As pessoas, meus irmãos, elas buscam as riquezas por causa de uma insatisfação. E elas buscam a riqueza, o dinheiro, não pela riqueza e o dinheiro em si, mas por aquilo que elas acham que a riqueza e o dinheiro pode suprir. Ora, se eu já estou suprido, se eu já estou satisfeito sem essas coisas, não é muito melhor? Eu estou é um atalho para mim. Em vez de eu procurar a Deus a as riquezas para obter satisfação, eu obtenho satisfação e posso dizer não paraas riquezas e posso não cair nas armadilhas da riqueza. É isso que Paulo tá dizendo até aqui. É por isso, então, meus irmãos, que Paulo passa a falar sobre riqueza, sobre bens materiais a partir do verso 7. Se você não pega ali desde o verso três e vai construindo raciocínio, você não entende porque que Paulo no verso 7 vai falar sobre a inutilidade dos bens materiais, a inutilidade das riquezas materiais. Veja aí na sua Bíblia. Porque nada trouxemos para este mundo e daqui nada iremos levar. Nenhuma medida, meus irmãos, de riqueza, nenhuma medida de bens materiais, de status, de poder incorpora em você e te torna uma pessoa mais completa. Não existe isso. A mesma pessoa que você é ao nascer, nesse sentido, você é ao morrer. Paulo aqui faz uma alusão, não sei se intencional, mas certamente reconhecível, ao livro de Jó. O livro de Jó. É um livro sobre o personagem título, né, no Antigo Testamento. Jó foi um homem que viveu há muitos anos, muito talvez antes mesmo dos tempos de Moisés. E segundo as escrituras, Jó era um homem riquíssimo, tinha muitos bens e tinha muitos filhos e filhas. E com a permissão de Deus, Jó perde isso tudo repentinamente. Tão repentinamente quanto as a loteria te promete mudar de vida. Jó perde tudo, gente, de uma hora para outra. Primeiro vão seus bens, depois vão seus filhos, por fim vai a sua saúde. E Jó, capítulo 1, verso 21, Jó fala o seguinte: "Olha, no eu saí do ventre da minha mãe e no para lá tornarei." O Senhor deu, o Senhor tirou. Bendito seja o nome do Senhor. Bendito é o nome do Senhor. Senhor. Que que Jó enxergou, meus irmãos? que todas aquelas coisas não eram a sua vida. vida. Aquelas coisas não faziam ele melhor nem pior, não tornava ele uma pessoa melhor nem pior. As riquezas não têm esse poder. As riquezas não compram relacionamentos verdadeiros, não compram amor, não compram tempo, não compram saúde. Meus irmãos, a riqueza não compra. Quem você é tem que bastar sem elas. Você veio ao mundo sem elas e você volta pro pó sem elas. A nossa sociedade sabe disso, gente. A gente fala isso, tem ditado popular que fala isso, né? Que mortalha não tem bolso. Já ouviram essa? Mortalha é é a roupa que você usa para eh enterrar as pessoas, né? Você coloca no cadáver ali. Mortalha não tem bolso. Caixão não tem gaveta, enterro não tem caminhão de mudança. Você já deve ter ouvido alguma coisa assim. a nossa sociedade sabe disso. O problema é que a gente não internaliza, gente. A gente fala isso e a gente eh repete isso, mas a gente realmente não para para pensar que de fato existe uma insatisfação lá me falando que eu preciso ter mais, que não basta o que eu tenho, que eu preciso ter mais. E Paulo tá falando, não precisa. Se você tiver uma vida despertada pelo evangelho no seu coração, a piedade ela vai vir acompanhada de um contentamento que vai te fazer ver que você pode ser satisfeito sem essas coisas. Você pode silenciar esse monstro devorador aí, essa garganta aberta que você tem sem essas coisas. É por isso que ele vai falar o verso 8. Por isso, exatamente assim, né? Por isso, devemos estar satisfeitos se tivermos alimento e roupa. Só a maioria dos comentaristas concorda aqui que Paulo tá utilizando alimento e roupa como categorias, né? Não é literalmente a comida e literalmente só a roupa. a roupa. Alimento, seria, a gente poderia talvez traduzir como nutrição e abrigo, né? Alimento diz de tudo que nós precisamos intrinsecamente pra gente funcionar bem, por assim dizer. Então, talvez até a nossa saúde poderia talvez entrar nessa categoria e a roupa é tudo aquilo que nos abriga externamente. Então, a gente poderia talvez incluir até mesmo a nossa habitação aqui, né? Mas não importa se nós ampliamos pouco ou muito esses conceitos, meus irmãos. O ponto que Paulo coloca aqui é que são bem menos do que você talvez imagina é necessário para que você viva uma vida satisfeita. Havendo nutrição e abigo, estejamos satisfeitos. E é muito interessante quando você junta as palavras de Paulo, as palavras de Jesus em Mateus capítulo 6, não precisa abrir, mas lá a partir do verso 25 Jesus vai falar o seguinte: "Não andeis ansiosos pelo que ave, eu tô parafraseando um pouco, tá? Pelo que aveis de comer ou pelo que aveis de vestir ou de beber e pelo que aveis de vestir, justamente comida e roupa, né? pelo comer, beber e vestir. Porque o Pai, vosso Pai Celestial, sabe que vocês precisam de todas essas coisas. E mais adiante ele vai falar: "Mas buscai primeiro de o reino de Deus e a sua justiça, e as todas as outras coisas vos serão acrescentadas". E nesse meio ali, ele fala para você olhar para as aves do céu, para você contemplar os lírios. Junta o ensino de Jesus com o ensino de Paulo. Agora, gente, Paulo tá dizendo que alimento e roupa são capazes de nos satisfazer nesse sentido. Que tendo isso, nós somos capazes de, por meio de uma vida piedosa, encontrar satisfação nessas poucas coisas. E essas poucas coisas, Jesus tá falando que nem em relação a elas nós devemos estar ansiosos. Então, quando você junta essas duas verdades, que que nós temos que aprender, meus irmãos? que Deus provê tudo que nós precisamos para ficar satisfeitos. Nós não precisamos andar ansiosos nessa roda de hamster para tentar conseguir eh riqueza e ter mais e colocar mais. Nós não precisamos. Deus vai suprir, meus irmãos, o que você precisa. Talvez não o que você quer, mas o que você precisa para estar diante dele satisfeito, contente. Deus vai suprir. É inútil andar ansioso por essas coisas. O versículo oito, né, ele fala que tendo nutrição em abrigo, estejamos satisfeitos. E essa provavelmente é a melhor tradução mesmo. Mas é interessante que literalmente quando você examina o que Paulo disse lá no grego, Paulo usa o futuro para falar, o futuro do indicativo mesmo. Olha, havendo comida e roupa, estaremos satisfeitos. É quase como a força de uma promessa. É quase como se fosse assim: se você encontrar a sua satisfação em Deus, se você viver a verdadeira piedade desperta pelo evangelho que se externaliza nessas obras de amor ao próximo e obediência, você vai estar satisfeito com muito menos do que você acha que você precisa. Meu irmão, o sarrafo da sua insatisfação, quem põe lá no alto é você. É você que dia após dia tenta se convencer que não basta ter uma casa. Você tem que ter aquela casa. Não basta ter um carro, tem que ser aquele carro. Não basta ter aquela roupa, uma roupa, tem que ter aquela grife e por aí e assim por diante. Quem põe esse sarrafo lá em cima, meu irmão, é você. Deus sabe o que você precisa para ser para estar satisfeito na presença dele. Você precisa dele mesmo. Por isso, meus irmãos, é que ele vai fazer um contraste de novo. Ele vai retomar o contraste. Ele fez um contraste entre os falsos mestres. Agora ele apresenta a piedade verdadeira. Ele fala como a piedade nos liberta dessa vontade, dessa necessidade que a gente tem de ficar rico, de acumular bens materiais. Agora ele vai te mostrar o que acontece se você insistir em continuar querendo ficar rico, se você continuar insistindo em viver a sua vida para acumular bens, como se isso fosse o que fosse resolver o seu problema. Veja aí no verso 9. Mas os que querem ficar ricos, veja o futuro, veja o que acontece com essas pessoas. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos loucos e nocivos que afundam os homens na ruína e na desgraça. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. E por causa dessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se torturaram com muitas dores. Veja a espiral descendente aqui, meus irmãos. É como se Paulo tivesse falando assim: "Olha, se o argumento positivo de que a piedade é fonte de grande ganho, não te convencer, deixa eu te contar então o que que acontece se você continuar rejeitando esse ensino e indo atrás daqueles que acham que a piedade, na verdade, é só um instrumento para obter as riquezas. É uma espiral de, nas palavras do próprio apóstolo, não nas minhas, de desgraça. A pessoa quer ficar rico, ela cai em tentação, ela cai em armadilhas, ela é dominada por desejos loucos e nocivos, afunda em ruína e desgraça, desvia-se da fé e tortura-se com muitas dores. A pessoa acha que ela vai encontrar satisfação na riqueza. Aí ela descobre que a ganância, que a avareza é um desejo que produz outros desejos. É o que tá aí no verso 9. A pessoa cai em muitos desejos loucos e nocivos. Então, em vez de encontrar satisfação, ela acha um outro açapão, uma outra boca aberta. É um desejo que produz mais desejo. Isso nunca se satisfaz. Porque o amor ao dinheiro, veja, não o dinheiro, não a riqueza em si. A riqueza é um bem que Deus dá pra gente ser mordomo. A gente vai falar disso já já um pouco mais. Mas não o dinheiro, mas o amor ao dinheiro, o desejo de ficar rico, buscar o dinheiro como se ele fosse o seu último bem, como se ele fosse aquilo que vai te trazer satisfação. Esse é o problema, meus irmãos. Quantos de nós já vimos pessoas que enlouqueceram, que destruíram família, que perderam seus bens nessa perseguição louca por ficar rico, meus irmãos, talvez alguns de nós tenhamos já caído nisso. Que Deus nos perdoe se esse é o nosso caso, que a igreja saiba nos acolher. Mas nós não precisamos entrar nessa corrida. Isso não é a doutrina de Jesus. Esse é o ponto aqui. Quem quer se tornar rico está sujeito a cair nas armadilhas. E as armadilhas contemporâneas nós já citamos aqui no início desse sermão, não é? A gente tá nessa cultura que tem um monte de armadilhas aí, apostas, loterias, rifas, tantas outras coisas que prometem uma mudança repentina de vida, um enriquecimento fácil. De acordo com Paulo, nós precisamos ver essas coisas como elas são, como armadilhas para aqueles que não estão satisfeitos com o que tm e querem ficar ricos.