do serviço do templo ou do serviço lá do tabernáculo e depois do templo de Jerusalém. Quando Deus institui o tabernáculo lá no tempo de Moisés, como que a coisa devia funcionar? funcionar? Israel vai entrar na terra prometida em Canaã, libertos do Egito. Israel vai entrar na terra prometida e Deus vai distribuir terras, vai dividir as aquela terra entre cada uma das tribos de Israel. Mas uma das 12 tribos lá, uma das tribos de Israel não vai receber terra. Uma das tribos foi eleita por Deus. A tribo de Levi foi eleita por Deus para servir no templo. A Bíblia fala que eles foram tomados em lugar dos primogênitos de Israel que foram redimidos no êxodo. Então essa uma tribo, gente, ela não tinha herança de terra em Canaã. Agora pensa comigo, gente. Era uma sociedade agrícola, pecuária e agricultura. Uma tribo ser privada do direito de terra significa que eles não não teriam como trabalhar para o seu próprio sustento. A tribo de Levi não trabalharia na terra pelo seu próprio sustento. De onde viria, gente, a o sustento da tribo de Levi. E da dentre a tribo de Levi, uma das famílias, que era a família de Arão, era apontado como os sacerdotes. Como essa tribo e essa família seriam sustentados? por meio dos dízimos. Você volta aí duas semanas para trás na nossa série, pastor Guilherme explicou aqui sobre o dízimo e ele explicou sobre como funcionava esse mecanismo. A congregação trazia, né, do seu das suas colheitas, das suas riquezas, a décima parte trazia no templo. E essa 10ma parte então era recolhida e distribuída entre os levitas. O sustento dos levitas, meus irmãos, dependia da fidelidade de Israel ao Senhor. Senhor. Entenda isso. Se Israel deixasse de ser fiel ao Senhor, os levitas morreriam de fome ou teriam que parar de trabalhar no templo e irem plantar. Inclusive, isso aconteceu na história de Israel. Depois você lê lá na sua Bíblia, Neemias 13, eh, cita justamente uma situação assim, que o povo deixou de ser fiel a Deus e os levitas pararam, tiveram que parar de servir ao templo porque eles não tinham como se sustentar. Desses 10% que era trazido pros levitas, a décima parte, o dízimo do dízimo era dado pra família de Arão, pros sacerdotes, que se alimentariam então disso. Isso era um dos mecanismos de sustento, então, daquela tribo e daquela família. Qual era o outro mecanismo? Tinham dois. Um era os dízimos. O outro, meus irmãos, era que eles participavam da própria oferta. Aquilo que era sagrado, aquilo que era trazido, os animais, os cereais, a farinha, que era trazido no altar para oferta ao Senhor, daquilo também era retirada uma porção para sustentar os sacerdotes e os levitas que estivessem em serviço ativo no templo. Então, por meio dos dízimos e dessas ofertas sacrificiais, é que viria o sustento daquela família. Por que que Paulo tá falando disso? Então, gente, por que que Paulo tá aludindo eh aos que trabalham com homem que é do tempo e os que o altar participam do que é oferecido? Não é porque exista uma continuidade do serviço do templo ou porque Paulo tá chamando, tá simplesmente dizendo que agora os pastores são os levitas e os eh os sacerdotes, né? Não é isso. Paulo tá dizendo, meus irmãos, é que sempre foi na economia do Senhor, sempre foi parte do culto público a Deus. o sustento daqueles que trabalham para que esse culto aconteça. Como parte da sua própria oferta ao Senhor, os israelitas estavam contribuindo para o sustento daqueles que se afatigavam para que o serviço do templo não parasse. Faz parte do culto a Deus o sustento daqueles que se dedicam para que esse culto aconteça. Esse é o princípio que Paulo está aludindo ao a ao falar do templo de Jerusalém. Meus irmãos, então não é que Paulo está trazendo, né, o Antigo Testamento sem mudança. De fato, Jesus Cristo cumpriu todo aquilo para para o que o serviço do templo apontava. Nós não vivemos mais numa realidade de ter que trazer ofertas de sangue, porque o sangue de Jesus já foi derramado em nosso favor. Mas o princípio, meus irmãos, de que o nosso culto a Deus envolve sustentar aqueles que trabalham pro anúncio do evangelho, para que esse Deus seja glorificado, ele continua de pé. Esse é o ponto do apóstolo. E por que que eu chamei isso de o argumento do evangelho? Por causa do verso 14. Porque Paulo no verso 14 tá falando assim também na minha tradução, né? Ele ele tá ligando o verso 14 ao verso 13. Ele tá falando que Jesus ensinou a mesma coisa. Quando Jesus ensinou o quê? Que aqueles que anunciam o evangelho vivam do evangelho. Do mesmo jeito que os levitas viviam do serviço do templo, que os sacerdotes viviam do serviço do templo. Quem anuncia o evangelho deve viver do evangelho. Onde que Jesus ensinou isso? Uma pergunta justa. Jesus ensinou isso. Isso tá tem dois relatos, né, do mesmo episódio de quando Jesus ensina isso. Tá em Lucas 10 e Mateus 10. Eu escolhi ler com os irmãos Mateus capítulo 10, porque tem um versículo que é muito mal empregado lá em Mateus 10, que os irmãos precisam entender para nos ajudar. Então, abre aí sua Bíblia. Mateus capítulo 10. nosso, nós queremos interagir com um verso que é mal utilizado, mas queremos ver também quando que Jesus ensinou que aqueles que anunciam o evangelho devem viver do evangelho. É Mateus 10 a partir do verso 5. Jesus enviou esses 12, né, os os seus discípulos, e ordenou-lhes: "Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidades de samaritano. Ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel, e indo, pregai, dizendo: O reino do céu chegou. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça dai. Não levareis no cinto ouro, nem prata, nem cobre, nem bolsa de viagem, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão, porque digno é o trabalhador do seu alimento. alimento. Em Lucas 10, a palavra alimento aqui tá literalmente salário. Digno é o trabalhador do seu salário. Então, vamos entender que que Jesus tá ensinando aqui. Jesus tá enviando seus 12 para anunciar o evangelho. Eles tinham que ir, levar uma mensagem e a esse anúncio acompanharia uma série de sinais que os apóstolos só puderam realizar. cura de enfermos, purificação de leprosos, expulsão de demônios, só puderam realizar porque receberam a graça do Senhor e o poder do Senhor pelo Espírito Santo para fazê-lo. Então eles que receberam isso de graça não poderiam cobrar por fazê-lo. De graça recebestes, de graça dai. Esse, meus irmãos, é o versículo que eu falei que é muito mal empregado, muito mal empregado pela igreja, muitas vezes para eh não para se fugir, né, se furtar a responsabilidade de pagar dignamente os pastores. Toda vez que o pobre de um pastor bota um curso, né, para vender na internet, tem alguém que saca essa cartinha, né, do de graça recebeste, de graça dai lá na sessão dos comentários. Mas não é isso que Jesus tá ensinando, gente. Jesus não tá ensinando que os discípulos têm que autofinanciar a sua missão, missão, porque se fosse isso, ele estaria se contradizendo logo na sequência. De graça recebestes, de graça dai. Mas todas as maneiras pelas quais eles poderiam financiar a missão, Jesus proíbe. Não levareis no cinto nem ouro, nem prata, nem cobre, nem bolsa de viagem, nem túnica, nem sandália, nem bordão. bordão. Por que, gente? Eles deveriam esperar serem sustentados pelas comunidades para quem eles anunciavam o evangelho. Então, o de graça receber esse de graça dai, não pode querer dizer que eles não deveriam ter expectativa de serem sustentados. Pelo contrário, eles tinham que ter a expectativa de serem sustentados. Por isso que eles não estavam levando nada, gente. Eles tinham que dar um passo de fé e acreditar que a comunidade que receberia o anúncio do evangelho é quem os sustentaria. Isso era, meus irmãos, isso é, meus irmãos, o mecanismo que Jesus, ele mesmo determinou pro avanço do evangelho. À medida que as comunidades recebem o evangelho, elas retornam isso em sustento para aqueles que os anunciam. O mandamento que a gente leu lá em Coríntios 9:14, né? Aqueles que anunciam o evangelho, vivam do evangelho, não é um mandamento para quem anuncia. Isso é um mecanismo que se torna força de mandamento para quem recebe o evangelho. Quem recebe o evangelho é que tem que viabilizar que aquele que anuncia possa viver anunciando o evangelho e não tenha que dedicar parte das suas horas para trabalhar pela sua própria subsistência. Então, o que Jesus tá proibindo aqui, meus irmãos, não é o sustento. O que Jesus tá proibindo aqui, meus irmãos, é a mercantilização da fé. Isso é diferente. A fé, a graça estendida no anúncio do evangelho não poderia ser distorcida para se tornar um item comercial a ser vendido. A relação da igreja, meus irmãos, não é uma relação comercial. É isso, meus irmãos, que esses pastores picaretas aí erram. Não é que eles não tenham, enquanto forem fiéis à Escrituras, o direito de serem sustentados pelas suas igrejas. O que eles não podem fazer e eles fazem e vira vergonha pro evangelho, é mercantilizar a fé, é transformar as curas, os exorcismos, a pregação do evangelho em produto para ser vendido e colocado numa prateleira. Agora, por outro lado, a congregação também não pode ver o salário, o sustento dos pastores como transação comercial. Você não está liberado por Jesus para sentar aí na cadeira como se fosse um cliente e dizer pro seu pastor que você pode determinar o que vai ser pregado, o que não vai ser pregado, os ministérios que podem ter, os ministérios que não podem ter, como se você tivesse pagando. Não, pastor, eu pago o seu salário, então você não vai pregar isso aí hoje não. Você é doido. Vai pregar sobre seu próprio salário. Da onde? Isso não dá pra congregação esse direito. Então, o que Jesus está proibindo, meus irmãos, é a mercantilização da fé dos dois lados, tanto do lado daqueles que deveriam acolher e sustentar, quanto do lado daqueles que anunciam o evangelho. E a gente vai falar mais disso daqui a pouco, mas eu quero ler mais uma passagem com você. Eu prometi que seriam três textos. E a razão que eu vou ler essa terceira passagem é para estabelecer que isso não é um princípio que se aplica só aos apóstolos, mas que se aplica também aos pastores, aos obreiros, aos missionários. E quero também aproveitar para falar de um outro versículo que é também é muito mal usado. É Primeira Timóteo, capítulo 5. Abre comigo, verso 17 e verso 18. Primeira Timóteo 5:17. Os presbíteros que governam bem devem ser dignos de honra em dobro, principalmente os que trabalham na pregação e no ensino. Porque a Escritura diz: "Não amarres a boca do boi quando ele estiver debulhando e o trabalhador é digno do seu salário". Deuteronômio 25:4, Lucas 107, Mateus 10:10 também. Veja só o que Paulo tá dizendo aqui, gente. Paulo tá falando claramente a pastores, a presbíteros, a supervisores, bispos e por extensão também, gente, há outros que recebiam ou que deveriam receber o sustento da igreja, missionários, obreiros. E Paulo está usando exatamente os mesmos argumentos, os mesmos versos que ele usou para justificar o seu direito como apóstolo de ser sustentado pela igreja. Então, mas aí você pode falar: "Não, R, mas aqui Paulo não tá falando de dinheiro. Paulo tá falando de honra. Honra tudo bem, dinheiro não. Honra vai, dinheiro não. Mas, meus irmãos, tá claro que honra aqui envolve também o sustento material ou alguma recompensa material por duas coisas. A primeira é que a palavra honra aqui do verso 17 é a mesma palavra timê, né, do grego que aparece no verso três de do mesmo capítulo que aqui na minha tradução tá cuidai das viúvas de fato necessitadas. A palavra no original lá é honra as viúvas de fato necessitadas. Meus irmãos, o que significa honrar uma viúva necessitada nesse contexto aqui? Significava garantir que ela tivesse sustento e provisão. Volte uma semana, né, nas nossas pregações, você aprendeu semana passada que as viúvas era talvez o grupo mais vulnerável, né, junto com os órfãos e os estrangeiros em Israel. É quem realmente as viúvas que não tinham famílias, as desamparadas, não tinham absolutamente forma de se sustentar. Então, quando Paulo diz honra as viúvas ele quer dizer cuide das viúvas. Então, quando ele fala honra os presbíteros, ele tá dizendo cuide dos presbíteros. E existe um outro argumento que é justamente o verso 18. O verso 18 tem um porquê aqui, né, ou pois, ou como a sua tradução eh trouxer, que liga o verso 18 ao verso 17. É como se Paulo tivesse dando as bases para o que ele afirmou no 17. Por que que eles devem ser honrados? E aí ele vai falar claramente os versos que nós vimos, que são os versos que falam do sustento financeiro. Digno é o trabalhador do seu salário. Então essa honra envolve também o salário dessas pessoas que trabalham na pregação e no ensino ou se afadigam na pregação e no ensino, como tá aí no verso 17. Então aqui, meus irmãos, não há discussão ou não há muita polêmica, alguma discussão talvez de que honra aqui significa sustento material para os presbíteros, não só pros apóstolos, ok? Então isso ainda é algo que Paulo ensina, que a escritura nos ensina, e Paulo está ensinando isso a um pastor, né, a Timóteo, que é ele mesmo um presbítero. O que as pessoas discutem aqui, gente, é o que que é a honra em dobro. Não é que honra é dinheiro, é o que que é honra em dobro. E aí tem algumas explicações possível possíveis, perdão. A que eu acho que faz mais sentido é que como se Paulo, como se Paulo estivesse dizendo que os pastores, aos pastores é devida a honra literal e a honra figurada. Que que eu quero dizer com isso? A honra literal é honra. A gente deve respeito, deve carinho, deve admiração, admiração, gratidão pelo trabalho dos pastores que nós recebemos, especialmente os que presidem bem, se afadigam na palavra e no ensino. E a honra figurada é o sustento financeiro, né? É honra no sentido que ele usou com as viúvas aqui. Então, o dobro, né? A honra em dobro seria isso. Você deve honra seu pastor, você deve gratidão, você deve respeito, mas isso não é suficiente. Você deve também também contribuir para o seu sustento financeiro. Vamos voltar agora para primeiro Coríntios, capítulo 9. Eu prometi voltar no verso 12. Não esqueci minha promessa. Volta lá. Eu acho que tá muito bem estabelecido até aqui de onde vem o direito dos pastores, dos obreiros, dos missionários de serem sustentados pelas suas igrejas. Mas olha o que o Paulo vai ensinar agora no verso 12. [roncando] Se outros participam desse direito sobre vós, não teríamos nós, né, Paulo e Barnabé, ainda mais, porque Paulo e Barnabés eram ainda mais dedicados a Corinto e a igreja surgiu por meio do ministério desses dois homens. Mas nunca exercemos tal direito. Antes tudo suportamos para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo. Aí você fala assim: "Ah, sabia? Eu entendi que era direito. Eu tô disposto a aceitar que era direito. Mas presbítero bom é presbítero que não usa o seu direito, igual Paulo não exercia o seu direito. Gente, é isso que Paulo tá ensinando aqui. Não tem como, né, gente? Depois a gente lê Primeira Timóteo. Paulo ensinando que os presbíteros devem receber salário, devem receber o sustento da comunidade paraa qual eles servem. A única coisa, gente, que isso aqui serve é para um ser uma advertência aos pastores e aos missionários e aos obreiros e aos pregadores que recebem pelo seu trabalho. Paulo tá dizendo o mesmo que ele disse no capítulo 8, é que não é porque você tem determinado direito que você precisa necessariamente usá-lo. aquele contexto específico de Corinto, Paulo chegou à conclusão de que se ele usasse desse direito, isso seria um obstáculo ao evangelho. E aí ele decide abrir mão desse direito, mas ele estabelece de forma incontestável que era um direito e ele ensina que esse direito deve ser deve ser o a prática normal da igreja quando ele ensina isso a Timóteo. Por que Paulo se servir do sustento da igreja de Corinto seria um escândalo? Meus irmãos, nós não sabemos ao certo. Alguns vão teorizar que talvez Paulo não quisesse ter rabo preso com ninguém. Existia uma cultura numa cidade rica e de cultura grega como era Corinto, de patrões, de patrocinadores que patrocinavam mestres e se achavam então no direito de guiar o ministério, né, desses mestres. Era também comum que mestres de filosofia, né, os chamados sofistas, vendessem, mercantilizassem ali os seus saberes, né, a sua sabedoria em espécies de escolas de filosofia itinerante. Talvez Paulo não queria ser associado a esses homens. A gente não sabe. O que a gente sabe é que Paulo decidiu abrir mão de algo que era seu por direito. Veja aí o verso 15. Mas não tenho me servido de nenhuma dessas coisas, nem escrevo isso para que assim se faça comigo. Veja que Paulo não está pedindo o sustento da igreja de Corinto, tá? Pois para mim seria melhor morrer. Ninguém iria validar, invalidar essa minha glória. Mas se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois tal obrigação me é imposta. e ai de mim se não anunciar o evangelho. Se pois o faço de boa vontade, tenho recompensa. Mas se não é de boa vontade, estou apenas encarregado de uma tarefa. Então, qual é a minha recompensa? É que pregando o evangelho eu o faça gratuitamente e assim não me sirva de meu direito ao evangelho. Que que Paulo tá explicando aqui, gente? está explicando porque que ele não usa esse direito. Paulo não tem o direito, para ficar na mesma palavra de não pregar o evangelho. Porque existe duas formas de não ser prezado à igreja de Corinto. Ele pode não ser pesado não pregando e ele pode não ser pesado abrindo mão desse direito. direito. Só que ele fala que o primeiro não é uma opção. Ele não pode não pregar porque, e aqui que tá o ponto para quem prega, para quem é pastor, para quem é obreiro assalariado. Não é o salário a justificativa pro trabalho. Quem anuncia o evangelho anuncia porque foi comissionado a isso. Ai de mim se não pregar o evangelho, que tá escrito ali no verso 16. Tal obrigação me imposta. No verso 17, eu estou encarregado de uma tarefa. Então, o bom pastor, o bom presbítero, o bom obreiro, o bom missionário, não é aquele que prega por causa do salário, é aquele que prega por causa de Jesus. É aquele que prega porque se reconhece vocacionado e chamado pelo mestre. Não é injusto que ele espere ser pago por esse trabalho, ser sustentado ou participar dos frutos do seu trabalho, meus irmãos, mas essa não pode ser a razão do seu ministério. É isso que significa de graça recebeste, de graça dai. Ele não pode transformar, como a gente falou também três semanas atrás, a piedade em fonte de lucro. Primeiro Pedro 5:2 fala que os pastores não podem entrar no ministério por causa daquilo que eles vão ganhar com isso. Então, ao abrir mão do seu direito, Paulo mostra que existe um padrão maior, uma razão maior pelo qual os pregadores, os pastores e os obreiros fazem, que é o evangelho de Cristo. Então, é o que eu falo, gente, que corta para um lado, corta pro outro também. Nem o pastor pode se dar ao mercantilismo a ganância. Inclusive, essa é uma das eh qualificações pastorais nas cartas de Paulo a Timóteo. O pastor não pode ser ganancioso, isso é um dos critérios. Mas também, meus irmãos, a comunidade não pode enxergar essa relação como enriquecimento dos pastores. Quando ela contribui pro sustento, ela não tem que entender que ela está enriquecendo ou dando de boa vontade ou dando graciosamente. O que ela está, gente, é respondendo à graça de Deus. Pela graça de Deus, nós temos homens fiéis que servem a Deus pregando o evangelho, governando bem, aconselhando e fazendo com que o culto a Deus aconteça. aconteça. Então essa pregação, meu irmão, tem esse fim de fazer você no seu coração, você que tem tanto receio, talvez porque você tenha participado de algum contexto de abuso, talvez porque esses escândalos de pessoas que abrem igreja como se fosse empresa e e inclusive havem bancos, né, para ter dinheiro e mais dinheiro. Talvez você, por causa dessas pessoas você esteja achando que você não precisa participar e sustentar o ministério do seu pastor. Isso tá errado. Isso é permitir que uma lógica mercantilista dite a sua relação com a igreja e com o ministério do seu pastor. Deixa eu aproveitar esse finalzinho aqui para explicar pros irmãos como que a gente faz isso aqui na igreja Esperança. Então, talvez você tá assistindo isso depois ou tá ouvindo isso depois, não é membro da igreja, vai servir paraa informação, mas pros membros da igreja. Meus irmãos, primeiro deixa eu falar pros irmãos e só nesse momento eu vou falar isso pros irmãos. Eu não sou pastor e não sou pastor assalariado, portanto, da nossa igreja. Eu sou vice-presidente, que é um cargo administrativo e faço parte do conselho da igreja e estou aqui como ministério de ensino, como pregador do evangelho, encarregado pelos pastores de fazê-lo. Mas isso não, eu não falo isso pros irmãos para falar que eu não estou advogando em causa própria. Se eu recebesse da igreja, eu estaria pregando exatamente a mesma coisa, porque é a Bíblia que cativa a nossa consciência. É o que a Bíblia diz que a gente precisa ensinar de púlpito. Então, se a Bíblia ensina isso, eu ensinaria isso de qualquer maneira. A única razão pela qual eu falo isso pros irmãos é para dizer que eu estou em posição de testemunhar pros irmãos da fidelidade dos nossos pastores. Como parte do conselho da nossa igreja, nós é que definimos o salário dos nossos pastores. Nós é que definimos se o sustento dos nossos pastores está suficiente ou não está suficiente. Meus irmãos, os nossos pastores cumprem fielmente o ministério e cada uma das qualificações que a Bíblia coloca sobre eles para eles serem pastores, está sendo cumprida. Você não está num contexto de abuso ministerial. Nós gostaremos, na verdade, é de pagar muito mais. Nós gostaremos de ter condição de sustentar muito mais, de dar muito mais tranquilidade para que os nossos pastores fizessem o que fazem, se dedicassem à igreja. Nós queríamos ter muito mais para poder enviar ainda mais missionários para poder aumentar o sustento, a oferta que nós damos regularmente pros nossos missionários. Então, aceitem, por favor, o testemunho de alguém que caminha junto com os nossos pastores. Se você participou de um contexto de abuso, dê uma chance para que a Bíblia fale no seu coração. Esse não é o contexto que você está inserido aqui hoje. aqui hoje. Tem contextos em que pode ser necessário que o pastor trabalhe metade do tempo num emprego secular, entre muitas aspas, e porque a igreja talvez seja pequena, porque a igreja ainda não tem condição de sustentar mais um pastor. Mas isso não muda, meus irmãos, o mecanismo que o próprio Senhor Jesus determinou para que o evangelho avance. Que essas pessoas possam ter o seu sustento garantido pela congregação que recebe a graça do Senhor por meio das suas vidas. Passe a enxergar, meus irmãos, por meio da pregação do evangelho, no serviço do seu pastor, não uma relação de patrão e empregado, mas uma relação de graça que te é estendida e que você responda também em graça, sustentando aqueles que te sustentam. Aí você fala assim: "Ris, mas não sou eu que determino o salário do pastor. Você acabou de falar que é determinado no conselho, meu irmão. Dupla honra, você tá honrando o seu pastor? Você até é grato a ele. Você tá preocupado com ele? Se ele tá bem, se ele tá, se ele tem o que ele precisa. Você tá preocupado em não ser um fardo adicional para ele, além do que o trabalho já ia colocar um fardo adicional na vida dele. Todos nós, meus irmãos, somos parte dessa graça. Nessa economia carismática, a graça circula da comunidade pros pastores também, todos nós, não só aqueles que assinam, entre muitas aspas, o contra-cheque dos pastores. Eu quero terminar lendo uma frase curtinha do John Piper, que eu achei muito bonita e queria terminar com ela. Não chame pra sua igreja um pastor que está tentando ficar rico e não seja a igreja que está tentando mantê-lo pobre. Vamos orar. Senhor nosso Deus, muito obrigado, Senhor, porque como diz Efésios, o Senhor deu homens como dons à igreja, pastores, apóstolos, mestres. Senhor, muito obrigado, Senhor, porque esses homens são presentes de Deus paraa igreja, Senhor. Obrigado, Senhor, porque nós recebemos a tua graça, Senhor. Nós recebemos a palavra. Nós recebemos a tua exortação, Senhor, por mãos, por meio de mãos humanas, Senhor. Ó Senhor, livra, Deus, o nosso coração de mesquinharia, Deus, de achar que nós somos melhores, Senhor, que nós somos mais merecedores disso, que nós somos merecedores disso e não temos que dar nada em troca, Senhor. Abre, Senhor, os nossos olhos, Senhor. Que nós estejamos atentos, Senhor, atentos, Senhor, às necessidades dessas pessoas que estão respondendo ao chamado que lhes foi feito, Senhor. Eles não têm opção de não pregar o evangelho, eles não têm opção de não obedecer, como nós também não temos a opção de não obedecer. Senhor, nos permita, Senhor, ser essa congregação, Deus, que enxerga a graça do Senhor circulando em nós, Deus, e que nós podemos, Deus, de forma agradecida, Senhor, participar desse ministério, Senhor, garantindo que as pessoas que o Senhor tem chamado tenham tranquilidade, foco, Senhor, para poder se dedicar e fazer essa obra com excelência. Deus perdoa, Senhor, os nossos pecados se não foi assim que nós agimos. Se nós temos, Deus, recusado participar desse ministério por contextos que seja, perdoa, Senhor. Nos informa, informa a nossa consciência e o nosso coração com a tua palavra, Senhor. É o que nós pedimos nessa manhã, no nome de Cristo Jesus. Amém. Amém.
O mandamento que a gente leu lá em Coríntios 9:14... não é um mandamento para quem anuncia. Isso é um mecanismo que se torna força de mandamento para quem recebe o evangelho.
Problema: Extrapola ao excluir a dimensão do mandamento/direito do anunciante presente no texto. 1 Co 9:14 fala de uma ordem do Senhor aos que anunciam o evangelho, o que implica direito do pregador e responsabilidade da igreja.
Risco pastoral: Pode gerar confusão sobre a base bíblica do direito do obreiro e sobre a responsabilidade do pregador em receber sustento, além de reduzir o texto a uma obrigação unilateral da congregação.
Sugestão: Dizer que o Senhor ordenou que os que anunciam o evangelho vivam do evangelho, estabelecendo o direito do pregador e a responsabilidade da igreja, sem negar que o pregador pode abrir mão desse direito por causa do evangelho.
Que essas pessoas possam ter o seu sustento garantido pela congregação que recebe a graça do Senhor por meio das suas vidas.
Problema: A palavra 'garantido' pode soar como garantia institucional automática, enquanto o texto trata de direito, justiça e responsabilidade da igreja, não de promessa infalível de manutenção financeira.
Risco pastoral: Pode criar expectativa de garantia humana e frustração quando a igreja não tiver condições imediatas de sustentar obreiros.
Sugestão: Dizer que é bíblico e esperado que a congregação contribua para o sustento dos que anunciam o evangelho, conforme sua capacidade, a direção do conselho e a soberania de Deus.
O mandamento... não é um mandamento para quem anuncia. Isso é um mecanismo que se torna força de mandamento para quem recebe o evangelho.
Equilíbrio bíblico: Manter a ênfase na responsabilidade da igreja, mas reconhecer que o texto também se dirige ao anunciante como direito estabelecido pelo Senhor, podendo o pregador renunciar a ele por causa do evangelho.
a que eu acho que faz mais sentido é que... aos pastores é devida a honra literal e a honra figurada
Equilíbrio bíblico: Sinalizar que a expressão é debatida entre respeito, gratidão, remuneração ou provisão dobrada, sustentando a conclusão com argumentos sem tratá-la como interpretação exclusiva.
sustento garantido pela congregação
Equilíbrio bíblico: Usar 'é bíblico', 'é esperado' ou 'é justo que a igreja contribua', reconhecendo limitações práticas e a soberania de Deus, sem transformar o sustento em promessa automática.
Deus não estava preocupado com os bois em última instância
Equilíbrio bíblico: Manter a ênfase paulina no princípio do trabalhador, mas reconhecer que o texto original também proíbe crueldade e ensina cuidado com o animal, evitando leitura que pareça negar qualquer valor da criação.
Exposição contextualizada de 1 Coríntios 9
se a gente sai um pouquinho da superfície e começa a entender um pouco melhor o que Paulo tá ensinando, a gente vai ver que, na verdade, existe uma progressão no ensino do apóstolo
Impacto: Ajuda a congregação a não ler o texto sobre sustento ministerial como um princípio isolado, mas dentro da discussão paulina sobre liberdade cristã e renúncia por amor ao evangelho.
Correção do uso errado de 'de graça recebestes, de graça dai'
O que Jesus está proibindo aqui, meus irmãos, é a mercantilização da fé
Impacto: Protege a graça contra a venda do evangelho sem transformar o texto em argumento para negar o sustento legítimo de obreiros.
Equilíbrio contra abuso pastoral e contra patronato
a congregação também não pode ver o salário, o sustento dos pastores como transação comercial
Impacto: Evita dois extremos: o pastor que mercantiliza a fé e o membro que se comporta como patrão determinando o conteúdo do ministério.
Transparência e governança institucional
Como parte do conselho da nossa igreja, nós é que definimos o salário dos nossos pastores
Impacto: Demonstra integridade, prestação de contas e cuidado pastoral, reduzindo suspeitas de abuso financeiro.
Reconhecimento da renúncia legítima
Paulo decidiu abrir mão de algo que era seu por direito
Impacto: Apresenta a liberdade cristã correta: o direito existe, mas pode ser sacrificado quando seu exercício seria obstáculo ao evangelho.
Compare as dimensões nas barras abaixo. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Hermenêutica
A hermenêutica é boa: o pregador distingue argumento da criação, da lei e do evangelho, reconhece analogias bíblicas e evita ler o Antigo Testamento sem mediação cristológica. A principal fraqueza é a extrapolação ao dizer que o mandamento não é para quem anuncia.
Fidelidade Bíblica
O sermão usa 1 Coríntios 9 no contexto de 1 Coríntios 8, emprega Deuteronômio 25:4 conforme o próprio uso paulino, e conecta Mateus 10, Lucas 10 e 1 Timóteo 5 de forma legítima. Há pequenas ressalvas em 1 Coríntios 9:14 e 'honra em dobro'.
Compreensão Contextual
O pregador demonstra bom conhecimento do contexto coríntio, da cultura de patronato, dos sofistas, do serviço levítico e da realidade de abuso ministerial. Isso ajuda a aplicar o texto sem simplismos.
Aplicação Prática
A aplicação é pastoralmente saudável: sustenta obreiros, combate abuso, ensina a igreja a não tratar o pastor como empregado e o pastor a não tratar o ministério como negócio. Poderia ser ainda mais forte com nuance sobre 'garantia' e sobre a renúncia legítima.
Clareza do Evangelho
Critério: sermão de edificação para crentes; avaliei a coerência com o evangelho, não a ausência de apelo evangelístico. O sermão mantém o evangelho como graça, chamado e serviço, não como transação. A nota não é mais alta porque expressões como 'garantido' e 'força de mandamento para quem recebe' podem ser lidas de modo transacional se isoladas.
Precisão Teológica
A teologia geral é sólida: graça, chamado, liberdade cristã, responsabilidade da igreja, repúdio à mercantilização da fé e soberania pastoral. Não há violações centrais de Nível 1. Pequenos ajustes de formulação aumentariam a precisão.
Risco de conflito com doutrina essencial:
Quanto menor, melhor. Não há negação de doutrinas essenciais, não há prosperidade transacional, não há manipulação, não há promessa datada, não há confissão técnica ou culpa, e não há atribuição de poder divino a palavras humanas.
Risco de leitura imposta ao texto:
Quanto menor, melhor. O sermão não inventa significados de palavras nem transforma o texto em slogan de campanha. Há apenas pequena eisegese ou extrapolação ao deslocar o mandamento de 1 Co 9:14 exclusivamente para a congregação.
Abra apenas a parte que deseja consultar.
Tema principal:
O sustento financeiro de pastores, obreiros e missionários como direito bíblico e responsabilidade da igreja, em contraste com a mercantilização da fé.
Tom pastoral:
Didático, corretivo, pastoral e reformado, buscando fundamentar a doutrina do sustento ministerial sem cair em transação comercial ou abuso.
1 Coríntios 9 não é uma mudança abrupta de assunto, mas a aplicação do princípio de liberdade cristã de 1 Coríntios 8: Paulo estabelece um direito e depois mostra que pode abrir mão dele por amor ao evangelho.
Suporte: Pois bem, meus irmãos, vamos examinar esse texto de Primeiro Coríntios... se a gente sai um pouquinho da superfície... existe uma progressão no ensino do apóstolo.
O direito de sustento dos obreiros é estabelecido por três argumentos: analogias da criação, a lei de Moisés e a ordem do Senhor Jesus.
Suporte: o argumento da criação, o argumento da lei, da lei de Moisés, e o argumento que nós vamos chamar de argumento do evangelho.
O princípio bíblico não se limita aos apóstolos, mas alcança presbíteros, obreiros e missionários.
Suporte: Os presbíteros que governam bem devem ser dignos de honra em dobro, principalmente os que trabalham na pregação e no ensino.
O direito ao sustento pode ser legitimamente renunciado quando seu exercício se torna obstáculo ao evangelho.
Suporte: Mas nunca exercemos tal direito antes. A tudo suportamos para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo.
Nem o pastor nem a igreja devem tratar o sustento como relação comercial; o ministério é resposta à graça e ao chamado de Deus.
Suporte: O que Jesus está proibindo aqui, meus irmãos, é a mercantilização da fé... A relação da igreja, meus irmãos, não é uma relação comercial.
Questões Exegéticas
O uso geral é correto e fiel ao contexto; porém, a frase 'não é um mandamento para quem anuncia' precisa de nuance, pois 1 Co 9:14 diz que o Senhor ordenou aos que anunciam o evangelho que vivam do evangelho. Isso estabelece o direito do pregador e, por implicação, a responsabilidade da igreja.
Leitura Sugerida
O Senhor ordenou que os que anunciam o evangelho vivam do evangelho; isso implica o direito do pregador e a responsabilidade da congregação, embora o pregador possa abrir mão desse direito por causa do evangelho.
Questões Exegéticas
A interpretação da 'honra em dobro' como respeito e sustento material é legítima e comum, mas é uma entre possíveis. Convém sinalizar que o termo é debatido, evitando tom normativo sobre uma única explicação.
Leitura Sugerida
A honra devida aos presbíteros inclui respeito, gratidão e, conforme o contexto, provisão material; a expressão 'honra em dobro' admite debate, mas o argumento paulino está ligado à dignidade do trabalhador pelo seu sustento.
Nuanciar 1 Coríntios 9:14: o texto estabelece direito do pregador e responsabilidade da igreja, sem negar que o pregador pode abrir mão desse direito.
Ao tratar de 1 Timóteo 5:17, reconhecer que 'honra em dobro' é debatida, sustentando a conclusão com argumentos e evitando tom normativo sobre uma única interpretação.
Evitar linguagem de 'garantia' automática ao falar de sustento, usando 'é bíblico', 'é esperado' ou 'é justo que a igreja contribua'.
Manter e ampliar a ênfase contra a mercantilização da fé, mostrando que 'de graça recebestes' proíbe vender a graça, não proíbe sustentar o obreiro.
Reforçar a transparência de governança financeira, prestação de contas e cuidado com membros que sofreram abuso ministerial.
Preservar o equilíbrio entre direito legítimo e renúncia por amor ao evangelho, para que a igreja não transforme sustento em obrigação comercial nem o pastor em patrão.
Resumo em uma frase:
Sermão expositivo reformado, biblicamente fundamentado e pastoralmente equilibrado sobre o sustento de obreiros, com pequenas ressalvas de formulação para evitar leitura transacional ou exclusivista do mandamento.
🤿
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