[música] Bem-vindos ao Sacramento do Momento Presente, o podcast de formação espiritual da Igreja Esperança. [música] Hoje é sexta-feira, dia 18 de setembro, tempo de preparação para o terceiro domingo da criação. Eu sou Daniel Nunes, vou meditar com vocês no texto de Êxodo 16 de 1 a 21. [música] >> [música] >> O povo de Israel saiu de Elim e foi para o deserto de Sim, que fica entre Elim e o monte Sinai. chegaram ali no dia 15 do segundo mês depois da saída do Egito. Ali no deserto, todos eles começaram a reclamar contra Moisés e Arão, dizendo assim: "Teria sido melhor que o Senhor tivesse nos matado no Egito. Lá nós podíamos pelo menos nos sentar e comer carne e outras comidas à vontade. Vocês nos trouxeram para esse deserto a fim de matar de fome toda essa multidão." multidão." O Senhor Deus disse a Moisés: "Agora eu vou fazer chover do céu pão para vocês e o povo deverá sair. Cada um deverá juntar uma porção que dê para um dia. Assim eu os porei à prova para saber se eles vão obedecer as minhas ordens. No sexto dia, deverão juntar e preparar o dobro do que costumam juntar nos outros dias." Então Moisés e Arão disseram ao povo: "Hoje à tarde vocês ficarão sabendo que foi o Senhor Deus quem os tirou do Egito. Egito. Amanhã de manhã vocês verão a glória do Senhor, pois o Senhor ouviu a reclamação de vocês contra ele. Foi contra ele e não contra nós que vocês reclamaram, pois afinal de contas quem somos nós?" E Moisés continuou: "É Deus, o Senhor quem vai lhes dar carne para comerem de tarde e pão à vontade de manhã, pois o Senhor ouviu vocês reclamando contra ele. As suas reclamações são contra ele e não contra nós, pois afinal de contas, quem somos nós?" Aí Moisés disse a Arão: "Diga a todo o povo que venha e fique diante de Deus o Senhor, pois ele ouviu a reclamação deles." Enquanto Arão estava falando a todo o povo, eles olharam para o deserto e de repente a glória do Senhor apareceu numa nuvem. E o Senhor disse a Moisés: "Eu tenho ouvido as reclamações dos israelitas. Diga-lhes que hoje à tarde, antes de escurecer, eles comerão carne e amanhã de manhã comerão pão à vontade. Aí ficarão sabendo que eu, o Senhor, sou o Deus deles. À tarde apareceu um grande bando de codornas. Eram tantas que cobriram o acampamento. E no dia seguinte, pela manhã havia o orvalho em volta de todo acampamento. Quando o orvalho secou por cima da areia do deserto, ficou uma coisa parecida com escamas fina como a geada no chão. Os israelitas viram aquilo e não sabiam o que era. Então perguntaram uns aos outros: "O que é isso?" E Moisés lhes disse: "Isso é o alimento que o Senhor está mandando para vocês comerem. Esta é a ordem que ele deu. Cada um de vocês deverá juntar o que for necessário para comer, de acordo com o número de pessoas que houver na família, 2 L por pessoa." E assim fizeram os israelitas. Uns pegaram mais e outros menos. Quando mediram, aconteceu que os que haviam pegado muito não tinham demais. demais. >> [música] >> E não faltava nada para aqueles que haviam pegado pouco. Cada um havia pegado exatamente o necessário para comer. Então Moisés lhes disse: "Ninguém deverá guardar nada para o dia seguinte". Mas alguns não obedeceram a ordem de Moisés e guardaram uma parte daquele alimento. E no dia seguinte o que tinha sido guardado estava cheio de bichos e cheirava mal. Aí Moisés ficou muito irritado com eles. Todas as manhãs, cada um pegava o necessário para comer naquele dia, pois o calor do sol derretia o que ficava no chão. [música] Poucas coisas revelam tanto o coração humano quanto o deserto. Aquele lugar de privação e provas que expõe o que há por dentro sem filtros. Pouco tempo havia se passado desde a noite da libertação. O som das ondas do Mar Vermelho ainda ecuava nos seus ouvidos. Ainda podiam sentir o sabor da água amarga transformada em água doce em mara. Deus havia se mostrado soberano, presente e poderoso. No entanto, bastou o estômago doer e o horizonte parecer vazio para que a memória de Israel falhasse. falhasse. Diante do desconhecido, o povo de Deus não olhou para trás com gratidão [música] e nem para cima com fé. olhou para dentro e desmoronou em murmuração. Uma nostalgia perversa da escravidão. Preferiam a segurança da servidão no Egito à liberdade com Deus no deserto. E foi no meio dessa fragilidade que mais uma vez Deus se mostrou fiel, acolhendo o seu povo ingrato e com paciência lhes concedendo mais uma lição sobre quem ele é. Deus não enviou o pão do céu apenas para saciar a fome física dos seus peregrinos. Deus estava aplicando um teste pedagógico à fé daquela nação em formação. formação. Primeiro era um teste de obediência à suas ordens. A orientação era clara, colher a porção diária de domingo a sexta e no sexto dia guardar o dobro para que no descanso do sábado fosse preservado. Deus já estava estabelecendo ali na prática o hábito que mais tarde seria formalizado no Sinai, testando desde aquele momento a fidelidade do povo às instruções mediadas por Moisés. Segundo, e talvez o mais profundo, era um teste de confiança na sua provisão. O pão caía do céu todas as manhãs, mas não podia ser estocado. Se tentassem guardar para o dia seguinte, por medo ou por ganância, o maná apodrecia e criava bichos. Deus estava ensinando a Israel a viver no ritmo da dependência. Eles precisavam crer que o mesmo Deus que sustentou o dia de hoje estaria lá quando o sol nascesse amanhã. A verdade dolorosa é que [música] nós continuamos sendo muito parecidos com Israel. Ainda hoje passamos noites em claro tentando guardar o maná para o futuro. Acumulamos garantias, calculamos cenários, riscos, arquitetamos planos de emergência e nos desgastamos na tentativa de controlar o amanhã. Mas no fundo, essa nossa ansiedade sufocante não é apenas zelo, é desconfiança. É a suspeita silenciosa de que Deus não estará lá amanhã. É uma forma velada de incredulidade. É duvidar que aquele que nos trouxe até aqui continuará sendo fiel. Se hoje o seu coração se encontra pesado, cansado de tentar antecipar dores e garantir o que ainda é incerto, respire fundo. O Deus que alimentou o seu povo no deserto é o mesmo que hoje se revela a nós em Cristo Jesus, o verdadeiro pão da vida. Ele conhece o nosso coração vacilante e por amor e cuidado, ele não nos dá o sustento do ano inteiro de uma só vez, para que não nos esqueçamos de onde vem o nosso sustento todos os dias. Se no deserto o maná caía do céu todas as manhãs para adiar a fome por um dia, em Cristo temos a garantia definitiva de que nunca seremos desamparados. A nossa confiança na providência de Deus não se baseia em circunstâncias favoráveis, mas na pessoa de Jesus Cristo, aquele que se entregou por nós para ser o nosso sustento diário e eterno. Meu irmão e minha irmã, descanse suas mãos. Solte o maná que você tem tentado guardar com medo do amanhã. A fidelidade de Deus não acaba na virada do dia. Que a sua oração hoje não seja por reservas infinitas, mas pela coragem de descansar naquele que é a nossa vida, a nossa paz e o nosso pão de cada dia. [música] [música] Eu te convido para abrir a sua Bíblia agora. ou em outro momento e refletir sobre esse texto, deixando o Senhor falar com você. Abra sua Bíblia em Êxodo 16 de 1 a 21 e leia devagar. Você pode repetir a leitura mais de uma vez, se assim o desejar. Considere essas questões para sua reflexão. Como eu tenho reagido quando sou levado aos desertos da vida? Quais comportamentos e reações brotam do meu coração nesses momentos de provação? Como eu deveria reagir sabendo que Deus é fiel e ama os seus filhos? Será que eu tenho me preocupado demais em garantir o meu futuro ao ponto de comprometer meu envolvimento com o reino de Deus agora, no tempo presente? Fique em silêncio por um momento. Responda em oração. Senhor, nos ensine a descansar em ti. Não permita que nós gastemos nossas vidas aflitos na ilusão de que conseguiremos garantir a segurança que almejamos com os nossos melhores esforços. Não permita que a ingratidão ou a dúvida nos privem de vivermos em paz. Oramos em nome de seu filho Jesus, o nosso Senhor, o nosso pão da vida, que vive e reina contigo com Espírito Santo, agora e para todo [música] sempre. Amém. Você [música] ouviu o devocional semanal do sacramento do momento presente. [música] Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis na tua presença, [música] Senhor.