Igreja Presbiteriana do Brasil
02 de julho de 2026
1h 11min
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Participe do Congresso APECOM 2026 (26‑28 junho/2028, Águas de Lindóia‑SP)! Com preletores como Rev. Roberto Brasileiro, Rev. Hernandes Dias Lopes, Rev. Ronaldo Lidório e Rev. Jeremias Pereira. Tema: “FAÇA DISCÍPULOS: Comunique o Evangelho em todo tempo e lugar” Momentos de louvor com Rachel Novaes, Júlio Filho e Trio Tris Compartilhe, inscreva‑se e ative o 🔔 para acompanhar cada transmissão e impactar sua fé na santidade! --------------------------------------------------------------- Igreja Presbiteriana do Brasil - Instagram: instagram.com/ipboficial - Facebook: facebook.com/ipb.org.br - Site: https: ipb.org.br - Multi IPB: https://multi.ipb.org.br/ #CongressoAPECOM2025 #SantificaiVos #ipb
Então, deixa eu me apresentar a vocês. Meu nome é Jean Nascimento Chagas. Ah, eu costumo dizer que eu sou presbiteriano antes ser crente, que eu nasci num lar presbiteriano e naquela época o pessoal era meio doido. Então eu fui pra igreja a com três dias de idade, né? Hoje o pessoal espera um monte de vacina. E aceitei o evangelho aos 10 anos, por volta dos 10 anos. entreguei a vida a Jesus, que é quando eu tenho consciência de que Jesus para mim e no profundo meu coração tornou-se claro que ele era o meu salvador e preguei pela primeira vez aos 13 e me tornei missionário aos 15. Então é uma jornada meio longa. Estou com 52. É que eu já queria diminuir aqui, né, princesa? Quase que sai 42. Estou com 52, vou fazer 53 esse ano ainda. Às vezes sentindo como se tivesse 80 pelas coisas terem sido tão precoces, mas muitas vezes sentindo que a vida também passa muito rápido, não é verdade? Como passa rápido. E querendo no Senhor que os próximos anos sejam mais frutíferos do que os anos que ficaram para trás. Essa é um pouquinho aí da minha introdução de quem eu sou e o que pulsa no coração também. Acho importante dizer que estando no ministério desde tão cedo, em 2004, e eu não tenho tempo aqui para dar detalhes, houve uma chave que virou na minha cabeça sobre discipulado. Até então, discipulado para mim era um conjunto de estudos bíblicos para pessoas novas na fé, que a gente então ministrava dando uma base, diríamos assim, para quem acabou de se converter. E hoje entendo que o discipulado tem um papel muito mais amplo, muito mais profundo e o, diríamos assim, o poder de revitalizar, avivar e fazer com que a igreja seja impactante na nossa sociedade, nessa geração, neste tempo. Então, desde 2004, meu ministério tem sido muito focado nessa área e também em ajudar pastores e igrejas em relação a resgatar o discipulado nas suas comunidades. Às vezes eu passo por algumas situações, por exemplo, para mim é constrangedor estar ministrando aqui pastor Levi ali, que para mim é uma referência, não é? Mas eu fico pensando assim, um dia nós estávamos lá em Curitiba conversando num almoço discipulado e de repente nasceu inclusive entre nós uma parceria e muitas igrejas ali no sul estão sendo impactadas nessa área e assim tem acontecido em muitos lugares do Brasil. Uma irmã me procurou agorinha, falou assim: "Olha, eu sou lá do Rio, o senhor não me conhece, mas eu estou aqui na oficina, tira uma foto comigo que o meu marido precisa saber que eu estou com o senhor, porque lá no Rio eles estão recebendo treinamento e crescendo nessa dimensão. Então esta oficina ela tem o objetivo de ser a uma introdução. nós vamos pensar um pouco sobre a resposta para essa pergunta: como discipular a igreja para cumprir a missão? E eu acho que a pergunta tá um pouco mais para dentro, né, do que para fora. Parece um pouco estranho, não é a igreja que tem que alcançar o mundo, fazer discípulos, mas nós temos o grande desafio de termos discípulos maduros e bem equipados nas nossas igrejas, para que esses discípulos maduros e bem equipados possam fazer muitos outros discípulos através da evangelização e do discipulado que eles receberam. E eu queria também aqui apresentar, né, a minha família, né, Nair, minha esposa tá aqui. Fica em pé aí, princesa, por favor, pro pessoal conhecer vocês. É uma discipuladora muito mais ábia do que eu sou como discipulador. E quem sabe daqui a pouco ela dá um testemunhozinho do que tem sido para ela já há vários anos discipular mulheres, caminhar, investindo na vida de pessoas. E aquela ali é a Alice. A Alice está lá com a meninada aqui no nosso congresso. Então essa é a minha família. Se possível anote aí o nosso nome, ore por nós, clame ao Senhor por nós sempre que possível, não é? Agradecendo, mas também suplicando que o Senhor nos sustente, né? Vejo aqui outros irmãos envolvidos com discipulado e será muito bom se mais ao final, viu gente? Se vocês puderem aí também falar do que Deus tá fazendo na vida de vocês, através da vida de vocês, caso assim tenham o desejo. Pois bem, quero contar uma história para vocês. Década de 60, chegou uma senhora na cidade de Goiânia, como tantas pessoas estavam chegando naquela época, foi um tempo de muita expansão. Eu sou pastor lá nessa cidade, em Goiânia, Goiás, chega uma senhora com um monte de filhos, filhos, quatro filhos. sem um pai, porque o pai tinha abandonado a casa, sem o analfabeto, tentando fugir da pobreza do interior e conseguir uma vida mínima, minimamente digna em Goiânia. E ali em Goiânia, ela procurou trabalho em um hospital como faxineira. Chegando no hospital, ela conheceu o dono do hospital, um médico. Esse médico, um irmão nosso, presbiteriano. E esse médico teve compaixão por aquela mulher, vendo a situação dela, dos seus filhos, e tomou uma decisão. Eu vou ajudar essa mulher a crescer. deu o emprego como fachineira, mas começou a ajudá-la com estudos, com capacitação. De enfermeira, ela passou a ser uma auxiliar de enfermagem ou melhor, de faxineira passou a ser uma auxiliar de enfermagem, depois foi graduando mais nessa profissão e assim aquilo mudou a vida econômica daquela família. Mas o médico não fez só isso. Como ele sabia que tinham aqueles vários meninos, aquelas crianças na casa, naquela casa muito pobre, inicialmente uma casa de chão batido. Você sabe o que que é chão batido? Não é sem piso, né? Ah, esse médico tomou uma decisão todos os domingos, e eu imagino que ele fazia isso nesse horário, porque ele vinha da escola dominical, da igreja dele, todos os domingos ele passava em algum lugar, comprava um frango, levava paraa casa dessa turma, pessoal fazia um almoço e ele sentava e conversava e ministrava sobre as questões da fé. Ao fazer isso de maneira sistemática, semanal, o que aconteceu é que aqueles meninos passaram a ter uma referência de um homem, mesmo não tendo um pai dentro de casa. Não apenas isso, a referência de um homem de Deus. Duas perguntas. Como Jean, que você sabe dessa história? Segundo, o que isso gerou, causou, produziu? Eu sei dessa história porque um daqueles meninos, agora um senhor já avô me contou e me contou numa piscina lá em Caldas Novas. Eu estava em Caldas com alguns pastores num treinamento e a gente começou a bater um papo sobre discipulado e esse senhor virou e falou assim: "Ô, esse assunto aí eu entendo e nós fomos ouvi-lo." E ele contou essa história. E ele, por iniciativa própria, antes que a gente perguntasse qualquer coisa, ele disse assim: "Eu vou dizer para vocês o que aconteceu". E ele começou a dizer dos resultados primeiro na vida dele, como ele havia se tornado um cristão, como ele educou os filhos da igreja, como alguns daqueles filhos hoje estão em outros lugares do mundo, inclusive tendo gente no ministério. Mas ele disse: "E aconteceu isso com o meu irmão e aconteceu isso com o meu irmão". E ele foi abrindo um leque do impacto do que aquele médico fez na vida daquela família, principalmente ao sentar com aqueles meninos toda semana para gastar um tempo com eles e influenciar a vida espiritual deles. E aí vem então uma questão. Qual é o impacto que o discipulado pode produzir? Qual é o impacto que o discipulado pode produzir? Nós ouvimos uma história agora a pouco extremamente marcante na plenária, a história de um casal que se arriscou por 15 órfãs. E nós vimos uma pequena comunidade que abraçou aquelas meninas com risco, risco de morte, risco de perseguição. Que impacto o discipulado pode gerar? O que que ele pode produzir quando um homem como aquele médico resolve investir a sua vida na vida de outras pessoas? Mas aí vem uma outra pergunta. E se fosse esse o modelo natural do desenvolvimento da igreja? Se isso não fosse uma história estranha para nós, quase que fora da curva, mas fosse o modo com que nós somos igreja. Não é só o médico, é o professor, é o irmão que trabalha como marcineiro, é você que tá na sua profissão, na sua área, você que é estudante e assim por diante. E se fosse o modo com que nós, como igreja, vivêsemos e pudéssemos assim, enquanto crescemos em Jesus, ajudar outras pessoas a crescerem. Pensa comigo, qual é o impacto que isso poderia produzir se na sua igreja boa parte dela fosse pessoas como aquele irmão, pessoas como aqueles missionários que despejam a sua vida na vida de outros, pagando um preço e assim glorificando o Senhor e levando o Senhor ao coração daquelas pessoas. Mas eu quero que a sua cabeça vá um pouquinho além. Se no Brasil uma denominação bíblica séria, reformada, com mais de 5.000 lugares plantados na nação. Se Deus despertasse as igrejas dessa denominação para terem isso como o centro do seu ministério, que impacto aconteceria? Os irmãos devem lembrar que a Coreia do Sul já foi muito pobre após a Segunda Guerra Mundial e com a divisão da Coreia, a Coreia do Sul ficou arrasada. arrasada. Vários coreanos vieram pro Brasil por causa da miséria, a miséria daquele país, o momento que aquele país estava vivendo após a Segunda Guerra. Mas Deus levantou um avivamento em especial entre os presbiterianos, entre os irmãos presbiterianos. A igreja presbiteriana na Coreia é a principal denominação daquele país. E a partir deste avivamento, algumas igrejas se tornaram igrejas profundamente comprometidas com o discipulado. E, por exemplo, eu tive a oportunidade de ir até a igreja Sarangue. Talvez alguns aqui já ouviram falar ou já até estiveram lá. é a maior igreja presbiteriana local do mundo. Tivemos o grande privilégio de receber em Goiânia, cerca de um mês e meio atrás, o pastor John W nos visitou lá vindo da Coreia depois de ministrar treinamento sobre discipulado na igreja de Pinheiros. É fantástico ver tudo aquilo. Mas você sabe como que aquela igreja começou? Um pastor discipulando um grupo de nove pessoas. Como a cultura coreana ela é mais disciplinada, radical, ele falou assim: "Eu vou colocar assim, a gente diz lá em Goiás, né, o sarraf lá em cima e ele colocou, colocou um sarrafo tão alto que o grupo de discipulado que na que fez nascer a igreja, dos nove, oito foram embora. ficou só a mulher dele que não tinha como fugir, mas ele foi perseverante. Pastor John. >> E qual John W e qual foi o resultado? Hoje nós temos uma igreja de 110.000 membros. Tem um metrô pro pessoal chegar na igreja e assistir os cultos que passa na porta. A estação fica na porta da igreja. Mas uma coisa que poucas pessoas sabem, o pastor John Wock influenciou o homem, o homem que fez a revolução educacional na Coreia. E aquele homem que teve essa influência naquele país por causa do discipulado e a partir dos princípios da sua fé, ele impactou toda a nação. Vocês estão achando que é partido político vai mudar o nosso país? Então, se a gente responder essa pergunta aqui e se nós entendermos isso que nós estamos vendo no início dessa oficina, oficina, ouço que eu vou te falar, é o maior legado que nós podemos dar à nossa nação e ao mundo. Agora, tem um slogan que tem se tornado muito conhecido. A gente tem que pensar grande, começar pequeno e ser profundo. Então, o que que a gente deseja? Ver o reino de Deus se escondido até as nações é pensar grande, fazer discípulos de todas as nações. Mas hoje a gente vai falar mais de começar pequeno. Por quê? Porque tem que começar lá na sua igreja, começar na sua casa, começar na sua vida. E a gente tem que fazer isso com profundidade, porque se a gente fizer com profundidade, nós vamos replicar com profundidade. Mas será que tudo isso não é uma utopia? Será que isso não é uma visão, diríamos assim, meio fantasiosa? tem base bíblica para isso. Nós não temos tempo aqui para explorar as escrituras de um modo amplo. Mas eu queria só lembrar um dos textos que nos mostram como o Senhor pensa a igreja e o modo da igreja avançar, principalmente na área de capacitação. Efésios 4:11 a 13. Os irmãos podem ler, por favor. Vamos lá. E ele >> para apóstolos, para profetas, para evangelistas, para pastores com o fim de preparar os santos para a obra do mistério, para que o corpo de Cristo seja unificado, até que todos alcancemos os da fé e do conhecemos do filho de Deus e chegemos atingir a vtida da plenitude que >> veja como esse texto nos desafia. Primeiro texto diz que ele designou alguns, não todos, alguns que naquele contexto da carta aos Efésios eram os líderes que a igreja tinha à sua disposição, apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. E muitas vezes a gente acha que Deus designou alguns para o ministério e os outros para quê? Para quê? É mais ou menos assim. E o Senhor designou o capelão. E nós somos quem? Os doentes, enfermos, as ovelhinhas fragas, frágeis, que precisa do capelão. Então tem ministério para um, mas não é o que o texto diz. Ele designou líderes com o fim de preparar os santos para a obra do ministério. A obra do ministério é de quem? quem? >> Santos. >> Dos santos. E para que os santos exerçam o seu ministério, eles receberam da parte do Senhor, o Senhor designou líderes que são capacitadores, capacitadores do rebanho. Nesse sentido, o líder capacitador não cabe a ele apenas apenas discipular. Ele precisa pensar em como capacitar a sua igreja para que a sua igreja faça discípulo. Deixa eu ver aqui se tá funcionando. Tá. Para que a sua igreja faça discípulos, porque o ministério é de todos os santos. Então, líderes capacitadores que capacitam a igreja, a igreja capacitada, ela então exerce o ministério. Mas tudo isso tem foco, não é? Até que então nós temos objetivos alvos e aqui está dizendo: "Todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do filho de Deus e cheguemos à maturidade." Palavra maturidade muitas vezes lá no grego é a palavra teléios, como muitas vezes é traduzida para a palavra perfeito. E muitas pessoas às vezes quando leem Paulo falando e usando o termo perfeito ou maduro, principalmente quando é traduzido como perfeito, a gente tem uma tendência de achar que nós estamos falando em termos morais, alguém que não erra, que não peca, mas não é essa a natureza de Teléios. Teleéios é perfeito no sentido que você é maduro, você não é criança mais, você cresceu na fé e alcançou uma maturidade em que agora você pode ser pai. Você pode ser mãe porque você alcançou a o amadurecimento como indivíduo no sentido espiritual. Tanto é que Paulo não usa a palavra discípulo. Palavra discípulo aparece 169 vezes no Novo Testamento. A palavra cristão aparece três vezes. E apesar de Paulo não usar a palavra discípulo, ele usa a palavra perfeito. Há uma grande ênfase na maturidade espiritual, em tudo que Paulo fala. E para ele, qual que é o modelo? O modelo que Jesus cumpriu com os apóstolos, o modelo que ele vivenciou com Barnabé, o modelo que ele replicou com Timóteo, com Lucas e com tantos outros. Esse é o caminho. caminho. Então, veja só, sintetizando esse pensamento, o Senhor concedeu líderes capacitadores. Esses líderes trabalham a comunidade para que ela seja capacitada e edificada. Essa comunidade capacitada e edificada, ela cresce na unidade, no conhecimento do Senhor Jesus. Lembrando que também a palavra conhecimento não diz respeito apenas ao intelecto, mas o conhecimento num sentido mais amplo e profundo que avança na maturidade dos discípulos. Ou seja, está buscando isso, trabalhando por isso, ah, se esmerando nessa tarefa e que, ah, todos estão agora parecendo mais com o Senhor Jesus. Então, sim, sim, nós precisamos responder a pergunta: Como envolver toda a igreja para ser uma igreja discipulada e se tornar uma igreja discipuladora? Para isso, então, nós precisamos de intencionalidade. Essa palavra, inclusive, foi usada hoje pela manhã. Intencionalidade nos relacionamentos, intencionalidade no que fazemos. intencionalidade nas reuniões que produzimos, intencionalidade na nossa agenda, mas principalmente intencionalidade naquilo que nós chamamos de discipulado essencial. O que que é o discipulado essencial? Se ser discípulo é ser um seguidor de Jesus. Jesus. que o caminho do discipulado tem a ver com a nossa jornada espiritual. E tudo aquilo que a gente faz em um certo sentido ou deveria fazer deve cooperar para o crescimento. Então nós temos que ter intencionalidade em que o próprio culto, a adoração, a nossa escola bíblica e tantas coisas que fazemos cooperem nessa jornada espiritual das pessoas com capacitação, nutrição e assim por diante. Então aquilo que nós vamos falar aqui, meus amados irmãos, que tem a ver com essa outra, esse outro aspecto discipulado, o discipulado instrumental não invalida tudo aquilo que nós fazemos como corpo de Cristo. Mas a pergunta é se nós devemos ser intencionais, como em meio aquilo que nós somos como igreja e fazemos e aí fazemos muitas coisas que são boas e necessárias. Mas como nós podemos investir a nossa vida na vida de pessoas com mais profundidade? Com mais profundidade, vendo essas pessoas crescendo em Jesus. E hoje nós vamos tentar apresentar, quem sabe aqui, algumas ideias. O caminho objetivo prático. Aqui é uma oficina, não é uma palestra também, não é uma pregação. E eu vou tentar deixar tempo para que vocês possam fazer perguntas, porque o desejo da gente aqui é apontar um caminho em que essas coisas possam acontecer de maneira concreta e objetiva. E para isso eu queria apresentar para vocês o que Deus tem feito através da nossa agência da APEC. Como vocês sabem, a Pecon tem dois grandes braços: fazer discípulos, evangelização e comunicação, que não deixa de cooperar com evangelização, mas também estabelecer a comunicação de toda a a nossa família presbiteriana. E nos últimos anos se percebeu que o braço da evangelização precisava ser fortalecido e que à medida que a gente fortalecesse a evangelização, nós precisávamos ser intencionais em como nós iríamos ajudar as pessoas novas na fé. Então, nesses últimos 4 anos, foi desenvolvido todo um projeto em parceria com um outro trabalho missionário que atua fora a do Brasil e dentro do Brasil, que é o discipulado missional Life on Life. Então, em parceria, essas duas forças, Apecom e discipulado missional Life Life, desenvolveu o que nós chamamos de discipulado vida, que é o discipulado mais básico. Então, se você está aqui dizendo assim: "Olha, beleza, tudo isso é muito bonito, isso é bíblico, mas como que a gente faz isso acontecer? Como que a gente começa? Que primeiro passo a gente pode dar? Como nós podemos começar a trabalhar a vida da comunidade?" Ou talvez até você pense: "E se minha igreja não se envolver? Como que eu poderia responder este chamado de Deus? que aqui nesta neste congresso eu estou sendo tão instigado a dar essa resposta diante do Senhor. Então nós vamos conhecer um pouco o discipulado Vida. E eu queria fazer uma distinção. Isso aqui não é o discipulado vida, OK? OK? Ué, já Mas tá escrito discipulado de vida. Como não é o discipulado de vida? Não, isso aqui é o currículo do discipulado vida. Mas para ter discipulado tem que ter vida na vida, não é vida no currículo. O currículo é só um trilho, uma ferramenta importante pro discipulado, pra gente poder nessa intencionalidade eh caminhar com as pessoas e ajudá-las. Depois, se alguém quiser dar uma olhadinha, uma foliada, não é? Esse aqui eu presenteei lá atrás e depois guardei, não é? Porque é o primeiro exemplar que chegou na mão de alguém depois que que foi publicado, não é? E o discipulado vida, então, é uma tentativa de auxílio, auxílio às igrejas para que elas possam começar introduzir introduzir uma filosofia de ministério focada no discipulado e que nessa introdução do discipulado esta igreja comece a avançar, avançar progressivamente, de modo com que nessa intencionalidade, quem sabe daqui alguns anos você vai olhar e a Sua igreja não terá o discipulado como uma coisa nova, aparentemente até diferente, né? Algo que algumas igrejas estão fazendo, não, mas como a essência da tarefa da própria igreja. E nós cremos que o discipulado Vida, que é da nossa IPB, é ferramenta produzida pela Pecon. Material existe, treinamento existe, mas tudo isso pode nos ajudar a como aquele médico, não é? como aquele médico foi intencional, termos algumas ferramentas que nos ajude a caminhar, quem sabe com os desses meninos que estão por aí, não é? Com tanto potencial, mas sem ninguém que invista na vida deles. Posso ouvir um amém, pessoal? >> Amém. Amém. É por isso que aí eu fico chorão, né? Eu chorei demais com com aquela história ali no final, né? Que coisa mais. Você não chora não, irmão. Eu eu vou dizer, eu não seguro não, viu? Passo vergonha o tempo inteiro. Então vamos compreender aí o discipulado vida, qual que é o objetivo dele. Vamos lá, gente. 3 2 1 >> Então é um discipulado em que a gente tá investindo na vida das pessoas que estão começando. A gente vai ver daqui a pouco que discipulado não envolve só essa etapa da vida cristã. Discipulado tem uma amplitude maior na nossa jornada espiritual. Mas nós, como Apecom, o nosso papel é ajudar as igrejas a evangelizarem. E se elas evangelizam, nós temos o papel de auxiliá-las a caminhar com aqueles que se renderam a Cristo. Esse é o objetivo, não é? É a natureza, é o que nós queremos alcançar. O público alvo, então, no primeiro momento, é a gente investir nas pessoas novas da fé, alcançadas pela evangelização. Ó, se você olhar aí na sua pasta, isso aqui é um spoiler que vai acontecer amanhã, mas na sua pasta tem um folder escrito assim: CNE, campanha nacional de evangelização. Amanhã aqui no nosso congresso nós vamos, quer entrar, meu irmão? Fica à vontade, viu? Amanhã nós vamos lançar o projeto da campanha nacional de evangelização. Vamos tentar mobilizar as igrejas do Brasil no primeiro semestre de 2027 para uma grande ação evangelizadora através dos relacionamentos. Aí vamos dizer que as igrejas acordem, despertem despertem e centenas, quem sabe milhares de igrejas presbiterianas se envolvam com a evangelização, usando a amizade e o relacionamento como grande fonte. E vamos dizer que pela graça de Deus, algumas milhares de pessoas se rendam a Cristo. Que que elas vão precisar? Nada. discipulado. E aí o nosso povo tem que ter a visão, o coração e a capacitação. Esse é o papel do discipulado vida. Mas o que que tá acontecendo também? Muitos adolescentes e jovens cristãos candidatos ao batismo profissão de fé, esse tem sido um caminho extraordinário. Porque o discipulado, diferente de uma sala convencional é uma pessoa investindo a sua vida em quatro, cinco pessoas, ao invés de um estudo bíblico convencional. é um encontro, todos os estudos são indutivos, as pessoas elas estudam em casa e elas vêm para um ambiente de compartilhamento da vida e daquilo que elas estudaram. Então isso hoje pela característica do jovem, do adolescente, ele sentar num ambiente onde ele está com alguns colegas com problemas, lutas parecidas, em que eles conversam, por exemplo, sobre como foi a semana, oram uns pelos outros e nesse encontro, ao invés dele ouvir um estudo bíblico de uma hora, ele compartilha com os demais aquilo que eles estudaram. o versículo que eles decoraram, as devocionais que eles fizeram. Concorda comigo que isso não é muito mais dinâmico para um jovem, para um adolescente e com certeza muito mais poderoso. Então isso tem acontecido. Um terceiro grupo que tem acontecido muito, qualquer pessoa que precise de um fundamento bíblico reformado para sua jornada como discípulo. Um fenômeno que está acontecendo em torno do discipulado vida. vida. Muitas igrejas que estão recebendo pentecostais e neopentecostais. O pessoal assiste aí o Hernandes, né? Assiste o Nicodemos, aí começa a se apaixonar por teologia reformada e fala assim: "Ah, preciso mudar de igreja". Aí aparece lá na sua igreja. Só que essa pessoa, ela só teve um gostinho da doutrina. Ela tem um monte de dúvidas, ela tem uma mistura na cabeça dela. Qual que é o ambiente que a gente acolhe? senta num grupo menor e compartilhe os fundamentos daquilo que nós cremos. Então, acaba que isso está acontecendo muito em muitas igrejas. Estive agora semana passada aqui em Campinas falando numa conferência e um dos palestrantes lá também era o reverendo Samuel Vieira, Igreja Prestriana Central de Anápolis. A Igreja Cristina Central de Anápolis já em pouquíssimo tempo aí já usou o discipulado vida com mais de 250 pessoas. Justamente pessoas que vinham com suas crises, com seus problemas, com as suas dúvidas, apesar de estarem desejos e e dizerem: "Não, essa igreja é uma igreja séria, é uma igreja comprometida com a palavra". Mas elas precisavam agora de acompanhamento, de investimento na vida delas. E isso tem acontecido em muitas igrejas, Brasil, afora, inclusive lá na igreja que eu sou pastor, também temos vivido esse fenômeno, ajudando gente que precisa por outros motivos. não são necessariamente tão novinhos na fé, mas são pessoas muito cruas em relação à palavra de Deus, a vida com Deus, a vida devocional e assim por diante. Essa é uma foto do ano passado, por exemplo, de uma turma de adolescentes que cresceram aí no discipulado Vida. A maioria absoluta deles fizeram profissão de fé, outros fizeram batismo em profissão de fé. E como há um apelo missional, ministerial muito forte, por exemplo, amanhã nós temos um culto de envio. Então, se alguém não me vê aqui é porque eu preciso ir para Goiânia. Amanhã nós temos que enviar algumas equipes missionárias, entre elas um ônibus com 50 meninos e meninas para impactar a cidade Pires do Rio em Goiás, onde nós estamos plantando uma igreja. E eles estão assim orando, jejuando, estudando juntos. Mas onde que esse coração foi plantado? Quando se construíram esses relacionamentos, essa intencionalidade no coração dessa turma através do discipulado? Isso é só é só uma aplicação. Aqui eu pus uma foto, acho que cadê? Era para tá aqui. Não tá. >> Tá. Mas é a foto da minha princesa com o grupo dela, não é? Não sei porque que não apareceu aqui, mas vem aqui, princesa. Naí, eu já tenho discipulado mulheres há muitos anos, apesar dela ser jovem e linda, como vocês estão vendo. Essa semana eu fiz o último encontro com uma mulher. >> Você quer que eu fale? Não, eu só tô introduzindo aqui. Uma mulher, pensa numa mulher pronta pro casamento. casamento. Pronta pro casamento. O duro é que ela dá um show no marido que ela vai casar em termos de maturidade e ele ainda precisa crescer muito. Mas quem investiu na vida dessa mulher foi a Naí quando ela era ainda uma jovem. Então, quero que aí fale do desafio de discipular mulheres até paraas mulheres ouvirem aqui. aqui. >> Eh, bom dia para todo mundo. Uma alegria estar aqui com vocês. E o que eu tenho para dizer eh, é um pouco do desafio, mas eu quero falar mais da alegria, que é poder caminhar com mulheres e ver o reino de Deus vindo, né? o reino de Jesus se estabelecendo na terra por meio do discipulado. Essa mulher que o Jean citou, ela fez parte do meu primeiro grupo de discipulado. E quando eu olho para trás, eu penso assim: "Nossa, gente, coitado daquelas meninas, elas sofreram muito na minha mão, porque foi a primeira vez, né? O que me levou a discipular foi exatamente pensar que ninguém tinha feito isso comigo. Ninguém nunca fez isso comigo e como isso fez falta na minha vida. Então eu decidi abraçar esse chamado do Senhor e falar assim: "Eu vou fazer isso por outras pessoas". E o Senhor, claro que com a ajuda igreja, com ajuda eh de líderes mais maduros, eu então me dispus nas mãos do Senhor falando: "O Senhor vai me capacitar, vai me ajudar para que eu possa fazer diferença na vida de outras mulheres, como uma mulher não fez na minha vida e eu queria que tivesse feito." feito." Então, esse grupo foi um grupo eh quase que experimental e eu falo que eu tenho dó delas porque eu fiquei muito presa no currículo, muito presa no estudo e não tanto na vida delas, né? Mas mesmo assim, como Ga falou, pela graça de Deus, pela misericórdia do Senhor, os frutos vieram. E depois disso, eu já tive outras muito gratas experiências. Eh, uma que eu gostaria de compartilhar com vocês rapidinho foi de uma mulher também desse primeiro grupo que no momento em que tava numa crise fortíssima, profunda, muito profunda no casamento, decidida se separar, eu fiquei sabendo e procurei essa mulher, falei: "A gente precisa conversar". E pela intimidade a gente já nem, eu nem discipulava ela mais. A caminhada já tinha terminado, eu já tava discipulando outras mulheres, mas pela intimidade, o laço de vida que foi construído, ela se dispôs a encontrar comigo. E naquela conversa, o Senhor quebrantou o coração dela de uma forma que ela manteve o casamento, pediu perdão pelos erros dela e hoje ela continua casada. Hoje eles têm dois filhos e estão firmes no Senhor, mesmo congregando numa outra igreja, né? Eh, outra numa outra igreja, né? Eh, outra história que eu queria contar rápida, também breve, a gente, eu discipulando uma mulher do meu grupo atual, ela foi fazer uma cirurgia e ela conta no testemunho dela o tanto que ela é introspectiva, o tanto que ela eh não tinha o hábito de olhar pro lado, de ver as pessoas, de procurar ser intencional nos relacionamentos dela. E ela fez uma cirurgia essa semana, aí contou no grupo lá, né, no grupo do WhatsApp que a gente tem. Gente, por favor, vamos orar pela fulana que tá aqui comigo, internada do meu lado, na cama ao lado. Ela tá lutando por um câncer e eu tô compartilhando o evangelho com ela. Isso é maravilhoso, gente. Uma pessoa que antes ela ela que compartilha isso, só olhava pro umbigo dela e de repente com o discipulado, com isso que eu falo, a graça do Senhor agindo por meio do do que ele deixou, né? Não, a gente não tá inventando nada. A gente só tá voltando pro que Jesus falou, pro que Jesus viveu. O poder da gente estar junto, mergulhado na palavra de Deus, faz esse tipo de transformação, esse tipo de mudança. Tem surpresas desagradáveis também, porque até a gente não teve Judas, né? Então assim, não é eh não é um mar de rosas, não é tudo perfeito, mas eu queria deixar essas histórias paraa glória e honra do Senhor, porque Deus sabe o quanto eu sou limitada, o quanto eu sou pecadora, o quanto eu não tenho respostas muitas vezes, eh, o quanto eu falho, ele sabe disso. Mas pra glória e honra do nosso Senhor. É um caminho saudável, é um caminho que a gente vê transformação de vidas e a expansão do reino de Deus. >> Amém. Amém. Obrigado, princesa. Período. >> Podemos abrir daqui a pouquinho, irmã, não tem problema. Desculpa, tá? É só pra gente controlar um pouquinho o tempo e chegarmos lá. Mas guarda em nome de Jesus, tá? Você vai ser a primeira. Bom, nesse sentido, nós estamos falando de um caminho, de uma jornada espiritual e estamos propondo aqui um processo que pode ajudar a sua igreja, ajudar você pessoalmente, a você que é pastor, de modo intencional, capacitar seus líderes num primeiro momento, numa primeira experiência, numa base, um alicece em termos de discipulado. Então, vamos ver como é o caminho da formação espiritual. Primeiro as pessoas precisam sair da descrença paraa crença. E para isso acontecer, e a gente sabe que quem convence do pecado, da justiça e do juiz é quem, irmãos? é o Espírito Santo, mas ele nos usa como testemunhas e nós temos um papel nesse sentido de anúncio do evangelho. Então, nessa fase aqui, a APECON desenvolveu muitas ferramentas e a campanha nacional de evangelização vai ser um chamamento para que as igrejas coloquem essas ferramentas em uso. Nós temos, por exemplo, duas revistas atualmente. uma é um pouco mais conhecida e nós vamos inclusive usá-la na campanha que é a Grande Esperança. Uma agora nova, um título novo. São revistas para você criar grupos evangelísticos em que você compartilha o evangelho de uma maneira muito natural com seus amigos, parentes e vizinhos. Quando a gente faz isso, nós estamos fazendo uma jornada com as pessoas em que estamos ajudando essas pessoas a se moverem da descrença para a crença como obra do Espírito Santo. E aqui nós temos muitas ferramentas, temos o Evangelho de João com perguntas, temos também outros materiais que ajudam a igreja, auxiliar a igreja e temos treinamento para evangelização. Mas agora que a pessoa veio para a crença, a gente precisa ajudá-la até chegar à membresia e desenvolver um certo nível de maturidade. E aí entra então o discipulado vida como uma primeira experiência para as igrejas que não são ainda discipuladoras, paraas igrejas que têm muita dificuldade nessa área ou para você que deseja investir na vida de algumas pessoas, não é ali que convivem com você e que você deseja ver o crescimento espiritual delas. Essa é a dinâmica e o papel do discipulado vida. Como vocês viram lá, são cerca de 20 semanas de encontros, mas não para por aí. As pessoas precisam crescer em maturidade e elas precisam ser capacitadas para lá na frente elas fazerem com outras o que nós fizemos com elas. E aí o que que a Pecon faz? Ela lembra que existem discipulados parceiros, não é? Coisa, como eu disse, de um mês e meio atrás, o John W esteve aqui em São Paulo ministrando CAL com a sua equipe. O C é um modelo de discipulado para formação de liderança, maturidade e liderança, que vem da igreja coreana, não é? E o Life on Life também tem sido parceiro da Apecom, é o discipulado que nasceu na Perimeter Church, Perimeter President Church em Atlanta e que tem um trabalho específico no Brasil já há 18 anos. Eu pessoalmente sou o diretor nacional do Life on Life. Então a gente tem feito essa ponte aí e auxiliado agora como diretor a APECON e o currículo. Quem conhece o Life on Life vai ver que tem muito da dinâmica do que o Life on Life produziu. E isso tudo então o que que vai nos ajudar a sermos uma igreja eficaz do discipulado? Porque é muito difícil o como quando você não tem referência. Nair falou: "Eu não fui discipulada, mas eu resolvi, eu tomei a decisão no Senhor em discipular. Essa é a minha história também. Quem aqui olha para trás fala assim: "Não, eu tive alguém, eu tive alguém que caminhou comigo, investiu na minha vida, pagou um preço durante um tempo e me deu uma base em Jesus. Quem teve essa pessoa? >> Eu tive uma irmã. >> Uma irmã >> da igreja. >> Da igreja. Isso. Continua com a mão levantada, irmãos. Vejam só que bênção. E vocês foram privilegiados. Mas nessa sala a maioria de nós não teve. teve. Não teve. Não teve. Então, como que a gente muda isso? Já que esse é o modelo de Jesus e isso é tão bíblico, tão necessário, não é? E aí a gente então engaja as pessoas para que elas possam, uma vez engajadas também nos auxiliar em fazer discípulos. Lembra lá da história do médico? O médico que discipulou aqueles meninos, aquele menino que agora era um homem adulto, contando para mim como ele, como adulto, pai, avô, viu o evangelho fluir e se multiplicar em toda aquela família. Isso é engajamento. É quando aquele que recebeu agora investe. É quando você já foi filhinho, já foi jovem. Essa é a linguagem de Primeiro João, capítulo 1, não é? Filhinhos, eu vos escrevi. Jovens, eu vos escrevi. Pais, eu vos escrevi. Então, você já foi filhinho, já saiu da descrença para crença, você se tornou jovem, você cresceu em maturidade, mas agora você é líder, você é pai, você é engajado, você gera filhos, você caminha com outras pessoas. Esse é o caminho da formação espiritual. Vamos para algumas dicas práticas que eu quero deixar tempo para perguntas. E aqui eu quero aplicá-las de um modo diferente para pastores e para ovelhas, não é? E eu usei o próprio acrótico vida, tá? Primeiro, vamos lá, gente. Dá para ler? Volte-se. Jesus concedeu ele aqueles que sobre Jesus. Irmãos, como Anaí falou, nós não estamos inventando nada. Jesus é um modelo supremo. Só que nós precisamos começar fazer uma releitura, se o a nossa mente não se abriu para isso ainda, de como Jesus investiu na vida daqueles homens. Marcos 3:14 diz que ele separou os 12 primeiro para estarem com eles. Ou seja, Jesus gastou tempo, Jesus investiu, Jesus comeu junto, Jesus andou, Jesus chorou junto, Jesus deu bronca, Jesus encorajou, não é? Aqueles homens viram coisas maravilhosas ao andarem com Jesus. Aí você chega em Atos 4:13, o sinédrio vendo a intrepidez e sendo eles homens iletrados, quem? Pedro e João diz: "Verdadeiramente esses homens andaram com Jesus". Nós temos que começar a ver essas coisas na Bíblia pra gente entender que se nós não fazemos isso, na verdade nós estamos incorrendo num erro histórico. Será que Jesus nos deu o 12º melhor modelo de como andar com as pessoas? Que que vocês acham que a gente tem o modelo um, o dois, o três, o quatro? Ele nos deu um modelo por excelência. Um dia falando sobre discipulado numa igreja, o pastor me convidou e ele juntou a pastorada toda da região, todo mundo sentado, ofereceu um café maravilhoso. E aí eu dei uma palestra como essa e eu pensei assim: "Agora a coisa vai". Aí o pastor pediu, eu falava assim: "Gente, eu preciso falar uma coisa aqui". Aí eu pensei, esse homem vai dar uma palavra de corajamento? Me trouxe aqui para dar essa oficina tal e falou assim: "Irmãos, isso é bom demais, isso é bíblico. Agora, irmãos, como que a gente vai fazer aqui?" Nós temos 28 ministérios da igreja na cabeça dele, ciclado era o quê? O 29. E mesmo assim ia caber, não ia acaber? Eu Eu vou arrumando uns irmãos que ficam indispostos comigo pelo caminho, porque eu voltei lá e falei assim: "Parabéns, irmão, você tem 28 projetos melhores que o projeto de Jesus". Não, não, não, não, não, irmão. Você tem, você tá dizendo que não dá para mexer em nada para fazer discípulo. E eu tava na igreja do irmão. Foi complicado. Segundo, vamos lá. Invista >> em pessoas priorizonamentos intencionais que >> então amizades intencionais, caminhar com gente e comece inclusive olhando para pessoas não cristãs que estão ao seu redor, como é que você pode fazer amizade? Mas não é amizade falsa não, irmão. Que que assim, eu vou tomar um cafezinho com ele que eu vou falar de Jesus. E aí você tá pensando só em falar Jesus, mas você não tá amando, né? Você quer só cumprir sua tarefa. E às vezes você falou de Jesus ali 2 minutos, o cara rejeitou e você diz assim: "Estou livre do sangue". Não é Não é >> não. Fal uma coisa diferente. Caminha, conversa. Eu tô investindo num cara, o síndico do meu prédio. Tô caminhando com ele, tem resistência, tal, tal. Essa semana teve uma crise lá com o morador. Aí ele me mandou uma mensagem, um desabaf. Falei assim: "Cara, nós temos que conversar amanhã". E aí fomos conversar, eu sou morador também. Ele pensou que eu ia ou apoiá-lo ou brigar com ele, sei lá o quê. E nós tivemos uma conversa, um bate-papo de 1 hora e meia sobre o coração. Como está mexendo seu coração, preserve seu coração. Eu tô aqui orando por você para Deus te ajudar, porque não é fácil a tarefa. é um não cristão. Mas eu também consigo hoje essa liberdade liberdade porque foram passos, passos, passos a começar ir naquelas assembleias chatas do condomínio para fazer relacionamento com o povo. O duro é se o povo converter e ver eu falando isso lá no futuro, né? Mas vamos lá. Terceiro, Terceiro, disponha tempo. Além do tempo com as pessoas, busque a dispidade para receber treinamento e aprimorar ferramentas. E aqui vem, não é, primeiro a gratidão a Deus por você estar aqui nesse congresso. Você está investindo tempo, você está investindo recursos, você veio para ouvir sobre esse tema. E eu quero encorajar você que você continue fazendo isso. A AP Apecom oferece treinamento para as igrejas nas várias regiões do Brasil. Alguém que já participou de treinamento de evangelização e discipulado? Aí, ó, alguns irmãos aqui já vivenciaram e provavelmente estejam vivendo isso nas suas igrejas. Então, busque, leia, compre material, né? Algumas diz, se você quiser anotar aí material, por exemplo, o livro do Rand Pop, o discipulado na igreja local da Ultimat. Fantástico. No sentido de dar uma visão bem prática da aplicabilidade na igreja local. Eu falei sobre discipulado essencial e discipulado estrutural. Há um livro muito bom, A trilícia a videira. Esse livro mostra que o o discipulado é vivo, é orgânico, mas se você não tiver uma trili, uma estrutura, essa videira vai perder o potencial de frutificação, de multiplicação. E assim a gente poderia citar tantos outros. Tem um clássico antigo, você acha PDF e esse aí não é crime não, tá, irmãos? É porque já passou o tempo do direito autoral, que é o plano mestre de evangelização, vi nessa grossura, forma lá com a sua liderança um grupo para ler o livro. Fala assim: "Vamos fazer um debate sobre isso, vamos conversar sobre isso." É um livrinho fantástico. Apesar de tá falando plano mestre de evangelização, ele fala de discipulado. Por último, irmãos, avance na prática. se comprometa com os passos e ações que tornarão o discipulado uma prática e não apenas uma teoria. Penso que você precisa sair desse congresso e em especial dessa oficina com a seguinte perspectiva. Do ponto de vista prático, que que eu tô levando? Que que eu posso começar a fazer a partir de amanhã? Talvez amanhã você não possa começar um movimento discipular na sua igreja, mas você pode começar a olhar para as pessoas de um modo diferente. Gente da sua comunidade que às vezes está sozinha, isolada, nunca teve um fundamento da palavra e você pode expor a sua vida. pessoas não cristãs que estão ao seu redor e que você pode, de maneira intencional começar a oferecer a sua amizade como ponte para ajudá-la ali na frente a essa pessoa sair da descrença para a crença, sendo você um instrumento de Deus usado pelo Espírito Santo. Os pastores podem sair daqui com o compromisso de dialogarem com seus conselhos, com a sua liderança, de falarem da importância do discipulado, de chamar a liderança para refletir sobre essa questão com profundidade. E os irmãos podem, à medida que crescerem nesses passos, convocarem a APEC. Irmãos, nós precisamos de ajuda. Irmãos, nós precisamos que vocês venham aqui nos ajudar com ferramentas. E se for o caso no tempo de Deus, avançarem também com outros movimentos que sejam sólidos, bíblicos, reformados, que estão trabalhando um nível de discipulado ainda mais profundo. Amém. >> Amém. >> Só deixar aqui com vocês, né, agora um tempo para perguntas e respostas. A nossa irmã ali tem o direito, né? Não foi caçada, não, tá, irmã? tem o direito de fazer a primeira pergunta, mas fica em pé, diz quem você é e de onde e aí a gente vai tentar te ouvir. Pode ser? Sou Cátia da Igreja Presbiteriana da Barra, no Rio de Janeiro e a minha pergunta é pra sua esposa. >> Muito bom. Ela é melhor mesmo. Vem cá. Inclusive já fica por aqui pr vocês. Vai que tem outras perguntas para você. você usa preço circular de mulheres, quanto tempo você acompanha el? >> Aham. Isso aí eu procuro ser bem orgânica, né? Primeiro, eh, em termos práticos, a gente se encontra uma vez por semana e num encontro de 1 hora 2 horas. Eu falo 2 horas porque é mulher, né? Então, a gente gosta muito e não pode perder esse aspecto relacional de compartilhar eh como é que foi a semana, como é que tá a vida, se tá tendo algum problema, se tá tendo passando por alguma tentação e precisa de ajuda, de oração e etc. E e aí o discipulado vida ele oferece um trabalho de 20 semanas, né? Então, semestre, né? semestre. Então, a gente que que é o discipulado que a Pecon, né, esse material que a Pecon tá oferecendo. Eu confesso para vocês que o meu se estendeu um pouco por causa de alguma viagem. Às vezes tem aquele dia que eu tava doente, teve algumas vezes que eu tava doente, então acabou que se estendeu um pouco mais do que isso. Mas eh dentro disso aí 20 semanas a 30 semanas no máximo, a gente realiza processo. processo. >> Mas talvez seria bom você explicar que inclusive esse grupo agora continua numa outra num outro processo, né? Aí esse grupo que eu fiz, o discipulado básico, eh, o discipulado vida, agora eu vou continuar com algumas delas que se dispuseram para um nível, uma caminhada, eh, um pouco maior de 3 anos é a proposta agora para elas serem amadurecidas na fé e poderem então reproduzir isso com outras pessoas daqui a esses 3 anos ou 2 anos. Por que que eu falo isso? Porque às vezes é que e aí volta no início da minha resposta de ser muito orgânico. Às vezes eu percebo que alguma delas já tá mais madura, mesmo não tendo completado os 3 anos, não tem problema nenhum de desafiar, de encorajar que ela então siga o caminho que Deus tá já tem preparado para ela, abençoando outras pessoas. >> Tá bom? >> OK. O irmão ali no fundo, depois aqui, aqui e ali. Bom, como é que tá o nosso tempo? >> Tá OK. Para >> 20 minutos. Então vamos lá. Sim, irmão. Vamos tentar também responder de maneira bem dinâmica. Rio de >> não ouvi o nome, irmão. Me chamo Paulo Henrique. >> Sim, Paulo. >> Há mais de 30 anos. bênção. >> Eh, eu gostaria de primeiro agradecer a Deus a oportunidade de estar aqui, eh, debatendo esse recepo, óbito, né, que eu considero precioso, essencial e pertinente para os nossos dias atuais, tá? Eh, gostaria também de colocar que eu fui muito impactado eh de uma oficina de um congresso que eu participo Pinheiros mesmo colocou lá até o C. >> Muito bom, muito bom. >> Acho assim foi assim para mim Tiagos assim, >> glória a Deus, >> né? gostaria de colocar eh tantas eh oficinas que nós que a Pon organizou, que também eu acho importante, mas eu acho essa essa aqui o eh a principal, >> não tem >> ou ou na minha na minha visão deveria ter eh somente essa aqui, entendeu? para poder para poder eh capacitar capacitar eh todas as pessoas capacitar, né, eh os irmãos e etc e tal, né? Então eu gostaria de de dar os parabéns, né, e e dizer realmente dessa pertinência, né, dessa capacitação que nós precisamos ter na liderança da igreja como torço. >> Amém, meu irmãos, obrigado pelo encorajamento e a gente compartilha depois a sua opinião, tá >> de lá. Sim, da prática. Ah, pra gente tem tudo do livro na igreja, que é uma forma direta de recituar, >> mas nós fazemos isso com grupo de mulheres que tem afinidades. O grupo de discipulado que vocês propõem, eh, você precisa considerar pessoas que já tenham afinidades entre si para ver um melhor relacionamento. Ou é legal também pegar pessoas que não tm essa afinidade e desenvolver, que é mais o que facilita o processo. Você quer responder? >> Fica à vontade. >> É. É, quando a gente olha para Jesus, o que Jesus fez foi eh Marcos 3:14 fala isso, né, que Jesus subiu, ele orou, ele teve tempo com o pai, então ele desceu e escolheu os 12 discípulos, os 12 apóstolos, né? Então o que a gente faz é é baseado em oração, né? clamando para que o Senhor nos conduza às melhores pessoas, as não as melhores no sentido de capacidade, não é isso que eu tô dizendo, as pessoas que ele tem preparado para caminhar conosco, né, pra gente caminhar. Então, eu, por exemplo, esse meu último grupo que eu dei o exemplo do discipular vida, eu comecei com pessoas que não se conheciam, elas nem nunca tinham se visto ou às vezes se cruzavam só na igreja e falavam aquele oi mais ou menos. Mas foi no discipulado que o Elon foi construindo e hoje assim nós somos ótimas amigas, todo mundo cuida uma da umas das outras. essa moça mesmo que tá na que fez a cirurgia que eu contei, todo mundo perguntando, se mobilizando para dar apoio para ela, né, no pós cirúrgico. Então, porque nós cremos que o Espírito Santo mesmo constrói esse elo e constrói essa amizade que possibilita a caminhada ser verdadeira, ser autêntica e ser profunda. >> Bem, eu disse para vocês que eu já tô me sentindo um cara de 80 anos em tempo caminhado. Então a gente vai perdendo assim a vergonha de dar umas dicas meio complicadas. Então vou te dar uma dica, uma sugestão, não é nem uma dica. Põe a turma do clube do livro para estudar um bom livro discipulado e vai falando para elas assim: "Quem sabe ao final disso a gente não busca uma capacitação e cada uma de nós vai discipular duas, três mulheres." O que que vocês acham disso? e manda bala. Vai ser bção. Depois você vai me dar o testemunho. >> Meu nome é Jorcelino, sou bastante cava. Eh, nós começamos o singular vida recentemente com dois pequenos grupos. Eu já estou preocupado com a próxima etapa. Tem tem a ver com do live on life. Eu participei de uma eh de um curso online que vocêou você falou da sua dificuldade de treinamento, de abrir novas clínicas. Eu até perguntei o estado aqui em São Paulo. Você falou que eh não tem previsão nos próximos dois anos. Eu quero saber se esse cenário já já melhorou, já mudou, porque eu tô preocupado com a próxima etapa do meu personagem. >> Visionário, né, irmã? >> Isso aí. Muito bom. >> Ó, então, dica prática. Multiplica mais alguns grupos de discipulado vida, amadurece algumas pessoas, cria a cultura, prega sobre Jesus. Como Jesus foi o discipulador, não é? Supremo. E vai passar um ano e pouquinho aí, agora não são mais dois anos não, e a gente volta para São Paulo para começar um novo ciclos. Só para vocês saberem, hoje a gente tá treinando eh com duas equipes, São Paulo capital e uma na região de Campinas. Então, nós estamos meio que no limite do que a gente dá p de fazer. Temos que terminar esse ciclo para ajudar novas igrejas. Aí, aí o irmão perguntou sobre Life Live, tá, pessoal? pessoal? Ah, acho que teve aqui primeiro, depois a gente vai para cá. Pode ser aqui, né? Per. Per. >> Sim. >> Paulo Gustavo, pastor da igreja brasperiana de Capela do Alto Alegre na Bahia. Eh, minha pergunta é assim: "Eu tenho alguns traumas, por exemplo, cal cal >> Hum, >> por conta, acho que a diferença cultural, cultural, >> entendo, >> da Coreia aplicada na indisciplina comum comum >> brasileira, >> que do contexto onde eu venho, meus traumas Um, claro que passa por alguém lidando com seus pecados, mas o pastor mal intencionado divide uma igreja grande grande num presupere próximo a mim. Eu acompanho e choro com isso. Dois. Dois. Ah, tentamos, inclusive usando o próprio livro lá, chamados para acordar o leiro e lidamos nessa igreja que eu pastoreava uns 8 anos. atrás. Ah, com a liderança não abraça. Pela segunda vez eu lidei com isso na igreja anterior à igreja que eu estou pastoreando. Eu estou pastoreando essa igreja há se meses, né? E vejo como uma resposta de oração para mim. Preciso aplicar isso. Entendo que a igreja está no momento de vivenciar isso, né? Mas na igreja anterior que eu estava, a liderança simplesmente não abraçava, né? É uma situação assim, a igreja precisando de revitalização, a a igreja porta na realidade já sem sem condição de de subsistir. E a gente dizendo, e eu tentando mostrar para eles que o caminho é por meio de relacionamento, grupo familiar e a as pessoas tentando replicar discipulado. Eh, uma, eu queria uma dica prática, além da pregação do culto, que motivasse essa liderança a abraçar, a abraçar, né, até utilizando do abraçar o projeto >> e e seguir >> porque realmente eu tenho esbarrado >> primeiro eu quero louvar a Deus pelo seu coração, sua disposição, porque apesar das situações que você mesmo escreveu como traumático, você tá aqui, tá aqui >> e você tá buscando direção da parte do Senhor. Então, louvado seja Deus por isso. >> Glória a Deus. Segundo qualquer modelo, se fizermos um modelo totalmente brasileiro, existem alguns, eles vão precisar de adequação pro contexto da igreja local, pro contexto da da região e assim por diante. Por isso que eu não tenho dificuldade. O pessoal fala assim: "É, você tem um modelo americano?" Não, não tenho uma bom dela americana. Eu aprendi muito com os coreanos, tô aprendendo com os americanos e tô tentando aprender com com o nosso povo brasileiro que tem suas suas peculiaridades, como você citou algumas aí. Então, a gente tem que fazer adequação e às vezes num primeiro momento a gente ainda não tem a experiência para fazer isso da maneira, diríamos assim, com maior jogo de cintura. Terceiro, liderança. Se não atrapalhar, tá bom, irmão, >> fica tranquilo. Se não atrapalhar, gente, tal, tô com uma ferramenta aqui da Pecon, nós vamos começar um treinamento, tal, tal, tal. Vamos embora. Pode ir, pastor. Vai. >> Glória a Deus. >> E deixa os irmãos na mão do Senhor. Aí o que que você vai fazer? Você vai começar a olhar na igreja aqueles irmãos que estão com sede de crescer em Jesus. Aí você vai separar esses e você vai discipulá-los. Provavelmente com o coração que você tem sendo fiel nisso, essas pessoas vão florescer. Aí podem acontecer duas coisas. Eles vão começar a mudar o coração da liderança ou a liderança vai se ilumar. Se isso acontecer, a gente vai orar por você para Deus tratar essa liderança, liderança, não é? não é? Mas de algum modo a igreja vai mudar. A igreja vai mudar porque o que tem que mudar primeiro? Tava estudando, vou pregar amanhã de manhã em Josias e eu estava estudando, me veio uma coisa, a mente. A gente só muda as estruturas se primeiro mudar o coração. Veio depois de dois reinados de reis ímpios, Israel tem um renovo espiritual. Por quê? Porque Deus levanta um menino de 8 anos para ser rei, que tinha o coração segundo o Senhor. Então, se você ajudar alguns irmãos a florescerem, crescerem, deixa que eles vão ser as testemunhas e Deus vai trabalhar a igreja. >> Amém. >> Acho que o discipulado vida é uma boa ferramenta para um começo mais tranquilo. >> Onde tem? Só pedir o treinamento da Pecom paraa sua região. Treinamento é curto, é diferente do C, é diferente do Life Life. É um treinamento de 5 horas, você já tem uma certa experiência, você vai aplicar. Lembra, se a liderança não atrapalhar, tá bom? Fica feliz, não tenta convencer o povo que tá lá muito tempo. Trabalha a vida dos que são ensináveis, entendeu? Usa essa ferramenta aqui, ó. Vai ser boa. Vai ser boa, mas curta. compromisso mais surto, não tão profundo logo de cara, como por exemplo é o C, o próprio Life Life. E aí você começa a mudar essa cultura e aí continua pregando também >> sobre discipulado. Gente, eu não sei se foi aqui atrás, foi ali e depois aqui, né? Isso mesmo. >> Cíntia, Igreja Presbiteriana Centralí, Minas Gerais, ea esposa. >> Claro. Vamos lá. Vem cá, meu bem. Eu queria saber como que você depois que você curou, já entendeu quem são as pessoas que você vai trabalhar no discipulado, como que é feito esse convite, como que você expõe a proposta do discipulada? Eh, a gente procura ser muito informal, né, e bem relacional. Então, na verdade, ainda no processo de oração, eu procuro me aproximar delas, porque muitas delas eu também não tenho eh intimidade, né? é algo que o Senhor vai colocar no coração e essa intencionalidade tem que tá presente. E aí são conversas muito diretas, objetivas, em que eu falo simplesmente, ó, eu gostaria de investir na sua vida para você crescer mais na fé, pra gente crescer juntas, né, na verdade, porque isso é real. Eu cresço muito com elas e e para isso nós vamos ter a ideia a gente ter encontros semanais, a gente estudar uma apostila juntas que tá com base na Bíblia, então fazer um encontro eh bem informal mesmo, mas ao mesmo tempo intencional e objetivo. Expondo isso, eu dou abertura para elas falarem dos receios que elas têm ou dos anseios também, né? Porque claro que às vezes tem aquela preocupação e às vezes preocupações básicas, eh, tipo, ah, mas com quem que eu vou deixar meu filho, né? Ou então outras preocupações espirituais mais profundas. E nós vamos conversando dessa forma. Outra coisa que é muito importante ser feito é com as casadas é ter um contato com o esposo, pelo menos um contato dizendo: "Ó, tô convidando sua esposa para fazer parte disso com a gente, comigo, com um outro grupo. É um grupo de confidencialidade, é um grupo em que o seu nome não vai ser difamado, em que o seu nome não vai ser ridicularizado. O meu objetivo é de fato ajudar a sua esposa a ser uma cristã mais madura e isso vai se refletir no seu lar, né? Então >> isso para ter o apoio, né? >> É para ter o apoio do marido, porque às vezes a gente depara com pessoas que não eh ou que os maridos não são cristãos ou que não querem, né? Simplesmente por quaisquer motivos não querem, mas é de modo bem modo bem >> relacional mesmo, tá? Só, só rapidinho esses encontros aí, que horário que que você faz? você faz? >> Ah, isso aí depende da disponibilidade minha, né, nossa, como líder e das pessoas. Então, no meu caso, os encontros são terça-feira à tarde, mas tem grupo que encontra à noite, tem grupo que encontra de manhã, tem grupo que é no fim de semana. Isso aí vai muito da disponibilidade de todos de um acordo.
Pontuação Geral
95
/100
Análise baseada na tradição Reformada / Calvinista
Uma exposição bíblica e prática sobre a importância do discipulado intencional, alinhada à teologia reformada, com pequena necessidade de equilíbrio para não ofuscar outros meios de graça.
Tema principal:
A importância do discipulado intencional e relacional para que a igreja cumpra a missão de fazer discípulos.
Pontuações de 0 a 100. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
A mensagem é ricamente baseada nas Escrituras, com princípios claramente extraídos do texto bíblico e sem distorções do ensino bíblico.
Hermenêutica
Os textos citados são interpretados em seu contexto, com aplicação legítima ao tema do discipulado.
Precisão Teológica
Não foram identificados erros doutrinários; a teologia reformada é representada com fidelidade (sacerdócio universal, maturidade, modelo de Jesus).
Compreensão Contextual
O contexto de um congresso e a necessidade de ferramentas práticas são bem considerados. A única ressalva é a tendência a tornar o discipulado estruturado como solução quase exclusiva.
Aplicação Prática
Oferece passos concretos, utiliza acróstico VIDA, menciona materiais e treinamento disponíveis, e responde perguntas com orientações realistas.
Clareza do Evangelho
O evangelho está implícito na chamada à evangelização e no processo da descrença para a crença, mas não há uma exposição explícita da obra de Cristo, arrependimento e fé. Em uma oficina sobre discipulado, isso é compreensível, mas uma lembrança do fundamento do evangelho teria enriquecido.
Nestas dimensões, pontuações menores indicam melhor resultado.
Nível de Eisegese
Praticamente nula; o pregador deixa o texto falar, sem forçar significados alheios.
Risco de Heresia
Mínimo. Nenhum ponto essencial da fé cristã é negado ou distorcido. Apenas uma possível extrapolação retórica, mas sem risco real de heresia.
...se nós não fazemos isso, na verdade nós estamos incorrendo num erro histórico.
Problema: A frase sugere que todo modelo de igreja que não adota o discipulado relacional intensivo está em erro histórico, o que pode ser uma generalização exagerada, já que há diversas formas legítimas de cumprir a Grande Comissão.
Risco pastoral: Pode gerar culpa indevida ou desprezo por outras expressões eclesiásticas fiéis que enfatizam mais a pregação, os sacramentos e o cuidado pastoral sem pequenos grupos estruturados.
Sugestão: Afirmar que o discipulado intencional é um elemento vital e bíblico, mas reconhecer que a aplicação pode variar conforme o contexto e que o culto público, a pregação e os sacramentos permanecem centrais no amadurecimento do corpo.
O discipulado instrumental não invalida tudo aquilo que nós fazemos como corpo de Cristo...
Equilíbrio bíblico: Embora o pregador afirme que não invalida, a ênfase intensa da oficina pode, na prática, ofuscar a primazia do culto público e da pregação como instrumentos instituídos por Cristo para edificar a igreja. A teologia reformada sempre destacou que o discipulado pessoal flui e é sustentado pela graça recebida nos meios ordinários, não os substitui.
Se Deus despertasse as igrejas dessa denominação para terem isso como o centro do seu ministério...
Equilíbrio bíblico: O centro do ministério da igreja é a glória de Deus na edificação do corpo de Cristo, que se expressa de múltiplas formas (adoração, comunhão, serviço, proclamação). O discipulado é uma dimensão crucial, mas não deve ser absolutizado como se fosse o único ou supremo elemento.
Chamado bíblico ao sacerdócio universal e à responsabilidade de todos os crentes no ministério.
Ele designou líderes com o fim de preparar os santos para a obra do ministério. A obra do ministério é de quem? Dos santos.
Impacto: Corrige o clericalismo e mobiliza a igreja para a missão, gerando saúde e crescimento orgânico.
Ênfase no modelo relacional e encarnacional de Jesus.
Jesus é o modelo supremo... Marcos 3:14 diz que ele separou os 12 primeiro para estarem com eles.
Impacto: Redireciona o foco de programas e currículos para vidas compartilhadas, o que promove profundidade e autenticidade.
Oferta de ferramentas práticas e caminho progressivo (Discipulado Vida) com reconhecimento da necessidade de adaptação cultural.
O currículo é só um trilho... a gente tem que fazer adequação e às vezes num primeiro momento a gente ainda não tem a experiência...
Impacto: Facilita a implementação sem engessar, encorajando igrejas a darem passos concretos a partir de sua realidade.
Testemunho pessoal e familiar de discipulado, incluindo a participação da esposa.
Nair, minha esposa... é uma discipuladora muito mais hábil do que eu...
Impacto: Humaniza a mensagem e demonstra que o discipulado é possível para pessoas comuns, com resultados visíveis.
Tema principal:
A importância do discipulado intencional e relacional para que a igreja cumpra a missão de fazer discípulos.
Tom pastoral:
Encorajador, visionário, motivacional e prático, buscando inspirar pastores e membros a adotarem o discipulado como estilo de vida.
O discipulado intencional produz impacto transformador na vida de famílias e gerações, como ilustrado pela história do médico e da família carente.
Suporte: Relato do médico que investiu semanalmente na vida de uma família, gerando líderes cristãos e frutos duradouros.
O modelo bíblico para a igreja é de líderes que capacitam todos os santos para a obra do ministério, visando à maturidade espiritual.
Suporte: Citação e exposição de Efésios 4:11-13, destacando que o ministério não é exclusivo do clero, mas de todo o povo de Deus.
Textos:
É necessário um processo intencional de formação espiritual (da descrença à crença, da crença à membresia/maturidade, e da maturidade ao engajamento multiplicador).
Suporte: Apresentação do currículo 'Discipulado Vida' e de etapas claras de crescimento, com ferramentas da APECOM.
Para implementar o discipulado, devemos seguir passos práticos: Voltar-se ao modelo de Jesus, Investir em relacionamentos intencionais, Disponibilizar tempo e treinamento, Avançar na prática com compromisso.
Suporte: Uso do acróstico VIDA e conselhos práticos, como começar com os ensináveis, usar materiais da APECOM e adequar à realidade local.
Uso Contextual
Usado corretamente no contexto, destacando o propósito dos dons ministeriais para equipar os santos e promover a unidade e maturidade do corpo de Cristo.
Questões Exegéticas
Nenhum problema significativo. A interpretação de 'apóstolos e profetas' pode levantar debates denominacionais (cessacionismo vs. continuacionismo), mas não afeta o ponto principal extraído.
Leitura Sugerida
A ênfase na capacitação de todos os crentes para o ministério é fiel ao texto, que coloca os líderes como treinadores do povo de Deus.
Uso Contextual
Usado corretamente como base para o modelo relacional de discipulado de Jesus (primeiro 'estar com eles').
Questões Exegéticas
Nenhum.
Leitura Sugerida
Reforça a necessidade de investimento de tempo e intimidade na formação de discípulos.
Uso Contextual
Usado apropriadamente para mostrar o resultado visível do andar com Jesus, confirmando a transformação pelo discipulado.
Questões Exegéticas
Nenhum.
Leitura Sugerida
O texto ilustra bem o fruto do discipulado intensivo de Cristo.
Diagnóstico geral:
Boa com ressalvas
Incluir sempre o fundamento do evangelho da graça ao falar de discipulado, para evitar que a prática se torne um novo legalismo.
Equilibrar a ênfase no discipulado relacional com a centralidade da pregação pública e dos sacramentos como meios de graça que alimentam o discípulo.
Evitar generalizações que sugiram que igrejas sem um programa formal de discipulado estejam necessariamente em erro histórico.
Ao apresentar exemplos de grande crescimento (Coreia), cuidar para não gerar uma teologia da prosperidade numérica ou associar automaticamente fidelidade com tamanho de igreja.
Manter a prática de adequação cultural, como já mencionado, reforçando que o modelo deve servir ao povo e não o contrário.
Resumo em uma frase:
Uma exposição bíblica e prática sobre a importância do discipulado intencional, alinhada à teologia reformada, com pequena necessidade de equilíbrio para não ofuscar outros meios de graça.
Esta análise foi realizada considerando a perspectiva teológica da tradição Reformada / Calvinista (Igreja Presbiteriana do Brasil). As pontuações refletem a fidelidade às doutrinas desta tradição específica.