Irmãos, nós estamos numa série, você sabe disso, o Evangelho segundo Satanás, onde nós estamos aí confrontando falsos evangelhos da nossa cultura popular, da nossa cultura comum. E a gente tá trabalhando em cada uma dessas pregações uma frase que às vezes ressoa como um bom conselho, como uma boa notícia, mas não tem nada de boa notícia. E hoje nós vamos testar mais uma afirmação desse sistema de confissão de fé falsa, né, desses credos seculares que ofertam salvação pro ser humano fora do evangelho. E é uma oportunidade da gente meditar sobre o tema de hoje. Essa frase de hoje, será que ela é confiável? Confia em seus sentimentos. Esse é o tema de hoje. Será que a gente tem que confiar nos nossos sentimentos? Será que os nossos sentimentos são confiáveis? Abra a sua Bíblia, profeta Jeremias. Jeremias capítulo 17. Jeremias 17 verso 5. Jeremias capítulo 17 verso 5. Leremos até o verso de número 10. E eu baseio essa mensagem de hoje na minha tradução Nova Almeida Atualizada, mas você pode acompanhar com a versão bíblica que você tem mãos, não tem nenhum problema. Jeremias 17:5 diz assim a palavra do Senhor: "Assim diz o Senhor: Maldito aquele que confia no ser humano e que faz da carne mortal o seu braço e cujo coração se desvia do Senhor, Senhor, porque ele será como um arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem. Pelo contrário, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito aquele que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor, porque ele é como árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes até o ribeiro. E não receia quando vem o calor, porque as suas folhas permanecem verdes. E no ano da seca não se perturba e nem deixa de dar fruto. Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto. Quem poderá entendê-lo? Eu, o Senhor sondo o coração. Eu provo a cada um segundo os seus caminhos, segundo o fruto de suas ações. Vamos orar. Senhor, me ajude a falar da tua palavra com honestidade. Que o Senhor me livre de manipular a tua palavra e de confiar em mim mesmo. Eu não tenho qualquer recurso, qualquer meio, qualquer capacidade de comunicar a tua palavra com toda dignidade que lhe é devida. Por isso, eu preciso da tua ajuda, do teu espírito. Preciso da tua graça para que a tua palavra cumpra aquilo que o Senhor lhe designou. Eventualmente, Pai, a gente fala coisas que não eram para ser ditas. Também peço a graça à tua igreja de ignorar tudo aquilo que não procede de ti, mas dê também a tua igreja fé para abraçar tudo aquilo que foi dito pelo Senhor. Senhor. Encoraja a tua igreja, anima o teu povo, renova essa assembleia santa que se reúne ao redor daquele que é digno de toda adoração, porque esse culto é para ele, exclusivamente para ele. Esse culto não diz respeito a homens. Essa igreja não é constituída a partir de estratégias humanas. Ela só é viva naquilo que ela tem de vida por causa de Jesus de Nazaré. Ele que dá toda a vitalidade a essa igreja. Então, cuida de nós. Nós te pedimos em nome de Jesus. Amém. Você Você já se sentiu como um saco plástico flutuando com vento querendo começar de novo? novo? Você já se sentiu se sentiu tão frágil como um castelo de cartas? Há um sopro de desmoronar? Você já se sentiu como se estivesse enterrado bem fundo gritando a sete palmos? Mas parece que ninguém escuta. Você sabe que ainda há uma chance para você? Porque é uma faísca em você. Você só tem que acender a luz e deixá-la brilhar. Vai em frente, mostra o que você vale. Você não tem que sentir como um desperdício de espaço. Você original não pode ser substituído. Não diga aleluia, por favor, e nem amém. Essa é a música Firework, tradução The Cat Perry, tá OK? Então não leve a sério. Mas é claro que essa música é a descrição do labirinto emocional que muita gente vive. O labirinto de tentar aferir o tempo inteiro e checar o tempo inteiro o como os outros te vem. O cansaço O cansaço e a aposta sentimentalista de que é possível a gente ser feliz na mesma proporção que a gente recebe a provação do outro. É a oferta de que o ser humano precisa para ser livre se lançar num projeto de autenticidade sentimentalista. sentimentalista é a jornada em busca de se sentir bem. E muita gente, muita gente toma decisões complexas, complexas, difíceis e sérias em suas vidas, baseado nesse mesmo critério, o critério de se provar ou o critério do que você se sente melhor. Você escolhe sair de um trabalho ir pro outro, abandonar um casamento ou não, se manter ou não em um relacionamento. O seu critério, a sua lente de critério para escolher com quem você vai se relacionar ou potencialmente casar, eventualmente pode passar por aqui, por esse labirinto emocional, na expectativa de que o outro te entregue aquilo que te faz feliz, aquilo que te faz se sentir bem. Bom, é isso que está por trás da frase confie em seus sentimentos. Uma afirmação e um conselho que às vezes venham como um cavalo de Troia, um presente de troiano que você recebe com um laço em cima e parece muito tentador. A oferta o tentador, a oferta de que o sentimento é um lugar confiável. Porque a frase confie em seus sentimentos. Nós temos aqui dois elementos importantes. Primeiro, confiança. Confiar é um negócio meio complicado, porque confiar significa se entregar inteiramente. Confiar era minha filha com 4 anos de idade, subindo na parte mais alta do sofá e dizendo: "Papai, me segura". e pular de lá, confiando que o papai vai estar do outro lado dando conta dela. E ela só faz aquilo porque ela confia quem tá do outro lado que vai segurá-la. Confiar é entregar-se alguma coisa inteiramente, é ancorar a vida. É construir a vida sobre algum lugar confiável. É claro que antes de falar da confiabilidade dos sentimentos, eu preciso tratar esse termo confiança. E por um ser humano é um ser que está sempre a procura de alguma coisa para confiar. Claro, a gente vive numa cultura em que a gente tem pessoas que acreditam em algum Deus, em algum ser espiritual. Existem aqueles que confiam em Deus, mas não confiam em Deus inteiramente. Preferem confiar em outras coisas. Mas existem aqueles que optaram e não confiar em nada, ou pelo menos alegam não confiar em nada. Mas uma coisa é inevitável, a gente precisa concordar, o ser humano é irremediavelmente crente. crente. Ele tá sempre em busca de um bem para confiar. Porque não confiar em nada e em ninguém tornaria a vida insuportável. você acordar de manhã e olhar paraa sua porta, pra sua janela, olhar pro mundo, pra vida e simplesmente dizer que nada em ninguém é confiável, isso tornaria a vida impossível de ser vivida. A fé é inevitável ou algum tipo de fé em alguma coisa é inevitável. Gilbert Chesserton, ensaísta e o romancista americano britânico lá dos anos 20, anos 30, católico, muito inteligente. Ele dizia numa frase num tom tipicamente britânico, não é aquele humor britânico, uma pessoa pode até não crer em Deus, mas certamente ela crerá em alguma besteira. Inevitavelmente o homem é crente, o ser humano é crente. A pergunta que nós temos que fazer é no caso da nossa do nosso falso conselho ou conselho, confiar nos sentimentos. Será que sentimentos dão conta de carregar o peso de uma alma? Será que os sentimentos são suficientemente confiáveis pra gente construir a existência em cima daquilo que a gente sente? Será que dá conta a palavra sentimento em latim? Sentimentum, não sei se você sabe disso, ela tem uma combinação aqui, né? O esse sufixo, esse sufixo tum, sentimentum, significa o produto de alguma coisa ou produto daquilo que você sente. Claro que a ideia aqui inicial é de sentidos. Você olha pro mundo, você tem os sentidos ou fato, audição, paladar, né? Você sente o cheiro, você enxerga, a visão tá funcionando, a audição tá funcionando e tudo que você experimenta do mundo, de alguma forma é recebido por um aparelho, pelas suas faculdades, pelos seus sentidos e aquilo te afeta. Inclusive, a palavra afeição ou afeto ou afetividade vem disso. É aquilo que do mundo te afeta. como você interpreta esses estímulos que você recebe de fora. A maneira como você acolhe essa experiência é o que a gente traduz geralmente com palavras para descrever os diferentes reações internas diante dessa experiência. O que a gente chama da do dos sentimentos. Alguns deles você conhece, é evidente. Alegria, tristeza, raiva, nostalgia, euforia, raiva, pena, compaixão, medo. São os diferentes sentimentos que a gente tem diante do mundo ou diante da realidade ou das relações. É como a gente reage essas diferentes experiências. Claro, isso sempre existiu junto com a humanidade. A humanidade sempre teve diferentes reações diante do mundo ou diferentes caminhos para lidar com a maneira como o mundo se coloca sobre ele ou as relações se colocam sobre ele. Mas a questão é que a frase confie em seu sentimento, e a gente tem várias versões dela, né? Do tipo: "Faz com o seu coração mandar, siga suas intuições, siga os seus instintos, deixa o coração falar mais alto. Isso aqui é bem sertanejo, né? Ouça a sua voz interior. O coração não mente. Essa eu vi num pagode uma vez. O coração não mente. Tá por aí, né, gente? Tá por aí. Você sabe, tá por aí. Tá na literatura, tá na música popular, tá na frase de para-choque de caminhão, no adesivo no carro, tá naquela música, tá no fancão, tá lá, tá lá essa mensagem, tá lá, esse conselho tá por aí. E tem um monte de gente que em diferentes níveis de consciência vem adotando esse tipo de percepção do mundo como critério até para escolher qual igreja ele vai. Tem gente que escolhe igreja pelo que sente. Tem gente que escolhe largar o emprego pelo que sente. Queria que você fizesse uma experiência de imaginação comigo, tá? Imagine você um jovem millennial, tá? Um jovem geração Z, OK? Aí eu te dou uma máquina do tempo. E aí você viaja pro interior de Minas Gerais da década de 30. Você vai lá na roça com seu disco voador viajando no tempo. Aí você desce lá, abre a comporta da nave espacial, tá lá um senhor capinando, trabalhando na roça para plantar café lá no sul de Minas. Aí você chega para esse sujeito e faz a seguinte pergunta para ele. Tudo bem? Tarde. Tarde. Qual o seu nome? Ah, meu nome é Seu Zé. Ô, seu Zé, prazer falar contigo. Ó, eu tô ouvindo no futuro. Eu queria te fazer uma pergunta. O senhor tá aí debaixo desse sol capinando. Tem uma casinha ali, né? Tô vendo. Deixa eu te perguntar uma coisa. O senhor se sente realizado pelo que o senhor faz? O senhor é um homem feliz pelo que você faz? faz? Você se sente alguém? Quem é você? Você se sente bem pelo que você é, pelo que você realiza? Como você se sente? O seu Zé fala assim: "Como eu me sinto? Pergunta difícil, meu filho. Eu não sei, nunca pensei nisso, não. Aqui é o seguinte, eu acordo de manhã, jogo os milhos pras pras galinhas, cuido das minhas vacas, levo meus cavalos para beber água num corriguinho que tem ali embaixo, consigo, né, matar de vez em quando um franguinho com quiabo para comer com meus netos, com meus filhos. É, tá tudo bem, tem nada para reclamar, não. Eu ouvi isso de uma irmã lá no interior do sertão de Pernambuco uma vez. Tá tudo bem. É curioso, né? Porque se você volta um pouco no tempo, as questões que nós fazemos não eram as questões feitas pelos nossos ancestrais. Alguma coisa mudou na história. Alguma coisa mudou na história que a gente atribui uma expectativa de que o trabalho tem que dar alguma coisa para além do que ele é. A gente espera das relações que ela nos entregue uma experiência. A gente espera da carreira que ele nos entregue um lugar que você tá procurando. A gente fica apstando as nossas afeições, esperando encontrar algum tipo de segurança, de estabilidade, de prazer nesse tipo de experiência. E às vezes você fala assim: "Pastor, quantas vezes já visto Gabri? Pastor, meu trabalho é amassante. Eu fico ali na linha de produção da Fiat, fazendo o mesmo movimento todo dia. Às vezes eles mudam de posição para não ficar muito entediado, mas eu não sei como ver sentido. Eu não me sinto realizado pelo que eu faço. E a gente continua medindo a nossa relação com o mundo pelo que a gente sente. Mas o seu Zé lá na plantação de café nos anos 30, por que que ele não tinha esse dilema? Por que que o dilema dele diante da vida passava por outro caminho? Porque mudanças aconteceram, pessoal. Existe uma máquina de p propaganda sentimentalista, intoxicando a imaginação das pessoas, gerando um monte de gente frágil e carente, que se você espirra, ela vai dizer que você foi abusivo. Isso foi assédio moral, porque seu espírito tinha que ser discreto. Você espirrou muito alto. E eu não tô dizendo que existem abusos por aí, OK? Evidentemente que existe, mas em contraposição abuso, a gente também tem uma geração de gente que tá derretendo de tanta fragilidade. E por que será? Tem razões históricas. Lá no século X7, a gente chamava o homem do século X7 para atrás, isso varia porque, mas em termos gerais, era o homem religioso, o homem pré-moderno, era um homem que acordava de manhã, ele não queria mudar a vida porque a vida era dada, a história era dada, a comunidade tava dada. Era um homem que queria ser salvo. Ele não queria ser só feliz, ele não queria se sentir bem, ele queria ser salvo. Era um homem que buscava de alguma maneira encontrar segurança na comunidade, numa comunidade local, para ser virtuoso, para viver uma vida sábia, para conseguir navegar no mundo sem ser esmagado por ele. Ele não tinha nenhuma pretensão de controlar a realidade, de transformar a vida num num espelho das suas afeições. Não, ele queria apenas navegar. e navegar da maneira mais sábia possível, cumprindo as suas obrigações da maneira mais básica possível. Mas no século XVI até o século XIX, um outro movimento surge no mundo que vai dizer e vai criar o outro tipo de homem, que não é mais o homem religioso, é o homem racionalista, o homem da razão, o homem da técnica, o homem da economia, da produtividade, o homem das máquinas, o homem que ou a mulher que se colocava no mundo de forma técnica. É o homem que controla o mundo pela razão. E tudo tinha que passar pelo viés da razão. Sentimento e religião vão estar sob suspeitas. Isso tudo é coisa de gente não racional. Não demora muito. Já no século XIX pro século XX surge um outro tipo de homem, uma reação romântica. O homem começa a se tornar romântico. O romantismo vem como uma reação ao racionalismo. O romantismo vem no momento em que o ser humano tá mergulhado no rigor da razão. E a gente precisa dar uma explicação. Não tem alguma coisa para além disso. Não tem mais Deus. Não é a razão. Onde que tá o negócio? Tá dentro de mim. E é o mergulho do homem para dentro de si mesmo. Tem um filósofo importante dessa época, Jean Jax Rousseau, né, lá no século X7, um pouco antes, mas depois ele é popularizado. Ele vai dizer o seguinte: "Não, o que tem de bom? O que existe de bom que está dentro do homem é sua vida interior. O único lugar confiável pro ser humano é o que nasce da sua vida interior. E lá fora é uma ameaça. Tudo que tá lá fora é uma ameaça paraa minha vontade individual. O que tá fora corrompe a vontade natural do homem. Não vou nem entrar aqui no mérito, mas tem um monte de pedagogia de escola que nasceu dessa visão de que o mundo lá fora é uma ameaça. O indivíduo tem que descobrir o mundo por si só. O externo é uma ameaça. O homem precisa só redescobrir a sua pureza original. E quase que o projeto é de um homem que se lança na capacidade, na possibilidade de se encontrar lá fora. E o mundo deixa de ter sentido. Tudo lá fora deixa de ter sentido. Por quê? Porque lá fora é um quadro branco e todo o meu esforço é juntar as pecinhas lá fora para esse mundo ficar o máximo parecido com o que eu espero. O mundo não passa de uma projeção, não passa de um quadro branco em que eu fico imprimindo a minha vontade afetiva. E ai daquele que ameaçar a minha vontade. vontade. Ai daquele que ameaçar o minha o meu a minha expectativa sobre o mundo. Eu quero que o mundo funcione assim. Eu quero que a igreja funcione assim. Eu quero que o meu trabalho funcione assim. Eu quero que a minha família funcione assim, que o meu cônjuge funcione do meu jeito. Eu quero que a realidade se curve diante daquilo que eu imaginei, que eu imagino que ela deveria ser. E o romantismo vai ofertar um movimento de imaginação, emoção, espontaneidade, autenticidade. A gente tem nas artes, né, o movimento impressionista mudando pro expressionismo. Então, as pessoas param de tentar representar o mundo no quadro. e elas começam a projetar as suas afeições na arte, porque o que importa agora é o que tá aqui dentro, é a minha experiência, os meus sentimentos, eles são caros. É, é, é exatamente nesse momento da história que a gente encontra aquilo que Philip Ref chamava de homem psicológico. E aqui que surge o homem psicológico é um homem que tá sempre em busca de validação, de aprovação. É claro que nem sempre o mundo vai aprovar o que você faz. As pessoas vão provar o que você faz. Então você vive sempre nessa tensão. Quando alguém te elogia, quando alguém te reconhece, quando o mundo funciona do jeito que você queria, as relações funcionam do jeito que você queria, a igreja se curva diante do que você queria, aí você tem um reforço da sua subjetividade. Tá vendo? Eu tenho, eu sempre tive certo, mas quando alguém diz não, hum, quando a realidade resiste, quando o mundo real diz não paraa sua projeção, o seu mundo começa a colapsar. E na mesma excitação com que você recebeu o elogio, você com a mesma energia você faz o movimento inverso. Você mergulha no mundo que desarranjou. Olha a música da Cat Perry. O seu castelo de cartas desaba. E é claro que isso vai gerar um monte de sujeito que vai viver uma vida vulnerável, o tempo inteiro tenso, porque você tem que manter aquela estrutura, aquele mundo. Você acorda de manhã sempre ansioso. Será que hoje vai dar alguma coisa errada? Isso tem um custo emocional. Existe um custo e não. E é evidente que isso aqui patologiza, isso aqui adoece. Recomendo que você assista um episódio do Black Mirror, série Black Mirror, terceira temporada. Não assista qualquer filme do Black Mirror. Eles são perturbadores. Mas assista, acho que o episódio quinto ou segundo que se chama Queda Livre, a tradução em português, em inglês é NOS Dive. Imagina uma sociedade em que as relações humanas são mediadas pela aprovação social. Eu olho para você como se eu tivesse uma lente de realidade aumentada e eu vejo o seu ranking, igual Uber, tá? se tem quatro estrelas, se tem cinco estrelas, se tem três estrelas. Eu vejo os comentários dos usuários, as pessoas que relacionaram com você e os relacionamentos humanos todos passam pelo julgamento social. Então, não tem ninguém que eu olhe, eu tô andando na rua, eu tô vendo o nome de todo mundo, a fotinha de todo mundo, porque é uma realidade virtual. E aí, de repente as pessoas são julgadas, umas são julgadas pelas outras por causa do ranking, pela pontuação. Só que o irônico nessa série é como as pessoas se comportam de forma completamente artificial umas com as outras, porque ninguém quer ficar baixo no ranking, porque o seu crédito no banco depende do ranking. Se o poder de compra depende do ranking, se você tem três estrelas, quatro estrelas, cinco estrelas, número de curtidas e todas as relações passam por isso. E se você quiser ser livre desse tipo de cultura, isso tem um curso social. Você é tratado como um alienado, como alguém esquecido pela sociedade. Você fica à margem da sociedade. Você não tem acenso aos acesso aos bens de consumo. Você não tem credibilidade social. Você não tem acesso aos network, aos relacionamentos que te dão oportunidades profissionais. Você fica fora do sistema. Mas isso não é muito diferente do nosso mundo real. Filiper Rif vai dizer que o homem religioso nasceu para ser salvo, mas o homem psicológico nasceu para ser agradável. agradável. A tirania de sempre ser agradável para ranquear, né, gente? Para ranquear, para ter uma estrelinha a mais. Então, na nossa cultura não tem mais o penso logo existo lá do Renê Decartes, tá? O que temos na cultura hoje é sinto logo existo. existo. E se você sente, se a sua experiência de sentimento vai se intensificando, melhor isso te dá mais credibilidade. Mas graças a São Lutero, que criou uma expressão em latim que descreve perfeitamente o tipo de ser humano que nós temos hoje, ele usou um termo em latim chamado o homem depois da queda em Adão se tornou um homem incurvatsi incurvatsi em latim. quer dizer um homem curvado sobre si mesmo. É um ser humano obsecado por si mesmo, autocentrado. Toda sua energia, toda sua capacidade, toda sua fé, toda sua espiritualidade orbita ao redor dele mesmo, quase que num mergulho desesperador para dentro de si. si. E o que existe lá fora? uma câmara de eco. Ele grita, ouve a própria voz o tempo inteiro. E isso, evidentemente, gente, é o que a gente chama na psicologia de narcisismo, que é obsessão com a própria imagem, é obsessão com a própria projeção do que ele sente diante do mundo. E ele fica o tempo inteiro checando, checando. E às vezes o que ele escuta de retorno o abala. E não é à toa que nós vivemos num cenário de uma geração cada vez mais frágil, mais hipersensível, porque se você faz um mergulho para dentro de você mesmo, suas relações vão ser todas atomizadas. Todo mundo é cenário do seu filme. filme. Os relacionamentos são meios para você chegar onde você quer chegar. sua carreira, os relacionamentos, a igreja, tudo vira um palco. Vira um palco para você tá no centro das atenções. E esse é um risco, é o risco de transformar todo mundo com o adjuvante de um filme que a gente tá protagonizando. É a oferta do sentimentalismo. E ali você coloca todo mundo como peça no seu cenário. E a gente tem que ser honesto, o quanto a gente não tá usando pessoas confiáveis, gente que tá nos amando, para montar o nossos o nosso mundinho pessoal, customizando, igual você customiza os ícones do seu celular, customizando a vida. A OMS fez uma pesquisa do anos atrás, olha que pesquisa interessante sobre o comportamento saudável de crianças em idade escolar, saúde mental. 280.000 a do 280.000 adolescentes foram entrevistados nas faixas aí de 11, 13 e 15 anos. 44 países pesquisados. Uma amostra muito interessante, uma amostra global. O que a pesquisa mostrou é que a rede de apoio social e comunitária dos jovens está enfraquecendo. O apoio familiar considerado de alto nível caiu de 73%, isso é número de antes da pandemia, 2018 para 67% em 2022. O apoio dos pares caiu de 61% para 58%. E entre as meninas de 15 anos, 63% relataram sentir pressão dentro da escola. escola. O relatório começa a demonstrar que existe uma relação entre saúde mental ou a piora da saúde mental e o enfraquecimento dos vínculos. E por que os vínculos estão se enfraquecendo? Porque as pessoas estão se tornando cada vez mais autocentradas, mergulhadas dentro de si, aferindo a relação com o mundo pelo que sentem. E quando você rompe com tecido social, você rompe com a comunidade, você rompe os relacionamentos que eram significativos, você se torna uma pessoa emocionalmente mais vulnerável, mais fraca. Mais fraca. Você não tem carcaça social e moral para encarar o dilema com o outro, a contradição com o outro, de de repente descobrir que o mundo não é a projeção do que você imaginava que o mundo deveria ser. A frustração vem, ela te arrasa, você não sabe nem lidar. E aí de repente a gente fica olhando, por que que será que as pessoas estão se infantilizando? Elas estão se infantilizando porque se você estuda desenvolvimento da psicologia da criança, o desenvolvimento moral de uma criança depende de um fato que tá lá nos dois anos, tá gente? que é o terbo to lá nos 2 3 anos de idade, que é o quê? É a ruptura do self. É quando a criança descobre o que o meu, meu, meu nem sempre é meu, meu, meu. Mas o que que a gente fez? A gente estendeu essa experiência pra vida adulta. E as crianças continuam adultas dizendo meu, meu, meu. E é difícil descobrir que o mundo não é uma extensão do seu ego. É difícil descobrir que a realidade contradiz as suas expectativas. Você fala: "Mas como que eu vivo?" Gente, eu quero chamar sua atenção para esse detalhe. Uma terapêutica. O que que é uma terapêutica? Terapêutica é a maneira como a gente orienta as pessoas a responderem as contradições do mundo diante dela. Como que você sente o mundo? O mundo, você passou por uma guerra, teve trauma, como que você reorganiza sua vida depois de um trauma de guerra? A terapêutica sempre existiu, OK? E terapeutas, entre aspas, sempre existiram. Ou era o padre, ou era um sacerdote, um pastor, um líder comunitário, um mestre, um conselheiro, o pagé da tribo. Esses são os mediadores emocionais de uma cultura. pessoas que vão te aconselhar e te dar orientações como que você lida com os dilemas e a ameaça do mundo exterior. A terapêutica moderna é uma terapêutica obsecada pela pelos sentimentos e tem profissionais treinados para retroalimentar essa máquina, uma máquina de tornar adultos crianças, especialistas nisso. Igor, como que a gente responde? Como que a gente responde o dilema do homem psicológico? Eu sugiro um encontro com quem? Um encontro com o profeta Jeremias. Eu queria ver o homem psicológico sentado no divã do profeta Jeremias. O profeta Jeremias no capítulo 17 que nós lemos já começa dizendo no verso 5: "Maldito, maldito aqui, gente, em língua hebraica. Tem um sentido de privado de graça, o privado da bênção. É o palavrão do mineiro, é o desgraçado. Eu sei que é um palavrão aqui. Eu sou do Rio, gente. Tô nem aí, viu? Vou falar mesmo. Tô. mesmo. Tô. O desgraçado é o privado de graça. É o que não tem a graça. Quem que é o maldito? O maldito é aquele que confia no ser humano. A palavra no hebraica aqui é Adama, humanidade. Maldito é o homem que aposta a sua fé. e deposita sua credulidade no próprio ser humano para ser mais objetivo em si mesmo. Em si mesmo. E que faz da carne mortal, da finitude, o seu braço, a sua força, cujo coração, E aqui é um ponto importante, ah, quer dizer que o cristianismo é contra os sentimentos ao contrário, justamente porque o cristianismo leva sentimentos muito a sério que você não pode confiar nele. Esse é o ponto. Os seus sentimentos, suas afeições precisam ser educadas justamente porque elas não são confiáveis. O coração pode se desviar do Senhor. O cristão precisa ter um certo grau de ceticismo, de dúvida, de incredulidade consigo mesmo. Costumo dizer isso em gabinete e aqui no púlpito eventualmente, de que um grande passo em direção à liberdade e à morte do homem psicológico começa numa dúvida radical sobre você mesmo. Parar de se levar a sério demais. Você tem que rir de você, tem que rir mais de você. Você tem que olhar pro espelho de vez em quando, falar assim: "Rapaz, hoje eu tô ridículo e ri. Tá tudo bem, tá tudo bem. Eu sei que é contrainttuitivo. Eu sei que a nossa cultura psicológica é contrainttuitiva. Ela vai dizer: "Não, você tem que olhar pro espírito, dizer que você é uma diva, você é um deus, você é um, sei lá, um deus grego". Ontem eu tava vendo uma oração, eu ia trazer paraa pregação, eu desisti. Tava vendo a oração de um coach, a oração que você diz na frente do espelho, você é incrível, imbatível, sensacional, tal, você ninguém pode te parar, cara. Um site da wall ensinando a pessoa a fazer essa oração para que Deus, ele mesmo, Deus é ele mesmo. Aí ele olha pro espelho, você é incrível, imparável, não sei o quê, ninguém vai te atrapalhar a riqueza, você tá, você tem que falar três vezes: a riqueza, a riqueza, a riqueza. E aí você vai, você vai naquele rolê ali, entendeu? É muito ruim. Desculpe, gente, eu sou absurdamente incrédulo quanto a minha própria capacidade. Eu tenho que suspeitar. De vez em quando o diabo oferta, não acredita, você tá conta, vai lá. Mas isso é deseden, né, gente? A tática do chifruda é antiga, mas é a mesma. Não tem criatividade nenhuma. Nenhuma criatividade. A tática é sempre a mesma. a oferta de que é possível a gente confiar na gente mesmo. Não, não pode confiar na gente mesmo. Por quê? Porque quem faz isso, verso 6, o maldito que acredita em si mesmo ou nas suas afeições será como um arbusto solitário no deserto. Que descrição. Um arbusto solitário no deserto. E e toda linguagem aqui de terra salgada, deserto, é evidentemente uma descrição do deserto do Mar Morto lá no sul de Israel, que eu já fui lá e vi o que que é um arbusto num deserto. E tem vários, nenhuma folha. São um monte de galhozinho assim que sai da terra, um arbusto rasteiro, completamente seco. Tem um aqui, você anda quilômetros, tem outro ali. Anda quilômetros, tem outro ali isolado um do outro. Não é uma floresta, ok? São arbustos secos no deserto. Tem um monte de gente sentimentalista que virou verdadeiro arbusto seco no deserto, árido, frio, morto e isolado. É o retrato de quem aposta as fichas no que sente. É o retrato de quem quer medir a sua relação com Deus, com o próximo, com o mundo, a partir do que sente. É um arbusto solitário. Essa é a vida do homem que confia no homem. Essa é a vida daquele cujo coração se desviou do Senhor. Aquele que transformou a sua vida mortal na sua força. E aí diz o texto que quando vier o bem, ele não vai ver. Porque o bem vem, gente. O bem sorri todo dia. O bem tá por aí perambulando no mundo, na rotina, no dia a dia. Você nem consegue enxergar. Você não consegue ver o sorriso de um filho. Você não consegue ver a oportunidade profissional que Deus te deu. Você não consegue ver o recurso que você recebeu, a água potável que você bebeu. Você não consegue ser grato pelo sol que brilhou hoje, pela temperatura tá agradável. Você não conseguiu ver as nuvens, não conseguiu ver a montanha, não conseguiu ver o horizonte. Você não consegue enxergar a vida. O bem tá lá sorrindo todo dia para você. Mas você é incapaz de ver, porque tá tão mergulhado, encurvado sobre si mesmo, que virou um arbusto solitário no deserto. Não verá quando vier o bem. O divã de Jeremias é punk, gente. Pelo contrário, morará nos lugares secos do deserto, da terra salgada e inabitável. É a pessoa que está sempre demandando, mas nunca tem para dar. está sempre exigindo e nunca tem para partilhar. Tá sempre esperando ser servido, mas nunca serve ninguém. É o buraco negro, é o ralo emocional. Todo mundo que se aproxima, todos os relacionamentos que se aproximam implodem, porque ela tá sempre parasitando e consumindo os relacionamentos, porque tá sempre medindo o mundo pelo que sente. Não consegue se libertar de si, não consegue rir de si mesmo. Quando alguém critica, o mundo desaba. Mas eu dou glória a Deus pelo verso 7. Jeremias vai aliviar, ele vai fazer agora um contraponto. Se lá no verso 5 falou maldito, no verso 7 ele diz: "Bendito, bendito, abençoado, agraciado." Quem é o agraciado? Observe, Jeremias não ignora que o homem tem fé. O que ele critica é o lugar que você deposita sua confiança. É no homem ou o verso 7. Bendito aquele que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Esse é o ponto. Quem é esse? Quem é esse que começa se libertar do homem psicológico? O pastor Guilherme fala muito sobre isso aqui, desse homem obsecado, autoconcentrado, como que a gente é arrancado da gente mesmo, como a gente experimenta a extroversão. Inclusive recomendo um texto do Gui sobre isso, a extroversão. Ele fala sobre o homem que sai de si mesmo, extranos, né? Como que a gente consegue esse êxtase também sair de si, a gente se se libertar da gente mesmo? Como que é possível isso? Vai pro verso 9. Depois eu falo do verso oito. Vai pro verso 9. Enganoso é o coração mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto. Em hebraico é lindo, né? Akov em hebraico enganoso é tortuoso é o coração sem direção. O coração é igual uma bússola. Só depende do íã mais forte para apontar para ele. O dinheiro, o poder, a carreira, aventura amorosa, se sentir vivo. Tem gente que traz mulher aí, trai, trai o marido porque quer se sentir viva, valorizada. É a bússola. A bússola arranca o aponta o coração dela para aquela direção e ela vai toda caminhando para aquela direção. Todos os ritmos, toda manipulação e mentira para construir uma imagem pública vai naquela direção. Porque o coração foi arrancado, foi capturado por um outro bem. Deus deixou de seu centro. Deus deixou de mantar a agulha da bússola dela ou dele. Coração é enganoso, tortuoso. É o coração mais do que todas as coisas. E o texto diz desesperadamente corrupto. Em hebraico, anch quer dizer o coração se tornou incurável, gravemente enfermo, desesperado, irreparável. São as possibilidades de tradução. Mas a gente volta pro verso 10. E no verso 10 diz: "Eu sou o Senhor, eu sou um do coração". Que coisa linda. Ele sonda o coração. Deus vai lá dentro da alma e checa as motivações. Checa o lugar onde você colocou a sua fé, onde você depositou a sua credulidade. E aí o verso sete explode. Bendito aquele que confia no seu cuja esperança é o seu? Como que ele é comparado? Como arbusto no deserto? Não. Tá vendo, meus irmãos? O lugar é onde você vai plantar a sua fé. Que lugar você vai plantar a sua vida? Quem dá conta da sua alma? Quem dá conta da sua existência? Quem dá conta de carregar o peso da sua da sua fome e sede por sentido, por propósito? Quem que dá conta? Verso oito. Porque aquele que confia no Senhor é como uma árvore plantada junto às águas, >> que estende as suas raízes para o ribeiro, faminto e sedento por Deus. Parou de se distrair consigo mesmo, de cair na armadilha e de que dá conta de si. A sua raiz penetra fundo e vai até o ribeiro. O ribeiro tá passando ali, a água tá passando, a graça tá correndo, a boa nova tá correndo, a presença de Deus tá consistente, o evangelho tá ali regando a sua vida. Mas isso não é garantia de que os interpérios, de que o mundo exterior não vai causar algum tipo de aflição, não é? Porque o texto diz isso. Ele não receia quando vem o calor. Calor vem. O calor vai vir, o tempo seco vai vir. Tá aí, tem um ano da seca, mas ele não receia porque as suas folhas permanecem verdes e no ano da seca ela não se perturba e não deixa de dar o seu fruto. Ô Igor, eu quero plantar a minha vida no lugar certo. Boa pedida. Boa pedida. Eu citei o Chereton agora a pouco, vou citar um outro trecho dele maravilhoso. O Chesteton faz uma comparação da sociedade moderna com o cristianismo. Ele fala que a sociedade moderna é Buda. Buda. E o cristianismo é Cristo. E ele pega a imagem, olha que coisa legal, ele pega uma imagem de Cristo barroca, tipo igual Ouro Preto. Você tem Jesus na cruz sangrando, as costelas aparecendo, todo ferido, sanguentado na cruz do Calvário. e os olhos esbugalhados. Buda sentado em posição de flor de lótus com o olho fechado, mergulhado dentro de si. Jesson compara essas duas realidades como duas visões de mundo. Você tem que escolher qual que você quer viver, o seu budismo ou cristianismo. Porque o budismo é um mergulho dentro de si, é o isolamento. Você se não se conecta com a igreja, não se conecta com as pessoas, não se conecta com com tecido comunitário, você não busca sabedoria comunitária, acha que tudo depende de você, fica medindo as relações pelo que sente. É o budista mergulhado, olho fechado, introvertido. E aí o Chesserton diz: "O budista está olhando com uma tensão peculiar para dentro. O cristão, ao contrário, fixa os olhos com uma desvairada atenção para fora de si mesmo. Qual é a cura pro homem psicológico? A cura pro homem psicológico é ouvir é ouvir o homem de Nazaré chamando, dizendo: "Vem e me segue, vem e me segue." Chama conversão. Mas se eu já me converti em 1987, não? Vamos de novo. Vamos de novo. Conversão. Conversão é você ter o abandono da vida sentimentalista autocentrada e abraçar o mestre te chamando para perder a vida para ganhá-la. Bonfer, no livro dele discipulado, diz que quando Jesus chamou o jovem rico para que se tornasse voluntariamente pobre, lembra? E este se viu diante da escolha entre obedecer e não obedecer. Pode ser seu dilema agora. Não havia alternativa. Quando Jesus pediu a Levi que abandonasse a coletoria e a Pedro que deixasse as redes para trás, eles não tiveram dúvida da seriedade do chamado. Atenção, Atenção, eles tinham que abandonar tudo e segui-lo. Quando Pedro foi chamado para saltar do barco e andar sobre o mar revolto, ele teve de se levantar e ousar dar aquele passo em todos esses chamados, todos eles, diz o Bonofer, a única coisa que exigia, que se exigia era que confiassem totalmente na palavra de Jesus e a considerassem terra mais firme do que qualquer lugar de segurança deste mundo. O que que você faz? Como que você lida com Jesus passando na sua vida e dizendo: "Vem e me segue". Lide com isso. isso. Lide com isso. Lide com a palavra de Jesus. Não sou eu, não é o pastor, não é um religioso, é Jesus passando na sua vida e te chamando. Lide com isso. Lide. Ah, Igor, eu tô com sede. A gente precisa de uma terapêutica cristã. Tá com sede. com sede. Se alguém tem sede, venha a mim, beba. Quem crer em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão rios de águas vivas. Sentimentos não são confiáveis, irmãos. Eles não podem ser ignorados. Por isso, precisam ser reeducados. Preciso de um novo centro. A nossa demanda por sentido não pode ser apontada para dentro, tem que ser apontada para fora. Você tem que responder o chamado. Ele tá te chamando. Vem, me segue. Vem, me segue. Ele insiste. Pedro, vem sobre a tua palavra, Senhor. Andarei. Vá, então ele dá a palavra. Anda na palavra. Anda no que ele diz. É muito mais confiável do que você sente. Pode ter certeza. Não invente uma realidade privada. Abrace a que existe. Abraça que está diante de você do jeito que Deus te deu com os ganhos, comos e bôus. Tá aí. É a realidade. Abrace a realidade. Como Igor? Abrace o Cristo que te manda andar sobre as águas, sobre a palavra dele. Ande, abrace. E você não precisa andar sozinho, viu? jovem que tá aí no Enem, pró, ansioso, meu futuro, escute, você não precisa andar sozinho. Você tem uma igreja, você tem uma comunidade de sabedoria, você tem irmãos e irmãs que você pode recorrer, irmãos e irmãs mais experientes, sábios, que conhecem a palavra do Senhor, você pode recorrer a eles. Na igreja cristã não existe atomismo social, não existe isolamento social, ninguém que anda sozinho, existe uma sabedoria comunitária. Graças a Deus. Graças a Deus. Vida triste é um jovem que acorda de manhã, só tem ele e o sentimento dele diante do mundo. Isso é vida triste, é ser um arbusto no deserto. Mas aqui, irmãos, é uma igreja de gente plantada junto a ribeiros. Bendito aquele que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor, porque ele é como árvore plantada junto às águas que estende as suas raízes para o ribeiro. Vamos orar. Você Você vai orar hoje, vai pedir hoje, Jesus, eu quero ouvir a tua voz e te seguir. Eu não quero colocar a minha consciência e a minha expectativa e as minhas decisões em cima do que eu sinto, porque o que eu sinto não é confiável. Mas eu quero depositar a minha fé na solidez solidez do chamado de Jesus. Só obedeça, meu irmão. Só obedeça. Obedeça porque você crê. Creia porque você obedece. É o paradoxo do Bom Hoofer. A fé obediente e a obediência da fé. Senhor, conceda aos teus filhos a graça de serem cheios do espírito, cheios de toda fé, toda coragem para ter seus corações convertidos a ti. Coloca essas afeições no lugar certo, Senhor. Coloca o espírito educando sentimentos, expectativas, mas acima de tudo liberte esse meu irmão e essa minha irmã desse labirinto de mergulho em si mesmo. Desintoxica a imaginação desse meu irmão e dessa minha irmã, dessa oferta, oferta de medir a vida por aprovação, por um sistema de checagem artificial que não diz nada real sobre você. Mas que Jesus te arranque de você mesmo e que você encontre no filho de Deus esse ribeiro de água e que a sua vida floresça e frutifique, porque você encontrou no rio da graça todo recurso que você precisa para ser não o que você quer ser ou que você acha que deveria ser. Mas ser exatamente aquilo que Deus planejou. Abraça esse meu irmão, essa minha irmã, Senhor. Senhor. Dê a ele a coragem que ele não tem, a fé que ela não tem, a sensibilidade em Cristo que ela não tem, a nitidez que ela precisa, que ela não tem. É graça, Senhor. Faz pela graça, Senhor. É a nossa oração em nome de Jesus. Amém. >> [música]