Igreja Cristã Maranata
06 de julho de 2026
16min
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Programa BÍblia palavra viva, da Igreja Cristã Maranata, transmitido no dia 06 de julho de 2026 Inscreva-se no canal clicando no botão Inscrever. Ative o 🔔 para ser notificado do começo das transmissões ao vivo e também deixe sua curtida 👍🏻 para que mais e mais pessoas possam receber este vídeo. Todos os dias, neste canal, você encontrará mensagens bíblicas, estudos e cultos, incluindo transmissões ao vivo. Conheça mais sobre a Igreja Cristã Maranata acessando o site: https://www.igrejacristamaranata.org.br Siga também nas redes sociais: Facebook: http://fb.com/igrejacristamaranata Instagram: http://instagram.com/igrejacristamara... Você ou sua família precisa de oração? Ligue para 0800 707 3076 e seja atendido por um grupo de irmãos prontos para te dar toda a assistência espiritual necessária. #culto #icm #igrejacristamaranata #maranata #icmaovivo #cultoicmaovivo
[música] A paz do Senhor. Você está no programa desde os dias antigos, Cláudia. >> A paz do Senhor, Raquel. Esse programa, como a gente sempre menciona, foi desenvolvido a partir de uma abordagem histórica com uma visão de mundo cristã em consonância com a nossa confissão de fé, pois nós cremos que Deus é o Senhor do tempo e por ele e para ele todas as coisas foram criadas pela palavra do seu poder. Nos episódios anteriores, nós falamos acerca dos cuchitas e de outras civilizações da África. Hoje nós vamos estudar um pouco sobre os povos fenícios. A Fenícia era um território da costa leste do mar Mediterrâneo, com cerca de 240 km entre os rios Litani e Arvad, povoado por populações de língua semítica, provavelmente originárias do Golfo Pérsico. Esse nome Fenícios foi dado a eles pelos gregos que mantinham relações comerciais com esses povos. principalmente eh, esse nome é em referência ao corante púrpura produzido ali e utilizado para tingir os tecidos. Eles chamavam a si mesmo, esses povos fenícios, chamavam a si mesmos de cananeus, pois era o território, habitavam o território de Canaã, onde atualmente se localiza a Síria, o Líbado e a Palestina. Os historiadores consideram que o desenvolvimento do território dos fenícios ocorreu por volta do ano 3000 a de. Crist, com a fundação da cidade de Ugarit, Bíblos, Tiro, Sidom e Béritos. Foi da cidade de Bíblos que derivou o nome Bíblia, pois ali era manufaturado o papiro que era usado, como a gente usa o papel hoje. A região da Fenícia era pouco favorável à agricultura, pois como mencionamos, localizava-se em uma estreita faixa de terra banhada pelo Mar Mediterrâneo, limitada por uma cadeia de montanhas a leste e a oeste pelo Mar Mediterrâneo. Em razão de sua geografia mais favorável à navegação, os fenícios aproveitaram o extenso litoral para a construção de portos e estabelecer relações de entre portos de comerciais, né? Fazer comércio com os povos ali do Mar Mediterrâneo. A Fenícia estava no caminho das caravanas que iam da Mesopotâmia para o Egito. Logo, tinham sempre comerciantes em suas terras. Eles aproveitaram a arte da navegação, compravam produtos mesopotâmicos e egípcios e em outros portos do mar do Mediterrâneo. >> Então, com esse estímulo, os fenícios se tornaram excelentes comerciantes. Vendiam tanto produtos de sua própria região, como madeira, cedro do Líbano, material do qual eram feitos barcos fenícios. fenícios. e tecidos pintado com extrato de murex de cor púrpura. Murex era um molusco. Veja na imagem desse molusco. Então era extraído a tintura para essa cor. Eh, e é utilizado então na confecção de tecidos de cores, né? era um processo caro. Logo, os tecidos dessa cor se tornaram um símbolo de riqueza e de autoridade na antiguidade. Aliás, os tecidos coloridos eram muito caros na época. Lembramos de quando Jacó presenteou o seu filho José com uma túnica colorida e gerou inveja aos irmãos, já que representava um artigo importante. Embora não haja prova direta de que essa túnica tenha vindo do Líbano, há uma forte plausibilidade histórica por conta das rotas comerciais existentes no levante. Caravanas de mercadores circulavam constantemente, inclusive os ismaelitas que levaram José ao Egito em Gênesis 3724 a 25. E tomaram-no e lançaram-no na cova, porém a cova estava, não havia água nela. Depois assentaram-se a comer pão e levantaram os seus olhos e olharam. E eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra e iam levá-los ao Egito. É importante destacar que Gileade é uma região montanhosa a leste do rio Jordão, hoje associada principalmente ao norte da Jordânia, mas ficava relativamente próxima da área do atual Líbano, dentro do grande corredor cultural do Levante. Os fenícios, eles não possuíam uma unidade política em todo o território. Na Fenícia havia cidades estados e cada cidade estado era liderada por um rei que governava até sua morte. Após a morte, o poder passava para os filhos ou descendentes próximos. As cidades estados, elas tinham autonomia política com o governo próprio e leis específicas, mas eram pertencentes a uma civilização única de crenças, língua e valores comuns. comuns. A força marítima das cidades fenícias era considerada tão importante no exercício do poder que essa forma de governar ficou conhecida como talocracia, que significa governar. o mar, termo bastante propício na forma de governar na fenícia. >> Bem, vejamos no mapa, o mapa será projetado. Aqui podemos ver as rotas comerciais estabelecidas eh pela Fenícia. Ó, essa linha vermelha que vocês podem observar são todas as rotas comerciais. E aqui no cantinho nós vemos a cidade de Bíblos, Sidom e Tiro. Os fenícios, eles não foram conquistadores e construtores de impérios, não se interessavam em conquistar vários territórios, mas eles empenharam-se em dominar grandes rotas comerciais, como nós vimos. Negociavam com países distantes, acessíveis pelo Mar Mediterrâneo e implantaram várias colônias. colônias. E a mais conhecida, nós já citamos, é de Cartago, na costa africana. Um notável barco fenício encontrado na Espanha, datado de aproximadamente ano 600. de. Crist, foi o Maarhon 2, um exemplar único da engenharia fenícia. Veja na imagem esse barco. Você se lembra também que os fenícios tiveram um papel muito importante no desenvolvimento da escrita. Uma de suas maiores contribuições foi a elaboração de um sistema de escrita. Nós já vimos que no Egito o sistema era hieroglífico, que misturava sons e imagens. Os fenícios, eles desenvolveram uma forma de escrita mais simples em a razão da necessidade então de registrar as transações comerciais. Nesse sistema haviam 22 caracteres com 22 sons somente de consoantes. As cinco vogais que nós conhecemos foram incluídas posteriormente pelos gregos. Esse alfabeto fenício, foi então difundido nas rotas comerciais e ao longo do tempo foram influenciando outros sistemas de escrita, como o alfabeto grego, o latino, árabe e, provavelmente o hebraico e o aramaico. Essa imagem que vocês estão vendo é de um Ostracom inscrições em fenício que se encontra hoje no arquivo de Hidalion ou sítio arqueológico de na cidade de Dali em Chipre. A Bíblia em diversos momentos faz menção aos povos fenícios, principalmente durante o reinado de Davi e seu filho Salomão. Já estudamos que o povo hebreu, após conquistar a cidade de Jericó, esteve por cerca de 300 anos no período dos juízes, até que eles pediram um rei para eles. Saul foi o primeiro rei sucedido por Davi e após seu filho Salomão. Salomão. Durante o reinado de Davi em Israel, Tiro era a principal cidade dos fenícios, governado por Irão em Segundo Samuel 5:11 temos que Eu, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi e madeira de cedro e carpinteiros e pedreiros que edificaram a Davi uma casa. Quando o rei Salomão foi construir o templo de Jerusalém e o palácio de Jerusalém, eh temos referências de que partes dos materiais teriam vindo das cidades fenícias. Vejamos o que nos diz em Primeiro Reis 5:8, 10 e 12. E enviou Irão a Salomão, dizendo: "Ouvi o que me mandaste dizer. Eu farei toda a tua vontade acerca da madeira de cedro e da madeira de cipreste. Assim deu irão a Salomão madeira de cedro e madeira de cipreste, conforme a toda sua vontade. Deu, pois, o Senhor a Salomão sabedoria, como lhe tinha falado, e houve paz entre Irão e Salomão, e ambos fizeram acordo. O sucessor de Irão, um sumo sacerdote fenício, denominado de Etbaal, estreitou ainda mais a aliança com Israel ao casar a sua filha Jezabel com o rei Acabe. Em Primeiro Reis 16:31, observa-se que e sucedeu que, como se fora pouco andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos Sidônios, e foi, serviu a Baal e o adorou. A Sidônia também era um nome que fazia referência aos fenícios, em especial da cidade de Sidom. Os fenícios eram politeístas, adoravam a vários deuses. Geralmente seus rituais aconteciam em locais abertos. Chegavam a fazer sacrifícios humanos e de crianças e recém-nascidos. Eram adoradores de Baal. Você já deve ter ouvido a história bíblica de Elias e os profetas de Baal. Ela está em Primeiro Reis, capítulo 18, versos 21, 24 e do verso 38 em diante, que temos o seguinte relato bíblico. Então, Elias te chegou a todo o povo e disse: "Até quando cocheareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o. Então invocai o nome do vosso Deus, e eu invocarei o nome do Senhor. E há de ser que o Deus que responder por meio de fogo, esse será Deus. E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra. No verso 38 temos: "Então caiu o fogo do Senhor e consumiu o holocausto e a lenha e as pedras e o pó e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo caíram sobre os seus rostos e disseram: "Só o Senhor é Deus. Só o Senhor é Deus". >> Maravilha. Por volta do século VII aes de. Cristo, a fenícia foi dominada pelos assírios. Com o declínio do império assírio, as cidades fenías voltaram a ter certa independência até o período do império babilônico. No período de Alexandre, o Grande da Grécia, o macedônio, né, a cidade de Tiro foi dominada, mas tanto Tiro quanto Sidom foram cidades prósperas nos tempos helensticos e romanos. Veremos acerca dos gregos e romanos mais adiante. No Novo Testamento também encontramos menção aos fenícios. Em Mateus 151 a 28 encontramos um texto em que Jesus visita as cidades de Tiro e Sidom. Você já deve ter ouvido sobre Jesus e a mulher cananeia ou cirofenícia. Séculos depois, mesmo sendo esta terra frequentemente ligada a deuses como Baal e Astarote, uma mulher daquela mesma região vai até Jesus em fé. Ela reconheceu a autoridade do Senhor Jesus e, mesmo não sendo judia, insistiu para que Jesus curasse sua filha e encontrou nele misericórdia, libertação e salvação. salvação. O diálogo difícil sobre os cachorrinhos nada tinha a ver com o insulto brutal, mas com a exposição pública sobre a fé daquela mulher. Havia um interesse do senhor em fazer aquilo. A resposta da mulher cananeéia é um dos momentos mais impressionantes dessa narrativa. Com humildade e inteligência, ela aceita a metáfora de Jesus, mas a transforma em uma declaração de fé ao dizer que até os cachorrinhos comem das migalhas. Ela reconhece sua posição como gentia, mas afirma que o mesmo, uma pequena porção da graça de Jesus é suficiente para atender sua necessidade. >> Vamos ao texto de Mateus 15:28. Então, respondeu-lhe Jesus e disse-lhe: "Ó mulher, grande é a tua fé. Seja-te feito como queres e desde aquela hora ficou sua filha curada. A resposta de Jesus, por sua vez, demonstra a universalidade do alcance da salvação que ele veio trazer para toda a humanidade, como está escrito em Isaías 56:7, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha casa de oração. Seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. Concluindo, e quantas mães, servas do Senhor oram hoje pelos seus filhos? A fé da mulher cananeéia nos inspira a perseverar, sabendo que Deus é fiel para nos responder. Estamos certos de que Deus é o dono do tempo, de eternidade a eternidade ele é Deus. Nos despedimos de você que nos acompanhou até aqui. Te esperamos no próximo episódio. A paz do Senhor. >> A paz do Senhor, Raquel. A paz do Senhor a todos.
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