Igreja Esperança
28 de setembro de 2026
1h 0min
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Nota deste sermão
85
de 100 pontos
É uma pregação sólida e missionária sobre mordomia, que evita o pior da teologia transacional, mas precisa de maior equilíbrio ao usar Malaquias 3, ao falar de dízimo como princípio obrigatório e ao evitar sugestões de garantia financeira.
Critérios e notas consideram a tradição Reformada / Calvinista (Igreja Esperança)
Análise gerada por IA em 12 de outubro de 2026 · entenda a metodologia e os limites →
dízimo, o que a bíblia diz sobre o dízimo, dízimo é bíblico, dízimo no novo testamento, dízimo é lei de moisés, pregação sobre dízimo, sermão sobre dízimo, dízimo e oferta, dízimo de abraão, abraão e melquisedeque, melquisedeque, gênesis 14, hebreus 7, malaquias 3, ageu 1, números 18, riqueza e pobreza, igreja esperança, guilherme de carvalho, teologia do dinheiro, mordomia cristã, fé e trabalho, dar o que foi dado, dízimo é obrigatório, pregação cristã, estudo bíblico O dízimo acabou junto com a lei de Moisés? Muita gente acredita nisso, mas o primeiro dízimo da Bíblia aparece séculos antes de Moisés: é Abraão, voltando de uma guerra, entregando o décimo de tudo a Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo (Gênesis 14). Neste episódio da série Riqueza & Pobreza, passamos por Gênesis 14, Hebreus 7, Números 18, Malaquias 3 e Ageu 1 para entender o que o dízimo realmente é. Ele não é a cota do clube, nem pagamento por serviço religioso, nem moeda de troca para prosperar. É culto: uma declaração de que o seu trabalho, o seu tempo e o seu dinheiro pertencem ao Reino de Deus, e não ao jogo do rei de Sodoma. Se você já se perguntou se o dízimo é bíblico para o cristão hoje, ou se sente que a sua vida profissional não tem nada a ver com a sua fé, esta mensagem é para você. ? Inscreva-se no canal para não perder os próximos episódios da série. ? Deixe seu like se essa mensagem te impactou. ? Comente: o seu trabalho hoje serve ao Reino de Deus ou ao "rei de Sodoma"? ? CAPÍTULOS: 00:00 – Leitura de Gênesis 14 05:19 – O primeiro dízimo da Bíblia: o que ele não é 07:00 – O dízimo é só lei de Moisés? 12:56 – Abraão, Ló e a guerra dos reis 17:01 – A proposta do rei de Sodoma 18:31 – Melquisedeque chega antes: pão, vinho e dízimo 21:07 – Quem é Melquisedeque? (Hebreus 7) 27:56 – O dízimo dos levitas em Números 18 31:44 – Malaquias 3 e o tal "devorador" 36:18 – Ageu 1: casa bem acabada, templo em ruínas 40:10 – Dízimo e oferta são culto 42:44 – "Foi Deus que venceu": por que Abraão deu o dízimo 51:08 – O plano do rei de Sodoma para a sua vida 53:27 – Os que ganham para dar e os empreiteiros da Paulista 59:05 – Vou empobrecer? Gênesis 15:1 #RiquezaEPobreza #Dízimo #PregaçãoCristã ? Acompanhe nas Redes Sociais: • Instagram: / esperanca.igreja • Spotify: Https://open.spotify.com/show/7x7o7VR... • Outras plataformas: http://bit.ly/igrejaesperanca ❤️ APOIE ESTE MINISTÉRIO Sua doação nos ajuda a continuar espalhando a Palavra de Deus. PIX (CNPJ): 10.703.989/0001-53 Ou se preferir, via depósito: Igreja Esperança CNPJ: 10.703.989/0001-53 Banco Itaú Agência: 0937 C. Corrente: 43347-2
Vamos abrir as nossas Bíblias no livro de Gênesis, capítulo 14. [limpando a garganta] Nosso tema hoje, dar o que foi dado. É mais um tema da série Riquezas e Pobrezas. E hoje nós vamos tratar da questão do dízimo e das ofertas. E vamos começar com uma leitura maior. Gênesis capítulo 14 verso 1 até 24. A gente precisa ler o trecho todo, apesar de a gente vai trabalhar, de que a gente vai trabalhar num em alguns versos especificamente. Depois a gente vai passar por outras partes da Bíblia. Então fique sua Bíblia engatilhada aí. Gênesis 14 Gênesis 14 versos 1 até o final. Nos dias de An Rafael, rei de Siná, de Arioque, rei de Elazar, de Kerdolaer, rei de Leão, e de Tidal, rei de Goim, estes fizeram guerra contra Bera, rei de Sodoma, contra Bisa, rei de Gomorra, contra Sinabe, rei de Admá, contra Semebé, rei de Zeboim, e contra o rei de Belá. Esta é Zoar. Todos esses se ajuntaram no vale de Sidim, que é o Mar Salgado. Durante 12 anos haviam se sujeitado a Quedor Laomer, mas no 13º ano se rebelaram. Por isso, no 14º ano, Kerdola foi com os reis que o apoiavam, e derrotou os refaims em Asterote Carnaim, os uzins em Rão e os Emins em Savéquiriataim, e os Oreus desde o monte Seir até Eparã, junto ao deserto. Depois disso, voltaram e foram para Inmispate, que é Cades, e conquistaram toda a terra dos amalequitas e também a dos amorreus, que habitavam em Razazum Tamar. Então os reis de Sodoma, de Gomorra, de Adm Zeboim e de Belaque, Esoar, deslocaram-se e prepararam-se para a batalha contra eles no vale de Sidim, contra Quedor Laome, rei de Elão, Tidal, rei de Goim, An Rafael, rei de Sinar, eque, rei de Elazar, quatro reis contra cinco. O vale de Sidim estava cheio de poços de Betumen. Alguns homens caíram ali quando fugiam com os reis de Sodoma e de Gomorra e o restante fugiu para os montes. Os vitoriosos tomaram todos os bens de Sodoma e de Gomorra com todo o seu mantimento e se foram. [roncando] Tomaram também Ló, filho do irmão de Abraão, que habitava em Sodoma, juntamente com seus bens, e partiram. Então, o homem que havia escapado foi e contou o fato a Abraão, o hebreu. Abraão habitava junto aos carvalhos de Manri, o Amorreu, irmão de Escol e de Aner, aliados de Abraão. [tosse] Quando [limpando a garganta] Abraão soube que seu parente estava preso, levou seus 318 homens treinados nascidos em sua casa, e perseguiu os reis até Danã. Ele e seus servos dividiram-se em grupos e os atacaram de noite, perseguindo-os até roubar à esquerda de Damasco. Assim, ele trouxe de volta todos os bens, juntamente com seu parente Ló, com os bens dele e também com as mulheres e o povo. Depois que Abraão voltou do ataque a Kerdola e aos reis que o apoiavam, o rei de Sodoma saiu para encontrá-lo no vale de Savé, que é o vale do rei. Então Melquizedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho e abençoou Abraão, dizendo: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, criador dos céus e da terra, e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos." E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo. Então o rei de Sodoma disse a Abraão: "Entrega-me as pessoas e fica com os bens para ti". Porém Abraão respondeu ao rei de Sodoma: Levanto minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, criador dos céus e da terra, jurando que nada tomarei de tudo que é teu, nem um cordão, nem uma correia de sandália, para que não digas: "Enriqueci a Abraão". Abraão". Somente o que esses jovens comeram e a parte de Ané, Escol, os homens que foram comigo, que eles recebam a sua parte. Amém. Amém. Obrigado, Senhor, pela tua santa palavra. Que ela seja hoje alimento e luz para o caminho de cada um em nome de Jesus. Amém. Amém. Então, irmãos, aqui nós temos o primeiro trecho eh na Bíblia em que o dízimo encontra o seu lugar. O dízimo aparece aqui. É a história de Abraão e da sua luta contra os cinco reis e a sua vitória e as conversas que aconteceram depois. Nesse contexto nós temos a história do dízimo. Isso é muito importante pra gente entender o que significa, né? Então, como eu vou enfatizar aí, o dízimo eh não é eh a cota do clube. O dízimo não é o pagamento pelos serviços religiosos dominicais. Eh, o dízimo não é um imposto religioso e é o, embora a gente sustente que o princípio é obrigatório, universal, eh, enfim, existe uma liberdade cristã muito grande ao redor disso, de como administrar e até mesmo os valores. Mas o culto envolve dízimo. Isso é o que a gente aprende nesse texto. O contexto do dízimo é o culto. O dízimo significa realmente o décimo, né? literalmente isso. Naquela época não era exatamente o décimo de dinheiro. Eh, o que nós temos é uma cultura ainda não monetária ou completamente monetária. Então, ele era dado em espécie, mas ele representava uma parcela do da produção e dos ganhos do povo. E eles levavam esse esses recursos diante do Senhor. Mas a gente não chegou lá ainda porque o povo de Israel ainda nem foi formado. E isso é importante e eu quero começar com essa esse esclarecimento. Muita gente pensa que o dízimo é uma instituição do Velho Testamento, querendo dizer com isso que é uma instituição da lei mosaica, que diria respeito apenas a Israel e que não teria um significado universal para além desse tempo. E tem muita coisa de fato que a gente aprende no Novo Testamento que se cumpriu e foi superada no novo, né? Os sacrifícios de animais, por exemplo, que eram feitos no culto veterotestamentário, que eram feitos em Israel, eles acabaram. A gente não faz mais esse tipo de coisa, né? A gente não mata animais para ter perdão de pecados. Então, a gente diz muitas vezes que essas instituições ficaram datadas, foram abolidas. Mas a gente precisa ter mais clareza sobre isso, porque o sacrifício de sangue, de animais, ele ficou datado porque a realidade para a qual ele apontava se manifestou. É por isso que eles foram superados, é porque eles foram cumpridos e encontraram então a sua expressão perfeita. Então, não é que o que o Antigo Testamento ensina sobre perdão de pecados através de sacrifício, não valia mais para nós, continua valendo. Porque nós continuamos dizendo hoje, mas de uma forma muito diferente, que o sangue de Jesus Cristo, filho de Deus, nos purifica de todo pecado. Então, a gente não pode simplesmente descartar o Velho Testamento ou descartar o ensino da lei. A gente precisa entender como é que ele é cumprido. Então, os sacrifícios, por exemplo, são cumpridos em Jesus. O templo do Antigo Testamento é cumprido em Jesus e na igreja. Isso tudo é verdade. Mas há diferenças também e no ensino do Antigo Testamento. Ele não ensina apenas eh regras rituais ou gestos ou objetos que simbolizam realidades posteriores. O Antigo Testamento também ensina os 10 mandamentos, né? E ninguém acha que depois que Jesus veio, o não matarás. deixou de valer, né? Não matarás, continua valendo. Não adulterarás, também não furtarás. Nós continuamos entendendo que isso se aplica hoje, mas isso é da lei, né? é do Velho Testamento. E nós temos também os ensinos de os textos de sabedoria nas escrituras, cantares, nós temos trechos de Daniel, temos vários salmos, temos provérbios, eclesiastes. E aqui nós não temos exatamente a Torá e nem as regras rituais. E essas coisas continuam valendo como sempre valeram. Então, a gente precisa ter uma certa sutileza para entender em que sentido o Antigo Testamento se cumpre no Novo ou a lei mosaica se cumpre no Novo. E aqui vale mencionar, então esse é um ponto importante, que o dízimo não aparece da primeira vez dentro da aliança mosaica. Ele aparece antes da aliança mosaica, que é o que nós temos aqui. Porque de fato várias práticas da aliança mosaica foram cumpridas e a sua forma ritual foi superada. Mas isso não se aplica ao dízimo. E eu vou explicar porquê. Mas para os irmãos terem mais clareza, quem se lembra aí de Romanos, né, quem já estudou, leu Romanos com atenção, eh Paulo precisava enfrentar ensinamentos distorcidos dos assim chamados judaisantes. E esses esses caras ensinavam que os cristãos gentios, ou seja, que não são judeus, para eles serem salvos e receberem todas as bênçãos do pacto, eles teriam que se circuncidar e virar prosélitos judeus. Ou seja, só quem é judeu circuncidado, mas também dentro da aliança mosaica, que aceitou a aliança mosaica sobre si, poderiam receber a graça salvadora. Então Paulo recusa esse ensinamento porque ele fala que isso destrói a nossa liberdade em Cristo e tira os méritos da obra consumada de Jesus. E ele fala assim: "Não, inclusive a igreja decide isso também em Atos 15, a igreja, digo, toda Assembleia Apostólica com a igreja em Jerusalém. Não, não tem nada disso. Se um genti, ou seja, um não judeu se converte e crê em Jesus, ele é salvo. Ele não tem que tomar sobre si a lei e a aliança mosaica. E quando Paulo vai apresentar o argumento dele para isso em Romanos, ele menciona isso em Gálatas também, é muito interessante. Ele diz que Abraão foi justificado pela fé antes de ser circuncidado e antes da lei de Moisés. Moisés. E esse é o argumento de Paulo para explicar que antes da aliança do pacto mosaico, que estabeleceu todos esse sistema ritual de Israel, existia a aliança que Paulo chama de aliança da promessa. E essa continua valendo. Na verdade, a aliança mosaica é uma aliança menor dentro da aliança da promessa. E aí ele vira e diz: "Nós gentios também somos filhos de Abraão. Assim, filhos da fé, né, de Abraão, assim como os hebreus são filhos de Abraão. Então, esse padrão de raciocínio é importante porque se a gente traz isso para cá, fica claro que o dízimo não emerge como uma ordenança mosaica. O dízimo não é uma ordenança mosaica. Ele é uma prática que reflete algo importante sobre a vida na promessa de Deus, algo importante sobre o que significa estar na aliança da promessa que continua no Novo Testamento. É a primeira coisa. Então esse negócio de que o dízimo é meramente lei mosaica e acabou, é conversa fiada, tá errado. OK? O dízimo é uma instituição anterior e tem um outro significado que a gente precisa entender. Não é também uma lei aqui. Ele não tá sendo nem ordenado, mas ele faz parte da prática de fé de Abraão, que é o nosso país. A gente precisa entender o que isso significa. Então esse esclarecimento geral é importante para nós avançarmos aqui. Vamos lá. Quem é Abraão aqui, irmãos? Nesse trecho, Abraão é um homem de Deus, foi chamado por Deus no capítulo 12, recebeu promessas de que por meio dele todas as nações da terra seriam abençoadas. Ele ia ter uma descendência, ia ter uma terra. Mas a essa altura ele não tem nada ainda. Quando ele chega eh depois que ele volta do Egito para a região que é a região que Deus tinha ordenado que ele fosse, que Deus daria para ele, ele divide caminhos, os caminhos com Ló, né? O LOL, seu sobrinho, era o os rebanhos dele eram muito grandes, ele tinha muita gente. Abraão também, eles cresceram na terra e eles têm que se separar. Então Abraão falou assim: "Olha, pode escolher Ló, você escolhe para onde você vai". E o Ló, o olho gordo, olhou pra terra de eh Sodoma, pro vale de Sodoma, e era um vale verde, lindo, fértil. Aí ele olha e fala assim: "Eu quero esse pedaço aqui". Ele vai na ganância lá e escolhe a área melhor, achando que era melhor. Mas Abraão fala assim: "OK, você pode ir para esse lado e eu vou esperar no Senhor. E Deus vai então dar a terra para Abraão." A gente sabe que a escola de Ló foi muito ruim. Aquele vale foi destruído por uma chuva de fogo. Depois, primeiro foi invadido, né? E depois foi destruído pela chuva de fogo. Acaba eh Sodoma, Gomorra desaparece e o a própria vida de Ló, os bens de Ló, ele acaba perdendo tudo. Então, a escolha de Ló é ruim. Mas isso é um contexto importante pra gente entender o que vai acontecer depois. Abraão está esperando em Deus e nas riquezas de Deus. Abraão não tá correndo atrás por sua própria conta do melhor lucro. Melhor lucro aparentemente seria ir lá trabalhar com Sodoma e Gomorra, com o rei de Sodoma. Mas Abraão tava esperando em Deus e Deus não tava dirigindo Abraão nessa direção. Então ele não foi. E nesse contexto, então, passa um tempo e nós temos uma guerra. Acontece uma guerra, reis invasores entram na região e esses cinco reis atacam os reis ali da terra. Eles são derrotados. O povo de Sodoma é levado como escravo. As riquezas são todas roubadas. Ló também se torna junto com todos sua família e seus bens se tornam todos escravos. E essa notícia chega em Abraão. E Abraão se levanta e fala assim: "Não, não vai ficar barato isso. Não vou deixar". E Abraão se levanta então em guerra junta os 318 da sua casa e arma emboscadas. E a gente não imagina Abraão, né? Como um cara bonachão assim, né? Hospitaleiro, cozinhando um bezerro quando alguém vai lá fazer uma visita. Mas ele pegava na espada e lutava na guerra, né? Então, Abraão se mexeu e lutou guerras, guerras desse mundo. Aparentemente era a guerra de reis ladrões contra reis perversos. Era isso. Era uma guerra daqui de baixo. Reis ladrões contra reis perversos, bandidagem contra corruptos. Então, Abraão olha aquilo e fala assim: "Eu não, eu não posso deixar essa injustiça acontecer e eu preciso salvar meu sobrinho e a sua casa". Então aqui nós temos um homem que se levanta para combater ladrões e no combate dos ladrões, ele não apenas beneficia a sua casa, mas beneficia ímpios, porque o povo e as riquezas de Sodoma são libertados. Então ele recebe uma grande vitória, né? E o texto nosso diz aqui, depois disso, veja aí na sua Bíblia, capítulo 14, versículo 17. Veja aí na sua Bíblia. Depois que Abraão voltou do ataque, ele trouxe ali todos os bens, as mulheres e o povo. Depois que ele voltou do ataque a Kerdola e os reis que o apoiavam, o rei de Sodoma saiu para encontrá-lo no vale de Savé, que é o vale do rei. Vejam que interessante isso, irmãos. O rei de Sodoma vai fazer negociações com Abraão. É óbvio, né? Faz todo sentido. Abraão lutou naquela guerra e que eles tinham perdido. Obteve um sucesso espetacular, mostrou que ele é uma força na terra. E é de todo o interesse do rei, como ele tinha Ló como súdito, que ele tivesse também Abraão, que a vitória de Abraão fosse entendida como um gesto de fidelidade de Abraão em relação a ele. Então, se ele paga Abraão com todas aquelas riquezas agora, isso é o que significava naquela época, Abraão se torna não como um senhor, mas como um súdito, um protegido, um beneficiado por pelo rei de Sodoma e pelos seus amigos. E assim o rei de Sodoma faria alianças para garantir a proteção do seu espaço. Então eh o que acontece é que Abraão era um estrangeiro, né? é o estrangeiro ali na Terra e ser um estrangeiro no mundo antigo não era uma posição confortável. Então, Abraão recebe pela primeira vez a chance de fazer parte. Vem cá, Abraão, a gente vai te incluir aqui no jogo. E você devia mesmo ficar com todos esses bens, porque você merece tudo isso pela sua luta. Você lutou por nós, então você merece tudo isso. Mas a gente vai descobrir que Abraão, Abraão, sim, a luta dele beneficiou o rei de Sodoma, mas ele não lutou pelo rei de Sodoma. Enquanto o rei de Sodoma está ali se movendo para encontrar Abraão, um outro sujeito corta caminho e chega antes. E esse sujeito é muito importante, porque ele interpreta o que a batalha de Abraão significa. A gente não sabe aqui, o texto não fala diretamente se Abraão entendia claramente o que ele tinha feito. Isso foi confirmado pelo rei de Salém, Melquizedec, ou se Abraão foi informado do significado do que ele fez por Melquizedec. Mas a gente sabe que um momento de significado muito importante acontece. O rei de Salém, que é Jerusalém, esse rei desce. Ele é um sacerdote do Deus Altíssimo, né? Qualquer um, ele é um rei sacerdote, mas ele também fala em nome de Deus. Então, ele também é um profeta. E esse sujeito desce e abençoa Abraão. Vejam como ele desce. Ele desce trazendo, em primeiro lugar pão e vinho. Então, a comunhão vai acontecer, né? Pão e vinho não é o que vocês vieram receber hoje aqui? Pão e vinho. Então o rei de Salém desce trazendo pão e vinho e abençoa Abraão. Verso 19. Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, criador dos céus e da terra. Vejam só, ele é o sacerdote do Deus Altíssimo. E ele abençoa Abraão em nome desse Deus que é o criador dos céus e da terra. É o Deus de Gênesis. É o Deus que é dono de tudo. Na verdade, esses povos aí, esses reis têm seus deuses, mas existe o todo- poderoso, Altíssimo, e ele é que é o dono de tudo. É o é o Senhor dos céus e da terra. Então, ele abençoa Abraão, bendiz Abraão e louva a Deus. Bendito seja o Deus Altíssimo. Veja só, nós temos um momento aqui em que existe adoração a Deus, bênção sobre o povo de Deus, comunhão, porque o pão e vinho da parte do Deus Altíssimo são oferecidos a Abraão. E ele recebe uma interpretação divina do que ele fez no versículo 20. E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo. Irmãos, um culto, né? É um culto. Teve louvor, teve palavra, teve ceia e teve dízimo. Que coisa. Mas quem é esse sujeito? Meio que Zedec? A gente precisa entender o papel dele aqui. Abre a sua Bíblia lá em Hebreus, capítulo 7. Carta aos Hebreus. Carta aos Hebreus, capítulo 7. Nós vamos ler dos versos 1 até 9. Primeiramente, esse meuquizedec, rei de Salém, quem é esse cara? A carta aos Hebreus, a gente não sabe quem escreveu, não, tem vários palpites, mas a carta aos Hebreus faz uma interpretação do Antigo Testamento e das instituições da da religião mosaica, da fé mosaica, como uma antecipação, uma espécie de tipologia do que aconteceria no Evangelho. Tudo isso aqui representa Jesus e a nova aliança. Se você ler a carta dos Hebreus, você vai perceber que ele é detalhado sobre isso. Então ele vai tentar explicar para nós. Veja só quem é esse Melquizedec. Ele é rei de Salém, sacerdote dos deus altíssimo. Esse cara se encontrou com Abraão quando ele regressava da matança dos reis e o abençoou. E deu-lhe também Abraão o dízimo de tudo. Vejam que ele tá preocupado com o dízimo aqui, né? A gente precisa de entender isso aqui. Mas quem é esse cara? Seu nome significa, primeiramente rei de justiça e também rei de Salém, que é rei de paz. Irmãos, isso aqui é muito importante, essa observação do autor de Hebreus para começar, porque ele percebe que esse rei que foi falar com Abraão, ele representa a justiça e a paz. É isso que ele representa. Ele é o rei. Ele é o rei da justiça e da paz. Isso é importante porque tem outros reis ali. Tem os reis bandidos e tem os reis perversos. Mas existe o rei da justiça e da paz. E depois que Abraão faz a sua guerra e obtém a sua vitória, esse rei da justiça de e de paz é que desce antes do outro para conversar com Abraão. E esse rei vai dizer então para Abraão: "O quê? Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos". Então, quando esse rei fala essas coisas para Abraão, ele tá interpretando o que Abraão fez. Abraão, o que você fez foi, na verdade, um ato de Deus. Isso é muito importante pra gente entender o sentido do dízimo. Mas vamos continuar aqui em Hebreus, capítulo 7. Quem é o rei de Salém? Aqui ele claramente representa Cristo. Então, o autor nota que no texto não fala do pai dele, versículo 3, nem da mãe dele. Não tem genealogias. Ele não começa nem termina. Ele só aparece assim. cai do céu no meio da narrativa. Ele é feito semelhante ao filho de Deus, porque esse é o ponto. Ele representa Jesus como aquele que desce do céu e que a origem não pode ser explicada pelo que está ao redor dele. Então ele toma isso da narrativa, fazer essa interpretação e diz que ele permanece sacerdote para sempre. É um sacerdócio que não tem nem começo, nem fim. Ele só existe. Ele aparece ali em Gênesis. Ninguém diz quando é que ele começou e ninguém diz quando ele acabou. se que ele acaba. Então o autor de Hebreus lê isso e fala assim: "Isso tudo representa Jesus". E veja como de fato isso representa Jesus, porque existem os dízimos. E Abraão, versículo 4, pagou o dízimo dos melhores despódios ao rei de Salém. Mas o dízimo vem de onde? Aí ele vai explicar isso no versículo 5. A gente conhece mais o dízimo por causa dos filhos de Levi, porque eles recebem o sacerdócio e tem ordem, segundo a lei, de receber dízimos do povo, dos seus irmãos, ainda que sejam filhos de Abraão também. Então, eles recebem eh dízimos dos seus irmãos por alguma razão que a gente vai entender agora. Mas esse outro cara, versículo 6, cuja genealogia não é contada, ou seja, que representa Jesus, ele recebeu dízimos de Abraão e abençoou o que tinha recebido as promessas. Ora, sem contradição nenhuma, o inferior é abençoado pelo superior. Se esse cara abençoou Abraão e recebeu dízimos de Abraão, então ele é superior a Abraão. E aí vem o raciocínio, versículo oito. Nesse último caso, os homens recebem os dízimos. No caso de Levi, né? No caso da tribo de Levi, ela recebe os dízimos do povo. Mas nesse outro caso de Melquizedec é a história diferente. É esse rei de Salém. Esse é uma referência ao próprio Jesus Cristo. Versículo 9. E por assim dizer, Levi, que recebe dízimos, pagou-os por meio de Abraão. Então, Levi recebe dízimos do povo. Nós vamos ler isso agora. A casa de Arão recebe os dízimos de Levi. Esse pessoal pagou dízimo para alguém? Aí diz, responde o autor de Hebreus, sim. Eles também pagaram. Não receberam dízimo. Cada um recebe do maior. Eles pagaram dízimo para alguém maior do que eles. Quem? Melquizedec. Como? Como dizem as versões antigas? Nos lombos de Abraão, né? Quem ó, tem a versão da vovó aí. É nos lombos de Abraão. Eh, nos lombos de Abraão, Levi pagou o dízimo também. Então tinha alguém acima de Levi. E o argumento do autor é que então existe um sacerdócio muito grande. Esse sacerdócio é maior do que Levi, maior do que Arão, maior do que Abraão, porque Abraão foi lá ser abençoado e pagar os dízimos para ele. Então tá lá no topo. Quem é esse sujeito? É Jesus. Meuquizedec representa Jesus Cristo, o rei de Salém, o rei de Shalom ou paz e o rei da justiça, né, de Sedeec. Então esse é Mequizedec, o rei da justiça e da paz. É claro que são referência a Jesus. Então vejam só esse sacerdócio levítico, verso 11, veja na sua Bíblia, ele não traz a perfeição. O sacerdócio mais antigo é que traz a perfeição. Vejam como o raciocínio parece com o raciocínio de Paulo. Ele fala assim: "Existem as instituições mosaicas, mas Deus não começou as suas tratativas com seu povo com Moisés. não começou antes. E as coisas que começou, que ele começou antes, interferem não apenas na nossa interpretação de como do que significa o que Moisés ensinou, mas na nossa vida hoje como cristãos. Então, o raciocínio é o mesmo e aplicado ao dízimo ainda, né? Mas vamos dar uma olhadinha nesse dízimo de Levi, que o autor de Hebreus está se referindo. Abre a sua Bíblia em Números, capítulo 18, lá no Pentateuco. Números, capítulo 18. E nós vamos ler do versículo 21 em diante. Números 181. Aqui nós temos as regras sobre como vai ser sustentado o culto no tabernáculo e a referência então ao dízimo e as ofertas. Veja aí, capítulo 18 verso 20. O Senhor disse a Arão: "Não terás herança alguma na terra deles, de Israel, no caso, nem porção no seu meio. Eu sou tua porção e tua herança entre os israelitas". Dei aos filhos de Levi todos os dízimos em Israel como herança pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação. Vejam só aqui tá muito claro. Deus estabeleceu lá as tribos, as 12 tribos, mas tinha uma tribo que não tinha terra. Todo mundo tinha um pedaço de terra eh na terra prometida. Mas Levi, a tribo de Levi não tinha, porque eles tinham sido consagrados, separados pelo Senhor, para cuidarem do tabernáculo e do culto no templo. A tribo de Levi era responsável por ensinar a lei para Israel, cuidar dos utensílios, carregar o tabernáculo, os tecidos, as madeiras, toda a estrutura, os instrumentos usados no sacrifício. Eles cuidavam da realização dos, enfim, da de toda essa infraestrutura. E nós temos dentro de Levi uma outra família que é a família sacerdotal, família de Arão, que cuidava especificamente dos sacrifícios. E com a tabernáculo montado, eles podiam entrar e oficiar. E o sumo sacerdote oficiava ali. Então, como que funcionava isso? O povo de Israel fazia as outras coisas, levantava o décimo e enviava para Levi. Então, Levi não tinha terra, mas eles eram sustentados por Israel para cuidar do ofício do culto. E esse pessoal, por sua vez, também dava dízimos. Eles davam os dízimos para os sacerdotes, pra família sacerdotal, para que ela cuidasse dos atos de culto e não só da infraestrutura. Veja o que nós temos ali, versículo 14. Veja aí. Dou [roncando] por herança aos levitas os dízimos que que os israelitas oferecerem ao Senhor em oferta alçada, pois lhes disse que não teriam herança alguma entre os israelitas. Veja ali também, enfim, versículo 26. Diz o Senhor ainda a Moisés: "Falarás aos levitas e lhes dirás: Quando receberes receberes dos israelitas os dízimos que vos dou com herança, fareis ao Senhor uma oferta alçada desses dízimos, que será o dízimo dos dízimos." Então, essa é a lógica, né? né? Então, o povo dava o dízimo para Levi. Levi dava o dízimo dos dízimos para eh e passava pra frente, né? Então isso não voltava, né? Isso passava paraa frente nessa nessa compreensão. Então, eh o próprio eh os próprios sacerdotes precisariam também fazer uma oferta alçada, né? E perdão, os levitas precisavam fazer a oferta alçada para os sacerdotes. Esse é o verso 28. Então essa é a estrutura, gente, do da prática do dízimo dentro de Israel. Dá para entender aqui que ela tem a ver com o culto, não é isso? Se trata do quê? Se trata de manter o tabernáculo funcionando, o sistema de culto funcionando. Então, esse povo é consagrado e eles vão ser sustentados pelo restante de Israel. Essa é a instituição. Então, esse é o contexto paraa gente entender outros trechos em que Deus questiona o descuido do povo de Israel com o cuidado da casa, do tabernáculo. E aí nós vamos entender trechos como Malaquias, né, tão conhecido, que é o texto mais citado para falar do dízimo, né? Abre sua Bíblia lá em Malaquias, lá no no finalzinho da do Velho Testamento. Então, Malaquias capítulo 3, né? Vamos ler o trecho aqui pra gente se localizar. Malaquias 3:7. [limpando a garganta] Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus decretos e não os guardastes. Malaquias 3:7. Voltai para mim e me voltarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos. Mas perguntais, como devemos voltar? Pode um homem roubar a Deus? É claro que não pode, né? Mas então, incrivelmente, os hebreus fizeram um milagre. Todavia, vós me roubais e ainda perguntais: "Como te roubamos?" Resposta: nos dízimos e ofertas. Estáis debaixo de grande maldição, pois me roubais. A nação toda me rouba. Trazei todos os dízimos ao tesouro do templo, para que haja mantimento na minha casa. E provai-me nisso, diz o Senhor dos Exércitos, e vede, se não abrirei as janelas do céu, e não derramarei sobre vós tantas tantas bênçãos que não conseguireis guardá-las. E por vossa causa também repreenderei a praga devoradora, que não destruirá, e ela não destruirá os frutos da vossa terra, nem as vossas videiras no campo perderão seu fruto, diz o Senhor dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados, pois a vossa terra será aprasível, diz o Senhor dos Exércitos, né? Tem gente que muita gente já ouviu isso, né? Que tem um tem vários demônios de vários tipos. Aí tem um especificamente que chama devorador e esses é só expulsa dando dízimo. Quem já ouviu isso? Enfim, não foi não foi da gente aqui, eu tenho certeza. Eh, enfim, não é o caso, né? E não se trata disso. Não tá não tá explicando aqui que tem uma casta sobrenatural específica. que enfim, isso aí é enfim, esquece isso. O ponto não é esse, tá? O ponto é que é que Deus espera que o seu povo tenha responsabilidade com a sua casa. Por quê? A gente lê o Êxodo aqui detalhadamente. É a história da sarsa. da sarsa. Deus quer um povo de sacerdotes caminhando no meio das nações, convocando as nações para adorar o verdadeiro Deus. Mas esse povo é pecador. Então Deus manda construir um tabernáculo. Estabelece uma aliança e manda construir um tabernáculo e unge sacerdotes e separa a tribo de Levi e ordena sacrifícios contínuos. Porque dessa forma o pecado do povo é espiado. Então a glória terrível de Deus que desceu lá no Sinai destruidora, o fogo consumidor pode descer no meio de Israel sem Israel ser destruído. E o livro do Êxodo termina com o culto sendo inaugurado eh na no tabernáculo, no deserto, e a presença de Deus descendo. Agora, como é que Israel vai ser o representante de Deus entre as nações se a casa de Deus tá julgada? se não existe o investimento do povo para que a adoração contínua aconteça. É esse o ponto de haver mantimento na casa. Não se trata meramente de pagar contas, se trata de garantir a o funcionamento contínuo do tabernáculo na expectativa de que a fumaça, o fogo de Deus vai descer ali. Então esse milagre acontece, que Deus tá presente no meio de um povo pecador, ele não queima. Então a gente é o quê? Basicamente, nós somos um culto ambulante, gente, para o nome de Deus ser anunciado entre as nações. Israel foi levantado para isso. É isso que significa ser um povo sacerdotal. Agora, se o povo não entende que precisa levar os dízimos, então o povo não sabe mais o que estão fazendo no mundo. Perdeu a noção. E a questão não é simplesmente ter responsabilidade financeira, é uma consciência de que a missão de levar o nome de Deus entre as nações é a missão de Israel. Então, perdeu consciência, não sabe mais porque você tá aí, porque você imagina que as suas coisas, que é o seu trabalho, o seu expertise, seu tempo, são as suas coisas. Não tem nada a ver com a religião, não tem nada a ver com o que tá acontecendo com o nome de Jesus ou com a atividade no Eu já tô aplicando pro Novo Testamento, corri. Pera aí, volta um pouquinho. Abre sua Bíblia em Agu. Ag, desculpa o spoiler. Abre sua Bíblia em Agu. É um pouquinho atrás aí. antes de Zacarias. Olha a queixa do Senhor aqui em Agu. Aqui nós estamos num período em que a autorização para construção eh do templo já tinha sido dada, né? e os muros tinham sido levantados, mas o povo não estava se mexendo. Então Deus usa o profeta Ageu. Ag, capítulo 1, versículo 3. Esta palavra do Senhor veio por intermédio do profeta Ageu. Por acaso é tempo de habitardes em casas bem acabadas, enquanto este templo continua em ruínas? Faz sentido. Faz sentido. Se Israel foi levantado para ser o povo de Deus, Israel é a saça ardente. Israel foi Israel é a saça ardente. Israel foi levantado para carregar o fogo de Deus no meio das nações. Mas aí o tabernáculo tá desmontado. Como que faz? Não vai acontecer. Então Deus se queixa e fala assim: "Como assim, gente? Vocês estão aí fazendo, gastando dinheiro com viagem? gastando dinheiro com o carro novo, gastando dinheiro com qualquer coisa, né, com a sua casa painelada. Mas vem cá. E a missão? missão? É por isso o versículo 6, que vocês continuam dando murro em ponta de faca. Em outras palavras, é isso que o versículo 6 tá dizendo. Então, versículo 7, lembre da sua história. Vocês não eram assim, não. Vocês são descendentes de gente que que serviu, que teve presente. Então, versículo oito, subam ao monte, tragam madeira, edifiquem o templo. Mas para quê? Para quê? Eu me agradarei dele e serei glorificado. Então, você se lembrar de que a casa de Deus é mais importante que da sua casa é louvar a Deus. O que tá em jogo é o quê? É a glória de Deus. Ah, mas tem uns sacerdotes muito preguiçosos lá em Jerusalém. Tem uns levitas lá que muitos desafinados. Eu não tô dizendo que o pessoal do louvor é levita, né? Nossa, enfim, isso vai ter, vai ter que ser para outro seu sermão. Guardadas as proporções, o que tá em jogo realmente é o culto. Volta ali para Números. A gente leu Números, capítulo 18 e ali fala do dízimo, não é isso? Agora eu vou voltar no verso 24. Dou por herança aos levitas os dízimos. Então, realmente os dízimos iam sustentar os levitas. OK? Mas veja lá, os dízimos que os israelitas ofereceram a quem? Aos levitas. Não. Não. O que que o texto diz? Ao Senhor em oferta alçada, pois lhes disse que não teriam herança alguma entre israelitas. Então vamos lá. Tem um tem uma lógica aqui. Obviamente quem recebe os dízimos são os levitas e quem recebe os dízimos dos dízimos é a casa de Arão. Todo mundo sabe disso. Ninguém tá enganado. Mas cada israelita deveria entender que quando ele tá dando dízimo, ele não tá dando dízimo pro Arão, ele tá dando dízimo para o Senhor. E o Senhor deu essa porção para Levi e para a casa de Arão. Esse é o raciocínio. Quer dizer, do ponto de vista de Deus, o dízimo vai ser usado para sustentar quem tá trabalhando na obra de Deus de forma direta. Isso, sem dúvida nenhuma. Mais do que isso, vamos lá, que isso pode ser mal interpretado. Os dízimos são dados para que a casa de Deus fique aberta. Essa é a reclamação em Malaquias, essa é a reclamação em Ageu, essa é a motivação em Números e também em Levítico e lá em Êxodo. Então, quando alguém dá dízimo, ele tá ocupado com o quê? com o nome de Deus, com a glória de Deus, com de que forma forma eu posso investir no espalhamento desse nome entre as nações. Esse é o é o assunto do dízimo. Então, por isso a gente diz, irmãos, que dízimo e oferta são culto. Culto. Vejam bem, a gente podia simplesmente, e eu sei que é uma solução que muitas igrejas modernas fazem, a gente podia simplesmente, fazendo já um parênteses para hoje, tá? Mas não é nem o assunto principal, dá o número da conta e você manda o recurso pra igreja ou pra missão que você prefere financiar ou pra organização cristã que tá ministrando e e levantando o nome de Jesus, não importa, tá? Se me dizer assim, é obrigatoriamente sobre todas as condições, você tem que dar o dízimo na sua igreja, eu acho que você deveria ter responsabilidade no lugar onde você tá servindo. Mas se Deus mover seu coração para financiar um negócio que tá precisando, a gente entende isso. A, eu não quero saber se você tá trazendo para cá. A questão nem é essa. A questão é a seguinte, é que é parte do culto, é um culto. É, é, é para sustentar um culto, é para sustentar um movimento de adoração. É para sustentar, não é para sustentar só o funcionamento em certo horário no domingo. É para sustentar um movimento que vai anunciar entre as nações que tem um Deus digno de louvor, que é o Altíssimo. E e o dinheiro é para isso. Tem várias formas de dar o recurso, vários lugares para dar o recurso, mas ele tem que ser dado para isso. Esse é o ponto. Não é simplesmente o aluguel da igreja, tá entendendo? É o culto. E se você dá o dízimo achando que você tá pagando a cota do clube ou pagando pelos serviços religiosos do pastor Guilherme, você não tá dando. Eu não quero. Vai caçar rumo. Não interessa. Ah, mas pelo menos para Não interessa. Ah, mas pelo menos para eu prosperar, será que não serve também? Não, não, não se trata disso. Se trata de uma relação com Deus. Esse é o contexto. Então, é desse dízimo que eh o autor de Hebreus tá falando que Abraão Abraão pagou. Agora a gente tem mais contexto para voltar no que Abraão tá fazendo aí. Faz muito sentido. Volta lá. Então, agora sim, em Gênesis capítulo eh, 14. Então, faz sentido que Abraão lutou uma batalha e ele lutou essa batalha contra ladrões, bandidos e foi fazer justiça e trazer paz para aquela região e libertar Ló. E quando ele realiza esse ato, então o sacerdote de Deus vem e diz: "Exatamente, Abraão, vem aqui comer pão e vinho. Eu sou o sacerdote de Deus. Em nome dele eu te convido para comer pão e vinho e para te ajudar a entender e celebrar com você o que você fez. Você lutou guerras no mundo, mas a gente sabe, Deus sabe e eu sei que enquanto você lutava essas guerras do mundo, você buscava justiça e paz. E é por isso que você é abençoado. E por isso Deus é glorificado. Bendito seja o Deus Altíssimo. Deus é glorificado do Isso aí é um culto. Isso aqui é um culto que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. O que é que Melquizedec disse para Abraão? Abraão, Abraão, você lutou com seus 318 soldados, mas foi Deus que venceu. É isso que ele diz. Você lutou, você ralou, correu atrás, literalmente, no caso, correu atrás. Você venceu batalhas desse mundo que beneficiaram o povo de Deus e beneficiaram o povo de fora. Você lutou essa guerra e trouxe benefício para todo mundo. Mas Deus e eu entendemos que você lutou por outro reino. Você não lutou a guerra do rei de Sodoma. Você lutou a guerra do Senhor. Foi o Senhor que entregou esses inimigos nas tuas mãos. E Abraão precisava ouvir isso, porque logo em seguida, quem é que ia chegar? O rei de Sodoma. Sodoma. Porque na cabeça do rei de Sodoma que viu Abraão trabalhando duro, Abraão faz parte do jogo dele, tá trabalhando para ele. Mas o rei de Salém chegou antes e lembrou Abraão. Não, Abraão, foi Deus. Você foi fazer justiça, trazer Shalom, foi Deus trabalhando através de você. Então, o seu trabalho, as suas guerras são as guerras de Deus, ainda que elas aconteçam aqui nesse mundo. E Abraão, entendendo isso, deu o dízimo. Por que que ele deu o dízimo? Porque ele entendeu que as suas batalhas são de Deus, as suas vitórias são de Deus, as suas coisas são de Deus e que ele precisava dar um décimo do que ele tinha. E isso é só um símbolo. Repito, eu não acho que tem que ser literalmente 10%, mas pode ser também se você fal, ah, não precisa ser 10%, então vou dar%. Pensa aí, né? Você tem cérebro. Enfim, não vou nem explicar isso, mas vamos lá. O ponto crucial aqui é que entendendo que aquela guerra era de Deus e que a sua vida era de Deus, ele dá o dízimo. E ele dá o dízimo porque ele quer que o sacerdote do Deus Altíssimo, que representa a paz e a justiça, continue fazendo o que ele tá fazendo. Se trata disso. Então, os 10% são uma declaração de Abraão sobre a sua vida. Quando Abraão dá o dízimo, ele está dizendo que o seu trabalho é o trabalho de Deus e que os seus sucessos são os sucessos de Deus e que o seu objetivo é que o nome de Deus seja exaltado entre as nações. Então aí ele dá o dízimo. O dízimo é uma declaração de que a sua vida econômica profissional é parte do reino reino e não parte do jogo do rei de Sodoma. É isso que você faz o dízimo. Quando você dá dízimos e ofertas, quando você olha para o seu dinheiro, pra sala da sua casa, para o tempo que você tem disponível, para o seu expertise, você olha e fala assim: "Não, isso aqui é de Deus". E aí você sai segunda-feira para lutar suas batalhas e você tem vitórias na terça ou na quinta ou na sexta ou todos os dias. E aí você vai depois adorar o Senhor, você vai comer pão e vinho, né, diante de Jesus. Não sou eu no caso, obviamente diante de Jesus vai comer pão e vinho. E aí você se lembra nessa hora que todos os seus sucessos foram sucessos de Deus, que você lutou com Deus as batalhas de Deus, mas assim, o seu chefe não acha isso. isso. O resto do pessoal que não tem, não tem iluminação espiritual, não é regenerado, eles não vão enxergar nada de paraa eles. Você tá só participando do mesmo sistema podre. Tinha um cara, os caras vieram, bateram no outro cara, aí vem o outro cara bateu neles. Enfim, é só isso, né? Então, se você eliminar a fé do horizonte, você vai ver só isso que tá acontecendo nesse nível. E para as pessoas estão nesse nível, não faz sentido realmente você ser tão seletivo e você lutar só nas guerras que vão trazer justiça e paz [tosse] e [limpando a garganta] você não buscar em vez de você não colocar em primeiro lugar o seu lucro pessoal e você não se dispor a fazer com chavos com reis corruptos para continuar habitando na terra, né? Você tá aqui na terra, mas você é peregrino igual Abraão. Então você não vai declarar fidelidade ao rei de Sodoma. Você sabe quem é o rei de Sodoma? Então você tem que trabalhar nesse mundo. Você tem que lutar para libertar Ló. Então você luta. Mas você não é a mesma da mesma laia do rei de Sodoma. Você não é não. Você tem outro. Você tá num outro projeto. Esse projeto toca fatos, processos, dinâmicas, guerras. eh trocas terrenas, mas ele ele tem uma dimensão ali que é invisível para esse pessoal. Então, se for para você vender a alma durante a semana, você não vai vender. Você vai lutar a guerra que você pode lutar, que são guerras por justiça e paz. E você não vai colocar objetivos terrenos acima do reino de Deus. E quando você faz o dá o dízimo, você tá dizendo isso. Você tá dizendo que na verdade seu projeto inteiro faz parte de outro reino. Esse outro reino se chama Salém, Jerusalém. Você sabe que Babilônia vai afundar? Você sabe que Sodoma e Gomorra vão afundar. E você faz muitas coisas que ajudam Sodoma e Gomorra porque vai acontecer isso. Mas você não está trabalhando pra cidade dos homens. Você está trabalhando para a cidade de Deus. está trabalhando para Jerusalém. Então, os irmãos entendem o que que é o dízimo e faz muito sentido, porque quem você é? Você é uma pessoa que come, acumula energia, né? E você tem experiência, tem inteligência e aí você transforma isso em quê? Em trabalho, em serviço. Então, se você fala assim: "Jesus, eu dou a ti o meu coração". Mas aí você pega todos seus potenciais, sua energia, sua inteligência, tuas capacidades. Aí você trabalha no mundo. E aí isso que você tá fazendo não tem nada a ver com a missão. Você não deu nada para Jesus. É mentira. Eu tô sendo honesto. É, é uma questão de o mais um dá dois, entendeu? Você é o quê? é o somatório das suas energias e suas capacidades. Então, se é isso que você faz, não tem nada a ver, então não tem nada a ver. É isso. Agora, veja bem, se você não vai diante de Melquizedec para comer pão e vinho e você não ouve a palavra de Melquizedec sobre o trabalho, o seu trabalho e você não dá para Melquizedec e o dízimme, nós estamos falando aqui de Jesus. Tá lá em Hebreus 7, tá falando de mim? Não, não tem nada a ver comigo. Eh, Hebreus 7. Se você não faz isso, o perigo é muito grande, porque se você não recebe Mexizedec, daqui a pouco você vai encontrar com o rei de Sodoma. E o rei de Sodoma tem um plano para você. Ele tem um plano maravilhoso paraa sua vida, entendeu? O rei de Sodoma vai vir. E talvez você pense assim: "Quer saber? Eu preciso fazer alianças aqui. Eu vou vender minha alma e vou vou investir tudo que eu tenho em algum projeto junto com esse pessoal". E aí você vem aos domingos paraa igreja, mas o seu trabalho faz parte de outro projeto. O seu expertizo, seu tempo, seu dinheiro estão indo para outro lugar. Aí não é o caminho de Abraão. E eu sei que muita gente tem medo, né, desse processo, mas você precisa entender que o seu trabalho é parte de uma economia da fé. As suas guerras, mesmo que sejam guerras no mundo, são partes de uma economia da fé, na qual eu não trabalho para ter lucro de qualquer jeito, mas trazer para trazer vida e justiça para o mundo. Em primeiro lugar, esses são os limites e que o meu sucesso não é, em última instância, o meu mérito, mas é o mérito de Deus. E aí, quando eu entendo isso, eu dou o dízimo, não como imposto, eh, porcentagem fixa, cota do clube, pagamento do de serviço religioso, mas um símbolo de uma vida de trabalho vivida diante de Deus. E porque você tá realmente interessado nisso, você quer saber se a missão tá rolando. rolando. E aí você vai investir, você vai investir em missões, você vai investir, investir em projetos que levantam o nome de Jesus, você vai investir em igrejas. Se você acha que essa igreja é muito rica, você vai investir em outra igreja. E muita gente não quer fazer isso. No Brasil a gente sabe, eu tenho muitos, centena de amigos pastores, a história é a mesma, tá? Eu preciso dizer isso aqui. Quem sustenta a igreja brasileira é a classe C e a classe média média. Quanto mais dinheiro o sujeito tem, menos ele investe. Isso é fato. Todo mundo sabe disso. Todo mundo sabe disso. É a classe C, tá? Continua sendo assim, desde o tempo de Jesus. É a classe C, classe média. Média é o pessoal que carrega a igreja. E muita gente no Brasil não tem essa cultura. Às vezes um sujeito ele vem de uma situação difícil, ele acende socialmente e ele não tem exemplos. Então, exemplo de gente que vive para investir recursos. Eu conheci gente, eu até dei um exemplo aqui mais cedo, deixa eu ver se dá tempo de dar o exemplo. Tem um minuto. Eu eu falei mais cedo que eu eu falei mais cedo que eu conheci eu conheci dois bilionários na minha vida. um um cara, o Jack Templeton, filho de Sir John Templeton, ele eh eh enfim, eu conheci ele há anos atrás, 2000 eh e como foi isso? 2013. E a gente entrou numa concorrência internacional, depois conhecemos ele também. E foi com recursos que ele doou, é que a gente lançou o projeto Cristãos na Ciência e a gente fundou Cristãos na Ciência, que vai comemorar 10 anos, inclusive agora em novembro lá em São Paulo. Eh, e e eu fiquei muito impressionado com esse sujeito, queria mencionar, porque ele literalmente ele e agora a filha dele, Hedron Templeton, eles ganham o dinheiro para dar o dinheiro. Eles literalmente fazem isso. Existe gente que faz isso. E eu conheci gente que faz isso e que gasta tempo achando outras pessoas que têm recurso para convencer elas de que elas precisam investir em projetos do mundo, em outras coisas. Mas aí eu tenho uma história triste para contar. Eh, em 2008, 2007, eu tava na Holanda, é uma história que vários aqui conhecem, eu tava na Holanda e o Dr. Erbert Skirman era professor da Universidade de Varn e ele ia fazer sua palestra de despedida. Ele era professor de engenharia e filosofia da tecnologia lá e a gente foi convidado. Aí nós fomos para lá, eu, Rodolfo e eh foi o Rodolfo na época. Nós fomos então nesse tinha uma recepção, ele deu uma palestra sobre eh a tecnologia e o futuro do Islã. Os maiores irãs da da do da Holanda foram assistir, inclusive. Eh, muito interessante esse nível de influência que ele tinha. e ele era senador também, conhecia muita gente. E ele já a gente já desconhecia também, já tinha ido no labr eu, a gente já tinha ido na casa dele, eu fui lá na casa dele umas três vezes e aí dessa vez ele falou assim: "Eu tinha comentado que a gente queria publicar obras do Dói em português, precisava de recurso para traduzir. Traduzir do holandês é complicado. Aí ele falou assim: "Não, eu vou te apresentar para um sujeito que tem recurso, vai financiar com certeza". Aí ele catou o cara lá, né? O PBAN. O cara até depois se envolveu em problemas, mas enfim, o Paul Ban era dono de um e presidente de um grupo que tinha pesquisa médica, investimento no mercado financeiro e projetos sociais. Eles investia em pesquisa médica de ponta, produzia recurso com isso, vendia tecnologia, depois esse dinheiro ia pra empresa de investimento, crescia o dinheiro na empresa de investimento, eles voltavam a investir em pesquisa o o recurso que eles produziam e em projetos sociais, em vários lugares do mundo. Eram eram três pernas, a o grupo eram três pernas e fazia parte da filosofia deles. os líderes, donos eram cristãos, que era eh gerar conhecimento, recurso e soluções para questões sociais. E eles era o jeito que eles pensavam, pessoal lá neocalvinista lá, né, lá da Olanda. Aí o que acontece? Eu fui, né, já que o esquirman falou que era para eu ir, fui lá, fui lá visitar o cara e aí quando fui conversar me serviram, né, cafezinho, me receberam bem, mas aí enfim, ele veio falar que infelizmente eles não iam apoiar nenhum projeto no Brasil. Eu falei: "Mas por que?" fou vou te contar a história e entendi. Então ele não quis falar na frente do esquirma, né? Mas e lá ele falou. Então a razão é seguinte. Anos, poucos anos antes, ele tinha ido para uma reunião com os maiores empreiteiros do Brasil. Ele falou que eram os maiores. Ele desceu em Guarulhos, pegou um helicóptero, desceu de helicóptero no topo de um prédio lá na Avenida Paulista, encontrou com esses empreenteiros, né? Isso foi em e ele contou a história em 2000 eh 7, isso deve ter sido 2005. Alguns desses caras foram presos logo depois, né? A gente sabe disso. Mas enfim, ele encontrou com essa turma, os amigos, né, e tal, eh, encontrou com essa turma e eles estavam fazendo negócio, discutindo coisas de empreendimento fora do Brasil, inclusive. E aí na hora do do drink lá, dos refreshments, eh, o pessoal conversando mais à vontade. Aí ele perguntou para esses empreiteiros, era mais de um, eh, o como que eles faziam a área de investimento social deles, como que era, porque, enfim, a empresa deles é assim. Diz o PBAN que os caras caíram na gargalhada na frente dele. Fala, não, isso é coisa do governo, a gente não mexe com isso não? Então, a questão é a seguinte, todo mundo aí tá trabalhando, estudando, mas do outro lado ali é o rei de Sodoma, você estão entendendo? E se você não botar o reino de Deus no centro da sua vida econômica profissional, o rei de Sodoma vai te engolir e você vai entrar no jogo dele e vai virar só uma versão picareta do que eles já são. É isso que vai ser, entendeu? Então eu não tô falando isso apenas para vocês darem o dízimo. Não se trata, eu repito, nem se trata de dar o dízimo aqui. Se trata do seu dinheiro, o seu tempo, o seu expertise, sendo entendidos por você como parte da sua missão abraâmica abraâmica de ser bênção para todas as nações. E talvez você fica com medo, né? Porque no caso de Abraão, ele não apenas abriu mão de certos lucros que ele podia ter, como ainda gastou dando o dízimo, né? Então você vai empobrecer nesse caminho? Não vai, meu irmão. E nós vamos concluir com Gênesis 15, um versículo depois, Gênesis 15:1. Todos esses fatos que a gente acabou de ler aconteceram. Cadê a recompensa de Abraão? Abraão lutou, ralou, gastou e não recebeu nada. Ele não recebeu nada, gente, não. Capítulo 15, versículo 1. Depois dessas coisas, a palavra do Senhor veio Abraão numa visão, dizendo: "Abraão, não temas. Eu sou o teu escudo. O teu galardão será grandíssimo". Amém. >> [música]
embora a gente sustente que o princípio é obrigatório, universal
Doutrina: Dízimo e lei moral
Tensão: O pregador quer distinguir entre princípio moral e percentual exato, mas a expressão 'obrigatório, universal' pode ser lida como se o dízimo fosse mandamento permanente.
Correção sugerida: Dizer que a responsabilidade de sustentar a obra de Deus é universal, mas o dízimo como percentual exato não é mandamento neotestamentário. A base é 2 Coríntios 8-9: generosidade voluntária, proporcional e alegre.
Melquizedec representa Jesus Cristo
Doutrina: Tipologia e cristologia
Tensão: A tipologia é legítima, mas a formulação pode sugerir identificação direta entre a personagem histórica e Cristo.
Correção sugerida: Melquisedeque é tipo de Cristo, não Cristo em pessoa. Hebreus 7:3 diz que ele é 'feito semelhante ao Filho de Deus'.
Malaquias 3:7-12
Doutrina: Bênção, maldição e prosperidade
Tensão: O texto contém linguagem de maldição e bênçãos materiais. O pregador evita demonologia, mas ainda pode abrir espaço para leitura transacional se não delimitar o contexto pactual.
Correção sugerida: Explicar que a promessa e a maldição se referem à aliança nacional de Israel. Para a igreja, o princípio é fidelidade na mordomia e confiança na provisão de Deus, não fórmula de prosperidade.
Quem sustenta a igreja brasileira é a classe C e a classe média média. Quanto mais dinheiro o sujeito tem, menos ele investe. Isso é fato. Todo mundo sabe disso.
Problema: É uma generalização sociológica apresentada como fato universal, sem dados ou qualificação. A Escritura não ensina que ricos necessariamente dão menos.
Risco pastoral: Pode gerar culpa desproporcional em alguns grupos, ressentimento ou falsa expectativa de que a contribuição é função direta de classe social.
Sugestão: Formulação mais segura: 'Há muitas formas de generosidade; a Escritura chama todos, ricos e pobres, a contribuir conforme seus recursos, sua fé e sua alegria, sem fazer afirmações universais sobre classes sociais.'
Você vai empobrecer nesse caminho? Não vai, meu irmão.
Problema: Embora o contexto seja de confiança em Deus, a frase pode soar como garantia de segurança financeira, algo que a Escritura não promete de forma absoluta.
Risco pastoral: Quando vier escassez, doença ou perda, o ouvinte pode pensar que falhou na fé ou que a promessa do pregador não se cumpriu.
Sugestão: Formulação mais bíblica: 'Deus pode prover e é o galardão do crente, mas a Escritura não promete ausência de sofrimento. A confiança está na fidelidade de Deus, não em uma fórmula de prosperidade.'
dízimo e oferta são culto
Problema: A expressão pode ser legítima se 'culto' for entendido como vida oferecida a Deus, mas pode ser lida como ritualização da contribuição.
Risco pastoral: Risco de reduzir adoração ao ato de dar ou transformar oferta em condição de aceitação diante de Deus.
Sugestão: Melhor: 'dar é expressão de adoração e obediência, mas o culto cristão é fundamentado na obra de Cristo e vivido em toda a vida, não apenas no ato de contribuir.'
embora a gente sustente que o princípio é obrigatório, universal
Equilíbrio bíblico: A responsabilidade de sustentar a obra de Deus é universal, mas o dízimo como 10% não é mandamento neotestamentário. A igreja deve ensinar dar com alegria, voluntariamente e conforme a prosperidade (2 Co 9:7; 1 Co 16:2).
Você vai empobrecer nesse caminho? Não vai, meu irmão.
Equilíbrio bíblico: Deus é soberano e pode permitir sofrimento, mas a Escritura não ensina que pobreza ou escassez sejam bênçãos em si. Tampouco garante ausência de dificuldade a quem dá. A confiança deve estar na fidelidade de Deus, não em uma fórmula de resultado financeiro.
Trazei todos os dízimos ao tesouro do templo... se não abrirei as janelas do céu
Equilíbrio bíblico: Explicar que a linguagem de bênção e maldição é pactual e nacional para Israel. Para a igreja, o princípio é mordomia fiel e generosidade missionária, não transação espiritual.
Quanto mais dinheiro o sujeito tem, menos ele investe. Isso é fato.
Equilíbrio bíblico: Evitar afirmações universais sem evidência. A Escritura chama todos à generosidade: ricos podem dar mais, pobres podem dar com grande fé (Mc 12:41-44), e nenhum grupo social deve ser culpabilizado por estereótipo.
Recusa clara do dízimo como transação religiosa.
O dízimo não é a cota do clube. O dízimo não é o pagamento pelos serviços religiosos dominicais.
Impacto: Protege a congregação de entender a contribuição como compra de bênçãos ou pagamento por proteção espiritual.
Boa consciência redentivo-histórica.
O dízimo não aparece da primeira vez dentro da aliança mosaica. Ele aparece antes da aliança mosaica.
Impacto: Evita tanto o descartar o Antigo Testamento quanto o impor a lei mosaica sem distinção entre promessa, tipo e cumprimento em Cristo.
Cristocentrismo via Hebreus 7.
Melquizedec representa Jesus Cristo, o rei de Salém, o rei de Shalom ou paz e o rei da justiça.
Impacto: Conecta a oferta à supremacia de Cristo e ao sacerdócio eterno, não apenas ao sustento institucional.
Foco missionário do dinheiro.
Os dízimos são dados para que a casa de Deus fique aberta... para que o nome de Deus seja exaltado entre as nações.
Impacto: Redireciona a generosidade para a missão, a adoração e a glória de Deus, não para o conforto pessoal ou para o enriquecimento ministerial.
Conclusão pastoral equilibrada em Gênesis 15:1.
Abraão lutou, ralou, gastou e não recebeu nada... Eu sou o teu escudo. O teu galardão será grandíssimo.
Impacto: Mostra que a fidelidade não é troca automática, mas confiança na promessa e na soberania de Deus.
Compare as dimensões nas barras abaixo. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Precisão Teológica
Não nega doutrinas essenciais e evita o núcleo da teologia da prosperidade. Tensões secundárias aparecem na possibilidade de ler dízimo como percentual obrigatório e em frases que podem sugerir garantia financeira. São questões de equilíbrio, não heresia.
Hermenêutica
Boa exegese narrativa e redentivo-histórica. O pregador distingue cumprimento, tipo e princípio. Porém, há pequena ambiguidade entre 'Melquisedeque representa Cristo' e 'é Cristo', além de inferir de Gênesis 14 que 'culto envolve dízimo' sem explicitar que é narrativa, não prescrição.
Aplicação Prática
Aplicação forte sobre mordomia, missão e reordenação de prioridades. Porém, algumas frases podem gerar expectativa de segurança financeira ou culpa em grupos específicos. O conselho prático precisa ser mais equilibrado com as promessas reais de Deus e com a possibilidade de sofrimento.
Clareza do Evangelho
Critério usado: sermão de edificação para crentes. O evangelho não é obscurecido; o pregador rejeita transação e aponta para Cristo como sacerdote e galardão. Há pequena necessidade de explicitar que a graça de Cristo, não a contribuição, é fundamento da comunhão com Deus.
Fidelidade Bíblica
A maioria das passagens é usada dentro do contexto: Gênesis 14, Hebreus 7, Números 18, Ageu 1 e Gênesis 15:1. Há boa consciência de que o dízimo aparece antes da lei e de que Melquisedeque é tipo de Cristo. As ressalvas principais são Malaquias 3 e a linguagem de 'obrigatório, universal', que precisam de maior delimitação neotestamentária.
Compreensão Contextual
Forte compreensão do contexto cultural e histórico: dízimo em espécie, aliança mosaica, sacerdócio levítico, tabernáculo, missão de Israel, rei de Sodoma e tipologia de Melquisedeque. A aplicação à vida econômica e profissional é bem desenvolvida.
Risco de leitura imposta ao texto:
Quanto menor, melhor. Não há eisegese grave. Alguns excessos surgem em inferências de narrativa para princípio litúrgico, generalizações sociológicas e linguagem que pode soar transacional, mas o texto bíblico não é torcido para dizer o oposto do que significa.
Risco de conflito com doutrina essencial:
Risco baixo. Não há negação de doutrinas essenciais, não há decreto como técnica que obriga Deus, não há culpa por não dar, não há oferta condicionada como meio de milagre e não há promessa absoluta de riqueza ou saúde.
Abra apenas a parte que deseja consultar.
Tema principal:
Dar do que foi dado: dízimo e ofertas como expressão de culto, mordomia e reconhecimento da soberania de Deus sobre a vida econômica.
Tom pastoral:
Didático, exortativo e missionário; busca corrigir visões transacionais do dízimo e reorientar a generosidade para a glória de Deus e a sustentação da adoração e da missão.
O dízimo aparece antes da aliança mosaica e, por isso, não pode ser reduzido a uma instituição ritual temporária.
Suporte: Gênesis 14:18-20; Abraão dá dízimo a Melquisedeque antes de Moisés.
Textos:
Hebreus 7 interpreta Melquisedeque como tipo do sacerdócio eterno de Cristo, mostrando que a adoração e a oferta de Abraão apontam para a supremacia de Deus.
Suporte: Hebreus 7:1-9; o autor trata Melquisedeque como figura do Filho de Deus e superior a Levi.
Textos:
No Antigo Testamento, dízimos e ofertas sustentavam a casa de Deus e a continuidade do culto, não funcionavam como pagamento por serviços religiosos.
Suporte: Números 18:20-26; Malaquias 3:7-12; Ageu 1:3-8.
Abraão recusou a aliança com o rei de Sodoma porque reconheceu que sua vitória veio do Deus Altíssimo; dar o dízimo declara pertença ao reino de Deus.
Suporte: Gênesis 14:17-24; Abraão não aceita enriquecer pelo rei de Sodoma.
Textos:
A fidelidade de Abraão, mesmo sem recompensa imediata, é sustentada pela promessa de Deus em Gênesis 15:1: Deus é escudo e galardão.
Suporte: Gênesis 15:1; Abraão deu, não recebeu, mas Deus reafirma sua proteção e recompensa.
Textos:
Uso Contextual
Usado corretamente como narrativa fundante: mostra o dízimo antes da lei mosaica e em contexto de bênção, comunhão e reconhecimento da soberania de Deus.
Questões Exegéticas
A inferência de que 'culto envolve dízimo' vem de uma cena narrativa, não de um mandamento explícito. O texto descreve a resposta de Abraão, não institui uma regra litúrgica universal.
Leitura Sugerida
Ler como exemplo de fé e adoração: Abraão reconhece que a vitória pertence ao Deus Altíssimo. A aplicação deve ser o princípio da mordomia e da adoração, não a obrigatoriedade exata de 10%.
Uso Contextual
Usado corretamente para tipologia: Melquisedeque representa a justiça e a paz e aponta para o sacerdócio eterno de Cristo.
Questões Exegéticas
Dizer que Melquisedeque 'é' Jesus pode gerar ambiguidade. Hebreus diz que ele é 'feito semelhante ao Filho de Deus', não que a personagem histórica seja uma aparição direta de Cristo.
Leitura Sugerida
Melquisedeque é tipo e figura do sacerdócio de Cristo; sua superioridade sobre Levi fundamenta a supremacia de Jesus como sumo sacerdote eterno.
Uso Contextual
Usado corretamente para explicar a função do dízimo no sistema levítico: sustento dos que serviam ao tabernáculo.
Questões Exegéticas
Nenhum problema grave identificado. O pregador distingue entre o povo, os levitas e a casa de Arão.
Leitura Sugerida
O dízimo sustentava a obra de Deus; a aplicação cristã deve considerar o sustento de ministérios, missões e adoração, sem necessariamente impor percentual exato.
Uso Contextual
Usado com cautela: o pregador rejeita a ideia de um 'demônio devorador' e concentra o texto na responsabilidade com a casa de Deus.
Questões Exegéticas
A linguagem de maldição e bênçãos materiais pertence ao contexto nacional e pactual de Israel. Se aplicada diretamente ao crente neotestamentário como fórmula de prosperidade, pode virar distorção.
Leitura Sugerida
Princípio: negligenciar a obra de Deus revela infidelidade. Aplicação: dar com alegria, responsabilidade missionária e confiança na provisão de Deus, não como transação garantida.
Uso Contextual
Usado corretamente para mostrar a prioridade da casa de Deus e da adoração diante da negligência do povo.
Questões Exegéticas
Nenhum problema grave identificado.
Leitura Sugerida
Ageu confronta a idolose do conforto próprio quando a missão de Deus está negligenciada. A aplicação é arrependimento e reordenação de prioridades.
Uso Contextual
Usado corretamente como consolo: depois de Abraão dar e não receber recompensa imediata, Deus afirma ser seu escudo e galardão.
Questões Exegéticas
'Galardão' não deve ser reduzido a prosperidade financeira. O texto aponta para proteção, aliança e recompensa divina.
Leitura Sugerida
Deus é a segurança e a recompensa final do crente; a fidelidade não é compra de bênçãos, mas confiança na promessa.
Uso Contextual
Usado corretamente para argumentar que Abraão foi justificado antes da circuncisão e da lei mosaica, e que gentios são filhos da promessa.
Questões Exegéticas
As referências são implícitas e generalizadas, mas a direção exegética é sólida.
Leitura Sugerida
A aliança da promessa precede a aliança mosaica e fundamenta a graça; isso impede reduzir dízimo a mera lei cerimonial, mas também impede transformá-lo em condição de salvação ou bênção mecânica.
Deixar mais explícito que a obrigação neotestamentária é a generosidade fiel, não o dízimo como percentual fixo de 10%.
Ao usar Malaquias 3, delimitar claramente o contexto pactual de Israel para evitar leitura transacional de bênção e maldição.
Evitar frases que possam soar como garantia de segurança financeira, como 'não vai empobrecer', e substituir por confiança na soberania e fidelidade de Deus.
Não apresentar generalizações sociológicas como fatos universais sobre quem sustenta a igreja.
Refinar a tipologia de Melquisedeque: ele é tipo de Cristo, não identificação direta com Jesus na narrativa.
Conectar explicitamente a oferta à graça de Cristo e ao senhorio dele, para que a contribuição não seja vista como condição de bênção.
Resumo em uma frase:
É uma pregação sólida e missionária sobre mordomia, que evita o pior da teologia transacional, mas precisa de maior equilíbrio ao usar Malaquias 3, ao falar de dízimo como princípio obrigatório e ao evitar sugestões de garantia financeira.
🤿
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