Igreja Esperança
25 de março de 2026
48min
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Por que Jesus escolheu um jardim para o momento mais angustiante do seu ministério? Qual é a ligação profunda entre a queda da humanidade no Éden e a oração de entrega no Getsêmani? Neste segundo episódio da minissérie A Cruz Entre os Pactos, o Pr. Regis Fontes nos guia por uma jornada teológica fascinante. Descubra como os jardins no mundo antigo eram vistos como santuários e mini cosmos onde a divindade habitava. Entenda como o primeiro Adão, no Paraíso e de barriga cheia, escolheu a própria vontade, sendo expulso da presença de Deus. Em total contraste, vemos Jesus, o segundo Adão, no Jardim do Getsêmani. Diante da aterrorizante realidade de beber o cálice da ira de Deus — não apenas o sofrimento físico da cruz, mas o desamparo e o peso do pecado humano —, Jesus alinha a Sua vontade à do Pai: "não seja como eu quero, mas como tu queres". Tudo isso enquanto a humanidade, representada pelos discípulos, dormia profundamente, provando que a nossa salvação é obra exclusiva do Senhor. Você tem alinhado a sua vontade à vontade de Deus nos seus próprios "Getsêmanis"? Deixe o seu 'Gostei' 👍, comente a sua reflexão e compartilhe esta mensagem poderosa! 🔔 INSCREVA-SE no canal e ative o sininho para não perder os próximos episódios da minissérie! ▶️ NAVEGUE PELA MENSAGEM (CAPÍTULOS): 00:00:00 - Introdução: O Caminho para a Páscoa e a Leitura Bíblica (Mateus 26) 00:05:48 - O Que Era o Getsêmani? (A Prensa de Azeite) 00:08:53 - Jardins no Mundo Antigo: Santuários e Mini Cosmos 00:13:45 - O Éden: O Templo Cósmico e a Presença de Deus 00:18:44 - O Pecado Original: A Escolha pela Própria Vontade 00:23:09 - A Consequência: Expulsos e Filhos da Ira 00:26:41 - A Solução: A Dupla Imputação na Cruz 00:30:04 - A Obediência do Segundo Adão (Deserto e Getsêmani) 00:34:03 - O Verdadeiro Pavor de Jesus: O Cálice da Ira de Deus 00:38:04 - O Sono dos Discípulos: A Humanidade Inerte na Salvação 00:41:09 - A Vitória na Oração e o Véu Rasgado 00:43:29 - A Igreja como o Novo Jardim de Deus 00:45:00 - Nossos Próprios Getsêmanis e Oração Final ▶️ CONECTE-SE COM A IGREJA ESPERANÇA • Instagram: https://www.instagram.com/esperanca.igreja/ • Spotify: Https://open.spotify.com/show/7x7o7VRQifLYTzs0nEimpt?si=6pI63wdVTny9dzTQl4qNHg • Outras plataformas: http://bit.ly/igrejaesperanca
A cruz entre os pactos é uma minissérie de quatro pregações em preparação para a de quatro pregações em preparação para a nossa Páscoa. E nessa minissérie, nós nossa Páscoa. E nessa minissérie, nós temos examinado com mais cuidado os temos examinado com mais cuidado os grandes eventos pascais pascais. grandes eventos pascais pascais. que marcam a caminhada de Jesus rumo à que marcam a caminhada de Jesus rumo à sua cruz e à sua ressurreição. sua cruz e à sua ressurreição. Na semana passada ouvimos sobre a mesa, Na semana passada ouvimos sobre a mesa, nós podemos marcar o início dessa nós podemos marcar o início dessa caminhada na ceia, na última ceia de caminhada na ceia, na última ceia de Jesus com seus discípulos. Então, Jesus com seus discípulos. Então, ouvimos sobre isso, como Jesus institui ouvimos sobre isso, como Jesus institui o sacramento da Santa Ceia, ressignifica o sacramento da Santa Ceia, ressignifica o que significa estar à mesa com ele. E o que significa estar à mesa com ele. E logo após seiar com seus discípulos, logo após seiar com seus discípulos, Jesus vai então para um jardim. E esse é Jesus vai então para um jardim. E esse é o nosso tema dessa manhã, o evento o nosso tema dessa manhã, o evento jardim. Nós queremos entender por e como jardim. Nós queremos entender por e como ele é relevante na caminhada de Jesus ele é relevante na caminhada de Jesus paraa Páscoa. Todos os evangelistas, paraa Páscoa. Todos os evangelistas, todos os quatro registram o fato de que todos os quatro registram o fato de que Jesus após a ceia foi pro Getsêmane. Jesus após a ceia foi pro Getsêmane. Apesar de que apenas os três sinóticos Apesar de que apenas os três sinóticos registram a oração que Jesus faz nesse registram a oração que Jesus faz nesse jardim. E o relato que nós escolhemos jardim. E o relato que nós escolhemos para nos guiar, então, é o relato do para nos guiar, então, é o relato do evangelista Mateus e que eu te convido a evangelista Mateus e que eu te convido a abrir comigo. Está no capítulo 26 a abrir comigo. Está no capítulo 26 a partir do verso 36. partir do verso 36. Evangelho de Mateus, Evangelho de Mateus, capítulo 26, capítulo 26, verso 36, verso 36, e leremos até o 46. Diz assim a palavra do Senhor. Ouça com fé. fé. Então Jesus foi com os discípulos a um Então Jesus foi com os discípulos a um lugar chamado Getsêmane lugar chamado Getsêmane e disse-lhes: "Sentai-vos aqui enquanto e disse-lhes: "Sentai-vos aqui enquanto vou ali orar". vou ali orar". E levando consigo Pedro e os dois filhos E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. e a angustiar-se. Então ele lhes disse: "A minha alma está Então ele lhes disse: "A minha alma está tão triste que estou a ponto de morrer. tão triste que estou a ponto de morrer. Ficai aqui e vigiai comigo." Ficai aqui e vigiai comigo." E adiantando-se um pouco, prostrou-se E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou: com o rosto em terra e orou: "Meu pai, se possível, afasta de mim "Meu pai, se possível, afasta de mim este cálice. Todavia, não seja como eu este cálice. Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres." quero, mas como tu queres." Voltando para os discípulos, achou-os Voltando para os discípulos, achou-os dormindo e disse a Pedro: "Vós não dormindo e disse a Pedro: "Vós não pudestes vigiar comigo nem uma hora? pudestes vigiar comigo nem uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. tentação. O espírito está pronto, mas a carne é O espírito está pronto, mas a carne é fraca. fraca. Retirando-se mais uma vez, orou: "Meu Retirando-se mais uma vez, orou: "Meu pai, se não for possível afastar esse pai, se não for possível afastar esse cálice sem que eu o beba, seja feita a cálice sem que eu o beba, seja feita a tua vontade." tua vontade." E voltando outra vez, Jesus achou-os E voltando outra vez, Jesus achou-os dormindo, porque seus olhos estavam dormindo, porque seus olhos estavam pesados. pesados. Deixando-os novamente, foi orar pela Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas terceira vez, repetindo as mesmas palavras. palavras. Então, voltou para os discípulos e Então, voltou para os discípulos e disse-lhes: disse-lhes: "Ainda dormis e descansais? "Ainda dormis e descansais? Chegou a hora e o Filho do Homem está Chegou a hora e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. sendo entregue nas mãos dos pecadores. Vamos, levantai-vos. Vamos, levantai-vos. Aquele que me trai próximo. Curve sua Aquele que me trai próximo. Curve sua cabeça. Vamos buscar o auxílio do Senhor cabeça. Vamos buscar o auxílio do Senhor uma vez mais. Senhor, nós precisamos do uma vez mais. Senhor, nós precisamos do Senhor como nunca, Deus. Senhor como nunca, Deus. Senhor, nós estamos diante da sua Senhor, nós estamos diante da sua palavra, da tua palavra que é santa, palavra, da tua palavra que é santa, Senhor, e nós pedimos, Pai, pecadores Senhor, e nós pedimos, Pai, pecadores que somos, fala conosco através do teu que somos, fala conosco através do teu Espírito Santo, Senhor. Usa o teu Espírito Santo, Senhor. Usa o teu Espírito Santo na tua igreja, Senhor, Espírito Santo na tua igreja, Senhor, para despertar mentes e corações e para despertar mentes e corações e alinhar, Deus, a nossa vontade à Tua. alinhar, Deus, a nossa vontade à Tua. Como a vontade do filho foi alinhada à Como a vontade do filho foi alinhada à vontade do pai, nós pedimos que nós vontade do pai, nós pedimos que nós ouçamos e sejamos rápidos em te ouçamos e sejamos rápidos em te obedecer, Deus, dá-nos isso. Nós obedecer, Deus, dá-nos isso. Nós clamamos no nome de Jesus. clamamos no nome de Jesus. Amém. Amém. Meus irmãos, o evangelista Mateus, ele Meus irmãos, o evangelista Mateus, ele registra, como eu falei, como todos os registra, como eu falei, como todos os outros, esse episódio dramático na vida outros, esse episódio dramático na vida do nosso Senhor, mas ele não fala do nosso Senhor, mas ele não fala explicitamente que Getseman era um explicitamente que Getseman era um jardim. jardim. Nós sabemos disso principalmente por Nós sabemos disso principalmente por causa do relato do evangelista João. causa do relato do evangelista João. João, no seu capítulo 18 versos 1 e 2, João, no seu capítulo 18 versos 1 e 2, ele fala explicitamente que Getsêmane ele fala explicitamente que Getsêmane era um jardim ao pé do monte das era um jardim ao pé do monte das oliveiras. oliveiras. E não somente isso, mas era um lugar, um E não somente isso, mas era um lugar, um jardim onde Jesus costumeiramente jardim onde Jesus costumeiramente frequentava com seus discípulos. Jesus frequentava com seus discípulos. Jesus tinha o costume de ali estar e levar os tinha o costume de ali estar e levar os seus discípulos consigo. Tanto é que seus discípulos consigo. Tanto é que Judas não teria, como não teve, nenhuma Judas não teria, como não teve, nenhuma dificuldade para conduzir ali as dificuldade para conduzir ali as autoridades que perseguiam Jesus com o autoridades que perseguiam Jesus com o fim de entregá-lo, com o fim de fim de entregá-lo, com o fim de prendê-lo. prendê-lo. Getsemmane é uma palavra que significa Getsemmane é uma palavra que significa prensa de azeite, lagar ou lugar de prensa de azeite, lagar ou lugar de prensar azeite. E era uma um nome prensar azeite. E era uma um nome autodescritivo, autodescritivo, era um jardim repleto de oliveiras, de era um jardim repleto de oliveiras, de árvores de azeitonas, né? Pés de árvores de azeitonas, né? Pés de azeitonas, muito provavelmente com a azeitonas, muito provavelmente com a estrutura para prensar essas mesmas estrutura para prensar essas mesmas azeitonas. Por isso, então, do seu nome, azeitonas. Por isso, então, do seu nome, muitos teólogos, inclusive vem nesse muitos teólogos, inclusive vem nesse nome um significado teológico, uma vez nome um significado teológico, uma vez que Jesus tá ali passando, talvez pelo que Jesus tá ali passando, talvez pelo momento mais angustiante de todo o seu momento mais angustiante de todo o seu ministério, sendo ele ali prensado como ministério, sendo ele ali prensado como uma azeitona seria prensada para extrair uma azeitona seria prensada para extrair o seu óleo. o seu óleo. No entanto, a pergunta que nós queremos No entanto, a pergunta que nós queremos responder nessa manhã responder nessa manhã é um pouco mais profunda. É por Jesus é um pouco mais profunda. É por Jesus escolhe este lugar para fazer essa escolhe este lugar para fazer essa oração oração em particular. Por que essa oração? em particular. Por que essa oração? Porque essa luta de Jesus em oração é Porque essa luta de Jesus em oração é relevante e porque ela precisava ser relevante e porque ela precisava ser tratada em um jardim? tratada em um jardim? É claro, meus irmãos, que num primeiro É claro, meus irmãos, que num primeiro plano a resposta tem a ver com a plano a resposta tem a ver com a conveniência daquele lugar. conveniência daquele lugar. Jardins no tempo de Jesus eram lugares Jardins no tempo de Jesus eram lugares em que se poderia fazer, se retirar para em que se poderia fazer, se retirar para orar. Jesus procura um lugar tranquilo, orar. Jesus procura um lugar tranquilo, um lugar retirado, isolado, para que ele um lugar retirado, isolado, para que ele pudesse estar a sós com o seu pai. pudesse estar a sós com o seu pai. No entanto, meus irmãos, No entanto, meus irmãos, existem ligações existem ligações teológicas teológicas muito claras com outro jardim das muito claras com outro jardim das Escrituras que mostra para nós que muito Escrituras que mostra para nós que muito possivelmente o que está acontecendo possivelmente o que está acontecendo aqui tem um significado muito maior do aqui tem um significado muito maior do que nós podemos aprender à primeira que nós podemos aprender à primeira vista. vista. Quando nós pensamos um jardim nas Quando nós pensamos um jardim nas escrituras, escrituras, ao menos para nós que somos crentes e ao menos para nós que somos crentes e andamos algum tempo na igreja, a conexão andamos algum tempo na igreja, a conexão com o jardim mais famoso das escrituras com o jardim mais famoso das escrituras é imediata, o jardim do Éden. é imediata, o jardim do Éden. Alguma coisa acontece no jardim do Éden Alguma coisa acontece no jardim do Éden que se liga de forma orgânica a alguma que se liga de forma orgânica a alguma coisa que acontece no jardim do coisa que acontece no jardim do Getsêmane. Getsêmane. De alguma forma, na história da De alguma forma, na história da redeição, Deus liga esses dois jardins redeição, Deus liga esses dois jardins no eixo da história redentiva, como mais no eixo da história redentiva, como mais tarde ele ligará ao jardim do túmulo e tarde ele ligará ao jardim do túmulo e mais tarde ainda a nova Jerusalém de mais tarde ainda a nova Jerusalém de Apocalipse, descrita como uma cidade Apocalipse, descrita como uma cidade jardim. Esses jardins são ligados na jardim. Esses jardins são ligados na história redentiva e nós hoje vamos história redentiva e nós hoje vamos explorar a ligação dos dois primeiros, a explorar a ligação dos dois primeiros, a ligação entre Éden e Getsêmane. ligação entre Éden e Getsêmane. Antes, no entanto, de examinarmos a Antes, no entanto, de examinarmos a narrativa do Éden, é importante que eu narrativa do Éden, é importante que eu te diga que jardim no mundo antigo te diga que jardim no mundo antigo provavelmente é um pouco diferente das provavelmente é um pouco diferente das ideias que você tem quando eu falo ideias que você tem quando eu falo jardim, quando nós escutamos sobre jardim, quando nós escutamos sobre jardim no mundo moderno. jardim no mundo moderno. Se você é cruzeirense, a palavra jardim Se você é cruzeirense, a palavra jardim evoca outras ideias, inclusive, né, não evoca outras ideias, inclusive, né, não muito agradáveis atualmente. muito agradáveis atualmente. Mas se você não é cruzeirense, quando eu Mas se você não é cruzeirense, quando eu te falo jardim, provavelmente você pensa te falo jardim, provavelmente você pensa num espaço num espaço para desfrute estético, um cômodo, um para desfrute estético, um cômodo, um espacinho da casa onde você planta espacinho da casa onde você planta flores, plantas onarmentais por causa da flores, plantas onarmentais por causa da sua beleza. Mas um jardim no mundo sua beleza. Mas um jardim no mundo antigo, especialmente ali no antigo antigo, especialmente ali no antigo oriente próximo, né, a região ah onde oriente próximo, né, a região ah onde boa parte da história bíblica acontece, boa parte da história bíblica acontece, você teria um outro conceito. Jardins no você teria um outro conceito. Jardins no mundo antigo mundo antigo eram muitas vezes associados a palácios eram muitas vezes associados a palácios reais ou a templos, a complexos reais ou a templos, a complexos santuários santuários que conham esse tipo de construção. Eles que conham esse tipo de construção. Eles conham não somente plantas, flores conham não somente plantas, flores ornamentais, mas todo tipo de árvore ornamentais, mas todo tipo de árvore frutífera, muitas vezes animais, aves, frutífera, muitas vezes animais, aves, peixes, plantações, inclusive. E esses peixes, plantações, inclusive. E esses jardins tinham um objetivo, eles jardins tinham um objetivo, eles passavam uma mensagem. Quando encontrado passavam uma mensagem. Quando encontrado nos palácios reais, esses jardins nos palácios reais, esses jardins falavam sobre a glória, sobre a falavam sobre a glória, sobre a autoridade, sobre o domínio daquele rei, autoridade, sobre o domínio daquele rei, uma vez que os jardins eram sinais de uma vez que os jardins eram sinais de ordem colocada sobre o caos. Pense que a ordem colocada sobre o caos. Pense que a mata, as florestas são natureza bruta. mata, as florestas são natureza bruta. Elas crescem onde lhes convém, sem Elas crescem onde lhes convém, sem nenhuma ordem, sem nenhuma estrutura nenhuma ordem, sem nenhuma estrutura aparente. Quando você chega num jardim, aparente. Quando você chega num jardim, no entanto, as plantas estão no entanto, as plantas estão esteticamente ordenadas, os rios são esteticamente ordenadas, os rios são artificiais, passam exatamente por onde artificiais, passam exatamente por onde isso é determinado. Então, ao fazer um isso é determinado. Então, ao fazer um mini cosmo em o jardim, o rei ou a mini cosmo em o jardim, o rei ou a divindade daquele templo mostrava ali a divindade daquele templo mostrava ali a sua autoridade, sua autoridade, a fertilidade e o seu domínio sobre o a fertilidade e o seu domínio sobre o caos. Jardins eram mini cosmos caos. Jardins eram mini cosmos ordenados. ordenados. E quando nós chegamos na narrativa do E quando nós chegamos na narrativa do Éden, quem diz isso é o professor do Éden, quem diz isso é o professor do Antigo Testamento, John Walton, que Antigo Testamento, John Walton, que muitos aqui conhecem. Ele escreve muitos muitos aqui conhecem. Ele escreve muitos livros cristão, né? muitos livros sobre livros cristão, né? muitos livros sobre o Antigo Oriente próximo e um deles em o Antigo Oriente próximo e um deles em particular que chamado O pensamento do particular que chamado O pensamento do Antigo Oriente Próximo e o Antigo Antigo Oriente Próximo e o Antigo Testamento. Testamento. Ele conta que a narrativa da criação do Ele conta que a narrativa da criação do mundo como um todo, em especial do Éden, mundo como um todo, em especial do Éden, seria imediatamente reconhecida pelos seria imediatamente reconhecida pelos ouvintes e leitores do mundo antigo como ouvintes e leitores do mundo antigo como a narrativa da criação de um templo, um a narrativa da criação de um templo, um templo cósmico. Já preguei sobre isso há templo cósmico. Já preguei sobre isso há algum tempo na igreja. Infelizmente, eu algum tempo na igreja. Infelizmente, eu não encontrei a mensagem no YouTube para não encontrei a mensagem no YouTube para fazer referência aos irmãos, mas nós fazer referência aos irmãos, mas nós pregamos numa estação da criação, como pregamos numa estação da criação, como todo cosmo é estruturado como um templo. todo cosmo é estruturado como um templo. Um templo no mundo antigo, um complexo Um templo no mundo antigo, um complexo de um templo, ele de um templo, ele você encontraria nele algumas você encontraria nele algumas construções. construções. O santuário propriamente dito, onde a O santuário propriamente dito, onde a imagem da divindade residiria, imagem da divindade residiria, simbolizando a presença da divindade no simbolizando a presença da divindade no mundo, presentificando a presença da mundo, presentificando a presença da divindade, você encontraria um zigurate, divindade, você encontraria um zigurate, que é uma espécie de pirâmide, uma que é uma espécie de pirâmide, uma construção muito grande, muito alta, construção muito grande, muito alta, maciça, uma espécie de escada piramidal, maciça, uma espécie de escada piramidal, né, com degraus em todas as suas faces, né, com degraus em todas as suas faces, cujo objetivo era ter um cômodo no alto, cujo objetivo era ter um cômodo no alto, bem alto, para que esse cômodo fosse bem alto, para que esse cômodo fosse Então, uma passagem para a divindade, Então, uma passagem para a divindade, ah, para o nosso mundo e do nosso mundo ah, para o nosso mundo e do nosso mundo para o mundo dos deuses. para o mundo dos deuses. Um parêntese aqui, a Torre de Babel, Um parêntese aqui, a Torre de Babel, muito possivelmente os historiadores muito possivelmente os historiadores identificam com essa construção. Seria identificam com essa construção. Seria um zigurate que as pessoas muito alto um zigurate que as pessoas muito alto maior deles que os homens estariam maior deles que os homens estariam construindo para acessar a divindade, construindo para acessar a divindade, para ter o domínio, a exclusividade do para ter o domínio, a exclusividade do acesso à divindade. E por isso Deus acesso à divindade. E por isso Deus frustra aqueles planos. Então você teria frustra aqueles planos. Então você teria o santuário, você teria o zigurate e o santuário, você teria o zigurate e você teria um jardim, como já você teria um jardim, como já descrevemos, cheio de árvores exóticas, descrevemos, cheio de árvores exóticas, cuja plantação, cujos produtos seriam cuja plantação, cujos produtos seriam utilizados para o sustento da divindade. utilizados para o sustento da divindade. Crença muito comum do mundo antigo, que Crença muito comum do mundo antigo, que os seres humanos precisavam trabalhar os seres humanos precisavam trabalhar para sustentar para sustentar os caprichos, né, para sustentar a os caprichos, né, para sustentar a divindade. E você encontraria anexo a divindade. E você encontraria anexo a esse jardim ou dentro desse complexo esse jardim ou dentro desse complexo também fontes de águas ou mesmo rios. também fontes de águas ou mesmo rios. artificiais, simbolizando a origem da artificiais, simbolizando a origem da vida, a vida que flui a partir do vida, a vida que flui a partir do santuário daquela divindade para todo o santuário daquela divindade para todo o restante dessa criação. restante dessa criação. Quando você ler comigo agora a narrativa Quando você ler comigo agora a narrativa do Éden, tem esses elementos em mente. do Éden, tem esses elementos em mente. Abra sua Bíblia em Gênesis, capítulo 2, Abra sua Bíblia em Gênesis, capítulo 2, a partir do verso sétimo. Dentro desse grande templo cósmico que é a criação, a criação, Deus está dando os toques finais ao seu Deus está dando os toques finais ao seu santuário. Veja aí a partir do verso 7. santuário. Veja aí a partir do verso 7. E o Senhor formou o homem do pó da terra E o Senhor formou o homem do pó da terra e soprou-lhe nas narinas o fôlego da e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida, e o homem tornou-se alma vivente. vida, e o homem tornou-se alma vivente. Então o Senhor Deus plantou um jardim Então o Senhor Deus plantou um jardim para o lado do Oriente, no Éden, e para o lado do Oriente, no Éden, e colocou ali o homem que havia formado, e colocou ali o homem que havia formado, e o Senhor fez brotar do solo todo tipo de o Senhor fez brotar do solo todo tipo de árvore agradável à vista e boa para árvore agradável à vista e boa para alimento, bem como a árvore da vida no alimento, bem como a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Só uma conhecimento do bem e do mal. Só uma pausa aqui, meus irmãos. Notem comigo pausa aqui, meus irmãos. Notem comigo ali no versoito, ali no versoito, que o jardim não é o Éden. Éden um lugar que o jardim não é o Éden. Éden um lugar e no Éden está plantado um jardim. e no Éden está plantado um jardim. Então, se a gente mantém em mente a Então, se a gente mantém em mente a nossa analogia do templo e do santuário, nossa analogia do templo e do santuário, existe um lugar específico dentro de existe um lugar específico dentro de toda a criação que Deus separa, delimita toda a criação que Deus separa, delimita de forma especial, o Éden. Esse seria o de forma especial, o Éden. Esse seria o santuário da divindade. Neste lugar santuário da divindade. Neste lugar santo, ele coloca ali a sua imagem, o santo, ele coloca ali a sua imagem, o homem que ele havia criado. E anexo a homem que ele havia criado. E anexo a esse santo dos santos cósmico, Deus esse santo dos santos cósmico, Deus coloca então um jardim. Não é à toa, coloca então um jardim. Não é à toa, meus irmãos e minhas irmãs, que no meus irmãos e minhas irmãs, que no tabernáculo e posteriormente no templo tabernáculo e posteriormente no templo de Salomão, a antecâmara do Santo dos de Salomão, a antecâmara do Santo dos Santos, chamado de Santo Lugar, era Santos, chamado de Santo Lugar, era decorado com a acessórios, por assim decorado com a acessórios, por assim dizer, que lembravam o Éden. Todo o dizer, que lembravam o Éden. Todo o santuário, né, todo o templo de Salomão santuário, né, todo o templo de Salomão era decorado com figuras de palmeiras, era decorado com figuras de palmeiras, flores abertas e querubins. Mas no santo flores abertas e querubins. Mas no santo lugar estava a menorar, né, o lugar estava a menorar, né, o candelabro, que simbolizava justamente a candelabro, que simbolizava justamente a árvore da vida que Deus havia colocado árvore da vida que Deus havia colocado no meio desse jardim. E havia também, no meio desse jardim. E havia também, por exemplo, a mesa dos pães da por exemplo, a mesa dos pães da proposição, que eram para sustento dos proposição, que eram para sustento dos sacerdotes, lembrando exatamente a sacerdotes, lembrando exatamente a função do jardim com as suas árvores função do jardim com as suas árvores para que trariam fruto para sustento do para que trariam fruto para sustento do homem, como a gente já vai ver. homem, como a gente já vai ver. Então, seguindo agora, veja o que mais Então, seguindo agora, veja o que mais tinha nesse complexo. Verso 10. Do Éden tinha nesse complexo. Verso 10. Do Éden saía um rio que regava o jardim. Então, saía um rio que regava o jardim. Então, veja que o rio não estava no jardim. O veja que o rio não estava no jardim. O rio saía do Éden, passava pelo jardim e rio saía do Éden, passava pelo jardim e do jardim ele ramificava. do jardim ele ramificava. Ele se dividia dali, formando quatro Ele se dividia dali, formando quatro braços, simbolizando as fontes da vida, braços, simbolizando as fontes da vida, fluindo nas quatro direções, em todas as fluindo nas quatro direções, em todas as direções da criação. Deus com o a sua direções da criação. Deus com o a sua comunhão com o homem como a fonte da comunhão com o homem como a fonte da fertilidade da vida de toda a criação. fertilidade da vida de toda a criação. Ele vai descrever cada um dos rios nos Ele vai descrever cada um dos rios nos versos 11 a 14. Pulamos então pro verso versos 11 a 14. Pulamos então pro verso 15. E o Senhor tomou o homem e o colocou 15. E o Senhor tomou o homem e o colocou no jardim do Édenem, para que o homem o no jardim do Édenem, para que o homem o cultivasse e o guardasse, como um cultivasse e o guardasse, como um sacerdote faria num templo do mundo sacerdote faria num templo do mundo antigo. Então o Senhor ordenou ao homem: antigo. Então o Senhor ordenou ao homem: "Podes comer livremente de qualquer "Podes comer livremente de qualquer árvore do jardim, mas não comerás da árvore do jardim, mas não comerás da árvore do conhecimento do bem e do mal, árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comeres, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás". certamente morrerás". Então veja que diferente do jardim das Então veja que diferente do jardim das divindades, divindades, as os frutos, as boas árvores que estão as os frutos, as boas árvores que estão nesse jardim, eles são para sustento do nesse jardim, eles são para sustento do homem. homem. Aqui, meus irmãos, a divindade ela não Aqui, meus irmãos, a divindade ela não está sendo atraída e servida com os está sendo atraída e servida com os frutos desse jardim, mas a divindade é frutos desse jardim, mas a divindade é quem busca o homem passeava com ele no quem busca o homem passeava com ele no jardim na viração do dia. A divindade, jardim na viração do dia. A divindade, Deus, o único Deus verdadeiro, ele não Deus, o único Deus verdadeiro, ele não precisava que a criação o sustentasse. precisava que a criação o sustentasse. Não foi por isso que Deus criou o que Não foi por isso que Deus criou o que criou. criou. Por que Deus criou o que criou, meus Por que Deus criou o que criou, meus irmãos? porque ele tinha um objetivo. E irmãos? porque ele tinha um objetivo. E quando nós enxergamos a narrativa do quando nós enxergamos a narrativa do jardim, sob essa ótica fica muito claro, jardim, sob essa ótica fica muito claro, meus irmãos. O homem está sendo colocado meus irmãos. O homem está sendo colocado na habitação de Deus e não o contrário. na habitação de Deus e não o contrário. O homem está sendo colocado na presença O homem está sendo colocado na presença de Deus, porque Deus cria todas as de Deus, porque Deus cria todas as coisas por causa do seu propósito eterno coisas por causa do seu propósito eterno de habitar com o seu povo. Esse é o de habitar com o seu povo. Esse é o propósito de Deus ao criar todas as propósito de Deus ao criar todas as coisas, em específico, esse lugar coisas, em específico, esse lugar paradisíaco chamado Éden. Deus queria paradisíaco chamado Éden. Deus queria que o homem estivesse na sua presença. que o homem estivesse na sua presença. Meus irmãos, você sabe como eu sei, Meus irmãos, você sabe como eu sei, infelizmente, a sequência da história infelizmente, a sequência da história nesse lugar paradisíaco, tendo acesso a nesse lugar paradisíaco, tendo acesso a literalmente tudo do bom e do melhor. literalmente tudo do bom e do melhor. Literalmente tudo do bom e do melhor. O Literalmente tudo do bom e do melhor. O homem escolhe estabelecer a sua própria homem escolhe estabelecer a sua própria vontade no lugar da vontade do criador. vontade no lugar da vontade do criador. Nada no bom mundo de Deus havia sido Nada no bom mundo de Deus havia sido negado ao homem, exceto a árvore do negado ao homem, exceto a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus, o conhecimento do bem e do mal. Deus, o homem podia desfrutar de toda a criação, homem podia desfrutar de toda a criação, meus irmãos. Nesse relato tá claro que meus irmãos. Nesse relato tá claro que ele podia desfrutar desse jardim. E tá ele podia desfrutar desse jardim. E tá ainda mais claro quando você entende que ainda mais claro quando você entende que o jardim era parte do santuário de Deus, o jardim era parte do santuário de Deus, que desfrutar da boa criação de Deus não que desfrutar da boa criação de Deus não era algo dissociado do desfrute da era algo dissociado do desfrute da própria presença de Deus. própria presença de Deus. Toda a boa criação de Deus, quando Toda a boa criação de Deus, quando corretamente desfrutada nos leva ao corretamente desfrutada nos leva ao desfrute do criador. E isso está de desfrute do criador. E isso está de forma na máxima potência mostrado aqui forma na máxima potência mostrado aqui no jardim do Éden. Mas o homem então no jardim do Éden. Mas o homem então decide dizer pro Senhor: "Não a sua decide dizer pro Senhor: "Não a sua vontade, mas a minha seja feito". Isso vontade, mas a minha seja feito". Isso tá no relato de Gênesis 3, a partir do tá no relato de Gênesis 3, a partir do verso 1. Acompanha a leitura. Ora, a verso 1. Acompanha a leitura. Ora, a serpente era o mais astuto de todos os serpente era o mais astuto de todos os animais do campo que o Senhor Deus havia animais do campo que o Senhor Deus havia feito. feito. E ela disse à mulher: "Foi assim que E ela disse à mulher: "Foi assim que Deus disse: "Não comereis nenhuma árvore Deus disse: "Não comereis nenhuma árvore do jardim?" Respondeu a mulher a do jardim?" Respondeu a mulher a serpente: "Do fruto das árvores do serpente: "Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim", árvore que está no meio do jardim", disse Deus: "Não comereis dele, nem nele disse Deus: "Não comereis dele, nem nele tocareis. Se o fizerdes, morrereis". tocareis. Se o fizerdes, morrereis". Disse a serpente à mulher: "Com certeza Disse a serpente à mulher: "Com certeza não morrereis." Na verdade, Deus sabe não morrereis." Na verdade, Deus sabe que no dia em que comerdes deste fruto, que no dia em que comerdes deste fruto, vossos olhos se abrirão e sereis como vossos olhos se abrirão e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, vendo a mulher que a árvore era boa para vendo a mulher que a árvore era boa para dela comer, agradável aos olhos, dela comer, agradável aos olhos, desejável para dar entendimento, tomou desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu e deu dele a seu do seu fruto, comeu e deu dele a seu marido, que também comeu. marido, que também comeu. Então, os olhos dos dois foram abertos e Então, os olhos dos dois foram abertos e ficaram sabendo que estavam nus. Por ficaram sabendo que estavam nus. Por isso, entrelaçaram folhas de figueira e isso, entrelaçaram folhas de figueira e fizeram para si aventais. Ao ouvirem a fizeram para si aventais. Ao ouvirem a voz do Senhor Deus, que andava pelo voz do Senhor Deus, que andava pelo jardim no final da tarde, o homem e sua jardim no final da tarde, o homem e sua mulher esconderam-se da presença do mulher esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. Senhor Deus entre as árvores do jardim. Até aqui, meu irmão, meu irmão, o que tá Até aqui, meu irmão, meu irmão, o que tá acontecendo aqui? O homem estabelece a acontecendo aqui? O homem estabelece a sua vontade. Deus havia dito: "No dia sua vontade. Deus havia dito: "No dia que pecardes, certamente morrerás". Deus que pecardes, certamente morrerás". Deus havia dito: "Não toque, não coma da havia dito: "Não toque, não coma da árvore do conhecimento, do bem e do árvore do conhecimento, do bem e do mal". Mas para o homem não era mal". Mas para o homem não era suficiente desfrutar da boa criação na suficiente desfrutar da boa criação na presença de Deus. Ele queria ser como presença de Deus. Ele queria ser como Deus. Deus. E no momento em que o homem estabelece a E no momento em que o homem estabelece a sua vontade acima da vontade de Deus, sua vontade acima da vontade de Deus, ele sofre a consequência pelos seus ele sofre a consequência pelos seus atos. A criação sofre a consequência atos. A criação sofre a consequência pelos seus atos. O jardim, o bom jardim pelos seus atos. O jardim, o bom jardim de Deus que havia ser criado para de Deus que havia ser criado para sustentar o homem passa a ter o seu uso sustentar o homem passa a ter o seu uso distorcido. Deus usa desse, perdão, o distorcido. Deus usa desse, perdão, o homem usa desse jardim para esconder as homem usa desse jardim para esconder as suas vergonhas. Ele arranca, arranca suas vergonhas. Ele arranca, arranca folhas de figueiras para cobir as suas folhas de figueiras para cobir as suas vergonhas. E utiliza do próprio jardim, vergonhas. E utiliza do próprio jardim, que era o lugar para desfrute da que era o lugar para desfrute da presença de Deus, para se esconder da presença de Deus, para se esconder da presença de Deus. É isso que o pecado presença de Deus. É isso que o pecado faz conosco, meus irmãos. Ele distorce faz conosco, meus irmãos. Ele distorce algo que é bom e transforma algo que algo que é bom e transforma algo que intrinsecamente não teria problema em intrinsecamente não teria problema em algo mau. Muitas vezes, o jardim que era algo mau. Muitas vezes, o jardim que era para desfrute se torna agora o lugar da para desfrute se torna agora o lugar da discórdia, o lugar da vergonha. O homem discórdia, o lugar da vergonha. O homem então está aleijado a partir daqui da então está aleijado a partir daqui da presença de Deus. Na sequência do presença de Deus. Na sequência do capítulo 3, nós vemos Deus amaldiçoando capítulo 3, nós vemos Deus amaldiçoando o homem e expulsando o homem do Édenem e o homem e expulsando o homem do Édenem e amaldiçoando a criação por causa do amaldiçoando a criação por causa do homem. Agora, o homem que havia sido homem. Agora, o homem que havia sido criado para ser a imagem da divindade, a criado para ser a imagem da divindade, a imagem do Deus no mundo, agora o homem imagem do Deus no mundo, agora o homem está encurvado sobre si mesmo. O homem está encurvado sobre si mesmo. O homem agora é a imagem de alguma coisa que ele agora é a imagem de alguma coisa que ele não conhece mais. Meus irmãos, essa é a não conhece mais. Meus irmãos, essa é a resposta cristã para a pergunta: Porque resposta cristã para a pergunta: Porque o mundo está do jeito que está. o mundo está do jeito que está. É por minha causa, mas é por sua causa. É por minha causa, mas é por sua causa. É por causa do homem, meus irmãos e É por causa do homem, meus irmãos e minhas irmãs, o homem foi criado para minhas irmãs, o homem foi criado para ser um sacerdote, um vice-rei, um ser um sacerdote, um vice-rei, um profeta na criação de Deus, mas ele profeta na criação de Deus, mas ele escolhe a sua própria vontade. E agora o escolhe a sua própria vontade. E agora o homem está lançado fora da presença de homem está lançado fora da presença de Deus. Não só isso. Ele está lançado fora Deus. Não só isso. Ele está lançado fora da presença de Deus, porque Deus não da presença de Deus, porque Deus não tolera o pecado. Esse erro é o pecado. tolera o pecado. Esse erro é o pecado. Esse erro de não aceitar a vontade de Esse erro de não aceitar a vontade de Deus é o pecado. E agora o homem se Deus é o pecado. E agora o homem se coloca numa situação terrível, meus coloca numa situação terrível, meus irmãos, porque de alvo do amor de Deus, irmãos, porque de alvo do amor de Deus, de alvo do desfrute da presença de Deus, de alvo do desfrute da presença de Deus, o homem se torna, como diz Efésio, por o homem se torna, como diz Efésio, por natureza, filho da ira. natureza, filho da ira. Os homens, toda a humanidade ali Os homens, toda a humanidade ali representada em Adão se torna filhos da representada em Adão se torna filhos da ira, se torna receptáculos potenciais de ira, se torna receptáculos potenciais de toda a ira de Deus. Porque o homem toda a ira de Deus. Porque o homem esbofeteou e cuspiu na cara de Deus no esbofeteou e cuspiu na cara de Deus no jardim do Éden. Alguém de dignidade jardim do Éden. Alguém de dignidade infinita infinita foi ofendido pelo pecado do homem. foi ofendido pelo pecado do homem. Portanto, apenas uma reparação infinita Portanto, apenas uma reparação infinita podia trazer o homem, reconduzir o homem podia trazer o homem, reconduzir o homem de volta ao jardim. Apenas um sacrifício de volta ao jardim. Apenas um sacrifício de valor infinito poderia conduzir o de valor infinito poderia conduzir o homem de volta, mas isso é um problema, homem de volta, mas isso é um problema, porque o homem tem valor finito. O homem porque o homem tem valor finito. O homem é criatura. O homem foi criado por Deus, é criatura. O homem foi criado por Deus, a sua imagem, mas é finito. Portanto, a sua imagem, mas é finito. Portanto, existe uma dívida que só o homem precisa existe uma dívida que só o homem precisa pagar. pagar. No entanto, só Deus pode pagar, porque No entanto, só Deus pode pagar, porque só Deus é infinito. só Deus é infinito. Como Deus vai conduzir o homem de volta Como Deus vai conduzir o homem de volta ao jardim? Sim, meu irmão, esse é o ao jardim? Sim, meu irmão, esse é o grande escândalo. O grande escândalo não grande escândalo. O grande escândalo não é só que o homem tenha cuspido na cara é só que o homem tenha cuspido na cara de Deus e sido corretamente, justamente de Deus e sido corretamente, justamente expulso do jardim. expulso do jardim. O escândalo é que esse Deus ainda esteja O escândalo é que esse Deus ainda esteja no encalço do homem, querendo conduzi-lo no encalço do homem, querendo conduzi-lo de volta à sua presença. de volta à sua presença. No entanto, a santidade de Deus, a No entanto, a santidade de Deus, a justiça de Deus é o obstáculo. Deus não justiça de Deus é o obstáculo. Deus não pode, meu irmão, simplesmente passar por pode, meu irmão, simplesmente passar por cima da injustiça. cima da injustiça. Você pode, talvez, pensar: "Puxa, porque Você pode, talvez, pensar: "Puxa, porque Deus não fez vista grossa para esse Deus não fez vista grossa para esse único pecadinho?" Meu irmão, esse é o único pecadinho?" Meu irmão, esse é o pecado original. pecado original. Se Deus faz vista grossa para essa única Se Deus faz vista grossa para essa única ofensa, ele tem que fazer vista grossa ofensa, ele tem que fazer vista grossa para todas as ofensas que dali decorrem. para todas as ofensas que dali decorrem. Você não gostaria de adorar um Deus que Você não gostaria de adorar um Deus que faria vista grossa para toda injustiça, faria vista grossa para toda injustiça, para todo assassinato, para todo abuso, para todo assassinato, para todo abuso, para todo roubo, para todo roubo, para toda doença que veio ao mundo por para toda doença que veio ao mundo por ocasião do pecado. Você não adoraria ocasião do pecado. Você não adoraria esse Deus? se Deus não seria digno de esse Deus? se Deus não seria digno de adorar. Não, meus irmãos, Deus não podia adorar. Não, meus irmãos, Deus não podia simplesmente passar por cima da simplesmente passar por cima da injustiça, porque se ele é amor, ele é injustiça, porque se ele é amor, ele é também um Deus santo e um Deus justo. também um Deus santo e um Deus justo. Portanto, esse Deus que escandalosamente Portanto, esse Deus que escandalosamente vai atrás do homem para conduzi-lo de vai atrás do homem para conduzi-lo de volta ao jardim, ele precisa lidar com o volta ao jardim, ele precisa lidar com o pecado do homem, com a pena pro pecado pecado do homem, com a pena pro pecado humano. de novo. Apenas um sacrifício de humano. de novo. Apenas um sacrifício de valor infinito poderia valor infinito poderia aplacar a santa ira de Deus e satisfazer aplacar a santa ira de Deus e satisfazer a sua santa justiça. Qual é a solução a sua santa justiça. Qual é a solução que Deus dá para esse problema? Então, que Deus dá para esse problema? Então, meu irmão, minha irmã, meu irmão, minha irmã, só seria possível se Deus se fizesse só seria possível se Deus se fizesse homem, se a natureza divina assumisse a homem, se a natureza divina assumisse a natureza humana sem abrir mão da natureza humana sem abrir mão da natureza divina, as duas naturezas natureza divina, as duas naturezas juntas estivessem num homem que andasse juntas estivessem num homem que andasse sobre nós e esse homem pagasse então sobre nós e esse homem pagasse então aquilo que a humanidade devia a Deus. aquilo que a humanidade devia a Deus. Dessa forma, então, a ira justa de Deus Dessa forma, então, a ira justa de Deus seria placada e a justiça seria feita. E seria placada e a justiça seria feita. E a resposta cristã para, OK, o mundo está a resposta cristã para, OK, o mundo está assim porque está. Essa é a razão. O que assim porque está. Essa é a razão. O que Deus faz a respeito, meus irmãos, Deus Deus faz a respeito, meus irmãos, Deus se tornou como um de nós em Cristo se tornou como um de nós em Cristo Jesus. Jesus. Em Cristo Jesus, Deus estava assumindo a Em Cristo Jesus, Deus estava assumindo a natureza humana de forma perfeita, sem natureza humana de forma perfeita, sem abrir mão da sua natureza divina. 100% abrir mão da sua natureza divina. 100% homem, 100% Deus. É por isso que Jesus homem, 100% Deus. É por isso que Jesus se encarna, é por isso que Jesus vive e se encarna, é por isso que Jesus vive e é por isso que Jesus morre na cruz do é por isso que Jesus morre na cruz do calvário. Na cruz do Calvário, Jesus calvário. Na cruz do Calvário, Jesus estava aplacando a ira de Deus, pagando estava aplacando a ira de Deus, pagando a dívida da humanidade. Mas, meu irmão e a dívida da humanidade. Mas, meu irmão e minha irmã, minha irmã, não é suficiente que Jesus se encarnasse não é suficiente que Jesus se encarnasse no mundo com 33 anos, fosse direto pra no mundo com 33 anos, fosse direto pra cruz e pagasse o preço. cruz e pagasse o preço. Se assim fosse, Jesus Cristo estaria Se assim fosse, Jesus Cristo estaria pagando pelas nossas dívidas. No pagando pelas nossas dívidas. No entanto, nós estaríamos de novo no entanto, nós estaríamos de novo no cenário do Éden. No momento em que Deus cenário do Éden. No momento em que Deus pagasse pelos nossos pecados, nós pagasse pelos nossos pecados, nós estaríamos à nossa merc. Estaremos de estaríamos à nossa merc. Estaremos de novo dependendo do nosso bom desempenho. novo dependendo do nosso bom desempenho. No segundo seguinte, que Deus nos No segundo seguinte, que Deus nos colocasse de volta, nos reconduzisse de colocasse de volta, nos reconduzisse de volta ao seu bom jardim, nós estaríamos volta ao seu bom jardim, nós estaríamos novamente comendo da árvore do novamente comendo da árvore do conhecimento, do bem e do mal. Não, meus conhecimento, do bem e do mal. Não, meus irmãos, o plano de Deus era muito mais irmãos, o plano de Deus era muito mais completo do que isso. Deus faria duas completo do que isso. Deus faria duas coisas ao mesmo templo que os teólogos coisas ao mesmo templo que os teólogos vão chamar de dupla imputação. vão chamar de dupla imputação. Na cruz do calvário, Deus imputaria a Na cruz do calvário, Deus imputaria a Jesus o nosso pecado. Como Adão pecou Jesus o nosso pecado. Como Adão pecou representando toda a humanidade e Jesus representando toda a humanidade e Jesus seria castigado no lugar de toda a seria castigado no lugar de toda a humanidade. Mas não só isso, meu irmão e humanidade. Mas não só isso, meu irmão e minha irmã, naquele mesmo momento, Deus minha irmã, naquele mesmo momento, Deus estaria fazendo uma bendita troca e estaria fazendo uma bendita troca e estaria considerando toda a justiça de estaria considerando toda a justiça de Jesus como pertencente a aqueles que Jesus como pertencente a aqueles que creem nesse sacrifício maravilhoso. Isso creem nesse sacrifício maravilhoso. Isso é a dupla imputação. A Jesus seriam é a dupla imputação. A Jesus seriam imputados os nossos pecados e a nós imputados os nossos pecados e a nós seria imputada toda a justiça de Jesus. seria imputada toda a justiça de Jesus. Dessa forma, não importa se os meus Dessa forma, não importa se os meus pecados são passados, presentes ou pecados são passados, presentes ou futuros. Todos os meus pecados seriam futuros. Todos os meus pecados seriam levados e tratados por Jesus na cruz e levados e tratados por Jesus na cruz e eu receberia toda a justiça que Jesus eu receberia toda a justiça que Jesus amealhou durante uma vida inteira de amealhou durante uma vida inteira de obediência fiel, de testemunho fiel ao obediência fiel, de testemunho fiel ao seu Senhor. Por isso, meus irmãos, é que seu Senhor. Por isso, meus irmãos, é que Jesus não encarnou direto com 33 anos, Jesus não encarnou direto com 33 anos, mas ele antes viveu uma vida de perfeita mas ele antes viveu uma vida de perfeita obediência a Deus para que essa vida, obediência a Deus para que essa vida, essa justiça, Deus pudesse então essa justiça, Deus pudesse então considerar, atribuir à humanidade considerar, atribuir à humanidade redimida, aos seus escolhidos. redimida, aos seus escolhidos. Por isso, meu irmão e minha irmã, é Por isso, meu irmão e minha irmã, é muito importante que Jesus fosse muito importante que Jesus fosse obediente do primeiro até o último dia. obediente do primeiro até o último dia. E por isso que o seu ministério é E por isso que o seu ministério é marcado, é inaugurado e concluído com marcado, é inaugurado e concluído com dois grandes atos de obediência. O dois grandes atos de obediência. O primeiro grande ato de obediência já é primeiro grande ato de obediência já é de certa forma uma reversão do Édenem. É de certa forma uma reversão do Édenem. É no deserto, na tentação do deserto. Os no deserto, na tentação do deserto. Os irmãos vão se lembrar, Jesus é batizado irmãos vão se lembrar, Jesus é batizado por João no rio Jordão. O Espírito Santo por João no rio Jordão. O Espírito Santo desce sobre ele como pomba e uma voz do desce sobre ele como pomba e uma voz do céu é ouvida a voz do Pai, dizendo: céu é ouvida a voz do Pai, dizendo: "Este é o meu filho amado, em quem tenho "Este é o meu filho amado, em quem tenho todo o meu prazer, em quem me comprazo." todo o meu prazer, em quem me comprazo." Essa voz ecoa na cabeça de Jesus. No no Essa voz ecoa na cabeça de Jesus. No no momento seguinte, ele está sendo levado momento seguinte, ele está sendo levado pelo próprio espírito ao deserto para pelo próprio espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. ser tentado pelo diabo. Este é, meu filho amado, a tentação Este é, meu filho amado, a tentação começa. Se és filho de Deus, transforme começa. Se és filho de Deus, transforme essa pedra, essas pedras em pães. essa pedra, essas pedras em pães. Diferente do primeiro Adão, que num Diferente do primeiro Adão, que num lugar de delícias, tendo tudo à sua lugar de delícias, tendo tudo à sua disposição, com a barriga bastante cheia disposição, com a barriga bastante cheia e cai e decide estabelecer a sua própria e cai e decide estabelecer a sua própria vontade no deserto, com toda a vontade no deserto, com toda a limitação, com toda a dureza, passando limitação, com toda a dureza, passando fome, Jesus é fiel e vai fazer aquilo fome, Jesus é fiel e vai fazer aquilo que o primeiro Adão não pôde. que o primeiro Adão não pôde. No entanto, meus irmãos, essa obediência No entanto, meus irmãos, essa obediência de Jesus no deserto ainda não é de Jesus no deserto ainda não é suficiente. suficiente. Jesus precisa ser obediente até o final, Jesus precisa ser obediente até o final, até a cruz do calvário. Até ali tem que até a cruz do calvário. Até ali tem que ser a obediência do nosso Senhor ao seu ser a obediência do nosso Senhor ao seu Deus. E é por isso, meus irmãos e minhas Deus. E é por isso, meus irmãos e minhas irmãs, que Getsemane emerge tão irmãs, que Getsemane emerge tão importante na narrativa da redenção. importante na narrativa da redenção. No Getsêmane, Jesus tem diante de si a No Getsêmane, Jesus tem diante de si a decisão final. Agora, ele precisa decisão final. Agora, ele precisa alinhar a sua vontade, a de Deus e alinhar a sua vontade, a de Deus e voluntariamente, voluntariamente, voluntariamente entregar a sua vida. Ele voluntariamente entregar a sua vida. Ele precisa aceitar que a vontade de Deus é precisa aceitar que a vontade de Deus é que ele vá para a cruz. Então nós que ele vá para a cruz. Então nós chegamos na narrativa do Getsemêmane. chegamos na narrativa do Getsemêmane. Meus irmãos, eu tenho relógio, tá? Eu Meus irmãos, eu tenho relógio, tá? Eu sei que eu só cheguei aí no Getsemêmane sei que eu só cheguei aí no Getsemêmane depois dessa volta inteira, mas não se depois dessa volta inteira, mas não se preocupe, está sob controle. Nós preocupe, está sob controle. Nós chegamos em Mateus 26 e o que nós vemos chegamos em Mateus 26 e o que nós vemos é justamente isso. Nós vemos Jesus de é justamente isso. Nós vemos Jesus de volta a um jardim. Nós vemos o segundo volta a um jardim. Nós vemos o segundo Adão em um jardim diante de Deus. E Adão em um jardim diante de Deus. E novamente uma batalha de vontades, meus novamente uma batalha de vontades, meus irmãos, Jesus diz o verso 37 que ele irmãos, Jesus diz o verso 37 que ele pega três dos seus maiores amigos. pega três dos seus maiores amigos. Dentre os 12 discípulos, ele escolhe Dentre os 12 discípulos, ele escolhe Pedro, Tiago e João, os filhos de Pedro, Tiago e João, os filhos de Zebedeu. Leva-os consigo e começa a entristecer-se e a angustiar-se. entristecer-se e a angustiar-se. E diz o verso 38, que ele fala isso E diz o verso 38, que ele fala isso explicitamente explicitamente para esses amigos. Olha, a minha alma para esses amigos. Olha, a minha alma está tão triste que estou a ponto de está tão triste que estou a ponto de morrer. Gente, isso não é coisa que morrer. Gente, isso não é coisa que Jesus falava todo dia. Os discípulos Jesus falava todo dia. Os discípulos tinham que ter prestado atenção. Minha tinham que ter prestado atenção. Minha alma está tão triste que estou a ponto alma está tão triste que estou a ponto de morrer. Ficai aqui, sejam bons de morrer. Ficai aqui, sejam bons amigos, vigiem comigo. amigos, vigiem comigo. E adiantando-se um pouco, prostrou-se E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se possível, afasta de mim esse cálice e se possível, afasta de mim esse cálice e todavia, não seja como eu quero, mas todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres". como tu queres". Verso 42 vai repetir as mesmas palavras Verso 42 vai repetir as mesmas palavras com alguma variação, mas ainda as mesmas com alguma variação, mas ainda as mesmas palavras. Meu Pai, se não for possível palavras. Meu Pai, se não for possível afastar esse cálice sem que eu o beba, afastar esse cálice sem que eu o beba, seja feito a tua vontade. E no verso 44 seja feito a tua vontade. E no verso 44 diz que ele ainda ora uma terceira vez, diz que ele ainda ora uma terceira vez, repetindo as mesmas palavras. repetindo as mesmas palavras. O que são as palavras de Jesus, gente? O que são as palavras de Jesus, gente? Jesus agora tem diante de si a cruz. A Jesus agora tem diante de si a cruz. A cruz está cada vez mais viva diante de cruz está cada vez mais viva diante de Jesus. Jesus. Pessoal aqui gosta de citar Senhor dos Pessoal aqui gosta de citar Senhor dos Anéis, né? O olho de Sauron está cada Anéis, né? O olho de Sauron está cada vez mais vívido. Jesus não consegue mais vez mais vívido. Jesus não consegue mais fechar os olhos sem ver Mordor na sua fechar os olhos sem ver Mordor na sua frente, né? A cruz está diante do nosso frente, né? A cruz está diante do nosso Senhor de forma cada vez mais viva. E Senhor de forma cada vez mais viva. E isso provoca uma reação nele. Ele está isso provoca uma reação nele. Ele está triste, angustiado, com medo, meus triste, angustiado, com medo, meus irmãos, de passar pelo que ele tinha que irmãos, de passar pelo que ele tinha que passar. O que Jesus teme, meu irmão, passar. O que Jesus teme, meu irmão, minha irmã, ele teme o sofrimento físico minha irmã, ele teme o sofrimento físico da cruz. Não seria absolutamente pecado da cruz. Não seria absolutamente pecado nenhum se isso fosse a resposta. nenhum se isso fosse a resposta. No entanto, quando a gente olha paraa No entanto, quando a gente olha paraa história, a gente vê tantos mártires da história, a gente vê tantos mártires da igreja, tantas histórias que a gente igreja, tantas histórias que a gente traz aqui de pessoas que passaram por traz aqui de pessoas que passaram por tormentos, sofrimentos, inclusive de tormentos, sofrimentos, inclusive de crucificação, pessoas que foram crucificação, pessoas que foram queimadas vivas, cerradas, jogadas aos queimadas vivas, cerradas, jogadas aos leões. E elas fizeram isso com coragem, leões. E elas fizeram isso com coragem, com uma ousadia que inclusive serviu de com uma ousadia que inclusive serviu de testemunho pros seus executores. Será testemunho pros seus executores. Será que o salvador dessas pessoas quando que o salvador dessas pessoas quando confrontado com a mesma situação seria confrontado com a mesma situação seria inferior a eles? Meu irmão? inferior a eles? Meu irmão? Absolutamente. Absolutamente. Absolutamente. Absolutamente. O que Jesus teme aqui, meus irmãos, é o O que Jesus teme aqui, meus irmãos, é o que ele chama de o cálice. É o cálice que ele chama de o cálice. É o cálice que Deus tem na sua mão para dar-lhe de que Deus tem na sua mão para dar-lhe de bebê, meus irmãos. É o cálice da ira de bebê, meus irmãos. É o cálice da ira de Deus Deus que aparece, por exemplo, no verbo, no que aparece, por exemplo, no verbo, no Salmo 75. Salmo 75. Verso oito. Que Deus tem um cálice da Verso oito. Que Deus tem um cálice da sua ira que ele dá de beber a todos os sua ira que ele dá de beber a todos os perversos sobre a terra. É justamente o perversos sobre a terra. É justamente o cálice da ira de que eu e você fomos cálice da ira de que eu e você fomos feitos sujeitos por natureza filhos da feitos sujeitos por natureza filhos da ira. É esse cálice que Deus está prestes ira. É esse cálice que Deus está prestes a dar para o seu filho bebê, meus a dar para o seu filho bebê, meus irmãos. É a ira de Deus. É o castigo por irmãos. É a ira de Deus. É o castigo por todo o pecado de todos os homens. É o todo o pecado de todos os homens. É o desamparo de Deus. Aquele que desde a desamparo de Deus. Aquele que desde a eternidade passada foi um com Deus. eternidade passada foi um com Deus. Aquele que sempre foi alvo do amor de Aquele que sempre foi alvo do amor de Deus por natureza, por ser ele mesmo Deus por natureza, por ser ele mesmo divino, ele está prestes a experimentar divino, ele está prestes a experimentar o seu pai irado, prestes a encarar pela o seu pai irado, prestes a encarar pela primeira vez a face irada de Deus e primeira vez a face irada de Deus e levar na sua carne o pecado por todos os levar na sua carne o pecado por todos os pecados, por todos os homens, sendo que pecados, por todos os homens, sendo que ele mesmo não tinha pecado. Meu irmão, ele mesmo não tinha pecado. Meu irmão, minha irmã, homem nenhum na história da minha irmã, homem nenhum na história da humanidade passada e futura passou ou humanidade passada e futura passou ou vai passar por um sofrimento tal como o vai passar por um sofrimento tal como o Senhor Jesus teve que enfrentar. Senhor Jesus teve que enfrentar. E o Senhor Jesus não só tinha que passar E o Senhor Jesus não só tinha que passar por isso, meus irmãos, ele tinha que por isso, meus irmãos, ele tinha que abraçar esse destino. A sua vontade abraçar esse destino. A sua vontade tinha que se alinhar à vontade de Deus. tinha que se alinhar à vontade de Deus. E veja que Jesus fala exatamente isso. E veja que Jesus fala exatamente isso. Deus, não faça a sua vontade, mas a Deus, não faça a sua vontade, mas a minha. Jesus tinha perfeitamente a minha. Jesus tinha perfeitamente a natureza divina e humana. Na sua natureza divina e humana. Na sua natureza divina, ele tinha a vontade natureza divina, ele tinha a vontade divina de saber que a vontade de Deus divina de saber que a vontade de Deus era que isso acontecesse. Mas na sua era que isso acontecesse. Mas na sua humanidade, Jesus tinha a vontade não humanidade, Jesus tinha a vontade não pecaminosa de não passar por aquilo, de pecaminosa de não passar por aquilo, de não enfrentar a separação e a ira de não enfrentar a separação e a ira de Deus. Então, veja que Jesus não é aqui Deus. Então, veja que Jesus não é aqui um saltador de saltos ornamentais que um saltador de saltos ornamentais que treinou durante 3 anos, mas agora chegou treinou durante 3 anos, mas agora chegou numa altura do trampolim e olhou para numa altura do trampolim e olhou para baixo e tá com medo. O que Jesus tá baixo e tá com medo. O que Jesus tá dizendo? Pai, eu vou até o fim, mas o dizendo? Pai, eu vou até o fim, mas o Senhor, como diz Marcos, a ti tudo é Senhor, como diz Marcos, a ti tudo é possível. O relato do Evangelho de possível. O relato do Evangelho de Marcos traz essas palavras. Então, pode Marcos traz essas palavras. Então, pode ser, Deus, que tenha aí na sua infinita ser, Deus, que tenha aí na sua infinita sabedoria e poder alguma forma de eu sabedoria e poder alguma forma de eu ainda cumprir o que Senhor quer que eu ainda cumprir o que Senhor quer que eu cumpra, sem ter que passar pela tua ira, cumpra, sem ter que passar pela tua ira, sem ter que ver a tua face irada, sem ter que ver a tua face irada, Senhor. Ainda que envolva sofrimento Senhor. Ainda que envolva sofrimento físico, Jesus não quer perder. Veja só a físico, Jesus não quer perder. Veja só a presença de Deus no primeiro jardim, o presença de Deus no primeiro jardim, o primeiro Adão tirou a presença de Deus primeiro Adão tirou a presença de Deus para nada. Agora nós temos diante de nós para nada. Agora nós temos diante de nós o segundo Adão trazendo a humanidade de o segundo Adão trazendo a humanidade de volta pro jardim e falando: Deus, eu não volta pro jardim e falando: Deus, eu não quero perder a tua presença se tiver um quero perder a tua presença se tiver um outro jeito outro jeito e onde que eu e você e onde que eu e você estamos nesse drama, gente? Quais são os estamos nesse drama, gente? Quais são os personagens que nos representam aqui? A gente tá dormindo, um soninho gostoso a certa distância segura de toda essa a certa distância segura de toda essa luta. luta. O nosso melhor amigo, o nosso mestre, o O nosso melhor amigo, o nosso mestre, o nosso Senhor, está passando pelas nosso Senhor, está passando pelas agruras da morte. A sua alma esmagada agruras da morte. A sua alma esmagada como se esmaga uma azeitona numa prensa como se esmaga uma azeitona numa prensa de azeite. E nós estamos dormindo, de azeite. E nós estamos dormindo, meus irmãos. Talvez nunca na no meus irmãos. Talvez nunca na no ministério de Jesus ele viu tão clara a ministério de Jesus ele viu tão clara a necessidade de precisar redimir a necessidade de precisar redimir a humanidade como nesse momento. Ele fala humanidade como nesse momento. Ele fala pros discípulos: "Gente, o espírito de pros discípulos: "Gente, o espírito de vocês até está pronto, as intenções suas vocês até está pronto, as intenções suas são até boas, mas gente, vocês precisam são até boas, mas gente, vocês precisam vigiar, vocês precisam orar, porque a vigiar, vocês precisam orar, porque a carne que está em vocês, ela é fraca." carne que está em vocês, ela é fraca." Os discípulos estavam em tentação de Os discípulos estavam em tentação de deixar o seu melhor amigo sozinho. Os deixar o seu melhor amigo sozinho. Os discípulos em breve estariam em tentação discípulos em breve estariam em tentação de negar o Senhor, de fugir na presença de negar o Senhor, de fugir na presença do seu Senhor, de tentar resolver a do seu Senhor, de tentar resolver a questão com violência nas suas próprias questão com violência nas suas próprias mãos, sacando espada e cortando orelhas mãos, sacando espada e cortando orelhas por aí. Eles em breve sofreriam essa por aí. Eles em breve sofreriam essa tentação. E Jesus fala para eles: "Olha, tentação. E Jesus fala para eles: "Olha, vocês só vão passar por isso se vocês vocês só vão passar por isso se vocês estiverem vigiantes, alertas em oração." estiverem vigiantes, alertas em oração." Mas os discípulos estão ali dizendo: Mas os discípulos estão ali dizendo: "Olha, a minha vontade de descansar é "Olha, a minha vontade de descansar é maior. maior. A minha vontade de dar descanso aos meus A minha vontade de dar descanso aos meus olhos é maior." olhos é maior." Meus irmãos, Jesus tá querendo conduzir Meus irmãos, Jesus tá querendo conduzir os seus amigos de volta pro jardim. Ele os seus amigos de volta pro jardim. Ele tem que estar onde ele queria, onde ele tem que estar onde ele queria, onde ele estava. Mas os seus discípulos e a estava. Mas os seus discípulos e a humanidade está adormecida, meus irmãos, humanidade está adormecida, meus irmãos, alheia a tudo que Jesus fez. Não, meu alheia a tudo que Jesus fez. Não, meu irmão e minha irmã, a humanidade não tem irmão e minha irmã, a humanidade não tem absolutamente nenhum papel na sua absolutamente nenhum papel na sua salvação à parte de Jesus. salvação à parte de Jesus. Nossa salvação depende inteiramente da Nossa salvação depende inteiramente da obediência do nosso Senhor, do segundo obediência do nosso Senhor, do segundo Adão, do representante máximo da Adão, do representante máximo da humanidade. humanidade. Mas graças a Deus, meu irmão e minha Mas graças a Deus, meu irmão e minha irmã, Jesus vence essa batalha de irmã, Jesus vence essa batalha de oração. A sua vontade se alinha à oração. A sua vontade se alinha à vontade do seu pai. Ele decide então vontade do seu pai. Ele decide então voluntariamente seguir o curso até a voluntariamente seguir o curso até a cruz. E nós vemos Jesus emergindo cruz. E nós vemos Jesus emergindo vitorioso, então, no verso 45. E não tem vitorioso, então, no verso 45. E não tem aqui mais nenhum Jesus fraco, nenhum aqui mais nenhum Jesus fraco, nenhum Jesus com medo, nenhum Jesus angustiado. Jesus com medo, nenhum Jesus angustiado. Nós vemos um Jesus resoluto e corajoso. Nós vemos um Jesus resoluto e corajoso. Chegou a hora. O filho do homem está Chegou a hora. O filho do homem está sendo entregue na mão dos pecadores. sendo entregue na mão dos pecadores. Vamos, levantai-vos. Aquele que me trai Vamos, levantai-vos. Aquele que me trai está próximo. Levantai-vos não para está próximo. Levantai-vos não para fugir, levantai-vos para caminhar na fugir, levantai-vos para caminhar na direção daqueles que vem me prender. direção daqueles que vem me prender. Esse é o poder da oração. Esse é o poder da oração. Esse é o poder de alinhar a sua vontade Esse é o poder de alinhar a sua vontade e a vontade de Deus. Meu irmão e minha e a vontade de Deus. Meu irmão e minha irmã, graças a essa batalha, o Senhor irmã, graças a essa batalha, o Senhor Jesus selou o seu ministério de Jesus selou o seu ministério de obediência do primeiro minuto até o obediência do primeiro minuto até o minuto final. A partir de agora, os minuto final. A partir de agora, os eventos vão levar Jesus inexoravelmente eventos vão levar Jesus inexoravelmente à morte na cruz do Calvário. E por causa à morte na cruz do Calvário. E por causa dessa morte, então, meu irmão e minha dessa morte, então, meu irmão e minha irmã, nós tivemos acesso novamente à irmã, nós tivemos acesso novamente à presença de Deus. Jesus quando morre na presença de Deus. Jesus quando morre na cruz do Calvário, talvez estô dando cruz do Calvário, talvez estô dando spoiler já, né, dos próximos sermões, spoiler já, né, dos próximos sermões, mas eles fazem muito isso comigo, então mas eles fazem muito isso comigo, então eles não vão se importar. eles não vão se importar. Quando Jesus morre na cruz do Calvário, Quando Jesus morre na cruz do Calvário, meus irmãos, o véu do templo que meus irmãos, o véu do templo que separava o santo lugar onde tinha as separava o santo lugar onde tinha as imagens do jardim do Édenem e separava imagens do jardim do Édenem e separava esse jardim do Santo dos Santos, o esse jardim do Santo dos Santos, o jardim do Éden próprio. Esse véu é jardim do Éden próprio. Esse véu é rasgado de cima embaixo, meu irmão e rasgado de cima embaixo, meu irmão e minha irmã, dizendo de forma cabal que a minha irmã, dizendo de forma cabal que a presença de Deus está novamente aberta à presença de Deus está novamente aberta à humanidade. humanidade. Hoje, meu irmão e minha irmã, nós temos Hoje, meu irmão e minha irmã, nós temos acesso em Jesus. Como diz Hebreus, ele é acesso em Jesus. Como diz Hebreus, ele é aquele que penetra além do véu. Em aquele que penetra além do véu. Em Jesus, nós temos acesso novamente a Jesus, nós temos acesso novamente a Deus. Deus. Onde isso acontece, meu irmão, não Onde isso acontece, meu irmão, não existe mais um jardim físico onde isso existe mais um jardim físico onde isso precisa acontecer. Você vai se lembrar, precisa acontecer. Você vai se lembrar, Jesus teve um debate teológico com uma Jesus teve um debate teológico com uma mulher samaritana à beira de um poço em mulher samaritana à beira de um poço em João capítulo 4. Nós não vamos ler por João capítulo 4. Nós não vamos ler por causa do tempo, mas essa mulher pergunta causa do tempo, mas essa mulher pergunta a Jesus onde que era o lugar que se a Jesus onde que era o lugar que se precisava adorar, se era onde os precisava adorar, se era onde os samaritanos falavam ou se era onde os samaritanos falavam ou se era onde os judeus falavam. Jesus fala: "Mulher, nem judeus falavam. Jesus fala: "Mulher, nem no monte nem no outro". Porque Deus no monte nem no outro". Porque Deus procura aqueles que o adoram em espírito procura aqueles que o adoram em espírito e em verdade. e em verdade. Mais do que isso, meu irmão, lembre-se o Mais do que isso, meu irmão, lembre-se o que tinha no jardim do Éden. Lembre-se que tinha no jardim do Éden. Lembre-se do rio que corria daquele jardim. Ele do rio que corria daquele jardim. Ele fala para essa mulher, fala para essa mulher, quem beber dessa água, dessa água do quem beber dessa água, dessa água do desse poço, vai voltar a ter sede, mas desse poço, vai voltar a ter sede, mas quem beber da água que eu der, que Jesus quem beber da água que eu der, que Jesus dá, nunca mais terá sede. Pelo dá, nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der, se contrário, a água que eu lhe der, se tornará nele uma fonte de água a jorrar tornará nele uma fonte de água a jorrar pra vida eterna. né, meus irmãos, o Éden pra vida eterna. né, meus irmãos, o Éden trazido para dentro de nós. trazido para dentro de nós. A igreja se torna o lugar da habitação A igreja se torna o lugar da habitação de Deus, meus irmãos, individual e de Deus, meus irmãos, individual e coletivamente. Deus havia prometido isso coletivamente. Deus havia prometido isso pro Israel em Isaías capítulo 58. Você pro Israel em Isaías capítulo 58. Você conhece esse verso, pelo menos conhece a conhece esse verso, pelo menos conhece a música. O Senhor te guiará música. O Senhor te guiará continuamente, te fartará até em lugares continuamente, te fartará até em lugares áridos e fortificará os seus ossos. áridos e fortificará os seus ossos. Serás como um jardim regado e como um Serás como um jardim regado e como um manancial, cujas águas nunca faltarão. manancial, cujas águas nunca faltarão. A igreja, o povo de Deus, será como um A igreja, o povo de Deus, será como um jardim regado, cujas águas nunca jardim regado, cujas águas nunca faltarão. Esse é o jardim. Esse é o faltarão. Esse é o jardim. Esse é o lugar da habitação de Deus no seu povo lugar da habitação de Deus no seu povo escolhido dentro de cada um de nós escolhido dentro de cada um de nós individual e corporativamente. Ele diz individual e corporativamente. Ele diz também João 14:23, também João 14:23, Jesus lhe respondeu: "Se alguém me amar, Jesus lhe respondeu: "Se alguém me amar, obedecerá a minha palavra e meu pai o obedecerá a minha palavra e meu pai o amará e viremos a ele e faremos nele amará e viremos a ele e faremos nele morada". morada". >> O crente passa a ser o lugar da >> O crente passa a ser o lugar da habitação de Deus. Meu irmão e minha habitação de Deus. Meu irmão e minha irmã, você vive como nunca antes na irmã, você vive como nunca antes na humanidade por causa de Jesus. A humanidade por causa de Jesus. A antecipação do jardim futuro, a nova antecipação do jardim futuro, a nova Jerusalém, que como eu disse, é uma Jerusalém, que como eu disse, é uma cidade jardim. Hoje nós temos acesso cidade jardim. Hoje nós temos acesso direto em Jesus Cristo, à presença de direto em Jesus Cristo, à presença de Deus. O Senhor habita no meio do seu Deus. O Senhor habita no meio do seu povo. Meu irmão, se nós estamos vivendo povo. Meu irmão, se nós estamos vivendo de novo no jardim, ou pelo menos de novo no jardim, ou pelo menos antecipando as glórias e as benéces do antecipando as glórias e as benéces do jardim, a nossa vida se torna, então, jardim, a nossa vida se torna, então, meu irmão, minha irmã, uma sucessão de meu irmão, minha irmã, uma sucessão de Getsêmanes. Getsêmanes. Continuamente nesse jardim, Continuamente nesse jardim, nós temos a oportunidade de decidir nós temos a oportunidade de decidir alinhar a nossa vontade a de Deus, alinhar a nossa vontade a de Deus, dizendo para Deus: "Seja feita a tua dizendo para Deus: "Seja feita a tua vontade, não a minha, ou de como Adão vontade, não a minha, ou de como Adão estabelecer a nossa vontade da nossa estabelecer a nossa vontade da nossa natureza pecaminosa e dizer: "Não, Deus, natureza pecaminosa e dizer: "Não, Deus, é a minha vontade e não a sua". é a minha vontade e não a sua". Mas meu irmão e minha irmã, não importa Mas meu irmão e minha irmã, não importa quão escuro, sozinho e isolado seja o quão escuro, sozinho e isolado seja o seu Getsêmane, seu Getsêmane, você não passa por ele sozinho você não passa por ele sozinho e em nenhum momento você sofre um e em nenhum momento você sofre um sofrimento maior do que o seu Salvador sofrimento maior do que o seu Salvador sofreu para te conduzir à aquele lugar. sofreu para te conduzir à aquele lugar. Que a igreja seja então levada a olhar Que a igreja seja então levada a olhar para Jesus não só como seu salvador, para Jesus não só como seu salvador, aquele que abre de novo o novo e vivo aquele que abre de novo o novo e vivo caminho a presença de Deus, mas colhemos caminho a presença de Deus, mas colhemos também para Jesus como nosso exemplo em também para Jesus como nosso exemplo em cada prova que o Senhor nos conduzir cada prova que o Senhor nos conduzir nesse jardim da nossa vida, da presença nesse jardim da nossa vida, da presença de Deus, que nós possamos dizer como de Deus, que nós possamos dizer como Cristo disse: "Senhor, não seja feita a Cristo disse: "Senhor, não seja feita a minha vontade, mas a tua". Amém. Vamos minha vontade, mas a tua". Amém. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós te agradecemos na manhã desse dia, Senhor, manhã desse dia, Senhor, porque não havia solução para nós, porque não havia solução para nós, Senhor. Senhor. Adão, de fato, era o nosso representante Adão, de fato, era o nosso representante legítimo, Deus. Porque nós como Adão, legítimo, Deus. Porque nós como Adão, dia após dia após dia, quando deixados a dia após dia após dia, quando deixados a mercer da nossa natureza pecaminosa da mercer da nossa natureza pecaminosa da nossa carne, Senhor, nós estabelecemos a nossa carne, Senhor, nós estabelecemos a nossa vontade e ignoramos a Tua. nossa vontade e ignoramos a Tua. Nós ignoramos e desvalorizamos a tua Nós ignoramos e desvalorizamos a tua presença como se a nossa vontade nos presença como se a nossa vontade nos fosse suficiente. Ó Deus, obrigado, fosse suficiente. Ó Deus, obrigado, Senhor, porque nós não precisamos mais Senhor, porque nós não precisamos mais viver assim. Obrigado por Jesus Cristo, viver assim. Obrigado por Jesus Cristo, Deus, que apesar de nós nos salvou, Deus, que apesar de nós nos salvou, Deus. Obrigado por esse amor escandaloso Deus. Obrigado por esse amor escandaloso que satisfez a tua ira e a tua justiça, que satisfez a tua ira e a tua justiça, Senhor. Ó Deus, nos abençoa, Senhor, Senhor. Ó Deus, nos abençoa, Senhor, para que dia após dias nós sigamos a para que dia após dias nós sigamos a esse Jesus, Senhor. Nos ajuda, Senhor, a esse Jesus, Senhor. Nos ajuda, Senhor, a passar pelos nossos Getsêmmanes, Deus, passar pelos nossos Getsêmmanes, Deus, lembrando que não há sofrimento maior, lembrando que não há sofrimento maior, não há tentação maior do que aquela pela não há tentação maior do que aquela pela qual o nosso Salvador passou. E qual o nosso Salvador passou. E obrigado, Senhor, porque diferente de obrigado, Senhor, porque diferente de Jesus, nós passamos pelos nossos jardins Jesus, nós passamos pelos nossos jardins em comunhão contigo, sem precisar ver a em comunhão contigo, sem precisar ver a tua face irada, porque os nossos pecados tua face irada, porque os nossos pecados foram colocados em Jesus Cristo, o nosso foram colocados em Jesus Cristo, o nosso Senhor. Senhor. Recebe, Jesus, o louvor e a gratidão da Recebe, Jesus, o louvor e a gratidão da tua igreja nessa manhã por tão grande tua igreja nessa manhã por tão grande salvação, Senhor, por ter sido obediente salvação, Senhor, por ter sido obediente até a morte na cruz do calvário, Deus, até a morte na cruz do calvário, Deus, muito obrigado por isso. Nós oramos no muito obrigado por isso. Nós oramos no nome de Jesus. nome de Jesus. Amém.
Pontuação Geral
90
/100
Análise baseada na tradição Reformada / Calvinista
Um sermão expositivo e teologicamente robusto que apresenta o Getsêmani como o lugar da obediência vicária do segundo Adão, revertendo a queda do Éden e garantindo, através da dupla imputação, o acesso do crente à presença de Deus.
Tema principal:
O Getsêmani como jardim da obediência de Cristo, que reverte a desobediência do Éden e assegura a reconciliação do homem com Deus.
Nossa salvação depende inteiramente da obediência do nosso Senhor... Mas graças a Deus... Jesus vence essa batalha de oração.
Doutrina: Monergismo da Salvação / Obediência Ativa e Passiva de Cristo
Tensão: Nenhuma tensão doutrinária grave. O sermão é coerente com a teologia reformada. Pode-se notar uma leve ambiguidade na transição entre a ênfase na obra objetiva de Cristo e a aplicação subjetiva ('nossos Getsêmanes'), mas não chega a ser contraditória.
Correção sugerida: Para maior clareza, poderia ser explicitado que a vitória de Cristo no Getsêmani é a base que garante a possibilidade e o poder para nossa obediência, que é sempre fruto, não causa, da salvação.
A igreja, o povo de Deus, será como um jardim regado... Esse é o jardim. Esse é o lugar da habitação de Deus no seu povo escolhido dentro de cada um de nós individual e corporativamente.
Problema: Embora a imagem da igreja como templo/habitação de Deus seja bíblica (1Co 3:16, Ef 2:22), a transição direta de 'jardim do Éden' para 'o crente é um jardim' pode diluir a singularidade do Éden como local histórico e protológico. A metáfora é válida, mas deve ser claramente distinguida da realidade escatológica.
Risco pastoral: Risco de individualização excessiva da presença de Deus, minimizando a dimensão corporativa da igreja como templo do Espírito.
Sugestão: Enfatizar que a imagem do 'jardim' para o crente é metafórica e escatológica (antecipação da Nova Jerusalém), mantendo a distinção entre a realidade adâmica original, a obra histórica de Cristo e a atual experiência do crente.
Continuamente nesse jardim, nós temos a oportunidade de decidir alinhar a nossa vontade a de Deus...
Problema: A expressão 'sucessão de Getsêmanes' para a vida do crente, embora retoricamente poderosa, pode nivelar indevidamente a luta única e vicária de Cristo com as nossas batalhas espirituais. Cristo sofreu o abandono e a ira que nós nunca sofreremos.
Risco pastoral: Pode obscurecer a suficiência única da obediência de Cristo e induzir a uma espiritualidade de ansiedade, como se cada decisão nossa tivesse o mesmo peso soteriológico que a de Cristo.
Sugestão: Clarear que nossa submissão é resposta de gratidão e fruto da obra consumada de Cristo, e que nosso 'sofrimento' nunca é expiatório ou equivalente ao dele.
Pontuações de 0 a 100. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
O sermão está firmemente ancorado nas Escrituras, com uso predominante de textos em seu contexto. As teses centrais derivam de leitura cuidadosa dos textos.
Hermenêutica
Uso geralmente sólido de princípios hermenêuticos, com tipologia apresentada como conexão teológica legítima. Cuidado em não forçar significados estranhos aos textos.
Precisão Teológica
Alta precisão na exposição de doutrinas centrais reformadas: pecado original, substituição penal, dupla imputação, ofícios de Cristo. Coerente com a Confissão de Westminster.
Compreensão Contextual
Boa atenção ao contexto histórico-cultural dos jardins no mundo antigo e ao fluxo narrativo dos Evangelhos e Gênesis.
Aplicação Prática
Aplicação relevante, desafiante e pastoralmente sensível, conectando a obra de Cristo à vida de submissão e confiança do crente.
Clareza do Evangelho
Excelente clareza na apresentação do evangelho: a gravidade do pecado, a justiça de Deus, a obra única de Cristo como substituto e a graça recebida pela fé.
Nestas dimensões, pontuações menores indicam melhor resultado.
Nível de Eisegese
Muito baixa. O pregador trabalha a partir do texto, mesmo nas inferências tipológicas, que são apresentadas como tais.
Risco de Heresia
Risco extremamente baixo. O sermão afirma claramente os credos históricos e as doutrinas centrais da fé cristã ortodoxa e reformada.
Nossa salvação depende inteiramente da obediência do nosso Senhor... Mas graças a Deus... Jesus vence essa batalha de oração.
Doutrina: Monergismo da Salvação / Obediência Ativa e Passiva de Cristo
Tensão: Nenhuma tensão doutrinária grave. O sermão é coerente com a teologia reformada. Pode-se notar uma leve ambiguidade na transição entre a ênfase na obra objetiva de Cristo e a aplicação subjetiva ('nossos Getsêmanes'), mas não chega a ser contraditória.
Correção sugerida: Para maior clareza, poderia ser explicitado que a vitória de Cristo no Getsêmani é a base que garante a possibilidade e o poder para nossa obediência, que é sempre fruto, não causa, da salvação.
A igreja, o povo de Deus, será como um jardim regado... Esse é o jardim. Esse é o lugar da habitação de Deus no seu povo escolhido dentro de cada um de nós individual e corporativamente.
Problema: Embora a imagem da igreja como templo/habitação de Deus seja bíblica (1Co 3:16, Ef 2:22), a transição direta de 'jardim do Éden' para 'o crente é um jardim' pode diluir a singularidade do Éden como local histórico e protológico. A metáfora é válida, mas deve ser claramente distinguida da realidade escatológica.
Risco pastoral: Risco de individualização excessiva da presença de Deus, minimizando a dimensão corporativa da igreja como templo do Espírito.
Sugestão: Enfatizar que a imagem do 'jardim' para o crente é metafórica e escatológica (antecipação da Nova Jerusalém), mantendo a distinção entre a realidade adâmica original, a obra histórica de Cristo e a atual experiência do crente.
Continuamente nesse jardim, nós temos a oportunidade de decidir alinhar a nossa vontade a de Deus...
Problema: A expressão 'sucessão de Getsêmanes' para a vida do crente, embora retoricamente poderosa, pode nivelar indevidamente a luta única e vicária de Cristo com as nossas batalhas espirituais. Cristo sofreu o abandono e a ira que nós nunca sofreremos.
Risco pastoral: Pode obscurecer a suficiência única da obediência de Cristo e induzir a uma espiritualidade de ansiedade, como se cada decisão nossa tivesse o mesmo peso soteriológico que a de Cristo.
Sugestão: Clarear que nossa submissão é resposta de gratidão e fruto da obra consumada de Cristo, e que nosso 'sofrimento' nunca é expiatório ou equivalente ao dele.
Ao falar que 'não há sofrimento maior... pelo qual o nosso Salvador passou', o sermão equilibra, mas a metáfora da 'sucessão de Getsêmanes' pode desfazer esse equilíbrio.
Equilíbrio bíblico: Enfatizar que o sofrimento de Cristo foi único (expiatório, vicário, cósmico), enquanto nossos sofrimentos, ainda que reais, são de outra natureza (purificação, testemunho, comunhão com Cristo - Filipenses 3:10).
Aplicação de Isaías 58:11 e João 14:23 ao crente como 'jardim'.
Equilíbrio bíblico: Lembrar que a plenitude da habitação de Deus (o jardim perfeito) é escatológica (Apocalipse 21-22). A experiência atual é 'penhor' ou 'primícias', mas ainda em meio à fraqueza e ao conflito.
Clara exposição do evangelho centrado na obra substitutiva e representativa de Cristo.
Explicação detalhada da dupla imputação e do cálice da ira de Deus.
Impacto: Oferece segurança ao crente, fundamentando a salvação na obra completa de Cristo, não em desempenho humano.
Boa integração entre Antigo e Novo Testamento, usando tipologia de forma responsável.
Conexão entre Éden e Getsêmani, mostrando Cristo como o segundo Adão.
Impacto: Ensina a congregação a ler a Bíblia como uma história coesa de redenção.
Exortação pastoral prática e baseada no texto: o chamado a alinhar nossa vontade com a de Deus.
Aplicação final sobre passar pelos 'nossos Getsêmanes' com o exemplo de Cristo.
Impacto: Conduz o ouvinte a uma resposta de submissão e confiança, sem cair em moralismo.
Afirmação corajosa da ira de Deus e da necessidade de sua satisfação, evitando o sentimentalismo.
Ênfase no 'cálice' como a ira de Deus que Cristo bebeu.
Impacto: Preserva a integridade do caráter santo e justo de Deus, essencial para compreender a magnitude da graça.
Tema principal:
O Getsêmani como jardim da obediência de Cristo, que reverte a desobediência do Éden e assegura a reconciliação do homem com Deus.
Tom pastoral:
O Getsêmani é um jardim que conecta-se tipologicamente ao ja...
Tese completa: O Getsêmani é um jardim que conecta-se tipologicamente ao jardim do Éden, representando um momento decisivo de obediência que reverte a desobediência adâmica.
Suporte: A pregação desenvolve uma conexão entre os dois jardins, mostrando que no Éden o homem disse 'minha vontade' e no Getsêmani Cristo diz 'tua vontade'.
A angústia de Cristo no Getsêmani não era primariamente pelo...
Tese completa: A angústia de Cristo no Getsêmani não era primariamente pelo sofrimento físico, mas pelo cálice da ira de Deus que ele deveria beber em lugar dos pecadores.
Suporte: O pregador interpreta o 'cálice' como a ira de Deus, citando Salmo 75:8 e enfatizando a substituição penal.
A obra de Cristo envolve dupla imputação: nossos pecados são...
Tese completa: A obra de Cristo envolve dupla imputação: nossos pecados são creditados a Cristo, e sua justiça é creditada a nós.
Suporte: Explicação detalhada da doutrina da imputação como fundamento da segurança da salvação.
A obediência de Cristo no Getsêmani foi um ato representativ...
Tese completa: A obediência de Cristo no Getsêmani foi um ato representativo e vicário, essencial para a nossa salvação.
Suporte: Ênfase na obediência ativa de Cristo como cumprimento da aliança e reversão da queda.
Textos:
O crente, agora habitado por Deus, vive uma vida de contínuo...
Tese completa: O crente, agora habitado por Deus, vive uma vida de contínuo alinhamento da sua vontade com a vontade de Deus, refletindo o padrão de Cristo.
Suporte: Aplicação pastoral: assim como Cristo se submeteu no jardim, nós devemos submeter nossa vontade a Deus em nossas provações.
Uso Contextual
Usado corretamente no contexto narrativo da paixão de Cristo.
Questões Exegéticas
Nenhum grave problema exegético detectado. A interpretação do 'cálice' como ira de Deus é consistente com o uso do Antigo Testamento.
Uso Contextual
Usado para estabelecer a tipologia do jardim e o papel do homem como sacerdote no santuário cósmico.
Questões Exegéticas
A leitura do Éden como 'templo cósmico' (influência de John Walton) é uma interpretação válida, mas não a única. A conexão tipológica com Getsêmani é inferencial, não explícita no texto.
Leitura Sugerida
A tipologia é uma ferramenta hermenêutica legítima, mas deve ser apresentada como conexão teológica (como o pregador fez) e não como exegese direta.
Uso Contextual
Usado para apoiar a interpretação do 'cálice' como ira de Deus.
Questões Exegéticas
Uso apropriado, pois o Salmo 75 emprega essa imagem de forma comum no AT.
Uso Contextual
Aplicado à igreja como 'jardim regado' por Deus.
Questões Exegéticas
Contexto original é a promessa de restauração para Israel pós-exílico que pratica a verdadeira justiça. A aplicação à igreja é uma transição apropriada do princípio, mas não deve perder a ênfase original na justiça social.
Leitura Sugerida
Manter o equilíbrio entre a promessa de cuidado divino e as exigências éticas do contexto de Isaías 58.
Diagnóstico geral:
Sólida
Refinar a linguagem sobre 'nossos Getsêmanes' para evitar qualquer equiparação com o sofrimento único e expiatório de Cristo.
Explicitamente distinguir, na aplicação, entre a justiça imputada (base da salvação) e a justiça progressiva (santificação) para evitar confusão sobre o papel das obras.
Incluir uma menção explícita ao chamado à fé e ao arrependimento como resposta ao evangelho exposto, embora isso esteja implícito na oração final.
No desenvolvimento da tipologia do jardim, poderia ser brevemente mencionado o jardim da ressurreição (João 20) e o jardim da nova criação (Apocalipse 22) para completar o arco narrativo.
Resumo em uma frase:
Um sermão expositivo e teologicamente robusto que apresenta o Getsêmani como o lugar da obediência vicária do segundo Adão, revertendo a queda do Éden e garantindo, através da dupla imputação, o acesso do crente à presença de Deus.
Esta análise foi realizada considerando a perspectiva teológica da tradição Reformada / Calvinista (Igreja Esperança). As pontuações refletem a fidelidade às doutrinas desta tradição específica.