Queridos, nessa tarde e [música] Deus me deu e e eu fui estudar uma palavra por e é na mesma carta de Segunda Coríntios. E nessa tarde eu vou estar submisso submisso a um tema [música] que chama Ostra feliz não faz pérola. Ostra, feliz, não faz pérola. Eu vou est pregando sobre este tema na segunda carta de Coríntios, [música] no capítulo 4. Eu vou ler do sete, seria até o 18, mas no decorrer da leitura eu vou estar parando porque eu vou estar expondo o versículo, mas do 7 ao [música] 18, o que que eu quero falar e o que que a gente vai aprender com esta ministração e essa períclope. poderia [música] colocar até no plural, ostras felizes não faz pérola. Mas o que Paulo tem para nos [música] ensinar é uma verdade que a gente precisa mergulhar nessa contemporaneidade. E eu te convido a ler comigo, dizendo assim a palavra: "Temos, [música] porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus [música] [música] e não de nós." No verso 8, em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexo, [música] mas não desanimados, perseguidos, mas não desamparados. abatidos, [música] mas não destruídos, trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste [música] também no nosso corpo. E assim nós que vivemos estamos sempre entregues à morte [música] por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida. E temos, [música] portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito, cri, por isso falei. Nós cremos também, por isso falamos. Sabemos que o que ressuscitou o Senhor nos ressuscitará também por Jesus [música] e nos apresentará convosco. Porque tudo isso por amor de vós, para que a graça multiplicada por meio de muitos faça abundar a ação da graça, da glória de Deus. Por isso não desfalecemos, mas [música] ainda o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova dia a dia, porque a nossa leve momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória muit excelente. Não atentado nós nas coisas que vêm ou não. Uma outra tradução vai dizer mais fácil. N vai dizer, [música] olha, não ficamos vidrado nas coisas que estamos vendo, vendo, mas no que não [música] vem, o que não vimos, porque o que vem são temporais [música] e o que não vimos são eternas. Queridos, a ostra feliz que não faz pérola é uma temática tirada de uma literatura. Ruben Alves. Ele tem um livro e eu recomendo este livro dele. Também tem os caracóis das pérolas que são interessantes, mas Ostras Felizes que não faz pérolas [música] vem de encontro a essa palavra, a essa metáfora, vem de encontro aquilo que Paulo tem a nos ensinar em segunda Coríntios. É interessante a gente ver isso e a gente aprofundar naquilo que essa passagem tem a nos ensinar. E eu queria muito dentro desse parâmetro que a gente parasse [música] para pensar naquilo que o apóstolo Paulo tem a nos aconselhar, naquilo que o apóstolo Paulo tem a viver e o que que essa metáfora tem a nos acrescentar. O título vem de uma imagem muito literária e essa imagem literária tem a nos acrescentar porque a ostra protegida dentro de uma concha. A ostra por si, ela pode viver no fundo do mar que ela vai continuar vivendo e vai ser ali a ostra. Mas uma ostra feliz, ela não faz pérolas, porque para ela produzir algo de precioso, precisa entrar um grão de areia no seu processo. A biologia nos explica isso. [música] E esse grão de areia causa incômodo e causa dor. E essa dor se transforma em pérola. E olha que interessante, na ótica bíblica não é o ouro que é o mais importante, era a pérola. A pérola valia até mais que o ouro, porque a pérola, a forma manual de adquirir era muito mais difícil, era muito mais sacrifício. A pessoa corria o risco de mergulhar, não com os amparos que tem hoje moderno, mas ela corria o risco de mergulhar e ficar por lá. Então, ela tinha um preço maior ou era mais equivalente do que o ouro. Fora todo esse simbolismo, a ostra, ela poderia ser simples e ficar ali, mas aqui produz [música] algo, passa por dor. E é exatamente esse texto que Paulo vai falar no verso um. Temos, porém, este tesouro em vaso de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós, de nós, justamente para que a gente não venha se vangloriar, para que a gente não venha querer achar que a pérola que as nossas dores produziram [música] vem do nosso esforço ou vem da nossa maneira de viver e superar. Não. Ostra feliz não faz pérola. A gente vai compreender que Deus usa muit das vezes o processo da dor, o processo da perda, o processo da desesperança [música] para criar algo que a gente às vezes como vaso de barro não acredita. Como vaso de barro a gente olha e muit das vezes não contempla o tesouro que habita em nós. Como a ostra, ela fabrica pedra, pérola. Hã, o Espírito Santo, ele fabrica caráter no nosso vaso, dia após dia, quando passamos por pequenas e [música] momentâneas tribulações. Ah, a dor sozinha não fabrica pérolas. A graça [música] de Deus trabalhando no meio da dor é que produz transformação. Portanto, esse título não significa que pessoas alegres sejam superficiais. Não, não é isso. A alegria bíblica é profunda. O sentido do título é outro. Uma vida protegida de toda pressão [música] e dificuldade não desenvolve profundamente. E é de encontro a essa contemporaneidade de achar que podemos viver numa vida que não temos problema, que tudo é resolvido, que a gente vê que muitas pessoas estão se geradas no modo microondas, rasa, muito rasa, para encarar as dificuldades [música] e até mesmo a pedrada da vida. A cultura moderna quer quer que a pérola, mas não quer ser rejeitada. A [música] cultura moderna, olha, e ver a pérola no pescoço como enfeite é legal, mas ninguém quer ver a etapa do processo. Quer autoridade sem lágrimas, ressurreição [música] sem cruz, testemunho sem batalha. a profundidade em 15 segundos de vídeo. Mas [música] algumas coisas Deus só produz no lugar escondido. E o nascer de uma pérola no fundo de oceano, oceano, é lá que Deus tem gerado na alma coisas preciosas. A pérola não só não é formada em palco, ela é formada no escuro. E pra gente entender um pouco o contexto de Segunda Coríntios bem rápido, Paulo ele tava passando por Coríntios e a história de Segunda Coríntios é meio que uma questão dolorosa para Paulo. Ele havia fundado a comunidade, ele havia ensinado o evangelho. Contudo, a sua autoridade era questionada. Coríntios era uma cidade marcada por comércio, com com competição, por prestígio e habilidade, por retórica. A capacidade de falar bem, apresentar bem, demonstrar sucesso, podia confundir com sabedoria e autoridade. Valores de posição [música] social, aparência, eloquência, desempenho, havia penetrado na igreja. Alguns olhavam pro apóstolo Paulo e falava assim para ele e pensavam assim: "Este homem sofre demais". Ele é fraco demais. Ele não tem aparência de vencedor. Um verdadeiro homem de Deus não passaria por isso tudo que ele passa. Dentro do contexto de Coríntios, a autoridade dele era questionada pelos superapóstolos. Era questionada no sentido de dizer assim: "Olha, você não tem critério, você não tem credencial para ser apóstolo. Olha para você, você é fraco. Olha para você as provas que você passa. O Deus de Israel não é com você, Paulo. Deus não pode ser com você. Como que Deus pode ser com você? Se você é surrado, se você é abandonado, se você tem que fugir. E eles questionaram a autoridade do apóstolo. E fazendo um adendo aqui, é meio que contemporâneo isso. Você já ouviu isso de eufemismo de uma outra forma dizendo: "Olha, para ser crente tem que ser assim. Se você tá passando por isso, [música] não. Isso não é crente, é você que tá em falha, é você que deu brecha, é você que tá em pecado. Esse discurso é desde [música] a Grécia. Esse discurso é desde Coríntios apontando. E Paulo, como responde aqui no verso 7, não, não é sobre mim. Eu só sou um vaso frágil, quebrado. Eu só sou um vaso, mas eu tenho em mim um tesouro. É como a ostra para fabricar pérolas tem [música] que passar pelo sistema e o processo da dor. E a dor aqui, primeiro é de Paulo, é da rejeição. rejeição. Ele fundou a igreja, ele tinha autoridade sobre a igreja, mas não. Ele foi rejeitado pelos que tinham aparência, estátua, eloquência, os que se aparentemente se apresentavam forte. Ele foi rejeitado. Ah, querido, os adversários de Paulo apresentavam uma espiritualidade de força força e autopromoção pela fragilidade e e muit das vezes crucificava [música] Paulo pela fragilidade. Paulo, ele responde diferente, mostrando que o ministério cristão não segue o formato dos heróis do império. Ele fala diretamente a Coríntios dizendo, não siga esse formato do os heróis do império. Não é dessa forma, não é o evangelho. Ele é uma contracultura. Deus não olha dessas dessa maneira que vocês estão enxergando. Ele segue o formato de Cristo crucificado e ressuscitado. [música] Na própria carta de Segunda Coríntios, ele aplica a teologia da cruz no ministério. A glória do evangelho não é diminuir, diminuir, você não se diminui pela fragilidade, mas dos mensageiros. Pelo contrário, a fraqueza do vaso de barro impede que o mensageiro roube a glória de Deus. >> [música] >> Paulo, ele vai fazer a dinâmica e dizer assim: "Olha, vocês estão enganado com relação ao que é o evangelho. Não é porque eu sou frágil, que eu sou vulnerável, que Deus não está comigo. É o contrário. Por eu ser fraco, por eu ser frágil, por eu ser vulnerável, é que Deus está comigo. Porque eu sou vaso de barro. E não importa [música] o que eu sou, importa o que eu carrego. O que eu carrego é a presença dele. É a presença dele que tem que manifestar. Não é os meus dons, não é os meus talentos, não é os meus conhecimentos, não é as minhas atitudes, não é esse contexto [música] que Paulo diz, temos este tesouro em vaso de barro. A igreja de Coríntios procurava vasos impressionantes, mas Deus sempre escolheu vasos frágeis, domáter. domáter. E não é diferente na igreja contemporânea. Muitos hoje têm escolhido o ministro pelos dons. Se esse prega bem, se esse ensina bem, vem, tem destaque. Mas o olhar do evangelho é diferente. O olhar do evangelho, olha o caráter. Deus não se ilude pela aparência. Ele ainda olha o coração. Ei, querido, por você ser frágil, por você ser fraco, é que ele quer te usar. Ele quer te usar, é rachado mesmo. Ele quer te usar é doendo mesmo. Ele quer te usar é dentro da dor mesmo. Ele quer te usar é dessa maneira fraca. Quando você olha para você e fala: "Deus, eu não tenho nada para oferecer". É neste estado que Deus quer te usar. É quando você não tem nada para oferecer. Porque a glória não é para você e nem para homens. A glória é para ele dentro de um vaso de barro. Aleluia. A glória é dele. Os homens podem caçar A glória é dele. Os homens podem caçar vaso de ouro, porcelanas, mas Deus caça vaso de barro, vasos frágeis, pessoas incapazes para que ele possa usar e manifestar [música] [música] tua graça. tua graça. Deus colocou tesouro, foi em vaso frágil, não foi em vaso de ouro. O verso 7 diz assim: "Acompanhe aí. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós." É a excelência do poder é ele. E que tesouro é esse? O versículo anterior responde no verso no verso 6. responde a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. O tesouro é o evangelho, é o conhecimento de Deus revelado em Cristo. É a luz que brilhou no coração de quem vivia nas trevas. Este é o tesouro que carregamos. Essa é as boas novas. Essa é a mensagem que levamos. Nós temos o tesouro que é o conhecimento, é Deus revelado em Cristo. E não há nada mais precioso. Não é recipiente de luxúria ou recipente luxuoso. Não é barro, é frágil. Na antiguidade esse objeto era barato, era para carregar comida, óleo, documentos. recipiente frágil. Paulo está dizendo, "Não olhe para mim como se eu fosse tesouro. Eu sou apenas vaso." E nessa tarde o próprio Senhor tá mandando te dizer, "Ei, ele não está olhando para você se você tem algum valor pros homens. Ele está olhando para você porque você é vaso, é frágil e ele quer usar aquele que é fraco. Ah, Jesus. E essa verdade, ela destrói [música] duas ilusões. A primeira ilusão é da autossuficiência. [música] Você não precisa parecer invisível ou você não precisa parecer perfeito para Deus usar. Você não precisa esconder todas as rachaduras para que Deus seja glorificado. A segunda ilusão é a [música] inutilidade. Você pode olhar paraa história, para suas limitações, para suas feridas e pensar: "Deus nunca usará a minha dessa forma". forma". Mas Deus não colocou o tesouro em vaso de ouro. Colocou em vaso de barro para que a excelência do poder seja dele. Não é ausência de rachadura que prova a presença de Deus. É o fato. Mesmo vaso sendo frágil, o tesouro continua preservado. A graça não transforma barro em Deus. [música] [música] A graça faz o barro carregar a presença de Deus. É essa consciência que Paulo vem nos ensinar nessa tarde, no verso 8 a 9 diz assim: assim: "Em tudo somos atribulados, porém angustiado, perplexo, porém não desanimado, perseguido, porém não desamparado, abatido, porém não destruído." O verso segunda Coríntios 4:89. [roncando] E é interessante, é tribulado. Paulo diz, nós sentimos [música] pressão. Ele diz, a pressão não consegue nos esmagar completamente. Perplexo, mas não desamparado. Aqui Paulo, ele faz um jogo de palavra. Ele tá dizendo no grego aporino ou perplexo, não totalmente sem saída. [música] Ele tá dizendo: "Olha, nem sempre sabemos o que fazer, mas não concluímos que Deus nos deixou ou os abandonou". perseguido, mas não abandonado. O sofrimento pode retirar pessoas, posições, [música] estabilidade e segurança, mas não conseguimos retirar a gente da presença daquele que nunca abandonou seu povo. Paulo tá dizendo: "Vocês podem me julgar da forma que vocês querem. Eu posso ser perseguido, mas eu não tô abandonado porque ele é fiel na promessa. Mesmo eu sendo perseguido, mesmo passando por provas, ele está comigo. Abatidos, [música] mas não destruídos. Observe, Paulo não diz que o cristão nunca cai. Ele diz que a queda não recebe a palavra final. Existe uma diferença enorme entre derrubar e ser destruído. E existe a diferença enorme entre essas duas questões. Talvez você tenha sido derrubado emocionalmente, [música] financeiramente, ministerialmente ou familiarmente, mas está no chão. Não significa que a sua história terminou. A fé cristã não diz que nada nos atingirá. Ela diz que nada poderá cancelar o propósito final de Deus. Passar por dificuldade é natural, é da nossa natureza humana. Agora, o que não podemos é querer abandonar a Deus, largar o processo de fazer pérolas no nosso coração para servir o outro. Não deixar que a dor construa o nosso caráter, a imagem e semelhança de Jesus. No meio da crise, nem sempre nos sentimos forte. Às vezes a fé nem se aparece como leão rungindo. rungindo. Às vezes ela aparece como alguém respirando e falando e dizendo: "Senhor, eu ainda tô aqui". A ostra não escolhe o elemento que entrou entrou na sua carne, mas começa [música] a responder aquilo que não pode controlá-la. Às vezes, querido, você não controla a circunstância que você tá vivendo. Talvez você pode estar me assistindo no hospital com [música] diagnóstico ruim. Talvez a sua casa está aí derrubada, destruída. [música] Você não precisa controlar o que entrou. Você não tem esse poder, mas você tem o poder de dizer [música] a isso e fazer disso e ressignificar isso para uma nova esperança. Você tem o poder de transformar isso em pérola. Você tem o poder das pessoas olharem para isso e dizer: "Olha como como o apóstolo Paulo poderia suportar tantas coisas e transformar o sofrimento pra glória de Deus. Muit das vezes não somos ensinados que os processos de dor, sofrimento e desesperança faz parte do chamado cristão. Faz parte ser cristão passar por angústia e desespero. Faz parte ser cristão ter dúvida. E muit das vezes dúvidas de falar: Deus, o Senhor me abandonou. O Senhor não me olha, não me vê, não me ouve. Eu não ouço a sua voz mais. São processos. Ostra feliz não faz pérola. Para ter fruto, para ser uma pérola tem que passar pelo processo. Ei, ei, aguenta [música] o processo. Aguenta o processo. A palavra te garante. A palavra que diz: "Não sou eu que estou dizendo. Não é uma poesia [música] bonita. É a palavra. Ela diz que em tudo somos atribulados, [música] [música] mas não angustiado, perplexo, mas não desanimado, perseguido, mas não desamparado. Abatido, mas não destruído. Ah, Jesus, Jesus, Jesus. Você [roncando] não controla tudo o que entra na sua história, história, mas pela graça de Deus pode decidir o que aquilo produzirá dentro de você. Você não controla o que você tá vivendo, passando, calúnia, perseguição, desesperança, mas você pode decidir e falar aquilo que vai produzir em você, ou vai te paralisar, ou vai te levar para perto daquele que passou por dores e [música] se fez dores por nós. Aleluia! Aleluia! O verso 10. levando sempre no corpo o morrer de Jesus, Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo. Para manifestar a vida de Cristo, temos que morrer com Cristo. E a gente tem este exemplo de cada dor, de cada decepção. Às vezes, mulher, mulher, você não esperava a traição do seu marido e ela chegou na tua porta. Às vezes você não esperava a decepção, mas ela chegou na tua porta. Leva a dor da morte de Cristo contigo, porque breve verá a ressurreição. Breve a dor da pérola vai fazer algo precioso. precioso. Breve a ostra vai poder provar que teve fruto e vai servir de exemplo. Porque o vaso pode ser de barro frágil e fraco, mas carrega um tesouro de ouro. Ei! Ah, Jesus! [música] Ah, Jesus! Ainda é cruz, ainda é ressurreição. A morte ainda pode gerar vida, a fraqueza gera o poder, a humilhação gera a glória. O objetivo de Deus não é apenas fazer você aguentar uma espancada. O objetivo é fazer a vida de Jesus aparecer em você. É nessa hora que a vida de Jesus tem que brilhar. É nessa hora que o seu evangelho tem que ir para fora. É nessa hora que você tem que gritar como Paulo gritou, como vaso de barro e gritar e falar e proclamar: Deus vive em mim. A Bíblia vai além. O mundo fala de de resiliência. A Bíblia vai além. Resiliência volta à forma anterior depois da pressão. O evangelho não promete simplesmente devolver você [música] o que era antes. Deus pretende formar algo novo. Não é só reconstruir por por reconstruir ou perseverar por perseverar. É para construir algo novo. Isso que você tá passando é para construir algo novo. Não é a palavra final. A verdadeira pérola cristã não é o sucesso, fama, dinheiro ou história emocionante. Para contar [música] no púlpito, a pérola é Cristo sendo formado em nós. A pérola é o caráter de Cristo em nosso coração. Quando a dor produz compaixão, é uma pérola sendo formada. Quando a rejeição não produz vingança, é uma pérola sendo formada. Quando a esperança produz paciência, é uma pérola sendo formada. Quando a perda profunda na nossa esperança eterna é uma pérola sendo formada. Quando aquilo que poderia nos tornar cruéis, nos torna mais sensível à dor dos outros, é uma pérola sendo formada. Não precisamos tomar cuidado. Só precisamos tomar cuidado em transformar a ferida em identidade. Só reiterar aqui, precisamos tomar cuidado que nesse processo de dor, muita gente gosta de transformar a [música] ferida em identidade. Vive de vitimismo. Algumas pessoas passam a vida inteira apresentando um grão de areia. Recortam a ofensa, recordam alimentar a amargura, constrói toda personalidade ao redor daquilo que [música] sofre. A ostra é um exemplo. Ela não exibe o grão, grão, ela o envolve. Então, de vez viver de vitimismo, de dor, envolve essa dor. Deixa só o Senhor ver. que no [música] futuro a pérola que vai nascer é o fruto por excelência. Você não é apenas aquilo que fizeram contra você, você também é aquilo que Deus está fazendo em você. Aleluia! Aleluia! Glorificado é o teu nome, Jesus. No verso 16. Por isso, [música] não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, o nosso homem interior se renova dia após dia. Sabe o que Paulo tá dizendo nesse versículo 16? Ele tá dizendo que o nosso homem exterior se corrompe porque vai caminhando pra velice, vai caminhando pros dias fardos, a vida vai se cansando, as forças se vão, esse é o natural. Mas o interior é incorruptível, porque o interior é onde Deus gera a pérola. O interior é onde Deus está movendo. O interior é onde a unção está tocando. O interior é quando a unção quebra o julgo, independente da nossa fraqueza. Oh Deus, o homem exterior é existência humana sujeita a este desgaste, desgaste, a mortalidade, a fragilidade dessa era. O homem interior é a pessoa sendo recriada em Cristo, antecipando a nova criação que será plenamente revelada na ressurreição. Não somos programados para viver nessa terra. Não somos programados para viver no emanente. Somos programados para viver no transcendente. A nossa cidadania é celestial. O nosso futuro é a pátria celestial na glória. O exterior pode carregar marcas, o interior pode carregar a glória. Deus não costuma fazer toda pérola numa noite só. É por isso que existe o processo, é por isso que existe essa etapa, por isso que existe tudo isso que você tá passando. Ele trabalha em camadas. Uma oração hoje, uma renúncia amanhã, um perdão [música] difícil, difícil, uma nova compreensão, o velho hábito sendo vencido, uma verdade bíblica descendo da cabeça pro coração. A cultura da felicidade despreza processos lentos. O imediatismo que a gente vive hoje não respeita coisas [música] a longo prazo. O evangelho, evangelho, o Senhor trabalha sempre a longo [música] prazo. Árvores levam anos, caráter leva anos, sabedoria leva anos. Pérolas não são produzidas por ansiedade, são formadas por camadas. Guarde cada camada dessas que você tem passado, que é o Senhor moldando o vaso e construindo pérolas. O verso 17. Porque a nossa leve momentânea [música] tribulação produz para nós o eterno peso da glória acima de toda comparação. O que Paulo tá nos ensinando, porque é leve momentânea tribulação. Paulo tá negando realidade? Não, ele tá negando sofrimento? Não, ele tá dizendo que em comparação à eternidade, em comparação à pátria celestial, o que passamos é leve [música] e momentânea as tribulações. Mas pregador, quem tá com diagnóstico, com dor aqui sou eu. Quem tá sem esperança aqui sou eu. Quem tá vendo o filho afundar na droga é eu. Quem tá vivendo sou eu. Sei. E eu respeito a sua dor. Não tô desmerecendo ou desprezando. Só estou dizendo, como Paulo diz, é leve momentânea tribulação, porque o seu olho não tem que estar aqui, tem que estar no céu, aonde Deus está formando a pérola e entender porquê do processo que Deus está fazendo camada para que você possa servir não só de consolo para outros, mas que você possa glorificar ele de glória em glória em meio à sua dor. Aleluia! E é interessante porque Paulo ele coloca a tribulação de um lado e o peso da glória de outro. Paulo não chama o sofrimento de leve porque ele é insensível. Esse é o mesmo homem que foi perseguido, espancado, aprisionado, rejeitado e ameaçado. [música] Ele chama de leve porque compara com algo infinitamente maior. Se a gente tirar, irmãos, os nossos olhos dessa materialidade que hoje é tão consumida, de olhar somente o nosso bem-estar no mundo e começar a contemplar, fecha os olhos, começa a imaginar a cidade celestial, como tá escrito em Apocalipse. Começa a imaginar você andando com Jesus. Começa a imaginar você passear em ruas de ouro. Ah, começa a imaginar você andar em meio aos anjos. Você vai ver que isso tudo se torna pequeno. Porque o Deus de todo coração que desceu à terra veio nos mostrar que através da dor ele nos reconciliou com o Pai. E o sangue de Jesus ainda tem poder para trazer esperança onde ela não tem. O problema que a gente foca demais pros bens materiais, pro dia a dia. A dor A dor muuit das vezes diz assim: "Você perdeu a graça". Ela responde: Deus ainda está produzindo. A morte diz: "Terminou". Cristo ressuscitado [música] responde: "A vida começa agora. A pérola é formada quando mudamos o foco, caminhando pro final. Não [música] atentados nós nas coisas que se vem, mas nas que não se vê. Porque as que se vê são temporais e as que não vê são eternas." Paulo não está praticando negação. Ele vê a perseguição, ele vê o cansaço, ele vê o desgaste, mas ele se recusa a interpretar toda a existência humana apenas por aquilo que consegue ver agora. Ele começa a interpretar a vida pela fé, pela confiança. Ele diz assim: "Veja bem, vem comigo." Ele fala assim: "Olha, enxergá-la por dentro de uma história maior." O visível diz que José estava preso numa prisão. O invisível diz que Deus estava preparando uma família. O visível diz que Moisés estava no deserto. O invisível diz que Deus está formando o libertador. O visível [música] diz que Davi está escondido numa caverna. O invisível diz: "Deus está tratando o coração de um rei". O invisível diz: "Jesus está numa cruz". O invisível diz: "Deus está reconciliando com o mundo". É uma questão de cosmovisão e ótica, é uma questão de esperança. Vivemos numa cultura que uma cultura pública que o resultado esconde o preço. Jesus, ele chama a gente a olhar o preço. Vivemos uma cultura pública que conquista esconde cicatriz. Vemos a foto da pérola, mas não vimos a irritação dentro da concha. Não vimos o processo que é para se formar algo precioso. Vimos o casamento, mas não vemos as conversas difíceis. Vemos o ministério, mas não vemos o secreto. Vemos a conquista, mas não vemos a noite de dúvida. Vemos o caráter pronto, mas não vemos o anos e anos de disciplina. Deus [música] trabalha escondido. Talvez ninguém veja a paciência que está nascendo. Talvez ninguém veja o orgulho morrendo. Talvez ninguém veja o perdão sendo construído. Mas o detetor da criação vê a pérdula sendo pronta e nascida e bela e bonita. [roncando] [roncando] A pérola ainda está sendo formada. E para [música] finalizar a conclusão, o grão não terá a última palavra. Talvez existe um grão de areia dentro da sua história. Uma perda que precisa ser compreendida. uma frustração, uma porta fechada, uma traição, uma oração ainda não respondida, [música] uma limitação que você não escolheu. Você pediu que Deus retirasse e ainda ele não retirou. Não transforme a sua dor em altar. Não adore o sofrimento. Não aceita injustiça passivamente. Permita que a graça coloca cada camada sobre ela. A camada do perdão, verdade, da comunidade e da perseverança. Não foi o grão que produziu isso. Não foi a minha força que produziu isso. Não foi a minha inteligência que produziu isso. Foi a excelência do processo [música] de Deus. Compreenda, entenda que o Senhor ainda está trabalhando. Ostra feliz também não [música] faz pérola sozinha. A graça de Deus que envolve a ferida, redime a história e produz um escuro, um eterno peso de glória. A dor pode ter [música] entrado sem pedir licença, mas somente Deus decirá o que sairá dela. Entenda o processo. Ouve esse louvor e eu volto a ministrar, a falar o seu coração. [música] Entenda, ostra feliz, não faça pérola, porque muit das vezes [música] ficar num comodismo não te leva para uma profundidade. Compreenda sua dor, compreenda [música] seu processo, compreenda o que Deus está fazendo e que abra o teu coração para que a pérola do Senhor manifeste naquilo que ele tem paraa sua [música] história. Em nome de Jesus. M.