Igreja Batista Maanaim
02 de fevereiro de 2026
1h 1min
217 visualizações
------------------------------------------------------------------------------------------ NOS ACOMPANHE TAMBÉM NO NOSSO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/batista.maanaim/ ------------------------------------------------------------------------------------------ CONTRIBUA FINANCEIRAMENTE: Chave Pix CNPJ: 03.864.050/0001-05 ------------------------------------------------------------------------------------------
Boa noite. Que bom estar aqui, ã, de volta aos Que bom estar aqui, ã, de volta aos cultos na minha igreja. cultos na minha igreja. Passei um tempo de férias Passei um tempo de férias e, inclusive até esqueci que que hoje é e, inclusive até esqueci que que hoje é fevereiro, né? Fui dar uma informação fevereiro, né? Fui dar uma informação ali dentro. Eu disse que uma data errada ali dentro. Eu disse que uma data errada aí porque pensava que estava estávamos aí porque pensava que estava estávamos em janeiro ainda. Então, acho que fez em janeiro ainda. Então, acho que fez bem de certa forma, né? Fez mal de certa bem de certa forma, né? Fez mal de certa forma, fez bem de certa forma. Mas vamos forma, fez bem de certa forma. Mas vamos pro texto. A gente não tá aqui para pro texto. A gente não tá aqui para falar das minhas férias. falar das minhas férias. Vamos ao texto, por favor. Lucas, Vamos ao texto, por favor. Lucas, capítulo de número capítulo de número 15, 15, versículos de número 25 versículos de número 25 ao 32. ao 32. Antes de nós lermos, ah, eu preciso Antes de nós lermos, ah, eu preciso fazer um rápido preâmbulo pros fazer um rápido preâmbulo pros visitantes, né, que não acompanharam nos visitantes, né, que não acompanharam nos primeiros sermões saberem o que a gente primeiros sermões saberem o que a gente tá tratando aqui. Eu estou basicamente tá tratando aqui. Eu estou basicamente fazendo uma série de mensagens, uma fazendo uma série de mensagens, uma série de sermões baseados em uma ideia. série de sermões baseados em uma ideia. E a ideia é tempestades externas, E a ideia é tempestades externas, circunstâncias externas circunstâncias externas provocam ou abrem ou retiram de dentro provocam ou abrem ou retiram de dentro de nós ou mostram de dentro de nós de nós ou mostram de dentro de nós tempestades internas. Começamos tempestades internas. Começamos estudando, por exemplo, aquele texto que estudando, por exemplo, aquele texto que fala sobre Jesus, a tempestade, os fala sobre Jesus, a tempestade, os discípulos. E vimos que quando a discípulos. E vimos que quando a tempestade se levanta, sai do coração tempestade se levanta, sai do coração deles incredulidade, ansiedade, deles incredulidade, ansiedade, preocupações, aquilo que não parecia ou preocupações, aquilo que não parecia ou não aparecia antes, mas agora aparece a não aparecia antes, mas agora aparece a partir de uma tempestade. Tempestades partir de uma tempestade. Tempestades externas revelam tempestades externas revelam tempestades internas. E assim nós estamos vendo na internas. E assim nós estamos vendo na escritura algumas circunstâncias, alguns escritura algumas circunstâncias, alguns textos que nos mostravam como textos que nos mostravam como circunstâncias variadas pode revelar ou circunstâncias variadas pode revelar ou podem revelar uma série de questões podem revelar uma série de questões importantes, densas e tempestuosas em importantes, densas e tempestuosas em nossos corações. Aí estamos falando nossos corações. Aí estamos falando sobre essas tempestades internas e hoje sobre essas tempestades internas e hoje falaremos daquela que eu chamo de ou que falaremos daquela que eu chamo de ou que nós conhecemos por justiça própria. nós conhecemos por justiça própria. Amém. Feito esse preâmbulo, vamos orar e Amém. Feito esse preâmbulo, vamos orar e logo depois começamos o nosso sermão. logo depois começamos o nosso sermão. Deus, obrigado pela tua santa palavra. Deus, obrigado pela tua santa palavra. Nos ajuda não só a lê-la, mas a Nos ajuda não só a lê-la, mas a entendê-la, a aplicá-la. entendê-la, a aplicá-la. Que o Senhor nos favoreça hoje, nos Que o Senhor nos favoreça hoje, nos dando entendimento sobre aquilo que dando entendimento sobre aquilo que lemos e estudamos para honra e glória do lemos e estudamos para honra e glória do Teu santo nome. Amém. Teu santo nome. Amém. Você já leu a O Mercador de Veneza de Você já leu a O Mercador de Veneza de William Shakespeare? Senão eu vou lhe William Shakespeare? Senão eu vou lhe falar de um pouco, um pouquinho da falar de um pouco, um pouquinho da relação entre o nosso querido mercador relação entre o nosso querido mercador Shiloque e uma moça, né, muito Shiloque e uma moça, né, muito misericordiosa chamada Porsia. Shilo é misericordiosa chamada Porsia. Shilo é um mercador, é um mercador judeu e um mercador, é um mercador judeu e Shakespeare o descreve como sendo um Shakespeare o descreve como sendo um homem bem, digamos assim, legalista. O homem bem, digamos assim, legalista. O problema é que com um certo homem ele problema é que com um certo homem ele faz um acordo, ele escreve um contrato e faz um acordo, ele escreve um contrato e o contrato é curioso, na verdade mortal. o contrato é curioso, na verdade mortal. Ele empresta certa quantia para esse Ele empresta certa quantia para esse homem e se ele não pagasse, homem e se ele não pagasse, não pagasse por inteiro na data não pagasse por inteiro na data prevista, bem, ele teria então a prevista, bem, ele teria então a possibilidade ou como pagamento, ele possibilidade ou como pagamento, ele teria direito a cortar 1 lbra, 5 kg de teria direito a cortar 1 lbra, 5 kg de carne do devedor. É mais ou menos essa a carne do devedor. É mais ou menos essa a ideia. Se você não me pagar, eu retiro ideia. Se você não me pagar, eu retiro de você uma tira de couro, né, para de você uma tira de couro, né, para fazer menção a um dos filmes que a gente fazer menção a um dos filmes que a gente conhece. Bem, ah, bem pertinho do conhece. Bem, ah, bem pertinho do coração, essa tira seria retirada. coração, essa tira seria retirada. E venhamos e convenhamos, se você E venhamos e convenhamos, se você conhece o texto, já leu o Mercador de conhece o texto, já leu o Mercador de Veneza, você sabe que as coisas ficaram Veneza, você sabe que as coisas ficaram bem complicadas. Bem, o homem não paga bem complicadas. Bem, o homem não paga na data prevista e Shilock ele exige, na data prevista e Shilock ele exige, ele exige o kg de carne ali perto do ele exige o kg de carne ali perto do coração. E uma das frases que ele traz, coração. E uma das frases que ele traz, ele diz algo interessante. Ele diz que ele diz algo interessante. Ele diz que os meus atos me caiam sobre a cabeça. Só os meus atos me caiam sobre a cabeça. Só reclamo a aplicação da lei, a pena justa reclamo a aplicação da lei, a pena justa cominada na letra já vencida. cominada na letra já vencida. O que ele está dizendo é: "Eu quero O que ele está dizendo é: "Eu quero aquilo que eu mereço." O contrato foi aquilo que eu mereço." O contrato foi feito feito e ele não pode ser desfeito. Foi dito em e ele não pode ser desfeito. Foi dito em contrato que eu poderia retirar a carne contrato que eu poderia retirar a carne do peito próximo do coração desse homem do peito próximo do coração desse homem e eu farei e eu só quero a aplicação da e eu farei e eu só quero a aplicação da lei. lei. Pors então entra na história e ela Pors então entra na história e ela começa começa a um tá debater com esse homem em juízo. a um tá debater com esse homem em juízo. E no debate ela faz uma longa a a E no debate ela faz uma longa a a exposição sobre ter misericórdia. exposição sobre ter misericórdia. Ora, você vai tirar carne perto do Ora, você vai tirar carne perto do coração desse homem porque você não tem coração desse homem porque você não tem misericórdia. Então, misericórdia. Então, Shakespeare constrói a oposição entre Shakespeare constrói a oposição entre justiça própria e misericórdia, justiça própria e misericórdia, entre aplicação da lei, entre um coração entre aplicação da lei, entre um coração que ah deseja até mesmo cortar, ferir, que ah deseja até mesmo cortar, ferir, para que a sua justiça se aplique em um para que a sua justiça se aplique em um outro coração que chama aquele homem à outro coração que chama aquele homem à misericórdia. Eu cumpri a minha parte no misericórdia. Eu cumpri a minha parte no acordo e eu exijo o meu pagamento, dizia acordo e eu exijo o meu pagamento, dizia um e do outro lado, uma busca incessante um e do outro lado, uma busca incessante por abdicar desse direito de ferir os por abdicar desse direito de ferir os outros, de dar misericórdia. outros, de dar misericórdia. Bem, por mais que você já saiba mais ou Bem, por mais que você já saiba mais ou menos o caminho que eu vou seguir, o que menos o caminho que eu vou seguir, o que eu quero dizer para você é que há uma eu quero dizer para você é que há uma ligação entre o Mercador de Veneza e a ligação entre o Mercador de Veneza e a parábola do filho pródigo. Assim como no parábola do filho pródigo. Assim como no Mercador de Veneza, a parábola do filho Mercador de Veneza, a parábola do filho pródigo também nos mostra um lugar ou pródigo também nos mostra um lugar ou uma pessoa ou um homem ou um jovem que uma pessoa ou um homem ou um jovem que está cheio do seu ideal de justiça, que está cheio do seu ideal de justiça, que está cheio da sua de uma perspectiva está cheio da sua de uma perspectiva sobre si mesmo muito elevada até. E ele sobre si mesmo muito elevada até. E ele está disposto a ferir, a afastar, a está disposto a ferir, a afastar, a desprezar e a abandonar a misericórdia e desprezar e a abandonar a misericórdia e com isso afastar aquele que se com isso afastar aquele que se arrependeu. É uma boa forma de pensarmos arrependeu. É uma boa forma de pensarmos que o Mercador de Veneza sintetiza uma que o Mercador de Veneza sintetiza uma ideia profundamente teológica, é que se ideia profundamente teológica, é que se nós estivermos alicerçados em o nosso nós estivermos alicerçados em o nosso próprio ideal de justiça, nós próprio ideal de justiça, nós rapidamente destruiremos outras vidas, rapidamente destruiremos outras vidas, não só a nós. Bem, na parábola do filho não só a nós. Bem, na parábola do filho pródigo, nós vamos ver que Lucas nos pródigo, nós vamos ver que Lucas nos ensina algo pelo por meio a de uma ensina algo pelo por meio a de uma história, uma história que Jesus contou. história, uma história que Jesus contou. Jesus nos ensina algo por meio das da da Jesus nos ensina algo por meio das da da escrita de Lucas. E é basicamente que escrita de Lucas. E é basicamente que não há espaço para alegria quando a não há espaço para alegria quando a justiça própria vence, quando o contrato justiça própria vence, quando o contrato é tudo aquilo que existe, quando na é tudo aquilo que existe, quando na verdade a justiça deve ser aplicada do a verdade a justiça deve ser aplicada do a quem doer, quando não há espaço paraa quem doer, quando não há espaço paraa misericórdia, misericórdia, se revela um coração cheio da própria se revela um coração cheio da própria justiça, a partir da qual até mesmo a justiça, a partir da qual até mesmo a justiça de Deus pode ou deve ser justiça de Deus pode ou deve ser abandonada. abandonada. A justiça própria nos tira do lugar onde A justiça própria nos tira do lugar onde a misericórdia está. a misericórdia está. Onde a misericórdia celebrada, a justiça Onde a misericórdia celebrada, a justiça própria não entra. Onde a graça é própria não entra. Onde a graça é transbordante, a misericórdia, aliás, a transbordante, a misericórdia, aliás, a justiça própria não pisa. E assim uma justiça própria não pisa. E assim uma tempestade se revela. Não uma tempestade tempestade se revela. Não uma tempestade comum, uma tempestade moral, uma comum, uma tempestade moral, uma tempestade tempestade religiosamente adequada, religiosamente adequada, mas ainda assim uma tempestade. E nós mas ainda assim uma tempestade. E nós veremos que esse homem, este, o filho veremos que esse homem, este, o filho mais velho, também é um filho perdido, mais velho, também é um filho perdido, porque o seu coração está cheio de porque o seu coração está cheio de justiça própria. Amém. justiça própria. Amém. Veremos isso em três momentos. Primeiro Veremos isso em três momentos. Primeiro veremos o cenário da acusação. Iremos lá veremos o cenário da acusação. Iremos lá pro início do capítulo 15 ah, de Lucas. pro início do capítulo 15 ah, de Lucas. Em segundo lugar, veremos as parábolas Em segundo lugar, veremos as parábolas como resposta de Jesus. como resposta de Jesus. No meu terceiro ponto, nós nós veremos o No meu terceiro ponto, nós nós veremos o dilema em que Jesus nos que Jesus nos dilema em que Jesus nos que Jesus nos aponta ao nos contar essa história e a aponta ao nos contar essa história e a nos a e a escolher exatamente este ponto nos a e a escolher exatamente este ponto do filho mais velho para terminar a do filho mais velho para terminar a parábola. E por fim, nós tentaremos parábola. E por fim, nós tentaremos aplicar a essência do que estava sendo aplicar a essência do que estava sendo dito aqui às nossas próprias vidas. Guardar alguma coisa, alguma frase ah específica para guardar no coração e específica para guardar no coração e tentar lembrar dessa mensagem por tentar lembrar dessa mensagem por inteiro. Lembre disso. A justiça própria inteiro. Lembre disso. A justiça própria nos tira do lugar onde a misericórdia é nos tira do lugar onde a misericórdia é celebrada. Amém. celebrada. Amém. A minha oração é para que a gente tenha A minha oração é para que a gente tenha o coração revelado, consiga se olhar o coração revelado, consiga se olhar pelo espelho da graça e conseguir pelo espelho da graça e conseguir perceber que talvez nós também estejamos perceber que talvez nós também estejamos perdidos. Amém. perdidos. Amém. Vamos ao texto, então. Vamos olhar pro Vamos ao texto, então. Vamos olhar pro cenário da acusação. Em Lucas, capítulo cenário da acusação. Em Lucas, capítulo 15, versículo de número um, o texto diz 15, versículo de número um, o texto diz o seguinte: o seguinte: Aproximavam-se de Jesus todos os Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para ouvir o que publicanos e pecadores para ouvir o que ele estava dizendo ou que ele tinha para ele estava dizendo ou que ele tinha para dizer. Os fariseus e os escribas então dizer. Os fariseus e os escribas então murmuravam, murmuravam, dizendo o seguinte: "Este recebe dizendo o seguinte: "Este recebe pecadores e come". pecadores e come". O texto do Evangelho de Lucas, ele que O texto do Evangelho de Lucas, ele que acabamos de ler, ele deve ser entendido acabamos de ler, ele deve ser entendido como uma exortação. como uma exortação. O texto que nós vimos é uma tentativa O texto que nós vimos é uma tentativa dos judeus, dos fariseus e dos dos judeus, dos fariseus e dos publicanos, aliás, dos fariseus e dos publicanos, aliás, dos fariseus e dos mestres da lei, dos escribas, dos mestres da lei, dos escribas, dos intérpretes da lei, de tentarem exortar intérpretes da lei, de tentarem exortar Jesus como se tivessem pego ele em Jesus como se tivessem pego ele em alguma falha. Esses homens estavam alguma falha. Esses homens estavam tentando questionar Jesus quanto ao seu tentando questionar Jesus quanto ao seu tato com aqueles que eram considerados tato com aqueles que eram considerados pecadores ou desprezíveis. A ideia que pecadores ou desprezíveis. A ideia que aqueles homens tinham sobre pecadores e aqueles homens tinham sobre pecadores e publicanos, sobre cobradores de impostos publicanos, sobre cobradores de impostos e todos os os outros tipos de pecadores e todos os os outros tipos de pecadores que eram marcados pelo seu próprio que eram marcados pelo seu próprio pecado é que eles eram sujos, imundos. pecado é que eles eram sujos, imundos. Contudo, o que nós vamos ver é que Jesus Contudo, o que nós vamos ver é que Jesus responde aí a eles com uma exortação. O responde aí a eles com uma exortação. O texto das parábolas é uma exortação, é texto das parábolas é uma exortação, é uma resposta à crítica. Esses líderes uma resposta à crítica. Esses líderes religiosos aqui desprezavam os os religiosos aqui desprezavam os os cobradores de impostos, os pecadores. cobradores de impostos, os pecadores. Eles consideravam esses homens como Eles consideravam esses homens como pessoas que não deveriam estar na pessoas que não deveriam estar na presença dos puros. E eles naturalmente presença dos puros. E eles naturalmente eram os puros. Inevitavelmente o eram os puros. Inevitavelmente o resultado desse tipo de raciocínio, onde resultado desse tipo de raciocínio, onde a própria pureza não pode ter na sua a própria pureza não pode ter na sua presença algo impuro. Então eu que sou presença algo impuro. Então eu que sou justo, não posso estar na presença de justo, não posso estar na presença de alguém que é injusto, pecador, não só é alguém que é injusto, pecador, não só é contra o evangelho, mas é marca contra o evangelho, mas é marca fundamental do raciocínio, do fundamental do raciocínio, do entendimento entendimento de fariseus e intérpretes da leis. os de fariseus e intérpretes da leis. os dois grupos que se opõem mais a Jesus. dois grupos que se opõem mais a Jesus. No evangelho de Lucas, os fariseus eles No evangelho de Lucas, os fariseus eles murmuravam, eles questionavam, eles murmuravam, eles questionavam, eles acusavam e eles falavam contra o Cristo. acusavam e eles falavam contra o Cristo. A tensão, então, ela é revelada no texto A tensão, então, ela é revelada no texto a partir desse momento onde uma crítica a partir desse momento onde uma crítica é feita. Contudo, isso não é, esse senso é feita. Contudo, isso não é, esse senso de superioridade não é novo. No de superioridade não é novo. No evangelho de Lucas, em Lucas 5:30, evangelho de Lucas, em Lucas 5:30, Lucas escreve o seguinte: "Os fariseus e Lucas escreve o seguinte: "Os fariseus e os seus escribas e os seus escribas os seus escribas e os seus escribas murmuravam contra os discípulos de murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: "Por que que vocês Jesus, perguntando: "Por que que vocês comem comem publicanos e pecadores?" publicanos e pecadores?" Em Lucas 7:39 está escrito o seguinte: Em Lucas 7:39 está escrito o seguinte: "Ao ver isto, o fariseu que havia "Ao ver isto, o fariseu que havia convidado, a que o havia convidado, convidado, a que o havia convidado, disse consigo mesmo: "Se este fosse disse consigo mesmo: "Se este fosse profeta, bem saberia quem e que tipo de profeta, bem saberia quem e que tipo de mulher é esta que está tocando nele, mulher é esta que está tocando nele, porque é uma pecadora." porque é uma pecadora." O senso de pureza pessoal, de justiça O senso de pureza pessoal, de justiça pessoal, era tão grande que a noção, ou pessoal, era tão grande que a noção, ou pelo menos a tentativa ou a mera pelo menos a tentativa ou a mera possibilidade de ser tocado por um possibilidade de ser tocado por um pecador já o tornaria impuro. E o pecador já o tornaria impuro. E o questionamento então é o seguinte: como questionamento então é o seguinte: como é que eu estou diante de um profeta? é que eu estou diante de um profeta? Como é que você diz que é homem vindo de Como é que você diz que é homem vindo de Deus? Como é que os seus discípulos Deus? Como é que os seus discípulos dizem que estão aprendendo de Deus e dizem que estão aprendendo de Deus e vocês permitem que pecadores entrem na vocês permitem que pecadores entrem na sua presença? Como é que este homem, sua presença? Como é que este homem, dizendo que é um profeta, aceita que uma dizendo que é um profeta, aceita que uma pecadora lhe toque os pés? pecadora lhe toque os pés? O senso de justiça pessoal era tão O senso de justiça pessoal era tão intenso, era tão vívido e era tão intenso, era tão vívido e era tão preenchia tanto o coração preenchia tanto o coração que o resultado era um só: que o resultado era um só: distanciamento social, afastamento, distanciamento social, afastamento, desprezo. desprezo. Sim, como o texto sugere, os fariseus e Sim, como o texto sugere, os fariseus e os e os intérpretes da lei estão os e os intérpretes da lei estão novamente acusando Jesus de impureza, novamente acusando Jesus de impureza, segundo as suas próprias ideias de segundo as suas próprias ideias de justiça, rejeitando o próprio filho de justiça, rejeitando o próprio filho de Deus. E olha só, mesmo que Jesus Deus. E olha só, mesmo que Jesus estivesse à mesa com eles, Jesus estava estivesse à mesa com eles, Jesus estava sendo rejeitado. Jesus aqui, da maneira sendo rejeitado. Jesus aqui, da maneira que eu entendo, está desfrutando no que eu entendo, está desfrutando no capítulo 15 da hospitalidade capítulo 15 da hospitalidade de um fariseu, da hospitalidade de um de um fariseu, da hospitalidade de um importante homem, de uma figura importante homem, de uma figura importante da sinagoga. Se você olhar importante da sinagoga. Se você olhar pro capítulo de número 14, no versículo pro capítulo de número 14, no versículo de número um, você vai ler o seguinte: de número um, você vai ler o seguinte: "Num sábado, ao entrar Jesus na casa de "Num sábado, ao entrar Jesus na casa de um dos principais fariseus para tomar um dos principais fariseus para tomar uma refeição, eles o estavam uma refeição, eles o estavam observando." observando." O capítulo 14 marca exatamente o O capítulo 14 marca exatamente o contexto maior aonde o capítulo 15 deve contexto maior aonde o capítulo 15 deve ser interpretado. ser interpretado. A busca então é por colocar Jesus A busca então é por colocar Jesus exatamente naquele mesmo lugar, na casa exatamente naquele mesmo lugar, na casa de um fariseu, que é exatamente o lugar de um fariseu, que é exatamente o lugar onde pecadores, desprezíveis, cobradores onde pecadores, desprezíveis, cobradores de impostos são desprezados. de impostos são desprezados. Esses homens, então eles são desprezados Esses homens, então eles são desprezados pela sua impureza, mas o lugar do pela sua impureza, mas o lugar do desprezo é a mesa. O lugar do desprezo é desprezo é a mesa. O lugar do desprezo é onde deveria haver comunhão. onde deveria haver comunhão. Aonde deveria ter comunhão com o filho Aonde deveria ter comunhão com o filho de Deus, com Cristo, com Jesus. de Deus, com Cristo, com Jesus. Não havia. Havia desprezo, afastamento e Não havia. Havia desprezo, afastamento e justiça própria. Jesus entra na casa de justiça própria. Jesus entra na casa de um líder religioso, um dos mais um líder religioso, um dos mais importantes. E ainda que a sua intenção importantes. E ainda que a sua intenção fosse apenas tomar um cafezinho moído na fosse apenas tomar um cafezinho moído na hora sem açúcar, hora sem açúcar, ainda assim ele é rejeitado e diante ainda assim ele é rejeitado e diante dele outros são rejeitados. dele outros são rejeitados. Meu irmão, corações cheios da própria Meu irmão, corações cheios da própria justiça não rejeitam só os outros. justiça não rejeitam só os outros. rejeitam a Deus também. Não rejeitam rejeitam a Deus também. Não rejeitam apenas aqueles que não pecam do mesmo apenas aqueles que não pecam do mesmo jeito que eles. Rejeitam o próprio dono jeito que eles. Rejeitam o próprio dono e dispenseiro da graça. Um coração e dispenseiro da graça. Um coração rebelde ao ponto de encher o própria rebelde ao ponto de encher o própria vida ou a própria perspectiva da própria vida ou a própria perspectiva da própria justiça, não está preocupado com o que justiça, não está preocupado com o que Deus diz, está preocupado com quem ele Deus diz, está preocupado com quem ele é. E quem está centrado em si mesmo não é. E quem está centrado em si mesmo não consegue ter Jesus no centro. consegue ter Jesus no centro. E assim o cenário de de acusação está E assim o cenário de de acusação está pronto. Eles estão à mesa. Jesus está pronto. Eles estão à mesa. Jesus está ali, a palavra está sendo ensinada. E se ali, a palavra está sendo ensinada. E se você olhar pro capítulo 14, Jesus começa você olhar pro capítulo 14, Jesus começa a ensinar exatamente ali, contra o a ensinar exatamente ali, contra o desprezo, contra a justiça própria, desprezo, contra a justiça própria, contra o afastamento. contra o afastamento. As parábolas do capítulo 14 seguem a As parábolas do capítulo 14 seguem a direção de apontar os fariseus e dizer direção de apontar os fariseus e dizer para eles que assim como os os para eles que assim como os os intérpretes da lei, eles estão perdidos. intérpretes da lei, eles estão perdidos. Sabe o que acontece no capítulo 15? Sabe o que acontece no capítulo 15? A mesma dinâmica do texto é mostrada A mesma dinâmica do texto é mostrada agora construindo uma nova narrativa, agora construindo uma nova narrativa, mostrando que os pecadores que eles mostrando que os pecadores que eles desprezam estavam perdidos. desprezam estavam perdidos. Os a a Os a a cobradores de impostos que eles tem hoje cobradores de impostos que eles tem hoje estavam perdidos, mas eles estavam sendo estavam perdidos, mas eles estavam sendo encontrados por Deus. encontrados por Deus. E isso coloca aqueles que se afastavam E isso coloca aqueles que se afastavam deles ou que os afastavam exatamente no deles ou que os afastavam exatamente no lugar onde eles acusavam-nos. lugar onde eles acusavam-nos. Esses aqui pecadores desprezados estão Esses aqui pecadores desprezados estão sendoos sendoos encontrados, encontrados, mas vocês estão perdidos. mas vocês estão perdidos. E é essa a essência da resposta de E é essa a essência da resposta de Jesus. É uma troca mostrando que aqueles Jesus. É uma troca mostrando que aqueles que estavam perdidos estão sendo que estavam perdidos estão sendo encontrados. E aqueles que achavam que encontrados. E aqueles que achavam que eram justos e que estavam com Deus são eram justos e que estavam com Deus são colocados no outro lugar. E a e a colocados no outro lugar. E a e a realidade é eles que estão perdidos. realidade é eles que estão perdidos. Amém. Meu segundo ponto é a essência da Amém. Meu segundo ponto é a essência da resposta. resposta. A resposta de Jesus, então, a ao que os A resposta de Jesus, então, a ao que os a acusação desses homens de ele recebe a acusação desses homens de ele recebe pecadores, come eles. A resposta de pecadores, come eles. A resposta de Jesus vem por meio de três parábolas. Jesus vem por meio de três parábolas. Aí você já deve ter lido alguns livros Aí você já deve ter lido alguns livros que diziam: "A a parábola do filho que diziam: "A a parábola do filho pródigo não é sobre o filho pródigo. A pródigo não é sobre o filho pródigo. A parábola do do filho pródigo é sobre o parábola do do filho pródigo é sobre o pai, o pai pródigo." E muita gente pai, o pai pródigo." E muita gente entende isso, entende dessa maneira. entende isso, entende dessa maneira. Mas eu acho que o texto, ou pelo menos o Mas eu acho que o texto, ou pelo menos o contexto inteiro, nos aponta a contexto inteiro, nos aponta a necessidade de entendermos o filho necessidade de entendermos o filho perdido e não o pai perdido. perdido e não o pai perdido. Porque na parábola da ovelha é a ovelha Porque na parábola da ovelha é a ovelha que se perde. que se perde. Na parábola da draácma é a draácma que Na parábola da draácma é a draácma que se perde. Na parábola do filho é o pai, se perde. Na parábola do filho é o pai, é o filho que se perde. O ponto, então, é o filho que se perde. O ponto, então, é mostrar três pessoas que estavam é mostrar três pessoas que estavam perdidas ou três coisas que estavam perdidas ou três coisas que estavam perdidas e três coisas que foram perdidas e três coisas que foram achadas, que foram encontradas. A achadas, que foram encontradas. A essência do texto é a mesma. essência do texto é a mesma. A ideia é algo foi perdido, algo foi A ideia é algo foi perdido, algo foi encontrado e o resultado do encontro encontrado e o resultado do encontro é alegria. Jesus diz isso em Lucas, é alegria. Jesus diz isso em Lucas, capítulo 15, 7 e Lucas 15:10. capítulo 15, 7 e Lucas 15:10. Em Lucas 15:7, ele ele diz assim: "Digo Em Lucas 15:7, ele ele diz assim: "Digo a vocês que assim haverá mais alegria no a vocês que assim haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que não necessitam de que por 99 justos que não necessitam de arrependimento." Eu afirmo a vocês, arrependimento." Eu afirmo a vocês, Lucas 15:10, que a alegria, Lucas 15:10, que a alegria, que a mesma alegria existe diante dos que a mesma alegria existe diante dos anjos de Deus por um pecador que se anjos de Deus por um pecador que se arrepende. arrepende. O ponto, então, não é que Jesus estava O ponto, então, não é que Jesus estava falando de dracmas, Jesus não estava falando de dracmas, Jesus não estava falando de ovelhas, Jesus está falando falando de ovelhas, Jesus está falando de pessoas. Jesus está falando de de pessoas. Jesus está falando de pecadores. Se a pergunta era: "Por que pecadores. Se a pergunta era: "Por que que vocês comem com pecadores? Por que que vocês comem com pecadores? Por que que vocês comem com cobradores de que vocês comem com cobradores de impostos? Por que que vocês comem com impostos? Por que que vocês comem com impuros?" A resposta de Jesus é simples. impuros?" A resposta de Jesus é simples. Porque há alegria no céu? Porque eles se Porque há alegria no céu? Porque eles se arrependeram. arrependeram. O ponto de Jesus, então, é que o O ponto de Jesus, então, é que o arrependimento deles é suficiente para arrependimento deles é suficiente para mover os céus, mas não é suficiente para mover os céus, mas não é suficiente para mover um coração cheio de justiça mover um coração cheio de justiça própria. própria. Corações cheios de justiça própria não Corações cheios de justiça própria não se alegram com perdão, não se alegram se alegram com perdão, não se alegram com arrependimento. Vejam só, não há com arrependimento. Vejam só, não há espaço para alegria e para a celebração. espaço para alegria e para a celebração. E o ponto de Jesus é a celebração nos E o ponto de Jesus é a celebração nos céus. céus. Há celebração nos céus. Deus está Há celebração nos céus. Deus está recebendo os perdidos. É o que Jesus recebendo os perdidos. É o que Jesus está anunciando. está anunciando. Mas por que que Jesus está tratando Mas por que que Jesus está tratando nesses termos? Ora, nesses termos? Ora, porque arrependimento é o meio pelo qual porque arrependimento é o meio pelo qual se recebe perdão. se recebe perdão. A graça chega aos arrependidos. A graça chega aos arrependidos. Mas mais do que isso, se você olhar para Mas mais do que isso, se você olhar para Lucas, capítulo de número 14, você vai Lucas, capítulo de número 14, você vai ver que Jesus conta uma parábola ver que Jesus conta uma parábola interessante. Jesus conta uma parábola interessante. Jesus conta uma parábola de um grande banquete. E o grande de um grande banquete. E o grande banquete funciona mais ou menos assim: banquete funciona mais ou menos assim: o rei, o senhor chama todos, todos o rei, o senhor chama todos, todos aqueles que têm pompa. Chama todos os aqueles que têm pompa. Chama todos os honrados, honrados, chama todos aqueles que têm posses, chama todos aqueles que têm posses, chamam todos aqueles que são poderosos, chamam todos aqueles que são poderosos, são como os fariseus são como os fariseus e os intérpretes da lei. e os intérpretes da lei. Qual é a resposta que o Senhor recebe? Qual é a resposta que o Senhor recebe? Não, não. Diga a ele que eu não vou. Eu Não, não. Diga a ele que eu não vou. Eu tenho que cuidar dos meus bezerros. Não, tenho que cuidar dos meus bezerros. Não, não, não, não, não. Diga a ele que eu não, não, não, não. Diga a ele que eu não vou. Eu preciso cuidar da minha não vou. Eu preciso cuidar da minha terra. Não, não, não, não. Comprei bois. terra. Não, não, não, não. Comprei bois. Diga a ele que eu não vou. O resultado, Diga a ele que eu não vou. O resultado, então, quando o senhor daquela cidade, o então, quando o senhor daquela cidade, o Senhor daquelas terras ouve, é dizer o Senhor daquelas terras ouve, é dizer o seguinte: "Olha, eles não entrarão na seguinte: "Olha, eles não entrarão na festa. Eles não entrarão na festa. Chame festa. Eles não entrarão na festa. Chame os desprezados. Chamem os oprimidos. os desprezados. Chamem os oprimidos. Chamem os impuros. Os impuros Chamem os impuros. Os impuros desprezados entrarão na festa. no grande desprezados entrarão na festa. no grande banquete. Aqueles que deram desculpas banquete. Aqueles que deram desculpas por conta da sua da sua própria justiça, por conta da sua da sua própria justiça, que de maneira rebelde rejeitaram o que de maneira rebelde rejeitaram o convite convite do grande rei, não entraram na festa, do grande rei, não entraram na festa, nãoaram a festa. Quem celebrou? os nãoaram a festa. Quem celebrou? os perdidos, porque eles foram encontrados perdidos, porque eles foram encontrados em arrependimento. em arrependimento. É interessante que quando olhamos para É interessante que quando olhamos para esse texto, esse texto, Jesus nos diz que há uma celebração nos Jesus nos diz que há uma celebração nos céus. céus. Ele olha para aqueles homens que Ele olha para aqueles homens que desprezam os pecadores. Ele olha para desprezam os pecadores. Ele olha para aqueles homens que se afastam, que aqueles homens que se afastam, que entendem que eles são impuros. Ele olha entendem que eles são impuros. Ele olha paraa falsa religião que eles vivem. paraa falsa religião que eles vivem. Eles, ele olha para paraa justiça Eles, ele olha para paraa justiça própria que enche o coração deles e diz: própria que enche o coração deles e diz: "Olha, vocês estão perdendo a festa "Olha, vocês estão perdendo a festa e de maneira rebelde estão se afastando e de maneira rebelde estão se afastando do lugar onde a misericórdia é do lugar onde a misericórdia é celebrada. celebrada. O que Jesus está ensinando para pelas O que Jesus está ensinando para pelas com essas parábolas, então é a mesma com essas parábolas, então é a mesma coisa ou pelo menos um passo além coisa ou pelo menos um passo além daquilo que ele ensinou no capítulo 14. daquilo que ele ensinou no capítulo 14. Corações cheios da própria justiça Corações cheios da própria justiça são corações rebeldes. E corações são corações rebeldes. E corações rebeldes não celebram misericórdia. rebeldes não celebram misericórdia. Corações rebeldes não celebram Corações rebeldes não celebram misericórdia. Olha, ah, Lucas 15 ao 20. O filho reconhece no versículo 18, ele O filho reconhece no versículo 18, ele diz: "Pai, pequei contra os céus e diz: "Pai, pequei contra os céus e diante do Senhor. Eu não sou digno de diante do Senhor. Eu não sou digno de ser chamado seu filho." E ele então, ser chamado seu filho." E ele então, caindo em si, ele quer ser tratado caindo em si, ele quer ser tratado apenas como um trabalhador. No capítulo apenas como um trabalhador. No capítulo 15, 15, mais à frente ele diz: "Ah, o Pai o mais à frente ele diz: "Ah, o Pai o recebe e diz o seguinte: "Tragam e matem recebe e diz o seguinte: "Tragam e matem um bezerro gordo. Vamos comer e um bezerro gordo. Vamos comer e festejar. Vamos celebrar porque este festejar. Vamos celebrar porque este filho estava morto e reviveu, estava filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. perdido e foi achado. A parábola do filho pródigo, do filho A parábola do filho pródigo, do filho perdido, perdido, caminha na mesma síntese, na mesma caminha na mesma síntese, na mesma essência da resposta de Jesus e das essência da resposta de Jesus e das outras parábolas. Ele está dizendo uma outras parábolas. Ele está dizendo uma coisa só. Deveria haver celebração e coisa só. Deveria haver celebração e alegria por pecadores que se arrependem alegria por pecadores que se arrependem e não desprezo e afastamento. e não desprezo e afastamento. Amém. Amém. Os trechos aqui então mostram que existe Os trechos aqui então mostram que existe uma oposição uma oposição entre os fariseus e aquilo que Deus está entre os fariseus e aquilo que Deus está fazendo mundo, entre a ação de Deus de fazendo mundo, entre a ação de Deus de encontrar os perdidos encontrar os perdidos e aquilo que os líderes religiosos da e aquilo que os líderes religiosos da época achavam que Deus deveria fazer. A pergunta então é: onde está afinal o dilema? dilema? Eu disse que temos um cenário, que temos Eu disse que temos um cenário, que temos uma resposta, mas que temos um dilema. E uma resposta, mas que temos um dilema. E o dilema está do versículo 25 ao o dilema está do versículo 25 ao versículo 32. versículo 32. Sabiamente, Sabiamente, soberanamente, soberanamente, Jesus deixa o filho mais velho pro Jesus deixa o filho mais velho pro final. final. Não por outro motivo, mas porque como os Não por outro motivo, mas porque como os fariseus e como os escribas e como os fariseus e como os escribas e como os intérpretes da lei, eles também não intérpretes da lei, eles também não queriam entrar na festa. Vamos ler o texto então do versículo 25 até o 32. 25 até o 32. Ora, o filho mais velho estava no campo. Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando voltava, Quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu uma ao aproximar-se da casa, ouviu uma música e danças. chamou um dos música e danças. chamou um dos empregados e perguntou o que era aquilo. empregados e perguntou o que era aquilo. E ele informou: "O seu irmão voltou e E ele informou: "O seu irmão voltou e por tê-lo recuperado com saúde, o seu por tê-lo recuperado com saúde, o seu pai mandou matar o bezerro gordo, um pai mandou matar o bezerro gordo, um bezerro cevado, um bezerro grande, caro, bezerro cevado, um bezerro grande, caro, bonito, gostoso. bonito, gostoso. Ai, um churrasco." Versículo 28. Ai, um churrasco." Versículo 28. O filho mais velho se indignou O filho mais velho se indignou e não queria entrar. Isso pra gente é muito significativo. Assim como os fariseus, Assim como os fariseus, assim como a os fariseus antes não assim como a os fariseus antes não queriam participar, pelo menos na queriam participar, pelo menos na parábola antes, não queria os ah cheios parábola antes, não queria os ah cheios de de justiça própria na parábola de de justiça própria na parábola anterior não queriam participar da festa anterior não queriam participar da festa ou não participariam. ou não participariam. Aqui eles também não queriam participar Aqui eles também não queriam participar da festa e não participariam. da festa e não participariam. O O o escritor Lucas nos mostra por várias o escritor Lucas nos mostra por várias vezes momentos em que os fariseus se vezes momentos em que os fariseus se opõe ao que Deus está fazendo. Mas há um opõe ao que Deus está fazendo. Mas há um texto em Lucas 7:29 ao 30 que talvez texto em Lucas 7:29 ao 30 que talvez marca de maneira fundamental o que marca de maneira fundamental o que estamos dizendo. O texto diz assim: estamos dizendo. O texto diz assim: "Todo o povo que ouviu o que Jesus disse "Todo o povo que ouviu o que Jesus disse e até os publicanos reconheceram a e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de tendo sido batizados com o batismo de João. Mas os fariseus e os intérpretes João. Mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram quanto a si mesmos o da lei rejeitaram quanto a si mesmos o plano de Deus, não tendo sido batizados plano de Deus, não tendo sido batizados por ele." por ele." A descrição desses dois grupos mostra a A descrição desses dois grupos mostra a mesma coisa sempre. Eles estão cheios da mesma coisa sempre. Eles estão cheios da própria justiça e não da justiça de própria justiça e não da justiça de Deus. Eles insistem em se opor ao plano Deus. Eles insistem em se opor ao plano de Deus. Eles vivem em rebeldia. Eles de Deus. Eles vivem em rebeldia. Eles buscam se justificar até. Eles desprezam buscam se justificar até. Eles desprezam os outros. os outros. E, é claro, por isso não participam da E, é claro, por isso não participam da celebração da misericórdia. É difícil para que a gente perceba ou entenda isso entenda isso com a nuance necessária, com a nuance necessária, mas é como se eu dissesse que o pastor mas é como se eu dissesse que o pastor que você tanto ama que você tanto ama vive a vida que vive porque é rebelde e vive a vida que vive porque é rebelde e não porque ama Jesus. não porque ama Jesus. Você tá entendendo a contradição? Você tá entendendo a contradição? Você Você tá entendendo a como isso parece ser tá entendendo a como isso parece ser cont? cont? É contrainttuitivo porque não se espera É contrainttuitivo porque não se espera que aqueles líderes religiosos que que aqueles líderes religiosos que participaram, pelo menos ah de maneira a participaram, pelo menos ah de maneira a a de maneira geracional, né, na em sua a de maneira geracional, né, na em sua origem, participaram da vitória de origem, participaram da vitória de Jerusalém Jerusalém sobre o povo que lhe oprimia. Esses, os sobre o povo que lhe oprimia. Esses, os mais santos, os mais dedicados, os mais mais santos, os mais dedicados, os mais zelosos. Jesus está dizendo sim. zelosos. Jesus está dizendo sim. Isso não é amor por Deus, isso é amor Isso não é amor por Deus, isso é amor por si mesmo. Isso não é abraçar a por si mesmo. Isso não é abraçar a justiça de Deus, isso é declarar a justiça de Deus, isso é declarar a própria justiça. própria justiça. A parábola então do grande banquete, A parábola então do grande banquete, essa parábola são basicamente estão indo essa parábola são basicamente estão indo no mesmo caminho. Alguns ficarão de fora no mesmo caminho. Alguns ficarão de fora e nesse caso é o filho mais velho. e nesse caso é o filho mais velho. Filho mais velho, como a imagem do dos Filho mais velho, como a imagem do dos fariseus aqui no final. fariseus aqui no final. Coloca os fariseus em cheque, coloca Coloca os fariseus em cheque, coloca esses homens esses homens diante de uma escolha. diante de uma escolha. Olhe pro versículo de número 29, Olhe pro versículo de número 29, desculpa, pro versículo de número 28. O desculpa, pro versículo de número 28. O filho mais velho se indignou e não filho mais velho se indignou e não queria entrar. Saindo, porém, o pai queria entrar. Saindo, porém, o pai procurava convencê-lo a entrar. procurava convencê-lo a entrar. E talvez assim como eu, você passou E talvez assim como eu, você passou muito tempo simplesmente esquecendo muito tempo simplesmente esquecendo desse trecho ou desprezando ele. Mas o desse trecho ou desprezando ele. Mas o fato é que assim como o pai, esse pai fato é que assim como o pai, esse pai saiu saiu e abraçou o filho mais novo que estava e abraçou o filho mais novo que estava perdido, assim também esse pai saiu de perdido, assim também esse pai saiu de onde estava e foi tentar chamar o filho onde estava e foi tentar chamar o filho mais velho. mais velho. A gente tem em nossos corações A gente tem em nossos corações uma certa ogeriza contra a figura de uma certa ogeriza contra a figura de fariseus e intérpretes da lei, não é? fariseus e intérpretes da lei, não é? Eles são a figura maléfica que os textos Eles são a figura maléfica que os textos do evangelho geralmente nos apresentam. do evangelho geralmente nos apresentam. E a gente às vezes E a gente às vezes sente prazer em ver eles sendo sente prazer em ver eles sendo condenados. condenados. Sabe o que Jesus diria pra gente? que Sabe o que Jesus diria pra gente? que isso também é manifestação de justiça isso também é manifestação de justiça própria, porque o pai também foi atrás própria, porque o pai também foi atrás do filho mais velho, dizendo: "Entra na do filho mais velho, dizendo: "Entra na festa, festa, celebre com a gente, não despreze, celebre com a gente, não despreze, celebre, celebre, porque afinal fariseus intérpretes da porque afinal fariseus intérpretes da lei, ainda que seja estejam enganados lei, ainda que seja estejam enganados contra contra si mesmo e afundados em contra contra si mesmo e afundados em seus próprios pecados, não são seus próprios pecados, não são diferentes de nós, que também estávamos diferentes de nós, que também estávamos afundados nossos próprios pecados, que afundados nossos próprios pecados, que também rejeitávamos muita coisa, que também rejeitávamos muita coisa, que também abandonamos, abandonávamos a Deus também abandonamos, abandonávamos a Deus em todas as nossas decisões. em todas as nossas decisões. A figura do pai correndo atrás do filho A figura do pai correndo atrás do filho mais novo e indo atrás do filho mais mais novo e indo atrás do filho mais velho, coloca todos no mesmo lugar. Mas velho, coloca todos no mesmo lugar. Mas faz uma pergunta e traz uma pergunta faz uma pergunta e traz uma pergunta pros fariseus. E aí, vocês entrarão ou pros fariseus. E aí, vocês entrarão ou não entrarão? não entrarão? Vocês vão celebrar a misericórdia ou não Vocês vão celebrar a misericórdia ou não vão celebrar a misericórdia? vão celebrar a misericórdia? E talvez você não tenha pegado a ideia, E talvez você não tenha pegado a ideia, mas a ideia de fazer com que esses mas a ideia de fazer com que esses homens entre, o filho mais velho entre homens entre, o filho mais velho entre na celebração, entre na festa, não é só na celebração, entre na festa, não é só para ele curtir o momento, para ele curtir o momento, é uma figura de redenção. Se eles entram é uma figura de redenção. Se eles entram na festa, eles também se arrependem, na festa, eles também se arrependem, porque quem entra na festa são os que porque quem entra na festa são os que sabem que são impuros. Afinal, como o sabem que são impuros. Afinal, como o próprio Cristo diz, não precisa de próprio Cristo diz, não precisa de médico aquele que é são. Deus não veio médico aquele que é são. Deus não veio chamar os justos ou os que se consideram chamar os justos ou os que se consideram justos, mas os pecadores que se justos, mas os pecadores que se arrependem. Entrar na festa é se arrependem. Entrar na festa é se arrepender. Jesus está dizendo, Deus arrepender. Jesus está dizendo, Deus está chamando os fariseus para o está chamando os fariseus para o arrependimento também. Venham celebrar arrependimento também. Venham celebrar todos. todos. Vocês estão entendendo Vocês estão entendendo que essa graça é confusa até para nós? que essa graça é confusa até para nós? Nós somos o povo da graça, mas a maior Nós somos o povo da graça, mas a maior parte de nós sequer parte de nós sequer pensou pensou que seria bom fariseus e intérpretes da que seria bom fariseus e intérpretes da lei sendo salvos, porque eles são nossos lei sendo salvos, porque eles são nossos inimigos. Quando a gente quer xingar inimigos. Quando a gente quer xingar alguém, a gente xinga como? Sai daqui, alguém, a gente xinga como? Sai daqui, seu fariseu. Tem outros. Eu não vou, eu seu fariseu. Tem outros. Eu não vou, eu não vou dizer aqui, não vou dizer aqui, mas sai daqui, seu fariseu. Não é assim. mas sai daqui, seu fariseu. Não é assim. Por quê? Porque são figuras deploráveis Por quê? Porque são figuras deploráveis pra gente, são figuras ruins, pra gente, são figuras ruins, mas o pai vai atrás de figuras ruins. mas o pai vai atrás de figuras ruins. A graça alcança pessoas ruins. A graça alcança pessoas ruins. E o diálogo entre o Pai e o Filho mais E o diálogo entre o Pai e o Filho mais velho mostra que pessoas ruins estavam velho mostra que pessoas ruins estavam ouvindo o evangelho e que eles estavam ouvindo o evangelho e que eles estavam diante de um dilema. Agora vocês vão diante de um dilema. Agora vocês vão abandonar a própria justiça e ab e abandonar a própria justiça e ab e abraçar a graça para entrar na festa ou abraçar a graça para entrar na festa ou vão abraçar a própria justiça, abandonar vão abraçar a própria justiça, abandonar a festa e permanecer a festa e permanecer fora ou longe da graça? fora ou longe da graça? Meus irmãos, Meus irmãos, a justiça própria, como eu disse no a justiça própria, como eu disse no início, é exatamente aquilo que nos irá início, é exatamente aquilo que nos irá nos tirar do local onde a misericórdia é nos tirar do local onde a misericórdia é celebrada. Corações cheios de justiça própria não celebram arrependimento, celebram arrependimento, não celebram graça, não celebram perdão. não celebram graça, não celebram perdão. E esses homens estavam diante dessa E esses homens estavam diante dessa pergunta. pergunta. E nós estamos diante dessa pergunta. E a E nós estamos diante dessa pergunta. E a pergunta é: você vai celebrar pergunta é: você vai celebrar com Cristo com Cristo abandonando abandonando a própria justiça ou vai abandonar a a própria justiça ou vai abandonar a graça e abraçar graça e abraçar aquilo que você pensa que você é. Por mais que eu acho que o texto tenha ficado bem explicado, eu espero que ficado bem explicado, eu espero que tenha ficado bem explicado, tenha ficado bem explicado, ele não precisa apenas ser exposto em ele não precisa apenas ser exposto em seu significado, seu significado, ele precisa ser exposto em sua ele precisa ser exposto em sua relevância pra nossa vida. É por isso relevância pra nossa vida. É por isso que a partir de agora eu trago algumas que a partir de agora eu trago algumas aplicações pra gente. É onde a gente vai aplicações pra gente. É onde a gente vai tentar aplicar a ideia do texto as tentar aplicar a ideia do texto as nossas próprias vidas. nossas próprias vidas. Amém. Amém. Então, em primeiro lugar, Então, em primeiro lugar, eu queria que você entendesse uma coisa. eu queria que você entendesse uma coisa. A justiça própria, A justiça própria, cedo ou tarde será exposta, será cedo ou tarde será exposta, será revelada como uma tempestade. revelada como uma tempestade. Se você olhar pro versículo de número Se você olhar pro versículo de número 28, o filho mais velho vê 28, o filho mais velho vê e fica indignado, e fica indignado, se remói, se remói, eis a tempestade. eis a tempestade. Aquilo que aconteceu fora dele revelou Aquilo que aconteceu fora dele revelou uma indignação pecaminosa baseada uma indignação pecaminosa baseada naquilo que ele fazia pelo Pai, apenas naquilo que ele fazia pelo Pai, apenas pelos seus feitos. pelos seus feitos. Apenas e unicamente pelos seus feitos. Apenas e unicamente pelos seus feitos. E eu não sei se você percebe isso, mas o E eu não sei se você percebe isso, mas o filho mais velho está enganado na sua filho mais velho está enganado na sua perspectiva de Deus. Se você olhar, ele perspectiva de Deus. Se você olhar, ele diz o seguinte: "Olha, faz tantos anos, diz o seguinte: "Olha, faz tantos anos, versículo 29, que eu te sirvo, que eu e versículo 29, que eu te sirvo, que eu e eu nunca transgredi um mandamento, eu nunca transgredi um mandamento, mas o Senhor nunca me deu nenhum cabrito mas o Senhor nunca me deu nenhum cabrito sequer para eu fazer uma festa com os sequer para eu fazer uma festa com os meus amigos". E o pai amorosamente diz: meus amigos". E o pai amorosamente diz: "Meu filho, você tá mentindo? Você tá "Meu filho, você tá mentindo? Você tá enganado, você tá errado. Ele diz: "Meu enganado, você tá errado. Ele diz: "Meu filho, você está sempre comigo. Tudo que filho, você está sempre comigo. Tudo que eu tenho é seu". eu tenho é seu". O ponto aqui não é que olha, ah, tá O ponto aqui não é que olha, ah, tá vendo? O que eu tenho é teu, desfrute? vendo? O que eu tenho é teu, desfrute? Não. O ponto aqui é que o pai está Não. O ponto aqui é que o pai está dizendo: "Você está enganado." dizendo: "Você está enganado." Como é que você está dizendo que eu Como é que você está dizendo que eu nunca lhe dei nada? Tudo que é meu pode nunca lhe dei nada? Tudo que é meu pode ser desfrutado por você. Ou seja, você ser desfrutado por você. Ou seja, você está vivendo a vida inteira baseado em está vivendo a vida inteira baseado em engano, engano, justiça própria. Porque ele dizia, ele justiça própria. Porque ele dizia, ele dizia: "Nunca transgredi, sempre fiz". dizia: "Nunca transgredi, sempre fiz". Ou seja, é a figura do filho mais velho, Ou seja, é a figura do filho mais velho, é a figura dos fariseus. é a figura dos fariseus. É a minha justiça que vale. É nela que É a minha justiça que vale. É nela que eu me baseio. Deus me aceita por aquilo eu me baseio. Deus me aceita por aquilo que eu faço. que eu faço. Bem, não desfrutar da graça é uma das Bem, não desfrutar da graça é uma das manifestações da justiça própria. E ela manifestações da justiça própria. E ela sempre será, cedo ou tarde revelada como sempre será, cedo ou tarde revelada como a tempestade. Os nossos corações irão a tempestade. Os nossos corações irão expurgar, não expurgar no sentido de expurgar, não expurgar no sentido de retirar, mas irão revelar, irá revelar retirar, mas irão revelar, irá revelar cedo ou tarde que nós estamos baseados cedo ou tarde que nós estamos baseados na nossa própria justiça ou fomos na nossa própria justiça ou fomos acolhidos pela graça. Isso acontece em acolhidos pela graça. Isso acontece em uma série de momentos, em uma série de uma série de momentos, em uma série de circunstâncias. A nossa confiança em circunstâncias. A nossa confiança em nossos próprios méritos, a nossa paixão nossos próprios méritos, a nossa paixão pela nossa própria moral, pelas nossas pela nossa própria moral, pelas nossas próprias realizações. Cedo ou tarde próprias realizações. Cedo ou tarde sairão o nosso zelo pelo nosso zelo. Mesmo que costume ser perigoso, ainda assim é um prazer para nós. ainda assim é um prazer para nós. Contudo, sempre se revelará. Contudo, sempre se revelará. Doua o coração ou não, alerte a Doua o coração ou não, alerte a consciência ou não. A gente acha que a consciência ou não. A gente acha que a nossa consciência, a nossa consciência nossa consciência, a nossa consciência irá nos alertar e o nosso coração puro, irá nos alertar e o nosso coração puro, maravilhoso, sempre irá nos alertar maravilhoso, sempre irá nos alertar quando pecamos. quando pecamos. Mas quem está convencido da própria Mas quem está convencido da própria justiça, meu irmão, justiça, meu irmão, a consciência não dói, o coração não a consciência não dói, o coração não alerta. alerta. É um tipo de rebeldia oculta É um tipo de rebeldia oculta que só aparece em certos momentos. É que só aparece em certos momentos. É como uma falsa bonança. como uma falsa bonança. Há uma tempestade ali dentro, mas parece Há uma tempestade ali dentro, mas parece que tá tudo bem. que tá tudo bem. Essa falsa bonança irá transbordar como Essa falsa bonança irá transbordar como tempestade tempestade e muitas vezes transborda por meio de e muitas vezes transborda por meio de ira, indignação, ira, indignação, conflitos, conflitos, divisões, discussões, divisões, discussões, oposições, desprezo, oposições, desprezo, choro, choro, tristeza. tristeza. Quantos de nós Quantos de nós não choramos não choramos porque o nosso ideal de justiça não foi porque o nosso ideal de justiça não foi satisfeito? satisfeito? Quantas vezes não nos angustiamos pelo Quantas vezes não nos angustiamos pelo simples fato de, poxa vida, não é do simples fato de, poxa vida, não é do jeito que eu quero. jeito que eu quero. O que é isso se não colocar você mesmo O que é isso se não colocar você mesmo como a lei que rege a tudo e rege a como a lei que rege a tudo e rege a todos? todos? Brigas e contendas podem simplesmente Brigas e contendas podem simplesmente ser a expressão não de um coração ser a expressão não de um coração decidido e que sabe o que quer, mas de decidido e que sabe o que quer, mas de alguém profundamente, alguém profundamente, sabe, abraçado com a sua própria sabe, abraçado com a sua própria justiça, com seus ideais falsos, pecaminosos, religiosamente enganado. Mas preso, preso por uma perspectiva errada sobre preso por uma perspectiva errada sobre Deus, sobre os outros e sobre si. Seja pela nossa personalidade ou pela nossas pelas nossas necessidades, em nossas pelas nossas necessidades, em algum momento, algum momento, justiça própria justiça própria será uma tempestade em nossa vida. será uma tempestade em nossa vida. E para essa tempestade, E para essa tempestade, só se a gente abandona o barco e se só se a gente abandona o barco e se apega a Jesus. apega a Jesus. Às vezes, meus irmãos, Às vezes, meus irmãos, a gente tem que pular dessa barca porque a gente tem que pular dessa barca porque ela tá furada e não adianta. ela tá furada e não adianta. Em segundo lugar, Em segundo lugar, a justiça própria é um tipo de a justiça própria é um tipo de manifestação de rebeldia. manifestação de rebeldia. E talvez fique esquisito para você E talvez fique esquisito para você entender isso, mas pense comigo, entender isso, mas pense comigo, o filho mais velho, ele também tava o filho mais velho, ele também tava perdido, assim como os fariseus. Logo, cheio da própria justiça, cheio cheio da própria justiça, cheio da de uma perspectiva elevadíssima sobre da de uma perspectiva elevadíssima sobre a sua própria bondade, sobre a sua a sua própria bondade, sobre a sua própria moral, sobre o seu próprio zelo, própria moral, sobre o seu próprio zelo, ele se opõe ao que o pai está dizendo, ele se opõe ao que o pai está dizendo, ao ponto de não celebrar aquilo que o ao ponto de não celebrar aquilo que o pai fez. É como vimos, os fariseus e os pai fez. É como vimos, os fariseus e os intérpretes da lei estavam se opondo ao intérpretes da lei estavam se opondo ao plano de Deus. plano de Deus. O quão isso é absurdo para você? O quão isso é absurdo para você? Não pouco absurdo, mas muito absurdo. Não pouco absurdo, mas muito absurdo. No final, meus irmãos, a cena mostra uma No final, meus irmãos, a cena mostra uma coisa só. Ainda que o pai estava coisa só. Ainda que o pai estava estivesse longe, mas se aproximou para estivesse longe, mas se aproximou para encontrá-lo, esse homem continua no encontrá-lo, esse homem continua no mesmo lugar. Ainda que Jesus estivesse à mesmo lugar. Ainda que Jesus estivesse à mesa encontrando e conversando e mesa encontrando e conversando e pregando pros fariseus e pros pregando pros fariseus e pros intérpretes da lei, não havia comunhão. intérpretes da lei, não havia comunhão. Ainda que esses homens ouvissem as Ainda que esses homens ouvissem as mesmas palavras que publicanos e que mesmas palavras que publicanos e que pecadores, apenas publicanos e pecadores pecadores, apenas publicanos e pecadores se aproximavam. Porque justiça própria é se aproximavam. Porque justiça própria é uma manifestação de rebeldia. não se uma manifestação de rebeldia. não se aproxima de Deus, não o quer, não o ama, aproxima de Deus, não o quer, não o ama, não o deseja, não acolhe suas palavras, não o deseja, não acolhe suas palavras, não necessita, ou pelo menos não entende não necessita, ou pelo menos não entende que necessita da graça. E aqui o ponto que necessita da graça. E aqui o ponto não é falta de compreensão só, não é falta de compreensão só, porque senão poderíamos dizer que aulas porque senão poderíamos dizer que aulas de interpretação poderia colocar as de interpretação poderia colocar as pessoas no céu ou no inferno. pessoas no céu ou no inferno. Se o problema é apenas entendimento, Se o problema é apenas entendimento, faz ele aprender que ele é salvo. Problema não é entendimento. Muitas vezes você entende, Muitas vezes você entende, mas é rebelde. mas é rebelde. Muitas vezes você entende, você percebe, Muitas vezes você entende, você percebe, você ouve, você sabe. Deus está falando você ouve, você sabe. Deus está falando comigo. comigo. O problema não é na sua compreensão, O problema não é na sua compreensão, não é na clareza do que está sendo dito, não é na clareza do que está sendo dito, é no seu coração rebelde. E essa é no seu coração rebelde. E essa rebeldia é apenas uma manifestação de um coração cheio de justiça própria, porque simplesmente afasta, rejeita e porque simplesmente afasta, rejeita e abandona a justiça que vem de Deus. Precisamos olhar para nós mesmos com a nova perspectiva. E talvez as parábolas sirvam para isso. E talvez as parábolas sirvam para isso. Se eu chego para você e digo: "Olha, eu Se eu chego para você e digo: "Olha, eu conheci um homem conheci um homem que estava que estava ouvindo o seu pastor e ele disse que ouvindo o seu pastor e ele disse que nessas circunstâncias nessas circunstâncias seria melhor fazer isso e não isso." seria melhor fazer isso e não isso." Mas aí esse homem Mas aí esse homem orou e diz que Deus falou com ele e orou e diz que Deus falou com ele e mandou ele cometer os erros que tanto, mandou ele cometer os erros que tanto, né, ouviu que não cometesse. Cometeu né, ouviu que não cometesse. Cometeu todos e depois veio quebrado. todos e depois veio quebrado. Essa história pode ser a nossa história, Essa história pode ser a nossa história, pode ser a sua história. E Jesus conta pode ser a sua história. E Jesus conta parábolas muitas vezes porque o parábolas muitas vezes porque o afastamento afastamento do meu nome, o afastamento da minha do meu nome, o afastamento da minha história, da minha própria vida, quando história, da minha própria vida, quando eu olho pra outra, eu faço como Davi. eu olho pra outra, eu faço como Davi. Rapaz, esse eu merece a morte. Rapaz, esse eu merece a morte. Jesus conta uma parábola de um filho Jesus conta uma parábola de um filho mais velho que está longe e que precisa mais velho que está longe e que precisa ser encontrado, mas que tá num dilema ser encontrado, mas que tá num dilema terrível. terrível. Ele não consegue abandonar a própria Ele não consegue abandonar a própria justiça. O que fazer? Então justiça. O que fazer? Então muitos de nós poderiam dar resposta. muitos de nós poderiam dar resposta. Olha, tá vendo aí? Esse rapaz é tolo. Olha, tá vendo aí? Esse rapaz é tolo. Ele não devia ter feito isso. Recebeu Ele não devia ter feito isso. Recebeu bons conselhos, recebeu bom bons conselhos, recebeu bom direcionamento, recebeu cuidado. direcionamento, recebeu cuidado. E assim como Davi, E assim como Davi, esse homem é tu. esse homem é tu. Aí o Bac. Aí o Bac. Talvez Talvez a gente deva fazer o mesmo exercício. a gente deva fazer o mesmo exercício. Pense que você é o filho mais velho. Pense que você é o filho mais velho. Pense que você é a filha mais velha. Se Pense que você é a filha mais velha. Se encontre no mesmo dilema. abandonar a encontre no mesmo dilema. abandonar a própria justiça e celebrar a graça própria justiça e celebrar a graça recebida ou se apegar ao padrão que você recebida ou se apegar ao padrão que você tem de justiça e a sua própria ideia de tem de justiça e a sua própria ideia de você mesmo. você mesmo. A pergunta é: o que você tem escolhido? Quais têm sido as suas decisões? Você tem optado pela graça tem optado pela graça ou pelo amor que você tem a sua própria ou pelo amor que você tem a sua própria justiça ou seu próprio ideal de justiça? justiça ou seu próprio ideal de justiça? Corações cheios de justiça própria, Corações cheios de justiça própria, eles manifestam, eles expressam sempre eles manifestam, eles expressam sempre rebeldia. Talvez você precisa olhar pelo rebeldia. Talvez você precisa olhar pelo texto e se enxergar pela luz do texto, texto e se enxergar pela luz do texto, por porque a perspectiva que você tem de por porque a perspectiva que você tem de si mesmo si mesmo ainda não é segundo os olhos da graça. ainda não é segundo os olhos da graça. Amém. Amém. Em terceiro lugar, Em terceiro lugar, um coração cheio de justiça própria um coração cheio de justiça própria não consegue entender as razões da não consegue entender as razões da graça. graça. Corações cheios de justiça própria Corações cheios de justiça própria não entendem perdão, graça, não entendem perdão, graça, misericórdia. misericórdia. E é por isso que nós, em muitas vezes, E é por isso que nós, em muitas vezes, nos opomos ao perdão que foi dado para nos opomos ao perdão que foi dado para alguém. Como assim? alguém. Como assim? E o que que a gente espera? Sabe, a E o que que a gente espera? Sabe, a gente espera que essa pessoa sofresse gente espera que essa pessoa sofresse mais, mais, fosse menos acolhida, fosse mais fosse menos acolhida, fosse mais desprezada, desprezada, se angustiasse mais, se angustiasse mais, penasse mais, sofresse mais. Mas talvez isso só revela que a gente não entende muito bem a graça de Deus. E não entende muito bem a graça de Deus. E não entende muito bem porque estamos não entende muito bem porque estamos cheios de justiça própria. cheios de justiça própria. Simples assim. Lembro de um momento em Simples assim. Lembro de um momento em que eu tive uma conversa com o irmão e que eu tive uma conversa com o irmão e ele veio me pedir perdão e foi muito ele veio me pedir perdão e foi muito engraçado isso. A gente conversou um engraçado isso. A gente conversou um pouco, né? A a a situação foi exposta. pouco, né? A a a situação foi exposta. Ele Ele senhor me perdoe. Você me perdoe? Aí eu senhor me perdoe. Você me perdoe? Aí eu digo: "Perdoo". digo: "Perdoo". Aí aquele silêncio. Aí aquele silêncio. Aí ele olhou para mim e disse: Aí ele olhou para mim e disse: "Só isso?" "Só isso?" Aí eu disse: "Só." Aí eu disse: "Só." Aí ele olhou isso. Acabou. Aí ele olhou isso. Acabou. Tu quer o quê? Que eu te bata. Tu quer o quê? Que eu te bata. Então se quiser uma agressão grátis eu Então se quiser uma agressão grátis eu faço, né? Eu dou. Mas não faço, né? Eu dou. Mas não tá perdoado. tá perdoado. E é engraçado como a gente não entende E é engraçado como a gente não entende perdão. perdão. E quando o perdão é dado de maneira E quando o perdão é dado de maneira simples, simples, a gente não entende. Por quê? Porque a a gente não entende. Por quê? Porque a gente quer um aué, gente quer um aué, a gente quer lágrimas. A gente quer pano de saco, porque nós fomos feridos. fomos feridos. E se eu fui ferido, é a minha justiça E se eu fui ferido, é a minha justiça que deve ser aplicada. Não a de Deus, que deve ser aplicada. Não a de Deus, não a do Pai, a minha. Porque quem sente não a do Pai, a minha. Porque quem sente raiva sou eu. Quem foi ferido sou eu. E raiva sou eu. Quem foi ferido sou eu. E sou eu que preciso ser satisfeito. Não, sou eu que preciso ser satisfeito. Não, Deus. Deus. A pergunta é o quão absurdo isso é, A pergunta é o quão absurdo isso é, mas é o que a gente sente, mas é o que a gente sente, é o que a gente quer. E é por isso que é o que a gente quer. E é por isso que muitas vezes nós não perdoamos muitas vezes nós não perdoamos e dizemos que perdoamos e dizemos que perdoamos porque a gente não não tá nem, meu porque a gente não não tá nem, meu irmão, a gente não tá nem aí para irmão, a gente não tá nem aí para perdão. perdão. A gente quer flagelo. A gente quer é é ver a pessoa desgraçada, mal. triste, esbagaçada. desgraçada, mal. triste, esbagaçada. Perdão, é só uma palavra pra gente, Perdão, é só uma palavra pra gente, não um mandamento, não um mandamento, não expressão do perdão que recebemos, não expressão do perdão que recebemos, não expressão da graça que está sobre não expressão da graça que está sobre nós. Perdão é só uma palavra, nós. Perdão é só uma palavra, porque perdão satisfaz a justiça de Deus porque perdão satisfaz a justiça de Deus e não a nossa. e não a nossa. Aí, como diz o cearense, aí é loucura, Aí, como diz o cearense, aí é loucura, a gente já perdeu o caminho, abandonamos a gente já perdeu o caminho, abandonamos a graça. E sabe o que é engraçado? A a graça. E sabe o que é engraçado? A gente não celebra. gente não celebra. Corações cheios de justiça própria não Corações cheios de justiça própria não entendem as razões da graça. E por não entendem as razões da graça. E por não entender as razões da graça, tem entender as razões da graça, tem problemas como falta de perdão, problemas como falta de perdão, não sentir satisfeito. O problema não tá em Deus, irmão. O problema tá na gente. problema tá na gente. Me recuso a dizer que o problema está em Me recuso a dizer que o problema está em Deus. está em nós. Deus. está em nós. Se a gente não abandona Se a gente não abandona o apego que a gente tem à nossa própria o apego que a gente tem à nossa própria justiça, justiça, nós vamos destruir nós vamos destruir a vida dos outros, a nossa e o nosso a vida dos outros, a nossa e o nosso relacionamento com Deus. relacionamento com Deus. Porque em quarto lugar, Porque em quarto lugar, a justiça própria quando enche nosso a justiça própria quando enche nosso coração por qualquer coisa, quando enche coração por qualquer coisa, quando enche nosso coração, ela troca arrependimento nosso coração, ela troca arrependimento por qualquer outra coisa. Simples assim. por qualquer outra coisa. Simples assim. Deixa eu explicar como isso acontece. Deixa eu explicar como isso acontece. Você peca, Você peca, você fica mal, emocionalmente abalado, você fica mal, emocionalmente abalado, psicologicamente transtornado. psicologicamente transtornado. Aí você para de orar porque não quer Aí você para de orar porque não quer encontrar Deus sujo. Quanta justiça, encontrar Deus sujo. Quanta justiça, quanta santidade. quanta santidade. Você para de ler a Bíblia porque não Você para de ler a Bíblia porque não quer pegar na Bíblia e abrir ela e você quer pegar na Bíblia e abrir ela e você tá sujo. Quanta justiça, quanta tá sujo. Quanta justiça, quanta santidade. Você abandona a comunhão, santidade. Você abandona a comunhão, abandona os cultos, abandona os cultos, mas não se arrepende. mas não se arrepende. Qual é a primeira coisa que a gente tem Qual é a primeira coisa que a gente tem que fazer? Se arrepender ou abandonar que fazer? Se arrepender ou abandonar tudo? tudo? A gente atrasa o arrependimento, meus A gente atrasa o arrependimento, meus irmãos. A gente abandona irmãos. A gente abandona e substitui por tudo. Por confusão, e substitui por tudo. Por confusão, por raiva de si mesmo, por raiva de si mesmo, por angústia. por angústia. por choro, por lágrimas, por choro, por lágrimas, por tristeza, troca por qualquer coisa, por tristeza, troca por qualquer coisa, mas não tem arrependimento. E a falta de arrependimento é a marca dos fariseus cheios de justiça própria. Muitas vezes nós estamos nesse mesmo lugar, lugar, porque quando a justiça própria enche porque quando a justiça própria enche nossos corações, ela troca o nossos corações, ela troca o arrependimento por qualquer outra coisa. arrependimento por qualquer outra coisa. E às vezes no próprio aconselhamento a E às vezes no próprio aconselhamento a gente percebe isso. A gente espera a gente percebe isso. A gente espera a pessoa se arrepender, mas não se pessoa se arrepender, mas não se arrepende. arrepende. Fala da tristeza, fala do cachorro da Fala da tristeza, fala do cachorro da vizinha, vizinha, fala da geladeira e a gente fica ansioso fala da geladeira e a gente fica ansioso vai se arrepender agora, não foi? Vai se vai se arrepender agora, não foi? Vai se arrepender agora, não foi? Não, mas arrepender agora, não foi? Não, mas nunca se arrepende. nunca se arrepende. Por quê? Por quê? Porque corações cheio de justiça própria Porque corações cheio de justiça própria trocam arrependimento por qualquer outra trocam arrependimento por qualquer outra coisa. coisa. E se você perceber E se você perceber que você tem chorado mais do que se que você tem chorado mais do que se arrependido, arrependido, esse é o seu caso. esse é o seu caso. Se você perceber que você tem tido mais Se você perceber que você tem tido mais raiva de você do que arrependimento, raiva de você do que arrependimento, esse é o seu caso. esse é o seu caso. Sabe? Burro, burro, burro, burro. Sabe? Burro, burro, burro, burro. Além de ser violência, Além de ser violência, além de ser violência contra si mesmo, além de ser violência contra si mesmo, ainda é falta de arrependimento. ainda é falta de arrependimento. Porque dizer burro, burro, burro, burro Porque dizer burro, burro, burro, burro não te coloca diante de Deus e do trono não te coloca diante de Deus e do trono da graça criatura, não é? Não. A gente cria elementos variados para substituir para substituir um fundamento, sabe? um fundamento, sabe? A gente precisa de arrependimento, A gente precisa de arrependimento, criatura. criatura. A gente precisa se jogar diante de Deus, A gente precisa se jogar diante de Deus, confessar nossos pecados, confessar nossos pecados, mas a gente não faz não, porque o que mas a gente não faz não, porque o que vale a nossa justiça. vale a nossa justiça. Infelizmente, Infelizmente, para muitos de nós, isso ainda é um para muitos de nós, isso ainda é um desafio. desafio. Em quinto lugar, a divisão é um dos frutos dados por pessoas cheias de justiça própria. pessoas cheias de justiça própria. Os fariseus, os intérpretes da leis, na Os fariseus, os intérpretes da leis, na figura do filho mais velho, desprezam o figura do filho mais velho, desprezam o filho mais novo, dele se afastam e agora filho mais novo, dele se afastam e agora provam que também estavam longe do pai. provam que também estavam longe do pai. Relacionamentos são destruídos por conta Relacionamentos são destruídos por conta de justiça própria. de justiça própria. E talvez você não percebesse até agora, E talvez você não percebesse até agora, mas talvez os seus relacionamentos são mas talvez os seus relacionamentos são cheios de conflitos, cheio de confusão, cheios de conflitos, cheio de confusão, porque você é a lei sobre você e sobre porque você é a lei sobre você e sobre os outros. os outros. E como a tua lei não é aceita, não é E como a tua lei não é aceita, não é atestada, atestada, ou como pela sua lei os transgressores ou como pela sua lei os transgressores são todos os outros, menos tu, são todos os outros, menos tu, tu divide, tu divide, tu entra em conflito, tu entra em conflito, tu destrói, tu destrói, tu reclama, tu murmura e tu briga. Você tu reclama, tu murmura e tu briga. Você não está lutando pelo certo, você está não está lutando pelo certo, você está lutando por si mesmo. lutando por si mesmo. Talvez você precise considerar que as Talvez você precise considerar que as divisões que você causa nos seus divisões que você causa nos seus relacionamentos relacionamentos sejam fundamentalmente um coração cheio sejam fundamentalmente um coração cheio da própria justiça. E para que isso seja respondido, você precisa se abraçar você precisa se abraçar as coisas que só a graça pode dar. Em as coisas que só a graça pode dar. Em sexto lugar, sexto lugar, eu queria dizer para você que há eu queria dizer para você que há esperança. esperança. Que bom, né? O negócio tava ruim. Que Que bom, né? O negócio tava ruim. Que bom que a esperança. Há esperança, meus bom que a esperança. Há esperança, meus irmãos. A esperança. A esperança em irmãos. A esperança. A esperança em Jesus. Porque Jesus nos nos permite Jesus. Porque Jesus nos nos permite olhar para coisas mais valiosas, olhar para coisas mais valiosas, para coisas tão mais. tão melhores do para coisas tão mais. tão melhores do que aquilo que nós conquistamos, que aquilo que nós conquistamos, do que aquilo que nós conseguimos por do que aquilo que nós conseguimos por méritos, do que aquilo que nosso zelo méritos, do que aquilo que nosso zelo consegue. Há uma canção consegue. Há uma canção de Charles Wesley Goldwin, ela se chama de Charles Wesley Goldwin, ela se chama It's the Little Things. It's the Little Things. Em certo momento da música, ele diz o Em certo momento da música, ele diz o seguinte: seguinte: "Não deixe o que você conquista "Não deixe o que você conquista significar tudo. significar tudo. Não deixe o que você conquista. Não deixe o que você conquista. significar tudo. significar tudo. Meus irmãos, Meus irmãos, não permita que a força do seu braço não permita que a força do seu braço seja a coisa mais significativa na sua seja a coisa mais significativa na sua vida. Não deixe que os seus ideais sejam vida. Não deixe que os seus ideais sejam a coisa mais significativa na sua vida. a coisa mais significativa na sua vida. Não deixe que o seu ideal de justiça Não deixe que o seu ideal de justiça seja a coisa mais significativa na sua seja a coisa mais significativa na sua vida. Não deixe que a sua vida e a sua vida. Não deixe que a sua vida e a sua força seja o motivo de tudo aquilo que força seja o motivo de tudo aquilo que você tem. Porque em último lugar você tem. Porque em último lugar Jesus nos chama para onde a misericórdia Jesus nos chama para onde a misericórdia está, para onde a misericórdia está, para onde a misericórdia celebrada. E todos nós, eu, você, por celebrada. E todos nós, eu, você, por mais agarrados e afundados em justiça mais agarrados e afundados em justiça própria que possamos estar, todos nós própria que possamos estar, todos nós temos espaço em Cristo. Todos nós temos temos espaço em Cristo. Todos nós temos espaço à mesa. E o Cristo nos chama a espaço à mesa. E o Cristo nos chama a mesa aonde a misericórdia é celebrada. mesa aonde a misericórdia é celebrada. Você pode estar fundado em justiça Você pode estar fundado em justiça própria, mas Senhor, o Senhor também própria, mas Senhor, o Senhor também quer acalmar essa tempestade. quer acalmar essa tempestade. Você pode estar engodado no meio das Você pode estar engodado no meio das ondas, da indignação, da ira, mas o ondas, da indignação, da ira, mas o Senhor Jesus, por meio das suas Senhor Jesus, por meio das suas palavras, também pode acalmar essa palavras, também pode acalmar essa tempestade. tempestade. E mais do que isso, nos levando à praia, E mais do que isso, nos levando à praia, ainda podemos celebrar. Vamos orar. ainda podemos celebrar. Vamos orar. Deus, obrigado pela tua santa palavra, Deus, obrigado pela tua santa palavra, obrigado pelo texto, obrigado pelo obrigado pelo texto, obrigado pelo entendimento que o Senhor tem nos dado. entendimento que o Senhor tem nos dado. E que o Senhor, em nome de Jesus, ó E que o Senhor, em nome de Jesus, ó Deus, possa nos ajudar a caminhar Deus, possa nos ajudar a caminhar segundo ao modo do Senhor. segundo ao modo do Senhor. Que não celebremos a nossa força, nossos Que não celebremos a nossa força, nossos méritos, a nossa justiça, mas que nos méritos, a nossa justiça, mas que nos apeguemos ao Senhor para honra e glória apeguemos ao Senhor para honra e glória do teu nome e do teu nome apenas. do teu nome e do teu nome apenas. Amém. Nesse momento não vai ter aquele tempo de quebra, né? Geralmente um pastor de quebra, né? Geralmente um pastor desce, um pastor sobe para fazer a ceia. desce, um pastor sobe para fazer a ceia. Sou eu o pastor. Ia ficar esquisito, eu Sou eu o pastor. Ia ficar esquisito, eu descendo e eu subindo. Ia ser meio descendo e eu subindo. Ia ser meio esquizofrênico, né? Que que ele tá esquizofrênico, né? Que que ele tá vendo? Que que ele tá ouvindo? Pronto, vendo? Que que ele tá ouvindo? Pronto, vou ficar aqui. Eu tô tentando fazer vou ficar aqui. Eu tô tentando fazer essas piadas para quebrar o momento e essas piadas para quebrar o momento e passar pro outro. Então, me permitam passar pro outro. Então, me permitam aqui essa essa falta de jeito. Nós vamos aqui essa essa falta de jeito. Nós vamos celebrar a ceia nesse momento celebrar a ceia nesse momento e eu gostaria de chamar aqui pastor e eu gostaria de chamar aqui pastor Jonas, Jonas, pastor Valbert, pastor Valbert, pastor Zenon. pastor Zenon. É mais legal, pastor Zenon do que Alex, É mais legal, pastor Zenon do que Alex, né? É mais legal. né? É mais legal. Pastor Marcos e pastor Sandro. Gente, para quem não sabe, o nome do pastor Sandro é sabe, o nome do pastor Sandro é Elisandro. Elisandro. Hoje foram procurar o nome dele na minha Hoje foram procurar o nome dele na minha na minha agenda. Dis: "Cadê o Sandro?" É na minha agenda. Dis: "Cadê o Sandro?" É ele, Sandro. Mas pode chamar de Sandro, ele, Sandro. Mas pode chamar de Sandro, né? Pode. Tá autorizado. Nós vamos orar pelos elementos. Logo depois haverá distribuição. depois haverá distribuição. Lembre-se de algumas coisas importantes. Lembre-se de algumas coisas importantes. Primeira, a ceia para os batizados. Primeira, a ceia para os batizados. batizados batizados ah pela fé, pela própria fé e não pela ah pela fé, pela própria fé e não pela fé dos seus pais, fé dos seus pais, certo? Pela própria fé e não pela fé dos certo? Pela própria fé e não pela fé dos seus pais. Então, se você foi batizado seus pais. Então, se você foi batizado quando criança, não foi pela sua fé, foi quando criança, não foi pela sua fé, foi pela fé dos seus pais. Então, a ceia é pela fé dos seus pais. Então, a ceia é apenas pros batizados pela fé. Segundo, apenas pros batizados pela fé. Segundo, a seia para aqueles membros que estão em a seia para aqueles membros que estão em comunhão com a igreja, com essa ou com a comunhão com a igreja, com essa ou com a sua de origen, caso você nos visite, tá sua de origen, caso você nos visite, tá bom? Ah, isso significa dizer que bom? Ah, isso significa dizer que quando ah você é disciplinado pela sua quando ah você é disciplinado pela sua igreja, você não está em comunhão com a igreja, você não está em comunhão com a igreja. Então, se você foi disciplinado, igreja. Então, se você foi disciplinado, você não seia. Amém? Entendido? você não seia. Amém? Entendido? Tá? Vamos orar e logo depois vamos Tá? Vamos orar e logo depois vamos distribuir a o pão e o vinho. distribuir a o pão e o vinho. Deus, estamos diante do Senhor colocando Deus, estamos diante do Senhor colocando o início desse memorial, o início desse memorial, relembrando das tuas santas palavras, da relembrando das tuas santas palavras, da tua ah do teu retorno. Queremos celebrar tua ah do teu retorno. Queremos celebrar com corações gratos, corações com corações gratos, corações arrependidos. arrependidos. Te Te te pedimos para que o Senhor nos traga a te pedimos para que o Senhor nos traga a compreensão compreensão do corpo que foi partido, do corpo que foi partido, do sangue que foi derramado, da aliança do sangue que foi derramado, da aliança que temos com o Senhor e que possamos que temos com o Senhor e que possamos participar desse período também como participar desse período também como algo ah como um anúncio, algo ah como um anúncio, o anúncio do Senhor até que o Senhor o anúncio do Senhor até que o Senhor venha. venha. nos ajuda a não participar da ceia nos ajuda a não participar da ceia por mero rito, como quem participa de por mero rito, como quem participa de algo que não tem mais significado, algo que não tem mais significado, mas que possamos em nome de Jesus mas que possamos em nome de Jesus retomar as tuas palavras, o significado retomar as tuas palavras, o significado dela e participar do corpo e do sangue dela e participar do corpo e do sangue do Senhor. Yeah.
Pontuação Geral
83
/100
Análise baseada na tradição Batista Reformada / Calvinista
Uma exposição pastoralmente penetrante e biblicamente fundamentada de Lucas 15:25-32, que confronta a justiça própria e convida à celebração da misericórdia de Deus através do arrependimento e da graça.
Tema principal:
A justiça própria como tempestade interna que impede de celebrar a misericórdia de Deus
Muitas vezes você entende, você percebe, você ouve, você sabe. Deus está falando comigo. O problema não é na sua compreensão, não é na clareza do que está sendo dito, é no seu coração rebelde.
Doutrina: Depravação Total / Graça Irresistível (na tradição reformada)
Tensão: A afirmação pode ser lida como negando a necessidade da iluminação do Espírito Santo para a compreensão salvífica (1 Co 2:14). Apenas afirmar que o problema é a 'rebeldia' pode minimizar a dimensão da incapacidade espiritual total sem a graça.
Correção sugerida: Enquadrar a rebeldia dentro da doutrina da depravação total: 'O problema é o coração rebelde e incapaz de se submeter a Deus (Rm 8:7), que necessita da obra iluminadora e regeneradora do Espírito Santo para compreender e abraçar a verdade.'
O pai também foi atrás do filho mais velho [...] A figura do pai correndo atrás do filho mais novo e indo atrás do filho mais velho, coloca todos no mesmo lugar.
Doutrina: Graça Comum / Graça Salvífica
Tensão: A comparação pode sugerir uma equivalência na busca de Deus pelos dois filhos. Na parábola, a iniciativa do pai em buscar o filho mais velho (que se recusa) é uma demonstração de amor e apelo, mas não garante sua entrada na festa. Na teologia reformada, distingue-se a oferta geral do evangelho (graça comum/apelo) da aplicação eficaz da graça salvífica.
Correção sugerida: Esclarecer: 'A iniciativa do pai em procurar o filho mais velho revela a paciência e o apelo amoroso de Deus mesmo para os que se consideram justos, mas a entrada na festa (a salvação) depende do abandono da justiça própria e do arrependimento, que só são possíveis pela graça eficaz.'
Brigas e contendas podem simplesmente ser a expressão não de um coração decidido e que sabe o que quer, mas de alguém profundamente, sabe, abraçado com a sua própria justiça, com seus ideais falsos, pecaminosos, religiosamente enganado.
Problema: Generaliza que brigas e contendas são 'simplesmente' expressão de justiça própria, sem considerar outros fatores bíblicos para conflitos (ex.: provações, diferenças legítimas, luta contra o pecado alheio).
Risco pastoral: Pode levar a uma autoacusação excessiva em conflitos complexos ou a uma análise simplista de relacionamentos.
Sugestão: Formular com mais nuance: 'Brigas e contendas podem, muitas vezes, ser alimentadas por um coração que insiste em sua própria justiça, mas é necessário discernir com sabedoria as causas de cada conflito (Tiago 4:1-3).'
Ainda que Jesus estivesse à mesa encontrando e conversando e pregando pros fariseus e pros intérpretes da lei, não havia comunhão.
Problema: Afirma categoricamente que 'não havia comunhão', o que é uma inferência. O texto diz que eles o ouviam, mas murmuravam. A possibilidade de algum nível de interação ou mesmo de convite ao arrependimento (implícito na presença de Jesus) não é explorada.
Risco pastoral: Pode passar a ideia de que a pregação a pessoas resistentes é inútil, enquanto a Escritura mostra que a Palavra pode ser eficaz mesmo entre os que se opõem (ex.: conversão de fariseus como Paulo).
Sugestão: Reformular para: 'A presença física à mesa não garantia comunhão genuína, pois seus corações, cheios de justiça própria, os impediam de se alegrar com a misericórdia que Jesus oferecia.'
Pontuações de 0 a 100. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
O sermão se mantém fiel ao texto principal (Lc 15) e seu contexto, usando outras passagens de maneira apropriada. As aplicações, em sua maioria, derivam logicamente do texto.
Hermenêutica
Uso consistente do método histórico-gramatical, com boa atenção ao contexto literário e histórico. A analogia com 'O Mercador de Veneza' é uma ilustração cultural válida, mas não confundida com exegese.
Precisão Teológica
Forte ênfase na graça, depravação humana e necessidade de arrependimento, coerente com a tradição reformada. Algumas tensões menores na articulação da depravação total e da oferta do evangelho.
Compreensão Contextual
Excelente trabalho em situar a parábola dentro da controvérsia de Jesus com os fariseus, utilizando o fluxo narrativo de Lucas.
Aplicação Prática
Aplicações abundantes, concretas e que tocam em áreas sensíveis da vida cristã (perdão, relacionamentos, arrependimento). Direcionadas ao coração, não apenas ao comportamento.
Clareza do Evangelho
O evangelho da graça que recebe pecadores arrependidos é claramente contrastado com a justiça própria. A chamada ao arrependimento e à fé em Cristo é central.
Nestas dimensões, pontuações menores indicam melhor resultado.
Nível de Eisegese
Baixo risco. O pregador principalmente extrai do texto, embora algumas aplicações específicas (ex.: brigas e contendas) possam conter leituras pessoais um tanto generalizadas.
Risco de Heresia
Muito baixo. Nenhuma negação de doutrinas centrais. O conteúdo é ortodoxo e cristocêntrico.
Muitas vezes você entende, você percebe, você ouve, você sabe. Deus está falando comigo. O problema não é na sua compreensão, não é na clareza do que está sendo dito, é no seu coração rebelde.
Doutrina: Depravação Total / Graça Irresistível (na tradição reformada)
Tensão: A afirmação pode ser lida como negando a necessidade da iluminação do Espírito Santo para a compreensão salvífica (1 Co 2:14). Apenas afirmar que o problema é a 'rebeldia' pode minimizar a dimensão da incapacidade espiritual total sem a graça.
Correção sugerida: Enquadrar a rebeldia dentro da doutrina da depravação total: 'O problema é o coração rebelde e incapaz de se submeter a Deus (Rm 8:7), que necessita da obra iluminadora e regeneradora do Espírito Santo para compreender e abraçar a verdade.'
O pai também foi atrás do filho mais velho [...] A figura do pai correndo atrás do filho mais novo e indo atrás do filho mais velho, coloca todos no mesmo lugar.
Doutrina: Graça Comum / Graça Salvífica
Tensão: A comparação pode sugerir uma equivalência na busca de Deus pelos dois filhos. Na parábola, a iniciativa do pai em buscar o filho mais velho (que se recusa) é uma demonstração de amor e apelo, mas não garante sua entrada na festa. Na teologia reformada, distingue-se a oferta geral do evangelho (graça comum/apelo) da aplicação eficaz da graça salvífica.
Correção sugerida: Esclarecer: 'A iniciativa do pai em procurar o filho mais velho revela a paciência e o apelo amoroso de Deus mesmo para os que se consideram justos, mas a entrada na festa (a salvação) depende do abandono da justiça própria e do arrependimento, que só são possíveis pela graça eficaz.'
Brigas e contendas podem simplesmente ser a expressão não de um coração decidido e que sabe o que quer, mas de alguém profundamente, sabe, abraçado com a sua própria justiça, com seus ideais falsos, pecaminosos, religiosamente enganado.
Problema: Generaliza que brigas e contendas são 'simplesmente' expressão de justiça própria, sem considerar outros fatores bíblicos para conflitos (ex.: provações, diferenças legítimas, luta contra o pecado alheio).
Risco pastoral: Pode levar a uma autoacusação excessiva em conflitos complexos ou a uma análise simplista de relacionamentos.
Sugestão: Formular com mais nuance: 'Brigas e contendas podem, muitas vezes, ser alimentadas por um coração que insiste em sua própria justiça, mas é necessário discernir com sabedoria as causas de cada conflito (Tiago 4:1-3).'
Ainda que Jesus estivesse à mesa encontrando e conversando e pregando pros fariseus e pros intérpretes da lei, não havia comunhão.
Problema: Afirma categoricamente que 'não havia comunhão', o que é uma inferência. O texto diz que eles o ouviam, mas murmuravam. A possibilidade de algum nível de interação ou mesmo de convite ao arrependimento (implícito na presença de Jesus) não é explorada.
Risco pastoral: Pode passar a ideia de que a pregação a pessoas resistentes é inútil, enquanto a Escritura mostra que a Palavra pode ser eficaz mesmo entre os que se opõem (ex.: conversão de fariseus como Paulo).
Sugestão: Reformular para: 'A presença física à mesa não garantia comunhão genuína, pois seus corações, cheios de justiça própria, os impediam de se alegrar com a misericórdia que Jesus oferecia.'
E a gente às vezes sente prazer em ver eles sendo condenados. Sabe o que Jesus diria pra gente? que isso também é manifestação de justiça própria [...]
Equilíbrio bíblico: Embora o ponto seja válido, o sermão poderia equilibrar com a forte denúncia que o próprio Jesus faz da hipocrisia farisaica (ex.: Mt 23) como um ato de amor e verdade. O equilíbrio está em evitar o prazer na condenação, mas sem abdicar do discernimento e da repreensão bíblica.
Apenas e unicamente pelos seus feitos. [...] É a minha justiça que vale. É nela que eu me baseio. Deus me aceita por aquilo que eu faço.
Equilíbrio bíblico: É crucial distinguir justiça própria (confiança nos méritos para salvação) da obediência fruto da graça (santificação). O sermão poderia esclarecer que, em Cristo, nossas obras não são base de aceitação, mas são evidência de uma fé viva (Ef 2:8-10), evitando que a crítica à justiça própria soe como desprezo pela obediência.
Foco central no evangelho da graça versus justiça própria, alinhado com a soteriologia reformada.
Meu irmão, corações cheios da própria justiça não rejeitam só os outros. rejeitam a Deus também. [...] A justiça própria nos tira do lugar onde a misericórdia está.
Impacto: Confronta o legalismo e aponta para a necessidade de dependência total da graça, promovendo humildade e arrependimento.
Boa contextualização histórica e literária do texto, conectando Lucas 15 ao conflito com os fariseus.
O capítulo 14 marca exatamente o contexto maior aonde o capítulo 15 deve ser interpretado.
Impacto: Ajuda os ouvintes a entenderem a narrativa bíblica como um todo, fortalecendo a interpretação contextual.
Aplicações pastorais específicas e penetrantes, especialmente sobre como a justiça própria atrapalha o perdão e o arrependimento.
Corações cheios de justiça própria não entendem perdão, graça, misericórdia. [...] Porque dizer burro, burro, burro, burro não te coloca diante de Deus e do trono da graça criatura, não é?
Impacto: Leva a um exame prático do coração, identificando manifestações sutis de justiça própria na vida diária e no relacionamento com Deus.
Tema principal:
A justiça própria como tempestade interna que impede de celebrar a misericórdia de Deus
Tom pastoral:
Textos bíblicos:
O cenário de Lucas 15 revela que os fariseus, cheios de just...
Tese completa: O cenário de Lucas 15 revela que os fariseus, cheios de justiça própria, acusam Jesus por se associar com pecadores.
Suporte: O texto do Evangelho de Lucas, ele que acabamos de ler, ele deve ser entendido como uma exortação. O texto que nós vimos é uma tentativa dos judeus, dos fariseus e dos publicanos, aliás, dos fariseus e dos mestres da lei, dos escribas, dos intérpretes da lei, de tentarem exortar Jesus como se tivessem pego ele em alguma falha.
A resposta de Jesus em três parábolas mostra que há alegria...
Tese completa: A resposta de Jesus em três parábolas mostra que há alegria no céu pelos pecadores que se arrependem, contrastando com a falta de celebração dos justos próprios.
Suporte: O ponto, então, não é que Jesus estava falando de dracmas, Jesus não estava falando de ovelhas, Jesus está falando de pessoas. Jesus está falando de pecadores. Se a pergunta era: 'Por que que vocês comem com pecadores? [...]' A resposta de Jesus é simples. Porque há alegria no céu? Porque eles se arrependeram.
O dilema do filho mais velho (Lc 15:25-32) ilustra como a ju...
Tese completa: O dilema do filho mais velho (Lc 15:25-32) ilustra como a justiça própria leva a recusar o convite para celebrar a misericórdia, mantendo-se fora da graça.
Suporte: A parábola então do grande banquete, essa parábola são basicamente estão indo no mesmo caminho. Alguns ficarão de fora e nesse caso é o filho mais velho. Filho mais velho, como a imagem do dos fariseus aqui no final. Coloca os fariseus em cheque, coloca esses homens diante de uma escolha.
Textos:
Aplicações práticas: a justiça própria se revela como tempes...
Tese completa: Aplicações práticas: a justiça própria se revela como tempestade interna, é rebeldia, impede de entender a graça, substitui o arrependimento e gera divisões.
Suporte: Cedo ou tarde será exposta, será revelada como uma tempestade. [...] Corações cheios de justiça própria não entendem perdão, graça, misericórdia. [...] troca arrependimento por qualquer outra coisa. [...] a divisão é um dos frutos dados por pessoas cheias de justiça própria.
Uso Contextual
Usado corretamente no contexto. O pregador situa a parábola do filho pródigo dentro da resposta de Jesus aos fariseus que murmuravam.
Questões Exegéticas
Nenhum grave. A ênfase no filho mais velho como representante dos fariseus é exegese tradicional e sólida.
Uso Contextual
Usados corretamente para ilustrar o padrão de oposição farisaica baseada em pureza ritual e justiça própria.
Uso Contextual
Usado para estabelecer o cenário imediato (Jesus na casa de um fariseu), mas a ligação direta com a parábola do grande banquete (Lc 14:15-24) é feita de maneira inferencial.
Questões Exegéticas
O sermão assume que a parábola do grande banquete (Lc 14) foi contada na mesma ocasião, o que é plausível, mas não explicitamente afirmado no texto. A aplicação dessa parábola à justiça própria é válida, mas a conexão narrativa poderia ser mais clara.
Leitura Sugerida
Lucas 14:1-24 para ver a sequência de ensino de Jesus na casa do fariseu.
Diagnóstico geral:
Sólida
Refinar as generalizações sobre conflitos relacionais para incluir discernimento bíblico mais amplo.
Articular com mais precisão a doutrina da depravação total e a ação do Espírito na superação da rebeldia.
Equilibrar a crítica à justiça própria com uma visão positiva da obediência motivada pela graça.
Na ilustração de 'O Mercador de Veneza', deixar mais claro seu papel como analogia cultural, não como fonte teológica.
Resumo em uma frase:
Uma exposição pastoralmente penetrante e biblicamente fundamentada de Lucas 15:25-32, que confronta a justiça própria e convida à celebração da misericórdia de Deus através do arrependimento e da graça.
Esta análise foi realizada considerando a perspectiva teológica da tradição Batista Reformada / Calvinista (Igreja Batista Maanaim). As pontuações refletem a fidelidade às doutrinas desta tradição específica.