Tema de hoje para concluir a nossa série, né? Seu futuro depende de você. Será, né? Tem tem um meme lá. Será? Mateus capítulo 6, um texto que já foi pregado aqui nessa série para alguns pregadores, mas nós vamos voltar nele. Sermão do monte de Jesus. Mateus capítulo 6 verso 19. Leremos até o verso 34. Vou ler aqui na Nova Almeida atualizada, mas você pode acompanhar com a versão que você tem em mãos aí, não tem problema nenhum. Mateus 6:19. Nós vamos até o verso 34. Peço desculpas pela minha voz, viu, gente? Tô sobrevivendo influenza a, mas tá tudo certo. Eu fiquei três dias sem voz, absolutamente sem nenhuma voz. Então, hoje é um milagre estar aqui, viu, gente? Mas Deus é bom. Eu brincava com os irmãos que hoje eu não vou pregar no meu estilo wesleano, viu, gente? Vai ser meio tio Nico assim, sabe? Meio presbiteriano. Será que eu consigo? Diz assim a palavra do Senhor: "Não acumulem tesouros sobre a terra, onde as traças e a ferrugem corroem, e onde ladrões escavam e roubam, mas ajuntem tesouros no céu, onde as traças e a ferrugem não corróem e onde os ladrões não escavam nem roubam, porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o seu coração." Os olhos são as lâmpadas do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se, porém, os seus olhos forem maus, todo o seu corpo estará em trevas. Portanto, se a luz que existe em vocês são trevas, que grande trevas serão? Ninguém pode servir a dois senhores, porque eu irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas. Por isso digo a vocês, não se preocupem com a sua vida, quanto ao que irão comer ou beber, nem com corpo, quanto ao que irão vestir. Não é mais a vida do que o alimento e não é o corpo mais do que as roupas. Observem as aves do céu que não semeiam, não colhem, nem ajuntam celeiros. No entanto, o pai de vocês que está no céu, as sustenta. Será que vocês não valem muito mais do que as aves? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar um côvado ao curso de sua vida? E porque se preocupam com que vão divestir, observem como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem fiam. Eu, porém, afirmo que vocês, a vocês, que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe, amanhã lançada no forno, não fará muito mais por vocês, homens de pequena fé. Portanto, não se preocupem, dizendo: "Que comeremos? Que beberemos? Como nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas. O pai de vocês que está no céu sabe que vocês precisam de todas elas. elas. Mas busca em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça. E todas estas coisas lhe serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados. Basta o dia o seu próprio mal. Vamos orar. Vamos pedir ajuda ao Senhor. Pai, essa é a tua palavra, Senhor. Ela é santa demais. Ela é sagrada demais. Nós não queremos aqui hoje ouvir homem nenhum falando, Pai. A nossa alma precisa estar aqui hoje transparente diante de ti. Escute o nosso clamor, o nosso pedido. Nós queremos ouvir a tua voz, Senhor. Que o Senhor nos ajude a comunicar a tua palavra com responsabilidade, com honestidade, mas acima de tudo em profunda dependência do Teu Espírito. Nós não tem como falar da tua palavra, Pai, em nós mesmos. Não há recurso retórico, não há inteligência, não há vocabulário, não há nada que possa descrever o indescritível, mas o Senhor falar na linguagem do espírito, fazendo essa palavra reverberar em nossos corações, falando como por profecia, é o que nós queremos, é o que desejamos. Ô Deus, enche a tua igreja do teu espírito, faz o teu povo acolher a tua palavra, faz a gente reverberar, ecoar a voz do céu e que o Senhor desperte em nosso coração incrédulo, profunda confiança em ti, uma fé viva que só Deus pode dar. Isso aqui não é um trabalho de comunicação apenas, Senhor. É um ofício sagrado da tua palavra. Então fala conosco. É a nossa oração em nome de Jesus. Amém. Vivemos esperando dias melhores, dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás. Vivemos esperando o dia em que seremos melhores. Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo. Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre. Vivemos esperando dias melhores para sempre. A turma que é fã aí já identificou, né, da música pop brasileira, né, a música do JQ Quest, Dias Melhores. Pois é, essa é uma retórica comum, é um discurso comum. É o samba de uma nota só. É a obsessão moderna por futuro. A gente chamaria isso de futurofilia, o amor pelo futuro, o desejo pela possibilidade. E claro que o discurso tá aí nos slogans, na literatura popular, nas músicas, no rap, na música da quebrada, as músicas mais eruditas. É, tá aí. Ela tá aí. O futuro depende de você. O o futuro está em suas mãos. O amanhã pertence a você. O futuro do planeta está em suas mãos. Tem um futuro melhor, faça boas escolhas. Esses dias eu vi um comercial do Nubank. Escolha seu futuro. Comece agora do Banco Itaú por um futuro cada vez mais humano. Na Mormai, o seu futuro está em suas mãos. É uma nota só, é uma música só, é uma ideologia só. é a possibilidade do homem moderno de imaginar o futuro e moldar o futuro, conformar o futuro, customizar, desenhar o futuro para que o futuro seja mais compatível com a minha vontade. E se amanhã alguma coisa acontecer de errado, claro que a culpa é toda minha, eu fui incompetente, fui imprudente, não fiz os cálculos corretos, não planejei a edificação desse prédio do meu futuro. Falhei. Falhei. Será? Será? Será aqui no terremoto agora em Caracas não tinha alguém? Algum daqueles prédios que tinha o seu futuro relativamente bem planejado, bem traçado, bem administrado, será? Então, existem coisas que a gente não tem controle, Igor. Existem coisas que a gente não tem controle. Existem recessões econômicas, pandemias, doenças inesperadas, acidentes inesperados, mortes inesperadas. A gente vive num mundo cheio de imprevistos. E de fato é uma grande utopia, uma grande ilusão achar que simplesmente ao recrutar capacidade técnica, diplomas, seguro de vida, uma aposentadoria ou uma casa de campo, um lotinho na roça, vai ser o suficiente pra gente assegurar o futuro e fazê-lo da forma que a gente gostaria. Esse dia eu tô fazendo o cálculo das prestações da minha casa e eu cheguei à conclusão que provavelmente eu já estarei morto quando que tá a última parcela. É, é isso. E a gente acha que é possível viver o amanhã com essa intensidade toda e a gente customizar o futuro e tentar encontrar no futuro um mundo que a gente sonhava. Mas a grande verdade é que a modernidade vendeu isso pra gente e a gente comprou isso. A gente comprou que é possível. E tudo que é tradicional, que é local, que é histórico, a gente tem que se desvencilhar dessas prisões religiosas, desse espírito reacionário que nos impede de progredir em direção ao futuro. É o mito do progresso contínuo, do devir contínuo. O futuro como uma questão de cálculo, é só recrutar as habilidades, as competências, a ciência certa, a estatística correta. A gente vai chegar lá. essa euforia tecnológica que basta a gente sabe transcender a nossa capacidade técnica e a gente vai levar a humanidade a um estado de paraíso artificial criado pelo nosso próprio empenho. O homem continua aí eufórico pelo futuro. É claro que isso levanta uma questão mais profunda, né, gente? Levanta uma questão sobre o que é o tempo. O tempo, sabe? Vocês sabem que a discussão sobre o tempo é uma discussão que foi carregada ao longo dos milênios por filósofos, pensadores, cientistas. Heráclito dizia, né, ele comparava o tempo a um rio e que ele não tomava duas vezes um banho no mesmo rio, porque quando ele entrava no rio, ele saía do rio. Quando ele entrava de novo, já não era o mesmo rio, porque a corrente tá ali contínua. Mas não é só o rio que muda, ele também mudava. As células do seu corpo de hoje não são as mesmas de ontem. Sabia disso? Já pensou nisso? Que grande parte das proteínas que estão aí compondo as células do seu corpo foi da feijoada que você comeu semana passada, OK? Mas daqui a pouco não será mais a mesma feijoada, será proteína de outros alimentos que você comeu. Olha que coisa. Nem o nosso corpo é o mesmo. Nem o nosso corpo é o mesmo. O nosso corpo de hoje não é o mesmo que será amanhã. Tudo é um grande rio correndo. Alguns em alta velocidade, outros imperceptíveis. Mas está aí o corpo oxidando, a vida oxidando, a matéria derretendo, as coisas envelhecendo. Imagina a gente chegar aqui nessa igreja, não sei se você sabe, esse púlpito aqui, ele tá desde a fundação da igreja. Já tivemos discussões homéricas no conselho para tirar esse púlpito, tá? Não deu certo. Ele insiste em estar aqui. Os mais antigos lembram dele. Muitos sermões foram pregados nesse púlpito. Pode ser que um dia essa madeira apodreça, gente. Não dê conta do tempo, dos intempérios. Vai envelhecer, como tudo envelhece. Os dentes se quebram. A pele enruga, não é verdade? O cabelo pode cair, alguns podem cair mais rápido, outros embranquecem ou embranquecem mais rápido. Mas a grande verdade é que todos nós aqui somos vítimas implacáveis do tempo. tempo. Agostinho discutiu sobre o tempo no seu livro 11, uma discussão belíssima, reflexão belíssima, regada muita oração. Vou falar disso daqui a pouco. Isaac Newton tentou calcular a previsibilidade do tempo. Albert Einstein disse que o tempo é relativo. Heidegger, Kickard, Kant, todos os grandes pensadores dedicaram tempo para descrever o tempo, porque o tempo é difícil de ser descrito. Você pode medir o espaço, você pode pegar uma trena aqui e medir quantos metros quadrados tem esses esse salão. Mas e o tempo? Ah, o tempo. Eu meço e começo com relógio calendário, mas quem disse que 1 minuto tem que ser 60 segundos? Quem te falou? De onde nós tiramos isso? convenção. Nós chegamos a um acordo. Chegamos um acordo, mas o tempo é isso. O tempo é calendário, agenda, envelhecimento, o ciclo dos planetas. De fato, o tempo ele é não é tangível. A gente experimenta, a gente infere, a gente vivencia. Mas se de repente o nosso planeta parasse, todos os relógios parassem, todos os dispositivos de cálculo do tempo parassem de funcionar, como que seria viver? Como que seria existir sem esses sistemas de referência? Você seria lançado numa existência de vertigem, de desorientação, completamente perdido, sem saber quanto tempo passou, quanto tempo não passou. Olha que loucura. O livro de Gênesis, capítulo 1, verso 14, fala que Deus, quando criou o mundo, Deus colocou luzeiros no firmamento para fazer separação entre dia e noite e para que eles fossem como sinais para marcar estações, dias e anos. Deus sabia que o tempo tinha que ter marcadores, referências físicas para você entender que ciclos estavam acontecendo. Mas ainda assim o tempo continua sendo misterioso. É claro que o tempo não é um ciclo de planetas, é muito mais do que isso. Mas a gente convencionou medir o tempo. A gente convencionou usar agenda, deadlines, prazos, boleto vencendo. Nós criamos isso. Pois é. Agostinho fritando no livro 11 dele. Vocês sabem que Agostinho é o nosso patrono aqui da igreja, né? Eu brinco. Eh, mas é brincadeira só porque a gente é protestante, né? Mas assim, eu quase sou um devoto, tá gente? Tô brincando, tô brincando. brincando. Mas no livro 11 do seu livro Confissões, que eu já li umas algumas vezes, não sei nem quantas vezes, mas leia. Recomendo que você leia Confissões. No capítulo 11, Agostinho tá fritando sobre o tempo e ele faz orações. Você sabe que Agostinho fazia filosofia em oração e ele, Senhor, tu que és o Deus de toda sabedoria, de todo conhecimento, me revela o que é o tempo, me mostra o que é o tempo. E ele percebe que a resposta para o que é o tempo só poderia vir se ele respondesse, se ele visitasse, se ele partisse da eternidade de Deus. Você não compreende o tempo sem reconhecer a eternidade de Deus em primeiro lugar. O que é um Deus eterno, estável, que não é afetado, que não oxida, que sustenta toda a realidade? Agostinho resgata o Salmo 102, verso 27, que diz: "Tu, porém, és sempre o mesmo e os teus anos jamais terão fim. Jamais." Agostinho dizia que para Deus os teus anos existem juntos. Passado, presente, futuro, como um único evento, um único hoje. Você já imaginou isso? Nós temos uma sensação de temporalidade tão absurda, né? 1000 anos, 2000 anos, o Brasil tem 500 anos. A gente acha isso tempo demais, mas Deus olha para tudo isso como um suspiro, suspiro, como um único evento, como hoje, como uma única tela diante dele, um único quadro. A gente vê tudo em frenética, frenética história, frenéticos eventos, um atrás do outro, encadeados, um causando efeito no outro. de Deus olha tudo como um único ato, como um único evento estável, impassível. Ele não pode ser alterado. Seus planos não podem ser mudados, seu caráter não é alterado. Não há nada que façamos que possa convencê-lo de outra coisa. Ele simplesmente está lá estável, olhando e providenciando a história para os seus fins. Mas nós experimentamos o tempo. Mas o tempo é é estranho. Porque você pode falar assim: "Mas o que que é o tempo? Futuro. O que que é futuro? Futuro não existe. Futuro é uma possibilidade, mas não existe. Não aconteceu, então não, não é, não é não tá não não tá aqui. É uma possibilidade. E o que é o passado? Memória. Já acabou. Já acabou. Então o que que é o tempo? É o presente, ó. presente. O dia que você toma consciência do presente, se você tomar consciência do presente agora aqui é porque ele já virou memória, ele já virou passado. Complexo. Ser humano não tem controle sobre o tempo. Ele não sabe descrever o tempo corretamente. A gente vive em angústia. E o próprio Agostinho vai dizer que o que a gente tem é a experiência do tempo. É só por isso que você sabe que ele tá aí. E ele vai dizer: "Olha, o que que é o presente do passado?" falava assim, ó, se a única coisa que existe é o presente e mesmo assim a gente não chega nele, porque ele tá sempre passando, ele vai dizer que existe o quê? O presente do passado, o presente do presente e o presente do futuro. É só isso. Esse é o único tempo que existe. O que é o presente do passado? É a memória. É a memória. É só o que sobrou. É o que sobrou. O que é o presente do presente? É a atenção. E o que é o presente do É a atenção. E o que é o presente do futuro? É a espera. Bom, em termos ideais, Deus É a espera. Bom, em termos ideais, Deus nos equipou com capacidade para experimentar o tempo, porque ele passa por esse caminho. Sobre o futuro, você espera, pode acontecer, pode não acontecer por imaginação. A gente olha pro futuro com imaginação. O futuro é uma projeção imaginativa, é imagem. O presente exige sua atenção. E o passado é só a memória, é o registro. da experiência. Agostinho na sua oração sobre a experiência do tempo, ele chega num nível tão avançado de reflexão que ele chega há um momento que ele olha para Deus, quase num tom de adoração a Deus, ele diz: "Olha, é esta a minha esperança pela qual eu vivo". O que que move, Agostinho? Uma esperança. Qual é essa esperança? Qual era a esperança agostiniana? que eu contemple as delícias de Deus. Qual era a visão de futuro? Conclusão de Agostinho. Agostinho. Que eu contemple as delícias de Deus. Eu vou citar aqui um filósofo judeu muito conhecido entre cristãos. É um filósofo judeu, um rabino foi lido por muitos cristãos do mundo. Até hoje é lido, Abraham Joshua Hashel. Dois livros dele são ultra recomendados. Zabat dá para comprar na internet. O segundo é caríssimo. Deus em busca do homem. Porque tá ficando raro no mercado bibliográfico. Eu comprei nas lojas americanas há 15 anos atrás por R$ 5. Hoje tá R 450 na Amazon. Mas é maravilhoso o Shabat. o Shabat. Hel vai dizer o seguinte, que o homem moderno é um homem do espaço, não é do tempo. O homem moderno se relaciona com espaço porque ele quer posse do espaço. O homem moderno quer controle. O homem moderno quer se agarrar ao território porque ele não tem controle sobre o tempo. Então ele aposta no território, ele aposta no espaço. Toda a vida dele orbita ao redor de espaço. Ele quer conquistar espaço porque não tem o tempo. Ele não tem controle sobre o tempo. O tempo ele é indiscriminado. A gente usa o termo contemporâneo, não é assim? Que que é o contemporâneo? Que partilha do mesmo tempo. Você já percebeu? Ninguém tem posse do tempo, ninguém é dono do tempo. O tempo é indiscriminado. O tempo faz com que a gente desfrute de convivência no mesmo tempo, independente de classe social, de posse, de terreno, de espaço. Mas de fato, o tempo, segundo o Rashel, o tempo não passa. É nós que passamos. Nós que passamos. O tempo não passa. Ele vai dizer, inclusive, que o tempo é a eternidade disfarçada. É como se a eternidade tivesse atrás do tempo sorrindo de forma muito sutil. Não é todo mundo que percebe, mas Deus de alguma forma está ali usando o tempo como uma cortina em que a eternidade balança a cortina e você vê as ondas, os balanços da cortina e você fala: "Que que é isso? Tá balançando a cortina? É a eternidade atrás da cortina sorrindo pro mundo." É a nossa experiência algum tempo deveria ser assim. Mas Deus nos chamou não para habitar o espaço. Deus nos chamou para habitar o tempo. tempo. A nossa casa deve ser deveria ser no tempo. E Rel, como judeu, vai dizer: "Então, por que que Deus deu o santuário para Israel? Mandou Israel fazer um tabernáculo, um templo? Não era para eles terem um território, era para eles experimentarem o tempo, mas experimentarem o tempo a partir do encontro com a eternidade. O que Deus fazia no tabernáculo? A eternidade visitava o tempo. São os momentos de encontro que Deus permite pela sua providência. É o momento em que Deus sorri na história e a cortina balança, o vento da eternidade balança e você vê Deus ali. É um evento, é um momento, é um encontro. E aí Deus dá um calendário. Deus dá dias de trabalho, dias de descanso, dias de celebração, feriados. Deus cria momentos sagrados como esse quando os cristãos se reúnem no domingo. Para quê? Para sentir o toque da eternidade eternidade e de repente descobrir que você não precisa ser escravo do tempo. Você não precisa se render a tirania do tempo, mas que o tempo é uma espécie de sacramento. E esses momentos servem para apontar para aquilo que é eterno. Que que vai dizer, filósofo dinamarquês? importante, nós sempre citamos aqui na igreja de que o homem moderno, ao perder o horizonte da eternidade e se tornando cativo do tempo, escravo do tempo, e por causa dessa oferta de liberdade, da possibilidade de eu mudar a história de acordo com a minha vontade, de eu mudar o futuro e sempre ver o futuro com uma possibilidade, todo dia eu acordo de manhã, nossa, quem sabe, né? Dias melhores, né, para sempre. E você fica todo dia para sempre esperando o dia melhor. É uma utopia, é verdade. Mas a gente cria essa expectativa, a gente compra essas ilusões sem perceber. Sem perceber. A gente compra essas ilusões. E o que que ele vai dizer? Que a ansiedade, a ansiedade é a vertigem da liberdade. Tem tanta liberdade sendo ofertada que parece que a gente i liberdade assim, viver uma felicidade absurda, não. A gente fica ansioso porque, afinal de contas o futuro está em minhas mãos. Não é assim que é é a frase de efeito? Pois então, o que que o pecado faz com o ser humano? Lembra? Agostinho falou: "Passado é memória, presente atenção e futura esperança". O pecado muda a pauta. O passado deixa de ser memória e se torna nostalgia. A nostalgia melancólica, o trauma. O presente deixa de ser atenção e vira inquietação. É o TDAH moderno. Inquietação. Já viu uma pessoa inquieta? Por que que ela fica inquieta? Por causa do trauma da história, por causa de uma nostalgia de um momento que parece que ela perdeu na história ou um trauma ou porque ela tá ansiosa? Porque o futuro é possibilidade e aí o futuro deixa de ser esperança e se torna ansiedade. Então, memória, atenção, esperança, dando lugar à nostalgia, inquietação e ansiedade. E aí o ser humano deixa de ser um ser que habita no tempo, que mora no tempo e se torna uma criatura exilada no tempo, alienada da referência maior. Qual é a referência para andar no tempo? Não é o relógio, é a eternidade. É a estabilidade da eternidade que nos dá condições de navegar no nosso tempo presente. Em 2020, um Instituto para o Cérebro e Ciências Psicológicas da Universidade Normal de Siishuan na China, fez uma pesquisa que foi publicada na revista Nature, muito interessante. O título é da incerteza à ansiedade. Qual foi a constatação dos pesquisadores chineses nessa publicação aqui? Eles perceberam que muito da ansiedade moderna e do pânico moderno do homem moderno diante do futuro não nasce necessariamente de experiências ruins que ele tem no presente. A gente acha que é isso, né? A pessoa teve uma experiência ruim, ficou ansiosa. Não, não é, não é isso. É a própria percepção dela de futuro que tá gerando ansiedade nela. Constatação da pesquisa. Olha o que diz lá o relatório. A conclusão. A conclusão central dos autores é que a incerteza sobre o futuro tende a alimentar emoções negativas, negativas, expectativas distorcidas e respostas menos flexíveis diante da adversidade. Em outras palavras, quando o ser humano não consegue lidar bem com o desconhecido, passa a superestimar ameaças. Ele vê o mal maior do que ele é. Ele vê ameaças maiores do que elas são. Ele imagina sempre desfechos negativos. Vai dar errado. Vai dar errado. Ele sempre dá essa aposta, né? E sempre reage diante da menor sombra de adversidade. Ele reage de forma ansiosa e paralisante. O artigo mostra que a intolerância à incerteza, que o problema do homem moderno é isso, ele é intolerante à incerteza, ele não dá conta da incerteza. incerteza. A intolerância e incerteza funciona como um fator importante em diferentes transtornos da ansiedade, sugerindo que o sofrimento diante do amanhã não nasce apenas dos problemas reais, não é? Mas também, atenção, da dificuldade humana de viver sem garantias absolutas sobre o futuro. Parece lindo dizer pro ser humano: "O futuro depende de você, mas quais são as garantias? não tem garantias. E é isso que tá angustiando e adoecendo o homem moderno. E infelizmente, irmãos, nós todos aqui podemos ser vítimas desse ecossistema tóxico que vende a ideia de que o futuro depende absolutamente de boas escolhas ou bons currículos ou bom investimento que você faça. E isso sabota um componente simples, o fato de que cristãos, por causa da fé estão ancorados no futuro certo. Sim, nós estamos ancorados no futuro certo. Isso deveria mudar tudo? Deveria mudar tudo. Então, a gente tá mudando da futurofilia do amor pelo futuro para o que? uma matéria que foi publicada do jornal Nexo, julho do ano passado. O título é: "O futuro não era mais como era antigamente." Uma paráfrase aí do da música índios o Legião Urbana. E aí ele introduz o novo termo. Se antes o homem moderno era futurofílico, ou seja, amava o futuro, o jovem contemporâneo hoje sofre de medo do futuro, futurofobia. Um estudo do movimento Teach the Future Brasil revela que 62% dos jovens brasileiros, atenção, você que tem entre 18 e 28 anos, tem medo do que pode lhes acontecer no amanhã. amanhã. E 78,5% E 78,5% é muita coisa, é quase 80, relato a ansiedade como sentimento predominante quando pensam no futuro. Apenas 31% sentem que a escola os preparou para lidar com ele. Fracasso total, né? A educação perdeu completamente a capacidade de garantir qualquer futuro. O outro estudo mostra que 63% acreditam que os problemas atuais vão se tornar piores ou acabar com o planeta. É a partir daí que a galera tá vivendo. É daí, É daí, gente. É evidente que nós estamos vivendo uma distopia. Que que é uma distopia? É evidente que esse fascínio pela possibilidade de um futuro legal tá acabando. Tem uma música legal do Pink Flood Time, clássica, rocão clássico. Meu filho ama. A letra diz assim: "Então, um dia você percebe que 10 anos ficaram para trás, passou. Ninguém lhe disse quando correr. Você perdeu o tiro da largada. Você corre, corre, corre para alcançar o sol, mas ele está se pondo, ele está dando a volta até surgir atrás de você novamente. novamente. O sol é o mesmo, mas de uma forma relativa, mas você está mais velho, com menos fôlego e um dia mais próximo da morte, cada ano está ficando mais curto, parece que nunca tem tempo. Planos que ou não dão planos que não dão em nada. Nada. Nada. É pesado. É, é pesado. Mas louvado seja o Senhor pela terapêutica de Jesus. A terapêutica de Jesus é maravilhosa. Nós lemos um texto do Sermão do Monte. Então, por favor, eu quero te convidar a fazer um exercício comigo. Você vai se imaginar agora na sala de aula de Jesus. Amém. Você vai se sentar aos pés do mestre e você vai se abrir à escuta do que Jesus tem para te dizer sobre o tempo. Jesus tem um conselho para te dar sobre a sua ansiedade. Eu não estou falando aqui de uma preocupação ordinária, de uma ansiedade natural, de gestão da vida, do lar. Não tô falando disso. Eu estou falando de um coração inquieto, excessivamente ocupado pela sobrevivência. Um coração que perdeu o horizonte da esperança. E é importante lembrar, irmãos, o nosso coração é igual um íã. Ele vive em caça de alguma coisa para amar, de algum reino para abraçar. E a gente precisa vir aqui todo domingo para recalibrar o coração e a gente lembrar o nosso coração que ele tem que amar a coisa certa. Amém? Então você vai se sentar agora aos pés de Jesus e você vai ouvir o que o mestre tem para te dizer. O mestre já começa no seu sermão, no verso 19, dizendo: "Não acumulem tesouros sobre a terra". Primeira lição de Jesus. de Jesus. Em tesourar, acumular tesouro, você precisa perguntar: "O que que faz um homem juntar tesouro?" O que faz o medo, concorda? a insegurança, a imprevisibilidade, a possibilidade de dar errado, do futuro não funcionar. E como estarei? Como meus filhos estarão? É a tentativa de garantir o futuro. É a tentativa de controlar um tempo que não chegou. Então você entesoura, você guarda. É um problema com o tempo, é um problema com a temporalidade. Mas Jesus já responde no verso 19: "Escute, tudo isso oxida, tudo envelhece, tudo se disfaz." Não é isso que ele diz no verso 19: "As traças e a ferrugem corróem, os ladrões escavam e roubam. Imprevistos podem acontecer, coisas que não estão sobrole e que o tesouro não vai dar conta de controlar. Mas Jesus também não propõe um estado de quietismo, né, de você não trabalhar mais. ao contrário, ele fala: "Ajuntem sim tesouro, vão trabalhar, mas ajuntem tesouro em outra dimensão, em outra realidade ou a partir de outra realidade. Porque uma coisa, meus irmãos, é trabalhar baseado na sobrevivência e no desespero. Outra coisa é trabalhar baseado na vida e na esperança. São duas maneiras completamente distintas de trabalho. Um é o trabalho de quem se apega à realidade, mas a realidade tá derretendo. O mundo tá derretendo, a mesa tá derretendo, o banco tá derretendo, o mundo está derretendo, tá tudo oxidando, tá tudo se estilhaçando, OK? Tudo tem data de v de validade, tudo tem. E outra coisa, é você trabalhar como alguém que sabe que a história tem um fim. Quando você sabe que tem alguém que é incorruptível, tem um que não oxida, tem um que não envelhece, tem um que é eterno. Ajuntem tesouros no céu. É um trabalho melhor, é uma atividade melhor, é um entesouramento melhor, é uma eternidade que está diante de nós como horizonte. Então eu pergunto, o que seria trabalhar movido pela esperança e não pelo desespero? desespero? e não pelo desespero. E aí Jesus deixa claro no verso 21, porque onde estiver o teu tesouro, hã, qual é o nosso bem mais precioso em último grau, última instância? É só fazer um exercício de imaginação. Faça um exercício de imaginação. Perdendo dinheiro hoje, seu dinheiro sumiu. sumiu. Ou perdendo sua família hoje, todo mundo morreu. Faz esse exercício. Sua nação acabou. Sua reputação acabou. Sua nação acabou. Sua reputação acabou. Imagina tudo que você tem que você acha que é importante. Sumindo. Você vai sentir dor? Claro. Você vai lamentar? Claro. Mas o ponto não é esse. O ponto é você vai se desesperar. Se a sua resposta para isso for sim, tome cuidado, porque onde estiver o teu tesouro, aí também estará o seu coração. Atenção para isso. Qual é o bem que você confia sua própria vida? Onde a sua energia e todas suas capacidades se dirigem? Pois saiba, o coração tem o poder de recrutar tudo que existe em você para servir o tesouro. Aquela história do pastor Piper, pastor Piper tá fazendo um gabinete, chegou um irmão lá dizendo: "Pastor, eu tenho um problema com alcoolismo. Eu gosto de pinga, gosto de cachaça, eu gosto de whisky whisky e eu não largo o whisky. Se você botar um copo aqui de whisky, pastor, eu não vou aguentar. Vou ter que tomar o whisk na sua frente de tanto que esse trem me puxa. Ó o pastor pai p olha para ele. Você não dá conta mesmo? Não dou conta de jeito nenhum. De jeito nenhum. Não há nada que te tire desse dessa experiência. Não tem nada. Eu não dou conta, pastor. Eu eu tenho um problema com álcool mesmo. Falei: "Então tá bom. Vamos fazer um experimento. Eu vou pegar uma mala com 1 milhão de dólares e vou colocar aqui na mesa. Se você ficar 24 horas com copo de whisky do lado dessa mala e sem tocar nesse copo de whisky, a mala é sua. Você topa? Mas é claro, né, pastor? Ué, mas você não acabou de dizer que você não dava conta? Na verdade, irmãos, nós fazemos loucura pelo que amamos. Nós vencemos pecados pelo que amamos. Vocês estão entendendo? A discussão da igreja, o trabalho da igreja não é te convencer de um comportamento correto ou não. O trabalho da igreja é te ensinar a amar a coisa certa. Porque quando você amar a coisa certa, você fará loucuras por aquilo que você ama. Renúncias inimagináveis por aquilo que você ama. Você vai negar a si mesmo, vai tomar a cruz e vai seguir o homem. Sabe por quê? Porque você viu o bem que ele é. é. Isso muda tudo, muda tudo, muda tudo, porque onde tiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração. Na florinda do tesouro é o Quico, né? Para muita gente, o tesouro é um filho. O tesouro é uma carreira, o tesouro é um projeto de reputação. O tesouro é tentar provar pros pais que ele é bacana. Para muita gente o tesouro é o status de ter um carro bacana. Para muita gente, o tesouro é ser reconhecido, ser aplaudido. O tesouro é realizar os melhores sonhos imagináveis de classe média. Melhor caso, melhor carro, melhor respeito, o melhor diploma, melhor reconhecimento, a melhor conta bancária, o melhor plano de vida, melhor plano de saúde. Mas cuidado, verso 22. Porque os olhos são a lâmpada do corpo. São seus olhos. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. luz. Que que é um olho bom? É aquilo que seu olho tá capturado, a sua visão está capturada pelo que seus olhos estão arrebatados. OK? Quem é que capturou a tensão dos seus olhos? Para onde eles estão voltados? Porque se eles forem bons, eles vão te iluminar. O que que é iluminar? A luz ajuda a gente se localizar, não é verdade? Se a gente apagar a luz aqui, apagou a luz em casa, faltou luz em casa, como que você fica? Chuta, chuta o cachorro, né? Tropeça no chinelo, bate na quina do sofá. Você não sabe onde que você tá. Você tá indo pra frente, tá indo para trás, você perde o sistema de referências. Tem gente que anda assim porque os olhos não são bons. Então, todo o corpo está em trevas, tá em escuridão. Mas se os olhos forem bons, você tem encontro com a realidade. Você fica sóbrio, você consegue caminhar porque os teus olhos amam o bem correto, amam o bem certo. É um estado de desorientação, olho mal, sem dúvida. Mas o que eu gosto é que no original grego, a palavra que foi usada aqui para bom, você sabe que a palavra grega para bom é a palavra agatós. E Jesus não usa essa expressão aqui. Ele usa a expressão aplus. Aplus quer dizer um olhar simples, um olhar único, um olhar que não tem duplicidade, é um olhar focado. Jesus tá dizendo, se você tiver um olho bom, um olhar focado, depositado no bem certo, não existe duplicidade. Todo o seu corpo vai ser carregado pelo que você olha. Todo o seu comportamento, a sua vida, a sua existência será rebocado pelo bem que você escolheu. Mas cuidado, porque existem bens, existem bens que não são bens. Bom, eu fiquei intrigado com essa expressão de Jesus, olho bom, olho mau. Falei assim, gente, de onde que vem essa expressão? Eu sei que lá na tradição dos judeus, na literatura rabínica, o olho mau, o eles chamam de ainra em hebraico, né? Quer dizer avareza. E aov é generosidade. Isso é um princípio judaico. Mas é claro que aqui tem algo além. Eu fiquei imaginando os ouvintes de Jesus, os discípulos e a multidão ouvindo Jesus ensinando olho mau, olho bom, como judeus. É claro que isso ia lembrar um único texto do Antigo Testamento, um único evento. Sabe qual? Gênesis 13. Abraão e Ló. Não sei se você lembra da história. Abraão e Ló estão andando ali perto já de Canaã, Campinas do Jordão, próximo, com as ovelhas. O os pastores de Ló começam a brigar com os pastores de Abraão e começa uma confusão. Ah, essa ovelha é minha, aquela ali é sua, não sei o que, aquela briga. E aí Abraão chega para Ló e fala assim: "Ô, ô Ló, seguinte, nós somos parentes chegados, a gente é com padre. Vamos fazer o seguinte, vamos dividir. Cada um vai para um lado. Tá lá em Êxodo, eh, Gênesis 12, 13,9. Não está toda a terra aí diante de você? Diz Abraão. Se você for pra esquerda, eu irei para a direita. Se você for pra direita, eu irei para a esquerda. Mas toma uma decisão, porque não é dar pra gente andar junto mais. Tá muito confuso isso aqui. Olha o que que Ló faz. Vamos ver se o olho dele é bom, o olho dele é mau. Tá? Atenção, Ló ergueu os olhos. Tá aqui no texto, pode ler. Gênesis 3:10. Ló ergueu os olhos e viu toda a campina do Jordão que era toda bem regada. Olha o eufemismo. Como o jardim do Senhor. Ele viu Éden, como a terra do Egito, até a região de Zoar. E isso foi antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra. Tá, gente? Era, ele tava vendo seodoma e Gomorra, mas tava vendo Sodoma e Gomorra como Éden. Ele tava vendo Sodoma e Gomorra como Egito. Ele tava vendo a prosperidade, a influência, o jardim, as delícias. O olho dele olhou e ele viu, interpretou o vale do Jordão, as campinas do Jordão como paraíso. Então LW, achando que estava muito esperto, escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o oriente. E assim separaram o Senhor do outro. Enquanto isso, Abraão vai para onde? Adivinha? Pro outro lado. Mas onde o que que era o outro lado? Abraão habitou na terra de Canaã, que era terra prometida. Era terra prometida seus ancestrais. E Ló foi morar na cidade de da Campina e ia armando as suas tendas até Sodoma. Ora, os moradores de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor. Tem gente que faz isso, né? Tem gente que escolhe inferno achando que é paraíso. Tem, pode acontecer porque você projeta o futuro. Você olha pros recursos, olha pra beleza, olha pras oportunidades e fala: "É ali que vai dar certo, se eu for ali, vai dar certo." Mas observe, é o olhar de Ló sobre a terra. E Abraão tá olhando o quê? Até agora nada. Ele simplesmente foi pro outro lado. Porque o irmão, o irmão foi pro outro. Olha o que acontece no verso 14. O Senhor disse a Abraão, depois que Ló se separou dele, olha o que Deus disse para Abraão. Erga os olhos. Ele não olhava antes. Abraão não viu nada. Ele só foi pro lado oposto. É muito diferente, irmãos, quando você olha. olha. E é muito diferente quando nós olhamos porque Deus mandou olhar. É diferente, não é a mesma coisa não. Deus fala para Abraão, erga os olhos. Abraão não tava vendo nada. E Deus falou: "Erga os olhos. Erga os olhos e olhe de onde você está. Para o norte, para o sul, para o leste, para o oeste." Olhou Abraão. Olha Abraão. Olho bom, né? Não é olho mau, olho bom. Porque você enxerga a partir do que a palavra diz. Você enxerga a partir do que Deus diz e não do que você acha que seria legal, como o seu futuro seria legal. E ele olha e aí Deus diz para ele: "Pois é, porque toda esta terra que você está vendo, olha a expressão que Deus usa, toda essa terra que você está vendo, eu darei a você e a sua descendência para sempre". Ló ergueu os olhos e viu a terra e viu que era boa. Vocês estão entendendo, irmãos? Uma visão má, uma visão boa diz respeito ao tipo de reino que você deseja. Alguém fala isso, James Smith no livro dele Desejando o reino, ele diz: "O ser humano é um ser que deseja um reino". Alguma versão do reino que é o propósito da nossa busca diária. Todos nós participamos de uma espécie de busca arturiana do Santo Graal. Aquela imagem tão esperada, tão desejada, tão sonhada de boa vida, o reino da prosperidade humana que buscamos sem cessar. Implícita ou tacitamente, são essas visões do reino que nos impulsiona a levantar de manhã e nos preparar para a busca. A pergunta é: o que te faz levantar todas as manhãs? Essa é a pergunta. Qual é a visão de reino que você tem? Que reino é esse que você imagina? Que paraíso é esse que você imagina que te mobiliza a trabalhar, que recruta suas capacidades? É, é essa a pergunta que você tem que fazer. E aí Jesus é caro, você tem que escolher que Senhor você quer servir. Ló e Abraão tiveram escolher os seus senhores. Escolhe aí. Não foi isso que Abraão falou para Ló? Verso 24. Jesus, ninguém pode servir a dois senhores. Não tem jeito, porque um senhor vai ser inevitável. OK? Inevitável. Inevitavelmente alguém aqui, todo mundo aqui serve a um senhor, inevitável. Até o atê, o agnóstico serve algum senhor, porque ou irá odiar um e amar o outro, ou irá se dedicar a um e desprezar o outro. Mas vocês não podem servir a Deus e as riquezas. Oi. O que é isso? Seria um duplo investimento, não é? Não. Primeiro investimento, claro, forrar a caminha, né? Casa de praia que eu sempre sonhei. Meu camaro amarelo, não é? Não. Hã, meu cordãozinho de ouro. Por que não? Por que não uma casa na Por que não? Por que não uma casa na beira da praia? Por que não uma casa, uma fazenda para ter uns cavalos lá, né, igual Salomão. Tem uns cavalos, tem gente gosta de que tem cavalo igual Salomão, né? Tem uns cavalos igual Salomão. Quando você for para Israel comigo, você vai ver o estábulo de Salomão, as ruínas do estábulo de Salomão. Você vai ver lá. Tem as ruínas até hoje. E foi um das razões porque ele caiu. caiu. Mas tá bom. Tem gente que quer, tem gente que quer ter os dois reinos ao mesmo tempo. O duplo investimento. Que maravilha. Vou pro céu, mas eu posso ter o céu antes, não é verdade? Não, irmãos, não dá para servir a dois senhores. Você tem que escolher a quem você vai se devotar. Se você vai se devotar às Campinas do Jordão ou a Canaã. Se você vai abraçar aqui o o paraíso imaginado ou o paraíso dado. Você tem que escolher. Vocês não podem servir a Deus e as riquezas de Jesus. Servir a Deus, irmãos, é reconhecer a competência e a bondade de Deus. Reconhecer a história e o destino que ele dá pela graça. Isso é servir a Deus. Servir as riquezas. Mamon é servir um projeto de poder. É oferta de que podemos garantir o futuro apenas por esforço. Criar paraísos artificiais, a imagem e semelhança do que a gente acha que seria legal. É o caminho de Ló, não é o caminho de Abraão, é o olho mau, não é o olho bom. E aí Jesus no verso 25 fala: "Por isso, irmãos, lembra? Você tá na escola de Jesus, Jesus tá te ensinando. Por isso, por isso o quê? Porque você não pode servir a dois senhores. Conclusão. Por isso, baseado nisso, Jesus vai, usa um verbo no presente ativo, imperativo. É, é a conjugação desse verbo. Presente, imperativo ativo." Jesus tá dizendo, é uma ordem para agora, para hoje, pro presente. É isso que ele tá dizendo. Qual é a ordem que Jesus tá dando hoje para você, meu irmão? O conselho que ele tá te dando hoje? Qual o imperativo messiânico de Jesus hoje para você? Sabe qual é? Escute isso. Pela graça, pela fé, pela confiança que você tem no evangelho, pela esperança que você tem pela eternidade, pela garantia do reino de Deus pela ressurreição de Jesus. Olha o conselho de Jesus para você hoje. Não se preocupem com a sua vida. Ouviu aula de hoje? Quem tá disposto a ouvir o mestre hoje? Vamos ouvir o mestre. Não se preocupem com a sua vida. A igreja é fácil, né? Tem boleto amanhã. Não é isso que eu tô falando. Não se preocupe com a sua vida. Isso é libertador. É libertador ter a vida pela eternidade. É libertador acordar de manhã e saber que a sua vida tem destino, que se tudo der errado, se tudo fracassar, se tiver um terremoto igual em Caracas, se tudo estilhaçar, você vai sentir a dor, vai sentir o desconforto, vai sentir o frio na barriga, vai lamentar, mas você não vai desesperar. Você pode até chorar igual Jeremias chorou quando viu Jerusalém em ruínas, escreveu o livro de lamentações. Lamentar não é pecado. Pode até lamentar. lamentar. Mas você não se pode dar o luxo de não continuar lendo Jeremias quando ele disse: "Eu quero trazer à memória aquilo que me dá esperança". >> O livro de Hebreus vai dizer que a nossa esperança é como uma âncora, não é isso? Por que que ele usa essa metáfora? Por que que Hebreus fala que a esperança é como uma âncora? Qual é a função da âncora? Manter o barco estável diante da imprevisibilidade do mar. Concorda? As onas estão balançando o barco, mas pro barco não sair do lugar, você joga uma âncora. Você vai sentir o barco balançar, vai, mas ele não vai sair do lugar. O que que é esperança? Viver nesse mundo cheio de imprevisibilidade. Tem dia que tem calmaria, tem dia que tem tempestade. Mas a minha vida tá onde? Ancorada além do véu. Por que fala além do véu? Que que tá atrás do véu do templo? Quem que tá lá? Deus, o eterno, o estável, o que não muda. não muda. Então, eu tô nesse mundo que muda, tô nesse mundo que tem correntes, tô nesse mundo que tem ventos, mas a minha vida tá ancorada na estabilidade do Cristo ressuscitado e eternizado, >> ancorado na estabilidade de quem ele é. É lá que a minha vida tá ancorada e é lá que eu encontro refúgio. O pau pode quebrar aqui, gente. Tudo pode acontecer. Tremor de terra, OK? Evento forte, pandemia, recessão econômica, desemprego, mas a minha vida está ancorada na esperança. >> É assim que tem que ser. Não se preocupem com a sua vida, quanto que irão comer, beber, o corpo. Não é a vida mais do que alimento. Não é o corpo mais do que as roupas. E aqui é o trunfo. Jesus falando, não é a vida mais do que alimento. Irmãos, escute isso. Nós temos que escolher se a gente quer viver ou se a gente quer sobreviver. Porque sobreviver significa você recrutar todas as suas capacidades, reservas e dons e oportunidades profissionais para você ficar sobrevivendo. Sempre buscando uma sobrevida, um fôlego para caminhar mais uma milha. Viver não é isso não. Viver não é isso não. Viver você acordar de manhã, olhar pro dia. Se Deus mandar o pão, glória. Se Deus não mandar o pão, glória. Se Deus mandar a roupa, graças a Deus. Se ele não mandar roupa, também graças a Deus. Por quê? Porque a sua vida não tá constituída em cima do mar, mas na âncora. É diferente. Viver é diferente de sobreviver. Viver significa desfrutar da existência com garantias de que a história tem um destino, destino, que a história tem um propósito. O olho tem que ser bom. Você não pode viver a vida como LW, tentando garantir o seu. Tem que ver como Abraão. Deixa Deus te mostrar. Deixa, deixa a palavra te dizer a extensão da promessa, o tamanho do terreno, a dimensão da grandeza dele. Isso muda minha relação com o tempo? Claro que muda. Isso trata minha ansiedade? Certamente que sim. Agora imagine Jesus, você lá morrendo de ansiedade, ok? Comendo a unha, gastrite nervosa, o pau quebrando, refluxo. Eu conheço todos os sintomas da ansiedade, viu gente? Já te passei por esse vale aí. aí. Refluxo, bruxismo, pau quebrando, insegurança. Aí você tá agitado, né? Aí Jesus bate na porta da sua casa, entra na sua casa e fala: "Bom dia, filho. Que que como é que tá a vida aí? Ai Jesus, você chegou agora, não preparei nenhum café? Não tem problema não. Tem um suquinho de ontem. Tá bom, pode, pode ser o suco. Ah, Jesus, você vai ficar muito tempo aqui porque eu tenho uma uma call daqui a pouco eu tenho deadline, entendeu? Aí Jesus, não, filho, relaxa, relaxa. relaxa. Deixa eu te mostrar um negócio. Vem comigo. Ele te leva lá na Praça da Liberdade para te mostrar os pombos. É. Aí você fica vendo os pombos na Praça da Liberdade com Jesus. Jesusando um pãozinho pros pombos assim, ó. Aí você, meu Deus, olha pro pombo. Não, Jesus, não quero filosofar agora. Não tô atrasado, não, meu filho. Senta. Olha que bonitinho os pombinho comendo. Ele jogando os pãozinho pro pombo, tá? E você comendo de ansiedade. Aí Jesus fala: "Observe as aves do céu que não semeiam, não colhem, nem ajuntem celeiros. No entanto, o pai de vocês que está no céu a sustenta. Entendeu? >> Entendeu, irmão? >> Ele sustenta. Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? Que controle que você tem, meu irmão? Que controle que eu tenho? nenhum. Aí Jesus levanta do banquinho da Praça da Liberdade, te leva pro jardim, né? Aí ele vai e fala assim: "Agora olha pros lírios". Observe como crescem os lírios no campo. Eles não trabalham, eles não fiam. Eu, porém, afirmo a vocês que nem Salomão em toda sua glória se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo que hoje existe, amanhã lançada no forno, não fará muito mais por vocês, homens de pequena fé. Vocês estão entendendo que o negócio aqui é fé? Não é essa fé da teologia da prosperidade ridícula, não. Porque a fé da teologia da prosperidade é a fé de Ló, OK? igualzinha, que é o terreninho, que é o riquezinha, que é estabilidade, que é blá blá blá. Não, fé aqui é fé de verdade. É a fé depositada na eternidade. Que que é um homem de pequena fé? Que não entendeu o reino, passarinho entendeu o reino, lírio vive o reino e a gente vive o desespero, incredulidade. Aí você tá me exortando, com certeza estou admoestando você. a ser mais crente, ter mais fé em Deus, confiar na eternidade, confiar que a tumba de Jesus tá vazia, lançar a sua confiança, porque pode ter certeza, se você não tiver fé em Jesus, você vai ter fé em alguma besteira, inevitavelmente. Então eu tô te dando a oportunidade a partir do evangelho, de você crer na coisa certa, de depositar sua vida no lugar mais confiável e a partir desse lugar confiável mudar a lógica. Porque você trabalha, porque você acorda de manhã, porque você vive a sua rotina, porque você faz as coisas que faz, escolheu o curso que escolheu. É mudar a perspectiva, é olhar a partir do que Deus diz como Abraão. Homens de pequena fé. Portanto, aliás, olha o conselho do seu mestre Jesus. Escute. Portanto, baseado nisso, verso 31, não se preocupem, não se preocupem. Ele tá reforçando, dizendo que comeremos, que beberemos, que vestiremos. É sobrevida, né? É o sobrevivente, mas não é o vivente. Sobre, porque os gentios é que procuram todas estas coisas. O pai de vocês, o pai de vocês que está no céu, sabe como os pombinhos da Praça da Liberdade, que vocês precisam de todas elas. Mas vai buscar o reino. Busca o reino em primeiro lugar e a sua justiça. Ah, entendi. Eu tenho que buscar o reino e a justiça para conseguir comida, pão e e roupa. Não é isso não. Gente, você não entendeu nada ainda. Jesus tá, não sou eu. Não entendeu nada ainda que eu falei até agora. Não é para buscar o pão, não é para buscar bebida, não é para buscar roupa, não é para buscar estabilidade, não é para buscar segurança. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Comida, bebida e roupa é efeito colateral. Não é alvo de vida, não é objetivo da existência. O objetivo da existência é o reino. Que que Deus tá dizendo? vai buscar o reino que eu vou cuidando de você no caminho para você continuar buscando o reino. Eu vou suprir todos os recursos, todas as todos a infraestrutura, todos os meios para você e continuar buscando o meu reino e a minha justiça. Que ele tá dizendo: "Eu vou dar os meios, mas não busque os meios como fins." É isso que ele tá dizendo. Não busque os meios como fins. O fim não é a comida e a bebida e a roupa. O fim é buscar em primeiro lugar o reino de Deus. essas coisas ele vai acrescentando. Portanto, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados. Basta cada dia o seu próprio mal. E caminhando pro fim, qual é a garantia da realidade do reino de Deus? Qual a garantia que eu tenho? A garantia, meus irmãos, é que Jesus ressuscitou. >> É aí que a nossa fé repousa. É que ele ressuscitou. Ele se tornou inoxidável, imortalizado, incorruptível. Ele se tornou eterno. Então, existe a possibilidade de eu ser eternizado. Existe. Um dia Deus vai te dar um trage, um trage de incorruptibilidade. Os trajes da ressurreição, o mundo vindouro, meu irmão, tá sorrindo. A eternidade está sorrindo. Você olha para Jesus, a eternidade tá sorrindo por Jesus. A ressurreição abriu uma janela, um vislumbre do reino vindouro. Então eu posso acreditar que ele está lá me esperando. Pode. Então um cristão acorda de manhã, olha pro dia, o pau pode estar quebrando, ele fala assim: "Deu tudo certo, ressuscitou. O homem ressuscitou, eu tô nele, tô unido a ele. Deu tudo certo. Irmãos, a nossa vida no tempo presente certamente será alterada. por uma nova visão do futuro. Ao invés da ansiedade, a esperança. Nós vivemos como quem espera e não como quem se desespera. Amém. Vou ler Primeiro Coríntios 15 para acabar, verso 54 a 58. Só esses versos. O apóstolo Paulo escreve 58 versículos sobre ressurreição e esperança cristã. E como ele conclui o tratado dele? Quanto a este corpo que se corrompe, que se oxida, que envelhece, que vê o tempo passar, se revestir da incorruptibilidade, ou seja, da eternidade, do tempo que não passa e o qual é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que tá escrita. Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, graças a Deus que nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, olha o que Paulo vai dizer. Portanto, se Cristo ressuscitou, se a vitória está garantida, se a esperança é um triunfo de Cristo, portanto, baseado nisso, meus irmãos amados, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que no Senhor o trabalho de vocês não é em vão. Vamos orar. Você vai pedir pro Senhor, vai pedir pro Senhor fé. Você vai pedir pro Senhor calibrar o seu coração. coração. Você vai pedir pro Senhor te fazer ver a terra como ele quer que você veja e não como você imagina. O Senhor, você vai pedir pro Senhor, muda a minha visão do futuro. Eu não quero um futuro que eu sou responsável por ele. Eu quero o futuro que o Senhor dá, o futuro que o Senhor criou. Eu quero o futuro e a o bom olho de Abraão e não de Ló. Eu quero buscar em primeiro lugar o teu reino e a tua justiça. Eu não quero sobreviver, eu quero viver. Não quero servir a dois senhores, eu quero servir a Deus. Só ore por isso. Senhor, eu peço que o Senhor dê os teus filhos e a tua igreja a oportunidade de viverem uma fé por inteiro. inteiro. Oro para que o Senhor eduque sua imaginação e seus olhos. para ver e vislumbrarem a promessa, a extensão dela, a altura dela, a profundidade dela. Oro para que teus filhos tenham suas afeições reeducadas pela realidade que o Cristo ressuscitado inaugurou. Que os teus filhos sejam chamados por Jesus a viver uma vida excitante a partir da realidade do Cristo que venceu a morte. Que o Senhor liberte esse meu irmão e essa minha irmã do fardo de serem senhores do seu próprio destino, que encontrem Jesus de Nazaré a razão para trabalhar, porque se ele ressuscitou, o nosso trabalho não é em vão no Senhor. É a minha oração em nome de Jesus. Amém. เฮ