Igreja Esperança
10 de agosto de 2026
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O sermão expõe Levítico 25 e outros textos sobre a mordomia cristã, mostrando que tudo pertence a Deus, e nos conclama a administrar com generosidade e confiança, à luz do jubileu que se cumpre em Cristo.
Análise baseada na tradição Reformada / Calvinista · Igreja Esperança
Analisado em 10 de agosto de 2026 · como funciona a análise →
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Irmãos, como vocês sabem, nós estamos numa série que tá sendo muito boa, uma série cujo tema riquezas e pobrezas. Nós estamos trabalhando nessa série sobre como o cristão lida com recursos. E é claro, não é recurso apenas financeiro, dons, capacidades, conhecimento, influência, várias riquezas que Deus deposita. Então, se você chegou hoje nessa série, recomendo que você vá no YouTube, acompanhe as outras pregações, né? Já já a essa altura, acho que você que já tá aqui nos acompanhando já sabe que a gente concebe a riqueza de forma multidimensional. São várias riquezas, são vários bens que Deus distribui no mundo, distribui na vida, né? Então, não existe limite pros bens e os benefícios que Deus faz e das coisas que Deus faz em termos das suas riquezas. E hoje, particularmente, nós vamos pregar aqui Levítico, capítulo 25, verso 8. E o tema de hoje é mordomia do que não é nosso. Nós vamos trabalhar sobre como Deus nos deu a responsabilidade de sermos responsáveis por bens que não nos pertencem. Ué, como assim? Eu tenho um monte de coisa lá em casa, patrimônio, carro, casa, nada disso me pertence não. Você vai descobrir hoje que não. E que Deus nos encarregou de sermos gestores dessa multiforme graça dele. Levítico capítulo 25 verso 8. Leremos até o verso 28. Estou lendo aqui na Nova Almeida atualizada. Você pode acompanhar com a versão que você tem em mãos aí, sem problema nenhum. Assim diz a palavra do Senhor: "Conte sete semanas de anos, isto é, sete vezes 7 anos. De maneira que os dias das sete semanas de anos somem 49 anos. Então, no sétimo mês, aos 10 dias do mês, você fará soar a trombeta no dia da expiação. Você vocês farão soar a trombeta por toda a terra de vocês. Santifiquem o quº ano e proclamem liberdade na terra a todos os seus moradores. Esse será um ano de jubileu para vocês. E cada um de vocês voltará à sua propriedade. Cada um de vocês voltará à sua família. O quº ano será jubileu para vocês. Não semeiem o campo, não colham o que nascer por si e colham. Não colham o que nascer por si mesmo e nem colham as uvas das vinhas não podadas, porque é jubileu. Ele será santo para vocês. O produto do campo vocês podem comer, mas neste ano do jubileu cada um de vocês voltará à sua propriedade. Quando você vender algo ao seu próximo ou comprar alguma coisa dele, não explore o seu irmão. Você comprará do seu próximo com base no número dos anos desde o último jubileu. Segundo o número dos anos das colheitas até o próximo jubileu, ele venderá a você. Sendo muitos os anos, você aumentará o preço. E sendo poucos, você deixará, baixará o preço, porque ele está sendo vendido a você pelo número dos dias das colheitas. Que ninguém explore o seu próximo. Cada um, porém, tema o seu Deus, porque eu sou o Senhor, vosso Deus, o Deus de vocês. Observe os meus estatutos, cumpra os meus juízos, e assim vocês habitarão seguros na terra. A terra dará o seu fruto e vocês terão comida à vontade e nela habitarão em segurança. Se vocês perguntarem: "Mas o que vamos comer no sétimo ano se não podemos semear e nem fazer a colheita? Saibam que eu lhes darei a minha bênção no sexto ano, para que a terra produza o suficiente para 3 anos. No oitavo ano, vocês semearão e comerão da colheita anterior até o 9o ano. Até que venha a colheita do 9o ano, vocês comerão da antiga também. A terra não se se venderá em definitivo, porque a terra é minha, pois vocês são para mim como estrangeiros e peregrinos. Portanto, em todas as terras da propriedade de vocês, permitam que as terras sejam resgatadas. Se alguém do seu povo empobrecer e vender alguma parte das suas propriedades, então virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que esse seu irmão vendeu. Se alguém não tiver resgatador, porém, e vier a tornar-se próspero e achar o bastante com o que ia remir, então contarás os anos desde a sua venda e o que ficar restituirá o homem a quem vendeu, e assim poderá voltar à sua propriedade. por fim. Mas se as suas posses não lhe permitirem reavê-las, então a propriedade que for vendida ficará na mão do comprador até o ano do jubileu. Sairá do poder deste e aquele poderá voltar para a sua propriedade. Vamos orar. orar. Pai, nós confiamos na tua bondade. A tua palavra, como disse o profeta Jeremias, é o martelo que esmiuça a rocha. Peço a tua graça, teu espírito. Falar da tua palavra não é uma tarefa fácil. Exige de nós total vulnerabilidade. Não ten a pretensão aqui de dizer nada que não seja aquilo que o Senhor deseja falar à tua igreja. Que o teu espírito nos ajude, nos dê um coração contrito, que eu não atrapalhe a pregação do evangelho, que eu não seja tropeço para tua glória. Salva a tua igreja de um homem altivo, pretencioso e coloca Jesus no centro desse culto. Exalta o nome do filho de Deus. Que o Senhor seja honrado e glorificado em nosso meio. É assim que oramos, pedindo o teu espírito, em nome de Jesus. Amém. Jubileu em língua hebraica, shnat haovel. Schnat haovel não quer dizer ano do jubileu. Schnatovel quer dizer o ano da trombeta de chifre de um animal. Seria uma tradução literal. Hovel era uma referência a uma trombeta, um instrumento musical feito de chifre. As nossas bíblias usaram o termo jubileu para se referir a um ciclo de 50 anos. Isso exige maiores explicações. Você sabe, Deus constituiu o povo de Israel e lhes deu uma ordem, que eles trabalhassem seis dias e no sétimo descansassem. Os judeus chamam esse sétimo dia de Shabat. Sabat quer dizer cessar, parar, folgar. Exatamente o que nós cristãos fazemos no domingo. Porque a ordem divina não é pra gente fazer o ciclo igualzinho dos judeus. A ordem é seis dias trabalhar e termos um dia de cessar, o dia de encerrar o nosso trabalho. Contudo, os israelitas não têm apenas um sábado semanal, eles também têm sábados anuais. Sabia disso? Era o chamado ano sabático. Que que era o ano sabático? Era um ano de descanso a cada 7 anos. Então, os israelitas cultivavam a terra durante 6 anos, aravam, semeavam, colhiam, faziam todo o trabalho agrícola. Mas no sétimo ano, era o ano sabático do Senhor, a terra tinha que descansar. Que que era isso? A terra não podia ser manipulada. Vai, mas como que eles comeriam? Comeriam do que a terra daria naturalmente ou do que eles estocaram no ano da colheita do ano anterior. Estão comigo? OK. Sábado semanal, sábado anual, mas não para por aí. Deus também deu aos israelitas um ciclo de sete semanas de anos. Se você lê o texto com atenção, o texto faz menção a um ciclo de sete semanas de anos. O que que é isso? Faz a uma multiplicação, porque não faltou aí o sino básico. 7 x 7 49. 49 anos são 7 semanas de anos. E no quº ano você tinha o chamado jubileu. Esse era um ano de profundas transformações. Na metade de um século, todo israelita, por mandato divino, no 10o dia do so mês do calendário hebraico, uma trombeta de chifre de animal era tocado. Por isso o nome Shinat Rovel em hebraico, o ano da trombeta. Essa trombeta era soada na terra e aquele som era recebido pelo povo como o som da libertação. Porque o som da libertação, imaginem a seguinte lógica: os israelitas recebiam uma ordem divina de serem responsáveis cada um por uma terra. Eu não sei como se você sabe como essas terras foram distribuídas. Quando as tribos de Israel chegaram em Canaã, lembrando que essas tribos eram famílias no deserto, olha que louco, a distribuição da terra, a divisão da terra pelas tribos era baseado em qual critério? o critério numérico. Então, o maior investimento que o homem podia fazer andando no deserto, indo paraa terra prometida, era ter muito filho. Porque dependendo a quantidade de filhos, isso iria lhe proporcionar uma extensão de terra, proporcionar o tamanho das famílias daquela tribo. Por isso que quando você vê o mapa bíblico das tribos de Israel, algumas tribos têm grandes quantidades de terra, extensões de terra, e outras não, porque isso era proporcional ao tamanho das famílias que entraram na terra de Canaã. Agora veja que interessante. Deus confiou essa terra, essas famílias. Essa terra confiada essas famílias era, havia ali, de certa forma uma liberdade na gestão dessa terra. Mas existe uma regra, não sei se você viu, no verso 23, nenhum israelita poderia vender a terra em perpetuidade. Não podia vender uma terra para sempre. Por que não? Porque ninguém era dono da terra. Sabia disso? Ninguém era dono da terra. Observe o texto, verso 23. Porque toda a terra é minha, diz o Senhor. Por isso não podia vender a terra para sempre, porque vocês são para mim, tá aí no texto, como peregrinos e estrangeiros. Igo, então a relação do israelita com a terra não era de posse absoluta, não era propriedade privada? Não. Ah, sabia que o comunismo tava certo. Eu sabia que a terra e a reforma agrária estavam certos. Eu sabia. Não, você também está enganado. Porque a terra também não era do estado. A terra era do Senhor. A terra era do Senhor. Senhor. >> Esse é um ponto crítico. Ela não era nem do indivíduo e nem do Estado. A terra era patrimônio do Senhor. Igor, então qual era a relação com a Terra? Era uma relação regulamentada. Vou explicar. A terra era uma dádiva. A terra era uma um presente. Deus confiou a terra, os israelitas como a redantários. Eles eram eram como vassalos. OK? O Senhor era um rei soberano e ele encarregou os israelitas de cultivar a terra. Eles são súditos de um rei. Súditos de um rei. Mas veja bem, preste atenção nessa lógica. Como é que funcionava isso? Vamos supor que você tá lá com a sua porção de terra e você se endividou. Teve uma dívida. Como que você pagava dívida? Geralmente você vendia uma parte dessa terra. Você subiar. A terra não é sua, é do Senhor. Mas o Senhor te dava essa liberdade de você subarrendar a terra para pagar uma dívida. Aquele que adquiria a terra suberarrendada podia produzir naquela terra suarrendada, mas aquela terra naquele momento não era mais sua, era daquele que suba. O que era muito comum naquela época é que a pessoa, uma vez que suberarrendava a terra, você podia pensar assim: "Ah, essa terra nunca mais vai voltar pro seu proprietário original". Claro que voltaria, mas numa data pré-determinada, quando no Schnat Haovel, no dia do toque da trombeta, no ano do jubileu, essa terra voltava às famílias originais. Isso é interessante. Só que tem uma lógica econômica aqui. Qual era a lógica econômica? Qual era o valor com que eu suarrendava uma terra? Como que eu vendia essa terra? Tem uma regra. Se você lê o texto com atenção, a regra é muito simples. Quanto mais perto do jubileu anterior, mais valor a Terra tinha. Então, pensa que você vendeu a terra hoje, ano um, ok? Essa terra era super valorizada. Por quê? Porque ela renderia para aquele que comprava a terra 50 anos, 49 anos de produção. Mas vamos supor que você vendeu a terra no ano 25. ano 25. Essa terra, ela era vendida no valor parcial. Agora vamos supor que eu vendesse a terra faltando um ano pro jubileu. Essa terra não valia nada. Por quê? Porque quando completasse um ano no jubileu, toda a terra tinha que ser redistribuída às famílias originais. Tudo tinha que ser devolvido. É quase como se Deus desse um reset econômico. Olha que sensacional. Um reset econômico em Israel para que todas as famílias tivessem a chance de recomeçar suas vidas econômicas. Lembre-se, a terra não é de ninguém, ela é do Senhor. Por isso o Senhor ordena a devolução das terras a cada ciclo de 50 anos. Era uma distribuição, era uma forma de Deus recuperar a distribuição da justiça. Então, não tinha latifúndio, proprietários perpétuos da terra. O que você tem é uma economia dinâmica pautada na ordem divina, em que cada um é responsável como mordomo de administrar porção de terra que lhe foi confiada. Não é interessante? Isso é interessante, mas tem um outro caso ainda mais radical. Vamos supor que você vendeu todo o terreno que você tinha para pagar uma dívida. Você não tem mais terra. Sua família perdeu a terra em tese, você sabe que essa terra vai ser restituída a sua família no jubileu. Mas vamos supor que você vendeu tudo que você tinha para pagar uma dívida em termos de território no início do jubileu. Provavelmente você morreria sem ver sua terra de volta, mas a sua terra deveria ser restituída por um resgatador. Tá no texto. O resgatador é quem? descendente, o seu descendente, que deveria requerer aquela terra por direito no ano do jubileu. Mas acontecia e não era incomum, que se você vendesse toda a terra, a pergunta era: "E agora eu vivo do quê?" Você vai viver como servo de alguém. você vai vender sua sua mão de obra, o seu trabalho. Perdeu a terra, perdeu poder produtivo, agora você vai vender a sua mão. E aí geralmente você se tornava um servo voluntário de alguém, um tipo de escravo, mas não é escravidão que a gente imagina no mundo moderno, a escravidão portuguesa, tá? A escravidão lusitana, não é isso. Era uma outra relação. Era uma relação de trabalho. A Bíblia chama esse escravo de jornaleiro porque remete a ideia de uma jornada. Ele trabalhava por ciclos de trabalho combinados até pagar a dívida. E muitas vezes a dívida era longa, longa. E ele às vezes ele fazia uma manobra importante. Imagine que você tem uma dívida para ser paga e você tem que trabalhar, por exemplo, 4 anos para um senhor, mas faltam 2 anos pro jubileu. Apesar de você ter que, em tese, trabalhar 4 anos para pagar uma dívida, se o jubileu está há 2 anos, significa que em 2 anos você vai ser livre. em dois anos você seria libertado e mais a sua terra vai voltar para você. Então observe, a escala econômica era toda medida por essa relação com o tempo. Era uma relação totalmente diferente com a posse da Terra. E eu lembro que aqui a terra, a terra é do Senhor. Igor, o que que isso tem a ver com o tema de hoje? Tem tudo a ver. Nós vamos falar sobre mordomia do que não é nosso. E quando a gente fala de mordomia, inevitavelmente as pessoas lembram, a palavra mordomia vem de mordomo, de economo, administrador, né? A gente pensa em dinheiro, dízimo, orçamento, bens materiais, mas a Bíblia fala de um bem muito maior. Fala de riquezas intelectuais, propriedade, inteligência, influência, tempo, relações, também dinheiro, mas não apenas dinheiro, dons espirituais, capacidades estéticas, o próprio corpo, a própria saúde é um bem nesse sentido. Então, a questão aqui é que tudo que possuímos nos foi dado, assim como os israelitas receberam a terra por dádiva. Não é simplesmente perguntar o que eu devo fazer com aquilo que é meu. Talvez seja uma pergunta clássica. O que eu tenho que fazer com aquilo que é meu? Mas essa não é a pergunta correta. A pergunta correta é: "O que eu devo fazer com aquilo que o rei colocou sobre meu cuidado, sobre minha administração?" Essa que é a pergunta. Porque no reino de Deus nós possuímos verdadeiramente muitas coisas, mas nós não possuímos nada de forma absoluta. Ninguém é dono de nada aqui de forma absoluta. Pelo mesmo princípio, toda a terra é minha, diz o Senhor. Há uma espécie de propriedade privada relativa, não absoluta. Existe propriedade privada, mas ela não é absoluta. Você não é o proprietário em última instância. Você arrendou. Deus te confiou um bem. Ele te confiou uma dádiva. Ele te confiou uma responsabilidade, uma capacidade, uma influência. Ele te deêu um pedaço de chão. É claro que o chão hoje não é tão literal para alguns, a não ser que você seja um fazendeiro aqui, né? Alguém que tem uma fazenda, um sítio, proprietário de alguma. Mas tirando isso, a grande verdade é que a porção de terra que Deus nos confiou é o alcance dos dons que recebemos. Nós damos um nome para isso. Chamamos isso de jurisdição carismática. é o tanto que a sua graça alcança. E o curioso é que Deus não dá a mesma proporção de graça para todo mundo, como não deu o mesmo tamanho de terra para todas as tribos de Israel. Na verdade, o regime de graça e economia do reino não é tão igualitária como a gente imagina. Deus distribui de forma muito precisa a graça a cada um. E a gente vai ver isso daqui a pouco quando a gente falar de uma das parábolas de Jesus que você já conhece. Então, quem é o proprietário absoluto? É o Senhor. Ele continua sendo o dono da terra. Volto para Levítico 25:23. A terra não será vendida em definitivo. Não pode, porque a terra é minha. Vocês são para mim como estrangeiros e peregrinos. Israel recebe a terra, as famílias recebem a propriedade, eles cultivam, plantam, colhem, constróem, negociam, herdam, transmitem esses bens a seus filhos, mas a terra continua sendo do Senhor. A posse humana parece real, mas ela é subordinada ao governo de Deus. Deus continua sendo soberano sobre dons, capacidades, recursos, habilidades, patrimônio. Por isso, o jubileu é um golpe na idolatria, porque ele não permite que o israelita tenha uma relação de posse total da terra, de lançar sua confiança sobre o bem que recebeu. Porque quando você transforma criatura em criador, você idolatra. A idolatria é uma relação doentia, perversa, distorcida com bem. Quando nós confundimos a dádiva com o doador, quando nós confundimos a graça com agraciador, quando você acha que o bem é o seu Deus, quando na verdade o Deus é o Deus que te beneficiou. E essa mudança de ordem cria uma distorção na maneira como a gente lida com o recurso que Deus dá. Por isso existe avareza, por isso existe prodigalidade, que é o gastador. A prodigalidade é isso. O que que é o filho pródigo? Ninguém sabe o que que é pródigo, né? Pródigo é o gastador. Prodigalidade é o contrário da avareza. O avarento é aquele retém. O pródigo é aquele que desperdiça a graça. O filho pródigo é conhecido como pródigo porque ele desperdiçou o recurso, a herança que o pai lhe deu. Mas no quº ano do jubileu, o que acontecia? Propriedades retornavam, dívidas deixavam de determinar para sempre o futuro das famílias. Israelitas escravizados pelo empobrecimento recuperavam sua liberdade e famílias que haviam perdido suas terras tinham a chance de recomeçar. Você pode imaginar quando o atalá andava pela terra de Israel tocando a trombeta, anunciando o jubileu. Como isso despertava gritos nas tribos de Israel de liberdade? Você imagina isso? Você imagina como a trombeta tocando, o escravizado, endividado, que perdeu terra, o que perdeu bem, o que estava sobrania, o que estava aguentando mais trabalhar, queria uma chance de recomeçar a vida. A família estava ali no limite da economia, quebrado. De repente, a trombeta era o alívio, era um ano de graça, era um ano de Deus devolver bens, distribuir bens à famílias. E tudo agora pode ser recomeçado. No fim, quando o israelita suarrendava uma terra, o que ele tava comprando? Ele tava comprando anos de colheitas. Se fosse no ano um, 50 anos de colheita. Se fosse no ano 25, 25 anos de colheita. Se fosse 2 anos pro jubileu, 2 anos de colheita. O preço da terra era proporcional ao tempo que você ocuparia aquela terra. Veja o verso 15. Você comprará do seu próximo com base no número dos anos desde o último jubileu. Tá explicado aí. E segundo o número dos anos das colheitas até o próximo jubileu. Ele venderá você. Sendo muitos anos. Se for muitos anos, você vai aumentar o preço. Sendo poucos anos, você vai baixar o preço. Porque ele está vendendo a você o quê? Não é a terra, é o número de colheitas. Tá escrito aí. É o número de colheitas. Então, a Terra não podia, atenção, ela não podia ser apropriada de forma definitiva, porque ela já tem o dono. E a chave, o segredo, gente, tá no verso 23, na parte B, quando o texto diz que nós somos o quê? Peregrinos e estrangeiros. E por que isso é importante? Você vai entender agora. Quando você for para Israel comigo, já estamos com inscrões abertas, viu, gente, para viagem. Quem quiser ir agora eu posso falar, né? Quando você for, você vai ver o povo do deserto, os beduínos. E até hoje os beduínos no Oriente Médio têm práticas culturais típicas da vida do deserto, do mesmo jeito que era desde a época de Abraão. Gente, é impressionante a arte de cultivar os animais no deserto, de alimentar, de dar água, práticas de como se tira água da no meio da rocha. Tem um monte de técnica que eles foram desenvolvendo que são transmitidos de geração em geração. E uma das práticas do povo do deserto, que é uma prática consagrada por milênios, é a prática da hospitalidade. É uma questão de honra pro povo do deserto ser hospitaleiro. Por quê? Porque muita gente atravessa quilômetros no deserto, indo de um vilarejo pro outro. Se eles encontram uma tenda, é uma questão de ética, mas é uma ética que é levado muito a sério. E a Bíblia fala sobre isso um pouco, não fala? para Abraão. Abraão recebeu os anjos na sua tenda e o que ele fez? Fez de tudo. Deu comida, não foi? Deu bebida, alimentou, proteção, porque de fato essa é a ética do deserto. Vou citar aqui um teólogo, Roland V. Ele escreveu um livro chamado Instituições de Israel do Antigo Testamento, em que ele mostra, por exemplo, como que é como que os os israelitas lidavam com casamento, agricultura, comércio, educação, vários campos. E uma delas, um dos capítulos é sobre hospitalidade. Olha o que que ele vai dizer. Abre, abre aspas. O hóspede é sagrado na visão do mundo antigo. Recebê-lo é uma honra disputada. O forasteiro pode desfrutar da hospitalidade durante 3 dias e quando vai embora ainda lhe devida proteção. Não sei se você entendeu. Na cultura do antigo Oriente Médio, uma pessoa que era um peregrino ou um estrangeiro hospedado na sua casa, era alguém que tinha que ser honrado e cuidado em todos os níveis. Enquanto ele estivesse na sua tenda, o hóspede recebe alimento, água, proteção, abrigo, descanso. E detalhe, se ele caminha até a próxima tenda, você ainda continua responsável por ele, pela integridade física dele, pela integridade da caminhada dele até a próxima tenda. Mas o que é curioso é que enquanto ele está na tenda, não lhe falta alimento, não é verdade? Não, não falta água, não falta proteção, não falta segurança, mas ele continua um hóspede. Ele não é dono de nada. Quem é o dono da tenda? É o anfitrião. O que que Deus tá querendo dizer pros israelitas quando disse assim: "Não venda a terra por perpetuidade, porque toda a terra é minha, diz o Senhor. Vocês são para mim como peregrinos e estrangeiros". Você entendeu agora o que Deus tá dizendo? Vocês estão na minha tenda e como vocês estão na minha tenda, garanto, não vai faltar nada, porque é minha responsabilidade. É minha responsabilidade suprir com água, suprir com leite, suprir com alimento, suprir com proteção, suprir com conforto, com casa, com lugar para dormir. Mas tem uma coisa, você é um hóspede. hóspede. Você não é dono da tenda. O dono da tenda é um só. Senhor daquela casa, daquela morada, é um só. Você é um hóspede. O que Deus basicamente está dizendo é que os israelitas são hóspedes nos domínios dele, que é responsabilidade dele. É verdade. Cuidar, alimentar, sustentar, manter. Mas a sua responsabilidade é apenas receber a dádiva e administrá-la bem. Mas você não é dono da casa. Somos hóspedes na casa de Deus. Temos salário, profissão, conhecimento, capacidade, amizades, oportunidades. Tudo isso é parte das riquezas que o anfitrião nos dá nos seus domínios. A gente pode desfrutar, devemos cultivá-los, podemos fazê-los prosperar, mas nunca nos esquecer que estamos administrando coisas que pertencem ao nosso anfitrião. Amém. Nunca, nunca. Somos hóspedes de um rei. Somos hóspedes e súditos de um rei. A terra é minha. Foi o que diz. A terra é minha. Mas talvez você diga assim, por exemplo, a gente viu a lei do sábado da terra, o ano sabático, tá amarrado com jubileu, porque são sete semanas de anos. Então, pensa quantos anos sabáticos seriam necessários até chegar ao jubileu. Sete sábados. anuais. Então você tem que fazer a multiplicação para chegar aos 49 dias. Mas veja que interessante, cada sábado desse que a Terra não podia ser trabalhada, como que o israelita viveria? viveria? Ele viveria do que foi colhido e viveria do que a terra daria naturalmente. Mas isso pode gerar uma ansiedade? Claro que pode. Tá aí no verso 20. Olha aí. Se vocês perguntarem que comeremos no sétimo ano, não pode colher, não pode plantar. plantar. Se não podemos semear e nem fazer a colheita, olha o que Deus responde. Saibam que eu lhes darei a minha bênção no sexto ano, para que a terra produza o suficiente para 3 anos. Qual é a crise aqui? Qual é a crise? Porque a pergunta, o que comeremos? O que beberemos? É uma pergunta de gente que funciona ainda por uma economia da escassez, que não entendeu que está na casa de Deus, que não estendeu que está no domínio da graça de Deus, do reino de Deus. O reino de Deus não funciona por uma lógica de sobrevivência. Eu já falei sobre isso aqui nessa série. O cristão não é um povo, não é uma pessoa que está sobrevivendo. Cristãos vivem, não sobrevivem. Jesus falou que veio para trazer vida e m abundância. Isso não diz vida em abundância. Isso não diz respeito a dinheiro e grana. Isso diz respeito à maneira como a gente olha pra frente, como que eu olho pro horizonte. Os israelitas tinham que ter seus hábitos econômicos alterados pela esperança do jubileu. Tá entendendo? A esperança do jubileu, a expectativa pelo soar da trombeta era o que mobilizava a maneira como os israelitas moviam e viviam as suas vidas. É a noção de que Deus é responsável por manter tudo funcionando. É ele que provê no tempo certo. É ele que sustenta. Mas a ideia básica aqui não é você ficar preocupado com dinheiro, com ter, não ter, ter recurso, não ter. Não. O o coração e a mente dos israelitas tinham que se ocupar com o senhorio, com o rei, com aquele que governa. O fundamento da economia do reino não é a nossa capacidade de acumular bens, mas é reconhecer a capacidade divina de prover. prover. Israel tá aprendendo no deserto. Mas o que Israel está aprendendo no deserto? Basta ler Deuteronômio 38. O que tá lá? Nem só de pão viverá o homem. É isso que Israel tá aprendendo. Não só de pão viverá o homem, mas de tudo que procede da boca de Deus. O povo de Deus é um povo que vive pelo que Deus diz. diz. Amém. Amém. >> A gente vive pelo que Deus diz. A gente vive pela palavra, a gente vive pelo verbo, a gente vive pelo discurso divino, pela provisão, pela ordem divina. É por aí que a gente vive. A gente não vive mendigando sobrevivência. É verdade que Adão e Eva tiveram um terreninho lá no início da Bíblia, OK? Inclusive um terreno pronto, já cultivado, com plantas, com tudo. Deus falou: "U, cresce esse negócio, faz esse jardim crescer e multiplicar." Não foi essa a ordem divina, faça crescer. Mas quando o homem pecou, para onde ele foi lançado? pro exílio, pro deserto, para uma terra árida, cheio de espinhos. Com suor do teu rosto, colherás o teu pão. Não foi a ordem divina. E o que Deus está fazendo com os israelitas? Deus está conduzindo os israelitas a aprender, reaprender o que significa ser homem, reaprender o que significa ser mulher, o que é ser humano, o que é ser imagem de Deus. Ser imagem de Deus é estar no reino dele, não fora do reino. Deus coloca os israelitas na terra e divide a terra quase como uma tarefa. Vai lá, cultiva o jardim, cumpre a ordem. cumprem a ordem. Mas lembro-vos que eu já falei aqui sobre o sermão do monte, um texto que Jesus falou, eu vou repetir ele, mas você vai ler ele na perspectiva do jubileu. Mateus 6 verso 31. Portanto, não se preocupem dizendo, não é a mesma pergunta hipotética de Levítico, que comeremos? Que beberemos? Como vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas, mas o pai de vocês que está no céu sabe que vocês precisam de todas elas. Então o que que você faz com isso? Busca em primeiro lugar o reino de Deus. E aí eu sempre falo que tem gente que lê isso aqui errado, né? Ai eu entendi. Se eu buscar em primeiro lugar o reino de Deus, eu vou ter comida, bebida, porque essas coisas me serão acrescentadas. não entendeu o texto. O texto não tá dizendo isso. O texto não tá dizendo você transformar a busca pelo reino de Deus no meio para você alcançar sobrevivência. Não é isso que o texto tá dizendo? O texto tá dizendo para você buscar o reino. Ponto. Pronto. É isso que o texto tá dizendo. Buscar o reino. Buscar viver sobre o governo de Deus. Buscar viver sobre a autoridade dele, o senhorio dele. Recuperar a governança de Deus na sua vida. E o que que ele vai fazer? Ele vai te dar infraestrutura. É isso que ele tá dizendo. Eu vou dar infraestrutura. Enquanto você buscar o meu reino, eu vou dar infraestrutura. É comida, bebida, é roupa, sustento. Eu cuido disso. Mas você não pode perder o foco. O foco é buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça. O dia que você mudar e transformar o reino de Deus num meio para outro fim, saiba, você já tá na lógica da escassez. Tá na lógica de gente exilada, tá na lógica de quem foi expulso do jardim, não de quem voltou pro jardim. OK? Está numa outra lógica. Não é a lógica do jubileu. Não é a lógica do jubileu. É que Deus cuida. A lógica do jubileu é que Deus nos confiou bens para serem administrados. Eu lhes darei a minha bênção. É isso que esse Levítico tá dizendo. E o que Jesus tá dizendo? O pai de vocês sabe que vocês precisam. Ele sabe. Busca em primeiro lugar o reino. O mordomo pode abrir a mão porque ele sabe a casa que ele mora. Ele pode abrir a mão, ele pode ser generoso, ele sabe a casa que ele mora, ele pode repartir porque ele conhece o caráter do dono da casa, entendeu? Porque a maneira como você lida com os bens que Deus te dá, repito, bens aqui em sentido amplo, mas a maneira como você lida aqui com os bens que Deus te dá diz respeito como você imagina Deus. Se você imagina Deus como Deus escasso, você vai lidar com recurso de maneira escassa. Vai lidar. Vai lidar. Se você lida com Deus como um Deus que você não pode confiar, você vai lidar com os recursos de maneira desconfiada. A marca da sua vida vai ser o desespero financeiro, o tempo inteiro. Porque você se ocupa o tempo inteiro em sobreviver. Um cristão que reconhece quem é o dono da casa, quem é o anfitrião, quem é o rei, quem governa no território, quem é o senhor do jardim, pode correr riscos. Pode correr riscos. Pode correr risco de obedecer, porque ele sabe que do outro lado tem um pai bondoso. E qualquer dúvida que parar sobre a sua cabeça sobre essa afirmação, pode ter certeza. É a tirania, o assédio da lógica da escassez. Tá operando por aí. Levítico 25:10. Veja aí, santifiquem o quº ano e proclamem liberdade na terra, porque o jubileu também é uma promessa de retorno para casa. E a promessa de retorno para casa muda a maneira como eu lido com os bens. Porque eu não lido com os bens como se minha vida só fosse isso. Será que a minha vida é só isso, gente? Acordar de manhã, pagar os boletos, pegar o buzão, financiar a casa, financiar o carro? É tudo. Aí você faz mestrado, faz doutorado, pós-doutorado, pósquântica, pós não sei e vai embora. E aí você fala: "Senhor, a vida é só isso? A vida é só isso?" Claro que não. Claro que não. Porque o cristão não pode viver pela finitude da sobrevivência. O cristão vive olhando para uma liberdade que vem, para um jubileu que vem. Santifiquem 4º ano e proclamem liberdade na terra a todos os seus moradores. Esse será um ano de jubileu para vocês e cada um de vocês, atenção, voltará a sua propriedade. Cada um de vocês voltará à sua família. O que que a trombeta anunciava? libertação, restituição, retorno, recomeço, fim da escravidão, recuperação da herança. No fim, o jubileu era no calendário israelita israelita uma lembrança, um lembrete que foi incorporado nessa comunidade de que a perda, o prejuízo não vai ter palavra final. A escravidão não terá a palavra final. O exílio não é o fim da história. Por quê? Porque um dia nós vamos voltar para casa. Amém. >> A própria história de Israel carrega esse esse drama maior, é uma história maior. Carrega que a humanidade foi expulsa do jardim, se tornou exilada, mas agora ela tá sendo chamada para uma jornada sacerdotal para receber uma terra. Os mansos herdarão uma terra, aprendendo a viver sob o governo de Deus todos os dias. Então, dentro desse calendário, você percebe uma espécie de dramatização periódica do que Deus faria no futuro. Que Deus faria no futuro é uma imaginação. E a gente amaria isso na teologia de uma imaginação escatológica. Que é uma imaginação escatológica? É que a maneira como a gente imagina os últimos dias afeta a nossa vida agora. A sua visão de destino, a sua visão de futuro impacta sua existência agora. E é isso que Israel está aprendendo a cada 50 anos. a confiar, esperar, reconhecer Deus como sustentador das nossas vidas e tá com a vida ancorada no destino. >> Pois então, Jesus vai a uma sinagoga na cidade onde ele foi criado, Nazaré. Lucas capítulo 4. Jesus vai na sinagoga, como todo bom judeu que ia todos os sábados na sinagoga, ele recebe o rolo lá do profeta Isaías, abre o rolo do profeta Isaías e naquele dia, a leitura daquele dia que estava sendo determinado para ser lido era Isaías 61. Tem gente que imagina Jesus com uma Bíblia igual a nossa ele fazendo assim, né? Abrindo, fecho. Não havia leitura pré-determinada, igual a gente tem o lecionário, tradição judaica, tem leituras pré-determinadas da Torá e dos profetas. E aí Jesus foi lá, o dia que ele chega na sinagoga, providencialmente era o dia de ler Isaías 61. E aí Jesus abre o rolo e ele lê Isaías 61. E o que Isaías 61 fala? Fala de um jubileu. jubileu. Preste atenção na linguagem. Esse texto fala de um jubileu, mas não é um jubileu qualquer, é um jubileu messiânico, é um jubileu cósmico, é um jubileu escatológico, é um jubileu sem precedentes. É Deus com trombeta anunciando a renovação de todas as coisas. É Deus com trombeta abrindo a prisão dos que estão em grilhões. É Deus com trombeta transformando lamento, em júbilo. É Deus com trombeta abrindo a prisão os que estavam presos, dando visão aos cegos. Olha aí Jesus. E o espírito do Senhor Deus está sobre mim. Tá lendo Isaías 61. Porque o Senhor me ungiu para evangelizar os pobres. enviou-me para proclamar libertação aos cativos, restauração de vista aos cegos e para pôr em liberdade os oprimidos e a proclamar o quê? >> O jubileu. Só existe um ano aceitável no calendário israelita, o jubileu. Só que Isaías está prevendo o ano aceitável do Senhor sem precedentes, em níveis inimagináveis. É a libertação prometida que Israel dramatizava no seu calendário, encontrando seu ápice e seu coroamento na vinda de Jesus. Jesus como portador de um ano de libertação, um ano de bem, um sábado final da história, Jesus, o Senhor, dizendo: "Chegou o jubileu." jubileu." >> Não é só um jubileu agrícola, não é só o retorno para algumas propriedades, não é só a libertação de alguns israelitas endividados. É Jesus inaugurando o jubileu cósmico, messiânico. É um grande retorno. É o fim do exílio. Acabou a dispersão de Adão e Eva. Deus tá mandando todo mundo voltar pro jardim. É a libertação dos cativos. É a restauração da herança. Então, ser salvo pra gente não significa apenas escapar de alguma coisa. Ser salvo é a gente ser transferido pro governo de Deus. Não é isso que diz lá em Colossenses? Porque ele nos transportou do império das trevas para o reino do filho do seu amor. Ser salvo é ser introduzido no governo de Deus. É aceitar a palavra de Deus como um bem. É entender que os dons recebidos e as dádivas recebidas devem estar a serviço da sua majestade, como súditos dos seus domínios. entrar nos domínios do Senhor e receber dele uma vida completamente nova. E uma vida nova implica em novas responsabilidades. Novas responsabilidades. O rei tá distribuindo seus bens. Bom, Jesus teve se falou de várias parábolas. Nós fizemos uma série aqui na igreja só das parábolas de Jesus. E algumas das suas parábolas, a maioria delas, Jesus começa dizendo: "O reino de Deus é semelhante a ele vem fala de uma parábola. São chamadas parábolas do reino. Parábolas do reino. Ou seja, são parábolas que descrevem como o reino de Deus funciona. E uma das parábolas do reino, bem conhecida, é a parábola dos talentos, que em Lucas chamado de a parábola das minas. minas. O que é a parábola dos talentos? Jesus descreve em Mateus 25. Eu gosto sempre de dizer, quando você quiser ler Levítico 25, leia Mateus 25. Levítico 25 e Mateus 25 são irmãos gêmeos, bíblicos. Mateus 25 diz assim: "Pois será como um homem que se ausentando do país, chamou seus servos e lhes confiou seus bens. Lembra da parábola? Os bens são do Senhor. Ele confiou os seus bens. Ele não deu de presente, falou assim: "Toma aqui, gasta como quiser". Não, ele falou assim: "Toma aqui, invistam, administrem, produzam, transforme isso em tecnologia, inovação, em bem, mas não deixa esse dinheiro parado. Ele confia os bens, deu a um cinco talentos, deu a outro dois e deu a outro um. Pergunta: Ele distribuiu igualzinho? Não. Ele deu as terras prositas igualzinho? Também não. Qual era o critério? Ele deu a cada um de acordo com a capacidade de cada um. tá aqui no texto. Então ele não distribui bens de qualquer forma. Saiba disso. A dádiva que você recebeu ou as dádivas que você recebeu são proporcionais à sua capacidade de gerir. Deus nunca dá dons para além das nossas capacidades. E se você não está fazendo as coisas à altura do dom recebido, você tá sendo negligente. Não tem outra explicação. Não tem outra explicação. E no reino a gente presta conta do que a gente faz com os bens que a gente recebe. Claro. Claro que a gente presta conta. Por quê? Porque a maneira como a gente lida com bem fala sobre como nós cremos em Deus. Tá entendendo? A nossa teologia é reconhecida pela maneira como a gente lida com os nossos recursos. Lembre-se disso. Ela é determinante. Então, os bens que a gente recebem apontam para uma outra realidade. Israel recebeu a terra. Cultive a terra, administre a terra, torne ela produtiva. Dá até para negociar, dá até para subarrendar. O que não pode é terra improdutiva. Ou noutra parábola do reino, parábola da figueira na vinha, quem se lembra? A parábola da figueira da vinha, tinha uma figueira que não dava fruto. E o que que o Senhor falou? Corta e joga fora que ela tá ocupando inutilmente a terra. Tem um monte de gente ocupando inutilmente a terra, sabia? Igual a figueira numa vinha. Tem. O reino de Deus não tem espaço para improdutivos. O reino de Deus não tem espaço para gente em frutífero, pra gente estéril. E não fique achando que o seu muito trabalho é necessariamente produtivo, porque às vezes é um trabalho enorme, mas não é pro reino. Não é pro reino, é paraa satisfação pessoal. Isso é esterilidade. Ah, mas tem muita folha, né? Tem muita folha. Muita folha. Mas e o fruto? Para ser fruto é reino, gente. Para ser fruto tem que funcionar na dinâmica do jubileu. Tem que funcionar na dinâmica de quem governa, de quem deu os dons e para que finalidade ele deu os dons. Sabe como é que você mede a prosperidade de alguém? Não é se ela recebeu um talento, dois talentos ou cinco ou 10, não. É como ela lida com bem recebido. Não importa. Na nossa cultura, as pessoas só reconhecem as pessoas que ganham, sei lá, tanto salários mínimos para cima, né, como pessoas de sucesso. Dependendo de quantos salários mínimos para baixo, você não é considerado uma pessoa de sucesso. Mas na lógica do reino isso pouco importa. Sabe o que importa? É se você reconhece o rei com aquilo que você tem. Se você vive para o rei com aquilo que você tem. Não é a proporção não é medida pelo tanto que você tem para administrar, mas é como você administra o que você recebeu. Isso muda tudo. Muda porque eu tenho uma responsabilidade, sim. Adão recebeu o jardim, Israel recebeu a terra, as tribos as suas porções. Os servos recebem os seus talentos, outros receberam minas. A igreja recebe dons, mas cada um recebe uma porção de graça para administrar. Mateus 25 verso 19. Depois de muito tempo, o Senhor daqueles servos voltou e fez um ajuste de contas com eles. E quando se aproximou, perguntou: "Que que você fez com cinco que eu te dei? O que que você fez com dois que eu te dei?" Ele foi perguntando e aquele que foi fiel, ele disse: "Pois bom servo bom e fiel, foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei." A maneira como a gente lida com bem, pouco que a gente recebe aqui, aponta para o Deus que nós imaginamos pela eternidade. Então, mordomia, sem dúvida nenhuma, requer responsabilidade, cultivo, inteligência, trabalho, fecundidade, prestação de contas, boa administração. Irmãos, crente é trabalhador e a gente trabalha muito. Crente é um povo ralador, é um povo diligente. O cristão historicamente é um povo diligente, é um povo que produz emprego, é um povo que emprega gente, é um povo que cria soluções, é um povo que é hospitaleiro, é um povo que partilha bens, é um povo generoso, caridoso, é um povo que parte o pão, que abre a casa, que hospeda, que adota a criança. O povo cristão sempre foi um povo produtivo pro reino, que cria soluções, que dá aula, vai dar a melhor aula, que é ético no trabalho, viu? Cristão não pode ser picareta. Escute isso, vou repetir. Cristão não pode ser picareta. Paga os impostos certinho, paga as contas em dia, não dá calote em ninguém, não investe em bet, porque seu investimento é laço do passarinheiro, OK? Não investe em bet, entendeu? Porque crente é assim. Crente é assim. Crente tem caráter. Tem que ter caráter. Então não pode ser ser vergonha, fumo, contrato, nota fria, rolinho, não pode. Crente não pode fazer essas coisas. Vou deixar bem clar palavra pastoral, receba. Não pode. Então se você é fumo, mal pagador, se arrependa hoje, meu irmão. É a chance que Deus tá te dando de você ser um bom mordomo da multiforma e graça de Deus. Não ficar envergonhando o evangelho por aí. Não ficar envergonhando, porque você não soube, você não soube moderar sua paixão por consumo e perdeu a mão. Eu não tô falando de gente que tá sofrendo aí com crise conjuntural da economia, recessão, tô falando disso não. Eu tô falando de você que sabe com quem eu tô falando, que gastou quando não podia gastar, foi para além do que deveria ter ido, trocou a generosidade pelo consumo de internet. É claro que você vai errar a mão e é claro que isso vai dar errado, né, gente? É má mordomia, é prodigalidade, mas também tem um outro lado. O irmão que tá lá abençoado, próspero, tem recurso, a conta tá recheada, já pagou seguro de vida, seguro avião, seguro final dos tempos, tem todos os seguros do planeta, né? Tem todos os seguros, mas é avarenta, é pão duro, incapaz de estender a mão, de ser generoso com o único irmão, com o único missionário, com o único membro da igreja de necessidade, com fundo de misericórdia, é incapaz. Por quê? Porque é idólatra. É idólatra. Então, a boa administração não é inimiga do reino. O problema das parábolas não é o lucro, é a esterilidade, é a baixa produtividade, é a covardia, é não fazer aquilo que recebemos frontificar. Quantos dons você tem? Quantas capacidades você tem? Quantos amigos você tem? Eu falo isso pros irmãos assim aqui na igreja, né, que eventualmente os irmãos chegam pra gente, pastor, tô desempregado e tal, me manda o seu currículo. Geralmente eu consigo emprego. A gente não tem dinheiro, mas a gente tem relacionamentos, a gente conhece pessoas e a gente tá sempre indicando, conectando pessoas certas com pessoas certas, né? É a nossa riqueza, uma riqueza relacional. Ai de mim se eu for negligente com esse com esse dom, né? É claro que a gente acaba sendo influente, isso exige uma responsabilidade muito grande. Ai de mim se usar essa influência para outro fim que não seja a glória de Deus. Que Deus me livre disso. Ore por mim. Ore por mim para não cair na pegadinha do malandro. Entendeu, né? Para não cair na pegadinha do malandro. É, uai. Então, gente, nosso chamado é manter integridade em todos os níveis. Mas isso é mordomia. A mina tem que render, o talento tem que render. Então, o que está na sua mão agora, meu irmão? Pergunte, pergunte ao Senhor: "O que que está na minha mão agora?" Cada um recebeu aquilo que recebeu segundo a sua própria capacidade. É dinheiro, é uma casa, é uma empresa, é uma profissão, é uma influência, é o conhecimento, é a autoridade, são filhos, saúde. Hã, não tem ninguém pobre, vocês estão vendo, né? No fim não tem ninguém pobre. Não tem ninguém pobre. capacidade artística, administrativa, capacidade de ensinar, hospitalidade, tempo, oportunidade, relacionamentos, dons espirituais. Qual é sua riqueza? Pensa o que que você vai fazer com isso, quanto que você recebeu. Agora, a pergunta é: o que aquilo que você recebeu está produzindo no final das contas? Porque o pouco é um teste pro muito. O pouco é um teste pro muito. A maneira como nós administramos, a pequena jurisdição que Deus nos confiou, OK? Deus não deu um pedacinho de chão, que é onde seu dom alcança. Ela, como você recebeu ela? Revela o que você pensa sobre o rei. Você não pode ser um servo enterrador de talentos, né? O servo que enterrou o talento, ele enterrou porque ele tinha uma teologia. Concorda? Qual era a teologia dele? A da escassez. Ele tinha uma visão distorcida do seu Senhor. E por ter uma visão distorcida do seu Senhor, tinha uma relação distorcida com o bem que recebeu. Se você imagina um Deus escasso, você vai reter. Se Deus para você é mesquinho, você vai ter medo de usar o recurso. Se você vê Deus como um Deus ausente, você vai se apropriar do bem, do recurso. Mas se você conhece Deus como Deus abundante, eita lelê, se você conhece Deus como Deus do jubileu, você vai cultivar, você vai botar para frutificar isso aí. Você vai repartir, você vai servir, você vai hospedar, você vai abrir a sua casa. Lembra de Pedro? Caminhando pro fim, Primeira Pedro 4:10, Pedro diz assim: "Sirvam uns aos outros. Trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar. Mas como que eu sirva? De qualquer jeito? Não. Sirva uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, recebeu, como administradores, como econom Deus. A graça de Deus tem várias formas, vários aspectos e a gente serve a partir disso. Então o que que a gente administra? Bens diversos. Dinheiro, espiritualidade, intelectualidade, vocação, serviço, criatividade, arte. Vai embora, vai embora, vai embora, não tem fim. Então, se eu recebi uma graça, eu tenho que administrar a graça, eu começo a perceber porque que a igreja primitiva era do jeito que ela era. Tá lá em Atos, né? Lembra disso? 2:44. Como que ela era? Eles distribuiam tudo, vendiam suas propriedades, mas não era de qualquer forma. O texto diz: "Na medida que alguém tinha necessidade." Então você tem que checar, será que tem algum irmão em necessidade? Será que a igreja tá em necessidade? Será que os irmãos estão? Será que a sociedade tem alguma? Será que meu vizinho está em necessidade? O cristão é sempre atento às necessidades. Por quê? Porque ele é rico. Ele é rico. Aí você fala assim: "Ah, rico? Ai, você não me conhece. Como assim? Eu sou rico?" Já acabei de falar que ninguém aqui é pobre em termos absolutos. Não, não tem jeito. Não tem jeito. Você pode estar hoje sem casa, morando na rua, até se fosse o caso, mas tem uma riqueza aí, tem algum bem aí, tem algum tipo de dádiva aí. E a gente tem que colocar isso para circular, porque a dádiva nunca é para nós, é sempre pra glória dele, né? Servir uns aos outros como encarregados da multiforme graça dele. Ó, o próprio texto Levítico vai falar isso. Por que que a igreja esperança tem um fundo de misericórdia para suporte a famílias em necessidades básicas? Por que que nós temos? Temos mesmo. Famílias aqui são sustentadas, paga. A gente paga a conta de luz, paga a conta d'água, irmão perdeu o emprego, não tem como pagar a luz, a gente paga a conta de luz dele. Enquanto Deus tiver mandando recurso, a gente vai usar esse recurso. Porque Levítico 25:35 diz um negócio aí, ó, jubileu. Se alguém do seu povo se tornar pobre e as suas mãos se enfraquecerem, então você tem o dever de sustentá-lo e ele viverá com você como estrangeiro e peregrino. O que que ele tá dizendo? Olha, Deus te hospedou para quê? Para você hospedar outros. Deus te recebeu como hóspede na tenda dele, receba outros na sua tenda. Essa é a grande obra de libertação que Deus está fazendo. É o ano aceitável do Senhor. Eu concluo. Eu queria que você abrisse a sua Bíblia, um texto que você conhece, mas você vai ler com essa ótica. Segunda Coríntios 9 verso 6. Você não pode ir paraa casa sem ele. Não pode sem esse texto. Segunda Coríntios 9:6. 96. E isto afirmo, aquele que semeia pouco também pouco colherá. E o que semeia com fartura também colherá com fartura. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade. Por que que não pode ser por tristeza e necessidade? Porque é a lógica da escassez. Não funciona no reino. Porque Deus ama quem dá com alegria. Porque Deus dá com alegria. Deus pode tornar abundante em vocês toda a graça. Sabia disso? Você leu direito? Deus pode tornar abundante em vocês toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo ampla suficiência, vocês sejam abundantes em toda a boa obra. Então, por que que Deus dá riqueza pro crente? Só por uma razão, não é para você comprar o seu carro mais top, até para você comprar carra mais carro mais top, o palitó mais top, seu Rolex mais top, tá? Na verdade, nem acho que alguém pode usar um Rolex, eu acho, a opinião pessoal, mas enfim, né? Você pode discordar de mim, sei lá, mas enfim. Enfim, imagina esse cenário, OK? Imagina esse cenário. Para que que Deus dá? Para que você seja abundante em toda a boa obra. É só por isso. Essa é a teologia da prosperidade raiz, viu, irmão? Não é essa picaretagem tá por aí, não é raiz. Para que que Deus dá? Verso 9. Distribuiu, deu aos pobres. A sua justiça permanece para sempre. Porque Deus dá semente ao que semeia, pão para alimento. Ele também suprirá e aumentará as sementes e multiplicará os frutos de justiça de vocês. Vocês serão enriquecidos. Ah, então Deus pode me enriquecer? Pode, mas para um fim, para toda generosidade. Você leu aí? para toda generosidade, a qual por meio de nós resulta em orações de gratidão a Deus. Me lembro que na pandemia nós fizemos a nossa diaconia especial de quarentena. Loucura. A gente conta isso pros pastores, amigos meu, pessoal, mas como vocês fizeram uma loucura? A gente tinha até oxímetro. A gente tinha uns cinco oxímetro. Aí o motoboy saía de uma casa para ver se o irmão tava com oxigenação baixa. Tinha psicólogo de plantão, né Terezinha? Tinha um monte de irmão servindo, ao mesmo tempo era advogado, o irmão perdeu o emprego, a gente ficou monitorando todo mundo. Ninguém ficou sozinho na pandemia, ninguém. Mas por quê? Porque a graça de Deus estava presente na igreja. E coisa que eu mais vi foi o que Paulo falou aqui no verso 11. Orações e gratidão a Deus. Mais vi, irmão que perdeu emprego três meses sem pagar conta de luz. Não, a igreja vai pagar por conta de luz. A igreja chegou junto, pagou a conta de luz. irmão chorou do outro lado, agradeceu a Deus, porque a generosidade produz orações de gratidão a ele. Na prova desse serviço, eles glorificam a Deus pela obediência da confissão que vocês fazem do evangelho e pela generosidade com que vocês contribuem para eles e para todos. Mas o verso 15, eu queria que você falasse comigo. Eu vou falar e você vai repetir como uma oração. Graças a Deus pelo seu dom indescritível. Amém, irmão. >> Graças a Deus pelo seu dom indescritível. Vamos orar. Chegue de mãos vazias diante de Deus e diga para ele que você quer colocar seus dons a serviço da majestade dele. De alguma maneira, tudo que ele colocar em sua mão seja responsável. Você tem um rei, você não é um desabrigado, um exilado, uma exilada. Nós estamos caminhando pro toque da trombeta. O que nos espera depois desse jubileu jubileu é o dom indescritível. Até lá, viva como se já estivesse lá. Viva como alguém que espera a trombeta soar e a libertação chegar. Senhor, oro por essa igreja. Eu oro por esses meus irmãos e irmãs. Oro para que sejam tomados de todo o bem de Deus na proporção que o Senhor desejar, na dimensão que o Senhor planejou. Que o Senhor dê a eles todo senso de mordomia e de boa gestão dos bens recebidos. que sejam marcados por uma profunda generosidade, por uma capacidade divina de serem bondosos, serem retos, responsáveis, criativos criativos em tudo que fazem. Oro para que, acima de tudo, sejam prósperos nos termos da tua palavra. Uma prosperidade marcada pela profunda generosidade. Ô Pai, aqui nós não oramos para que o Senhor mande muito ou mande pouco. Oramos para que o Senhor mande aquilo que o Senhor planejou, nem mais, nem menos, na proporção da tua soberana vontade. Mas a minha oração é que não sejamos em nada negligentes, mas fiéis à aquele Deus que nos deu da sua abundância. Te agradecemos, Senhor, por causa do seu dom indescritível, em nome de Jesus. Amém.
O reino de Deus não tem espaço para improdutivos... não tem espaço para gente infrutífero, pra gente estéril.
Equilíbrio bíblico: A afirmação é verdadeira no contexto da parábola dos talentos e da figueira estéril (Lc 13:6-9), mas convém equilibrar lembrando que a produtividade para o Reino não é medida por resultados visíveis ou sucesso mundano. Há épocas de deserto, enfermidade ou luto em que o servo fiel pode parecer infrutífero externamente, mas Deus vê a fidelidade no oculto. A ênfase na graça soberana de Deus evita que o ouvinte se sinta condenado por uma produtividade que não depende só dele.
Leitura fiel da lei do jubileu, destacando a soberania de Deus sobre a terra e a mordomia humana.
A terra não se venderá em definitivo, porque a terra é minha, pois vocês são para mim como estrangeiros e peregrinos (Levítico 25:23, citado e explicado).
Impacto: Reorienta a visão de posse, combate a idolatria e promove confiança na provisão divina.
Conexão tipológica entre o jubileu e a missão de Jesus, sem alegorizar, mas reconhecendo o cumprimento escatológico.
Jesus como portador de um ano de libertação... Chegou o jubileu. (Lucas 4 aplicado)
Impacto: Mostra a unidade das Escrituras e centraliza o evangelho como retorno ao governo de Deus.
Correção de leitura errada de Mateus 6:33, enfatizando que buscar o reino não é meio para obter bens, mas um fim em si mesmo.
O texto não tá dizendo você transformar a busca pelo reino de Deus no meio para você alcançar sobrevivência... Buscar o reino. Ponto.
Impacto: Evita a instrumentalização da fé e a religiosidade transacional.
Chamado à integridade prática (ética no trabalho, impostos, evitar jogos de azar) como expressão de mordomia.
Crente não pode ser picareta... paga os impostos certinho, paga as contas em dia, não dá calote... não investe em bet.
Impacto: Aplica a mordomia à vida cotidiana com relevância contracultural.
Fundamentação bíblica para a generosidade e ação social da igreja, ligando o jubileu ao cuidado com os pobres.
Por que que a igreja esperança tem um fundo de misericórdia? Porque Levítico 25:35 diz... você tem o dever de sustentá-lo.
Impacto: Fortalece a diaconia e a unidade do corpo de Cristo.
Pontuações de 0 a 100. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
O sermão mantém-se fiel às passagens bíblicas, sem distorcê-las. Cada texto é usado dentro de seu propósito canônico, e o pregador corrige interpretações populares equivocadas (ex.: Mateus 6).
Hermenêutica
Excelente abordagem: interpreta Levítico 25 no seu contexto histórico do Antigo Oriente, reconhece a tipologia cristológica e a aplicação escatológica, evita alegorizações e respeita o caráter legal do texto.
Precisão Teológica
Todas as ênfases estão alinhadas com a tradição reformada e a ortodoxia cristã: soberania de Deus, graça comum, mordomia, depravação na avareza, e centralidade do reino. Não há desvios doutrinários.
Compreensão Contextual
Demonstra profundo conhecimento do sistema do jubileu, das leis agrárias e da cultura de hospitalidade no Antigo Oriente (citação de De Vaux). Pequenas simplificações não comprometem a precisão.
Aplicação Prática
Aplicações muito pertinentes sobre finanças, trabalho, ética, generosidade e ação social da igreja. Linguagem direta e pastoral.
Clareza do Evangelho
Critério para sermão de edificação de crentes: o evangelho é coerente e central — Jesus é apresentado como o cumprimento do jubileu, trazendo libertação do exílio e transferência para o reino de Deus. A salvação pela graça está implícita na discussão de mordomia e generosidade como resposta à dádiva, não como meio de obtê-la.
Risco de Eisegese:
Praticamente não há leitura de significados alheios ao texto. A única nuance é o termo 'jurisdição carismática', que é uma aplicação teológica legítima, não uma distorção.
Risco de Heresia:
Nenhum indício de heresia. O pregador explicitamente rejeita a teologia da prosperidade transacional e mantém o evangelho da graça.
Tema principal:
A mordomia do que não é nosso — administrar como mordomos os bens que pertencem a Deus, à luz do jubileu de Levítico 25 e seu cumprimento em Cristo.
Tom pastoral:
Exortativo e instrucional, chamando para responsabilidade, generosidade, integridade e confiança na provisão de Deus, com correções contra a escassez e a idolatria dos bens.
Deus é o proprietário absoluto de tudo; os israelitas eram mordomos, não donos, e o jubileu resguardava essa realidade, impedindo a venda perpétua da terra.
Suporte: Explicação de Levítico 25:23 ('a terra é minha') e o sistema de subarrendamento baseado no tempo até o jubileu.
O jubileu era um ano de libertação, restituição e recomeço, prefigurando a redenção futura e o fim do exílio, cumprido em Jesus.
Suporte: Citação de Lucas 4:16-21 (Isaías 61) e a imagem da trombeta anunciando liberdade; conexão com o retorno ao jardim.
A mordomia cristã baseia-se no reconhecimento de que tudo é dádiva de Deus, e devemos administrar conforme os dons recebidos, com produtividade e generosidade.
Suporte: Parábola dos talentos (Mateus 25), 1 Pedro 4:10, e referência a Atos 2:44-45.
A confiança na provisão de Deus nos liberta da lógica da escassez, permitindo viver livres, generosos e não ansiosos.
Suporte: Mateus 6:31-33 interpretado não como meio de obter bens, mas como buscar o reino enquanto Deus cuida da infraestrutura. Levítico 25:20-22 mostra a promessa de Deus de suprir no sexto ano.
Uso Contextual
Usado corretamente no contexto histórico-cultural, explicando o sistema do jubileu como lei divina para a terra.
Uso Contextual
Usado corretamente no contexto, mostrando a conexão com a ansiedade do povo de Deus e o chamado a buscar o reino, não como barganha.
Uso Contextual
Usado corretamente para mostrar Jesus cumprindo a tipologia do jubileu, proclamando o ano aceitável do Senhor.
Uso Contextual
Usado corretamente como parábola sobre mordomia, produtividade e prestação de contas.
Uso Contextual
Usado corretamente para encorajar a generosidade, mostrando que Deus supre para que abundemos em boas obras.
Uso Contextual
Usado corretamente: servir com os dons como administradores da graça de Deus.
Uso Contextual
Usado corretamente para fundamentar o cuidado com os necessitados na igreja.
Diagnóstico geral:
Sólida
Em futuras mensagens, pode-se incluir uma nota pastoral sobre os tempos de aridez e sofrimento, lembrando que a fidelidade a Deus não é invalidada pela falta de resultados visíveis, para que os crentes não se sintam condenados.
Seria útil reforçar que a motivação para a mordomia generosa é a gratidão pelo jubileu já consumado em Cristo, mais do que o temor de ser 'improdutivo'.
A 'jurisdição carismática' poderia ser explicada como o espaço de influência dado por Deus, mantendo a linguagem coerente com a teologia da vocação reformada.
Embora a crítica à avareza e prodigalidade seja bíblica, convém enfatizar que a restauração final depende da graça, não de nosso desempenho como mordomos.
Resumo em uma frase:
O sermão expõe Levítico 25 e outros textos sobre a mordomia cristã, mostrando que tudo pertence a Deus, e nos conclama a administrar com generosidade e confiança, à luz do jubileu que se cumpre em Cristo.
Esta análise foi realizada considerando a perspectiva teológica da tradição Reformada / Calvinista (Igreja Esperança). As pontuações refletem a fidelidade às doutrinas desta tradição específica.