Lucas, capítulo 10, verso 25. Você [roncando] [roncando] que nos visita chegou em um bom dia. Hoje falaremos sobre o Evangelho segundo Satanás. Essa é a nossa série de título, evidentemente provocativo, mas que tem uma pretensão, denunciar quais são as artimanhas do nosso inimigo, invisível, astuto e que tem uma intenção, é enganar as nossas almas e impedir com que os homens se deleitem no verdadeiro evangelho de Jesus, que é a única boa notícia capaz de ancorar toda a nossa vida e expectativa. Para isso, eu convido você que leia comigo Lucas, capítulo 10, verso 25. Sabendo que o falso evangelho a que pretendemos confrontar tem por título: Você precisa se amar mais. Lucas 10:25. Assim diz a palavra de Deus. Minha versão Nova Almeida, nova versão transformadora. Certo dia, um especialista da lei se levantou para pôr Jesus à prova e o fez com essa pergunta: "Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?" Jesus respondeu: "O que diz a lei de Moisés? Como você a entende? E o homem respondeu: Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de toda a tua força e de toda a sua mente, e ame o seu próximo como a si mesmo. Está correto, disse Jesus, faça isso e você viverá. O homem, porém, querendo justificar suas ações, perguntou a Jesus: "E quem é o meu próximo?" Jesus respondeu com uma história. Certo homem descia de Jerusalém a Jericó, quando foi atacado por bandidos. Eles lhes tiraram as roupas e o espancaram e o deixaram quase morto à beira da estrada. Por acaso descia por ali um sacerdote. Quando viu o homem caído, atravessou para o outro lado da estrada. Um levita fazia o mesmo caminho e viu o homem caído, mas também atravessou e passou longe. Então veio um samaritano e ao ver o homem teve compaixão dele. Foi até ele, tratou de seus ferimentos com óleo e vinho e os enfachou. Depois colocou o homem em seu jumento e o levou a uma hospedaria onde cuidou dele. No dia seguinte deu duas moedas de prata ao dono da hospedaria e disse: "Cuide deste homem. Se você precisar gastar a mais com ele, eu lhe pagarei a diferença quando voltar". Verso 36. Verso 36. Qual desses três você diria que foi o próximo? do homem atacado pelos bandidos?", perguntou Jesus. O especialista da lei respondeu: "Aquele que teve misericórdia deles". Então Jesus disse: "Então vai e faça o mesmo. Feche seus olhos. Pai, nós invocamos Jesus e o seu santo nome nome pelo Espírito Espírito Santo, e pedimos perdoa os nossos pecados, Senhor. Senhor. Tende misericórdia de nós essa manhã e ouça a oração do teu povo. Tudo que desejamos, sabemos, no fundo, é desejo do Senhor. E diante da tua escritura, essa que a igreja tem preservado, mas pelo teu espírito tem preservado esse texto antiguíssimo e riquíssimo. Que o Senhor fale a nós através dele, Senhor. Nós não temos capacidade em nós mesmos de bem o interpretar. Ainda que dispendamos mão de diversas ferramentas, capacidades e habilidades para o manuseio respeitoso e correto desse texto, nós imploramos a ti que o autor dele mesmo se coloque entre nós e nossa interpretação. Espírito Santo, te imploramos. Tu que em nós habitas, auxilie-nos a compreender e desse texto tirar as riquezas que provém do Senhor e que podem satisfazer as fomes no nosso coração e bem direcionar nossos pés por caminhos que por vezes são tortuosos. Direciona-nos, Senhor. Derrama teu manto de graça e misericórdia sobre nosso coração. Fala a nós e que ao ouvirmos tua voz, nosso coração viva e que seja o Senhor a falar a nós e não homem algum. Em seu nome. Amém. Amém. devia ter amado mais, [roncando] ter chorado mais, ter visto o sol nascer, devia ter arriscado mais e até errado mais ter feito o que eu queria fazer. Veja, essa é uma das muitas canções que fazem sucesso, não só pela sua capacidade capacidade de grudar na nossa cabeça pelo acorde e boa composição musical, mas também pelo fato de que quando cantamos canção como essa, parece que nosso coração não precisa ser ensinado do significado do que estamos cantando. É evidente, o cenário só com a primeira estrofeado. Um indivíduo parece estar olhando retrospectivamente ou retroativamente pro seu passado, história e biografia. Talvez ele esteja no final da vida observando e pensando e com isso concluindo que ele devia ter vivido melhor. Talvez viveu uma vida inteira, mas viveu uma vida mal vivida. E por isso amou pouco, viu pouco, inclusive beleza em detalhes que se não for atenção você não percebe. Como por exemplo aqui devia ter visto o sol nascer. nascer. O cenário é, o cenário é triste. O cenário é de desamparo e de arrependimento. Alguém que chegou no final da vida e percebeu que talvez existia beleza demais diante dos seus olhos e por alguma razão seus olhos foram privados de contemplar essa beleza. Esse arrependimento, ele pode ser de alguém que só não teve tempo, porque talvez foi atravessado por muitas circunstâncias, mas não parece ser o caso dessa canção. Chamo sua atenção pro fato do autor dizer que ele devia até ter errado mais. A razão pela qual se queixa de faltar erro na sua biografia, talvez seja porque ele conclua que só viveu pouco e viveu mal, só amou pouco e viu pouco o sol nascer. Porque quem tomou as decisões dele da sua própria vida, talvez não tenha sido ele, mas talvez tenha sido a manada de outros que caminhavam com ele com expectativas a respeito da vida dele, opiniões a respeito da sua própria vida e, em alguma medida, imposições a respeito da sua própria vida, sendo, portanto, as decisões que ele tomou, não decisões dele, o casamento que ele decidiu efetuar finalmente não uma decisão dele, mas pressão, manter-se em um só relacionamento por muito tempo, não decisão dele, mas decisão por pressão ou por medo ou por traumas, fantasmas, quer sejam pressões externas ou internas, que o impediam de ser de fato autor das suas decisões. Afinal de contas, é melhor chegar no final da vida com muitos arrependimentos, desde que você seja o autor desses erros, do que sentir que outros tomaram a decisão por você. E por isso ele termina dizendo: "Eu devia ter feito o que eu queria fazer". Ouça esse arrependimento, isso é precisa ser honesto comigo e com você. Esse medo, desamparo, temor, ansiedade que pode acometer o meu e o seu coração em face desse inimigo que nós ignoramos chamado morte. Esse medo, ele é impossível de ser ignorado. Talvez nós pensemos que o ignoramos, mas só colocamos ele para debaixo do tapete. E um dia precisaremos encarar o final da nossa vida e nos perguntarmos se vivemos vida adequada e vida bem vivida. A queixa aqui do autor é uma só. Talvez, talvez eu deveria ter me amado mais, porque se eu me valorizasse um pouco mais, eu daria atenção pros desejos que tenho, pros sonhos que ainda não realizei, pros anseios que guardo no mais escondido do meu coração. E não, eu não seria persuadido pelas responsabilidades. E ainda que cometesse um erro aqui ou aculará, porque priorizei minha vontade e desejo, no final da vida, teria orgulho de dizer: "Vivi como deveria ter vivido". É aí que nasce o conselho. Você precisa se amar mais. Quando a gente de alguma forma e com honestidade a gente observa que talvez o nosso amigo, irmão, colega, ou talvez sejamos nós os aconselhados, mas a pessoa não tá vivendo bem, porque o relacionamento tóxico ou o relacionamento abusivo que a pessoa vive é porque ela carrega traumas e fantasmas no seu coração que quase obrigam ela a depender emocionalmente de outro alguém. Ou talvez ela vive presa no mesmo emprego sempre porque não não se valoriza e não consegue enxergar em si mesma valor que faça com que tenha coragem de errar. É aí que nasce esse conselho. E eu não sei você, mas na minha longa jornada de evangélico, né, já há muito tempo, eu já ouvi cristãos usarem textos bíblicos para amparar tal conselho, o que é muito curioso, mas ao mesmo tempo, digno de atenção, veja bem, o que eu ouvi foi o indivíduo dizer que o texto bíblico indica que não basta você só amar a Deus, você precisa amar o seu próximo. Para amar o seu próximo, você precisa se amar, justamente porque você precisa amar o seu próximo conforme um parâmetro previamente estabelecido, que é si mesmo. Portanto, é impossível amar o próximo se você não se amar. E, portanto, você precisa se amar mais. Você tem que desenvolver um afeto, um amor por você. A grande questão é que esse conselho ignora, inclusive quando pretende algum amparo bíblico, que é óbvio e tá posto. O elefante na sala parece tá sendo ignorado, que é o fato de que se existe uma pessoa terminantemente apaixonada por você, é você mesmo. Talvez seja impossível. cumprir esse convite, conselho ou pedido, justamente porque nós já somos terminantemente apaixonados por nós mesmos. E se existe alguém que nos ama, não, não é sua mãe. Sua mãe te ama, [roncando] mas você é quem se ama. E é justamente por isso que Jesus diz que você tem que amar o seu próximo como um amor que já reside no seu coração há longas eras. Mas veja, ainda que pareça insustentável um conselho como esse, a gente precisa ser honesto, não com Satanás, tá? Mas honesto com conselho. O conselho é você precisa amar mais a si mesmo. E de onde isso procede? Quais são as expectativas daquele que decide aconselhar um outro alguém ou daquele que é aconselhado e encontra nesse conselho um bom conselho? Por que faz tanto sentido a gente se escorar e ancorar num conselho que diz: "Você precisa se amar mais". A razão talvez precisamos encontrar no significado corrente da palavra amor para bem compreendermos o que é amor pra mentalidade coletiva da contemporaneidade do mundo pós-moderno, do mundo que vivemos. Como o indivíduo vigente e atual entende ou significa essa palavra tão comum em toda a história do Ocidente. O que é amor para nós? Há uma semana atrás, talvez a sua rua ou a sua loja, a depender do ramo, mas sem dúvida suas redes sociais estavam inundadas de corações e músicas românticas. Frank Sinatra, Luis Armstron, você não tinha para onde fugir. E para alguns uma tristeza gigantesca, melancolia e irreparável. O cenário era de Dia dos Namorados. E qual o símbolo principal? O coração. Esse símbolo é importante justamente porque o coração é um órgão que não dominamos, mas que é principalmente responsável pelos pelo sentimento que temos. Evidente. Não é ele que produz os sentimentos no nosso corpo inteiro, mas é um órgão que nós não controlamos e que ele acelera ou diminui sua velocidade conforme os estímulos externos. Quase que como se fosse um símbolo desse amor que é naturalmente erótico. E aqui eros na expressão grega de desejo. Qual é o amor que impera no nosso tempo? um amor baseado única e exclusivamente em desejo, afeição, prazer, fruição. que é exatamente esse amor que faz com que um negócio chamado capitalismo de consumo, a economia que faz com que a gente queira cada vez mais o que a gente não precisa ou não tinha interesse até aparecer alguma oferta ou demanda, essa economia faz com que esse negócio e mecanismo do nosso coração aumente o desejo, a fome e aumente, vamos chamar assim, o amor. Zigmon Balman, quem faz uma ilustração no livro Amor líquido, de que esse amor superficial da paixão, prazer e fruição de um instante momento tão rápido quanto o próprio sentimento, é o que faz a expressão fazer amor ter sentido. E aí ele diz que os casais fazem amor, né, ou os muitos casais, um cara com diversas parceiras, por umas diversas vezes numa noite só. noite só. A palavra perde a densidade antiga de relacionamentos que começavam em uma geração e terminavam em outra, de casais que começavam com a cabeça ainda prinvam com a cabeça branca os dois juntos, mas que agora se encontram e se relaciona em um relacionamento fulgáz benefício do relacionamento não é a rapidez do encontro, mas é a rapidez e facilidade do desencontro. Eu posso dar um gosting e tá tudo bem. É, eu não preciso explicar o porqu pra pessoa que eu finalizei o relacionamento. Afinal de contas, ela sabe se a gente tá aqui para se relacionar, então seja eterno enquanto dure. Um amor, atenção, marcado por um por uma economia de mercado. Se você, se você for bom, se você for comprável, se você tiver os requisitos que fazem de você apetitoso, apetitoso, então faz sentido a gente se procurar e enquanto você me der o prazer que preciso, então nosso relacionamento durará. Anthony Guidens, ele diz a esse respeito: "O relacionamento superficial da modernidade tende a ser a forma predominante de convívio humano, na qual se entra pelo que cada um pode ganhar e se continua apenas enquanto ambas as partes imaginem que estão proporcionando a cada uma satisfações suficientes para permanecerem na relação. É evidente. Talvez por isso que casais se juntam, ainda que não saibam sobre o casamento, é um definitivamente, talvez, a gente tá até junto e definitivamente, mas mas é talvez. É para ter certeza ainda se é para rolar ou não. As pessoas não conseguem se conectar e permanecer. Por quê? Porque são muitas opções, tem um cardápio gigantesco. E a lógica cruel desse tipo de amor coletivo coletivo é que se existe um padrão que te torna bom para o consumo, se você não conseguisse adequar esse padrão, a cachapante que te esmaga e te deixa ansioso, você é completamente descartado das interrelações. Isso inclusive faz atenção, essa esse significado do amor nos relacionamentos molda a nossa percepção de amor próprio. Porque o sentido de amor coletivo é uma relação onde eu valho o quanto que eu consigo performar ou me mostrar pro outro. Então, o meu amor próprio é definido à medida em que eu tô conseguindo me fazer valer. E aí, talvez seja essa razão da gente sentir tanta condolência de personagens que que deixaram de ser só de um filme, mas eles aparecem em vários. Eu lembro agora de Todo Mundo Odeio Cris, quando aquela menina que sofria bullying com óculos de garrafa lá, fundo de garrafa, ela de repente aparece em sala de aula linda, exuberante, o vento batendo no cabelo e a música aumentando o ritmo e todo mundo olha para ela e ela mostra que ela que parecia não ter pré-requisitos, ter uma ela que não era boa o suficiente, agora ela mostra que ela era boa assim e a gente parece torcer, torcer por ela. Não só essa que tinha tudo guardado dentro de si, só precisava ir para um salão de beleza, mas outras. Lembra aqui de Carry a estranha, clássico do horror de Shiffin King. Ela que ainda que fosse no salão não ia arrumar muita coisa, que a Carry é estranha. Ela encontra em alguma coisa dentro dela uma beleza, uma beleza única, uma particularidade realmente existe. E ela de alguma forma tenta mostrar isso pro mundo. Só que isso sai com tanta violência que ela destrói tudo à volta dela. E ainda que a gente sinta o horror da revolta de alguém que foi descartado, a gente entende as razões. A gente entende por porque num mundo aonde você vale o reconhecimento que você tem, não ser reconhecido, não receber o mérito da autoafeição, é é a pior coisa do mundo. Mas talvez algo que gere mais simpatia em você seja a pequena. Pequena Little Me Sunshine, vocês lembram dela? Aquela menininha que sonhava em ser modelo, tinha uma família também meio esquisita. E você sabia que ela não levava jeito para ser modelo nunca. Mas a família abraça o sonho com ela e ela chega no final e quase que quase que você torce, não para que ela seja provada como uma modelo, mas para que ela encontre o seu próprio valor, a sua própria autoafeição, porque aí ela vai encontrar o amor próprio. E quando ela encontrar o amor próprio, ela vai poder mostrar pro mundo o amor que tem, não dependendo dessa lógica. O que no final das contas também é depender dessa lógica. E talvez, talvez, talvez esteja aqui o problema todo. A gente sabe, a gente sabe que se sentir fora da caixa, excluído, ah, com baixa autoestima, é realmente um problema. Mas não parece ser esse tipo de amor a solução para esse problema. Ainda que esse problema existe, exista e nos angustie. e de fato nos angustia. Parece, parece não ser essa saída. Há algum algumas semanas atrás reassistir um já clássico do cinema chamado The Whale, a baleia. Vale ressaltá-lo aqui justamente por ser um ganhador do Oscar de melhor ator, inclusive o cara que fez a múmia lá. Ele engordou muito para fazer um professor de literatura com um sobrepeso absurdo, que sofria muito. Os cenários todos, um quadro fechado, câmera diminuída, sempre dentro de casa, quase para você ter uma sensação de claustrofobia. E lá pelas tantas, no filme, você observa ele comendo alimentos hipercalóricos, com uma velocidade que te te sufoca. E você vê o sofrimento daquele professor e o por que ele tá se autodestruindo enquanto enquanto tá se alimentando daquela forma. E quase que você grita do outro lado da tela, para, pelo amor de Deus, você precisa se amar mais. O nosso sentimento frente a alguém que não tem o mínimo de autoafeição ou que em razão de traumas, pressões externas, não vive bem porque vive vive vida pequena. É realmente o sentimento de pelo amor de Deus, tem alguma coisa dentro de você que você precisa se amar mais. Mas veja, se esse conselho fosse bom, amar mais a si mesmo ou se autoafeiçoar faria com que a gente alcançasse um equilíbrio de pensar de si mesmo só aquilo que convém ser seguro na medida certa e cuidadoso com o outro. O grande problema é que enquanto de um lado o inseguro tem uma baixa autoestima, se a resposta pro seu problema fosse amar mais, o que indubitavelmente vai acontecer, sem dúvida, é esse inseguro se tornar agora o arrogante e esse que antes era o oprimido, né, se tornar o opressor. Ouça, meu irmão, parece que a solução não é excesso desse tipo de amor, porque se a gente aumentar esse amor, a gente vai se tornar, na verdade, cheio de uma autoestima autoestima completamente equivocada. E aqui me lembro também de um já clássico e muito importante artista pop da atualidade, Snoop Dog. Ele disse quando ganhou seu nome no Ral da Fama o seguinte, ó. Só eu quero agradecer primeiramente a mim mesmo por acreditar em mim e depois quero agradecer a mim por ter trabalhado duro. Eu quero agradecer a mim por nunca ter tirado folga. Eu quero agradecer a mim por nunca ter desistido. Eu quero agradecer a mim por dar mais do que eu recebo. E eu quero agradecer a mim por ser sempre eu mesmo. Snoop, você é brabo. brabo. Lógico que ele não falou brabo, né? Falou outra coisa pior. Você tá rindo, mas provavelmente é é assim que você sente quando você tem um dia bem-sucedido. Sabe quando você conseguiu correr aqueles 5 km no estrava assim? Eu sei, nossa, hoje eu consegui entregar tudo que meu padrão pediu, ainda fiz aquilo e eu tomei banho gelado e tá lindo e eu eu vou conseguir porque você se alimentou tanto de estímulos de autoafeição. Esse cercou de treinadores que estão tentando te empurrar através de vídeos de um minuto a acreditar que você tem um potencial, uma força, algo que é só seu e que precisa ser mostrado ao mundo, que só você pode mostrar. E isso te enche, sabe do quê? De amor próprio. Desse tipo de amor que faz você sentir que realmente você é imbatível. Mas deixa eu só te contar um trem. Sabe o que que você fica mais depois que você se enche de amor? Você fica mais perigoso porque você começa a sentir que no meio dessa comparação toda chamada mercado, onde o seu amor próprio é o quanto que você vale, você tem que valer mais do que os outros. E acima de mim só Deus. E considerar os outros superiores a mim, em hipótese alguma. Se eu errei, foi porque eu não tive o mindset. ajustado, certo? Porque dentro de mim eu não tenho erro. Se você perceber, o problema dos dois lados é um só. Narciso é aquele indivíduo na mitologia que ele ele tá era tão apaixonado por si mesmo, por sua auto imagem, que ele gastava muito tempo olhando pro lago. Ele foi, né, fugiu do palácio, ficou olhando pro lago e aí ele não percebeu. Ele foi engolido por ele mesmo e morreu folgado. Aí você diz: "Não, isso é quem tem uma auto uma alta autoafeição. Isso é quem tem muita autoestima". Mas não, você que tem baixa autoestima, só se sente injustiçado porque você sente que você deveria ser mais bem que iso. Ou ainda que você sinta que não deve ser bem quisto, você passa tempo olhando demais para você mesmo. E é por isso que você tá preso na ansiedade, no medo, na competição, sentindo, inclusive se você é bom, que amanhã pode aparecer outro melhor. E se você tá em alta, que amanhã vai aparecer outra pessoa que vai ficar no seu lugar. E aí você se enche de aparatos e mecanismos para tentar expulsar uma ansiedade incômodo que te sufoca. procedimentos estéticos, cada vez mais caros, desajeitados e que só faz parecer ser outra pessoa. Uma pessoa que parece estar numa competição com alguém que você não sabe quem é que nunca tem uma vitória. Nunca chega uma vitória. Ouça com atenção. esse conselho, você precisa se amar mais, se ancora nessa percepção de amor mercantil, líquida, erótica, onde eu vale o que eu tenho. Tenha certeza, esse parece um dos piores conselhos que você pode ouvir na sua vida e saiba, é esse conselho que dia após dia você é apresentado. Mas talvez se você é evangélico, sabe aqueles crentes assim cristão que tem a Bíblia toda rabiscada? [roncando] Você deve falar assim: "Léo, eu eu já sabia quando você começou a pregar, eu sabia que não era isso." Por quê? Porque o amor bíblico tá lá no grego. Não é eros, não é ágape. Ó só, não é um amor que deseja e demanda e que consome, mas é um amor que entrega. Jesus mandou a gente se entregar a amar o próximo. E é esse o tipo de amor que se algo tem que aumentar, deve aumentar no nosso coração. Aleluia! Então, aleluia! Mas por mais que isso seja uma verdade e a tradição cristã vá concordar conosco, inclusive vários intelectuais, não cristãos vão concordar conosco. Cita Kibalma novamente e o próprio Freud no malestar da civilização. Isso é que o amor em responsabilidade ao outro tem a capacidade realmente de organizar a civilização e parece ser esse o imperativo, o mandamento mais fundamental para que a civilização seja civilização. Pense uma mãe que precisa só se dedicar a um filho sem necessariamente encontrar nada em troca. Se não fosse essa estrutura da realidade, a gente não sobreviveria, não teria essa sociedade. Isso é contratos de responsabilidade múltuas que fazem com que a gente se dedique pelo bem do outro. Parece que isso é fundamental e todos reconhecem. No entanto, concordo. Concordo quando, por exemplo, no malestar, o Freud diz que isso é impraticável. Ainda que pareça ser o fundamento da humanidade, parece ser impossível. Parece que a gente não consegue. Nós não temos. Seja honesto comigo, pelo amor de Deus. Eu não tenho energia psíquica suficiente para viver minha vida inteira me entregando e pegando de dentro de mim. recursos necessários para servir aquele que eu sei que não vai dizer nem obrigado. Parece não haver em nós capacidade de se doar quase que irrestritamente. E se o amor que precisa aumentar é o ágape, então parece ser impossível, impossível que esse amor cresça mais na gente. A gente vai dar com a cara na realidade chamada ser humano e pecado. Isso parece impossível. Mas aqui, aqui talvez seja um ponto importante. Se nós Se nós precisamos de alguma forma descobrir qual o amor certo e a medida certa para se se afeiçoar de si mesmo ou qual que é o amor próprio, certo? certo? Santo Agostinho, o doutor do amor, talvez o principal teólogo de todas as tradições cristãs, ele que mais falou sobre o amor e que apresentou uma doutrina inteira a respeito desse, ele ele vai dizer pra gente nos guiar por um caminho que entende o amor não só como ágape e o amor de Deus e a relação de Deus consigo mesmo e com os seres humanos não é só de entrega, não é só como alguém que se sacrifica. Mas Deus, apesar de não ter falta em nada, ao mesmo tempo que ele opera e funciona na entrega, ele sempre espera que aquele que recebe o bem entregue por ele, se volte de novo a ele, reconhecendo o bem. Então, Deus não é só agápico, mas ele tem esse desejo que é próprio da expressão grega do EOS. E o amor de Deus, portanto, é esse círculo de entrega do bem e de expectativa que o outro se volte ao objeto do bem, se volte ao centro do bem. E é por isso que desde a eternidade Deus que é amor se relaciona com ele mesmo na pessoa do filho e do espírito santo. Em uma relação perfeita e bem ajustada, onde ninguém perde nada, porque tudo que o Filho precisa, ele recebe do Pai e responde ao Pai o glorificando e reconhecendo que ele é digno de glória. E essa relação se interpenetra e dura eternamente até o momento em que isso transborda, isso recochit em nós. Quando quando nós somos amados e recebemos o amor de Deus, esses dons, bens e graças contidos no Deus, que é o centro de todo bem, [roncando] ele ele cai no nosso colo na expressão chamada graça. Nós recebemos de Deus os bens e agora cheios. Agora que a gente sabe que a gente foi justificado diante de Jesus, agora que a gente sabe que Deus nos deu todas as bênçãos espirituais com Jesus nas regiões celestiais. Agora que a gente sabe que Deus nos deu talentos, ele nos deu o dom da vida, ele nos deu um propósito. Agora que todas as áreas da nossa vida ressuscitaram com Cristo, agora a gente tem os nutrientes e energia necessária para se projetar ao outro e entregar para ele a graça. E por isso é sustentável. Talvez o que muitos ignoraram, a saber, médico psiquiatra Freud, também sociólogos Bma, seja o fato de que quando alguém encontra com Deus, essa pessoa encontra a fonte de todo nutriente, energia necessária para fazer o bem. E como Paulo disse, não se cansar de fazer o bem. Essa dinâmica, portanto, que leva em conta a necessidade de entrega e de de busca é a maneira como Deus funciona. E aqui cito um teólogo que sua tese de doutorado foi em Santo Agostinho chamado Oliver o Donovan. o Donovan, que inclusive eu acho que a semana passada foi o melhor dia na vida dele. Se você não viu aí, não sei onde é que você tava, né, mas eh postaram aí no Instagram um café com o melhor teólogo que a gente tem vivo e o Oliver Odonovan. Pastor Guilherme tava tomando café com com Odonovan lá na Escócia, tá? Impressionante, assim, tava tomando chá e cookinho de pistache. Coisa chique. E o Odonovan, que talvez seja um dos maiores teólogos vivos em teologia moral principalmente, ele escreveu na tese dele de doutorado, publicada pela Oxford Press, o problema do amor próprio em Santo Agostinho. A gente tá falando do amor, certo? Como que Deus opera essa dinâmica de dar e de receber, não é isso? E aí o que que ele levanta? Ele levanta uma questão, ele diz o seguinte: "Parece ter uma contradição tanto na fé cristã, parece, quanto em Santo Agostinho." Isso é, Agostinho primeiro fala que o amor próprio é a razão de todos os males. Lembra que esse amor erótico que Satanás vive dizendo que a gente tem que aumentar no nosso coração? Foi a mesma razão de Satanás ter caído e a mesma razão da nossa queda, a autoafeição. Agostinho diz: "Essa é a razão de todos os males". Mas curiosamente ele diz em outros textos, e aqui cito, de fato, você não se amava quando não amava a Deus e o que Deus fez. Você não se amava quando não amava a Deus e o que Deus fez. O que que tá implícito aqui? Uma aparente contradição. Primeiro, ele diz: "Amar a si mesmo é o maior dos problemas". E segundo ele diz, parece que você tem que se amar a si mesmo. Você tem, só que você tem que amar do jeito certo. E segundo, Odonova, o jeito certo é primeiro amando a Deus e depois o seu próximo. Ouça, meu irmão, não tem como expulsar esse bicho dentro de você chamado amor próprio. Não tem como. Tente incorrente que for de oração. 7 dias. É. Impossível, mas parece que esse mecanismo e estrutura que tá dentro da gente só é satisfeito quando a gente para de olhar para nós mesmos, buscando a satisfação desse si mesmo. E a gente olha pro alto e pro lado. A gente olha para fora. E quando a gente projeta os olhos para fora, finalmente parece que a gente passa a se amar adequadamente. E a razão é óbvia. Você não precisa do Odonovan para entender. A razão é óbvia, porque se você olha para Cristo e crê que ele é o centro de toda vida, o autor de toda realidade e bem do qual todos os bens procedem, você obviamente entende que se alguém pode ajeitar a minha vida e ajustar cada área dela de forma adequada, esse alguém tem que ser Deus. E se você se convence disso e entrega todas as suas afeições a ele, obedecendo a ele, amando seu próximo, naturalmente o trabalho de organizar cada área da sua vida, cada dinâmica da sua autopercepção, o seu autovalor e autoafeição são resolvidos. No final das contas, a moral é simples. A gente precisa sim amar mais. Como Martin Busser diz, a conclusão de tudo isso é que um cristão vive não em si mesmo, mas em Cristo e em seu próximo. Em Cristo pela fé e em seu próximo pelo amor. Volta os olhos pro texto que a gente leu inicialmente, capítulo 10 de Lucas, verso 25. O cenário é claro, tem um personagem aqui conversando com Jesus. O texto diz que ele é um especialista da lei. Pensa no antigo Israel, ser um especialista da lei é o equivalente a ser um PhD na melhor e maisquista área do mundo judaico. Ele era doutor na Torá, no Antigo Testamento, e todos olhavam para ele com respeito e admiração. Em outras palavras, ele era alguém a quem podia se orgulhar, alguém que viveu bem, alguém que era bem quisto, alguém que se amou e se amou demais. a ponto de, como o texto diz, certo dia esse especialista da lei se levantou para pôr Jesus à prova. O nível de confiança e certeza de que esse homem tinha tudo para ser qualificado entre os demais é tamanho que ele se levanta e se coloca acima do Jesus, criador dos céus e da terra, assentado diante dele, e ele tenta pôr Jesus à prova, certo de que a pergunta que ele vai fazer para Jesus já tem uma resposta e que ele sabe qual é. Ele pergunta: "Mestre, o que é preciso fazer para herdar a vida eterna?" Tem duas preocupações contidas nessa pergunta. A primeira delas é: o que é preciso fazer? Pensa só, olha o tanto que esse cara deve ter trabalhado para conseguir ser quem ele é. Ele já entendeu que você não é nada se você não fizer por onde? E ele tá pensando o seguinte: "O que que eu tenho que fazer? Mas para quê? Segunda preocupação, para ter a vida eterna. Existe um anseio, desejo e aspiração no coração desse cara bem-sucedido. Alguém que diferente daquele de baixa autoestima, conseguiu se amar mais. E o desejo no coração dele é um só, é viver bem. E viver bem a ponto de ter uma vida eterna, abundante, durável. Ele quer vida. E ele diz: "Mestre, o que que eu tenho que fazer para conseguir a vida eterna?" E a resposta de Jesus. E Jesus é bom, né, gente? né, gente? Ele ele responde perguntando: "O que diz a lei de Moisés? Como você a entende?" É lógico que ele ficou numa saia justa. Ele tinha tanta honra pública, né? porque era um mestre da lei e ele não podia não responder. E ele vai lá e enche o peito, imagino eu. Enche o peito e responde: "Ame o Senhor, seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de toda sua força, de toda sua mente e ame o seu próximo como a si mesmo." Acertada resposta. Jesus diz: "Parabéns". Parabéns, porque sua resposta foi ótima. Você respondeu primeiro que a gente tem que buscar em Deus, que é a fonte de toda a vida, todo o dom que a gente precisa. E agora com nossas desejos e anseios, nossas fomes saciadas, porque a gente amou ele com tudo infinitamente, agora a gente procura o próximo, não para devorar ele, se satisfazer dele, mas para entregar para ele um amor que aqui é como a nós mesmos. É lógico que Jesus ficaria orgulhoso, mas perceba a sutileza da resposta de Jesus. Ele diz: "Faça isso e você viverá". de novo, faça e viverá. Porque eram as duas preocupações dele. Como que eu faço para me tornar alguém comprável por Deus? Para que eu tenha vida e minha vida vale a pena para que eu viva? E Jesus disse, existe só um jeito. Mas talvez você não tenha percebido o quão contraditório é o que Jesus tá dizendo, mas esse estudante da lei percebeu e ele imediatamente não vai embora. Ele engole um sapo. Parece que ele volta para Jesus sem saber. E ele pergunta, o texto diz: "O homem, porém, querendo justificar suas ações." Ele não tava satisfeito. De alguma forma ele ainda queria se justificar. Ele não encontrou nele justificação. Ele precisava pagar por alguma coisa. Ele precisava sair ganhando. E ele pergunta: "Quem que é o meu próximo?" Você já parou para pensar por que ele fica inquieto com o segundo mandamento? O primeiro, ele nem pergunta. Amar Deus, tudo bem, acima de mim, só Deus. Mas é o segundo que o incomoda, é o fato de ter que amar o próximo como a mim mesmo. E o que que ele pretende? Delimitar então quem é esse próximo? Quem que é esse próximo? me conta para eu poder saber o que que eu faço. E Jesus conta uma história. Jesus diz, vocês sabem, o homem samaritano, homem à beira do caminho, é espancado, desfigurado. O texto diz que tiram as roupas, espancam e deixam quase morto, quase morto na beira da estrada. A cena é lógico. Jesus tá dizendo de alguém que era impossível de ser identificado. Alguém desfigurado, sem roupa, impossível de ser identificado. Quase como quem diz o seguinte: você não sabe, ou melhor, o próximo é alguém que não é uma pessoa em específico, não é alguém que você conheça, não é alguém com roupas caras, bem que isto é alguém. O próximo é qualquer imagem, semelhança de Deus. verso 31. E por acaso, de novo, mais uma sutileza, quase que indicando que você nunca vai saber quando isso acontecer, quando tiver um próximo na sua frente, em que você precisa entender o amor a ele. Por acaso descia por ali um sacerdote, quando viu o homem caído, atravessou para o outro lado da estrada. Um levita fazia o mesmo caminho e viu o homem caído, mas também atravessou e passou longe. Atenção, o movimento é, eles estão num lado da calçada e eles vêm o homem. E quando eles vem o homem, o primeiro dos sacerdotes, ele atravessa a rua e ele continua andando. O outro homem, o levita, vê também. E o texto diz que ele também faz o mesmo e passa longe. Eu imagino ele evitando contato visual, pegando no telefone, não sei. Então, 33, veio um samaritano e ao ver o homem teve compaixão dele, foi até ele e fez o que nenhum fez. tratou, tratou os seus ferimentos, colocou no jumento, levou para uma hospedaria, deu dinheiro, falou: "Se precisar mais, eu eu pago também". E aí, finalmente, Jesus faz uma pergunta: "Você não é o sabichão? Você não entende?" "Então me responde: "Qual desses três você diria que foi o próximo do homem atacado pelos bandidos?" E o especialista da lei responde: Aquele que teve misericórdia dele? Então Jesus disse: "Então vá e faça o mesmo". Qual que é o ponto aqui? É que o próximo não é só o seu semelhante, mas quem define o próximo é a sua disposição de se aproximar dele. Diferente do levita e do sacerdote aqui, o bom samaritano, ele não passa longe atravessa rua, mas ele, como o texto diz, foi até ele. Ele se aproximou. >> [roncando] >> Mas o mais sutil, aonde nesse texto o samaritano tá amando a si mesmo. Geralmente quando a gente ouve Jesus dizer que a gente tem que amar o próximo como a nós mesmos, o que a gente pensa é que tem uma proporcionalidade. Eu me amo num tanto e no mesmo tanto amo o meu vizinho. Porque se me amar mais, vou distorcer a relação e me impor sobre ele. E se amar mais ele, vou engolir mais sapo do que devo. Tenho que amar proporcionalmente. Afinal de contas, ame o próximo como a si mesmo. Mas quando o samaritano, nesse texto amou a si mesmo, ele entregou seu tempo, entregou seu dinheiro, ofereceu, se precisar mais dinheiro. Ele entregou tudo, tudo que tinha, tudo que tinha, recebendo nada do homem em troca, quase que abrindo mão do seu caminho, parando tudo por ele. E a razão, como já observamos, é óbvia. É porque quando você ama a Deus e ama o teu próximo com tudo que você tem, você não precisa pensar em si mesmo. Você já está se amando. Você já tá vivendo do jeito certo, cuidando de si, se resguardando. Se o seu dinheiro é usado paraa glória de Deus, se você faz com que ele seja usado mais para o bem comum do que para satisfazer seus caprichos. Sabe aquela garrafinha que você gostou que custa o carro? Sabe aquele aquele sabe aqueles bens de consumo que devoram a sua expectativa de através dele ser alguma coisa? Parece que aqui o que que o samaritano faz é dispender mão do que é dele como um jeito de amar ele mesmo. Meus irmãos, eu não sei aonde, na literatura ocidental, oriental, que onde quer que seja que existe outra pessoa apresentando um caminho como esse de Jesus. Você se ama se esquecendo. Mas a o que motiva não é só autoesquecimento, é misericórdia. O verso 37 diz que o especialista falou que aquele que se aproximou foi o que teve misericórdia. A expressão é misturar o seu coração na miséria do outro. Não é isso? Expressão latina é você sentir que o outro é você, que a dor dele é a sua, que a responsabilidade sobre ele é a sua. Gente, isso é impossível se você não passar por Jesus antes. Se você não for em Jesus antes e pegar todos os nutrientes necessários, você não consegue isso. E por isso são dois. Mas chamo sua atenção. Chamo sua atenção. Talvez isso explique o por que Jesus disse que aquele que quiser salvar a sua própria vida, perdê-la há. Mas aquele que quiser, aquele que perder a sua vida por causa de mim, achaá-la. Parece que o caminho proposto aqui é do autoesquecimento. E é exatamente isso. Lá pelo final do ministério de Jesus, João capítulo 13 verso 34, ele dá um novo mandamento. Esse novo mandamento não ignora os anteriores, mas encapsula os anteriores. Toma os anteriores e simplifica eles ou sintetiza ou reúne eles em um só. Um novo mandamento. E qual mandamento é esse? Depois de Jesus ter dado testemunho de como de fato viver, ele diz: "Um novo mandamento vos dou, que amei-vos uns aos outros. Amai-vos, amei-vos, misericórdia, amei-vos, amai-vos uns aos outros como eu vos amei." Perceba, para cumprir esse novo mandamento, você precisa ser amado por Deus, certo? Senão você não vai saber a medida que tem que amar o outro. Então, o primeiro dos dois mandamentos lá de trás já foi cumprido. Se encontra com Jesus, aprende como ele te ama, é enriquecido pelo amor de Deus e agora você ama o seu vizinho como ele te amou. Só que talvez você não tenha percebido, não tem mais nesse novo mandamento o si mesmo. mesmo. Si mesmo não é medida de mais nada. Sabe por quê? Porque Deus não quer mais você mesmo. mesmo. Ele não quer que você pense nisso. Ele não quer que você gaste seu tempo pensando em si. Mas ele quer que você gaste o seu tempo pensando o no quanto ele te amou e em como você pode mostrar esse amor pro seu irmão. Deus quer que você e eu morramos para que ele nasça em nós. E quando nós nos relacionarmos com o nosso vizinho, tudo que sobre nós é Cristo em nós, a esperança da glória. E o perfume de Jesus aumente e a nossa autoestima esteja ancorada naquele que ressuscitou dentre os mortos e aquele que é digno de toda a glória eternamente. E quando tivermos de nos gloriar em algo, a gente não se gloria nos nossos feitos, mas a gente se gloria em Cristo. E quando nota nossa autoestima tá baixa, a gente se lembra o pelo que que Deus fez por nós. E Cristo passa a ser o eixo centro de tudo. E o nosso amor próprio passa, ele não deixa de existir, mas ele passa a ser um jeito da gente amar Jesus, a gente amar Jesus. Portanto, você precisa se amar mais. A gente precisa amar Jesus mais, muito mais. Se luz emos quatro amores. Deus Deus que de nada necessita traz amorosamente à existência criaturas completamente supérfluas com a finalidade de amá-las e aperfeiçoá-las. Ele cria o universo já antevendo a barulhenta nuvem de moscas ao redor da cruz, as costas esmigalhadas, comprimidas contra a estaca desforme, os pregos fincados nos nervos das mãos, o sufocamento incipiente que se repete à medida que o corpo se inclina, a tortura repetida das costas e braços, à medida que, momento após momento, tenta se erguer para conseguir respirar. Se puder me atrever a apresentar imagem biológica, Deus é um hospedeiro que deliberadamente cria seus próprios parasitas, parasitas, faz de nós aqueles que poderão explorar e tirar vantagem dele. Nisso está o amor. Nisso está o amor. Nisso está o amor. Como o amor dos mártires. Esse é o paradigma do amor de Deus. o inventor de todos os amores. Feche os olhos. Pai nosso, [suspirando] te agradecemos pela pessoa de Jesus. Agradecemos pelo Teu Espírito Santo, Deus, e agradecemos porque o Senhor junto aos dois formam a Santíssima e eterna Trindade, que se ame eternamente e que quando se revela ao mundo, mostra ao mundo jeito estranho, diferente e único de vivermos aqui. Um jeito que só é explicado com quem veio de lá. Ajuda-nos, Deus, a cumprirmos essa difícil tarefa de amarmos ao Senhor, amarmos o nosso próximo e dessa forma amarmos a nós mesmos como convém. Tende misericórdia de nós e que esse amor estranho nos leve ao impossível, ao milagre da vida de cruz, em nome de Jesus. Amém. >> [música]