Igreja Batista Maanaim
27 de setembro de 2026
50min
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Nota deste sermão
89
de 100 pontos
Pregação bem fundamentada e pastoralmente útil sobre amar a Deus com a mente, embora precise de maior equilíbrio retórico e pastoral para evitar racionalismo, rigidez excessiva na segurança e linguagem que reduza Cristo a uma categoria filosófica.
Critérios e notas consideram a tradição Batista Reformada / Calvinista (Igreja Batista Maanaim)
Análise gerada por IA em 12 de outubro de 2026 · entenda a metodologia e os limites →
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Antigamente eu pregava só de gravata, mas mas nem o meu sogro vinha de gravata e eu disse: "Ah, vou ficar só eu vindo de gravata". Aí eu acabei abandonando. Mas qualquer dia desses eu venho de gravata para, né, reviver os velhos tempos. Eu acho elegante, né? Mas não vejo como obrigatório. Muito bem. O tema que eu vou abordar hoje à noite é um tema bem interessante, um tema que eu gosto muito. Vamos falar um pouco sobre a arte de pensar pensar corretamente. O nosso Deus, o Deus das Escrituras, é um Deus pensante, né? Ele constantemente está desafiando o seu povo a pensar, a pensar corretamente. Isso a gente já vê no Antigo Testamento, né? Deixa-me ler para você uma passagem aqui do antigo. Não é a que eu vou pregar, mas vai ser útil para esclarecer o que eu estou querendo dizer. Jeremias 2, versículo 9 até o versículo 13. Diz assim: "Portanto, ainda entrarei em litígio com vocês, diz o Senhor, e até com os filhos dos filhos de vocês entrarei em litígio. Vão até as terras do mar de Chipre e vejam, mandem mensageiros a quedar e observem com atenção. Vejam se já aconteceu coisa semelhante. Houve alguma nação que trocassem os seus deuses, mesmo que não fossem deuses de verdade? Mas o meu povo trocou a sua glória por aquilo que não tem proveito algum. Fiquem espantados com isto, ó céus. Fiquem horrorizados e cheios de espanto, diz o Senhor, porque o meu povo cometeu dois males. Abandonaram a mim a fonte de água viva e cavaram cisternas, cisternas rachadas que não retém águas. Aqui Deus está chamando o povo para refletir, para pensar sobre algo que não se acontece, que não se vê nem nas nações pagãs. Nenhuma nação troca os seus deuses. E esses deuses não são nada, né? Então, Deus tá trazendo o o que seria o comum de todos os povos. Olha, pergunte se já aconteceu algo assim. Não aconteceu, mas o meu povo que tem o único Deus verdadeiro trocou, né? E aí Deus chama para a a reflexão e diz: "Olha isso aqui, céus, fiquem espantados. Alguém prefere beber a água de uma cisterna rachada do que beber a água que vem da fonte. Em Israel, Israel parece um pouco com o Nordeste na época da serra, com Ceará. Então lá eles fazem cisternas para aproveitar a água da chuva, porque depois que passa a chuva vai ter um tempo só de sol. E a água da cisterna, à medida que ela vai se acabando, ela vai chegando perto do fim, ela fica com um gostinho de lodo, certo? E a cisterna rachada é a pior de todas. todas. Quem iria escolher entre beber uma água que vem da fonte, ou seja, da nascente? A água que vem da nascente é geladinha, ela é cristalina, é água mineral pura. Quem no sã consciência, juízo, vai preferir a água da cisterna, meio louenta, um gosto assim horrível, né? Em vez da água, da água da fonte. E Deus diz, mas tem gente que escolhe isso, sim. O meu povo, ele prefere a água da cisterna. Uma passagem como essa é uma passagem onde Deus está querendo fazer o seu povo pensar. pensar. Olha, pensa. Pensa no que vocês estão fazendo. Ninguém faz o que vocês estão fazendo. Entendeu? Isso se torna mais forte, mais intenso quando o próprio Deus vem ao mundo na pessoa do Senhor Jesus Cristo, né? Jesus está diariamente, quando nós estamos lendo evangelho, a gente vê Jesus diariamente confrontando os argumentos falaciosos. Jesus está diariamente apresentando os pressupostos errados daquelas pessoas. Ele está ensinando os seus discípulos a pensar, a aprender a tomar as decisões de forma correta, a perceber que aquela mentalidade está equivocada. a fazer os questionamentos corretos, a perceber as respostas que são erradas e as respostas que são corretas. Nós podemos dizer que Jesus, ele é o intelectual por excelência, ele é o supremo rei filósofo. Mas não apenas isso. Jesus é a fonte da sabedoria e do conhecimento. Conforme Paulo fala em em Colossenses 2:3. A arte da vida, que é o tema das nossas pregações, ela passa obrigatoriamente pela arte do pensar e do pensar correto. Jesus é a pessoa que pensou da melhor forma possível nesse mundo, da forma correta. correta. E meu convite nessa noite é que a gente possa perceber como Jesus pensou e aprender dele e pensar da mesma forma. para que a gente possa, assim como ele, atuar neste mundo, confrontando os erros, confrontando os raciocínios que são errados, que são equivocados, a perceber os enganos, a perceber as falácias e dessa forma viver bem, viver a vida abundante. E aí nós vamos para o texto que eu vou abordar, que está em Mateus, capítulo 22. Mateus 22:37 a 39 diz assim: diz assim: Jesus respondeu: "Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo semelhante a este é: "Ame o seu próximo como você ama a si mesmo." Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Vamos orar. Senhor Deus amado Pai, pedimos a Ti nessa noite que o Senhor abra nossos corações, nossas mentes para compreendermos a Tua palavra. Ajuda-nos a pensar, Senhor Deus, corretamente a partir dela. Essa nossa oração em nome de Jesus. Amém. Primeira coisa que eu quero ressaltar acerca da maneira como Jesus pensa é que para Jesus pensar é mais do que um mero ato de raciocínio, certo? certo? Para Jesus pensar envolve uma atividade que é espiritual e não apenas espiritual, é relacional. Veja que Jesus diz que nós devemos amar a Deus a Deus com o uso da nossa mente. Quando ele diz de todo o teu entendimento, ele está dizendo: "Ame a Deus usando a tua inteligência. Ame a Deus usando o teu pensar. o ame a Deus usando as faculdades intelectuais que Deus te deu. Então, o pensar, o raciocinar não é algo meramente ah lógico, frio, não. É espiritual. Pensar é uma ação espiritual e é relacional, porque por meio do meu pensamento, por meio da minha inteligência que Deus me deu, eu amo a Deus. Entendeu? É uma maneira de eu me relacionar com Deus. Eu devo relacionar com Deus por meio do meu pensamento. Logo, eu preciso aprender a pensar da maneira correta. Eu preciso colocar a minha mente no seu pleno exercício das suas faculdades, certo? A minha mente não pode ser um órgão do meu corpo desleixado. Ela precisa ser treinada. Da mesma forma que muitas vezes a gente quer ter o corpo, né, bem treinado, bíceps. Os homens gostam mais do do, né, do dessa parte aqui de cima. Aí fica aqui negócio de sorvete, né? O cone sorvete, as perninhas fininha e aqui cheio. O ideal é que todo o corpo seja bem treinado. A mente também, uma mente treinada, uma mente capaz de honrar, de amar a Deus por meio ah do seu raciocínio. Então esse é o primeiro ponto. Primeiro ponto de partida. Você precisa perceber que quando você pensa, você está agindo de forma espiritual. O seu raciocínio é encarado por Deus como uma maneira de você se relacionar com ele, certo? Amar a Deus de toda ah de toda a nossa mente. Mas vamos paraa frente. Jesus vai dizer algo mais. Jesus vai nos ensinar, principalmente aqui em Mateus 22, que a maneira como eu penso, eu preciso focar em amar também o próximo. E amar o próximo envolve muitas vezes o confronto com o próximo, certo? E Jesus faz muito isso, né? Cuidado com argumentos falaciosos. E aqui nós vamos subir um pouco nos versículos para mostrar para você acerca disso. Olhe no versículo 15. Então os fariseus retiraram e consultaram entre si como surpreenderiam Jesus em alguma palavra. Enviaram-lhe discípulos juntamente com os herodianos, para lhe dizer: "Mestre, sabemos que o que o Senhor sabemos que o Senhor é verdadeiro e que ensina o caminho de Deus de acordo com a verdade, sem se importar com a opinião dos outros, porque não olha para a aparência das pessoas. Assim sendo, diga-nos o que o senhor acha? É lícito pagar imposto a César ou não?" Então veja aqui, você tem dois grupos que são inimigos, os fariseus e os herodianos, mas dois grupos rivais que se uniram com objetivo comum, pegar Jesus, certo? E Jesus percebe a armadilha. Eles colocam aqui um argumento falacioso diante de Jesus. O que é uma falácia? Falácia é um erro de raciocínio, certo? É quando um argumento se apresenta diante de você, mas ele é enganoso, certo? ele acaba se mostrando inválido. O argumento falacioso, ele pode ser intencional, ou seja, a pessoa está tentando te enganar, o que é pior e é o caso aqui dos fariseus. Ou ele pode ser não intencional, a pessoa não está pensando corretamente, certo? E aí ela está argumentando, mas ela é sinceramente equivocada, ela está sinceramente errada. Jesus confronta o argumento, né? Aqui nós chamamos esse argumento atualmente de falso dilema. É quando alguém apresenta para você um problema e coloca você diante de duas únicas saídas desse problema, que foi o que os fariseus chegaram para Jesus. É lícito dar o imposto para César? Sim ou não? Só tem duas opções, ou é sim ou é não. Então eles chegam para Jesus e botam a armadilha. O argumento é projetado para que qualquer que seja a resposta de Jesus, ele venha se dar mal. Certo? Se Jesus diz sim, você deve dar imposto a César, ele pode ser acusado de estar reconhecendo César como autoridade superior ao Deus de Israel. Se ele diz não, ele pode ser acusado de estar boicotando a autoridade de César. Então, ele pode ser acusado de rebelde ou de um agitador, certo? Só que Jesus, ele vai ter um uma saída que é inesperada. Ele identifica o erro. Ele diz no versículo 18, percebendo Jesus a maldade deles, respondeu: Hipócritas, por que vocês estão me pondo à prova? Então, Jesus percebe a armadilha, né? Jesus percebe o erro. Isso é uma falácia. Por quê? Porque não existe só opção A ou B. Às vezes as pessoas chegam para você e diz: "Fulano, você precisa se decidir ou é A ou B. Aí você pera aí, não precisa ser ou A ou B. Pode ser C, pode ser D, pode ser até E. E. Entendeu? Entendeu? Quando a gente faz no CBIMA um exame de doutrinário com os nossos alunos, a gente utiliza de argumentos falaciosos para ver se eles estão realmente convictos com a sua fé. Aí a gente às vezes faz umas perguntas tal e tal, leva o aluno e pergunta: "Você acha que é A ou B?" Aí o aluno fica ali, né? É a mesma mardilha dos fariseus. Se ele disser A, ele erra. Se ele disser B, ele erra. Entendeu? O que é que ele tem que fazer? Ele tem que perceber que está numa armadilha, como Jesus fez, e dizer: "Não é nem A, nem B, é C, né? Me lembro, isso foi feito num exame doutrinário que eu era aluno e o professor fez uma pergunta para o para o aluno e o aluno errou, foi mais ou menos essa armadilha. E eu cheguei para o professor e disse no final, né, que eu fiquei curioso, qual é a resposta da pergunta? E aí ele olhou para mim e disse: "Eu não sei. Eu queria saber se o aluno também teria a coragem de dizer que não sabe, porque não tem resposta. Então não é nem A, não é B, a resposta é C. Eu não sei, entendeu? Aí eu disse: "Ah, danado do professor, né? Fica montando essas armadilhas pra gente. Muito cuidado quando alguém chega para você e te coloca na parede e diz: "Ou é A ou B, escolha. escolha. Pensa primeiro, será que não tem que ser?" É justamente isso que Jesus diz para os fariseus. Versículo 20. Jesus lhe perguntou: "De quem é essa figura e inscrição?" Eles responderam: "De César." Então Jesus lhe disse: "Vem pois a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Ouvindo isto, se admiraram e foram embora. Ainda no nesse mesmo momento chega uma segunda tropa de ataque contra Jesus. Versículo 23. Naquele dia, alguns saduceus que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram: "Mestre, Moisés diz que se alguém morrer não tendo filhos, o irmão desse homem deve casar com a viúva e gerar descendentes. Descendentes para o falecido. Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro, tendo casado, morreu e não tendo descendência deixou sua mulher para seu irmão. O mesmo aconteceu com o segundo, com o terceiro até o sétimo. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. Portanto, na ressurreição, de qual dos sete ela será esposa, porque todos casaram com ela. Então, no primeiro embate, nós temos os fariseus junto com os herodianos. Agora entra um terceiro grupo, os saduceus. O saduceus é o grupo dos sacerdotes. Ah, no tempo que a gente chama intertestamentário, certo? Os 400 anos depois da escrita de Malaquias e antes da da vinda do Senhor Jesus Cristo, o povo de Israel viveu sobre o domínio de vários impérios. E na época que ele estava debaixo do império grego, do império romano, eh, surge o partido dos sacerdotes, dos saduceus. É um partido muito politizado. Normalmente era o imperador que colocava, que escolhia quem ia ser o sumo sacerdote. E esse partido era geralmente próelenismo, certo? Era um partido que que tinha muito interesse eh em que os costumes gregos se misturassem com os judaicos. também tinha sua própria suas próprias crenças religiosas, teológicas. Uma delas era essa, que não havia ressurreição. Então, eles estão propondo uma uma argumentação contra Jesus, mas eles estão falando de algo que realmente eles acreditam. Teologicamente eles acreditam que não existe ressurreição e que a crença na ressurreição é algo impossível, ridículo. OK? Então, Jesus, Jesus, ah, e aqui eu penso que ele demonstra grande amor para com os para com os saduceus, ele vai mostrar a o grande problema que existe com essa perspectiva. E isso entra na no que eu falei de você usar a sua mente como um meio de amar a Deus, mas também um meio de amar o próximo. Quando você ajuda a pessoa a perceber o engodo em que ela está, quando você ajuda a pessoa a perceber como ela está seguindo um caminho errado, você está amando aquela pessoa. E aqui entra uma confissão minha sobre como eu vejo essa muitas vezes como ah desnecessário muitos debates, debates ah muitas vezes apologéticos, quando os debatedores eles entram entram com um objetivo destruir o outro, humilhar, massacrar o outro. Às vezes você vê esses grandes apologetas cristãos cristãos entrando num debate com o Mateu. O objetivo do apologeta massacrar o ateu, mostrar como ele é literalmente ridículo em acreditar aquilo. aquilo. Eu penso que não é uma postura correta um debate. Você pode ganhar até o debate, mas você perdeu aquela pessoa do ponto de vista do evangelho. Jesus ele traz uma proposta diferente. A proposta é: vamosar nosso próximo e Jesus viu em debates intensos, mostrando o equívoco da posição de masivação é diferente. A motivação não é massacrar o outro. A motivação é fazer com que ele perceba o engano em que ele está. E é essa a postura de Jesus que ele diz. O erro de vocês, versículo 29, está no fato de não conhecerem as escrituras e nem o poder de Deus. O argumento dos saduceus é mais ou menos assim. Hoje se pressupõe que usando o argumento da redução absurdo, eles querem mostrar que a posição da ressurreição é algo absurdo de se croms monto esse argumento, certo? na lei eh de Moisés, o quando o irmão que é casado morre, o outro irmão pega a esposa dele e tem filho com ela para dar ah continuidade à descendência do irmão. Então eles usam essa lógica para dizer, vamos supor que aconteceu com sete irmãos, os sete morreram. Aí cada vez que eu morria, o outro assumia. Cada vez que eu morria, o outro assumia. Então, na lógica, na lógica, se houvesse a ressurreição, eles raciocinam assim, como é que será? A mulher vai ter sete maridos no céu? É assim que vai ser? Porque ela teve sete maridos na terra legalmente, né? não foi simultaneamente, mas se todos ressuscitarem no céu, então ela vai ter sete maridos. Logo, isso mostra uma posição ridícula, uma posição impensável. É impensável que você tenha sete maridos no céu. Logo, o saduceu quer levar todos a concluir: "Ressurreição não existe, porque ela é um absurdo, ela é algo ilógico, ela é algo que não que é fora da do pensamento correto." Então Jesus vai confrontar essa lógica dos saduceus. Então a primeira coisa que ele diz: "Vocês estão errando". E eu vou mostrar para vocês onde está o erro de vocês. Isso é amor. Quando você chega para alguém e diz: "Olha, eu vou dizer para você onde está o erro do seu raciocínio". Entendeu? Primeira coisa, vocês não estão conhecendo as escrituras, ou seja, vocês não estão entendendo o texto do Antigo Testamento. Então, existe um erro hermenêutico. Vocês não estão interpretando corretamente as escrituras. Vocês precisam observar este ponto, porque é um ponto sério. Uma interpretação equivocada gera uma teologia equivocada. E a teologia de vocês está errada. Primeira coisa que Jesus identifica. Segunda coisa que Jesus identifica, vocês têm um erro espiritual. Vocês não estão se relacionando da forma correta com o Deus do Antigo Testamento, com a figura de Javé. Certo? Então, existe um problema espiritual. Vocês não conhecem o poder de Deus. Então, temos um problema espiritual e temos um problema intelectual. Temos um problema de hermenêutica, de interpretação, que gera uma teologia ruim e temos um problema de relacionamento. Vocês precisam resolver essas duas coisas. Então, a primeira parte da solução de Jesus para ajudar os saduceus, né? E aí Jesus parte depois para explicar. Bem, agora vamos trabalhar a questão da ressurreição. Ao trabalhar a questão da ressurreição, Jesus ensina teologia e exegese para os saduceus. Primeira questão, a questão da teologia. Ele diz no versículo 30: "Na ressurreição nem se casam, nem se dão em casamento, são como os anjos". Ou seja, seja, acabou-se o argumento dos saduceus. Jesus disse: "Vou ensinar para vocês um ponto teológico importante que vocês não entenderam ao ler o Antigo Testamento. Na ressurreição, as coisas não são como são na terra, certo? Na ressurreição você tem um outro estilo de vida, um estilo de vida que é diferente do estilo de vida na Terra. Não haverá casamento na ressurreição. OK? Muito bom. Mas Jesus vai além. Jesus vai ensiná-los a entender corretamente o Antigo Testamento. E ele vai usar Êxodo 36, que é uma passagem que os saduceus se apoiavam muito, que fala da chamada ah de Moisés, certo? E ele diz assim no versículo ah 31: "Quanto à ressurreição dos mortos, vocês nunca leram o que Deus disse a vocês?" Obviamente que eles já leram. O que Jesus está dizendo é: "Vocês não estão percebendo percebendo o que Deus está falando. Vocês precisam ler com atenção. Vocês não estão estudando direito o Antigo Testamento. Vocês precisam prestar atenção em algo que é muito importante. Por isso, Por isso, aqueles que estão no ensino médio, no ensino fundamental, né, entender a língua que você fala é fundamental. E Jesus vai dizer: "Preste atenção nos verbos". Preste atenção nos verbos. Veja no versículo 22 o que é que Deus diz. Ele diz: "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó". Ou seja, seja, Jesus está dizendo, "Se não houvesse ressurreição, como é que estaria escrito lá em Êxodo 3:6? Eu fui Eu fui o Deus de Abraão. Eu fui o Deus de Isaque, eu fui o Deus de Jacó." Por quê? Porque eles morreram e não existem mais. Acabou. Mas como é que Deus escreveu lá em Êxodo 36 que vocês conhecem de có? Ele escreveu no tempo presente. Se ele escreveu no tempo presente é porque essas pessoas estão vivas. Se elas estão vivas, então há ressurreição. Certo? Jesus então tira uma conclusão teológica a partir do tempo do verbo. Ele está ensinando os saduceus a ler corretamente as escrituras, certo? está mostrando onde está o erro deles. Vocês estão lendo errado, vocês estão interpretando errado, vocês estão fazendo uma péssima teologia e vocês estão num relacionamento equivocado com Deus. Qual foi o resultado? Ouvindo isto, as multidões se maravilharam da sua doutrina. Deixa-me ler para você um outro texto, não está em Mateus, está em Lucas, capítulo 13, e também mostra essa questão de raciocínio visando ajudar o outro. Lucas 13, ah, versículo 10 a 16. Num sábado, Jesus estava ensinando numa das sinagogas e chegou ali uma mulher possuída de um espírito de enfermidade, 18 anos. Ela andava encurvada sem poder se endireitar de modo nenhum. Ao vê-la, Jesus a chamou e lhe disse: "Mulher, você está livre da sua enfermidade". Impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus. O chefe da sinagoga, indignado, por ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: "Há seis dias em que se deve trabalhar. Venham nesses seis dias para serem curados, mas não sábado." Porém, o Senhor lhe respondeu: "Hipócritas, cada um de vocês não desprende da manjedoura no sábado o seu boi ou o seu jumento para levá-lo a beber? Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro em dia de sábado esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há 18 anos? Jesus está aqui ajudando os judeus a verem as incoerências do seu pensamento e da sua ação. Essa maneira de pensar de Jesus hoje é chamada de argumento a forteória. É mais ou menos assim: eh, imagine que a verdade X ela existe e ela é aceita. Mas existe também uma verdade y que tem mais peso, tem mais força que a verdade X. X. Logo, a verdade Y precisa ser aceita. Certo? Então é isso que Jesus está argumentando com os fariseus. Ele está dizendo: "É correto dar água para o boi, certo? que está com sede no sábado. É correto, não pode deixar o animal sedento. sedento. Mas uma mulher sofrendo de enfermidade há 18 anos, ela é mais digna de alívio do que um boi ou um jumento. Logo, é correto curar uma mulher no sábado, né? Então ele está mostrando, veja, você está raciocinando de forma errada. Você acha que é melhor ajudar um animal do que um ser humano? Um ser humano, ele tem mais dignidade, ele é feito em mais semelhança de Deus, ele tem mais dignidade do que o animal. Se eu estou correto em ajudar um animal no sábado, muito mais correto, digamos assim, eu estou em ajudar um ser humano no sábado. Então, Então, tendo dito Jesus essas palavras, todos os seus adversários ficaram envergonhados. Envergonhados. Por quê? Porque eles não percebiam. percebiam. que o seu raciocínio estava equivocado, entendeu? Às vezes as pessoas agem por uma certa lógica que para elas essa lógica é a certa, absoluta. Quando alguém chega e diz: "Amigo, você está totalmente equivocado. Deixa eu te mostrar. Olha aqui, assim, assim, assim. A pessoa fica não conseguiu falar mais nada. A vergonha era tremenda. que o silêncio era a única opção. Entretanto, o povo se alegrava por todos os feitos gloriosos que Jesus realizava. Entendeu? Entendeu? Quando nós ajudamos os nossos interlocutores, podem até ser nossos inimigos a pensar corretamente, nós estamos amando o próximo. Nós estamos amando a essas essas pessoas e estamos amando a Deus porque estamos fazendo com que a verdade de Deus se manifeste manifeste no meio de argumentos equivocados, falaciosos, mentirosos que acabam escravizando as pessoas. Então, pensar é uma questão espiritual, é relacional. E Jesus também usava o raciocínio correto, o pensar correto como meio de amar o outro, de fazer com que o outro saia da sua condição de erro, que perceba como ele está vivendo de forma equivocada. Jesus também nos ensinou a pensar por meio de perguntas. Jesus fazia muitas perguntas e perguntar é algo que as pessoas geralmente não gostam. gostam. Mas é fundamental. Quer aprender a pensar? Aprenda a fazer as perguntas certas. Eu vou apresentar para vocês quatro perguntas que Jesus fez rapidamente e você vai perceber como essas perguntas elas têm um impacto grande nas nossas vidas. Em Mateus 16 a 14, Jesus pergunta aos seus discípulos o que os outros dizem sobre o filho do homem. Aí eles vão falando: "Ah, é um profeta? Não, é o Elias, não. Acho que diz que é Jeremias. Para Para Só que Jesus quer fazer uma pergunta mais direta. Vocês, Vocês, o que vocês dizem? Essa pergunta é a pergunta de 1 milhão de dólares. Entendeu? Porque é a pergunta da qual depende a sua salvação. Você para você, quem é Jesus, né? né? Se a se a pessoa chega, é o meu tudo. Ah, não entendeu nada. Não me venha com essa ladaainha, entendeu? né? Eu, o meu sogro, ele toda vez que ele fazia perguntas, você tinha que adivinhar o que ele tinha na cabeça, a resposta dele, entendeu? É mais ou menos assim, a resposta só pode ser aquela. Às vezes tem uns alunos, meus alunos que eles, eu faço a pergunta, di professor Walbert, eu sei, mas eu não sei dizer. Eu disse aí eu olho para ele digo ó você a essa hora da noite, 9:30 da noite, tô dando aula e você tentando me enrolar, é muito descaramento, entendeu? Não, não, né? Seja pelo menos honesto e sincero e dizer eu não sei esse negócio de eu sei, mas não sei explicar, você não sabe de nada, entendeu? Admita, você não sabe, entendeu? entendeu? Então, a pergunta foi feita: "Quem é Jesus para você?" Você precisa saber a resposta. Se a sua resposta estiver errada, você sabe que acontece. Você não é crente. Você não entendeu nada da salvação. Você não entendeu o evangelhou? É importante que você é importante que você saiba quem é Jesus, né? Quem é Jesus? 14 8 a 10. Felipe chega para Jesus e diz: "Jesus, mostra-nos o pai". Deixa Jesus. Jesus olha para Felipe e diz: "Há tanto tempo eu estou com você, Felipe, e você não me conhe?" Essa é outra pergunta que vai no âmago do coração. É como se Jesus olhasse para você, olhasse para mim, dissesse: "Valbert, há quanto tempo eu estou com você?" Tenho 50 Ah, 35, né? 35 anos, Senhor Jesus. Jesus. 35 anos e você ainda não me conhece. É uma pergunta sobre intimidade, é uma pergunta sobre relacionamento. Há tanto tempo nós juntos que você diz que eu sou o seu Senhor, o seu Salvador e e não sabe nada sobre mim. Você não conhece nada sobre mim? Essa é uma pergunta que também desarma a gente. Mateus 8:23 a 27, aquele episódio do barco na tempestade, Jesus, né, e os discípulos no barquinho. E aí eles clamam a Jesus para que ele tempade tal. Jesus diz algo muito muito sério para eles, a forma de uma pergunta. Por que vocês são tão medrosos, homens de pequena fé? Jesus, na verdade, está fazendo a seguinte pergunta: se sente seguro? Entendeu? Entendeu? Tem maridos que quando a mulher vai dirigir, eles ficam tensos, entendeu? Então eles não se sentem seguros. Tem pessoas que se andarem no banco do passageiro, elas sempre se sentem inseguras, porque elas acham que ninguém dirige melhor que elas, né? Só elas dirigem bem. É como se Jesus estivesse dirigindo o meu carro e eu estivesse tenso. Aí ele vai bater. Ele vai bater. Ai ai ai. Agora ele vai passar do sinal vermelho. Ai senhor , você não confia. É isso mesmo. Você não confia a direção do seu carro a Jesus. Você realmente acha que dirige melhor que ele? É mais ou menos isso que Jesus tá perguntando no barquinho da tempestade. Outra pergunta chave, Marcos 8 34 a 38, um discurso duro que Jesus faz. E ele faz uma pergunta que ajuda a gente pensar por implicação, pensar nas consequências. Que adianta ganhar o mundo e perder a sua alma? Qual o preço da sua alma? Então Jesus vai no âmago da questão, ele está dizendo, amigo, pensa bem, vale a pena, vale a pena ganhar o mundo e ir pro inferno? Vale a pena. Pensa bem. Então, pensar por meio de questões é uma maneira muito utilizada pelo nosso Senhor Jesus Cristo. Aquece a mente. As perguntas fazem a mente borbulhar, né? E aí você fica ai ai ai agora, né? E por último, outra maneira que Jesus usava para fazer as pessoas pensarem era por meio de histórias. Jesus era um mestre. na arte de contar boas histórias, mas não apenas boas histórias, eram histórias que faziam a mente refletir sobre as grandes questões da vida. Logo, ele não contava história para entreter as pessoas, ele contava histórias porque queria que essas pessoas pensassem no que é mais importante a respeito da vida, entendeu? Um várias histórias eu poderia falar, eu poderia dar uma pregação só sobre histórias, mas vou falar ah rapidamente sobre a história do bom samaritano. A história do bom samaritano não é sobre fazer uma boa ação, ação, certo? é sobre como amar o próximo de verdade. E Jesus deixar claro que isso exige que você reoriente a maneira como você vê as pessoas, a maneira como você se relaciona com aqueles que você convive, né? Imagine a pessoa que você menos gosta, gosta, né? Imagine a pessoa que você menos gosta. Jesus diz: "Seja o próximo dela". Imagine que você não suporta aquela feminista. Seja próximo dela. Imagine que você não suporta aquele machista misógeno. Seja o próximo dele. Imagine que você não suporta aquele professor até o arrogante. Seja o próximo dele, entendeu? entendeu? Seja próximo deles. Jesus está por meio de uma história, ele está fazendo a gente refletir. Você está pronto para ir para além dos seus preconceitos? Entendeu? Ao amar o outro. Outra lição que eu penso que Jesus nos traz por meio das histórias é: leia boas histórias, leia boas ficções, aprenda a perceber os questionamentos que as histórias trazem, os conflitos éticos, os dilemas morais. Na maioria das vezes, a as histórias elas trazem os conflitos, mas elas não dão as respostas corretas. Mas uma vez que você tem os conflitos, os dilemas, as os questionamentos, você se direciona pra palavra em busca das respostas. O importante é que a sua mente ela foi aguçada, a sua mente ela foi eh a a acionada para pensar sobre algo que você jamais pensou. E quando você leu aquela história, você está com aquilo na mente. As escrituras têm as respostas para acalmar a sua mente. Eu comecei lendo um texto do Antigo Testamento. Quero terminar lendo um texto do Antigo Testamento. Isaías 44. Esse texto é um texto que impactou muito essa semana. Isaías 44, a partir do versículo 16. Eu vou ler na versão NVT, eh, porque eu penso que a, nesse texto aqui, a NVT captou muito bem o sentido do hebraico. Então, Isaías 44, a partir do versículo 16, Deus então está dizendo, falando para Israel por meio de seu profeta Isaías, né? O escultor, né? pressuposto aqui. Ele tá falando do escutor. Queima parte da árvore para assar carne, come e se mantém aquecido. Que fogo bom, ele diz, já não sinto frio. Então ele pega o que resta e faz o seu Deus, um ídolo esculpido, esculpido, curva-se diante dele e o adora. para ele, ele diz: "Livra-me, tu és o meu Deus". meu Deus". E aí, no versículo 18, Deus diz: "Quanta estupidez e ignorância. Os seus olhos estão fechados e ele não consegue ver. Sua mente está fechada e não consegue compreender. Aquele que fez o ídolo não para e pensa: "Queimei metade da madeira para me aquecer e para assar o pão e a carne? Como é possível o restante ser um deus? Vou me curvar para adorar um pedaço de madeira?" madeira?" Tal pessoa se alimenta de cinzas e engana a si mesma. confia em algo que em nada pode ajudá-la. E, no entanto, ela não é capaz de perguntar: "Será que este ídolo que tenho em minhas mãos não é uma mentira?" Deus está dizendo para Israel: "Pensa, Israel, pensa, Israel, para e pensa." Jesus, o Deus, veio ao mundo e encarnou e olhou olho nos olhos dos judeus e disse a mesma coisa. Pensem, Pensem, pensem, pensem, aprendam a amar a Deus com todo o pensamento de vocês. E há uma aplicação que eu deixo para nós, para a igreja nessa noite, é a mesma mesma que eu uso para mim. É como se Deus estivesse dizendo para mim: "Pense, Walbert, utiliza a mente que eu te dei para e pensa." pensa." E tem tanta coisa que eu devo pensar. Pensa nas tuas amizades. São boas. Pensa no teu casamento, pensa no teu tempo, Walbert. Tempo está passando. passando. Pensa no que você faz com o tempo que você tem. Pensa no teu dinheiro. Pensa nas comidas gostosas. Pensa no tempo que você vai pra academia e o que você não vai, né? Pensa no seu trabalho, pensa nos teus estudos, pensa nos teus planos, pensa na vida eterna, pensa no seu Deus. Pense, Valbert, pare e pens. A arte da vida passa pelo pensar. Nós precisamos aprender a pensar, parar. e pensar. E Jesus, ele é o pensador por excelência. Vamos orar e aí nós estaremos encerrados. Senhor Deus amado Pai, agradecemos a Ti por esta noite, por tudo o que o Senhor tem nos ensinado. Ajuda-nos, Senhor Deus, a usar nossa mente para pensar corretamente. Que possamos te agradar, te louvar por meio do nosso pensamento. Que o Espírito Santo esteja mobilizando a tua igreja para pensar do jeito que te agrada. É essa a nossa oração.
Pensar é uma ação espiritual e é relacional
Doutrina: Santificação da mente e dependência do Espírito Santo
Tensão: Há risco de racionalismo se a mente for apresentada como suficiente, sem submissão à Escritura e à obra do Espírito.
Correção sugerida: Afirmar que pensar biblicamente é espiritual, mas depende da revelação, da graça e da iluminação do Espírito (Rm 12:2; 1Co 2:14-16).
Se a sua resposta estiver errada, você não é crente
Doutrina: Fé salvífica e segurança da salvação
Tensão: Pode misturar confissão verbal com perfeição intelectual e gerar sentenças categóricas sobre a condição espiritual de alguém.
Correção sugerida: Reconhecer que a fé salvífica envolve conhecimento, assentimento e confiança em Cristo, mas também crescimento, arrependimento e graça (Jo 6:68-69; 2Tm 2:19).
Jesus, ele é o intelectual por excelência, ele é o supremo rei filósofo
Problema: Linguagem retórica que pode reduzir a identidade de Cristo a uma categoria filosófica, embora não negue doutrina essencial.
Risco pastoral: Pode deslocar a atenção da centralidade da cruz, da encarnação e do senhorio de Cristo para uma imagem intelectualista.
Sugestão: Formular como: 'Jesus é o Senhor encarnado, fonte de toda sabedoria e conhecimento, que nos ensina a pensar sob a autoridade da Escritura.'
Se a sua resposta estiver errada, você sabe que acontece. Você não é crente
Problema: Afirmação pode ser pastoralmente excessiva se aplicada a pessoas em discipulado, com fé vacilante ou entendimento ainda em crescimento.
Risco pastoral: Pode gerar ansiedade, legalismo, dúvida desnecessária sobre a salvação e julgamento precipitado de irmãos.
Sugestão: Formular como: 'A confissão correta de quem é Jesus é essencial para a fé salvífica; quem rejeita Cristo não é crente, mas a Escritura trata com graça quem tem fé fraca e está sendo discipulado.'
A arte da vida passa pelo pensar
Equilíbrio bíblico: Equilibrar o uso da mente com dependência do Espírito, humildade e submissão à Escritura, evitando racionalismo (Rm 12:2; 1Co 1:27-29; Tg 1:5).
Você não é crente
Equilíbrio bíblico: Afirmar a necessidade de crer em Cristo, mas evitar sentenças categóricas sobre quem tem fé fraca, está aprendendo ou luta com dúvidas (Mc 9:24; 1Co 13:12; 2Tm 2:19).
supremo rei filósofo
Equilíbrio bíblico: Manter a linguagem bíblica de Senhor, Salvador, Mediador e fonte de sabedoria, sem reduzir Jesus a uma categoria filosófica (Cl 1:15-20; 2:3).
Quando você ajuda a pessoa a perceber o engodo em que ela está, você está amando aquela pessoa
Equilíbrio bíblico: Confrontar com mansidão e verdade, reconhecendo que a convicção e a conversão são obra de Deus (2Tm 2:24-25).
Uso consistente de múltiplas passagens para demonstrar o método de Jesus
Jesus está diariamente confrontando os argumentos falaciosos
Impacto: Ajuda a congregação a ver a coerência entre ensino, confronto e amor ao próximo nos Evangelhos.
Recusa de debates cujo objetivo é humilhar o interlocutor
Você pode ganhar até o debate, mas você perdeu aquela pessoa do ponto de vista do evangelho
Impacto: Promove apologética e confronto bíblico com mansidão, alinhando-se a 2Tm 2:24-25.
Aplicação pastoral correta do primeiro mandamento à mente
Ame a Deus usando a tua inteligência
Impacto: Estimula discipulado intelectual saudável sem separar fé e razão.
Bom uso do argumento a fortiori em Lucas 13
Se eu estou correto em ajudar um animal no sábado, muito mais correto... eu estou em ajudar um ser humano no sábado
Impacto: Mostra como Jesus raciocina a partir das Escrituras para expor hipocrisia e restaurar a dignidade humana.
Chamado final à reflexão contra a idolatria
Pensa, Israel, pensa
Impacto: Conecta pensamento bíblico, arrependimento e adoração exclusiva a Deus.
Compare as dimensões nas barras abaixo. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Clareza do Evangelho
Critério usado: edificação para crentes, não apresentação evangelística completa. O sermão é coerente com o evangelho, aponta para Jesus, salvação, confissão correta e vida eterna. A nota não é maior porque algumas formulações podem obscurecer a graça ao tratar fé imperfeita com rigidez excessiva.
Aplicação Prática
Aplicações práticas saudáveis: pensar antes de aceitar dilemas falsos, amar o próximo confrontando erros, fazer perguntas, ler boas histórias e refletir sobre tempo, dinheiro, trabalho, estudos e vida eterna. A nota não é maior porque a frase 'você não é crente' pode gerar ansiedade se mal aplicada.
Fidelidade Bíblica
O sermão usa as Escrituras de modo predominantemente fiel: Jeremias 2, Colossenses 2, Mateus 22, Lucas 13, João 14, Mateus 8, Marcos 8, Lucas 10 e Isaías 44 são aplicados com coerência. Há apenas um deslize de referência na transcrição para Êxodo 3:6 e uma inferência pastoral rígida em Mateus 16.
Precisão Teológica
Não há negação de doutrinas essenciais. A cristologia é central e a ênfase na mente é bíblica. Pequenos problemas aparecem na linguagem 'supremo rei filósofo' e na formulação sobre confissão correta e condição de crente, que precisam de maior equilíbrio pastoral.
Hermenêutica
A exegese é sólida, especialmente no uso de falso dilema, argumento a fortiori, tempo verbal de Êxodo 3:6 e contexto histórico dos fariseus, herodianos e saduceus. A nota não é maior porque há risco de racionalismo e uma aplicação muito dura sobre 'não é crente'.
Compreensão Contextual
O pregador demonstra bom conhecimento histórico e literário: contexto de cisternas em Jeremias, grupos religiosos em Mateus 22, sábado em Lucas 13, parábola em Lucas 10 e idolatria em Isaías 44.
Risco de conflito com doutrina essencial:
Baixo, quanto menor melhor. Não há prosperidade transacional, negação da Trindade, da cruz, da ressurreição, da graça ou da autoridade das Escrituras. Os problemas são pastorais e retóricos, não heréticos.
Risco de leitura imposta ao texto:
Baixo, quanto menor melhor. A maioria das aplicações respeita o sentido original. Há apenas extrapolações retóricas leves, como 'supremo rei filósofo', e uma inferência pastoral excessiva sobre quem responde errado.
Abra apenas a parte que deseja consultar.
Tema principal:
A arte de pensar corretamente à luz de Jesus Cristo, especialmente no amor a Deus com o entendimento e no amor ao próximo
Tom pastoral:
Exortativo, intelectual e pastoral, buscando formar a mente cristã para pensar biblicamente, confrontar falácias e amar o próximo com mansidão
Pensar corretamente é uma atividade espiritual e relacional, pois amar a Deus envolve o uso da mente
Suporte: O pregador afirma que 'para Jesus pensar é mais do que um mero ato de raciocínio' e que 'pensar é uma ação espiritual e é relacional'
Jesus confronta argumentos falaciosos não para humilhar, mas para amar Deus e o próximo
Suporte: O pregador usa os fariseus, herodianos e saduceus para mostrar que Jesus identifica falácias e ensina teologia e exegese com motivação de amor
Jesus ensina as pessoas a pensar por meio de perguntas que alcançam o coração
Suporte: O pregador apresenta perguntas como 'quem é Jesus para você?', 'há tanto tempo estou com você...' e 'por que vocês são tão medrosos?'
Jesus usa histórias para reorientar a maneira de ver e amar o próximo
Suporte: O pregador afirma que a parábola do bom samaritano não é apenas sobre boa ação, mas sobre amar o próximo além de preconceitos
Textos:
A Escritura chama o povo de Deus a parar e pensar, rejeitando a idolatria e a estupidez espiritual
Suporte: O pregador termina com Isaías 44:16-20, onde Deus expõe a irracionalidade da adoração a ídolos e convoca Israel a pensar
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente como convite divino à reflexão sobre a insensatez de trocar a fonte de água viva por cisternas rachadas.
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente para afirmar que em Cristo estão escondidos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente como base para o amor a Deus 'de todo o entendimento' e como resumo da lei e dos profetas.
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente para identificar o falso dilema dos fariseus e herodianos e a resposta sábia de Jesus.
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente para mostrar que os saduceus erravam por ignorância das Escrituras e do poder de Deus.
Uso Contextual
Usado corretamente na argumentação sobre o tempo presente do verbo 'sou', embora a transcrição apresente provável erro de fala ou registro ao dizer 'Êxodo 36' e 'versículo 22'.
Questões Exegéticas
Erro de referência, não de exegese. O texto citado por Jesus em Mateus 22:31-32 é Êxodo 3:6.
Leitura Sugerida
Mateus 22:31-32 cita Êxodo 3:6 para demonstrar que Deus é Deus de vivos, não de mortos.
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente como exemplo de argumento a fortiori: se é correto cuidar de um animal no sábado, muito mais é correto libertar uma filha de Abraão.
Uso Contextual
Aplicação correta quanto à centralidade da pergunta 'quem é Jesus', mas a inferência 'se a sua resposta estiver errada, você não é crente' pode ser pastoralmente rígida se aplicada sem graça e sem considerar crescimento.
Questões Exegéticas
A pergunta exige confissão correta, mas os Evangelhos também mostram discípulos com fé fraca e em processo de discipulado.
Leitura Sugerida
Reafirmar a centralidade da confissão de Cristo, mantendo espaço para discipulado, arrependimento e crescimento (Rm 10:9-10; Mc 9:24; 1Co 13:12).
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente para confrontar a superficialidade do relacionamento com Cristo.
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente para mostrar que a pequena fé está ligada à falta de confiança na presença e no senhorio de Cristo.
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente para chamar à reflexão sobre o valor da alma diante do ganho do mundo.
Leitura Sugerida
Aplicação exemplar legítima: a parábola do bom samaritano usada para mostrar que amar o próximo exige reorientar a maneira de enxergar pessoas rejeitadas.
Leitura Sugerida
Texto usado corretamente para expor a irracionalidade da idolatria e convocar o povo a pensar diante da Escritura.
Reformular a expressão 'supremo rei filósofo' por linguagem bíblica: Jesus é Senhor, Salvador, Mediador e fonte de toda sabedoria.
Ao usar Mateus 16:13-15, distinguir claramente entre rejeição consciente de Cristo e fé fraca em crescimento, evitando sentenças precipitadas sobre a salvação.
Equilibrar o êxito intelectual com dependência do Espírito Santo, arrependimento e humildade.
Manter a boa ênfase em confrontar falácias, mas explicitar que a conversão é obra graciosa de Deus.
Corrigir a referência de Êxodo 3:6 para evitar confusão com 'Êxodo 36' ou 'versículo 22'.
Desenvolver mais a conexão entre pensar corretamente e a obra da cruz, para que a mente não seja separada da adoração e da submissão a Cristo.
Resumo em uma frase:
Pregação bem fundamentada e pastoralmente útil sobre amar a Deus com a mente, embora precise de maior equilíbrio retórico e pastoral para evitar racionalismo, rigidez excessiva na segurança e linguagem que reduza Cristo a uma categoria filosófica.
🤿
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