Teremos agora o nosso tempo de meditação na palavra. Abra a sua Bíblia em Primeira Pedro, capítulo 1. Nós teremos a segunda parte do nosso último sermão. A gente no semana passado falou sobre os homens que queriam ser Deus acerca de líderes civis, de líderes ah governamentais, reis, imperadores, faraós que de alguma forma e literalmente se sentiam divindades, se arrogavam divindades e usavam a divinização como justificativa para sua força política. Ilustramos o sermão passado em cima da ideia de que esse é um desejo muito antigo e muito natural do ser humano. O homem sempre quis ser Deus. A gente usou homens grandes, poderosos, como ilustração dessa vontade. Mas se eu te disser que isso não é só comum dos grandes. A gente pode olhar pros pequenos, pros menores e encontrar exatamente o mesmo sentimento. A gente pode olhar pros mais pobres, os mais fracos de uma sociedade e encontrar também ali a mesma vontade de divinização. Você já quis ser alguém na vida? Alguém já te disse que você tinha que conseguir ser alguém, fazer um nome para você? Muitas vezes isso tá atrelado ao crescimento profissional, ao crescimento financeiro, a de alguma forma sair de um bairro pobre, ir para um bairro rico, sair de um barraco na favela e morar em alguma em alguma suí, alguma cobertura na beira. Normalmente fala sobre encontrar um caminho de sucesso diante dos homens, ter uma família, um bom emprego, uma casa, ter respeito. Ninguém quer ser tratado como ninguém. Você sempre quer ser alguém. A sensação de ser ninguém é engraçada. Eu lembro quando eu tive aquele período nos Estados Unidos há alguns anos e eu tentei comprar um carro e aí para comprar um carro eu precisava ter uma conta bancária, porque por algum motivo eu não podia fazer nada só com os os recursos que eu tinha. Eu precisei abrir uma conta bancária para poder sacar o dinheiro, para poder entregar o dinheiro na mão do cara, porque americanos funcionam assim por algum motivo. E aí eu tentei abrir uma conta bancária, eu demorei quase um mês para abrir uma conta bancária nos Estados Unidos. E eu tava me maldizendo lá com o vendedor do carro que eu precisava de um carro para resolver as coisas com a minha família. Ele disse: "Mas você não entendeu é porque aqui você não é ninguém. Você é um fantasma pra gente". E aí o jeito obviamente engraçado daquele homem interiorano dos Estados Unidos, muito literal, talvez até um pouco grosseiro, ah, mas muito verdadeiro. Eu estava num país que eu não tinha histórico de crédito, eu não tinha documento daquele país, eu não tinha nada, eu era, eu não existia. E aí do nada eu brotei em um país novo e eu queria fazer trocas financeiras e coisas do tipo. A quantidade de documentações para provar que eu era alguém era uma coisa quase humilhante. Às vezes assim, você tentar provar que você é um ser humano e um país que nem te conhece como pessoa muitas vezes por questões burocráticas variadas. Mas essa era a minha situação por se meses como um visitante de outro país. Essa é a situação de muitos, muitas pessoas desde o seu nascimento, muitos lugares, em muitas cidades, em muitos bairros. Pessoas que se sentem invisíveis e que, por isso querem muito se tornar alguém. Se sentem invisíveis porque não conseguem comprar aquilo que desejam. Se sentem invisíveis porque não tem acesso a recursos sociais que podem às vezes ser o instrumento de melhoria de vida. Não conseguem às vezes estudar na boa escola, ir para uma universidade, conseguir um bom emprego. Pessoas que ouvem o tempo inteiro que elas precisam ser alguém, se tornar alguém. Talvez seja por isso que o hip hop brasileiro, o rap brasileiro, como um estilo musical que vem da periferia, constantemente fala dessa vontade de se tornar alguém, de ser visto, de ser celebrado, de prosperar. E isso geralmente trelado ao ganho financeiro ou a algo do tipo. É muito difícil ser um crente e gostar de rap no Brasil. Geralmente as letras quando não são carregadas de palavrões, são carregadas de moralidades e outros valores que não são nossos. Mas eu tive a minha fase ah de gostar do do rap nacional. Eu lembro quando, não ouçam, não é música de crente, quando facção central lançou um rap chamado o menino do morro, que conta a história de um desses ninguéns, um ninguém que era filho de uma empregada, do patrão. O patrão não quis reconhecer o filho, então ele cresceu sem pai e aí crescia ali no morro, no meio da pobreza, da miséria. E ele escolhe o caminho do crime como forma de se tornar alguém. E ele consegue por meio do crime virar o dono do morro, o dono ali daquele ambiente de criminalidade. Isso é descrito na música como uma vontade de se tornar Deus. O refrão da canção diz o seguinte: diz que o menino do morro virou Deus, o poderoso chefão, a majestade, o teste da guerra, ele venceu, subiu uma escada de sangue pra primeira classe. Ou seja, ele por meio da morte, do assassinato, da violência, do crime, da guerra entre as facções do morro, matando violentamente os inimigos, ele conseguiu, por meio dessa estrada de sanguinolência subir pra primeira classe. Virou o traficante principal daquele morro. Foi a forma como ele encontrou para virar alguém, a forma que ele encontrou para virar Deus. Anos depois, um outro rap, rapper chamado Jonga, também não escute, não é música de crente, lançou um álbum chamado O Menino que queria ser Deus. O álbum do Jonga tem na segunda música uma canção chamada Junho de 94, em que ele conta sobre a sua trajetória como músico. E ele parece fazer uma resposta ao facão central. Enquanto na facção, no facção central, o menino do morro vira Deus por meio da violência, ele canta que ofereceram para ele armas e ele ofereceu de volta um fone de ouvido. Ele fala do seu sucesso como músico, da sua carreira. E no refrão ele canta que o menino queria ser Deus. Enquanto um dos meninos do morro virou alguém e virou Deus por meio da violência, o Dionga, o menino do morro, virou Deus por meio da arte, por meio da produção dos seus talentos e de se tornar famoso e bem inquisto. Duas formas diferentes de se tornar alguém. O mesmo pecado interior se expressando no coração humano. Uma vontade de ocupar um lugar que não é nosso. vontade não só de melhorar de vida, não só de ter uma condição socioeconômica mais digna, não só de sair de certos espaços de invisibilização, é a vontade de ser finalmente o Senhor, o Rei, o poderoso chefão, a majestade da própria vida. Me parece uma resposta a essa cultura o que um terceiro rapper chamado Emicida na canção O céu é o limite canta. Ele canta nessa canção: "E se na sua vez de ser Deus, todo mundo forá teu. E se na sua vez de ser Deus, todo mundo forá teu? E se na busca, por sermos senhores de nós mesmos, essa busca se tornar van? E se na busca por sermos alguém descobrirmos que isso não significa nada no fim das contas, que podemos ter dinheiro, podemos ter bens, podemos ter graus acadêmicos, podemos alçar grandes espaços nesse mundo, ter casas enormes, carros do ano, fazer viagens, ter acesso aos prazeres, às mulheres, às bebidas, temos acesso à aquilo que é lícito, a bons planos de saúde, dado bom e do melhor. para nossa família e no fim das contas descobrirmos que isso não significa nada na peregrinação dessa vida de que deveríamos, na verdade, submeter a nossa identidade ao único que é o verdadeiro Deus. Deus. Deveríamos sim tentar ser Deus, mas não do jeito que o mundo tenta. Não como os grandes tentam, não como os pequenos tentam, mas como os eleitos tentam. Se somos eleitos, nós temos que vencer essa vontade fundamental, primordial que está dentro de nós, como a gente falou no último sermão, de querer ouvir a promessa da serpente e sermos os deuses de nosso próprio mundo. Essa não é a vontade apenas de meninos da periferia. ou de faraós do passado. É a realidade interior, nua e crua, de quem todos nós somos. Ao abrir a carta de Pedro, no entanto, nós encontramos uma ordem que parece contrainttuitiva diante daquilo que eu tô falando aqui. Pedro ordena que sejamos iguais a Deus. Ele diz assim: "Como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo que fizerem, porque está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo". A Bíblia começa mostrando a tragédia em Gênesis 3, do que acontece quando homens tentam ser Deus. Mas agora nós somos também encorajados a imitar a Deus e a tentar ser como ele. Não porque queremos ocupar o lugar de Deus, como falamos no último sermão. Nós queremos refletir o caráter de Deus. Aquilo que a teologia cristã ocidental normalmente chama de glorificação. Essa é a linguagem de Paulo. Quando encontraremos o Senhor, então nós seremos glorificados, transformados à identidade da natureza divina. Os teólogos orientais chamavam de deificação. A ideia de sermos feitos deuses, seremos deificados, seremos feitos iguais a Deus, seremos glorificados, seremos deificados, seremos homens que serão a semelhança do divino. No sermão passado, nós observamos as ordens de Pedro nesse sentido, no que diz respeito à nossa mente, sobre preparar o nosso interior, sobre adequar o entendimento, sobre permanecermos sóbrios em nossa mente, sobre não vivermos antiga ignorância. Hoje a gente vai olhar pro mesmo texto e a gente vai concentrar nossa atenção no restante do caminho sobre a esperança que orienta a nossa vida, sobre os desejos que já não podem nos moldar e sobre a santidade daquele que nos chamou. Então você pode abrir o seu texto em Primeira Pedro 1. Eu vou ler o 13 e o 15 e o 16. O verso 13 começa dizendo o seguinte: "Por isso, e aí mais à frente vai ter: Esperem inteiramente na graça que lhe está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo." Na metade do verso 15, nós lemos: "Assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo que fazem, porque está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo". Como podemos ser iguais a Deus, irmãos, de uma forma que realmente glorifica o seu nome? Hoje a gente vai olhar para mais quatro buscas dos peregrinos em se tornarem iguais ao seu Senhor. Primeiro, se você quer ser igual a Deus, receba a salvação. Parece óbvio, mas isso é ignorado na nossa vida prática muito mais frequentemente do que nós queremos assumir. Pedro começa o verso 13 dizendo: "Por isso". É uma expressão que olha para trás. Pedro acabou de falar aqui na sua passagem sobre a grande salvação que Deus nos deu em Cristo Jesus. Ele fala da Pai, da santificação do Espírito, da aspersão do sangue de Jesus, do novo nascimento, da esperança viva, da herança incorruptível, da fé provada pelo sofrimento e da salvação que os profetas desejavam e eh receber e que os anjos ansiavam contemplar. Aí Pedro diz: "Por isso, por causa disso, ou seja, irmãos, a vida santa, a vida daqueles que querem ser a semelhança do Senhor, é uma vida vivida diante da salvação recebida." Nós não vivemos, irmãos, como se a salvação fosse um pequeno pedaço da nossa existência, como se a salvação falasse sobre o passado. Nós vivemos diante por causa em referência a essa salvação que recebemos. Aquilo que Deus fez com o nosso coração, aquilo que nós recebemos do Senhor, afeta e molda cada momento da nossa caminhada. Cristãos genuínos pensam sobre a sua salvação, meditam sobre a sua salvação, gastam tempo matutando, questionando, aplicando, meditando naquilo que Cristo fez por nós na cruz, para que possamos, por isso, viver uma vida de peregrinação genuína. A vida santa nasce da salvação que é recebida. Pedro não diz simplesmente: "Sejam santos para que vocês sejam salvos. Sejam santos para que vocês alcancem a herança. Sejam santos para que vocês alcancem a salvação." Ele diz: "Sejam santos porque vocês foram salvos. Deus salvou vocês. Deus entregou vocês a herança incorruptível. Deus escolheu vocês. Deu Deus aspergiu o sangue de Cristo sobre vocês. Então vocês são santos. A santidade, quando a gente tá vivendo o dia a dia da batalha, ela parece ser um objetivo, parece ser um alvo. Mas a santidade ela é um fruto, ela nasce de algum lugar. A santidade, ela não existe como um mero, um mero controlar das ações, uma mera mudança de atitude. A santidade existe como fruto de uma transformação, de um recebimento da salvação. Eu lembro de um de um pastor que fez determinada piada dizendo que as irmãs da igreja estavam se vestindo um pouco nuas demais para ir pro culto. E ele resolveu esse problema muito fácil. Ele deixou o ar condicionado da igreja mais frio e as irmãs iam todas de casaco e e saia longa pro culto. Agora é muito fácil mudar atitudes. Você precisa de uma mudança de clima e as pessoas se vestem mais. Às vezes você precisa mudar os ambientes e às vezes as atitudes mudam. Mas mudar atitudes não é o bastante para mudar quem você é. Irmãos, muitas vezes, muitas vezes os irmãos interpretam o discipulado, a a busca por santificação, o cuidado da igreja como um tipo de mongj espiritual. Eu vou explicar. Você talvez seja uma pessoa que esteja lutando contra obesidade. Você precisa de uma ajuda médica, de uma intervenção médica. você não consegue mudar os seus hábitos alimentares e aí você recebe ali do seu médico uma indicação para você tomar um remédio que vai lhe ajudar em determinados fatores, incluindo o controle do seu apetite. Você vai acabar comendo menos, vai ter uns outros ganhos atrelados também pelo uso do medicamento e você vai perder um peso. O problema é que se você parar de tomar o remédio sem o processo de reeducação alimentar, você vai ter o que eles chamam de reganho. você vai engordar tudo de novo e aí você fica dependente do remédio. Ou você muda e usa o remédio como um pontapé inicial, uma ajuda para você no seu processo de emagrecimento você conseguir criar hábitos melhores, aprender a gostar de uma salada, aprender a ir para uma academia, aprender a fazer uma uma caminhada, alguma coisa aí para você mudar os mesmos hábitos que lhe levaram à obesidade. E aí sabe o que acontece? Tem irmão que acha que a igreja é o monjaro dele, é o os pique dele e aí ele não consegue largar o pecado. É o que que ele quer? Quero um discipulado. Quero que o pastor me encontre toda segunda-feira 7 horas lá em casa. Ele vai orar comigo, ele vai ler a Bíblia comigo, ele vai me dar uns carão, vai brigar, vai me dar uma bronca, aí vai me renovar as energias e aí eu aguento uma semana, mas depois de uma semana preciso de outra de outra aplicação, preciso de outra canetinha, acabou. Só durou semana a canetinha. É o pastor é minha canetinha, sabe? O o o discipulado é o é o meu protocolo de emagrecimento, em que eu não estou disposto a nenhuma transformação genuína. Eu só quero que alguém venha de fora para resolver. Quero que alguém venha e me mude. Eu quero tomar bomba, dormir e acordar fortão, sabe? Eu quero tomar uma pílula mágica que mude quem eu sou externamente, não por dentro. E aí o seu filho é uma criança cheia de pecado no coração dela, porque eu não sei se te contaram, a gente nasce pecador. E o que é que você faz? Você quer controlar o comportamento do teu filho, nunca pastorear o coração do teu filho. O que importa é que ele se comporte. E aí se você der citurzada ou bastante, mais cedo ou mais tarde, ele se comporta com medo da fivela. nas costas, ele se comporta, comporta, mas o coração muitas vezes não é pastoreado, não é cuidado. Se você manter sua filha na rédia curta, eu lhe garanto que ela não vai sair por aí beijando na boca. É fácil. Você não deixa ela sair de casa, você fica em cima o tempo todo, você não deixa ela ter uma amizade, fica lá, ó, marcando cerrado. Ah, meu irmão, você controla o comportamento. Às vezes não, às vezes nem isso, né? Mas, mas via de regra, você consegue controlar comportamentos. Aí a gente acha que vai manter os nossos filhos santos se a gente criar um monte de regrinha para evitar o pecado. A gente acha que vai crescer na fé se a gente adicionar uma série de atividades que mudem os nossos atos externos. E a gente vive uma vida de fé que é como se a gente, se a gente mudar o comportamento, a gente finalmente alcançará a tão desejada salvação. E é por isso que a gente não muda o comportamento. É por isso que se o pastor deixar de te ligar por duas semanas, tu volta pro mesmo pecado. É por isso que se teus pais olharem pro lado por 15 minutos, tu tá pecando escondido. É por isso que todas as promessas bobas que você fez pra sua esposa de que vai deixar o celular, não vai levar o celular pro banheiro, vai, ela vai dormir com o celular debaixo do travesseiro dela, que é para tu não ver sacanagem de madrugada, todas as promessas comportamentais que você faz são inúteis na mudança real que você é. Porque no fim das contas nós estamos tentando conquistar a salvação por meio de uma transformação nos nossos braços, nas nossas pernas e não como referência, como resposta, como fruto daquilo que a gente já recebeu na cruz, de se importar com a salvação, de buscar Cristo desesperadamente como quem o ama e como quem quer agradá-lo. agradá-lo. Não porque a nossa santidade comprar algo de Deus. Não porque a nossa santidade vai fazer Deus fazer Deus achar que a gente merece alguma coisa. Se nós queremos crescer em santificação, irmãos, é por isso Deus nos salvou. Recebemos da cruz uma fonte inesgotável de transformação. Por causa da obra de Cristo, nós podemos ser iguais a Deus no sentido de buscar seus atributos de santidade e de graça. A graça nos encontra e é a graça que nos levanta do chão. Não é o legalismo, não é o esforço pessoal. Muitos cristãos protestantes acham que são justificados pela fé. Mas são santificados pelas obras, irmãos. Somos justificados pela fé e as nossas obras provém da fé. Somos santificados pela fé. E é dessa fé que nascem as nossas obras. É dessa fé que nasce a mudança de atitude. Não adianta só mudar por fora, irmãos, porque descrentes largam a cachaça e vão sóbrios pro inferno. Porque descrentes tratam suas esposas com respeito e vão fiéis pro inferno. Porque descrentes conseguem ser profissionais honestos e vão honestos pro inferno. O que é que te faz achar que é a mera mudança do comportamento que vai fazer com que Deus te ame? Se você sofrer um acidente e ficar em estado vegetativo de uma cama, você não vai ter espaço nenhum para pecar. E isso não é o que vai fazer você ir pro céu. Eu lembro uma vez eu conheci uma moça em um evento desses de política maluco que eu acabo me metendo. Vocês nunca me vê, eu nunca divulgo político, nada parecido por aí. Mas povo, você me chama para assistir as coisas, eu vou lá, porque eu gosto dessas dessas dessessas bodega. E eu assisto, fico na minha, vejo lá quem fala o qu e tal e volto para casa com raiva de todo mundo, sempre assim. E aí eu tava num evento desse, eu conheci uma moça católica, católica romana, muito devota. E aí papo vai, papo vem sobre sobre o candidato, sobre não sei quem e tal. Ela falou: "Não, desse evento aqui eu tô indo paraos Estados Unidos e tal, eu vou conhecer as freiras carmelitas". E eu: Freir, mas essas freiras não são aquelas que ficam descalças, trancada em cela, comendo pão e água, fazendo rosário e não pode ver a família e tal. Não é isso mesmo. Eu quero verar freira Carmelita e uma menina jovem devia ter seus 20 e poucos anos. Aquilo me chocou um pouco, sabe? Eu disse: "Por quê? Seu sonho é se trancar numa cela, comendo pão e água pro resto da sua vida, sem contato mais com a sua família. E ela falou: "Ó, porque assim eu poderei fugir do pecado." Eu disse: "Querido, eu tenho uma péssima notícia para te dar. É que você vai levar o pecado com você. Você vai estar trancado numa cela comendo pão. É improvável que os seus atos sejam atos de pecado, mas o mesmo coração que tá fora da cela tá dentro da cela. Eu acho que ela ficou brava comigo. Eu nunca mais falou comigo. Mas, irmãos, a gente acha isso. A gente acha que pode fugir do pecado. A gente acha que pode se isolar do pecado. Eu sou um grande defensor do homchooling. Adoro a ideia da educação domiciliar. Mas existem pais que acreditam que se não mandarem o filho pra escola, vão proteger o filho do pecado. E o pecado tá dentro do coração do seu filho. Não tá, não dá para tirar. Pais acham que se não mandarem os filhos pra universidade pública, mandarem pra universidade particular, vão livrar o filho do pecado, das influências terríveis do mundo. Querido, é seu filho que influencia mal o mundo. Se preocupe, não. Nasceu nele se não for a obra salvadora de Cristo Jesus. Você tranca você, seu marido, sua esposa, seus filhos numa grande redoma de fé e você vai do culto direto pro inferno, com cara de crente, cheiro de crente, atitudes externas de crente e um coração que não ama a Deus. Um coração hipócrita, um coração julgador, um coração que sente superior aos outros, que ora como fariseu. Obrigado, meu pai, que eu não sou igual a esses pecador aí, porque eu tô no culto, eu dou o dízimo, eu crio bem meus filhos. Nunca traí minha mulher, não sou igual esses caba safado aí. Aí traiu a mulher, tá aqui na igreja de joelho chorando. Eu tô aqui, nunca fiz. nunca fiz. E aí tá Deus dizendo: "Quem é que vai ser no fim das contas justificado? É o adúltero arrependido que tá sem nem coragem de olhar paraos céus pedindo ser propício a mim pecador ou é o correto de coração orgulhoso? Porque a Bíblia diz que Deus rejeita, se opõe aos orgulhosos. Você quer que Deus seja seu inimigo? Seja muito orgulhoso da sua fé. Seja orgulhoso da sua santidade. Acha que as suas obras são capazes de comprar alguma coisa de Deus. Bíblia diz que Deus é seu inimigo. Deus se opõe a você. Deus é seu amigo quando a sua santidade ela não existe para tentar barganhar com o Senhor. Ela existe como fruto de um coração que foi tocado, que foi alcançado pela pelo poder salvador que provém de Cristo Jesus, por meio de uma fé genuína, de um condoimento genuíno, de uma confissão dos próprios pecados e de suas incapacidades, da fé de que é apenas a obra de Jesus que é suficiente para te salvar. Senão a nossa busca por santidade vira uma busca por ser Deus, vira a busca por ser melhor do que os outros, superior aos outros. E aí a gente compensa todo mal, todo pecado do nosso coração por meio de atos que parecem religiosos. Mas Deus vê o nosso coração, irmãos. Deus vê o pecado que está por trás dos nossos atos aparentemente santos. Como escreveu Mark Dever, as piores motivações se escondem com mais facilidade por trás dos maiores atos religiosos. Aquilo que parece externamente mais santo pode esconder o que há de pior no nosso coração. É por isso que a gente quer ser santo. É pelo que a gente recebeu, não é pra gente tentar conquistar. Uma busca por santidade baseada no mérito só vai te deixar orgulhoso, legalista, intragável. Uma busca por santidade baseada nos méritos de Jesus te deixa humilde, te deixa tratável, te deixa santo, te coloca aos pés da cruz, pedindo que ele seja propício a você, pecador, não pelos seus méritos, mas pelos méritos de Jesus. Eu ouvia muito na minha igreja, no último dia, quando você chegar diante de Deus, o que haverá, o que é que você vai mostrar para ele? O que é que você vai entregar para ele? Você vai dizer: "Aqui Deus, o que trouxe pro Senhor com a minha vida? Eu caía muito nessa conversa, sabe? Eu preciso ter uma vida. Eu acho que isso me perturba até hoje. Acho que me deixou meu lelé. Até agora não resolvi isso até hoje. De que não, eu tenho que ter uma vida que realmente seja útil para Deus. Eu tenho que fazer as coisas para entregar pro Senhor. E aí os puritanos cantavam um hino que dizia: "Nada em minhas mãos eu trago, apenas a tua cruz eu me agarro." No último dia, irmãos, o que é que nós poderemos entregar para Deus? O que é que haverá em nossas mãos fracas e frágeis e frágeis diante do Senhor? O que é que poderemos entregar que possa compensar aquilo que foi a entrega do seu filho? Irmãos, não temos nada para dar. Tudo que fazemos, todo nosso, todo o nosso esforço, toda a nossa batalha contra o pecado, toda a nossa busca por santidade, não é para comprar a Deus. É só uma resposta de gratidão por causa da transformação que recebemos, porque nós queremos amar e agradar aquele que entregou tudo pela nossa vida eterna. Você quer ser igual a Deus? receba a salvação. E é recebendo dele que você pode ser feito a imagem dele. Em segundo lugar, para ser igual a Deus, você precisa esperar na graça. É isso que o texto continua dizendo. Esperem inteiramente na graça que lhes está sendo trazida na revelação revelação de Jesus Cristo. Pedro fala pra gente preparar a mente. Pedro fala pra gente ser sóbrio, mas ele diz para onde a nossa mente deve ser direcionada. A mente preparada, o interior preparado, o interior sóbrio, é o interior que espera, espera de forma total e completa na graça de Deus. Irmãos, a santidade cristã não é uma santidade sustentada pelo medo. A santidade cristã não é uma santidade sustentada pelo orgulho. A santidade cristã não é uma santidade sustentada pela autopunição. A santidade cristã é uma santidade sustentada pela esperança. Quantos de nós não temos medo de Deus? Não vivemos uma vida cristã como se Deus tivesse a cada momento só esperando a oportunidade de nos destruir, como se ele nos odiasse, como se Deus tivesse nos salvo por erro, como se fosse uma uma falha e a gente entrou de gaiato no navio e em breve vai descer pelo cano. Irmãos, Deus nos escolheu, Deus nos elegeu. esperança que faz que a gente lute contra o pecado. Não é mais o medo do inferno, irmãos. O medo do inferno pode fazer parte, pode fazer parte, não ser total, mas fazer parte daquilo que nos traz a Deus, o medo da justa condenação. Mas uma vez que nós nos tornamos filhos e fomos realmente transformados, não é mais o medo que faz com que a gente corra para Deus. Não é mais um temor mundano, um pavor terrível de que Deus pode nos pegar a qualquer momento. Nós sabemos do que ele é capaz, mas ele é o nosso pai. A a belíssima ilustração de Crônicas Ginárnia de mostrar Jesus como um leão em que quando as crianças deitam na juba dele é é uma juba fofinha, é agradável, é como um travesseiro, mas quando ouvem ele rugir é como se os reinos tremessem. O nosso Deus é perigoso, mas ele é um pai de amor pra gente. Ele não quer que a gente busque agradá-lo por medo dele. Ele não quer que a gente o busque por causa do seu poder de condenação. Ele quer que a gente o busque por esperança. A pergunta é simples. Onde é que você tem depositado a esperança da sua vida? Porque você só consegue dizer não a desejos. atrativos do pecado, quando existe um sim maior governando a sua alma. Irmãos, o pecado é atrativo. Ele fala ao nosso ouvido, ele nos convida. Você só vai estar disposto a perder coisas importantes aqui se você tiver esperança naquilo que receberá depois. O medo não é suficiente para te fazer fugir do pecado. Você só consegue viver como peregrino nessa terra. Se você tiver certeza, certeza que você está em uma jornada paraa sua casa, a esperança futura reorganiza os nossos desejos do presente. Não vale a pena se entregar os pecados, se existe uma glória sendo reservada para nós por toda a eternidade. Irmãos, não vale a pena tentar beber dos sabores desse mundo. que o final desses sabores será amargo e terrível pro nosso ser. Quando Pedro diz, esperem inteiramente, ele tá deixando claro que a gente não deve dividir a nossa alma com Deus e o mundo, com as promessas falsas do pecado e as promessas do Senhor. Não é esperar um pouco em Cristo e um pouco no dinheiro. Não é confiar um pouco em Cristo e um pouco na sua capacidade. Não é confiar um pouco em Cristo, mas um pouco tem que ficar no seu controle. Não é confiar um pouco em Cristo, mas ainda alimentar suas vontades pessoais de vingança. Não é confiar um pouco em Cristo e um pouco no prazer secreto do pecado. É esperar inteiramente na graça. É colocar o coração de forma total naquilo que ele tem reservado para você. Se o Senhor lhe oferecer um copo de veneno lhe prometendo que é doce, vai ser o sabor mais gostoso que você já tomou na sua vida. Você toma é cianureto, mas olha, é o melhor sabor de Coca Zero que tem. Prove. Você prova diante da certeza da morte iminente, você toma um veneno saboroso, sabendo que é veneno. Irmãos, nós sabemos o que é o pecado. Nós sabemos o fim do pecado. Nós sabemos o que o pecado causa em nossa alma e em nosso relacionamento com Deus. Nós sabemos que os espinhos na face de Cristo, que os pregos em suas mãos, que as chicotadas em suas costas foram por causa do nosso pecado. Irmãos, se sabemos disso, como podemos continuar nos alimentando do lixo venenoso do mundo como se nada fosse? Nós esperamos inteiramente na graça, porque é isso que faz a gente andar paraa frente e fugir daquilo que colocou o nosso Cristo na cruz, daquilo que nos afasta do nosso único Senhor e Salvador. Como podemos continuar andando no caminho do pecado se nós fomos salvos e e trazidos e atraídos com laços de amor para uma outra vida? Irmãos, como podemos deixar o sofrimento levar a nossa fé? Se os sofrimentos dessa vida são pouco, são nada comparados com a glória que há de ser revelada em nós. Se nós não esperamos inteiramente na graça, se essa vida for tudo, o sofrimento sempre parecerá insuportável. Mas se Cristo vem, o sofrimento não vai deixar de doer, mas o sofrimento vai deixar de nos governar. O sofrimento vai continuar ali doendo, machucando. A gente vai chorar, às vezes a gente vai duvidar, às vezes as pernas vão tremer, mas nós não cairemos na tentação do sofrimento. Mas, irmãos, se acharmos que essa vida é tudo, se acharmos que só temos esse lado da eternidade, se tudo é o agora, todo prazer tem que ser agarrado imediatamente. O cavalo selado só passa uma vez. É a oportunidade da minha vida. É a oportunidade financeira da minha vida. Não importa que seja um pouco desonesto. É a oportunidade relacional da minha vida. Pastor, vou morrer sozinha, pastor. Não tem nenhum homem na igreja. igreja. Escuto o tempo todo isso aqui da das moças da da igreja, tá? Não tem um homem na igreja. Parece que só tem mulher aqui. Tô vendo um monte de homem aqui, né? Mas na cabeça das mulheres não tem nenhum. Aí o rapaz do mundo, bonito, legal, me trata bem, eu vou morrer sozinha, pastor. É isso que o diabo te conta. O diabo te faz acreditar que se você não agarrar a oportunidade de casar com aquele mundano, você vai morrer sozinha. E eu vou te dizer, e se e se fosse morrer sozinha? É muito melhor morrer sozinho do que escolher como líder espiritual alguém que não partilha da tua fé, alguém que não partilha da tua vida com Deus. Eu gosto, eu adoro contar essa ilustração da da moça que chega: "Pastor, achei um ótimo rapaz, ótimo pretendente, pastor. Ele é legal, ele é inteligente, ele é bem financeiramente, tem é perfeito, só tem um defeito. Só tem um defeito, pastor. Qual é o defeito, minha filha? Ele bate na mãe. Deixa eu te dizer, às vezes um defeito é o bastante para cancelar todas as qualidades, né, pastor? Achei uma namorada a mulher perfeita, pastor. É a Gisele Building de Jesus, maravilhosa. Ela só é neonista, entendeu? Aí tem umas posições políticas meio estranha, acho que tem que matar judeu, mas tirando isso, né? Tirando isso é perfeita, né? Às vezes a gente dá mais valor às coisas mundanas do que alguém compartilhar da salvação em Cristo Jesus. E aí você pensa, não é legal, é bonito, é inteligente, só não é crente, só falta ser crente. Ô meu irmão, se falta ser crente, falta tudo. Tudo falta tudo. Todo o resto é lixo comparado com aquilo que mais importa, que é a salvação recebida do madeiro. Mas a gente não acredita nisso nem pra nossa própria vida. Como é que a gente vai pontuar isso quando a gente faz, escolhe os nossos relacionamentos? Se a gente não acredita que a salvação é o que há de mais importante pra gente, como é que a gente vai buscar que seja o mais importante no relacionamento que a gente tem com os outros? A gente tá disposto a abrir mão da salvação por dinheiro, por bens, por prazeres, por glórias mundanas, por aquilo que o mundo tem para oferecer. Preparem a mente, sejam sóbrios, esperem inteiramente na graça. Irmãos, não há santidade sem esperança. Não há santidade sem esperarmos inteiramente na obra de Jesus. Não há santidade sem vivermos olhando para ele. A serpente disse: "Vocês serão iguais a Deus. Deus está tentando tirar de você os prazeres. Coma do fruto agora". Mas Pedro diz: "Vocês serão parecidos com Deus para sempre e serão se esperarem na graça que vai ser revelada em Cristo Jesus". Mas quem de nós está disposto a esperar em um tempo em que tudo tem que ser imediato, em que respostas tê que ser imediatos, os prazos imediatos, o reconhecimento imediato, o alívio imediato, o resultado imediato, a gente não consegue mais esperar na graça e a gente encontra Jesus, as coisas ficam difíceis e se Deus não resolver os nossos problemas hoje, ah, aí não, aí acabou, pastor, vou desistir do meu casamento, pastor. Estamos em crise. Cansei de lutar. É, irmãos, crise quanto tempo? 15 dias. Já lutei, já gastei minhas energias, pastor. Não tenho mais o que dar. Acabou esse casamento, pastor. Eu não consigo mais. Eu vou desistir. Tenho orado a Deus para Deus me ajudar a vencer esse pecado. E Deus não tira isso do meu coração, pastor. É mesmo, irmão. Há quanto tempo? Faz três semanas que eu tô orando e até agora não veio. E é tão triste. Eu lembro de um casal di, pastor, eu acho que a gente é estéril, pastor. A gente não consegue ter filhos. É mesmo, irmãos. E como é que tá sendo esse esse processo? Não, pastor, faz dois meses que a gente tenta e nada. Eu disse irmãos, para ser méd os médicos me corrijam, mas você tem que ser lá uns 2, tr anos com uma frequência específica você ser considerado potencialmente estéreo e os casais já estão desesperados com três meses sem conseguir engravidar. Gente é imediatista em tudo, inclusive na fé. Pastor, eu acho que eu não sou salvo, pastor, porque eu tô, eu não consigo vencer o pecado, pastor. Acho que eu não sou salvo, pastor, porque enfrentei o sofrimento e tá difícil. E a gente acaba duvidoso acerca de nós mesmos e a gente não espera, não persevera, não continua nessa graça. Cristo já veio, irmãos. Cristo será revelado. A graça já nos alcançou, mas ela ainda será plenamente manifesta em nós. Nós temos que esperar com fé aguentar o tempo da vinda. A santidade, irmãos, no fim das contas, veja só, a santidade é o modo como a esperança se comporta durante a espera. A santidade é o modo como a esperança se comporta durante a espera. Nós esperamos a revelação de Cristo. Como é que a nossa esperança se comporta? Como é que a nossa esperança flui dentro de nós? é justamente por meio de lutar contra o pecado, lutar contra os erros de outrora e tentar viver inteiramente uma vida que representa essa graça e essa majestade. Terceiro lugar, para ser igual a Deus, imite a santidade daquele que chamou você. É isso que Pedro continua dizendo. Pelo contrário, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem. A expressão aqui, pelo contrário, marca um ponto interessante de virada. Pedro acabou de dizer como é que os cristãos não devem viver. Eles não devem ser moldados pelas paixões que eles tinham anteriormente. Falamos disso no sermão passado, quando eles estavam vivendo na ignorância. Agora ele vai mostrar o lado positivo da vida cristã. A santidade não é definida pelo que nós deixamos para trás. Ela é definida principalmente por aquilo que está diante de nós. Nós aprendemos a definir a santidade como não. O que é ser santo? É dizer não. Ó a cachaça, não. Ó o sexo, não. Ó o rap cheio de palavrão, não. Ó e tal. É não. O que é pecado? É não. Eu não encho a cara de cachaça. Eu não faço sexo fora do casamento. Eu não assisto seriado com sacanagem. Não. Não uso mini saia e top para ir pra academia. Não, santidade é isso, não. E a gente vai colecionando nãos e às vezes criando nãos que nem precisa. Eu não escuto música secular, não assisto cinema, eu não vou nem no estádio, pastor, de tão santo que eu sou, né? E se eu te disser que santidade, na verdade, é também colecionars. Santidade não é só negar comportamentos errados. Santidade também é aprofundar comportamentos corretos. Santidade não é só dizer não paraa avareza, é dizer sim paraa generosidade. Santidade não é só dizer não orgulho, é dizer sim paraa humildade. Santidade não é só dizer não paraa licenciosidade, é dizer sim paraa castidade. E se a gente pensar na santidade mais como cultivar da imagem de Deus, dos atributos divinos de construir um caráter que represente aquilo que é bom, aquilo que é justo, aquilo que é belo, os nãos se tornam muito mais fáceis, muito mais tranquilos, porque o não deixa de ser aquela coisa triste de dizer: "Ô, rapaz, te dizer que eu sou crente, não vai Dei o azar de virar crente, sabe? Uma vez eu lembro do do negócio, tava na, eu acho que eu tava quando eu fazia ciências contábeis ainda lá na Federal do Ceará, Iaguinho de 17 anos, tinha uns crentes na minha sala e aí ia ter um negócio, uma calorada, sei lá, uma coisa assim. E aí chegaram uma menina crente lá da sala, tava perto de mim e eu ouvi. Aí perguntaram: "Bora para calorada?" Ela: "Não, não, não vou, não vou não. Aí, por que não, mulher? Porque minha igreja não deixa. E eu dizia: "Minha irmã, vá". Eu pensei logo, vá logo, vá, vá pra calorada, enche a cara de cachaça, vá, vá pro mundo, entendeu? Porque minha igreja não deixa? Que diabo de resposta triste é essa, meu irmão? Se tua igreja deixar, tu vai. Se amanhã vier aqui, irmão, liberado, calorada. Uh, vai tudo para É isso. É porque minha igreja não deixa. Que coisa triste, que coisa horrenda. Mas quando a nossa santidade é colecionar nãos, é porque minha mãe não deixa, é porque meu pai não deixa, é porque a igreja não deixa, é porque o pastor não gosta. Por que que não faz isso, mulher? Porque meu pastor não gosta. Então, irmão, se for para não fazer porque eu não gosto, sinto muito, não serve de nada. Só quem tem que deixar de fazer alguma coisa, porque eu não gosto é meus filhos, minha esposa também, mas ela já é adulta, a gente conversa. Mas nos meus filhos eu mando um meu irmão, eu não gosto, não faça, não. Acabou. Tem pai que quer que eu faça por ele, né? O pai às vezes não quer que o filho, sei lá, faça uma tatuagem, bote um brinco, aí quer que eu diga pro menino que é pecado. Não vou mentir não, fia. Você diga que você não quer, você é pai. Pode dizer: "Eu não quero na minha casa, você não bota brinco não." Pronto. Aí seu filho obedece, que é crente. Aí ele tem que obedecer. E a gente acha que é isso, é usar o pastor para colecionar meus nãos também. Irmãos, a igreja não existe só para te ajudar a colecionar nos e ficar te dizendo: "Não faça isso, não faça isso, não faça isso, não faça isso". A igreja existe para te inspirar no que é que você tem que fazer, no que é que você tem que produzir de bom, de correto dentro de você, para que a produção do que é certo e positivo gere com muito mais facilidade. Deixa de ser, é porque minha igreja não deixa. Se torna, é porque eu amo Jesus. É porque eu sirvo a Deus. É porque eu sou filho de Deus. Eu não quero fazer nada que desagrad desagrade o meu Senhor. Não, mulher, é porque eu é porque eu sigo Jesus. Eu não faço isso, eu não vou para isso. É porque eu acho que isso não é coerente com aquilo que Cristo me ensina. Isso não é coerente com a imagem de Deus que tá em mim. Eu acho que isso deturpa. Acho que isso ofende a imagem do Senhor que tá dentro de mim. Eu acho que isso não é algo que eu deveria fazer. Nem nem quero fazer isso. Deus me livre. É uma indignidade entrar nesse caminho. Quando nós tentamos imitar a Deus e imitar a santidade daquele que nos chamou, irmãos, a a luta pelo pecado, a luta contra o pecado se torna muito mais natural, porque flui diretamente de dentro de nós, assim como é santo aquele que os chamou. Esse é o centro de todo esse texto. O padrão da vida cristã, irmãos, é o próprio Deus. Pedro não diz que a gente deveria simplesmente imitar a fé que tá à nossa volta. volta. Nós devemos ser santos como Deus é santo. Devemos ser santos como Deus é santo. No último dia, você não vai ser comparado aos seus pais. No último dia, você não vai chegar diante de Deus e dizer: "Mas Deus, todo mundo fez. Mas Deus, até o pessoal da mocidade fazia. Lá no grupo de jovens da Manainha, ó, era o pau que rolava isso aí. Eu só fiz o que todo mundo fazia. No último dia, nós seremos comparados com o próprio Senhor. Se houver uma balança, não é você e o mundo e você tem que ser melhor que o mundo. Não é você e os outros irmãos da igreja. Você só tem que ser melhor do que a média da sua igreja. Você vai ser comparado com o próprio Cristo. Ah, querido, você nunca vai ser mais santo que Cristo. É por isso que todos seremos salvos pela graça, por meio da fé. fé. Porque nenhum de nós será o bastante, nenhum de nós fará o bastante. É por isso que é loucura você querer viver sua vida de fé baseado nos padrões do mundo. Se vestindo como o mundo se veste, falando como o mundo fala, ouvindo o que o mundo ouve, gostando do que o mundo gosta, valorizando o que o mundo valoriza. valoriza. Irmãos, vou te contar uma coisa que talvez você não imagine, mas o mundo muitas vezes entra na igreja, entra de formas tais que às vezes a gente como pastores não consegue disciplinar todo mundo, porque o pessoal sabe dar uma escapada, sabe dizer as palavras certas, não dá para escomungar todo mundo. O pessoal parece arrependido e vai e vai. E aí, às vezes a gente escolhe como amigos na igreja os que mais deixaram o mundo entrar no coração. A gente vive uma vida de fé e a gente gosta de se rodear das pessoas mais parecidas com o que mais aprovam os nossos próprios pecados. E ao invés de nós procurarmos relacionamentos que nos inspirem naquilo que vai nos deixar mais parecidos com Jesus, a gente procura os relacionamentos que nos nos parecem confortáveis nas nossas fugas da santificação. Mas, irmãos, a comparação não é horizontal. A comparação é vertical, o padrão vem de cima, o que confronta nossas maneiras preferidas de diminuir a santidade. E aí nos comparamos com os piores. E aí sempre vai existir alguém mais descuidado, sempre vai ter alguém mais canal do que a gente, mais explosivo que a gente, mais imposto que a gente, sempre vai ter alguém mais arrogante que a gente, mais ganancioso que a gente, mais hipócrita que a gente. E aí a gente se apega a esses. E aí tua mulher reclama que tu é grosseiro. É, mas grosseiro é fulano. É que você não vê o jeito que fulano fala e aí você reclama de algo no seu casamento, tem a sua esposa, não, mas você tem que ver a mulher lá do da da igreja. Você não sabe os aconselhamentos que eu dou. Você dá graças a Deus. Eu lembro quando, eu acho que foi o Paul Trip, quando ele tava enfrentando conflitos no casamento em um livro sobre ministério pastoral e ele fala que tava discutindo com a esposa e aí a esposa dele tava reclamando de algum pecado dele. Ele falou: "Vou te contar. 80% das mulheres da igreja ficaria muito feliz de ser casado com um homem igual eu. Muita moral, né? Mandar uma dessa. Ela olhou pro marido e falou: "Pois, meu querido, eu estou nas 20%. Tome, né? Cearense é mulher dele, eu acho. Deve ser. Ah, querido, se a gente viver uma vida com a comparação vertical, desculpa, horizontal, a gente sempre vai achar alguém que aos nossos olhos parece pior para validar os nossos próprios pecados. Se a gente lembrar que a comparação é vertical, nós somos ordenados a sermos não iguais aos colegas da igreja, somos ordenados a sermos iguais a Deus. Ah, queridos, isso tem que nos colocar de joelhos, isso tem que nos humilhar. O padrão de marido com o qual eu sou comparado não é os os meus aconselhados, é Cristo. O padrão de esposa com a qual você é comparada não é as suas colegas, é Cristo. O padrão de filho, de funcionário, o padrão de cidadão, o padrão de crente ao qual você será comparado é o próprio Deus vivo. Se nós chegarmos lá com qualquer coisa menos que Cristo, a gente já perdeu. Perdemos, tá? Já perdemos essa competição, mas Cristo ganhou por nós. E se Cristo ganhou por nós, a única forma de sermos iguais a Deus é de joelhos, implorando por arrependimento, pedindo misericórdia de novo e de novo, até que ele nos faça a sua imagem e semelhança pela sua atuação em nós, pelos seus méritos, pelo seu poder, não por qualquer coisa que exista no nosso coração. Em último lugar, para sermos iguais a Deus, precisamos ser santos em toda a vida. Pedro encerra esse pequeno trecho, citando Levítico. Ele diz: "Sejam santos vocês também em tudo que fizerem, porque está escrito: "Sejam santos, porque eu sou santo". Irmãos, o alcance da nossa santidade é amplo. Pedro não tá falando de uma santidade restrita a momentos ocasionais, a aos ambientes religiosos, aos cultos, às nossas canções, às orações, aos estudos bíblicos. Ele fala de uma santidade em todo procedimento, em tudo o que fazemos, em todo modo de viver. É muito comum que a gente partilhe a nossa vida em pequenos compartimentos. E aí é o compartimento da igreja, o compartimento da família, o do trabalho, do dinheiro, do lazer, o do corpo, o da internet, o das conversas privadas, a o dos pensamentos que ninguém vê. E aí a gente tenta limitar a santidade aqueles compartimentos onde aquilo é mais fácil. E aí você pode ser santo na igreja e completamente impaciente em casa. Ser firme na doutrina e cruel nas palavras. Pode ser poderoso no púlpito e vaidoso no coração. Pode ter uma linda confissão pública enquanto é impuro no secreto, de joelho diante de Deus, diante de todos, mas altivo com os ídolos do coração dentro de casa. Pedro fecha qualquer possibilidade de uma fé fingida. Sejam santos em tudo o que fazem. A santidade, irmãos, é uma visão integral da vida. Ser santo reividica a pessoa inteira, a sua mente, o seu corpo, os seus desejos, as suas palavras, as suas vestes, as suas decisões, o seu dinheiro, os seus afetos, o seu descanso, os seus prazeres, a sua alimentação, a sua vida secreta e a sua vida pública, a sua força e a sua fraqueza. Tudo isso é vivido diante de Deus. Tudo pertence a Deus. É por isso que a santidade às vezes é tão incômoda. Ela não nos deixa preservar qualquer território independente de nossa vida, onde a gente pode manter o controle, tudo restrito para nós. Não existe área neutra na nossa vida, não existe nenhum momento da nossa existência que não seja vivido diante de Deus. Deus não chama apenas uma parte de nós. Ele nos chama por completo em todas as áreas da nossa vida. Seja trocando fraldas, seja trocando pneus, seja vendendo itens no mercado, seja limpando casas, seja estudando, seja correndo, seja dirigindo um Uber, o que quer que seja que você tá fazendo no seu dia a dia, seja orando ou pagando boletos, seja falando com o cliente ou ouvindo um sermão, cada momento da sua vida é vivido diante de Deus, vivido em santidade. Por isso que seu casamento tem que ser santo, não só porque não tem adultério, mas pela paciência, pela honra, pelo serviço, pela fidelidade, pela ternura. É por isso que o teu trabalho tem que ser santo, não só porque você evita as fraudes, mas pela sua diligência, pela sua justiça, pela sua verdade, pela sua responsabilidade. Por isso que a sua criação de filhos tem que ser santa, não só porque você faz culto doméstico, mas pelo modo como escuta, pelo modo como corrige, pelo modo como disciplina sem humilhar, pelo modo como ama sem idolatrar. Por isso que a sua sexualidade tem que ser santa, não só pelos nãos que você dá, mas pelo modo como todo o seu corpo é usado como um presente de Deus, não como um objeto de consumo. A sua fala tem que ser santa, a sua internet tem que ser santa, o seu sofrimento tem que ser santo. Essa santidade de todo o procedimento, de toda a vida, é a vida do verdadeiro peregrino. é a vida daquele que segue, a citação de de Pedro, de Levítico 19, de tentar viver uma vida completa, igual igual a Deus em tudo o que nós fazemos. Irmãos, não dá para fragmentar a vida cristã cristã de achar que você pode ser santo, mas é só isso aqui, pastor. É só aqui. É só essa parte que ninguém vê. É só esse pequeno pedaço. Todo o resto tá bem. E não tem como todo o resto tá bem. Se você escolhe alimentar pecados secretos. Você escolhe esconder os seus pecados ao invés de buscar ajuda, é em tudo. Em tudo, de forma completa, em tudo que fazemos, nós tentamos viver diante dessa escada de sangue. Eu comecei citando facção central, o menino do morro. O menino virou Deus, subindo por uma escada de sangue no música, a escada de sangue é uma escada de violência. É uma escada de morte de assassinatos, que é a escada do crime. Mas não me entenda mal, como cristãos, a única forma de sermos iguais a Deus de forma genuína é também por uma escada de sangue. Não a escada do crime, não a escada da violência, não a escada da dos valores humanos, é a escada de sangue que Cristo construiu para nós. Uma escada onde nós podemos subir até Deus. por meio do sangue derramado do Messias. E é essa a grande diferença, meus irmãos. Tentar chegar a Deus por méritos próprios é entrar num balde e tentar voar puxando a alça para cima. É tentar voar se puxando pelos cabelos. Irmãos, quem de nós pode subir até Deus pelos próprios méritos, pela própria força, pela própria santificação? A única forma de chegarmos a Deus é por uma escada. Mas é uma escada de sangue, a escada do sangue derramado daquele que foi pra cruz em nosso lugar. Um sangue que é derramado sobre nós para que pelo perdão dele e pelo mérito dele, nós possamos então cultivar uma vida peregrina que reflete o caráter genuíno do filho de Deus. A pergunta que eu lhe faço hoje, então, é, você tem esperado, vivido essa esperança em nome de quê? Ou em nome de quem? Você que já se diz crente, se diz cristão, tem vindo pra igreja dominicalmente, é batizado, toma ceia, você tem buscado subir a escada do sangue do cordeiro ou você tem tentado subir a escada dos seus próprios méritos, das suas próprias obras? Você que talvez nos visita, talvez é convidado por alguém, talvez nunca fez um compromisso público genuíno por Jesus ou então tá afastado da fé, você ainda acredita que porque talvez você seja um pouquinho melhor que seus colegas de trabalho, um pouco mais justo que seus colegas de escola, um pouco mais honesto que os seus parentes, um pouco mais sóbrio que seus tios, você acha que isso é bastante para que no último dia Deus o receba de braços abertos? Você pode ser pior, mais bêbado que seus tios. Você pode ser o mais desonesto do seu trabalho, o mais lacivo da sua parentela. parentela. Há um Deus de braços abertos. Se você com coração contrito em arrependimento decidir subir essa escada de sangue, receber do lavar regenerador de Cristo Jesus e encontrar nele esperança e vida eterna que tá para muito além dos seus méritos, ser transformado por ele e se tornar finalmente como Deus. como Deus. Não ir paraa primeira classe dos desejos do mundo, mas encontrar uma redenção gloriosa e uma casa onde alguém vai te chamar de filho e você finalmente conhecerá o bom e eterno pai para sempre. Senhor Deus, nós queremos colocar o nosso coração em ti. Pedimos que a obra do Messias, Senhor, nos transforme, nos mude faça crescer em santidade, meu Pai, de forma genuína e absoluta. que o sangue derramado, Senhor, que naquela cruz, cravados pelo amor, cravado pelo amor, onde morreu Jesus, só Deus, que nós possamos encontrar ali redenção, redenção, porque havia mais que sangue ali, havia o amor do Cristo por nós pecadores, pecadores, que possamos celebrar então essa redenção. Assim eu peço no santo nome de Jesus. Amém.