Igreja Esperança
01 de abril de 2026
51min
493 visualizações
Como um dos métodos de tortura mais cruéis e humilhantes inventados pelo homem se transformou no maior símbolo de vitória e esperança da história da humanidade? Neste terceiro episódio da minissérie A Cruz Entre os Pactos, o Pr. Filipe Breder nos leva ao momento central da fé cristã em Mateus 27. Entenda a linha do tempo da redenção: desde a perda da presença de Deus no Éden, passando pelo sacrifício pedagógico da primeira Páscoa no Êxodo e a separação do Santo dos Santos pelo véu no Tabernáculo, até a profecia de Isaías 53 sobre o Servo Sofredor. Descubra o que realmente aconteceu durante as três horas de trevas no Calvário. Jesus não foi apenas assassinado por Roma; Ele voluntariamente tomou o cálice da ira divina, assumindo o abandono e o custo do nosso perdão ("Todo amor verdadeiro é substitutivo"). Veja o impacto cósmico da morte de Cristo: o véu do templo se rasga de cima a baixo, mostrando que o caminho de volta para o Éden e para a presença de Deus está, finalmente, aberto a todos! Você já compreendeu o custo do seu perdão? Deixe o seu 'Gostei' 👍, comente a sua reflexão e compartilhe esta mensagem transformadora! 🔔 INSCREVA-SE no canal e ative o sininho para acompanhar o encerramento desta minissérie no próximo domingo com a Ressurreição! ▶️ NAVEGUE PELA MENSAGEM (CAPÍTULOS): 00:00:00 - Leitura Bíblica: Mateus 27:45-54 00:02:36 - O Paradoxo: Como a Cruz se Tornou Símbolo de Vitória? 00:08:49 - A Decepção dos Discípulos e a Explicação de Jesus 00:09:48 - Éden: Fomos Criados para a Presença de Deus 00:15:06 - O Êxodo e a Primeira Páscoa: O Cordeiro Substituto 00:18:24 - O Tabernáculo e a Separação do Santo dos Santos 00:27:19 - Isaías 53: O Servo Sofredor 00:33:00 - As Trevas ao Meio-Dia: O Juízo de Deus 00:36:59 - O Custo do Perdão: Todo Amor Real é Substitutivo 00:41:00 - "Deus meu, por que me desamparaste?" 00:45:25 - O Véu se Rasga: O Caminho está Aberto 00:48:01 - A Confissão do Centurião Romano 00:49:51 - Oração Final ▶️ CONECTE-SE COM A IGREJA ESPERANÇA • Instagram: https://www.instagram.com/esperanca.igreja/ • Spotify: Https://open.spotify.com/show/7x7o7VRQifLYTzs0nEimpt?si=6pI63wdVTny9dzTQl4qNHg • Outras plataformas: http://bit.ly/igrejaesperanca ❤️ APOIE ESTE MINISTÉRIO Sua doação nos ajuda a continuar espalhando a Palavra de Deus. PIX (CNPJ): 10.703.989/0001-53 Ou se preferir, via depósito: Igreja Esperança CNPJ: 10.703.989/0001-53 Banco Itaú Agência: 0937 C. Corrente: 43347-2 #ACruzEntreOsPactos #ACruz #Mateus27 #FilipeBreder #IgrejaEsperanca
Mateus capítulo 27, nós leremos a partir do versículo 45. do versículo 45. Nós estamos numa minisérie de sermões Nós estamos numa minisérie de sermões pascais, pascais, relembrando ou meditando nos principais relembrando ou meditando nos principais eventos da paixão de Cristo, passando eventos da paixão de Cristo, passando pela última ceia, pelo Getsemman, no nos pela última ceia, pelo Getsemman, no nos domingo passado. Hoje falaremos sobre a domingo passado. Hoje falaremos sobre a cruz e no domingo que vem nós cruz e no domingo que vem nós terminaremos, enfim, com vida, terminaremos, enfim, com vida, ressurreição. ressurreição. E convido-te, hoje nós falaremos E convido-te, hoje nós falaremos especificamente sobre a cruz de Jesus. especificamente sobre a cruz de Jesus. No capítulo 27, a partir do versículo No capítulo 27, a partir do versículo 45. Jesus já está aqui crucificado, 45. Jesus já está aqui crucificado, prestes a morrer. E nós falaremos sobre prestes a morrer. E nós falaremos sobre isso. Diz assim a palavra do Senhor: isso. Diz assim a palavra do Senhor: "A partir do meio-dia, houve trevas "A partir do meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até às 3 horas da sobre toda a terra até às 3 horas da tarde. Por volta das 3 horas da tarde, tarde. Por volta das 3 horas da tarde, Jesus clamou em alta voz, dizendo: Eli, Jesus clamou em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemabctani." Eli, lemabctani." Isso quer dizer: Deus meu, Deus meu, por Isso quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? que me desamparaste? Alguns dos que estavam ali ouvindo isso Alguns dos que estavam ali ouvindo isso diziam: "Ele chama por Elias". E logo um diziam: "Ele chama por Elias". E logo um deles correu a buscar uma esponja e deles correu a buscar uma esponja e tendo-a embebido em vinagre e colocado tendo-a embebido em vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe de beber. na ponta de um caniço, deu-lhe de beber. Os outros, porém, diziam: "Espere! Os outros, porém, diziam: "Espere! Vejamos se Elias vem salvá-lo". E Jesus, Vejamos se Elias vem salvá-lo". E Jesus, clamando outra vez em alta voz, entregou clamando outra vez em alta voz, entregou o seu espírito. Eis que o vé do o seu espírito. Eis que o vé do santuário se rasgou em duas partes, de santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo, e a terra tremeu, e as alto a baixo, e a terra tremeu, e as rochas se partiram, e os túmulos se rochas se partiram, e os túmulos se abriram, e muitos dos corpos dos santos abriram, e muitos dos corpos dos santos já falecidos ressuscitaram. E saindo dos já falecidos ressuscitaram. E saindo dos túmulos, depois da ressurreição de túmulos, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. O centurião e os apareceram a muitos. O centurião e os que guardavam Jesus, vendo o terremoto e que guardavam Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se passava, ficaram possuídos tudo o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: de grande temor e disseram: Verdadeiramente Verdadeiramente este é o filho de Deus. Feche seus este é o filho de Deus. Feche seus olhos. Oremos mais uma vez. Pai, olhos. Oremos mais uma vez. Pai, nos dê graça de entendermos a tua nos dê graça de entendermos a tua palavra, de entendermos o significado da palavra, de entendermos o significado da cruz. cruz. me ajude particularmente a expor me ajude particularmente a expor fielmente a tua mensagem, pai, no nome fielmente a tua mensagem, pai, no nome poderoso de Jesus. poderoso de Jesus. Amém. Amém. Meus irmãos, você já parou para pensar Meus irmãos, você já parou para pensar como é que a cruz se tornou um símbolo como é que a cruz se tornou um símbolo de vitória? de vitória? Porque isso é muito contraproducente, Porque isso é muito contraproducente, é um grande paradoxo. é um grande paradoxo. Nós estamos acostumados a ver cruz por Nós estamos acostumados a ver cruz por todos os lados. A cruz se tornou um todos os lados. A cruz se tornou um símbolo da religião cristã. Nós símbolo da religião cristã. Nós carregamos a cruz em nossas Bíblias. Nós carregamos a cruz em nossas Bíblias. Nós carregamos a cruz em tatuagens em nossos carregamos a cruz em tatuagens em nossos corpos. Nós carregamos a cruz em corpos. Nós carregamos a cruz em pigentes. Até mesmo os roqueiros góticos pigentes. Até mesmo os roqueiros góticos gostam da cruz. E nós temos inclusive a gostam da cruz. E nós temos inclusive a cruz aqui no nosso púlpito. E, mas não cruz aqui no nosso púlpito. E, mas não sei se você já parou para pensar, isso sei se você já parou para pensar, isso não faz muito sentido. Como que um não faz muito sentido. Como que um símbolo de tortura e morte se torna um símbolo de tortura e morte se torna um símbolo de vitória? O Johnny Stort faz símbolo de vitória? O Johnny Stort faz uma analogia que é como se nós uma analogia que é como se nós andássemos orgulhosamente pelas ruas andássemos orgulhosamente pelas ruas carregando em nossos pingentes uma carregando em nossos pingentes uma cadeira elétrica ou então o símbolo da cadeira elétrica ou então o símbolo da forca. Como é que um símbolo de tortura forca. Como é que um símbolo de tortura e morte se torna um símbolo de vitória? e morte se torna um símbolo de vitória? O que fez com que os primeiros cristãos O que fez com que os primeiros cristãos olhassem por uma morte de cruz e olhassem por uma morte de cruz e entendesse, interpretassem essa morte de entendesse, interpretassem essa morte de cruz como algo bom? Até porque a cruz cruz como algo bom? Até porque a cruz era terrível. A morte por crucificação era terrível. A morte por crucificação não foi inventada pelos romanos. Os não foi inventada pelos romanos. Os romanos, durante a sua expansão, romanos, durante a sua expansão, encontraram a morte por crucificação e encontraram a morte por crucificação e aderiram esse tipo de tortura e método aderiram esse tipo de tortura e método de morte. Era um dos mais terríveis de morte. Era um dos mais terríveis métodos de morte existente. Com certeza métodos de morte existente. Com certeza o mais cruel de todos. Porque a morte de o mais cruel de todos. Porque a morte de cruz, ela era uma morte humilhante e que cruz, ela era uma morte humilhante e que não matava a pessoa imediatamente. A não matava a pessoa imediatamente. A morte de cruz era uma morte onde as morte de cruz era uma morte onde as vítimas demoravam dias [roncando] para vítimas demoravam dias [roncando] para morrer. Geralmente a morte não era morrer. Geralmente a morte não era causada, primeiramente, digamos, pela causada, primeiramente, digamos, pela cruz, mas a morte era causada por cruz, mas a morte era causada por desnutrição, por fome, insolação, desnutrição, por fome, insolação, sangramento, por agonia durante dias até sangramento, por agonia durante dias até que a pessoa morresse. Era um método que a pessoa morresse. Era um método terrível. onde a vítima era humilhada, terrível. onde a vítima era humilhada, despida, colocada de costas sobre a despida, colocada de costas sobre a cruz. Suas seus braços, as suas mãos cruz. Suas seus braços, as suas mãos eram pregadas numa madeira horizontal, eram pregadas numa madeira horizontal, enquanto os seus pés eram pregados numa enquanto os seus pés eram pregados numa madeira vertical. A cruz era levantada e madeira vertical. A cruz era levantada e a pessoa ficava ali exposta por dias, a pessoa ficava ali exposta por dias, agonizando, [roncando] agonizando, [roncando] muitas vezes morrendo de desnutrição ou muitas vezes morrendo de desnutrição ou até mesmo asfixia, falta de ar por muito até mesmo asfixia, falta de ar por muito tempo. E era um método muito cruel e tempo. E era um método muito cruel e comum no império romano. Mas era algo comum no império romano. Mas era algo tão cruel, tão terrível, que inclusive tão cruel, tão terrível, que inclusive Cícero, um dos famosos oradores romanos, Cícero, um dos famosos oradores romanos, dizia que a própria palavra cruz não dizia que a própria palavra cruz não deveria, não deveria passar nem mesmo deveria, não deveria passar nem mesmo pelo pensamento de um cidadão romano, de pelo pensamento de um cidadão romano, de tão cruel que era. Nenhum cidadão romano tão cruel que era. Nenhum cidadão romano era condenado por morte de cruz, a não era condenado por morte de cruz, a não ser que o crime dele fosse muito ser que o crime dele fosse muito terrível ou uma alta traição. A cruz era terrível ou uma alta traição. A cruz era especificamente destinada a estrangeiros especificamente destinada a estrangeiros revoltados ou revoltas, pessoas que se revoltados ou revoltas, pessoas que se rebelavam contra o império romano, rebelavam contra o império romano, criminosos terríveis. E os judeus na criminosos terríveis. E os judeus na época de Jesus estavam muito habituados época de Jesus estavam muito habituados com a cruz, porque a cruz era o método com a cruz, porque a cruz era o método comum de morte utilizado pelo Império comum de morte utilizado pelo Império Romano. Centenas de pessoas morriam Romano. Centenas de pessoas morriam diariamente por métodos de crucificação. diariamente por métodos de crucificação. Tanto é que quando Jesus diz: "Aquele Tanto é que quando Jesus diz: "Aquele que quiser vir após mim, tome a sua cruz que quiser vir após mim, tome a sua cruz e siga-me". Na época que os discípulos e siga-me". Na época que os discípulos ouviram isso, eles entenderam ouviram isso, eles entenderam imediatamente o que é que significava a imediatamente o que é que significava a morte de cruz. Uma morte humilhante, morte de cruz. Uma morte humilhante, terrível. Para vocês terem uma ideia, no terrível. Para vocês terem uma ideia, no ano 71 depois de Cristo, houve uma ano 71 depois de Cristo, houve uma grande revolta em Roma que ficou grande revolta em Roma que ficou conhecida como a revolta de Espárto. E conhecida como a revolta de Espárto. E Roma venceu essa revolta, que foi uma Roma venceu essa revolta, que foi uma rebelião para tentar destruir o Império rebelião para tentar destruir o Império Romano. Roma venceu e eles pegaram 6.000 Romano. Roma venceu e eles pegaram 6.000 escravos que foram capturados nessa escravos que foram capturados nessa batalha, nessa revolta, e crucificaram batalha, nessa revolta, e crucificaram 6.000 1000 pessoas ao longo da Via Ápia 6.000 1000 pessoas ao longo da Via Ápia de 200 km. Havia uma cruz com uma pessoa de 200 km. Havia uma cruz com uma pessoa morta a cada cerca de 30 m durante 200 morta a cada cerca de 30 m durante 200 km. Imagina a morte de cruz. Ela era km. Imagina a morte de cruz. Ela era banal, banal. E aí você para para pensar banal, banal. E aí você para para pensar o que teve de diferente na morte de o que teve de diferente na morte de Jesus que fez com que ele se tornasse Jesus que fez com que ele se tornasse não apenas uma derrota humilhante, mas não apenas uma derrota humilhante, mas uma vitória tremenda. O que é que uma vitória tremenda. O que é que aconteceu para que os primeiros cristãos aconteceu para que os primeiros cristãos passassem a interpretar a morte de Jesus passassem a interpretar a morte de Jesus como algo vitorioso? Até porque logo como algo vitorioso? Até porque logo após a morte de Jesus na cruz, os após a morte de Jesus na cruz, os próprios discípulos não entenderam o que próprios discípulos não entenderam o que aconteceu. Os próprios discípulos aconteceu. Os próprios discípulos ficaram desolados porque a humilhação é ficaram desolados porque a humilhação é tamanha e a cruz tinha esse significado. tamanha e a cruz tinha esse significado. A cruz não era só para matar a pessoa, A cruz não era só para matar a pessoa, era para deixar realmente a pessoa era para deixar realmente a pessoa pendurada lá para que servisse de modelo pendurada lá para que servisse de modelo para todos que habitavam no império para todos que habitavam no império romano. Olha o que pode acontecer com romano. Olha o que pode acontecer com você caso você enfrente Roma. Era isso você caso você enfrente Roma. Era isso que significava crucificação. E os que significava crucificação. E os discípulos estavam desolados. Tanto é discípulos estavam desolados. Tanto é que tem uma passagem muito interessante que tem uma passagem muito interessante no livro de Lucas, no capítulo 24, que no livro de Lucas, no capítulo 24, que logo após a ressurreição de Jesus, os logo após a ressurreição de Jesus, os discípulos ainda não estavam acreditando discípulos ainda não estavam acreditando que Jesus pudesse ter realmente que Jesus pudesse ter realmente ressuscitado. E dois desses discípulos ressuscitado. E dois desses discípulos estavam voltando cabes baixos, estavam voltando cabes baixos, decepcionados com a morte de Jesus para decepcionados com a morte de Jesus para Emaús. Tanto é que Jesus aparece Emaús. Tanto é que Jesus aparece ressuscitado. A esses dois discípulos ressuscitado. A esses dois discípulos eles não reconhecem porque o corpo eles não reconhecem porque o corpo glorificado de Jesus tinha uma certa glorificado de Jesus tinha uma certa peculiaridade. Nós vamos falar mais peculiaridade. Nós vamos falar mais sobre a ressurreição no domingo que vem. sobre a ressurreição no domingo que vem. Mas aí Jesus pergunta para aqueles Mas aí Jesus pergunta para aqueles discípulos: "O que é que tá discípulos: "O que é que tá acontecendo?" acontecendo?" E os discípulos indignados, indignados, E os discípulos indignados, indignados, entristecidos. Você não ouviu o que entristecidos. Você não ouviu o que aconteceu em Jerusalém? Nós pensávamos aconteceu em Jerusalém? Nós pensávamos que ele era o Messias. Nós achávamos que que ele era o Messias. Nós achávamos que ele era o nosso Salvador, mas morreu. ele era o nosso Salvador, mas morreu. Foi crucificado de forma humilhante numa Foi crucificado de forma humilhante numa cruz. Ao que Jesus responde de forma cruz. Ao que Jesus responde de forma surpreendente no versículo 25. Como surpreendente no versículo 25. Como vocês são insensatos e demoram para crer vocês são insensatos e demoram para crer em tudo que os profetas disseram. Não é em tudo que os profetas disseram. Não é verdade que o Cristo tinha de sofrer verdade que o Cristo tinha de sofrer para entrar na sua glória? E começando para entrar na sua glória? E começando por Moisés e todos os profetas, por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as escrituras. Algo dele em todas as escrituras. Algo surpreendente acontece aqui. Jesus diz: surpreendente acontece aqui. Jesus diz: "Vocês não entenderam? Todas as "Vocês não entenderam? Todas as escrituras, desde Moisés, os profetas, escrituras, desde Moisés, os profetas, os salmos, os livros poéticos, todo o os salmos, os livros poéticos, todo o Antigo Testamento dizia a respeito desse Antigo Testamento dizia a respeito desse Jesus e de que ele precisava sofrer. Jesus e de que ele precisava sofrer. E aí é interessante como é que Jesus E aí é interessante como é que Jesus consegue fazer essa conexão de que todo consegue fazer essa conexão de que todo o Antigo Testamento falava sobre o o Antigo Testamento falava sobre o sofrimento do Messias e por que o sofrimento do Messias e por que o Messias precisava sofrer para trazer Messias precisava sofrer para trazer algum tipo de resgate, de libertação. É algum tipo de resgate, de libertação. É isso que nós vamos tentar descobrir isso que nós vamos tentar descobrir hoje, como toda a história bíblica hoje, como toda a história bíblica aponta para esse momento de uma morte aponta para esse momento de uma morte humilhante. E qual é o significado dessa humilhante. E qual é o significado dessa morte humilhante? Para isso, nós morte humilhante? Para isso, nós precisamos voltar no começo da história, precisamos voltar no começo da história, porque a Bíblia nos conta uma única porque a Bíblia nos conta uma única grande história. E nós voltamos para grande história. E nós voltamos para Gênesis, Gênesis, o ato da criação. E se nós pudéssemos o ato da criação. E se nós pudéssemos resumir toda a criação de Deus e o resumir toda a criação de Deus e o propósito da criação de Deus em uma propósito da criação de Deus em uma frase, eu me aproprio, portanto, do frase, eu me aproprio, portanto, do catecismo de Westminster, que diz que o catecismo de Westminster, que diz que o fim, o propósito supremo do homem é fim, o propósito supremo do homem é glorificar a Deus e gozá-lo plena e glorificar a Deus e gozá-lo plena e eternamente. eternamente. O John Piper, ele meio que retraduz essa O John Piper, ele meio que retraduz essa frase em outra linguagem, dizendo que frase em outra linguagem, dizendo que Deus é mais glorificado em nós quando Deus é mais glorificado em nós quando nós estamos mais satisfeitos nele. Que nós estamos mais satisfeitos nele. Que sentido? O propósito para o qual Deus sentido? O propósito para o qual Deus criou o ser humano era para que nós, criou o ser humano era para que nós, seres humanos, pudéssemos gozá-lo, ter seres humanos, pudéssemos gozá-lo, ter prazer nele, viver com ele, ter presença prazer nele, viver com ele, ter presença de Deus para sempre. E nisso o próprio de Deus para sempre. E nisso o próprio Deus é glorificado. Esse é o propósito Deus é glorificado. Esse é o propósito da criação. Na verdade, nós vemos que da criação. Na verdade, nós vemos que quando Deus cria o mundo na linguagem de quando Deus cria o mundo na linguagem de Gênesis, fica claro que a criação toda é Gênesis, fica claro que a criação toda é como se fosse o grande templo cósmico de como se fosse o grande templo cósmico de Deus, um templo onde Deus desejava Deus, um templo onde Deus desejava habitar com a sua criação. mundo antigo. habitar com a sua criação. mundo antigo. E o Regis já falou muito bem isso aqui E o Regis já falou muito bem isso aqui domingo passado. Se você não assistiu, domingo passado. Se você não assistiu, assista a pregação do domingo passado assista a pregação do domingo passado que vai você vai entender um pouco que vai você vai entender um pouco melhor o que eu tô dizendo aqui. Que no melhor o que eu tô dizendo aqui. Que no mundo antigo as religiões tinham seus mundo antigo as religiões tinham seus templos e eles acreditavam que os deuses templos e eles acreditavam que os deuses habitavam nesses templos. E todos os habitavam nesses templos. E todos os templos tinham dentro dos templos uma templos tinham dentro dos templos uma imagem que representava o Deus a qual imagem que representava o Deus a qual eles adoravam. Não existiam templos eles adoravam. Não existiam templos vazios na antiguidade. Dentro do templo vazios na antiguidade. Dentro do templo sempre tinha uma imagem que sempre tinha uma imagem que representava, simbolizava aquele Deus representava, simbolizava aquele Deus que estava habitando dentro daquele que estava habitando dentro daquele templo. E a linguagem de Gênesis é templo. E a linguagem de Gênesis é interessante porque em Gênesis nós vemos interessante porque em Gênesis nós vemos Deus criando o mundo como se fosse um Deus criando o mundo como se fosse um grande templo. E dentro desse templo ele grande templo. E dentro desse templo ele separam um espaço, um lugar que seria o separam um espaço, um lugar que seria o Santo dos Santos, um jardim, o Éden. O Santo dos Santos, um jardim, o Éden. O Éden é uma linguagem utilizada em Éden é uma linguagem utilizada em Gênesis como se fosse um espaço sagrado, Gênesis como se fosse um espaço sagrado, o Santo dos Santos. E aí, nesse lugar, o Santo dos Santos. E aí, nesse lugar, no Santo dos Santos, o texto diz que no Santo dos Santos, o texto diz que Deus colocou ali uma imagem. Lembra que Deus colocou ali uma imagem. Lembra que todos os templos tinham uma imagem? Deus todos os templos tinham uma imagem? Deus diz: "Façamos o homem, a nossa imagem, diz: "Façamos o homem, a nossa imagem, conforme a nossa semelhança." Adão e Eva conforme a nossa semelhança." Adão e Eva é colocado dentro desse templo de Deus é colocado dentro desse templo de Deus como uma imagem de Deus, como sacerdotes como uma imagem de Deus, como sacerdotes de Deus. E o texto bíblico diz que Deus de Deus. E o texto bíblico diz que Deus habitava com eles. Havia presença de habitava com eles. Havia presença de Deus. Essa era a situação original da Deus. Essa era a situação original da criação. Céu e terra unidos, Deus e criação. Céu e terra unidos, Deus e homem no mesmo espaço. Não havia homem no mesmo espaço. Não havia barreira, não havia vé, não havia barreira, não havia vé, não havia distância. Essa é a condição original da distância. Essa é a condição original da criação. O problema e há um problema que criação. O problema e há um problema que se você olhar ao seu redor, você vê que se você olhar ao seu redor, você vê que nós não vivemos mais nesse paraíso. O nós não vivemos mais nesse paraíso. O problema é que o ser humano abandonou, problema é que o ser humano abandonou, abdicou da sua vocação e tomou para si abdicou da sua vocação e tomou para si mesmo o desejo de ser Deus. Essa foi a mesmo o desejo de ser Deus. Essa foi a tentação da serpente em Gênesis, no tentação da serpente em Gênesis, no capítulo 3. O problema do pecado não foi capítulo 3. O problema do pecado não foi Eva e Adão terem comido de um fruto. O Eva e Adão terem comido de um fruto. O problema é outro. O problema é que a problema é outro. O problema é que a serpente ficou clara. A serpente foi serpente ficou clara. A serpente foi clara. O dia que vocês comerem desse clara. O dia que vocês comerem desse fruto, vocês serão como Deus. Opa, é fruto, vocês serão como Deus. Opa, é isso que eu quero. Eu não preciso de isso que eu quero. Eu não preciso de Deus. Eu dou conta de tomar o rumo e o Deus. Eu dou conta de tomar o rumo e o poder da minha vida, abdicar da minha poder da minha vida, abdicar da minha vocação de glorificar a Deus e servi-lo vocação de glorificar a Deus e servi-lo como sacerdote no seu templo, de como sacerdote no seu templo, de desfrutar da sua presença. E o homem desfrutar da sua presença. E o homem peca. E a partir do momento que o pecado peca. E a partir do momento que o pecado entra na humanidade, o que a Bíblia entra na humanidade, o que a Bíblia chama de idolatria, de abandonar a chama de idolatria, de abandonar a vocação de Deus, deixar de adorar o vocação de Deus, deixar de adorar o criador para adorar as coisas criadas, criador para adorar as coisas criadas, que é a linguagem que Paulo usa em que é a linguagem que Paulo usa em Romanos, a partir do momento que isso Romanos, a partir do momento que isso acontece, Adão e Eva são expulsos do acontece, Adão e Eva são expulsos do jardim. A presença de Deus é perdida. E jardim. A presença de Deus é perdida. E aqui é importante entender o que tá aqui é importante entender o que tá acontecendo. acontecendo. Deus diz que a consequência do pecado é Deus diz que a consequência do pecado é naturalmente a morte, separação completa naturalmente a morte, separação completa de Deus. A consequência natural do de Deus. A consequência natural do pecado é morte. E Adão e Eva foram pecado é morte. E Adão e Eva foram expulsos do jardim. Não só porque Deus expulsos do jardim. Não só porque Deus estava irado e com raiva deles. Eu não estava irado e com raiva deles. Eu não aguento mais você e sai daqui da minha aguento mais você e sai daqui da minha frente. Não era isso que estava frente. Não era isso que estava acontecendo. Acontece que a santidade de acontecendo. Acontece que a santidade de Deus é incompatível com o nosso pecado. Deus é incompatível com o nosso pecado. É de forma natural qualquer pessoa É de forma natural qualquer pessoa impura ou qualquer pecador que abdique impura ou qualquer pecador que abdique da sua vocação e entra na santidade de da sua vocação e entra na santidade de Deus é naturalmente consumido, Deus é naturalmente consumido, destruído. Eu gosto da metáfora que o destruído. Eu gosto da metáfora que o Tinchester usa de que a santidade de Tinchester usa de que a santidade de Deus ela é tão pura. Na verdade, a Deus ela é tão pura. Na verdade, a santidade de Deus ela é tão poderosa que santidade de Deus ela é tão poderosa que ela é radioativa. Ninguém consegue ela é radioativa. Ninguém consegue entrar numa presença de um lugar entrar numa presença de um lugar radioativo. Lembra do acidente eh o radioativo. Lembra do acidente eh o acidente radiológico de de acidente acidente radiológico de de acidente nuclear de Shenobyl. nuclear de Shenobyl. Ninguém consegue entrar na presença de Ninguém consegue entrar na presença de Deus em pecado, porque a sua santidade é Deus em pecado, porque a sua santidade é pura demais. Naturalmente nós somos pura demais. Naturalmente nós somos mortos, consumidos. Qualquer pessoa que mortos, consumidos. Qualquer pessoa que cometeu esse pecado de idolatria, que cometeu esse pecado de idolatria, que abandonou a sobren de Deus, que pecou e abandonou a sobren de Deus, que pecou e que ousa entrar diante da santidade de que ousa entrar diante da santidade de Deus, morre. É naturalmente consumido. É Deus, morre. É naturalmente consumido. É isso que acontece, não consegue, é puro isso que acontece, não consegue, é puro demais. É por isso que Adão e Eva perdem demais. É por isso que Adão e Eva perdem a presença de Deus no jardim. A maior a presença de Deus no jardim. A maior perda não foi o jardim, a maior perda perda não foi o jardim, a maior perda foi a presença de Deus. Foi o que Adão e foi a presença de Deus. Foi o que Adão e Eva deixaram de experimentar. Eles foram Eva deixaram de experimentar. Eles foram exilados. E aí nós vamos paraa segunda exilados. E aí nós vamos paraa segunda grande cena da nossa história, que por grande cena da nossa história, que por ao longo do tempo o próprio Deus, e isso ao longo do tempo o próprio Deus, e isso é maravilhoso nas escrituras, o próprio é maravilhoso nas escrituras, o próprio Deus toma iniciativa de resolver o Deus toma iniciativa de resolver o problema. Ele mesmo promete dizendo que problema. Ele mesmo promete dizendo que ventre da mulher, da semente da mulher, ventre da mulher, da semente da mulher, viria aquele que pisaria a cabeça da viria aquele que pisaria a cabeça da serpente. Ele promete resolver o serpente. Ele promete resolver o problema chamando Abraão e dizendo que problema chamando Abraão e dizendo que por meio dele, da sua descendência, por meio dele, da sua descendência, todas as famílias da terra seriam todas as famílias da terra seriam abençoadas. Deus então escolhe um povo e abençoadas. Deus então escolhe um povo e por meio desse povo, ele inicia um por meio desse povo, ele inicia um projeto de resolver esse problema. projeto de resolver esse problema. Acontece que por uma série de Acontece que por uma série de desventuras, tanto por consequência do desventuras, tanto por consequência do nosso pecado, mas também pela soberania nosso pecado, mas também pela soberania de Deus, esse povo acaba como escravo no de Deus, esse povo acaba como escravo no Egito durante 400 anos. E eles clamavam Egito durante 400 anos. E eles clamavam por liberdade. E nesse tempo que o povo por liberdade. E nesse tempo que o povo estava no Egito clamando por liberdade, estava no Egito clamando por liberdade, nós temos a primeira Páscoa, que é um nós temos a primeira Páscoa, que é um ato central para nós entendermos o poder ato central para nós entendermos o poder da cruz de Jesus. Você não vai entender da cruz de Jesus. Você não vai entender a cruz de Jesus sem entender o que a cruz de Jesus sem entender o que aconteceu no primeiro êxodo. aconteceu no primeiro êxodo. No primeiro êxodo, o povo era escravo no No primeiro êxodo, o povo era escravo no Egito. E Deus, de forma milagrosa, Egito. E Deus, de forma milagrosa, liberta o povo da escravidão, trazendo liberta o povo da escravidão, trazendo 10 pragas. E na décima praga, Deus diz 10 pragas. E na décima praga, Deus diz que exercerá juízo sobre a terra do que exercerá juízo sobre a terra do Egito, porque Deus é santo, Deus é Egito, porque Deus é santo, Deus é justo. Ele derramará juízo sobre a terra justo. Ele derramará juízo sobre a terra do Egito. O problema é que o juízo de do Egito. O problema é que o juízo de Deus alcança todos os pecadores, alcança Deus alcança todos os pecadores, alcança todas as pessoas, inclusive o próprio todas as pessoas, inclusive o próprio povo de Deus. E ele oferece juízo. E o povo de Deus. E ele oferece juízo. E o mesmo Deus oferece libertação. E na mesmo Deus oferece libertação. E na primeira Páscoa, nós vemos Deus e primeira Páscoa, nós vemos Deus e ensinando o povo de forma pedagógica. ensinando o povo de forma pedagógica. Vejam, é impossível ter presença de Deus Vejam, é impossível ter presença de Deus sem que você morra, porque essa é a sem que você morra, porque essa é a consequência natural da queda e do consequência natural da queda e do pecado. E se você deseja desfrutar da pecado. E se você deseja desfrutar da presença de Deus, então de forma presença de Deus, então de forma pedagógica, você precisa entender que pedagógica, você precisa entender que alguém vai morrer no seu lugar para que alguém vai morrer no seu lugar para que você tenha acesso a essa presença de você tenha acesso a essa presença de Deus. Acontece que Deus então institui a Deus. Acontece que Deus então institui a primeira Páscoa, onde na Páscoa um primeira Páscoa, onde na Páscoa um cordeiro deveria ser morto e imolado. O cordeiro deveria ser morto e imolado. O sangue desse cordeiro foi passado nos sangue desse cordeiro foi passado nos batentes das portas e o anjo da morte batentes das portas e o anjo da morte que passou no Egito naquela noite passou que passou no Egito naquela noite passou por cima das casas que tinham sangue do por cima das casas que tinham sangue do cordeiro. Veja, Deus não disse pros cordeiro. Veja, Deus não disse pros israelitas: "Eu não vou eh eh eu não vou israelitas: "Eu não vou eh eh eu não vou exercer juízo sobre vocês porque vocês exercer juízo sobre vocês porque vocês são bons ou porque vocês fizeram por são bons ou porque vocês fizeram por merecer. A casa que tiver o sangue do merecer. A casa que tiver o sangue do cordeiro será poupada. Quando isso cordeiro será poupada. Quando isso acontece, o povo de Deus é libertado acontece, o povo de Deus é libertado milagrosamente do Egito. Nós descobrimos milagrosamente do Egito. Nós descobrimos o propósito pelo qual o êxodo aconteceu, o propósito pelo qual o êxodo aconteceu, que é incrível. Adão e Eva perderam a que é incrível. Adão e Eva perderam a presença de Deus por causa do pecado no presença de Deus por causa do pecado no jardim. E agora, por meio do êxodo, Deus jardim. E agora, por meio do êxodo, Deus está fazendo um movimento de retornar está fazendo um movimento de retornar com a sua glória para o povo. É isso que com a sua glória para o povo. É isso que acontece em Êxodo, no capítulo 25, no acontece em Êxodo, no capítulo 25, no versículo 8, quando Deus diz que versículo 8, quando Deus diz que desejaria construir um tabernáculo. E o desejaria construir um tabernáculo. E o texto diz: "Farão para mim um santuário texto diz: "Farão para mim um santuário para que eu possa habitar no meio para que eu possa habitar no meio deles". Deus possui o desejo de deles". Deus possui o desejo de retornar, de habitar no meio do seu retornar, de habitar no meio do seu povo, porque nós perdemos a presença de povo, porque nós perdemos a presença de Deus, o propósito para o qual nós fomos Deus, o propósito para o qual nós fomos criados de que é gozá-lo para sempre, criados de que é gozá-lo para sempre, desfrutar dele para sempre. Só que o desfrutar dele para sempre. Só que o tabernáculo é construído. Moisés passa tabernáculo é construído. Moisés passa todas aquelas instruções. O tabernáculo todas aquelas instruções. O tabernáculo é construído. Quando o tabernáculo é é construído. Quando o tabernáculo é concluído, o povo tem uma experiência da concluído, o povo tem uma experiência da glória de Deus voltando. Imagina quão glória de Deus voltando. Imagina quão belo isso é. Nós perdemos a glória de belo isso é. Nós perdemos a glória de Deus no jardim do Éden, mas a glória de Deus no jardim do Éden, mas a glória de Deus agora está retornando sobre o Deus agora está retornando sobre o tabernáculo com uma nuvem. E aí no texto tabernáculo com uma nuvem. E aí no texto no de Êxodo, no capítulo 40, no no de Êxodo, no capítulo 40, no versículo 35, o texto diz que Moisés versículo 35, o texto diz que Moisés não podia entrar na tenda do encontro não podia entrar na tenda do encontro porque a nuvem permanecia sobre ela e a porque a nuvem permanecia sobre ela e a glória do Senhor enchiu o tabernáculo. glória do Senhor enchiu o tabernáculo. Percebem o que tá acontecendo aqui? A Percebem o que tá acontecendo aqui? A glória de Deus voltou. Só que ninguém glória de Deus voltou. Só que ninguém pode entrar dentro do tabernáculo. pode entrar dentro do tabernáculo. Porque se alguém entrar diante da glória Porque se alguém entrar diante da glória de Deus, que que acontece? Morte. A de Deus, que que acontece? Morte. A santidade de Deus nos consome. Deus, santidade de Deus nos consome. Deus, então, estabelece um ritual de então, estabelece um ritual de sacrifícios que visava ensinar o povo o sacrifícios que visava ensinar o povo o significado, a importância da santidade significado, a importância da santidade de Deus. Algumas pessoas confundem como de Deus. Algumas pessoas confundem como se Deus tivesse sedento de sangue. Eu se Deus tivesse sedento de sangue. Eu vou explicar mais sobre isso, mas na vou explicar mais sobre isso, mas na verdade Deus está ensinando a seriedade verdade Deus está ensinando a seriedade do pecado. O que que acontece? Deus do pecado. O que que acontece? Deus estabelece então que uma vez por ano, estabelece então que uma vez por ano, uma vez por ano, o sumo sacerdote uma vez por ano, o sumo sacerdote sacrificaria um cordeiro e por meio do sacrificaria um cordeiro e por meio do sangue desse cordeiro, ele poderia sangue desse cordeiro, ele poderia entrar no tabernáculo e atravessar um entrar no tabernáculo e atravessar um véu que separava o santo dos santos. O véu que separava o santo dos santos. O santos dos santos. Dentro do santos dos santos dos santos. Dentro do santos dos santos era o lugar onde simbolicamente santos era o lugar onde simbolicamente estaria a presença de Deus. Só que estaria a presença de Deus. Só que ninguém podia entrar lá. Inclusive é ninguém podia entrar lá. Inclusive é algo interessante. Esse véu que separava algo interessante. Esse véu que separava o Santo dos Santos, o texto bíblico diz o Santo dos Santos, o texto bíblico diz que tinham dois querubins bordados nesse que tinham dois querubins bordados nesse véu. Quando Adão e Eva foram expulsos do véu. Quando Adão e Eva foram expulsos do jardim, a Bíblia diz que um querubim foi jardim, a Bíblia diz que um querubim foi colocado no jardim para proteger a colocado no jardim para proteger a entrada. O símbolo é claro, o jardim entrada. O símbolo é claro, o jardim ainda tá bloqueado. A presença de Deus ainda tá bloqueado. A presença de Deus ainda não pode ser acessada. Acontece ainda não pode ser acessada. Acontece que Deus estabelece então esse ritual que Deus estabelece então esse ritual onde uma vez por ano o sacerdote com o onde uma vez por ano o sacerdote com o sangue do cordeiro podia atravessar sangue do cordeiro podia atravessar aquele véu e entrar na presença de Deus. aquele véu e entrar na presença de Deus. Ele só entrava na presença de Deus Ele só entrava na presença de Deus porque houve um cordeiro substituto que porque houve um cordeiro substituto que morreu no lugar dele para que ele morreu no lugar dele para que ele pudesse entrar nesse Santo dos Santos. E pudesse entrar nesse Santo dos Santos. E aí então o pecado do povo era de certa aí então o pecado do povo era de certa forma redimido. Mas isso não era forma redimido. Mas isso não era conclusivo, isso era parcial. É um conclusivo, isso era parcial. É um retorno parcial da presença de Deus. E o retorno parcial da presença de Deus. E o verdadeiro problema, que é o pecado do verdadeiro problema, que é o pecado do nosso coração, não estava resolvido. nosso coração, não estava resolvido. O autor de Hebreus fala sobre isso no O autor de Hebreus fala sobre isso no Novo Testamento. O autor de Hebreus vai Novo Testamento. O autor de Hebreus vai dizer que realmente é necessário sangue. dizer que realmente é necessário sangue. Veja, Hebreus, capítulo 9, versículo 22. Veja, Hebreus, capítulo 9, versículo 22. De fato, segundo a lei, quase todas as De fato, segundo a lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue. E coisas são purificadas com sangue. E veja o que ele diz. Sem derram de sangue veja o que ele diz. Sem derram de sangue não há remissão. não há remissão. Sem derramamento de sangue não há Sem derramamento de sangue não há remissão. Todo esse processo que remissão. Todo esse processo que acontecia no Antigo Testamento apontava acontecia no Antigo Testamento apontava para algum lugar. O problema é que para algum lugar. O problema é que sangue de animais não são capazes de nos sangue de animais não são capazes de nos santificar completamente. O próprio santificar completamente. O próprio autor de Hebreus, no mesmo texto, ele autor de Hebreus, no mesmo texto, ele vai dizer mais paraa frente, olha o que vai dizer mais paraa frente, olha o que ele diz. Porque é impossível que o ele diz. Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova sangue de touros e de bodes remova pecados. pecados. O próprio autor de Hebreus tá dizendo, O próprio autor de Hebreus tá dizendo, gente, sangue é necessário para gente, sangue é necessário para remissão. O problema é que sangue de remissão. O problema é que sangue de animal não é capaz de remover os nossos animal não é capaz de remover os nossos pecados. Tanto é que os sacrifícios pecados. Tanto é que os sacrifícios precisavam ser repetidos, repetidos, precisavam ser repetidos, repetidos, repetidos e repetidos anos após anos, repetidos e repetidos anos após anos, porque um sangue de um animal não pode porque um sangue de um animal não pode remover os nossos pecados. Isso era um remover os nossos pecados. Isso era um movimento pedagógico, onde Deus já movimento pedagógico, onde Deus já estava apontando para algum lugar. E faz estava apontando para algum lugar. E faz sentido Jesus dizendo, todo o Antigo sentido Jesus dizendo, todo o Antigo Testamento já estava falando a esse Testamento já estava falando a esse respeito do que aconteceria na cruz. Mas respeito do que aconteceria na cruz. Mas aí a história continua e é interessante aí a história continua e é interessante que o povo de Israel recebe uma vocação. que o povo de Israel recebe uma vocação. O texto de Êxodo no capítulo 19 diz que O texto de Êxodo no capítulo 19 diz que o povo recebeu uma vocação de serem o povo recebeu uma vocação de serem sacerdotes reais, um reino de sacerdotes sacerdotes reais, um reino de sacerdotes para abençoarem toda a nação. E aqui é para abençoarem toda a nação. E aqui é interessante, eu não sei se vocês interessante, eu não sei se vocês notaram já lendo a Bíblia, se eu notaram já lendo a Bíblia, se eu recomendo muito que vocês leiam a Bíblia recomendo muito que vocês leiam a Bíblia bem legal. Eu não sei se vocês já bem legal. Eu não sei se vocês já notaram lendo a Bíblia que a história de notaram lendo a Bíblia que a história de Israel é uma amplificação da história do Israel é uma amplificação da história do jardim do Éden. Vocês já perceberam? jardim do Éden. Vocês já perceberam? Vejam, Adão e Eva recebem uma vocação, a Vejam, Adão e Eva recebem uma vocação, a vocação de serem imagem de Deus, vocação de serem imagem de Deus, sacerdócio. sacerdócio. Eles rejeitam a glória de Deus, buscam a Eles rejeitam a glória de Deus, buscam a sua própria autonomia, cometem idolatria sua própria autonomia, cometem idolatria e perdem a presença de Deus. Israel e perdem a presença de Deus. Israel recebe uma vocação ainda maior. Vocês recebe uma vocação ainda maior. Vocês serão reinos de sacerdote, um reino de serão reinos de sacerdote, um reino de sacerdotes. Mas ao longo da história, o sacerdotes. Mas ao longo da história, o reino de Israel comete os mesmos erros, reino de Israel comete os mesmos erros, os mesmos pecados de Adão, a mesma os mesmos pecados de Adão, a mesma idolatria de Adão. E da mesma forma que idolatria de Adão. E da mesma forma que Adão e Eva perderam a presença de Deus, Adão e Eva perderam a presença de Deus, o reino de Israel perde a presença de o reino de Israel perde a presença de Deus. No ano 587 Deus. No ano 587 antes de Cristo, Babilônia entrou e antes de Cristo, Babilônia entrou e destruiu Jerusalém, não sem aviso dos destruiu Jerusalém, não sem aviso dos profetas. Os profetas já haviam predito profetas. Os profetas já haviam predito que isso aconteceria. E quando Jerusalém que isso aconteceria. E quando Jerusalém foi destruída e o templo foi destruído, foi destruída e o templo foi destruído, o próprio profeta Ezequiel declara que a o próprio profeta Ezequiel declara que a glória do Senhor saiu de Jerusalém. glória do Senhor saiu de Jerusalém. Vocês percebem que a história de Israel Vocês percebem que a história de Israel é a história de Adão e Eva amplificada? é a história de Adão e Eva amplificada? Eles receberam a mesma vocação. Eles Eles receberam a mesma vocação. Eles cometeram o mesmo erro. E da mesma forma cometeram o mesmo erro. E da mesma forma que Adão e Eva perderam a presença de que Adão e Eva perderam a presença de Deus, o povo de Israel perde a presença Deus, o povo de Israel perde a presença de Deus. e são enviados para a Babilônia de Deus. e são enviados para a Babilônia e permanecem ali durante 70 anos. E e permanecem ali durante 70 anos. E durante esse tempo que o Senhor, que durante esse tempo que o Senhor, que eles permanecem durante os 70 anos, uma eles permanecem durante os 70 anos, uma nova expectativa começa a aparecer. E é nova expectativa começa a aparecer. E é interessante que o próprio Moisés já interessante que o próprio Moisés já havia dito lá em Deuteronômio, no havia dito lá em Deuteronômio, no capítulo 18, Moisés já havia predito que capítulo 18, Moisés já havia predito que o povo não daria conta de seguir sua o povo não daria conta de seguir sua vocação e que eles pecariam mais uma vez vocação e que eles pecariam mais uma vez e separariam da presença de Deus mais e separariam da presença de Deus mais uma vez. E Moisés prediz algo incrível. uma vez. E Moisés prediz algo incrível. Na verdade, não é Moisés que tá Na verdade, não é Moisés que tá prevendo, é Deus que tá falando com prevendo, é Deus que tá falando com Moisés. Moisés. Moisés diz, Deuteronômio, capítulo 18 Moisés diz, Deuteronômio, capítulo 18 versículo 15, o Senhor, o seu Deus, fará versículo 15, o Senhor, o seu Deus, fará com que do meio de vocês, do meio dos com que do meio de vocês, do meio dos meus, dos seus irmãos, se levante um meus, dos seus irmãos, se levante um profeta semelhante a mim. Vocês devem profeta semelhante a mim. Vocês devem ouvir este profeta. Eu não sei se vocês ouvir este profeta. Eu não sei se vocês estão percebendo. Moisés prometeu que um estão percebendo. Moisés prometeu que um dia o povo previu que um dia o povo dia o povo previu que um dia o povo cometeria os mesmos pecados e que um dia cometeria os mesmos pecados e que um dia Deus levantaria no meio do povo um novo Deus levantaria no meio do povo um novo Moisés Moisés que traria um novo êxodo, que traria uma que traria um novo êxodo, que traria uma nova libertação. Essa passa a ser a nova libertação. Essa passa a ser a expectativa do povo, a chegada de um expectativa do povo, a chegada de um Messias, de um ungido, que seria esse Messias, de um ungido, que seria esse novo Moisés que traria um novo êxodo. novo Moisés que traria um novo êxodo. Provavelmente você já ouviu alguém dizer Provavelmente você já ouviu alguém dizer que na época de Jesus os judeus que na época de Jesus os judeus esperavam um libertador político. O esperavam um libertador político. O Messias seria um libertador político que Messias seria um libertador político que pegaria na espada e acabaria com o pegaria na espada e acabaria com o império romano. Isso não deixa de ser império romano. Isso não deixa de ser verdade até certo ponto, até porque verdade até certo ponto, até porque alguns grupos de judeus acreditavam alguns grupos de judeus acreditavam realmente somente nisso como os elotes. realmente somente nisso como os elotes. Só que na época de Jesus, os judeus não Só que na época de Jesus, os judeus não esperavam simplesmente um líder esperavam simplesmente um líder político. Na época de Jesus, os judeus político. Na época de Jesus, os judeus esperavam um novo Moisés, que trariam um esperavam um novo Moisés, que trariam um novo êxodo, que trariam uma nova Páscoa. novo êxodo, que trariam uma nova Páscoa. Algo completamente novo. Acontece que Algo completamente novo. Acontece que depois dos 70 anos que o povo fica na depois dos 70 anos que o povo fica na Babilônia, a Babilônia cai, surge o Babilônia, a Babilônia cai, surge o império medopersa, o rei Ciro permite império medopersa, o rei Ciro permite que o povo volte para Jerusalém. Quando que o povo volte para Jerusalém. Quando eles voltam para Jerusalém, eles eles voltam para Jerusalém, eles reconstró o templo. E aí quem olha de reconstró o templo. E aí quem olha de fora pode pensar: "Pronto, a história fora pode pensar: "Pronto, a história foi resolvida. o exílio acabou, foi resolvida. o exílio acabou, aconteceu um novo êxodo, mas não foi aconteceu um novo êxodo, mas não foi isso que aconteceu, porque quando eles isso que aconteceu, porque quando eles voltaram para Jerusalém, eles voltaram para Jerusalém, eles reconstruíram o templo, mas o templo era reconstruíram o templo, mas o templo era feio, não chegava nem aos pés do templo feio, não chegava nem aos pés do templo de Salomão. Tanto é que o texto diz que de Salomão. Tanto é que o texto diz que as pessoas choravam, os mais antigos as pessoas choravam, os mais antigos choravam, mas não era de alegria, não. choravam, mas não era de alegria, não. Eles choravam porque o novo templo não Eles choravam porque o novo templo não chegava aos pés do que foi o templo de chegava aos pés do que foi o templo de Salomão. Eles voltaram para Jerusalém, Salomão. Eles voltaram para Jerusalém, mas eles não eram livres. Eles estavam mas eles não eram livres. Eles estavam ainda sob o domínio do império medopér, ainda sob o domínio do império medopér, depois do império grego, depois do depois do império grego, depois do império romano. Não existia mais império romano. Não existia mais liberdade. Naturalmente os profetas liberdade. Naturalmente os profetas olharam para aquela situação e disseram: olharam para aquela situação e disseram: "Não, não é isso que Isaías prometeu. "Não, não é isso que Isaías prometeu. Não é isso que os profetas prometeram. O Não é isso que os profetas prometeram. O ê o exílio não acabou. A libertação ê o exílio não acabou. A libertação ainda virá. Então, mesmo eles voltando ainda virá. Então, mesmo eles voltando para Jerusalém, mesmo o templo tendo para Jerusalém, mesmo o templo tendo sido reconstruído, ainda havia a sido reconstruído, ainda havia a expectativa de que aconteceria um novo expectativa de que aconteceria um novo êxodo e que esse Messias traria um novo êxodo e que esse Messias traria um novo tipo de liberdade. Até que surge, na tipo de liberdade. Até que surge, na verdade, antes deles voltarem ainda para verdade, antes deles voltarem ainda para Jerusalém, surge um profeta, profeta Jerusalém, surge um profeta, profeta Isaías. E o profeta Isaías profetiza Isaías. E o profeta Isaías profetiza algo fantástico que demonstra exatamente algo fantástico que demonstra exatamente como esse ungido, como esse Messias como esse ungido, como esse Messias viria trazer um novo êxodo para Israel, viria trazer um novo êxodo para Israel, que é o texto de Isaías 53. que é o texto de Isaías 53. E nós não podemos falar de Isaías 53. E nós não podemos falar de Isaías 53. Eh, não podemos falar da cruz sem passar Eh, não podemos falar da cruz sem passar por Isaías 53. por Isaías 53. Antes de Isaías 53, vale lembrar, o povo Antes de Isaías 53, vale lembrar, o povo esperava por um novo êxodo. Um novo esperava por um novo êxodo. Um novo êxodo. Só que o novo êxodo tinha, teria êxodo. Só que o novo êxodo tinha, teria que ter algo diferente do que o primeiro que ter algo diferente do que o primeiro êxodo. O primeiro êxodo, ele foi um êxodo. O primeiro êxodo, ele foi um êxodo político, libertou o povo do êxodo político, libertou o povo do Egito. Eles saíram do Egito, mas o Egito. Eles saíram do Egito, mas o pecado não foi resolvido no primeiro pecado não foi resolvido no primeiro êxodo. Portanto, no segundo êxodo, no êxodo. Portanto, no segundo êxodo, no segunda, na segunda Páscoa, um problema segunda, na segunda Páscoa, um problema deveria ser resolvido, que era o deveria ser resolvido, que era o problema central, o problema do pecado. problema central, o problema do pecado. Isso deveria ser diferente do primeiro Isso deveria ser diferente do primeiro êxito. E foi exatamente isso que os êxito. E foi exatamente isso que os profetas começaram a ver e que o profetas começaram a ver e que o apóstolo vai dizer que a cruz vai se apóstolo vai dizer que a cruz vai se tornar um motivo de loucura, né, pros tornar um motivo de loucura, né, pros judeus e pros gregos. judeus e pros gregos. Mas Isaías 53 ilustra muito isso. E Mas Isaías 53 ilustra muito isso. E antes de ler Isaías 53, você pode abrir antes de ler Isaías 53, você pode abrir na sua Bíblia Isaías 53 a partir do na sua Bíblia Isaías 53 a partir do versículo 3. Antes de ler, vale lembrar um pouco do contexto. O profeta Isaías falou do contexto. O profeta Isaías falou do exílio, falou das coisas que exílio, falou das coisas que aconteceriam. O profeta Isaías fala do aconteceriam. O profeta Isaías fala do ungido que viria e o profeta Isaías ungido que viria e o profeta Isaías profetiza a vinda do Messias. E a partir profetiza a vinda do Messias. E a partir do capítulo 40 de Isaías aparece uma do capítulo 40 de Isaías aparece uma figura interessante que é a figura do figura interessante que é a figura do servo sofredor. servo sofredor. O servo que aparece em Isaías a partir O servo que aparece em Isaías a partir do capítulo 40, inicialmente ele é do capítulo 40, inicialmente ele é identificado como o próprio Israel. identificado como o próprio Israel. Tanto é que os judeus ainda hoje que não Tanto é que os judeus ainda hoje que não creem em Jesus justificam que o servo creem em Jesus justificam que o servo sofredor é o próprio Israel. Porque sofredor é o próprio Israel. Porque realmente a partir do capítulo 40 o realmente a partir do capítulo 40 o servo sofredor é identificado como servo sofredor é identificado como Israel. Mas aos longos dos capítulos que Israel. Mas aos longos dos capítulos que você vai lendo, parece que o servo vai você vai lendo, parece que o servo vai se distanciando e ele não é mais Israel, se distanciando e ele não é mais Israel, ele é um outro que está acima de Israel ele é um outro que está acima de Israel e que precisa redimir Israel. A figura e que precisa redimir Israel. A figura desse servo em Isaías é interessante. E desse servo em Isaías é interessante. E aí no capítulo 53 nós temos o ápice do aí no capítulo 53 nós temos o ápice do que acontece com esse servo, que seria o que acontece com esse servo, que seria o ungido do Senhor, o enviado do Senhor. ungido do Senhor, o enviado do Senhor. Versículo 3 do capítulo 53. Ele era Versículo 3 do capítulo 53. Ele era desprezado e o mais rejeitado entre os desprezado e o mais rejeitado entre os homens. homens de dores e que sabe o que homens. homens de dores e que sabe o que é padecer. E como um de quem os homens é padecer. E como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado e dele escondem o rosto, era desprezado e dele não fizemos caso. Certamente ele tomou não fizemos caso. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si. E nós o nossas dores levou sobre si. E nós o considerávamos como aflito, ferido de considerávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões e por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas esmagado por causa das nossas iniquidades. E o castigo que nos traz a iniquidades. E o castigo que nos traz a paz. estava sobre ele, e pelas suas paz. estava sobre ele, e pelas suas feridas nós fomos sarados. Todos nós feridas nós fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas. Cada andávamos desgarrados como ovelhas. Cada um se desviava pelo seu próprio caminho. um se desviava pelo seu próprio caminho. Mas o Senhor fez cair sobre ele a Mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. Esse texto foi iniquidade de todos nós. Esse texto foi escrito 700, cerca de 700 anos antes de escrito 700, cerca de 700 anos antes de Jesus, onde o profeta Isaías diz que o Jesus, onde o profeta Isaías diz que o ungido, esse servo enviado por Deus, ungido, esse servo enviado por Deus, sofreria e levaria sobre si mesmo as sofreria e levaria sobre si mesmo as nossas iniquidades. causa são as nossas nossas iniquidades. causa são as nossas transgressões. Claramente nós estamos transgressões. Claramente nós estamos vendo um sacrifício substitutivo. vendo um sacrifício substitutivo. Substitutivo, Substitutivo, onde alguém merecia, mas outra pessoa onde alguém merecia, mas outra pessoa leva sobre si mesmo que a outra pessoa leva sobre si mesmo que a outra pessoa merecia. Um homem de dores. Na época de merecia. Um homem de dores. Na época de Jesus, ninguém ainda tinha entendido Jesus, ninguém ainda tinha entendido muito bem essa profecia de Isaías. muito bem essa profecia de Isaías. Ninguém tinha feito a conexão de que Ninguém tinha feito a conexão de que Isaías estava falando do Messias. Porque Isaías estava falando do Messias. Porque na cabeça do judeu não fazia sentido o na cabeça do judeu não fazia sentido o Messias sofrer. Como assim? que o Messias sofrer. Como assim? que o Messias vai sofrer. Qual é o sentido de Messias vai sofrer. Qual é o sentido de morrer sofrendo? Isso não faz sentido morrer sofrendo? Isso não faz sentido nenhum. Até que Jesus nenhum. Até que Jesus interpreta esse texto de Isaías como interpreta esse texto de Isaías como roteiro da sua própria vida. E Jesus roteiro da sua própria vida. E Jesus aparece dizendo aos discípulos, por aparece dizendo aos discípulos, por exemplo, na última ceia, onde ele diz exemplo, na última ceia, onde ele diz que este é o meu sangue derramado em que este é o meu sangue derramado em favor de muitos. Ele está fazendo uma favor de muitos. Ele está fazendo uma alusão direta a Isaías 53. ou no Lucas, alusão direta a Isaías 53. ou no Lucas, no capítulo 22, onde Jesus mesmo diz a no capítulo 22, onde Jesus mesmo diz a partir ou perdão, pois eu lhe digo que é partir ou perdão, pois eu lhe digo que é preciso que se cumpra em mim o que está preciso que se cumpra em mim o que está escrito. O que que tá escrito? Jesus, escrito. O que que tá escrito? Jesus, ele foi contado com os malfeitores, ele foi contado com os malfeitores, pois o que a mim se refere está sendo pois o que a mim se refere está sendo cumprido. Jesus está citando Isaías 53. cumprido. Jesus está citando Isaías 53. Jesus leu Isaías 53. E Jesus entendeu Jesus leu Isaías 53. E Jesus entendeu Isaías 53 como roteiro da sua própria Isaías 53 como roteiro da sua própria vocação. O Messias ou ungido teria que vocação. O Messias ou ungido teria que sofrer morte cruel. Mas por que, gente, sofrer morte cruel. Mas por que, gente, ele teria que sofrer morte cruel? Qual ele teria que sofrer morte cruel? Qual que é o significado dessa morte cruel? que é o significado dessa morte cruel? Por que que ele tinha que passar por Por que que ele tinha que passar por tamanha maldição para trazer bênção e tamanha maldição para trazer bênção e vida? vida? Nós já começamos a entender por meio dos Nós já começamos a entender por meio dos sacrifícios no Antigo Testamento qual sacrifícios no Antigo Testamento qual era o significado de tudo isso. Mas era o significado de tudo isso. Mas agora nós voltamos pro texto que nós agora nós voltamos pro texto que nós lemos no começo, Evangelho de Mateus, lemos no começo, Evangelho de Mateus, capítulo 27. Tudo isso foi só capítulo 27. Tudo isso foi só introdução. introdução. Brincadeira, gente. Brincadeira, gente. Não deixa de ser verdade. Não deixa de ser verdade. Agora sim, o texto que nós lemos, Agora sim, o texto que nós lemos, Jesus está crucificado aqui. Jesus está crucificado aqui. Ele foi crucificado, cruelmente Ele foi crucificado, cruelmente açoitado. açoitado. E enquanto ele está crucificado, a E enquanto ele está crucificado, a partir do versículo 45, nós lemos: "A partir do versículo 45, nós lemos: "A partir do meio-dia, houve trevas sobre partir do meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até às 3 horas da tarde. toda a terra até às 3 horas da tarde. Algo surpreendente acontece. Meio-dia, o Algo surpreendente acontece. Meio-dia, o sol apino e de repente tudo fica escuro. sol apino e de repente tudo fica escuro. Como é possível tudo ficar escuro ao Como é possível tudo ficar escuro ao meio-dia? Alguns estudiosos tentam meio-dia? Alguns estudiosos tentam levantar hipóteses como, ah, um eclipse levantar hipóteses como, ah, um eclipse aconteceu mas não faz sentido ser um aconteceu mas não faz sentido ser um eclipse, gente, porque primeiro que o eclipse, gente, porque primeiro que o eclipse dura poucos minutos. Aqui nós eclipse dura poucos minutos. Aqui nós temos 3 horas de escuridão. Segundo que temos 3 horas de escuridão. Segundo que a Páscoa sempre era celebrada em lua a Páscoa sempre era celebrada em lua cheia, então um eclipse não acontece em cheia, então um eclipse não acontece em luas cheias. Portanto, não é um eclipse luas cheias. Portanto, não é um eclipse aqui. Outras pessoas vão falar de aqui. Outras pessoas vão falar de eventos naturais, de uma tempestade de eventos naturais, de uma tempestade de areia que escureceu o sol, mas a época areia que escureceu o sol, mas a época do ano não era propícia a isso também. do ano não era propícia a isso também. Nós não podemos fugir. O que que tá Nós não podemos fugir. O que que tá acontecendo aqui ao meio-dia, com acontecendo aqui ao meio-dia, com certeza é um ato sobrenatural de Deus. certeza é um ato sobrenatural de Deus. De forma milagrosa e espantosa, o céu De forma milagrosa e espantosa, o céu ficou escuro. Mas isso tem algum ficou escuro. Mas isso tem algum significado? Sim, tem muito significado. significado? Sim, tem muito significado. Porque na Bíblia, em diversos lugares no Porque na Bíblia, em diversos lugares no Antigo Testamento, trevas com muita Antigo Testamento, trevas com muita frequência se referia a juízo de Deus. O frequência se referia a juízo de Deus. O fato de estar escuro, de o céu fato de estar escuro, de o céu escurecer, significa que naquele momento escurecer, significa que naquele momento em que Jesus estava pendurado na cruz, em que Jesus estava pendurado na cruz, ele estava levando sobre si mesmo, em ele estava levando sobre si mesmo, em nosso lugar, todo juízo que nós nosso lugar, todo juízo que nós merecemos como um substituto. Lembram merecemos como um substituto. Lembram que a consequência do pecado é a morte? que a consequência do pecado é a morte? Ninguém pode entrar diante da santidade Ninguém pode entrar diante da santidade de Deus sem ser consumido. Naturalmente, de Deus sem ser consumido. Naturalmente, naturalmente consumido. O que tá naturalmente consumido. O que tá acontecendo aqui é que o próprio Jesus acontecendo aqui é que o próprio Jesus está se oferecendo como um substituto. está se oferecendo como um substituto. Ele está sendo o verdadeiro cordeiro de Ele está sendo o verdadeiro cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Deus que tira o pecado do mundo. O próprio Jesus falou sobre isso. No O próprio Jesus falou sobre isso. No evangelho de Mateus, no capítulo 20, no evangelho de Mateus, no capítulo 20, no versículo 28, ele diz que tal como o versículo 28, ele diz que tal como o filho do homem, que não veio para ser filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos, como que esse vida em resgate de muitos, como que esse resgate acontece? resgate acontece? Como que esse resgate acontece? Porque Como que esse resgate acontece? Porque lá em segunda Coríntios diz que aquele lá em segunda Coríntios diz que aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele fôssemos pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. Ou seja, Jesus feitos justiça de Deus. Ou seja, Jesus está se fazendo pecado por nós. E está se fazendo pecado por nós. E Cristo, Gálatas capítulo 3, versículo Cristo, Gálatas capítulo 3, versículo 13, Cristo nos resgatou da maldição da 13, Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar. Ou seja, a morte de Jesus nosso lugar. Ou seja, a morte de Jesus está sendo substitutiva. está sendo substitutiva. Mas como? Mas como? Para muitas pessoas essa ideia soa Para muitas pessoas essa ideia soa estranha. estranha. Para alguns ouvidos ocidentais, a morte Para alguns ouvidos ocidentais, a morte substitutiva de Jesus parece ser cruel. substitutiva de Jesus parece ser cruel. Parece que nós estamos diante de um Deus Parece que nós estamos diante de um Deus sanguinário que precisa ter a sua ira sanguinário que precisa ter a sua ira aplacada, apaziguada com sangue. E aí, aplacada, apaziguada com sangue. E aí, ao invés de você morrer, alguém tem que ao invés de você morrer, alguém tem que morrer. Alguém tem que morrer porque morrer. Alguém tem que morrer porque Deus quer sangue. Como se fosse a ideia Deus quer sangue. Como se fosse a ideia de um deus pagão ou deuses antigos, que de um deus pagão ou deuses antigos, que era realmente essa dinâmica em onde as era realmente essa dinâmica em onde as pessoas sacrificavam animais e algumas pessoas sacrificavam animais e algumas vezes até seres humanos para apaziguar a vezes até seres humanos para apaziguar a ira de Deus. E eu sei que essa ideia é ira de Deus. E eu sei que essa ideia é sua muito estranha há muitos ouvidos sua muito estranha há muitos ouvidos acidentais, porque é isso que tá acidentais, porque é isso que tá acontecendo aqui. Deus é um Deus que tá acontecendo aqui. Deus é um Deus que tá tão irritado e tão irado que ele precisa tão irritado e tão irado que ele precisa de sangue, de alguém para ter sua ira de sangue, de alguém para ter sua ira apaziguada. apaziguada. Notem que não é isso que está Notem que não é isso que está acontecendo aqui, porque o que nós temos acontecendo aqui, porque o que nós temos aqui não é um Deus ir precisando que aqui não é um Deus ir precisando que alguém morra no seu lugar. Não é isso alguém morra no seu lugar. Não é isso que tá acontecendo. O que tá acontecendo que tá acontecendo. O que tá acontecendo aqui é que o próprio Deus aqui é que o próprio Deus está assumindo sobre si essa dívida. está assumindo sobre si essa dívida. >> Essa é a grande diferença. É um amor tão >> Essa é a grande diferença. É um amor tão grande em que o próprio Deus está grande em que o próprio Deus está tomando sobre si mesmo a dívida que nos tomando sobre si mesmo a dívida que nos é devida. Como isso funciona? O T é devida. Como isso funciona? O T Keller, ele era muito bom com metáforas, Keller, ele era muito bom com metáforas, com [roncando] ilustrações que nos com [roncando] ilustrações que nos ajudam a entender o evangelho. E ele ajudam a entender o evangelho. E ele ilustra de uma forma muito legal, que eu ilustra de uma forma muito legal, que eu achei interessante. Ele diz assim: achei interessante. Ele diz assim: "Olha, se você parar para pensar, todo "Olha, se você parar para pensar, todo amor real é um sacrifício substitutivo." amor real é um sacrifício substitutivo." Pensa comigo. Se você já precisou amar Pensa comigo. Se você já precisou amar alguém ou se você já amou alguém que alguém ou se você já amou alguém que tava muito ferido, quebrado, com tava muito ferido, quebrado, com problemas sérios, depressivo, afundando problemas sérios, depressivo, afundando emocionalmente, talvez você já tenha que emocionalmente, talvez você já tenha que talvez você já tenha tido que amar talvez você já tenha tido que amar pessoas assim. Você sabe que amar pessoas assim. Você sabe que amar pessoas complicadas custa caro. pessoas complicadas custa caro. Você, de certa forma se esvazia para Você, de certa forma se esvazia para proteger aquela pessoa. Você substitui proteger aquela pessoa. Você substitui muita coisa para proteger a vida daquela muita coisa para proteger a vida daquela pessoa. É você que acaba sofrendo, pessoa. É você que acaba sofrendo, não é verdade? E o Keller diz que de não é verdade? E o Keller diz que de certa forma todo amor verdadeiro ele é certa forma todo amor verdadeiro ele é substitutivo. substitutivo. E é exatamente isso que tá acontecendo E é exatamente isso que tá acontecendo na cruz. Jesus está assumindo sobre si na cruz. Jesus está assumindo sobre si todo o peso da condenação do nosso todo o peso da condenação do nosso pecado por amor a você, para que você pecado por amor a você, para que você não precisa enfrentar isso. A separação não precisa enfrentar isso. A separação eterna de Deus. O John Stot vai dizer eterna de Deus. O John Stot vai dizer que ao ao morrer na cruz, Jesus está que ao ao morrer na cruz, Jesus está assumindo a dívida para si. Por quê? assumindo a dívida para si. Por quê? Porque não existe perdão sem custo. Porque não existe perdão sem custo. Não existe perdão sem custo. Quando Não existe perdão sem custo. Quando alguém quebra algo, seja relacional, alguém quebra algo, seja relacional, moral, pessoal, uma dívida é criada e moral, pessoal, uma dívida é criada e essa dívida não desaparece por decreto. essa dívida não desaparece por decreto. Alguém precisa pagar essa dívida. Alguém precisa pagar essa dívida. E eu quero tentar ilustrar de uma forma E eu quero tentar ilustrar de uma forma que fique mais claro. Por que que Deus que fique mais claro. Por que que Deus não podia chegar simplesmente dizendo: não podia chegar simplesmente dizendo: "Ó, assinei o decreto aqui, todos os "Ó, assinei o decreto aqui, todos os pecados estão perdoados." pecados estão perdoados." Porque todo perdão exige um custo, Porque todo perdão exige um custo, gente. Se você se você já teve que gente. Se você se você já teve que perdoar alguém, alguém teve que assumir perdoar alguém, alguém teve que assumir o custo. O custo de abrir mão de o custo. O custo de abrir mão de vingança, o custo de abrir mão de vingança, o custo de abrir mão de qualquer retaliação, o custo de carregar qualquer retaliação, o custo de carregar a dor para você. a dor para você. Imagine, por exemplo, que o Léo, nosso Imagine, por exemplo, que o Léo, nosso candidato a pastor, que até o final do candidato a pastor, que até o final do ano será ordenado pastor aqui na igreja. ano será ordenado pastor aqui na igreja. Imagine que o Léo ele ganhe aí num Imagine que o Léo ele ganhe aí num sorteio desses uma BMW. sorteio desses uma BMW. Aleluia. E aí eu vou tirar férias com a Paula, minha esposa, e o Léo chega: "Ô, Felipe, minha esposa, e o Léo chega: "Ô, Felipe, faz o seguinte, pega minha BMW e vai, faz o seguinte, pega minha BMW e vai, vai com a BMW. Eu, glória a Deus, eu vai com a BMW. Eu, glória a Deus, eu pego a BMW, vou passear na praia com a pego a BMW, vou passear na praia com a Paula, a gente começa a ficar com fome, Paula, a gente começa a ficar com fome, então a gente para para comer alguma então a gente para para comer alguma coisinha, eu estaciono a BMW, a gente coisinha, eu estaciono a BMW, a gente senta para comer e de repente eu ouço um senta para comer e de repente eu ouço um barulho, pá. barulho, pá. E quando eu olho um acidente, a BMW tá E quando eu olho um acidente, a BMW tá destruída. destruída. Nessa hora eu recebo o WhatsApp do Léo. Nessa hora eu recebo o WhatsApp do Léo. Mano, toma cuidado que eu não fiz seguro Mano, toma cuidado que eu não fiz seguro ainda. E agora o que que eu faço, gente? gente? A dívida tá aí, ela não some. Se o Léo A dívida tá aí, ela não some. Se o Léo não me perdoar, eu tenho que assumir não me perdoar, eu tenho que assumir essa dívida. essa dívida. Eu vou ter que arrumar um jeito de Eu vou ter que arrumar um jeito de pagar. Eu vou ter que dar minha vida pagar. Eu vou ter que dar minha vida para pagar. para pagar. Se ele me perdoa, ele tá assumindo a Se ele me perdoa, ele tá assumindo a dívida. Ele diz: "Eu te perdoo". Só que dívida. Ele diz: "Eu te perdoo". Só que perdoar não é fácil. Ele vai ter que perdoar não é fácil. Ele vai ter que carcar com os custos de perdoar. Deu carcar com os custos de perdoar. Deu para entender que não existe perdão para entender que não existe perdão gratuito? gratuito? Não existe perdão gratuito. Não existe perdão gratuito. Isso é o que acontece na cruz. A morte Isso é o que acontece na cruz. A morte substitutiva de Jesus é ele sofrendo a substitutiva de Jesus é ele sofrendo a morte e a separação que nós merecíamos. morte e a separação que nós merecíamos. Ele está tomando sobre si a Ele está tomando sobre si a responsabilidade, o peso e o custo de responsabilidade, o peso e o custo de nos perdoar. nos perdoar. Esse é o maior amor que poderia ser Esse é o maior amor que poderia ser demonstrado. É a maior declaração de demonstrado. É a maior declaração de amor de Deus por nós. amor de Deus por nós. No versículo 46, o texto diz que por No versículo 46, o texto diz que por volta de 3 horas da tarde, Jesus clamou volta de 3 horas da tarde, Jesus clamou em alta voz, dizendo: "Eli, Eli, em alta voz, dizendo: "Eli, Eli, lemabctani." lemabctani." Isso quer dizer: Deus meu, Deus meu, por Isso quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que me que me desamparaste? Por que me abandonaste? abandonaste? Jesus está literalmente citando o Salmo Jesus está literalmente citando o Salmo 22. 22. O Salmo 22 possui essa exata expressão: O Salmo 22 possui essa exata expressão: Deus meu, Deus meu, porque me Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste? E se você continua lendo o abandonaste? E se você continua lendo o Salmo 22, você vai se surpreender. Salmo 22, você vai se surpreender. Recomendo que você leia o Salmo 22 na Recomendo que você leia o Salmo 22 na sua casa hoje. Se você continuar lendo o sua casa hoje. Se você continuar lendo o Salmo 22, você vai ver que o próprio Salmo 22, você vai ver que o próprio Salmo 22 prediz o que aconteceria com o Salmo 22 prediz o que aconteceria com o Messias. Fala que ele seria traspassado. Messias. Fala que ele seria traspassado. Fala que as suas vestes seriam Fala que as suas vestes seriam disputadas por jogo e por sorte. disputadas por jogo e por sorte. Exatamente as coisas que acontecem na Exatamente as coisas que acontecem na cruz. Então, portanto, quando Jesus diz, cruz. Então, portanto, quando Jesus diz, Deus meu, Deus meu, porque me Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste? Citando o Salmo 22, ele abandonaste? Citando o Salmo 22, ele está assumindo para si a vocação que ele está assumindo para si a vocação que ele recebeu, dizendo que a cruz não foi um recebeu, dizendo que a cruz não foi um acidente. A cruz não foi uma falha de acidente. A cruz não foi uma falha de percurso, a cruz estava prevista e percurso, a cruz estava prevista e predita por todas as escrituras. Essa predita por todas as escrituras. Essa era a vocação do próprio Jesus e era o era a vocação do próprio Jesus e era o que estava acontecendo aqui. Mas há um que estava acontecendo aqui. Mas há um significado maior em Deus meu, Deus meu, significado maior em Deus meu, Deus meu, por me abandonaste? por me abandonaste? Porque nesse exato momento é isso que Porque nesse exato momento é isso que está acontecendo com Jesus. Vamos está acontecendo com Jesus. Vamos relembrar a consequência do pecado. Adão relembrar a consequência do pecado. Adão e Eva pecaram e perderam a presença de e Eva pecaram e perderam a presença de Deus. Perderam a chequiná, perderam a Deus. Perderam a chequiná, perderam a glória de Deus. O povo de Israel pecou glória de Deus. O povo de Israel pecou constantemente e eles perderam a glória constantemente e eles perderam a glória de Deus. Foram abandonados por Deus, de Deus. Foram abandonados por Deus, perderam a chequiná. E agora na cruz, perderam a chequiná. E agora na cruz, Jesus está assumindo sobre si o peso da Jesus está assumindo sobre si o peso da nossa dívida e realmente está sofrendo o nossa dívida e realmente está sofrendo o abandono que nós merecíamos a que nós abandono que nós merecíamos a que nós merecíamos sofrer. Jesus está entrando merecíamos sofrer. Jesus está entrando nesse lugar de abandono voluntariamente nesse lugar de abandono voluntariamente por amor a nós, sofrendo a consequência por amor a nós, sofrendo a consequência do pecado. A consequência do pecado é a do pecado. A consequência do pecado é a perda da presença de Deus. E agora Jesus perda da presença de Deus. E agora Jesus está experimentando isso. Deus meu, Deus está experimentando isso. Deus meu, Deus meu, por me abandonaste? meu, por me abandonaste? Por que me desamparaste? Ele assumiu o Por que me desamparaste? Ele assumiu o abandono, ele assumiu a ausência de Deus abandono, ele assumiu a ausência de Deus nesse momento específico no nosso lugar, nesse momento específico no nosso lugar, justamente para que todo aquele que nele justamente para que todo aquele que nele crê não precise passar por isso nunca crê não precise passar por isso nunca mais. O texto continua dizendo no versículo 50, no versículo 50, "E Jesus clamando em alta voz entregou o "E Jesus clamando em alta voz entregou o seu espírito." Ele clama em alta voz seu espírito." Ele clama em alta voz para todos ouvirem. Isso é interessante para todos ouvirem. Isso é interessante porque a morte de cruz era uma morte que porque a morte de cruz era uma morte que demorava dias geralmente pra pessoa demorava dias geralmente pra pessoa morrer na cruz. Só que Jesus morre na morrer na cruz. Só que Jesus morre na cruz em poucas horas, cruz em poucas horas, porque fica evidente que Jesus não está porque fica evidente que Jesus não está sendo morto simplesmente pelos soldados sendo morto simplesmente pelos soldados romanos. É o próprio Jesus que está romanos. É o próprio Jesus que está entregando a sua vida de forma entregando a sua vida de forma voluntária. voluntária. O próprio Jesus disse lá em João, no O próprio Jesus disse lá em João, no capítulo 10, no versículo 18, que capítulo 10, no versículo 18, que ninguém tira a minha vida, pelo ninguém tira a minha vida, pelo contrário, eu espontaneamente a dou. tem contrário, eu espontaneamente a dou. tem autoridade para entregá-la e também para autoridade para entregá-la e também para reavê-la. reavê-la. Este mandato recebi do meu pai. Jesus Este mandato recebi do meu pai. Jesus voluntariamente entrega sua vida, porque voluntariamente entrega sua vida, porque ninguém tinha autoridade de entregar, de ninguém tinha autoridade de entregar, de tirar a vida de Jesus, a não ser ele tirar a vida de Jesus, a não ser ele mesmo entregar voluntariamente. Ele mesmo entregar voluntariamente. Ele entrega a sua vida voluntariamente. E no entrega a sua vida voluntariamente. E no Evangelho de João, nós temos uma Evangelho de João, nós temos uma expressão a mais na aqui na na narrativa expressão a mais na aqui na na narrativa da cruz que faz muito sentido, que nos da cruz que faz muito sentido, que nos ajuda a entender o significado da cruz. ajuda a entender o significado da cruz. Jesus diz lá no evangelho de João, no Jesus diz lá no evangelho de João, no capítulo 19, está consumado. capítulo 19, está consumado. Está consumado. Está consumado. O novo êxodo aconteceu. O novo êxodo aconteceu. A nova Páscoa surgiu. O verdadeiro A nova Páscoa surgiu. O verdadeiro cordeiro de Deus foi sacrificado. Ali na cordeiro de Deus foi sacrificado. Ali na cruz nós tínhamos o verdadeiro cruz nós tínhamos o verdadeiro sacerdote, que é o próprio Jesus, o sumo sacerdote, que é o próprio Jesus, o sumo sacerdote, oferecendo ele mesmo como um sacerdote, oferecendo ele mesmo como um cordeiro puro e verdadeiro para a cordeiro puro e verdadeiro para a remissão de todo nosso pecado definitivo remissão de todo nosso pecado definitivo que acabou com todos os outros que acabou com todos os outros sacrifícios. Ninguém mais precisa sacrifícios. Ninguém mais precisa daqueles sacrifícios de cordeiro, porque daqueles sacrifícios de cordeiro, porque agora o próprio cordeiro de Deus se agora o próprio cordeiro de Deus se entregou em nosso favor. entregou em nosso favor. E aí no versículo 51 acontece a parte E aí no versículo 51 acontece a parte mais incrível de todas desse texto. mais incrível de todas desse texto. Eis que o véu do santuário se rasgou em Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo duas partes de alto a baixo e a terra tremeu e as rochas se e a terra tremeu e as rochas se partiram. partiram. O véu do templo se rasgou. Gente, esse O véu do templo se rasgou. Gente, esse véu não era qualquer véu, não. Os os véu não era qualquer véu, não. Os os estudiosos vão dizer que esse véu estudiosos vão dizer que esse véu realmente era um tecido grosso, uma realmente era um tecido grosso, uma camada de vários tecidos. Não era fácil camada de vários tecidos. Não era fácil rasgar uma coisa dessa. Nenhum evento rasgar uma coisa dessa. Nenhum evento natural rasgaria um negócio desse. Não natural rasgaria um negócio desse. Não foi o terremoto que rasgou o tecido. O foi o terremoto que rasgou o tecido. O texto diz que o véu foi rasgado de cima texto diz que o véu foi rasgado de cima a baixo. Que vel é esse? É aquele mesmo a baixo. Que vel é esse? É aquele mesmo véu com os querubins que estavam véu com os querubins que estavam fechando o Santo dos Santos, onde Deus fechando o Santo dos Santos, onde Deus dava uma imagem clara. Você pode vir, dava uma imagem clara. Você pode vir, mas só até aqui, porque ninguém pode mas só até aqui, porque ninguém pode entrar na presença de Deus sem ser entrar na presença de Deus sem ser consumido por sua santidade. Mas agora, consumido por sua santidade. Mas agora, por meio do verdadeiro sacrifício por meio do verdadeiro sacrifício substitutivo de Jesus Cristo na cruz, o substitutivo de Jesus Cristo na cruz, o véu se rasga de cima a baixo como uma véu se rasga de cima a baixo como uma clara mensagem. Já não existe separação. clara mensagem. Já não existe separação. A glória de Deus está disponível A glória de Deus está disponível novamente. Agora nós podemos entrar na novamente. Agora nós podemos entrar na presença de Deus outra vez por meio do presença de Deus outra vez por meio do sangue de Jesus Cristo. Tanto é que o sangue de Jesus Cristo. Tanto é que o próprio autor de Hebreus, ele vai dizer: próprio autor de Hebreus, ele vai dizer: "Meus irmãos, tendo ousadia para entrar "Meus irmãos, tendo ousadia para entrar no santuário pelo sangue de Jesus, pelo no santuário pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, por meio da sua por meio do véu, isto é, por meio da sua carne. O caminho do Éden está aberto carne. O caminho do Éden está aberto novamente. Nós podemos desfrutar a novamente. Nós podemos desfrutar a presença de Deus novamente e voltar à presença de Deus novamente e voltar à vocação pela qual você foi criado de vocação pela qual você foi criado de desfrutar e gozar da presença do Senhor desfrutar e gozar da presença do Senhor e ele ser glorificado eternamente nisso. >> É por isso que Jesus Cristo, com o maior gesto de amor que existe no mundo, se gesto de amor que existe no mundo, se entregou para morrer naquela cruz. E é entregou para morrer naquela cruz. E é por isso que os discípulos prontamente por isso que os discípulos prontamente entenderam o que é que aconteceu naquela entenderam o que é que aconteceu naquela cruz. E é por isso que hoje nós cruz. E é por isso que hoje nós orgulhosamente expomos a cruz orgulhosamente expomos a cruz não como um símbolo de derrota, mas como não como um símbolo de derrota, mas como um símbolo de vitória, um símbolo de vitória, >> de vitória sobre os poderes da morte, de >> de vitória sobre os poderes da morte, de vitória sobre o pecado. A presença de vitória sobre o pecado. A presença de Deus está acessível mais uma vez. E é Deus está acessível mais uma vez. E é interessante que o texto diz que depois interessante que o texto diz que depois que houve os terremotos, os mortos que houve os terremotos, os mortos ressuscitaram. ressuscitaram. >> E e e o detalhe aqui interessante, >> E e e o detalhe aqui interessante, saindo dos túmulos depois da saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus. Então, essa ressurreição de Jesus. Então, essa ressurreição aqui não aconteceu no dia ressurreição aqui não aconteceu no dia que Jesus morreu. Essa ressurreição que Jesus morreu. Essa ressurreição aconteceu depois da ressurreição de aconteceu depois da ressurreição de Jesus. Olha que interessante. Isso nos Jesus. Olha que interessante. Isso nos mostra até o que Paulo vai falar, que a mostra até o que Paulo vai falar, que a morte, a ressurreição de Jesus é as morte, a ressurreição de Jesus é as primícias, é, é, é a evidência de que primícias, é, é, é a evidência de que todos nós ressuscitaremos também. todos nós ressuscitaremos também. Tamanho é o poder da ressurreição de Tamanho é o poder da ressurreição de Jesus. Só que eu queria chamar a atenção Jesus. Só que eu queria chamar a atenção para você do que acontece depois que o para você do que acontece depois que o vé se rasga. Depois que o véu se rasga, vé se rasga. Depois que o véu se rasga, o acesso à glória de Deus está o acesso à glória de Deus está disponível novamente por meio do sangue disponível novamente por meio do sangue do cordeiro, que é Jesus Cristo. E a do cordeiro, que é Jesus Cristo. E a primeira pessoa que confessa fé em Jesus primeira pessoa que confessa fé em Jesus depois da crucificação é um pagão, depois da crucificação é um pagão, é um gentio. é um gentio. O texto diz que o centurião e os que com O texto diz que o centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e tudo que se passava, ficaram possuídos tudo que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: de grande temor e disseram: "Verdadeiramente "Verdadeiramente este era o filho de Deus". [roncando] este era o filho de Deus". [roncando] Gente, um centurião romano, Gente, um centurião romano, provavelmente ele já deve ter visto provavelmente ele já deve ter visto muita crucificação. muita crucificação. Provavelmente esse cara aqui já viu Provavelmente esse cara aqui já viu muita gente ser morta na cruz. Ele tava muita gente ser morta na cruz. Ele tava habituado. E e eu não sei se você já habituado. E e eu não sei se você já percebeu, quem trabalha com morte, com percebeu, quem trabalha com morte, com corpo e fica habituado indiferente, né? corpo e fica habituado indiferente, né? Eu conheço algumas pessoas que Eu conheço algumas pessoas que trabalham, por exemplo, em funerária ou trabalham, por exemplo, em funerária ou gente que trabalha com exumação de gente que trabalha com exumação de corpo, gente que trabalha, né, com corpo, gente que trabalha, né, com alguns médicos cirurgiões, eles ficam alguns médicos cirurgiões, eles ficam assim, ah, eles estão tão habituados a assim, ah, eles estão tão habituados a lidar com sangue, com corpo, com coisa, lidar com sangue, com corpo, com coisa, com tripo, com coisa aberta, né, que com tripo, com coisa aberta, né, que aquilo não mexe mais com ele. Imagina um aquilo não mexe mais com ele. Imagina um centurião que tava acostumado a matar centurião que tava acostumado a matar gente na cruz quase que sempre devia ser gente na cruz quase que sempre devia ser um negócio assim natural para ele. Só um negócio assim natural para ele. Só que algo diferente acontece. Algo que algo diferente acontece. Algo diferente acontece naquela tarde, quando diferente acontece naquela tarde, quando o céu se escureceu, o véu se rasgou, que o céu se escureceu, o véu se rasgou, que aquele cinturião que estava acostumado a aquele cinturião que estava acostumado a ler moedas romanas dizendo que César era ler moedas romanas dizendo que César era filho de Deus, ele olha para aquele que filho de Deus, ele olha para aquele que tá pendurado na cruz e diz: tá pendurado na cruz e diz: "Verdadeiramente este é o filho de "Verdadeiramente este é o filho de Deus". Deus". Simbolizando justamente o que aconteceu Simbolizando justamente o que aconteceu quando o vé se rasga, o acesso a todos, quando o vé se rasga, o acesso a todos, a todos. Está aberto à presença de Deus a todos. Está aberto à presença de Deus por meio do sangue de Jesus Cristo que por meio do sangue de Jesus Cristo que foi derramado na cruz do Calvário. Feche foi derramado na cruz do Calvário. Feche seus olhos. Vamos orar. Pai, seus olhos. Vamos orar. Pai, >> amém. >> amém. >> Obrigado por >> Obrigado por Obrigado por tão espantosa mensagem Obrigado por tão espantosa mensagem e por notícia tão maravilhosa que é a e por notícia tão maravilhosa que é a graça que o Senhor derramou por nós na graça que o Senhor derramou por nós na cruz, o Teu sangue, o sangue do cruz, o Teu sangue, o sangue do verdadeiro cordeiro de Deus que foi verdadeiro cordeiro de Deus que foi morto por nossos pecados, em nosso morto por nossos pecados, em nosso lugar. Obrigado por tamanho amor. Nós te lugar. Obrigado por tamanho amor. Nós te louvamos por isso. E eu quero aproveitar louvamos por isso. E eu quero aproveitar para pedir, Senhor, se há alguém aqui para pedir, Senhor, se há alguém aqui nesta manhã que ainda não encontrou esse nesta manhã que ainda não encontrou esse amor, amor, esse poder da cruz que o resgatou, que esse poder da cruz que o resgatou, que teu espírito tem a liberdade agora de teu espírito tem a liberdade agora de convencê-lo de que o Senhor o ama convencê-lo de que o Senhor o ama e que a cruz nos resgata. e que a cruz nos resgata. Se possível, Deus, se preciso que essa Se possível, Deus, se preciso que essa pessoa percussione nessa noite, pessoa percussione nessa noite, >> mas se encontre com o Senhor. >> mas se encontre com o Senhor. >> É o que nós oramos no nome de Jesus. [música] เ
Pontuação Geral
91
/100
Análise baseada na tradição Reformada / Calvinista
Um sermão expositivo sólido e fiel, que articula a cruz como clímax da história redentora, enfatizando a expiação substitutiva e a restauração do acesso à presença de Deus.
Tema principal:
A cruz de Jesus como cumprimento da narrativa bíblica dos pactos, demonstrando vitória sobre o pecado e restauração do acesso à presença de Deus por meio da expiação substitutiva.
A santidade de Deus ela é tão poderosa que ela é radioativa. Ninguém consegue entrar numa presença de um lugar radioativo.
Problema: Metáfora moderna que pode simplificar excessivamente a santidade divina, embora não seja doutrinariamente errada.
Risco pastoral: Risco de reduzir a santidade a um conceito físico, potencialmente banalizando o temor reverente.
Sugestão: Manter a linguagem bíblica de santidade como fogo consumidor (Hebreus 12:29) ou luz inacessível (1 Timóteo 6:16), explicando que o pecado torna a presença de Deus mortal para o homem caído.
Pontuações de 0 a 100. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
Uso extensivo e preciso das Escrituras, com conexões intertextuais fiéis ao contexto geral da narrativa bíblica.
Hermenêutica
Boa aplicação da tipologia (Êxodo, cordeiro, véu) como sombra de Cristo, seguindo princípios reformados de interpretação cristocêntrica.
Precisão Teológica
Alinhado com doutrinas reformadas: pecado, expiação substitutiva, soberania divina na salvação, ênfase na iniciativa graciosa de Deus.
Compreensão Contextual
Boa contextualização histórica da crucificação e do Antigo Testamento, embora algumas ilustrações modernas (radioatividade) possam ser anacrônicas se tomadas literalmente.
Aplicação Prática
Boa aplicação convidando à fé e gratidão, mas poderia incluir mais implicações práticas da cruz para a vida diária (negação do ego, amor sacrificial).
Clareza do Evangelho
Clara apresentação do evangelho: pecado humano, sacrifício de Cristo, oferta de salvação pela fé, com apelo à resposta pessoal.
Nestas dimensões, pontuações menores indicam melhor resultado.
Nível de Eisegese
Mínima imposição de ideias externas ao texto; as interpretações são derivadas do fluxo natural da narrativa bíblica.
Risco de Heresia
Nenhuma negação de doutrinas essenciais; a exposição é ortodoxa e cristocêntrica.
A santidade de Deus ela é tão poderosa que ela é radioativa. Ninguém consegue entrar numa presença de um lugar radioativo.
Problema: Metáfora moderna que pode simplificar excessivamente a santidade divina, embora não seja doutrinariamente errada.
Risco pastoral: Risco de reduzir a santidade a um conceito físico, potencialmente banalizando o temor reverente.
Sugestão: Manter a linguagem bíblica de santidade como fogo consumidor (Hebreus 12:29) ou luz inacessível (1 Timóteo 6:16), explicando que o pecado torna a presença de Deus mortal para o homem caído.
Hoje falaremos sobre a cruz e no domingo que vem nós terminaremos, enfim, com vida, ressurreição.
Equilíbrio bíblico: Embora o foco seja a cruz, uma menção mais explícita à ressurreição como validação do sacrifício (Romanos 4:25) fortaleceria a mensagem pascal.
Narrativa bíblica abrangente, conectando criação, queda, êxodo, templo e cruz de forma coerente.
Voltamos para Gênesis... a Bíblia nos conta uma única grande história.
Impacto: Ensina a congregação a ver a Bíblia como uma história unificada da redenção, fortalecendo a compreensão teológica.
Explicação clara da expiação substitutiva, evitando caricaturas de Deus sanguinário e destacando o amor divino na iniciativa salvífica.
O que tá acontecendo aqui é que o próprio Deus está assumindo sobre si essa dívida.
Impacto: Apresenta a cruz como expressão máxima do amor de Deus, contracultural a visões distorcidas de vingança divina.
Uso pastoral de ilustrações (ex: perdão do carro) para comunicar verdades teológicas complexas.
Imagine que o Léo... ele diz: 'Eu te perdoo'. Só que perdoar não é fácil.
Impacto: Torna o conceito de expiação substitutiva acessível e pessoal, ajudando a congregação a internalizar o custo do perdão.
Tema principal:
A cruz de Jesus como cumprimento da narrativa bíblica dos pactos, demonstrando vitória sobre o pecado e restauração do acesso à presença de Deus por meio da expiação substitutiva.
Tom pastoral:
A cruz, um símbolo de tortura e humilhação, tornou-se símbol...
Tese completa: A cruz, um símbolo de tortura e humilhação, tornou-se símbolo de vitória porque Jesus cumpriu as profecias do Antigo Testamento como o substituto penal que resolve o problema do pecado.
Suporte: Explicação histórica da crucificação como método cruel; conexão com Lucas 24 onde Jesus afirma que as Escrituras previam seu sofrimento; referência a Isaías 53 como profecia do servo sofredor.
A queda humana resultou na perda da presença de Deus, e a hi...
Tese completa: A queda humana resultou na perda da presença de Deus, e a história bíblica (Êxodo, tabernáculo, sacrifícios) aponta pedagogicamente para a necessidade de um sacrifício substitutivo para restaurar o acesso à presença divina.
Suporte: Narrativa da criação, queda e exílio do Éden; êxodo e Páscoa como sombra do sacrifício futuro; instituição do tabernáculo e sacrifícios anuais.
A morte de Jesus na cruz foi um ato substitutivo voluntário...
Tese completa: A morte de Jesus na cruz foi um ato substitutivo voluntário onde ele assumiu a dívida do pecado, sofrendo o abandono e juízo que merecíamos, demonstrando o ápice do amor de Deus.
Suporte: Citação de Mateus 27:46 (abandono); referência a 2 Coríntios 5:21 e Gálatas 3:13; ilustração de perdão com custo; ênfase na voluntariedade (João 10:18).
O rasgar do véu do templo simboliza que o sacrifício de Jesu...
Tese completa: O rasgar do véu do templo simboliza que o sacrifício de Jesus abriu acesso permanente à presença de Deus, cumprindo o novo êxodo e estendendo a salvação a todos, incluindo os gentios.
Suporte: Explicação do véu como barreira à presença de Deus; menção do centurião romano confessando Jesus como Filho de Deus; conexão com Hebreus sobre ousadia para entrar no santuário.
Uso Contextual
Usado corretamente no contexto narrativo da crucificação, destacando elementos sobrenaturais (trevas, terremoto, véu rasgado) como sinais do juízo divino e da inauguração da nova aliança.
Questões Exegéticas
Nenhum problema significativo; a interpretação das trevas como juízo divino é consistente com o simbolismo bíblico (ex: Amós 8:9).
Leitura Sugerida
A escuridão como sinal escatológico do juízo de Deus sobre o pecado, concentrado em Cristo, o portador da maldição (Gálatas 3:13).
Uso Contextual
Aplicado corretamente a Jesus como cumprimento da profecia do servo sofredor, enfatizando a substituição penal.
Questões Exegéticas
Pequena inferência: a alegação de que os judeus da época não conectavam Isaías 53 ao Messias é geralmente aceita, mas há debate histórico sobre expectativas messiânicas.
Leitura Sugerida
O servo sofredor como figura representativa que culmina em Jesus, conforme interpretação do Novo Testamento (Atos 8:32-35).
Uso Contextual
Usado adequadamente para mostrar a necessidade de sangue para remissão e a superioridade do sacrifício de Cristo.
Questões Exegéticas
Nenhum problema; a exegese está alinhada com o argumento de Hebreus sobre a eficácia única do sacrifício de Cristo.
Leitura Sugerida
O sacrifício de Cristo como definitivo, encerrando a repetição de sacrifícios antigos.
Uso Contextual
Empregado corretamente para mostrar que Jesus interpretou toda a Escritura como apontando para seu sofrimento e glória.
Questões Exegéticas
Nenhum problema.
Leitura Sugerida
Jesus como chave hermenêutica das Escrituras, cumprindo lei, profetas e salmos.
Diagnóstico geral:
Sólida
Incluir um chamado mais explícito à resposta prática (arrependimento, discipulado) além da compreensão teológica.
Reforçar a conexão entre a cruz e a vida cristã cotidiana (tomar a cruz diariamente).
Manter o equilíbrio entre sofrimento e glória, cruz e ressurreição, mesmo em sermões focados.
Resumo em uma frase:
Um sermão expositivo sólido e fiel, que articula a cruz como clímax da história redentora, enfatizando a expiação substitutiva e a restauração do acesso à presença de Deus.
Esta análise foi realizada considerando a perspectiva teológica da tradição Reformada / Calvinista (Igreja Esperança). As pontuações refletem a fidelidade às doutrinas desta tradição específica.