Excelente. Bom demais. Obrigado. Boa noite a todos. Vai para Primeira Pedro, capítulo 1. Nós estamos no penúltimo encontro em Primeira Pedro, nessa série, ah, que eram sete marcas da vida peregrina, acabaram virando oito. Davi tá orando para não virar nove, né? Porque aí o Davi organiza a agenda de sermões do ano, ele que preenche a planilha. E aí eu fico baldiando a planilha do Davi, que eu fico Davi, vou precisar de um sermão a mais. Aí muda o ano inteiro, coitado, né? Davi tá se tremendo já aí pedindo para eu não dividir mais nenhum sermão ao meio. Vou me esforçar, pastor Davi, eu juro, eu juro. Mas hoje a gente vai do verso 17 ao verso 21 do capítulo primeiro de Primeira Pedro. Quando você vai abrindo, me permita. Do nada subiu aqui bem alto meu retorno. Não sei se pode me deixar com pouco retorno, viu? Se for ficar fazendo microfonia, pode. Eu me escuto bem. falo alto por fal por má educação mesmo, não é por surdez não, mas quando você vai abrindo, me permitam a palavra de de introdução. A vida muitas vezes se parece com a com uma competição disputada em um estádio cheio. Há muitas vozes nas arquibancadas que muitas vezes a gente escuta enquanto corre nossa jornada. famílias, amigos, inimigos, a a sociedade, a própria igreja, as tradições, sejam religiosas, sejam sociais, a as redes sociais, as expectativas que a gente tem no nosso coração. Cada grupo grita uma coisa e na nossa jornada de fé há muitas vozes que a gente sempre escuta enquanto caminha. E cada plateia parece que espera de nós uma atuação diferente. Os pais esperam o nosso sucesso financeiro, os filhos esperam a nossa presença carinhosa, os amigos esperam algum tipo de lealdade. O mundo espera que a gente participe de sua ética, de seus valores e de sua moral. A igreja deseja determinado tipo de entrega. E diante de cada uma das plateias à nossa volta, a gente se sente motivado a tentar buscar algum tipo de respeito. A gente quer muitas vezes assentir as vozes e as expectativas daqueles que estão à nossa volta. Diante de uma plateia, a gente quer parecer respeitável. Diante de outra plateia, a gente quer ser considerado inteligente. Ah, diante de algumas outras, a gente quer parecer forte. Diante de outras, sensível. Em algumas plateias a gente quer parecer espiritual, em outra a gente não quer parecer bitolado demais. E a gente quer passar a vida às vezes trocando de personagem conforme muda a arquibancada. E a gente tem um uma plateia a quem a gente quer servir. E aí eu gosto muito do que os puritanos diziam. Aquele grupo religioso tão famoso por tentar aplicar na sociedade os ideais calvinistas, eles diziam que um crente é alguém que vive diante da plateia de um. Como cristãos, a única plateia que deveria importar é Deus. Deus. Tanto que a teologia reformada possui um termo famoso chamado Corandel. É um termo latim para falar de estar diante de Deus. Vivemos a vida diante do Senhor. Um Deus que olha pra gente, uma plateia de um. E ao invés de vivermos a vida preocupados com aquilo que os outros dizem, as expectativas que os outros têm sobre nós, deveríamos viver a nossa vida sabendo que há um Deus que olha para nós. Há um Deus olhando pra gente. Quando a gente esquece que vive corandel, que vive diante de Deus, a gente vive a vida em busca de performance. A gente quer atuar paraa igreja, a gente quer atuar pros amigos, a gente quer atuar pra esposa ou pro marido, a gente quer assumir um a o tipo de papel que o mundo espera de nós. E eu imagino que, bom, colocado nessas circunstâncias e nesse momento, o papel que se espera de mim é esse aqui. É a minha performance de fé, é a minha performance profissional, é a minha performance relacional, o que quer que seja, como peregrinos. Peregrinos. não vivem diante de uma grande plateia. Existem poucos olhando para nós. Às vezes até a gente só imagina as expectativas dos outros. Deveríamos viver preocupados com a expectativa do nosso guia, daquele que olha para nós em nossa jornada. Há um filme muito maravilhoso. Eu gosto muito de filme de esportes, né? Você pode pegar minhas dicas aí se você quiser se motivar ao atletismo. Um filme maravilhoso, um clássico, se chama Carruagens de Fogo. Carruagem de fogo conta a história de Eric Lindell, que corria diante de milhares de pessoas. Há uma nação esperando a sua vitória, adversários tentando derrotá-lo, multidões acompanhando cada um dos seus movimentos. Mas quando ele é questionado porque é que ele corre, ele diz que quando ele corre e quando ele corre rápido, ele sente o prazer de Deus. Ele diz: "Deus me fez veloz. Quando eu corro rápido, eu sinto o prazer de Deus". Havia um estádio cheio olhando para ele, mas ele só se importava com a plateia daquele que o fez. Enquanto a multidão se preocupava com o seu desempenho, ele se preocupava com o Deus que via a sua vida. vida. Primeira Pedro é um texto para peregrinos cercados por muitas vozes humanas, gritando coisas às vezes dissonantes. O nosso coração muitas vezes ouve essas vozes, internaliza essas vozes, assume esses valores e esquece de que no fim das contas nós prestamos satisfação a um só. é a Deus, é o nosso Senhor. Ao invés de vivermos como peregrinos, tentando conquistar a aprovação da multidão, nós deveríamos viver lembrando daquele que está olhando para cada detalhe da nossa vida, para cada passo da nossa jornada. Porque por mais que a vida cristã às vezes seja vivida diante de um estádio cheio, a nossa plateia é o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É a eles que devemos satisfação. O texto de hoje nos fala sobreviver diante do sangue. nos fala de viver temendo diante daquele que vê o que é que nós fazemos com o sangue precioso do seu filho. Nós estamos numa jornada, não é necessariamente uma corrida literal como Eric Lindel ou como algum maratonista. Nós estamos diante de uma jornada vivida diante do sangue. Houve um sangue precioso derramado para que pudéssemos viver com Deus. No fim das contas, a pergunta que a gente vai ter que responder é: o que é que nós fizemos com o sangue que foi derramado por nós? Há um Deus olhando paraa nossa jornada. Há um Deus que se preocupa se nós estamos pisoteando o sangue do Cristo, se estamos vivendo dignos do sangue que foi derramado, ou se estamos ouvindo os gritos do mundo, aceitando os aplausos dos discrentes, ao invés de valorizarmos aquele que nos entregou do que há de mais valioso, que é o sangue derramado de Cristo Jesus. Primeira Pedro 1, a partir do verso 17 diz o seguinte: "E "E se vocês invocam como pai aquele que sem parcialidade julga segundo as obras de cada um, cada um, vivam em temor durante o tempo da peregrinação de vocês, sabendo que não foi mediante coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram resgatados da vida inútil que seus pais lhe legaram, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula. Ele foi conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado nestes últimos tempos em favor de vocês. Por meio dele, vocês creem em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória para que a fé e a esperança de vocês estejam em Deus. em Deus. Queridos, primeiro, os peregrinos vivem diante do olhar do Pai. É o que diz o verso 17 do texto que nós acabamos de ler. E se cada um de vocês invocam como pai aquele que sem parcialidade julga [roncando] segundo as obras de cada um, vivam em temor durante o tempo da peregrinação de vocês. O cristão, meus irmãos, não é alguém que corre sozinho. O cristão é alguém que corre com uma testemunha. Deus é chamado de pai e o seu olhar não é o olhar distante de um espectador indiferente. É o olhar daquele a quem pertencemos. Somos dele e ele olha para nós. O nosso pai, irmãos, é um pai que julga. O texto é muito forte. O texto fala que a gente invoca como pai alguém que julga sem parcialidade. Porque se o teu pai é poderoso, meu irmão, pega o filho de alguém importante numa blitz. Ah, vou ligar para papai, ele vai resolver para mim, ele conhece alguém e tal. tal. Mas a gente invoca como pai aquele que julga sem imparcialidade. Você acha que porque Deus é teu pai, ele vai aliviar paraa tua discrença, pra tua vida ímpia, pra tua falta de arrependimento. Aquele que é nosso pai julga sem imparcialidade. Saber que o nosso juiz é nosso pai nos dá esperança em saber que existe um amor presente, existe um pai que vai nos instruir sobre o caminho do bem, mas quando chegarmos no tribunal, se formos culpados, culpados, o nosso pai julga sem parcialidade. Nosso pai é nosso juiz, ele acompanha a caminhada e ele avalia as nossas obras. Enquanto muitos julgam pela aparência, pela popularidade, pelo resultado, Deus julga com verdade. Não sei se você conhece essa história, mas nos primeiros dias da República Romana havia um cônsul chamado Lúcio Júnior Bruto, um nome bem interessante. E Bruto descobriu que os seus próprios filhos estavam participando de uma conspiração contra a cidade. Diante dele estavam os homens que havia traído Roma, mas eram também os meninos que ele havia criado. Imagina o coração de pai do côsul quando ele sentou para julgar seus próprios filhos. A autoridade do juiz não desapareceu porque ele havia criado os acusados. Segundo o historiador Tito Lívio, Bruno, Bruto demonstrou dor no julgamento, mas condenou os próprios filhos. Ele tinha autoridade para liberar os seus filhos, mas bruto representa o peso da justiça. Dura lei, dizem os juristas, dura lei, triste lei. Mesmo um pai diante de filhos criminosos precisa punir seus filhos de forma real. Mas bruto representa uma justiça fria, trágica. Primeira Pedro nos lembra que o pai que julga e que julga sem parcialidade também é aquele que entrega um resgate pelos seus filhos. O resgate é o sangue de Jesus. Nós temos um pai que julga sem imparcialidade, mas por é pai nos oferece um caminho justo de redenção para que possamos escapar da dura lei que é justa diante do nosso pecado. Irmãos, nós temos um Deus que nós invocamos como pai, que nos recebe, nos ama e nos chama de filhos. E este pai nos julga sem imparcialidade, segundo as obras de cada um. Somos julgados por obras, irmãos. Somos uma igreja protestante, cremos em justificação pela fé. Mas como é que a nossa fé será avaliada? A nossa fé será avaliada pelo modo como nós nos comportamos, pelo modo como nós vivemos. Nós não somos salvos pela fé para justificar uma vida ímpia. Não, pastor. Aqui dentro tem fé. Por mais que aqui fora só tenha pecado, adultério, blasfêmia. Aqui fora só a bebedeira, só a falta de amor ao próximo, mas dentro tem fé. tem fé. Deus não compra essa conversa. Aquele que julga sem imparcialidade não vai julgá-lo por aquilo que você declara se tem fé ou não tem. O modo como você declara se tem fé ou não é por meio do modo como você vive. Irmãos, a fé não vai contar com a sua saliva no último dia. No dia do julgamento final, a sua fé será avaliada não pelas suas declarações se você tem fé ou não, será avaliada por uma vida que corresponda a essa fé. Não venha me dizer que você é crente, você é salvo, se você está deliberadamente escolhendo uma vida que tá longe daquilo que Deus espera de você. Não venha me dizer que você é salvo se você escolheu deliberadamente uma vida sem arrependimento pelo seu pecado. Se você não respeita o seu marido, se você não ama os seus filhos, se você não é fiel à sua esposa, se você não se afasta das obras mortas do pecado, se você se entrega à lacívia, à prostituição, à iniquidade, vive livremente no pecado e vem me dizer que tem fé. tem fé. Não, pastor, sei que Cristo me salvou. Mentira. Porque aquele que julga sem parcialidade vai avaliar se a sua vida correspondeu àquilo que você falava. Somos salvos pela fé e pela fé somente. E a fé será avaliada pelos frutos que ela dá, pela expressão externa que ela tem. É impossível ter fé e viver igual o mundo. É impossível ter fé genuína e salvadora e não ter obras que correspondam a uma vida diante do Pai. Irmãos, nós somos peregrinos nessa terra. terra. Nós não aproveitamos o fato dele ser o nosso pai para vivermos displicentemente como filho do juiz que acha que tá acima da lei. Se somos filhos do juiz, nós somos exemplo de seguir a lei. Nós somos exemplo de fidelidade, exemplo de obediência, porque o nosso pai é o juiz do universo. Como viveremos uma vida que deshonra o grande juiz? Às vezes você pode ver a sua vida pensando, pastor, o que que o que que vão pensar de mim? Pessoal da faculdade vai me zoar, pastor. Vou sofrer bullying no trabalho, pastor. E é verdade, nós deveríamos viver de uma forma que corresponda a ter o juiz como pai. Você pode estar diante de um estado cheio, um uma plateia ampla, olhando para você, esperando coisas de você. No fim das contas, a sua vida tem que ser vivida em referência ao seu pai, ao seu juiz, ao único que lhe vê como você realmente é. Devemos viver em temor, irmãos. O termo é que nós vivemos em temor diante desse pai que é o nosso juiz. A palavra bíblica para temor é uma palavra bem ampla. Dá para traduzir por medo, dá para traduzir por um tipo de reverência. Eh, meio que é na na linguagem grega meio que invoca isso tudo um pouco. Se o teu pai é um juiz e você começa a cometer crimes, isso deveria gerar um medo um pouco maior, um temor maior, porque você sabe talvez da integridade daquele que tá na sua casa. Você não vai viver assim diante simplesmente de um juiz qualquer. O seu próprio pai que te ensinou o caminho do certo, do bem, do justo, que vai te julgar sem parcialidade, é que estará contemplando as suas obras. Devemos viver em temor, irmãos, dentro desse tempo de peregrinação que Deus nos deu. Essa vida é temporária, irmãos. É uma vida curta. E temos um pai que nos acompanha, um pai que nos julgará, mas não deixará de ser nosso pai. Um pai que nos amará, mas que não deixará de ser nosso juiz. Se nós vivermos diante dele, preocupados com ele para agradar a ele, irmãos, ah, nós teremos um caminho de redenção, um caminho de esperança, porque o Pai nos deu sangue. Esse é o meu segundo ponto. O peregrino [roncando] vive para aquele que pagou o seu resgate. A maravilha de termos um pai que é juiz é que este mesmo juiz nos entregou um caminho de perdão pros nossos pecados. É o que diz o verso 18 e 19. Sabendo que não foi mediante coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram resgatados da vida inútil que seus pais lhe legaram, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula. Pedro menciona talvez uma das plateias mais poderosas que nós possuímos, os nossos antepassados. O texto vai dizer que havia uma vida inútil, uma vida sem valor que nos foi legada pelos pais. Muitas pessoas, muitas vezes, continuam vivendo diante dos olhos de seus pais, mesmo depois que cresceram, tentando corresponder as expectativas da família, repetir os valores, provar que venceram ou algo do tipo. Muitas vezes os pais viviam vidas terríveis de pecado e às vezes nós nós nos sentimos legados a esse tipo de vida, de pais que traíram as mães, de mães que se entregaram ao alcoolismo, de casamentos destruídos, de vidas em torno dos bens e dos do dinheiro e dos valores. Muitas vezes nós repetimos padrões pecaminosos que existem nos nossos lares há muito tempo. Pedro diz que alguns padrões são herdados mesmo. A gente aprende dos pecados dos nossos antepassados muito mais do que a gente tá disposto a assumir. assumir. Não acredito em maldição hereditária. Não tá na Bíblia esse tipo de coisa de que os pecados dos seus pais é um tipo de maldição. E aí você tem que se arrepender dos pecados do seu pai. Já participei de rituais, pastor Davi, para me arrepender como pessoa e como linhagem. Eu tinha que me arrepender dos pecados da minha linhagem para que as maldições hereditárias fossem quebradas na minha vida. Não é nada disso tá na escritura. Nada disso é bíblico. Mas veja, por mais que não exista maldição hereditária, não ignore o poder da sua criação sobre o seu caráter, o poder do seu contexto sobre quem você é. Quantas moças eu já conheci que não acreditavam no casamento porque não viram nenhum casamento dar certo na sua família. Quantos homens eu conheci que não acreditavam em fidelidade conjugal porque nunca viram um homem fiel na própria família? Quantos de nós não aprendemos e repetimos pecados e comportamentos terríveis por causa de uma vida inútil que nos foi legada pelos nossos pais? os nossos antepassados, os a nossa criação é muito poderosa. Mas, irmãos, algo que pode nos fazer escapar das influências do mundo, da cultura dos pais, dos antepassados, dos discrentes, da arquibancada sobre nós, é justamente o poder do sangue. O peregrino já não precisa representar o papel que lhe foi legado pelos seus antepassados. A sua vida já foi adquirida por outro. Nós temos outro pai. pai. Ah, pastor, mas meu pai e minha mãe tiveram um casamento terrível, mas seu pai agora é outro. É assim que a gente fala: "Teu pai é outro, irmão. Teu pai é outro". Você tem o seu pai físico, obviamente você o ama, você o recebe, mas espiritualmente se você foi criado por discrentes, se na sua família você não foi apresentado aos valores do reino, se você viu constantemente na sua criação pessoas sendo entregues ao pecado, irmãos, entendam, vocês foram resgatados para outra família, para outra entidade espiritual. lá um pai que te entregou sangue para te redimir de vidas inúteis que este mundo pode ter sobre você como expectativa. Dizem que o fruto nunca cai longe da árvore. Filho de peixe peixinho é dizem. Ah, irmãos, nada mais mais mundano do que acreditar que crentes vão sempre repetir os pecados das suas famílias, dos seus pais, dos seus parentes. Nós fomos comprados pelo sangue. Nós nascemos de novo. Nós nascemos novamente. Não entramos no ventre de nossas mães para nascer novamente, mas nascemos agora do alto. Nascemos do espírito. Cata e ouro não compraram a nossa liberdade. A libertação dos pecados que muitas vezes entram nos nossos corações e parece que ficam incrustrados em nossa alma porque estão lá desde cedo, desde jovenzinhos. Pastor, faz décadas que eu vivi assim. Cristo te comprou com sangue para que você não precise mais viver preso aos pecados do passado, aos erros da sua família. Cristo entregou sangue. Uma das obras mais magníficas que eu já li é um livro chamado Os Espectros. é de um, de um dramaturgo norueguês do século XIX chamado Hendrick Ibsen. Ele escreveu um das peças mais maravilhosas do teatro moderno sobre a a história de uma senhora chamada Alvin. Durante anos, ela tentou preservar a boa reputação do seu marido, que era o capitão Alvin, porque ele era um homem muito respeitado na cidade. E aí ele era um homem aparentemente honrado, era um capitão e ela contribuía pro imaginário, pra reputação do seu marido. Acontecia que dentro de casa ele era um homem terrível, era irresponsável, era infiel, era moralmente destruído. Mas depois que ele morre, a a senora Alvin tentou esconder todos os pecados do seu marido, porque ela queria proteger o nome da família. Ela queria evitar que os filhos conhecessem as verdades sobre o próprio pai. Chegou a construir um orfanato em homenagem ao próprio marido, como se uma obra pública pudesse apagar tudo aquilo que ele fez dentro de casa. Acontece que na obra o passado não permanece enterrado e os pecados do pai continuam trazendo consequências. As mentiras da família continuam moldando as decisões da mãe. O filho volta para casa carregando marcas da vida do pai. E aos poucos a senora Alvin percebe que aquela casa estava cheia de espectros. É o nome que se dá para fantasmas de alguma forma. Eu não creio em fantasmas, não acredito em monstros debaixo da cama. Mas será que a gente não conserva muitos fantasmas nos corredores da nossa peregrinação? Pecados que nem são nossos, mas que por algum motivo a gente acredita que serão nossos porque foram dos outros à nossa volta? que serão nossos, porque a gente viu acontecer muitas vezes ao nosso redor os espectros muitas vezes são os pecados, os medos, padrões do passado que continuam vivos no nosso coração. Na história, na dramaturgia, o marido tinha morrido, mas a maneira dele viver ainda governava a casa. Irmãos, Pedro diz que nós fomos resgatados. Resgatados não só do pecado, fomos resgatados da vida inútil, de uma vida inútil que nós recebemos dos antepassados. Irmãos, eu sei que todos nós nascemos dentro de uma história. Nós herdamos costumes, herdamos também valores, herdamos memórias. Podemos herdar muitas maneiras erradas de viver. Há famílias em que a violência passa de uma geração a outra, em que o orgulho, a mentira, a frieza, a ambição, o medo, a idolatria do dinheiro, a incapacidade de pedir perdão, passam de uma geração a outra. Pastor, mas você tem que entender como foi minha criação, pastor. Pastor, é que lá em casa a gente não pedia desculpa. A gente só se tratava normal. Pastor, é que lá em casa minha mãe nunca fez essas coisas pro meu pai. Não, porque pastor lá em casa você tem que ver como é que eu fui criado, pastor. E veja como você foi criado, tem uma importância na formação de de quem você é. Eu não desconsidero isso. Mas se você tem como pai aquele que te resgatou pelo sangue, o modo como você foi criado significa menos do que o modo como você foi comprado. comprado. O modo como você foi criado significa menos que o modo como você foi comprado. Você foi comprado não por valores humanos, foi pelo sangue. O sangue de Cristo que te redime de todo pecado foi derramado sobre você e sobre a sua história, para que agora como peregrino, você possa se livrar das amarras do passado. passado. Em Cristo, o passado continua explicando quem nós fomos, mas já não possui o direito de decidir quem você é e quem você vai ser. Porque pelo sangue de Cristo você foi resgatado da natureza vazia da vida presente. O sangue de Cristo interrompe a repetição de padrões terríveis, nos dá uma nova herança, uma nova família, uma nova maneira de viver, uma maneira de viver redimida pelo sangue. Se você é peregrino, você pode sair da casa dos seus antepassados sem continuar carregando fantasmas, o fardo dos erros dos outros. Irmãos, a plateia decisiva não é quem te precedeu. A plateia decisiva é quem sangrou por você. Isso muda a natureza da nossa obediência. Nós não vivemos, mais uma vez, repito isso várias vezes ao longo da série de sermões, nós não vivemos tentando conquistar o amor de Deus. Nós vivemos porque ele nos amou primeiro, nos libertou primeiro, nos deu o meio de continuar essa jornada diante da maravilha da cruz. Um olhar que nos examina, sim, o olhar de um juiz, mas o olhar de um pai que se entregou para nos dar salvação. Nós fomos resgatados da vida terrível do pecado por meio do sangue. Que sangue poderoso, que sangue precioso. O sangue da aspersão que fala melhor que o sangue de Abrel. Abrel. Um sangue continua clamando por nós. Temos a redenção por meio do sangue, o perdão dos pecados, a saber, a riqueza de sua graça. Irmãos, que coisa preciosa, maravilhosa é ter esse sangue derramado sobre nós. sobre nós. Mas, irmãos, que coisa terrível é viver a vida como se esse sangue não significasse nada. Que coisa terrível é pisotear o sangue do cordeiro. Que coisa terrível é nos entregarmos livremente ao pecado, vivermos como se esse sangue não fosse precioso, como se não fosse nada, como se fosse o sangue de bodes ou de bois, como se fosse prata e ouro humano, e não o sangue do filho de Deus puríssimo, derramado pelos nossos pecados. Esse sangue, irmãos, nos dá tudo que nós não podemos alcançar. Eu lembro de Segunda Reis 5, quando Naamã aparece como um homem poderoso, comandante do exército da Síria, respeitado pelo rei, cercado de prestígio, a plateia em volta de Naamã era grande, aplaudia, gritava seu nome, mas ele carregava no seu corpo o peso de uma doença que o tornava impuro. Naamã era leproso. Quando ele ouviu que havia em Israel um profeta capaz de curá-lo, ele partiu levando consigo uma pequena fortuna. Ele achava que talvez o ouro e a prata pudessem comprar a sua cura. O texto diz que ele levou roupas finas, levou ouro, levou prata e Namã, Namã viajou preparado para comprar a sua libertação. Ele possuía aquilo que os homens costumavam, costumam até hoje usar para resolver os seus problemas. Dinheiro e surra só não resolve quando é pouco. Não é isso que dizem? Dinheiro e surra, se for pouco, não resolve não. Mas tendo bastante, com dinheiro e com surra você resolve muita coisa. Na mã pensava assim: "Rapaz, tem lá o profeta, ele cura o povo, eu tô doente, dinheiro só não resolve se for pouco. Vamos lá no profeta". Ele tinha autoridade, ele tinha influência, prata, ouro, nada disso. Podia comprar a sua libertação. Ele chega na casa de Eliseu e o profeta não sai para recebê-lo. Não sei se lembra disso na história. É meio chocante. Ele era um homem de prestígio. Se vai uma pessoa de prestígio na tua casa, uma pessoa importante na tua porta, ah, meu irmão, tu tu faz uma sala, tu sai. Como é que vai, Senhor? Ó, autoridade, né? Ele não sai da porta, nem olha para pro para Naamã. Ele manda uma mensagem. Naamã deveria mergulhar sete vezes no rio Jordão. Eu imagino que Namão ficou muito ofendido. Ele esperava talvez uma cerimônia digna da sua posição. Esperava que o profeta saísse, invocasse o nome de Deus, realizasse um grande gesto. Talvez ele esperasse alguma negociação acerca daquela riqueza, mas a cura não estava à venda. Ele teve que descer do cavalo, entrar nas águas do Jordão e só quando ele obedeceu a palavra de Deus é que ele foi realmente restaurado. Depois disso, ele voltou para Eliseu e em gratidão tentou entregar presentes. Eliseu recusou os presentes. presentes. Naamã havia chegado com prata e ouro, saiu curado sem conseguir pagar pela sua purificação. Irmãos, quanto de nós achamos que prata e ouro podem comprar o favor de Deus? Quantos de nós não achamos que a oferta que damos compra o favor de Deus? Eu entrego os dízimos de tudo quanto ganho. Eu oferto na igreja. Eu eu ajudo na obra missionária. Eu, pastor, você tem que ver o quanto eu oferto, o quanto eu dou. quanto eu oferto, o quanto eu dou. Talvez Deus possa me perdoar por esses pecados. Pastor, o quanto eu me dedico perco um culto? Tô lá nas terças-feiras no polo do culto de família. Quando é na minha casa, eu compro até bolo. E a gente acha que pode de alguma forma comprar a nossa purificação com coisas humanas, mas, irmãos, para perdoar os nossos pecados, toda a riqueza do mundo seria insuficiente. Se todo ouro que já foi retirado do veio da terra, se todo diamante que já foi refinado, se todas as glórias e riquezas humanas, se toda a natureza, se todos os rios, se todas as estrelas do céu e as nebulosas, se todos os anjos e os seres viventes fossem sacrificados e entregues pelo nosso pecado, não seria o bastante. Apenas o sangue do cordeiro, apenas o sacrifício daquele que era infinito e perfeito, podia purificar corações tão duros. Irmãos, foi o sangue do próprio Deus derramado por nós. Esse é o poder do sangue. Essa é a grandeza desse sangue. Você precisa, talvez, estudar e trabalhar para ter riquezas nesse mundo. Você precisa, talvez de um bom currículo para ser contratado numa empresa. Talvez você tem que conseguir boas notas para crescer academicamente. Talvez conseguir beleza humana para conseguir ser cobiçado por quem você tanto deseja. Mas para sermos salvos salvos nada. nada. Nada é suficiente. Nada poderia ser levado em conta. Sim, irmãos, somos julgados pelas nossas obras. Não porque as nossas obras são bastante para nos salvar, não porque elas são levadas em conta paraa nossa salvação, mas porque elas apenas representam que nós vivemos uma vida respeitando o sangue que foi derramado por nós. Mas infelizmente, infelizmente, irmãos, quantas vezes nós vendemos Jesus ao pecado? pecado? É muito fácil julgar Judas, não é? Você já leu a Bíblia e olhou a história de Judas com olhar de julgamento? Como é que esse caba faz um negócio desse? 30 moedas, meu irmão. 30 que é isso? Vendeu Deus por dinheiro. O traidor é parece muito fácil. Esse foi o preço que ele deu pro sangue derramado. 30 moedas de praça, de prata. Trocou Jesus por dinheiro. Preferiu aquilo que ele podia guardar nas mãos do que aquilo que poderia morar dentro dele. dele. Mas a história dos Evangelhos logo revela, não é? o valor de cada coisa. Depois que Jesus é levado, Judas considera aquelas moedas algo insuportável. Tentou devolver as moedas, terminou lançando as moedas do templo. A prata que ele havia usado para vender Jesus não podia libertá-lo da culpa de vender Jesus. Irmãos, às vezes a gente vende Cristo por coisas baratas, a gente vende Jesus por uma noite de aventura. A gente vende Jesus por uma sensação subjetiva e temporária de liberdade. A gente vende Jesus por um gole um pouco mais e uma noite ébria, uma noite às vezes fora da própria mentalidade. A gente vende Jesus pelo sentimento de que é amado por um homem ou por uma mulher. A gente troca Jesus por um pouco mais de dinheiro, por um pouco mais de prazer, por um pouco mais de alegria. 30 moedas de prata são nada. A gente troca Jesus por menos. Ao invés de amarmos esse Cristo e vivermos uma vida digna do sangue, trocamos Cristo como Judas. Pedro coloca de nós, diante de nós, irmãos, irmãos, talvez uma referência à própria história de Judas. Não foi a prata e o ouro perecíveis que compraram a nossa redenção. Fomos comprados por um sangue derramado. O pecado, irmãos, todos os dias repete a escolha de Judas. Repetimos a escolha de Judas. Sempre que tratamos o sangue de Cristo como descartável, sempre que tratamos a obra da cruz como algo dispensável. Sempre que trocamos fidelidade por prazer, sempre que trocamos Deus por reputação, por dinheiro ou por poder, sempre sempre que traímos e pisamos no sangue, consideramos barata a vida comprada pelo sangue, não vale nada. valioso é aquilo que perece, são os prazeres desse mundo. Eu acho que é aqui que Pedro nos motiva, irmãos, nos motiva ao temor, a receber o perdão, a receber a graça daquele que é o nosso pai. Eu não consigo não lembrar do de os miseráveis de Víor Hugo. Quando Jean Valjan ele sai da prisão endurecido depois de anos de sofrimento. Ninguém quer recebê-lo, ninguém quer dar um trabalho para um ex-presidiário. E aí Jean Vajan, ele é encontrado por um bispo. Um bispo que abre a casa, que permite que Jan Valjan durma lá, lhe dá comida como um incrível ato de caridade num período pré-revolução francesa, um período de muita pobreza, um bispo cuida dele. Como Jean Valjan responde em gratidão, ele encontra alguns utensílios de prata na casa do bispo, rouba esses utensílios e foge. E quando foge, é pegue pela polícia. polícia. A polícia reconhece aqueles itens como pertencentes ao bispo e chamam o bispo. Pegamos aqui o criminoso ingrato. Você abriu a morada na na casa e ele lhe rouba. O que que o padre responde? O padre diz: "Não, não, não. Eu dei essas coisas para ele. Inclusive ele esqueceu algumas. Ele pega dois candelabros também de prata, entrega para Jean: "Vaujan, Tom, você esqueceu parte do que eu havia lhe dado e libera aquele homem. Jean Valjan é perdoado em uma misericórdia que expunha a gravidade do roubo. Ele não tinha só quebrado a lei, ele havia traído uma graça, uma graça maravilhosa de alguém que abriu a porta como se ele fosse um filho. Ele sendo um criminoso, ele rouba aquele que lhe deu morada. E quando é pegue, ele recebe mais graça, mais misericórdia. Irmãos, a gente troca Deus por coisas pequenas e quando a gente volta em arrependimento, a gente encontra um perdão que nos marca para sempre. Na história, Jean Valjan passa o resto da sua vida marcado pela graça daquele bispo. Irmãos, se nós somos peregrinos nesse mundo, nós não deveríamos viver o resto de nossa vida marcados pela vida inútil que nos foi legada, que nos foi ensinada pelos valores do mundo, pelos gritos da plateia. plateia. Deveríamos viver marcados pela graça que foi derramada pelo sangue, crendo que o nosso pai derramou sobre nós um modo de termos uma vida justa, onde podemos romper o ciclo do pecado e finalmente viver uma vida maior, uma vida melhor que não só nos livra da condenação, mas que nos compra para Deus. Pecar é trair esse sangue. Santidade, viver fugindo do pecado, é se lembrar do tamanho da graça e da misericórdia que nós recebemos daquele que nos deu morada como pai. Por isso, irmãos, em último lugar, o peregrino é aquele que espera ansiosamente o veredito eterno, o veredito do eterno que ressuscita os mortos. É o que a gente tem a partir então do verso 20. Ele foi conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado nesses últimos tempos em favor de vocês, por meio dele. Vocês creem em Deus, o qual ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória para que a fé e a esperança de vocês esteja em Deus. Irmãos, toda competição caminha para um resultado. Somos peregrinos, mas não andamos sem rumo. Estamos indo em direção a alguma coisa. Toda peregrinação espera uma chegada. Existe uma multidão que emitiu um veredito sobre Cristo. O que é que a arquibancada fez? A arquibancada rejeitou a Cristo, escolheu Barrabá, humilhou a Cristo, crucificou a Cristo. Deus emitiu outro veredito, diferente do veredito do mundo. Deus ressuscitou seu filho e o deu glória. A ressurreição mostra que o julgamento do mundo vale muito pouco, que o julgamento do mundo não é definitivo, que o mundo pode chamar de fracasso aquilo que Deus chama de glória, que o mundo pode rir da sua honestidade, mas que Deus te louva dos céus, que o mundo pode zombar da tua fidelidade, mas que há um Deus que recompensa aqueles que permanecem. de que o mundo pode dizer que você merece uma esposa melhor, que você consegue um marido melhor, que você pode estar num emprego melhor. É só abrir sua ética um pouquinho. O mundo vai julgar você, mas os juízos do mundo, irmãos, são os juízos de quem crucificou Jesus. Jesus. Por isso, irmãos, que a nossa fé e a nossa esperança não estão no mundo. A nossa fé e a nossa esperança estão em Deus. Nós como peregrinos podemos suportar desaprovações passageiras das plateias do mundo, porque a nossa esperança está no nosso pai, que é o nosso juiz. A gente pode perder o aplauso do estádio porque conhece o veredito que vem quando o estádio está vazio, quando aquele que importa vai olhar para nós. Nós podemos rejeitar a glória do mundo, podemos rejeitar os aplausos mundanos para permanecermos firmes diante daquele que morreu, daquele que derramou o sangue, daquele que é o eterno, aquele que é conhecido desde antes da fundação do mundo. Porque o texto diz que o interno, que o eterno encarnou na história a favor de nós. Irmãos, que história maravilhosa. O interno, o eterno entra na história. Ono entra nesse mundo. Entra por nós, entra a favor de nós. Eu não sei se você gosta de quadrinhos. Eu sou um homem de 34 anos, ainda gosto de quadrinho. Você me perdoe aí se isso lhe ofende de alguma forma. Mas tem um quadrinho, gosto muito, chama Watchman. É uma história em quadrinhos que passa numa distopia sobre a queda dos heróis. Existe a era de ouro dos heróis, mas os heróis agora foram criminalizados. E aí você tem agora todo um cenário sobre como é que é esse mundo pós heróis. É um cois um tipo de coisa que eu gosto de ler. E tem um personagem chamado Dr. Manhattan nessa história. Dr. Manhattan é um dos poucos, uma das poucas pessoas com super poderes nessa história. Ele era um cientista, tava lá no experimento, aquela velha história de quadrinho de de filme de superherói, né, para uma radiação maluca chega nele, ao invés dele ficar com três cabeças, ao invés dele ter câncer, né, ao invés de ser acontecer com ele o que acontece quando a radiação te acompanha, quer dizer, morrer imediatamente às vezes, né, ele desaparece, mas então ele volta como um ser cósmico, quase divino. O Dr. Rata, ele controla o tempo, ele controla o espaço e o passado, o presente e o futuro para ele são uma coisa só. Ele se coloca além das limitações humanas, se torna quase onisciente, se torna quase onipresente, ele se torna quase Deus. Ele é Deus na história praticamente. E a história fala que ele começa a se distanciar dos seres humanos. Ele era casado, se distancia da esposa, não consegue mais dar atenção pro mundo. Chega uma história, um momento da história que ele diz que ele se cansa da gente. Ele se cansa das nossas guerras, ele se cansa da nossa violência, se cansa da nossa disputa, se cansa da nossa capacidade de transformar toda e destruição. Em determinado momento, ele vai embora da Terra e vai morar em Marte, vai para outro outro planeta. O homem que se torna um ser quase divino conclui que a humanidade não merece a sua atenção. Ele tá cansado da gente. Cristo que não era homem, era Deus, que se tornou homem totalmente divino. Ele entra na história voluntariamente e entra por nós porque não cansou de nós. Pelo contrário, porque nos amou, nos conhecendo, conhecendo a nossa maldade, conhecendo as nossas guerras, conhecendo as nossas traições, conhecendo a nossa idolatria, conhecendo a nossa ingratidão. Ele sabia, ao nos dar morada, que roubaríamos a sua casa e fugiríamos. E ainda assim, sabendo que seria rejeitado, ferido, crucificado, ele entra na história para nos salvar a favor de nós. Ele derramou o sangue dele, sabendo de tudo que você faria, de toda a vida inútil que você viveu antes de conhecê-lo, de todos os pecados que você comete agora, de todos os erros que você ainda vai cometer. Ele sabia de tudo isso quando sangrou por você na cruz. Como podemos então olhar para esse amor e essa graça tão grande e pisar no sangue como se ele não fosse nada? Aquele que foi conhecido antes da fundação do mundo foi manifesto nesses últimos tempos em favor de nós. O Eterno não observou a nossa história de uma distância segura. O Eterno entrou na nossa história, assumiu a nossa carne, percorreu as nossas estradas, sentou-se à mesa com pecadores, chorou diante da morte e entregou seu próprio sangue para que possamos viver para ele. A nossa fé e a nossa esperança, irmãos, estão nessa jornada. A nossa fé e a nossa esperança estão naquele que nos deu vida. Então, irmão, se eu pergunto, você tá vivendo diante de qual plateia você? tá se importando com os olhares de quem? quem? Quem é que no fim das contas, Quais são os olhares no fim das contas que governam a sua vida? Todos nós vivemos diante de muitas pessoas, do presente à nossa volta, do passado que nos legam vidas, às vezes até do futuro. Mas, irmãos, o Pai vê a nossa peregrinação. Temos um cordeiro que pagou o nosso resgate, um Deus que ressuscitou Cristo. É ele quem dará o veredito final. O estádio tá sempre cheio. Há muitas vozes na nossa cabeça, no nosso coração, na nossa casa, na nossa igreja, no nosso trabalho. Há muitas vozes. Algumas delas talvez nos aplaudam, algumas talvez nos condenem, outras talvez tentam dizer quem a gente deveria ser. Mas o peregrino, o peregrino continua correndo, o peregrino continua avançando, ele continua rejeitando todas as vozes na sua cabeça que mandam ele parar. E ele continua quando o joelho dói, quando o coração bate forte, quando dizem: "Pare, pare, não vale a pena, não é suficiente, não é o bastante, você não consegue, você não merece". O peregrino continua ouvindo a voz do sangue no seu ouvido, porque ele sabe que quando as arquibancadas estiverem vazias, porque ele sabe que quando todas as vozes estiverem se calado, ele ainda permanecerá diante da face de Deus e prestará contas de como tratou o sangue que foi derramado pela sua redenção. Você tem pisado nesse sangue? Talvez seja a hora de procurar Cristo agora em arrependimento. Ele é seu pai, mas ele é seu juiz. Você tem pisado nesse sangue displicentemente, planejado pisar mais nesse sangue? Evitado ser digno desse sangue? Lembre o seu pai o seu juiz. Ele julga sem parcialidade e avaliará as obras de cada um de nós. Você tem sofrido por esse sangue? Você tem tido medo dos erros que tem cometido por esse sangue, diante desse sangue, lembre que o seu juiz é seu pai, que o seu juiz lhe entrega um caminho de perdão, que o seu juiz lhe dê o caminho da redenção. Tudo que ele espera é que você viva de acordo com aquilo que você diz crer e que esse sangue é suficiente para perdoar os seus pecados. pecados. Que Deus possa nos abençoar essa noite e e nos lembrar do da força e do poder desse sangue. Que possamos ser fortificados para corrermos longe dos espectros, longe dos fantasmas desse mundo, longe das vozes mundanas, olhando pro alvo, olhando pro rastro de sangue que nos aponta o caminho da redenção. Opera isso em nós, Senhor, para que possamos viver vidas dignas de Ti. Assim eu peço santo nome de Jesus. Amém.