Igreja Batista Maanaim
04 de janeiro de 2026
56min
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Obrigado. Boa noite a todos. É uma alegria que no primeiro culto do ano a alegria que no primeiro culto do ano a gente tem uma igreja tão cheia. Ah, vou, gente tem uma igreja tão cheia. Ah, vou, geralmente a gente pergunta isso no geralmente a gente pergunta isso no momento de comunhão e como hoje é dia de momento de comunhão e como hoje é dia de seia, ah, o momento de comunhão fica ao seia, ah, o momento de comunhão fica ao fim do culto, mas eu vou quebrar um fim do culto, mas eu vou quebrar um pouco o protocolo e vou perguntar antes. pouco o protocolo e vou perguntar antes. Alguém aqui nos visita pela primeira, Alguém aqui nos visita pela primeira, pela segunda vez? Você que não é membro pela segunda vez? Você que não é membro da Manain tá nos visitando aqui só, ó. da Manain tá nos visitando aqui só, ó. Eita, ali tem um pessoal, hein? Eita, ali tem um pessoal, hein? Ótimo, seja muito bem-vindo. Significa Ótimo, seja muito bem-vindo. Significa que a gente não precisa comprar mais que a gente não precisa comprar mais cadeiras pro domingo que vem, não é? A cadeiras pro domingo que vem, não é? A não ser que você continue voltando, aí a não ser que você continue voltando, aí a gente vai ter que resolver isso. Mas pra gente vai ter que resolver isso. Mas pra gente é uma alegria. Se você porventura gente é uma alegria. Se você porventura está em pé e atrás, certo? A gente ainda está em pé e atrás, certo? A gente ainda tem algumas poucas cadeiras aqui na tem algumas poucas cadeiras aqui na frente, aqui no meio, aqui do lado. Eu frente, aqui no meio, aqui do lado. Eu tô vendo umas bíblias sentadas, não é? A tô vendo umas bíblias sentadas, não é? A Bíblia pode ir pro colo de alguém e aí Bíblia pode ir pro colo de alguém e aí você, se você tiver em pé, por favor, você, se você tiver em pé, por favor, não fique. Ainda tem cadeira para você, não fique. Ainda tem cadeira para você, tá bom? Ah, a gente vai pro texto de tá bom? Ah, a gente vai pro texto de Lucas 10. Você pode ir abrindo a sua Lucas 10. Você pode ir abrindo a sua Bíblia. Ah, se você trouxe ela com você, 29 de novembro de 2017, quando Janes Brito, um morador de rua do quando Janes Brito, um morador de rua do Distrito Federal, de 53 anos, começou a Distrito Federal, de 53 anos, começou a sentir forte fortes dores do peito. sentir forte fortes dores do peito. incapaz de se mover, ele gritava por incapaz de se mover, ele gritava por ajuda aos transeútes, em uma movimentada ajuda aos transeútes, em uma movimentada avenida de Brasília, há menos de 5 avenida de Brasília, há menos de 5 minutos, do Hospital Regional da ASA minutos, do Hospital Regional da ASA Norte, da rede pública de saúde e Norte, da rede pública de saúde e referência pra região. referência pra região. Apesar de pedir por ajuda, as pessoas só Apesar de pedir por ajuda, as pessoas só chamaram a polícia e os bombeiros depois chamaram a polícia e os bombeiros depois de 2 horas, quando perceberam que o de 2 horas, quando perceberam que o mendigo já estava imóvel. Janes Brito mendigo já estava imóvel. Janes Brito morreu numa quarta-feira, dia 29 de morreu numa quarta-feira, dia 29 de novembro em 2017, após gritar por ajuda novembro em 2017, após gritar por ajuda por 2 horas em vão. por 2 horas em vão. O que é que leva uma sociedade a uma O que é que leva uma sociedade a uma apatia tão profunda? Diante da dor de um apatia tão profunda? Diante da dor de um semelhante, diante de pedidos de ajuda, semelhante, diante de pedidos de ajuda, de uma pessoa morrendo na rua, de uma pessoa morrendo na rua, transeútes, não darem atenção àquilo, transeútes, não darem atenção àquilo, mesmo que o hospital, que poderia salvar mesmo que o hospital, que poderia salvar a vida de um semelhante estivesse tão a vida de um semelhante estivesse tão perto. O motivo talvez venha de uma de perto. O motivo talvez venha de uma de um pressuposto que eu assumi da minha um pressuposto que eu assumi da minha pergunta, mas que não é assumido nos pergunta, mas que não é assumido nos nossos relacionamentos. nossos relacionamentos. Nem sempre a gente acha que o outro é um Nem sempre a gente acha que o outro é um semelhante, semelhante, é um igual, é alguém dotado mesmo valor é um igual, é alguém dotado mesmo valor e da mesma dignidade que você. O outro e da mesma dignidade que você. O outro em dor, em dificuldade, clamando por em dor, em dificuldade, clamando por ajuda, quando ele está em uma posição ou ajuda, quando ele está em uma posição ou em um lugar que muitas vezes lhes é lhe em um lugar que muitas vezes lhes é lhe é desagradável, ele não é visto como um é desagradável, ele não é visto como um semelhante, ele é visto como um estorvo, semelhante, ele é visto como um estorvo, ele é visto como um problema. Ele é ele é visto como um problema. Ele é visto como um incômodo. Ele é visto como visto como um incômodo. Ele é visto como uma imagem negativa de onde o ser humano uma imagem negativa de onde o ser humano pode chegar ali naquela esquina, mas não pode chegar ali naquela esquina, mas não como alguém que poderia ser você em como alguém que poderia ser você em algum momento da sua vida. Para mim foi algum momento da sua vida. Para mim foi muito tocante quando eu conheci muito tocante quando eu conheci moradores de rua, quando fiz minha moradores de rua, quando fiz minha pesquisa com moradores de rua na Praça pesquisa com moradores de rua na Praça do Ferreira em 2017, do Ferreira em 2017, quando eu conheci pessoas que só viraram quando eu conheci pessoas que só viraram moradoras de rua, população de rua já moradoras de rua, população de rua já mais velhas do que eu. Conheci um homem mais velhas do que eu. Conheci um homem morador de rua, ele era policial civil morador de rua, ele era policial civil em Sobral, perdeu a esposa de forma em Sobral, perdeu a esposa de forma trágica já aos 50 e poucos anos. trágica já aos 50 e poucos anos. E depois de algumas tragédias E depois de algumas tragédias familiares, ele para na rua. 53 anos foi familiares, ele para na rua. 53 anos foi quando um policial concursado virou quando um policial concursado virou população de rua. Eu tenho 33. Dá tempo população de rua. Eu tenho 33. Dá tempo ainda para mim. Quem aqui tem menos 53, ainda para mim. Quem aqui tem menos 53, talvez dê tempo para você. talvez dê tempo para você. A gente olha para as pessoas em A gente olha para as pessoas em situações às vezes diferentes das nossas situações às vezes diferentes das nossas e a gente imagina que nunca poderia ser e a gente imagina que nunca poderia ser eu ali. Mais do que isso, nunca poderia eu ali. Mais do que isso, nunca poderia ser alguém como eu ali. Tem algo ser alguém como eu ali. Tem algo diferente naquela pessoa. O motivo de diferente naquela pessoa. O motivo de nós às vezes sermos tão apáticos à dor nós às vezes sermos tão apáticos à dor do semelhante vem de não enxergarmos as do semelhante vem de não enxergarmos as outras pessoas como semelhantes, como outras pessoas como semelhantes, como iguais a nós. E o texto que a gente vai iguais a nós. E o texto que a gente vai ler hoje, um texto muito poderoso sobre ler hoje, um texto muito poderoso sobre isso, é justamente o texto de Lucas 10, isso, é justamente o texto de Lucas 10, de 25 a 37, a famosa parábola do bom de 25 a 37, a famosa parábola do bom samaritano. É uma palá, é uma parábola samaritano. É uma palá, é uma parábola que mesmo numa leitura desatenta é muito que mesmo numa leitura desatenta é muito poderosa, mas quando a gente olha para poderosa, mas quando a gente olha para ela a partir de muito do contexto ela a partir de muito do contexto cultural do que acontecia ali e qual o cultural do que acontecia ali e qual o problema que Jesus quer resolver, essa problema que Jesus quer resolver, essa parábola deveria nos mover a um tipo de parábola deveria nos mover a um tipo de vida cristã muito diferente daquilo que vida cristã muito diferente daquilo que às vezes a gente se acostumou. às vezes a gente se acostumou. O contexto vem de um dos muitos embates O contexto vem de um dos muitos embates entre os líderes judaicos e Jesus. A entre os líderes judaicos e Jesus. A partir do verso 25 diz: "Eis que certo partir do verso 25 diz: "Eis que certo homem, intérprete da lei, se levantou homem, intérprete da lei, se levantou com o objetivo de pôr Jesus à prova e com o objetivo de pôr Jesus à prova e lhe perguntou: "Mestre, que farei para lhe perguntou: "Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" herdar a vida eterna?" Nenhuma pergunta poderia ser mais Nenhuma pergunta poderia ser mais legítima, mas a gente entende pelo texto legítima, mas a gente entende pelo texto que essa pergunta não vem de um que essa pergunta não vem de um interesse de um interesse genuíno pela interesse de um interesse genuíno pela salvação. Essa pergunta vem de uma salvação. Essa pergunta vem de uma tentativa de testar Jesus. Eu quero ver tentativa de testar Jesus. Eu quero ver se esse Cristo manja mesmo das se esse Cristo manja mesmo das escrituras judaicas. Eu quero ver se escrituras judaicas. Eu quero ver se esse Cristo que tá pregando aí, se ele esse Cristo que tá pregando aí, se ele tem mesmo noção do que que a Bíblia fala tem mesmo noção do que que a Bíblia fala sobre as coisas. Como é que eu vou pro sobre as coisas. Como é que eu vou pro céu, Jesus? Qual é a forma correta de céu, Jesus? Qual é a forma correta de encontrar a salvação? encontrar a salvação? Esse tipo de questionamento era muito Esse tipo de questionamento era muito comum ao longo dos evangelhos de pessoas comum ao longo dos evangelhos de pessoas tentando fazer testezinhos com o filho tentando fazer testezinhos com o filho de Deus. Jesus responde no verso 26 e de Deus. Jesus responde no verso 26 e responde devolvendo a pergunta. Verso 26 responde devolvendo a pergunta. Verso 26 diz: "Então Jesus lhe perguntou: "O que diz: "Então Jesus lhe perguntou: "O que está escrito na lei? Como você a está escrito na lei? Como você a entende?" entende?" Ele devolve a pergunta com uma pergunta. Ele devolve a pergunta com uma pergunta. verso 27 diz a isto, ele respondeu que verso 27 diz a isto, ele respondeu que no caso mestre da lei, ame o Senhor, seu no caso mestre da lei, ame o Senhor, seu Deus de todo o seu coração e de toda a Deus de todo o seu coração e de toda a sua alma, com todas as suas forças e sua alma, com todas as suas forças e todo o teu entendimento, e ame o seu todo o teu entendimento, e ame o seu próximo como você ama a si mesmo. O próximo como você ama a si mesmo. O mestre da lei responde com duas citações mestre da lei responde com duas citações do Antigo Testamento, uma citação de do Antigo Testamento, uma citação de Levítico e uma citação de Deuteronômio. Levítico e uma citação de Deuteronômio. Uma citação fala sobre o modo como nós Uma citação fala sobre o modo como nós amamos a Deus. Como é que eu vou pro amamos a Deus. Como é que eu vou pro céu? Amando a Deus. Eu mando a Deus com céu? Amando a Deus. Eu mando a Deus com tudo que eu tenho, com tudo que eu sou, tudo que eu tenho, com tudo que eu sou, com tudo aquilo que há dentro de mim, com tudo aquilo que há dentro de mim, com todo o meu coração, com toda a minha com todo o meu coração, com toda a minha alma, com toda a minha força, com todo o alma, com toda a minha força, com todo o meu entendimento. meu entendimento. Há um aspecto vertical na salvação, um Há um aspecto vertical na salvação, um amor que sobe até os céus, mas também é amor que sobe até os céus, mas também é um aspecto horizontal na salvação. E ame um aspecto horizontal na salvação. E ame o seu próximo como você ama a si mesmo. o seu próximo como você ama a si mesmo. pressupõe-se aqui um tipo de amor por si pressupõe-se aqui um tipo de amor por si mesmo, onde eu coloco o outro, aquele mesmo, onde eu coloco o outro, aquele que é o meu próximo, o meu semelhante, que é o meu próximo, o meu semelhante, como alguém que recebe o mesmo tipo de como alguém que recebe o mesmo tipo de entrega e de serviço que eu entregaria a entrega e de serviço que eu entregaria a mim. mim. O que já faz com que o caminho da O que já faz com que o caminho da salvação seja um caminho não só de olhar salvação seja um caminho não só de olhar para cima, de olhar pros céus, de olhar para cima, de olhar pros céus, de olhar para Deus. O caminho da salvação também para Deus. O caminho da salvação também passa por um olhar pro lado, por um amor passa por um olhar pro lado, por um amor a Deus que se expressa no amor ao outro a Deus que se expressa no amor ao outro e em enxergar no outro mesmo tipo de e em enxergar no outro mesmo tipo de valor que eu enxergo em mim e em dedicar valor que eu enxergo em mim e em dedicar ao outro aquilo que eu dedico a mim. ao outro aquilo que eu dedico a mim. Jesus então responde, diz o verso 28, Jesus então responde, diz o verso 28, você respondeu corretamente, faça isso e você respondeu corretamente, faça isso e você viverá. Simples, rápido, um embate você viverá. Simples, rápido, um embate que poderia ter acabado aqui. Simples, que poderia ter acabado aqui. Simples, claro e direto. Certamente claro e direto. Certamente simples, certamente simples, certamente muito difícil. muito difícil. É simples. Ame a Deus e ame ao próximo. É simples. Ame a Deus e ame ao próximo. É um resumo muito claro, muito fácil do É um resumo muito claro, muito fácil do evangelho. evangelho. É simples, mas não é fácil. Não é É simples, mas não é fácil. Não é complexo, mas é difícil. Não é difícil complexo, mas é difícil. Não é difícil de entender, é difícil de obedecer. E de entender, é difícil de obedecer. E por ser difícil de obedecer, a gente por ser difícil de obedecer, a gente tenta encontrar desculpas para falta de tenta encontrar desculpas para falta de amor ao próximo no nosso coração. O o amor ao próximo no nosso coração. O o chamado do amor faz com que a gente chamado do amor faz com que a gente sempre procure justificativas para sempre procure justificativas para conseguir não amar e se sentir bem. conseguir não amar e se sentir bem. Claro, tentar achar uma desculpa para Claro, tentar achar uma desculpa para não amar a Deus era muito pesado. Então, não amar a Deus era muito pesado. Então, o caminho aqui do homem foi achar um o caminho aqui do homem foi achar um desculpa para não amar o próximo. Como o desculpa para não amar o próximo. Como o mestre da lei sabe fazer, ele tenta mestre da lei sabe fazer, ele tenta encontrar aqui uma armadilha, um jogo de encontrar aqui uma armadilha, um jogo de palavras para tentar não ter que seguir palavras para tentar não ter que seguir o que a lei dizia. O verso 29 tem a o que a lei dizia. O verso 29 tem a pergunta dele. Mas ele, querendo pergunta dele. Mas ele, querendo justificar-se justificar-se perguntou a Jesus: "Quem é o meu perguntou a Jesus: "Quem é o meu próximo? próximo? Que perguntinha né? Deus diz: Que perguntinha né? Deus diz: "Como é que eu, como é que eu vou, como "Como é que eu, como é que eu vou, como é que você faz para ir pro céu? Ame a é que você faz para ir pro céu? Ame a Deus e o próximo." Beleza, Jesus. Mas e Deus e o próximo." Beleza, Jesus. Mas e o próximo? Quem é? Quem é o próximo para o próximo? Quem é? Quem é o próximo para eu amar? E aí começa, né? Muito, muito eu amar? E aí começa, né? Muito, muito do trabalho teológico e filosófico. É só do trabalho teológico e filosófico. É só uma tentativa de desobedecer a Deus com uma tentativa de desobedecer a Deus com elegância. elegância. E aí é uma tentativa de achar. Fariseus E aí é uma tentativa de achar. Fariseus faziam isso o tempo inteiro, né? A lei faziam isso o tempo inteiro, né? A lei dizia para eles louvarem, ah, para eles dizia para eles louvarem, ah, para eles honrarem os pais na velice. E se os pais honrarem os pais na velice. E se os pais passavam por necessidade, eles iriam passavam por necessidade, eles iriam sustentar os pais na velice. Eles sustentar os pais na velice. Eles inventam a lei da corbã em que todos os inventam a lei da corbã em que todos os bens deles eram entregues a em tese a bens deles eram entregues a em tese a Deus, dedicados a Deus. E então eles Deus, dedicados a Deus. E então eles ainda usufruíam de seus bens, mas eram ainda usufruíam de seus bens, mas eram de Deus. Então não podiam usar para de Deus. Então não podiam usar para sugentar os pais. Que pena. Adoraria sugentar os pais. Que pena. Adoraria ajudar meus pais, mas dediquei a Deus. ajudar meus pais, mas dediquei a Deus. Jesus diz: "Vocês ficam inventando Jesus diz: "Vocês ficam inventando tradição para poder desobedecer a Deus". tradição para poder desobedecer a Deus". Nosso coração faz isso às vezes, né? Nosso coração faz isso às vezes, né? A gente fez isso muitas vezes quando era A gente fez isso muitas vezes quando era devoto algum santo devoto algum santo e a gente dizia: "Não, não, não, e a gente dizia: "Não, não, não, adoração não, adoração não, devoção. devoção. Eu não tô adorando o santo não. Na Eu não tô adorando o santo não. Na adoração não, adoração. Eu faço as adoração não, adoração. Eu faço as mesmas coisas que eu faria em adoração a mesmas coisas que eu faria em adoração a qualquer divindade, mas é só latria. É qualquer divindade, mas é só latria. É dlia, é hiperdulia. dlia, é hiperdulia. Trato Maria igual Deus, mas não é Trato Maria igual Deus, mas não é adoração. Por quê? Porque eu crio um adoração. Por quê? Porque eu crio um jogo de palavras para poder justificar jogo de palavras para poder justificar um caminho que vai claramente contra o um caminho que vai claramente contra o que diz a escritura. A gente faz isso no que diz a escritura. A gente faz isso no dia a dia, na nossa vida, quando a dia a dia, na nossa vida, quando a palavra de Deus cobra coisas de nós e a palavra de Deus cobra coisas de nós e a gente acha desculpas para não perdoar, gente acha desculpas para não perdoar, acha desculpas para responder com acha desculpas para responder com grosseria e com atrevimento, acha grosseria e com atrevimento, acha desculpas para deshonrar os cônjuges, desculpas para deshonrar os cônjuges, ache desculpas para ser violento ou ache desculpas para ser violento ou apagado com os filhos. Não, pastor, não apagado com os filhos. Não, pastor, não sou um pai ausente, eu sou um sou um pai ausente, eu sou um profissional dedicado. profissional dedicado. Não, pastor, é porque foi a minha Não, pastor, é porque foi a minha criação. Ainda faço melhor que meus criação. Ainda faço melhor que meus pais. pais. Oxe, eu apanhava de cabo de vassoura Oxe, eu apanhava de cabo de vassoura todo dia. Ele só apanha de cabo de todo dia. Ele só apanha de cabo de vassoura duas vezes por semana. Tá no vassoura duas vezes por semana. Tá no lucro. lucro. A gente acha justificativas o tempo A gente acha justificativas o tempo inteiro para fugir daquilo que Deus inteiro para fugir daquilo que Deus cobra de nós. O intérprete da lei não cobra de nós. O intérprete da lei não quis atacar a via do amor a Deus. quis atacar a via do amor a Deus. Ele foi para um caminho mais fácil. para Ele foi para um caminho mais fácil. para atacar a via do amor ao próximo. Isso atacar a via do amor ao próximo. Isso lembra primeira João 4, não lembra? lembra primeira João 4, não lembra? Quando João fala: "Se alguém disser amo Quando João fala: "Se alguém disser amo a Deus, mas odeia o seu irmão", é a Deus, mas odeia o seu irmão", é mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão mentiroso. Pois quem não ama o seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a quem a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê. E o mandamento dele que temos é não vê. E o mandamento dele que temos é este: quem ama a Deus, que ame também o este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão. seu irmão. Ora, a expressão mais difícil do amor Ora, a expressão mais difícil do amor não é o amor a Deus, porque amar a Deus não é o amor a Deus, porque amar a Deus muitas vezes eu consigo fazer de forma muitas vezes eu consigo fazer de forma etérea. Eu amo a Deus, a gente ama de etérea. Eu amo a Deus, a gente ama de palavra, ama de boca. Deus não aparece palavra, ama de boca. Deus não aparece na nossa frente para vir cobrar o nosso na nossa frente para vir cobrar o nosso amor. Não agora. amor. Não agora. Mas o próximo, o próximo é óbvio, o Mas o próximo, o próximo é óbvio, o próximo tá na minha frente. Eu digo que próximo tá na minha frente. Eu digo que ama a Deus que eu não vejo. Ora, e o meu ama a Deus que eu não vejo. Ora, e o meu próximo que eu vejo que tá ali, próximo que eu vejo que tá ali, é ali que se expressa o verdadeiro amor é ali que se expressa o verdadeiro amor a Deus. O amor ao próximo é justamente a a Deus. O amor ao próximo é justamente a evidência desse amor a Deus. E é nesse evidência desse amor a Deus. E é nesse amor ao próximo que nós procuramos cada amor ao próximo que nós procuramos cada vez mais desculpas para não amar a Deus. vez mais desculpas para não amar a Deus. A desculpa do mestre da lei, então, foi A desculpa do mestre da lei, então, foi qualificar o alvo do amor. Certo? Eu qualificar o alvo do amor. Certo? Eu tenho que amar ao próximo. Mas quem é o tenho que amar ao próximo. Mas quem é o próximo? Nem todo mundo é meu próximo. próximo? Nem todo mundo é meu próximo. Eu vou amar o próximo Jesus, com Eu vou amar o próximo Jesus, com certeza. Mas a gente tem que definir certeza. Mas a gente tem que definir direito aí, né? Quem é esse tal de direito aí, né? Quem é esse tal de próximo? Jesus responde, próximo? Jesus responde, responde contando uma história. A responde contando uma história. A história diz o seguinte, verso 30, Jesus história diz o seguinte, verso 30, Jesus prosseguiu dizendo: "Um homem descia de prosseguiu dizendo: "Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de alguns ladrões. alguns ladrões. Estes, depois de lhe tirar a roupa e lhe Estes, depois de lhe tirar a roupa e lhe causar muitos ferimentos, retiraram-se, causar muitos ferimentos, retiraram-se, deixando o semimorto." deixando o semimorto." Aqui há detalhes culturais Aqui há detalhes culturais interessantes. Um homem descia de interessantes. Um homem descia de Jerusalém para Jericó. Jerusalém para Jericó. Se ele saía de Jerusalém, provavelmente Se ele saía de Jerusalém, provavelmente era um judeu peregrinando. E ele na sua era um judeu peregrinando. E ele na sua estrada entre Jerusalém e Jericó, ele estrada entre Jerusalém e Jericó, ele pega uma estrada que era conhecida como pega uma estrada que era conhecida como via sangrenta. Ruas t apelidos. Você via sangrenta. Ruas t apelidos. Você conhece o apelido da nossa? Os conhece o apelido da nossa? Os visitantes vão ficar aí sem saber. visitantes vão ficar aí sem saber. Ruas t apelidos por características que Ruas t apelidos por características que lhe são comuns. A estrada entre lhe são comuns. A estrada entre Jerusalém e Jericó era conhecida como Jerusalém e Jericó era conhecida como via sangrenta. Era uma estrada difícil, via sangrenta. Era uma estrada difícil, de difícil percurso, próxima de muitos de difícil percurso, próxima de muitos ambientes de mata. Era muito comum que ambientes de mata. Era muito comum que emboscadas fossem feitas para pegar emboscadas fossem feitas para pegar viajantes. viajantes. Não só emboscadas, mas armadilhas em que Não só emboscadas, mas armadilhas em que pessoas se fingiam de gente em pessoas se fingiam de gente em necessidade para que então aqueles que necessidade para que então aqueles que parassem para ajudar fossem de alguma parassem para ajudar fossem de alguma forma agredidos e roubados. Este homem, forma agredidos e roubados. Este homem, um judeu, que descia de Jerusalém para um judeu, que descia de Jerusalém para Jericó uma estrada difícil e perigosa, é Jericó uma estrada difícil e perigosa, é pegue por ladrões, é espancado, é pegue por ladrões, é espancado, é deixado nu. O texto diz que eles levam deixado nu. O texto diz que eles levam até a roupa para um judeu. Era uma até a roupa para um judeu. Era uma deshonra terrível. deshonra terrível. A nudez para um judeu era uma coisa A nudez para um judeu era uma coisa muito séria. Ninguém andava de sunga na muito séria. Ninguém andava de sunga na Judeia. Judeia. Tanto que nas crucificações, Tanto que nas crucificações, os na nos nossos vídeos, né, nossos os na nos nossos vídeos, né, nossos filmes de Jesus, Jesus tá sempre com uma filmes de Jesus, Jesus tá sempre com uma tanguinha ali para de alguma forma tanguinha ali para de alguma forma proteger a audiência. Mas os homens eram proteger a audiência. Mas os homens eram crucificados nos plenamente nos, como crucificados nos plenamente nos, como uma forma de envergonhá-los. uma forma de envergonhá-los. Este homem foi roubado, levaram seus Este homem foi roubado, levaram seus bens. Esse homem foi espancado, levaram bens. Esse homem foi espancado, levaram seu bem-estar físico. Esse homem foi eh seu bem-estar físico. Esse homem foi eh eh deixado nu, levaram a sua dignidade eh deixado nu, levaram a sua dignidade como um judeu. Esse homem tá no no fundo como um judeu. Esse homem tá no no fundo no do do poço da própria sobrevivência. no do do poço da própria sobrevivência. Tá semimorto. Tá semimorto. Semimorto. Semimorto. O que aconteceu? O que aconteceu? Verso 31. Por casualidade, Verso 31. Por casualidade, um sacerdote estava descendo por aquele um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. É a salvação, certo? É a mesmo caminho. É a salvação, certo? É a salvação. Um sacerdote é um é um homem salvação. Um sacerdote é um é um homem da lei, é um homem que segue a Cristo, da lei, é um homem que segue a Cristo, um representante do povo para Deus. Um um representante do povo para Deus. Um sacerdote atravessou aquele caminho e sacerdote atravessou aquele caminho e vendo aquele homem, vendo aquele homem, passou de largo. Vendo aquele homem, passou de largo. Vendo aquele homem, passou pro outro lado da rua, tentou se passou pro outro lado da rua, tentou se esconder dele. De igual modo, um levita. esconder dele. De igual modo, um levita. da tribo de Levi, responsável pelo da tribo de Levi, responsável pelo templo, descia por aquele lugar e templo, descia por aquele lugar e vendo-o, passou de largo. Por é que vendo-o, passou de largo. Por é que esses homens se afastaram esses homens se afastaram daquele que estava caído espancado no daquele que estava caído espancado no semimorto? Era a pura e simples maldade semimorto? Era a pura e simples maldade vilanesca. vilanesca. Esses homens queriam mesmo que aquele Esses homens queriam mesmo que aquele homem se desse era mal mesmo. Eles não homem se desse era mal mesmo. Eles não queriam ajudar uma pessoa em queriam ajudar uma pessoa em dificuldade? dificuldade? Há dois motivos principais aqui que Há dois motivos principais aqui que levariam um judeu a se afastar daquele levariam um judeu a se afastar daquele homem ali. Qualquer um ouvindo essa homem ali. Qualquer um ouvindo essa história, nesse momento chegaria a essa história, nesse momento chegaria a essa conclusão. Primeiro, haveria a questão conclusão. Primeiro, haveria a questão da impureza cerimonial. Se aquele homem da impureza cerimonial. Se aquele homem estava semimorto, se um judeu tocasse estava semimorto, se um judeu tocasse naquele homem, fosse conferir se aquele naquele homem, fosse conferir se aquele homem estava vivo ou não, se aquele homem estava vivo ou não, se aquele homem estivesse morto, aquele judeu homem estivesse morto, aquele judeu estaria automaticamente impuro estaria automaticamente impuro cerimonialmente. A impureza cerimonial cerimonialmente. A impureza cerimonial no Antigo Testamento era um equivalente no Antigo Testamento era um equivalente a um pecado que precisaria de rituais de a um pecado que precisaria de rituais de purificação, de sacrifício de purificação, de sacrifício de purificação. Aqueles homens serviam no purificação. Aqueles homens serviam no templo, um sacerdote, um sacerdote que templo, um sacerdote, um sacerdote que está impuro cerimonialmente, está inapto está impuro cerimonialmente, está inapto para serviço do templo por um por um para serviço do templo por um por um período. Eles não queriam estar período. Eles não queriam estar cerimonialmente impuros, então não cerimonialmente impuros, então não podiam tocar naqueles homens. Ou seja, podiam tocar naqueles homens. Ou seja, para aquele sacerdote e para aquele para aquele sacerdote e para aquele levita, a pureza cerimonial e o trabalho levita, a pureza cerimonial e o trabalho técnico no templo valia mais do que técnico no templo valia mais do que tentar ajudar um homem. tentar ajudar um homem. semimorto em necessidade. semimorto em necessidade. As coisas vieram antes das pessoas. As coisas vieram antes das pessoas. Em segundo lugar, o que é um tanto Em segundo lugar, o que é um tanto óbvio, havia o medo. Nenhum judeu era óbvio, havia o medo. Nenhum judeu era idiota. Eles não eram tolos. Sabiam que idiota. Eles não eram tolos. Sabiam que uma pessoa na via sangrenta caído na uma pessoa na via sangrenta caído na estrada, hum, não cheira bem. Eu posso estrada, hum, não cheira bem. Eu posso parar para ajudar e então vai sair da parar para ajudar e então vai sair da mata aqui uma série de assaltantes e mata aqui uma série de assaltantes e bandidos que vão me levar. Eu tentando bandidos que vão me levar. Eu tentando ser bom, acabei sendo trouxa. E aí eu ser bom, acabei sendo trouxa. E aí eu não quero me colocar nessa situação. É não quero me colocar nessa situação. É um risco para minha vida. Eu prefiro um risco para minha vida. Eu prefiro passar de largo. passar de largo. É triste, não é? É triste quando nós nos É triste, não é? É triste quando nós nos afastamos das pessoas em necessidade por afastamos das pessoas em necessidade por algum tipo de algum tipo de nojinho religioso. nojinho religioso. Nojinho religioso. Nojinho religioso. Eu já conheci gente, homens que não Eu já conheci gente, homens que não frequentavam academias porque não frequentavam academias porque não conseguiam cuidar dos olhos diante de conseguiam cuidar dos olhos diante de ambiente com mulheres às vezes mal ambiente com mulheres às vezes mal vestidas. Mas eu também conheci gente, vestidas. Mas eu também conheci gente, mulheres, que não iam a academias porque mulheres, que não iam a academias porque tinham nojinho do modo como algumas tinham nojinho do modo como algumas mulheres se vestiam. Eu já recebi no mulheres se vestiam. Eu já recebi no gabinete pastoral pessoas preocupadas gabinete pastoral pessoas preocupadas com irmãos em pecado, que queriam que com irmãos em pecado, que queriam que aqueles irmãos fossem resgatados, me aqueles irmãos fossem resgatados, me chamando para ajudar a resgatar pessoas chamando para ajudar a resgatar pessoas em pecado. Já recebi no gabinete em pecado. Já recebi no gabinete pastoral pessoas com nojinho de irmãos pastoral pessoas com nojinho de irmãos em pecado, que queriam muito que a gente em pecado, que queriam muito que a gente fosse lá para dar um jeito desse povo fosse lá para dar um jeito desse povo sem vergonha, que não quer saber de sem vergonha, que não quer saber de nada. nada. Muitas vezes, o modo como nós nos Muitas vezes, o modo como nós nos relacionamos com pessoas que parecem relacionamos com pessoas que parecem estar em situações de impureza ou que estar em situações de impureza ou que nos gerariam algum tipo de impureza só nos gerariam algum tipo de impureza só de estar perto, é o tipo de sentimento de estar perto, é o tipo de sentimento de quem passa de largo. Não o sentimento de quem passa de largo. Não o sentimento de quem resgata, não o sentimento de de quem resgata, não o sentimento de quem vai em direção, de quem pensa: "Eu quem vai em direção, de quem pensa: "Eu vou me aproximar dessa pessoa". vou me aproximar dessa pessoa". Justamente porque os hábitos dela não me Justamente porque os hábitos dela não me parecem muito corretos. Eu vou me parecem muito corretos. Eu vou me aproximar dessa pessoa porque eu acho aproximar dessa pessoa porque eu acho que essa é uma pessoa que tem, que que essa é uma pessoa que tem, que deveria crescer na fé, sabe? Não fazer deveria crescer na fé, sabe? Não fazer das pessoas um projeto pessoal, mas das pessoas um projeto pessoal, mas fazer das pessoas um alvo de amor, de fazer das pessoas um alvo de amor, de transmissão de graça, de bondade, transmissão de graça, de bondade, de não simplesmente tentar ser amigo de não simplesmente tentar ser amigo daqueles que parecem mais bem ququistos daqueles que parecem mais bem ququistos no ambiente religioso. Não, pelo no ambiente religioso. Não, pelo contrário, fazer como Jesus, que contrário, fazer como Jesus, que escolheu ser amigos das pessoas que escolheu ser amigos das pessoas que prejudicariam a sua reputação. prejudicariam a sua reputação. E que prejudicou. Quando os fariseus E que prejudicou. Quando os fariseus apontavam e diziam: "Esse aí, esse aí é apontavam e diziam: "Esse aí, esse aí é amigo de pecadores. Esse aí senta com amigo de pecadores. Esse aí senta com pecadores, come na casa de publicanos, pecadores, come na casa de publicanos, prostitutas tocam nos pés dele e diziam: prostitutas tocam nos pés dele e diziam: "Jesus, Jesus, se você soubesse onde é "Jesus, Jesus, se você soubesse onde é que a mão dessa mulher passou, você não que a mão dessa mulher passou, você não deixava pegar no seu pé." deixava pegar no seu pé." E Jesus usava elas como exemplo de uma E Jesus usava elas como exemplo de uma fé genuína, de um amor genuíno, que não fé genuína, de um amor genuíno, que não era alcançado por aqueles que estavam era alcançado por aqueles que estavam cheios de nojinho do pecado dos outros. cheios de nojinho do pecado dos outros. Quando a gente entende, quando a gente Quando a gente entende, quando a gente olha para si e percebe de onde Deus nos olha para si e percebe de onde Deus nos tirou, a gente não consegue olhar para tirou, a gente não consegue olhar para as pessoas em necessidade com senso de as pessoas em necessidade com senso de autopreservação, autopreservação, como quem diz: "Ah, não, se eu for ali, como quem diz: "Ah, não, se eu for ali, Deus me livra, eu vou ter que me Deus me livra, eu vou ter que me explicar. Eu vou ter que me explicar se explicar. Eu vou ter que me explicar se me encontrarem nesses lugares. me encontrarem nesses lugares. Eu lembro quando no meu tempo de Eu lembro quando no meu tempo de seminário, pastor Valber, a gente estava seminário, pastor Valber, a gente estava numa sala de aula, eu e o pastor Miguel, numa sala de aula, eu e o pastor Miguel, a gente falando sobre missões urbanas. a a gente falando sobre missões urbanas. a gente muito jovem, eu tava, sei lá, com gente muito jovem, eu tava, sei lá, com 19 anos, talvez, então certamente as 19 anos, talvez, então certamente as minhas participações em sala de aula nem minhas participações em sala de aula nem sempre eram muito construtivas, mas a sempre eram muito construtivas, mas a gente tava lá nas nossas nossos ímpetos gente tava lá nas nossas nossos ímpetos juvenis falando sobre missões urbanas, juvenis falando sobre missões urbanas, os nossos trabalhos evangelizando os nossos trabalhos evangelizando moradores de rua e travestis, que a moradores de rua e travestis, que a gente ia lá no centro evangelizar e tal, gente ia lá no centro evangelizar e tal, e um colega de sala, não era um e um colega de sala, não era um professor pastor para para nosso nossa professor pastor para para nosso nossa alegria, era um colega de sala, pastor alegria, era um colega de sala, pastor veterano, disse: "Esse negócio de veterano, disse: "Esse negócio de missões urbanas missões urbanas não dá certo não". Gente, por qu pastor não dá certo não". Gente, por qu pastor só serve para trazer gente que não só serve para trazer gente que não presta pra igreja. presta pra igreja. Eu pensei, então serve muito bem, não é? Eu pensei, então serve muito bem, não é? Porque não é para isso, não é para isso Porque não é para isso, não é para isso que serve a igreja, não é para que serve a igreja, não é para colecionar os piores tipos de colecionar os piores tipos de indivíduos. Eu lembro quando diziam: indivíduos. Eu lembro quando diziam: "Ah, mas esse negócio de ser crente, mas "Ah, mas esse negócio de ser crente, mas tu vai ser crente para qu, mulher?" Ser tu vai ser crente para qu, mulher?" Ser crente é cor para presidiário. Ser crente é cor para presidiário. Ser crente é coisa para drogado. Em clínica crente é coisa para drogado. Em clínica de reabilitação. Eles que tm que virar de reabilitação. Eles que tm que virar crente para ver se resolve a vida deles. crente para ver se resolve a vida deles. Nunca matou, nunca roubou. Que é isso? Nunca matou, nunca roubou. Que é isso? Para que essa negócio de virar crente? Para que essa negócio de virar crente? Virar crente era interpretado Virar crente era interpretado socialmente em muitos contextos como um socialmente em muitos contextos como um ato desesperado de algum tipo de ato desesperado de algum tipo de redenção diante de uma vida de crime e redenção diante de uma vida de crime e de entrega ao mal. E veja, se nós de entrega ao mal. E veja, se nós olharmos para nós mesmos com olharmos para nós mesmos com honestidade, honestidade, se nós olharmos pro nosso coração com se nós olharmos pro nosso coração com honestidade, a gente entenderia que honestidade, a gente entenderia que todos nós somos os impuros todos nós somos os impuros cerimonialmente os afastados de Deus, cerimonialmente os afastados de Deus, que precisam de alguém que venha e nos que precisam de alguém que venha e nos tire do nosso ambiente de estarmos tire do nosso ambiente de estarmos semimortos, n, sujos, assaltados. semimortos, n, sujos, assaltados. Nós sóv Nós sóv houve um Deus santo, justo, que não houve um Deus santo, justo, que não passou de largo, mas que atravessou a passou de largo, mas que atravessou a rua justamente para tocar no nosso corpo rua justamente para tocar no nosso corpo pecador e nos trazer para si. pecador e nos trazer para si. Se a nossa salvação só pode ser Se a nossa salvação só pode ser conquistada por meio de um Cristo que conquistada por meio de um Cristo que veio até nós, como podemos nós então veio até nós, como podemos nós então olhar pros pecadores e pros necessitados olhar pros pecadores e pros necessitados e não nos compelirmos e não nos compelirmos ao serviço e ao amor a eles com medo de ao serviço e ao amor a eles com medo de que não, pastor, mas aí não. Aí que não, pastor, mas aí não. Aí a vida dessa pessoa, pastor. E eu vou a vida dessa pessoa, pastor. E eu vou ficar batendo papo com prostituta, com ficar batendo papo com prostituta, com morador de rua, com bandido, com morador de rua, com bandido, com presidiário, com eleitor do Escolha o presidiário, com eleitor do Escolha o seu favorito. Não foi isso que fizeram com a gente. Não foi isso que Deus fez com a gente. Não foi isso que Deus fez com a gente. Não foi isso que outro cristão fez com a Não foi isso que outro cristão fez com a gente. Os puritanos diziam que o gente. Os puritanos diziam que o evangelismo é um mendigo, apontando para evangelismo é um mendigo, apontando para outro mendigo onde encontrar o pão. outro mendigo onde encontrar o pão. E não foi isso que alguém fez por nós? E não foi isso que alguém fez por nós? Enquanto morríamos de fome espiritual, Enquanto morríamos de fome espiritual, alguém veio dizer: "Não porque era alguém veio dizer: "Não porque era melhor do que a gente", mas porque melhor do que a gente", mas porque também encontrou vida. Onde é que havia também encontrou vida. Onde é que havia vida? Onde é que havia água para beber? vida? Onde é que havia água para beber? Onde é que havia pão para comer? Onde é que havia pão para comer? Se nós só fomos salvos porque alguém fez Se nós só fomos salvos porque alguém fez isso, como podemos reter essa mão isso, como podemos reter essa mão aqueles que estão ao nosso lado? Que aqueles que estão ao nosso lado? Que coisa triste é nos afastarmos por coisa triste é nos afastarmos por nojinho religioso. Que coisa triste é nojinho religioso. Que coisa triste é nos afastarmos por medo. nos afastarmos por medo. Nos afastarmos do serviço, nos Nos afastarmos do serviço, nos afastarmos do cuidado com os pobres, afastarmos do cuidado com os pobres, deixarmos deixarmos de ir em direção à aqueles que precisam de ir em direção à aqueles que precisam tremendo diante do mal que pode vir tremendo diante do mal que pode vir sobre nós. Claro que nenhum de nós é sobre nós. Claro que nenhum de nós é bobo e não vai se colocar em situações bobo e não vai se colocar em situações de risco sem antes saber o que fazer. Às de risco sem antes saber o que fazer. Às vezes não ir sozinho para evangelismos vezes não ir sozinho para evangelismos em ambientes perigosos, saber onde em ambientes perigosos, saber onde entrar, saber onde sair, ir com um entrar, saber onde sair, ir com um local. Muitas vezes quando a gente fazia local. Muitas vezes quando a gente fazia evangelismo em ambientes mais perigosos, evangelismo em ambientes mais perigosos, a gente sempre ia com alguém da a gente sempre ia com alguém da comunidade junto, porque a gente também comunidade junto, porque a gente também não quer se colocar em situação de risco não quer se colocar em situação de risco sem necessidade, sem necessidade, mas há uma necessidade de se colocar em mas há uma necessidade de se colocar em situações de risco. Muitas vezes há situações de risco. Muitas vezes há necessidade. Se somos realmente cristãos necessidade. Se somos realmente cristãos e se fomos realmente alcançados por um e se fomos realmente alcançados por um Deus maravilhoso que veio nos alcançar, Deus maravilhoso que veio nos alcançar, há necessidade de muitas vezes irmos em há necessidade de muitas vezes irmos em bairros perigosos, há necessidade de bairros perigosos, há necessidade de conversarmos com pessoas perigosas. conversarmos com pessoas perigosas. de entrarmos em ambientes com pessoas de entrarmos em ambientes com pessoas que a gente não gostaria que nossos que a gente não gostaria que nossos filhos conhecessem filhos conhecessem e tentar trazer paraa igreja pessoas que e tentar trazer paraa igreja pessoas que normalmente você atravessaria a rua e normalmente você atravessaria a rua e colocar do seu lado no banco e abraçar colocar do seu lado no banco e abraçar no visitante seja bem-vindo. no visitante seja bem-vindo. Porque entendemos que há um risco, há um Porque entendemos que há um risco, há um risco em ir fazer capelania prisional. risco em ir fazer capelania prisional. Há um risco em ir distribuir comida Há um risco em ir distribuir comida paraa população de rua. Há um risco em paraa população de rua. Há um risco em conversar com os travestis no centro da conversar com os travestis no centro da cidade. Há um risco em você tentar cidade. Há um risco em você tentar trazer pessoas que tem um passado trazer pessoas que tem um passado terrível para ser ressoada na igreja. Há terrível para ser ressoada na igreja. Há um risco, mas não é o tipo de risco que um risco, mas não é o tipo de risco que a gente deveria pagar se nós realmente a gente deveria pagar se nós realmente fomos alcançados e salvos por um fomos alcançados e salvos por um evangelho tão poderoso. Porque qual é a evangelho tão poderoso. Porque qual é a alternativa? A alternativa é alternativa? A alternativa é invisibilizarmos invisibilizarmos aqueles que Jesus quer que a gente olhe aqueles que Jesus quer que a gente olhe nos olhos. É passarmos de largo e sermos nos olhos. É passarmos de largo e sermos aqueles que fazem dos outros distantes. aqueles que fazem dos outros distantes. A história entra com um plot twist. É A história entra com um plot twist. É aquelas reviravoltas narrativas. A aquelas reviravoltas narrativas. A história introduz um samaritano. Tá no história introduz um samaritano. Tá no verso 33. Depois que o mestre da lei verso 33. Depois que o mestre da lei passa de largo, o o sacerdote passa o passa de largo, o o sacerdote passa o levita, agora aparece um terceiro levita, agora aparece um terceiro personagem, o certo samaritano, verso personagem, o certo samaritano, verso 33, que seguia seu caminho, passou perto 33, que seguia seu caminho, passou perto do homem e vendo-o, compadeceu-se dele. do homem e vendo-o, compadeceu-se dele. Jesus sabe o que tá fazendo. Jesus sabe o que tá fazendo. samaritanos. Eram judeus da região de samaritanos. Eram judeus da região de Samaria, eram judeus de sangue Samaria, eram judeus de sangue misturado, eram judeus cuja ascendência misturado, eram judeus cuja ascendência era uma mistura entre judeus e gentios, era uma mistura entre judeus e gentios, o que era tratado como um pecado no o que era tratado como um pecado no Antigo Testamento. Judeus e gentios não Antigo Testamento. Judeus e gentios não deveriam ah ter a criar famílias se deveriam ah ter a criar famílias se esses gentios não fossem convertidos à esses gentios não fossem convertidos à fé judaica. Aqui há um caso de misturas fé judaica. Aqui há um caso de misturas também de religiões. Muitos desses também de religiões. Muitos desses judeus vinham de lares moabitas, de judeus vinham de lares moabitas, de lares que adoravam outros deuses. Havia lares que adoravam outros deuses. Havia sincretismo religioso, havia uma sincretismo religioso, havia uma impureza cerimonial muito muito impureza cerimonial muito muito profunda. Judeus de Jerusalém profunda. Judeus de Jerusalém não se davam com judeus de Samaria. não se davam com judeus de Samaria. Eles não se davam bem. E a guerra era Eles não se davam bem. E a guerra era dupla, era o ódio, era múlto. dupla, era o ódio, era múlto. Mas começou com, claro, foi com o Mas começou com, claro, foi com o desprezo que os judeus de sangue puro desprezo que os judeus de sangue puro tinham por aqueles judeus étnica e tinham por aqueles judeus étnica e religiosamente misturados. religiosamente misturados. O samaritano passa. O samaritano tinha O samaritano passa. O samaritano tinha todos os motivos étnicos e religiosos todos os motivos étnicos e religiosos para desprezar aquele judeu de Jerusalém para desprezar aquele judeu de Jerusalém caído na estrada. Mas é justamente um caído na estrada. Mas é justamente um samaritano que olha para aquele homem e samaritano que olha para aquele homem e faz alguma coisa. faz alguma coisa. É o diferente, É o diferente, é o, é o, a gente pode tentar achar a gente pode tentar achar pessoas na nossa cultura que normalmente pessoas na nossa cultura que normalmente são tratados como inimigos da igreja são tratados como inimigos da igreja que vem para alcançar. Ruben Alves dizia que vem para alcançar. Ruben Alves dizia que o bom samaritano podia ser visto que o bom samaritano podia ser visto como um travesti. como um travesti. Vem um travesti e alcança aquele judeu. Vem um travesti e alcança aquele judeu. Você pode imaginar um bandido, um Você pode imaginar um bandido, um criminoso, alguém de ideologias ou de criminoso, alguém de ideologias ou de uma vida oposta à igreja. Eu tenho um uma vida oposta à igreja. Eu tenho um tio, tio Tancredo, ele é da minha tio, tio Tancredo, ele é da minha família. Ele me contou uma vez, eu era família. Ele me contou uma vez, eu era jovem, nunca esqueci, que ele uma vez na jovem, nunca esqueci, que ele uma vez na Bahia, por algum motivo que eu também Bahia, por algum motivo que eu também nunca perguntei, acabou na rua, não nunca perguntei, acabou na rua, não tinha onde dormir e acabou, ia ficar tinha onde dormir e acabou, ia ficar como população de rua na Bahia. E ele me como população de rua na Bahia. E ele me disse que foi uma um travesti que tirou disse que foi uma um travesti que tirou ele da rua e levou ele para casa para ele da rua e levou ele para casa para ele ter onde dormir. ele ter onde dormir. Foi uma história. Eu era muito jovem Foi uma história. Eu era muito jovem quando ele me contou isso. Eu imagino quando ele me contou isso. Eu imagino uma ótima parábola moderna do bom uma ótima parábola moderna do bom samaritano. samaritano. alguém que seria religiosamente alguém que seria religiosamente desprezado, no caso aqui dos judeus desprezado, no caso aqui dos judeus também etnicamente desprezado, mas que é também etnicamente desprezado, mas que é justamente quem vai em direção à pessoa justamente quem vai em direção à pessoa e necessidade aqui no caso, o judeu de e necessidade aqui no caso, o judeu de Jerusalém para alcançá-lo. Jerusalém para alcançá-lo. Aqui um compadecimento que diz que que Aqui um compadecimento que diz que que passa por um trajeto muito interessante. passa por um trajeto muito interessante. O texto fala que o samaritano passou O texto fala que o samaritano passou perto e vendo-o, compadeceu-se dele. É perto e vendo-o, compadeceu-se dele. É uma trajetória aqui. Ele se aproxima, uma trajetória aqui. Ele se aproxima, ele vê e então ele se compadece. ele vê e então ele se compadece. Por que que a gente trata os outros com Por que que a gente trata os outros com desprezo? Por que que a gente não se desprezo? Por que que a gente não se aproxima dos necessitados? Em parte é aproxima dos necessitados? Em parte é porque a gente passa longe. Vivemos uma porque a gente passa longe. Vivemos uma vida às vezes tão egoísta e isolada que vida às vezes tão egoísta e isolada que a gente nunca vai em direção aos outros. a gente nunca vai em direção aos outros. A gente tá sempre na nossa própria A gente tá sempre na nossa própria redoma de religiosidade, a nossa redoma redoma de religiosidade, a nossa redoma familiar, nossa redoma de amigos. E a familiar, nossa redoma de amigos. E a gente nunca faz da nossa vida algo que gente nunca faz da nossa vida algo que possa ser colocado em direção ao outro. possa ser colocado em direção ao outro. Aqui ele se aproxima e ele vê. Aqui ele se aproxima e ele vê. Ele vê e depois que ele vê ele se Ele vê e depois que ele vê ele se compadece. compadece. Uma vez a gente foi fazer um trabalho de Uma vez a gente foi fazer um trabalho de de evangelismo com idosos, o ministério de evangelismo com idosos, o ministério de misericórdia. A época a Júlia tava à de misericórdia. A época a Júlia tava à frente e a tá aqui a Júlia. E a gente frente e a tá aqui a Júlia. E a gente foi nesse abrigo de idosos. nunca foi nesse abrigo de idosos. nunca esqueci a história da dona do abrigo, esqueci a história da dona do abrigo, uma das donas do abrigo. A gente sentou uma das donas do abrigo. A gente sentou lá, ela começou a contar as histórias e lá, ela começou a contar as histórias e ela tava contando. Vários idosos eram ela tava contando. Vários idosos eram cuidados, idosos, alguns sem família, cuidados, idosos, alguns sem família, alguns tirados da rua. E ela contou a alguns tirados da rua. E ela contou a história de que um o pai dela, o pai da história de que um o pai dela, o pai da dona desse abrigo de idosos, era dona desse abrigo de idosos, era desaparecido. Ela não sabia quem era o desaparecido. Ela não sabia quem era o pai dela. pai dela. E aí um dia ela deu de querer encontrar E aí um dia ela deu de querer encontrar o pai dela e fez lá o que tinha que o pai dela e fez lá o que tinha que fazer. Encontrou o pai dela como fazer. Encontrou o pai dela como população de rua. O pai dela dormia na população de rua. O pai dela dormia na rua. E ela viu aquilo, por mais que o rua. E ela viu aquilo, por mais que o pai dela a tenha abandonado há muito pai dela a tenha abandonado há muito tempo, ela não conseguiu deixar o pai na tempo, ela não conseguiu deixar o pai na rua. Então ela levou o pai para dentro rua. Então ela levou o pai para dentro de casa. E levar o próprio pai, que era de casa. E levar o próprio pai, que era morador de rua para casa, mudou o modo morador de rua para casa, mudou o modo como ela enxergava os outros idosos na como ela enxergava os outros idosos na rua. Porque agora os idosos da rua, que rua. Porque agora os idosos da rua, que eram parte da paisagem, agora eram o pai eram parte da paisagem, agora eram o pai de alguém. de alguém. E aí um dia ela levou outro idoso para E aí um dia ela levou outro idoso para casa. E um dia ela achou um terceiro casa. E um dia ela achou um terceiro idoso na casa. Quando tava na casa da idoso na casa. Quando tava na casa da dezena, o marido não aguentou aquela dezena, o marido não aguentou aquela loucura e foi embora e abandonou ela. loucura e foi embora e abandonou ela. Tem 10 idosos de rua morando nessa casa. Tem 10 idosos de rua morando nessa casa. Que loucura é essa? Marido abandonou. Que loucura é essa? Marido abandonou. Ela se juntou com as duas irmãs dela. Ela se juntou com as duas irmãs dela. Então, abriram uma casa de idosos. Então, abriram uma casa de idosos. Veja só o que é que fez com que os Veja só o que é que fez com que os moradores de rua antes fossem parte da moradores de rua antes fossem parte da paisagem e agora fossem alguém que ela paisagem e agora fossem alguém que ela não conseguia deixar na rua. É que um não conseguia deixar na rua. É que um dia ela viu. dia ela viu. Um dia ela olhou pra pessoa na rua e viu Um dia ela olhou pra pessoa na rua e viu uma pessoa lá. vi um pai, viu o pai de uma pessoa lá. vi um pai, viu o pai de alguém, o pai dela e agora as pessoas na alguém, o pai dela e agora as pessoas na rua eram vistas de um modo diferente. rua eram vistas de um modo diferente. Por que que a gente olha para as pessoas Por que que a gente olha para as pessoas na rua muitas vezes como paisagem, como na rua muitas vezes como paisagem, como parte do cenário urbano, como algo que a parte do cenário urbano, como algo que a gente até se esforça por desprezar, é gente até se esforça por desprezar, é porque a gente nunca vê. Não que a gente porque a gente nunca vê. Não que a gente não enxergue, a gente enxerga, mas que a não enxergue, a gente enxerga, mas que a gente não considera como alguém, como um gente não considera como alguém, como um ser humano. Um dos momentos mais ser humano. Um dos momentos mais marcantes para mim, quando eu em 2017 me marcantes para mim, quando eu em 2017 me vesti de mendigo para fazer pesquisa com vesti de mendigo para fazer pesquisa com moradores de rua, foi quando eu passei moradores de rua, foi quando eu passei pela avenida da universidade, era a pela avenida da universidade, era a noite, eu fui andando de uma ponta a noite, eu fui andando de uma ponta a outra, indo em direção à praça do outra, indo em direção à praça do Ferreira. Quando eu cheguei perto ali da Ferreira. Quando eu cheguei perto ali da FEAX, entre FEAX e a faculdade de FEAX, entre FEAX e a faculdade de direito, passaram dois colegas. direito, passaram dois colegas. Eles passaram por mim, eles olharam para Eles passaram por mim, eles olharam para mim e seguiram direto. mim e seguiram direto. Eu não tava com máscara no programa do Eu não tava com máscara no programa do Gugu, sei lá. Eu só tava mal vestido, Gugu, sei lá. Eu só tava mal vestido, andando na rua. andando na rua. E sabe um colega, E sabe um colega, era parte do cenário. A gente olha para era parte do cenário. A gente olha para essas pessoas em situações terríveis essas pessoas em situações terríveis muitas vezes de vida e vê como isso são muitas vezes de vida e vê como isso são pequenos membros de um teatro de miséria pequenos membros de um teatro de miséria que a gente finge ignorar e que a gente que a gente finge ignorar e que a gente nunca enxerga. E aí quando chega alguém nunca enxerga. E aí quando chega alguém na mesa pedindo alguma coisa, a gente na mesa pedindo alguma coisa, a gente entrega R$ 2 para despachar, para não entrega R$ 2 para despachar, para não estragar a minha noite. Eu já tô cansado estragar a minha noite. Eu já tô cansado demais, já trabalhei demais, minha vida demais, já trabalhei demais, minha vida é muito difícil. E agora ainda tem esse é muito difícil. E agora ainda tem esse cara aqui me perturbando, essa criança cara aqui me perturbando, essa criança aqui no meu no meu para-brisa. E a gente aqui no meu no meu para-brisa. E a gente ajuda para quê? Simplesmente para se ajuda para quê? Simplesmente para se livrar por um tempo. A gente não senta livrar por um tempo. A gente não senta como orador de rua. A gente não convida como orador de rua. A gente não convida para sentar na mesa para comer com a para sentar na mesa para comer com a gente quando batem lá na nosso no nosso gente quando batem lá na nosso no nosso espetinho para pedir alguma coisa. a espetinho para pedir alguma coisa. a gente no máximo dá e acha que fez o gente no máximo dá e acha que fez o bastante. bastante. Mas quando a gente não enxerga, quando a Mas quando a gente não enxerga, quando a gente não vê, quando a gente não ouve, gente não vê, quando a gente não ouve, quando a gente não se relaciona, quando quando a gente não se relaciona, quando a gente não interpreta o pedido por uns a gente não interpreta o pedido por uns trocados como um pedido por humanidade, trocados como um pedido por humanidade, a gente não consegue fazer diferença a gente não consegue fazer diferença nenhuma na vida de que realmente nenhuma na vida de que realmente precisa. precisa. O texto fala O texto fala que ele se aproximou, que ele se aproximou, fez curativos nos serimentos dele, fez curativos nos serimentos dele, aplicou-lhes óleo e vinho. aplicou-lhes óleo e vinho. Ele passou perto, então ele viu, então Ele passou perto, então ele viu, então ele se compadeceu, então ele realmente ele se compadeceu, então ele realmente se aproximou. Quando foi a última vez se aproximou. Quando foi a última vez que você se aproximou de uma pessoa na que você se aproximou de uma pessoa na rua? Quando foi a última vez que você se rua? Quando foi a última vez que você se aproximou de alguém em necessidade, aproximou de alguém em necessidade, alguém que dá trabalho, alguém que dá trabalho, ou você se afasta de quem dá trabalho? ou você se afasta de quem dá trabalho? Você se afasta de quem tem muitos Você se afasta de quem tem muitos problemas? problemas? Ou aquele seu amigo que, meu irmão, isso Ou aquele seu amigo que, meu irmão, isso aqui é enrolado demais. Esse aí você aqui é enrolado demais. Esse aí você para de convidar. Se nós não nos aproximarmos, irmão, se nós não formos em direção, a gente nunca nós não formos em direção, a gente nunca vai mudar realidade nenhuma. Seja com os vai mudar realidade nenhuma. Seja com os necessitados, necessitados, seja na vida comum da igreja, seja no seja na vida comum da igreja, seja no modo como nós lidamos com as outras modo como nós lidamos com as outras pessoas. Às vezes são aqueles pessoas. Às vezes são aqueles desprezados no nosso ambiente de desprezados no nosso ambiente de trabalho, são aqueles mais ignorados trabalho, são aqueles mais ignorados dentro dos círculos sociais da igreja, dentro dos círculos sociais da igreja, gente às vezes um pouco desagradável, gente às vezes um pouco desagradável, gente às vezes que sabe tropeça demais gente às vezes que sabe tropeça demais nos próprios cadarços. nos próprios cadarços. São aqueles que a gente deveria estar São aqueles que a gente deveria estar indo em direção. indo em direção. Quantas realidades de pobreza existe à Quantas realidades de pobreza existe à nossa volta que se a gente não for em nossa volta que se a gente não for em direção para ver, para se aproximar, a direção para ver, para se aproximar, a gente nunca vai conseguir mudar nada. gente nunca vai conseguir mudar nada. Muitas pessoas vão pra rua, não é por Muitas pessoas vão pra rua, não é por uma questão financeira, uma pessoa que uma questão financeira, uma pessoa que tá na rua por conflitos familiares tá na rua por conflitos familiares profundos, que tá na rua porque profundos, que tá na rua porque enfrentou depressões profundas, vícios enfrentou depressões profundas, vícios dos mais variados, nossa, nossos poucos dos mais variados, nossa, nossos poucos reais que a gente distribui, uma cesta reais que a gente distribui, uma cesta básica, muitas vezes não faz diferença básica, muitas vezes não faz diferença nenhuma na vida de alguém. É quando nos nenhuma na vida de alguém. É quando nos aproximamos que a gente faz alguma aproximamos que a gente faz alguma diferença. Eu lembro quando a Andresa, diferença. Eu lembro quando a Andresa, Andresa era minha aluna no seminário do Andresa era minha aluna no seminário do sul do país. sul do país. Ela vinha de uma cidade que tudo era Ela vinha de uma cidade que tudo era muito limpo, muito tranquilo e tal. Ela muito limpo, muito tranquilo e tal. Ela chorou a primeira vez que ela viu uma chorou a primeira vez que ela viu uma criança na rua aqui em Fortaleza, na criança na rua aqui em Fortaleza, na Praça dos Leões. Ela nunca tinha visto Praça dos Leões. Ela nunca tinha visto uma criança na rua. E aí ela, a gente uma criança na rua. E aí ela, a gente fazia alguns trabalhos com meus alunos fazia alguns trabalhos com meus alunos lá no CBIMA. A gente, eu pedia para eles lá no CBIMA. A gente, eu pedia para eles irem evangelizar moradores de rua. A irem evangelizar moradores de rua. A prova final da minha disciplina de prova final da minha disciplina de evangelismo era ir na praça do Ferreira evangelismo era ir na praça do Ferreira fazer um culto com os mendigos lá. E aí fazer um culto com os mendigos lá. E aí a gente fazia muitas, muitos trabalhos a gente fazia muitas, muitos trabalhos com moradores de rua. E um dia eu disse, com moradores de rua. E um dia eu disse, você vai sentar com, era a lição de casa você vai sentar com, era a lição de casa da semana, você vai encontrar um mendigo da semana, você vai encontrar um mendigo na rua, você vai sentar com ele e vai na rua, você vai sentar com ele e vai conversar e vai falar do amor de Deus. conversar e vai falar do amor de Deus. Você não vai entregar nada, não ande com Você não vai entregar nada, não ande com um biscoito. Você vai sentar e você não um biscoito. Você vai sentar e você não e você vai ouvir. É isso. Você vai e você vai ouvir. É isso. Você vai sentar e você vai ouvir a pessoa na rua. sentar e você vai ouvir a pessoa na rua. E aí a Andresa tava saindo do seminário, E aí a Andresa tava saindo do seminário, encontrou na marquisa ali do do acho que encontrou na marquisa ali do do acho que era da Caixa Econômica, uma senhora, uma era da Caixa Econômica, uma senhora, uma moça, acho que tinha uns 16 anos, moça, acho que tinha uns 16 anos, grávida, deitada no colchão. Ela sentou grávida, deitada no colchão. Ela sentou no colchão junto com ela e foi no colchão junto com ela e foi conversar. Aquela moça estava grávida, conversar. Aquela moça estava grávida, usuária de craque, não tinha nada. E usuária de craque, não tinha nada. E Andresa também não tinha nada além de um Andresa também não tinha nada além de um ouvido. Ouviu, ouviu as demandas, ouviu ouvido. Ouviu, ouviu as demandas, ouviu as realidades e disse: "Olha, tem uma as realidades e disse: "Olha, tem uma igreja aqui, domingo, eu vou vir te igreja aqui, domingo, eu vou vir te buscar pra gente ir pro culto. Você buscar pra gente ir pro culto. Você vem?" Ela vem, eu fico sempre aqui. Ela vem?" Ela vem, eu fico sempre aqui. Ela levou a a moça com ela e a igreja tentou levou a a moça com ela e a igreja tentou se envolver de alguma forma. Andresa se envolver de alguma forma. Andresa levou a moça para morar com ela, só que levou a moça para morar com ela, só que ela já morava com outra pessoa que dava ela já morava com outra pessoa que dava moradia para ela como aluna aqui do moradia para ela como aluna aqui do seminário. E aí lá tá lá a mendiga, seminário. E aí lá tá lá a mendiga, viciada em craque, grávida, dormindo na viciada em craque, grávida, dormindo na casa da jovem. casa da jovem. Eles conseguiram deixar ela fora do Eles conseguiram deixar ela fora do craque pelo resto da gravidez. A criança craque pelo resto da gravidez. A criança nasceu bem. foi adotada pelo pastor nasceu bem. foi adotada pelo pastor dela, pelo pastor da Andresa. A mãe, dela, pelo pastor da Andresa. A mãe, infelizmente, voltou pro craque, tá infelizmente, voltou pro craque, tá grávida de novo. Agora já não sei mais o grávida de novo. Agora já não sei mais o estado, não achamos novamente ela. Mas estado, não achamos novamente ela. Mas uma criança que teria nascido na rua, uma criança que teria nascido na rua, talvez morrido na rua, talvez já nascida talvez morrido na rua, talvez já nascida viciada em craque por uma questão viciada em craque por uma questão química, pelo uso do craque na gravidez, química, pelo uso do craque na gravidez, é uma criança que agora cresce no lar é uma criança que agora cresce no lar cristão, cresce fora da rua. Por quê? cristão, cresce fora da rua. Por quê? Porque alguém deu R$ 5 por uma grávida Porque alguém deu R$ 5 por uma grávida na Marquise? na Marquise? Ou porque alguém em algum momento viu, Ou porque alguém em algum momento viu, se aproximou, ouviu, entendeu as se aproximou, ouviu, entendeu as dificuldades, com custo pessoal, trouxe dificuldades, com custo pessoal, trouxe alguém necessidade paraa sua própria alguém necessidade paraa sua própria vida. Claro que isso, irmãos, não é uma vida. Claro que isso, irmãos, não é uma grande brincadeira. Há riscos envolvidos grande brincadeira. Há riscos envolvidos nisso. Ouvi a história de um empresário nisso. Ouvi a história de um empresário que dava, deu emprego pro morador de que dava, deu emprego pro morador de rua, que precisava ah de emprego. A rua, que precisava ah de emprego. A igreja quis ajudar da Assembleia de igreja quis ajudar da Assembleia de Deus. E aí o empresário ajudou, deu um Deus. E aí o empresário ajudou, deu um emprego, o morador de rua começou a emprego, o morador de rua começou a parar de ir, começou a parar de parar de ir, começou a parar de trabalhar, o cara demitiu o morador de trabalhar, o cara demitiu o morador de rua. No outro dia ele voltou lá e matou rua. No outro dia ele voltou lá e matou o empregador, não é? o ex-empregador. o empregador, não é? o ex-empregador. Ninguém acha, ninguém pode acreditar que Ninguém acha, ninguém pode acreditar que parar na via sangrenta é indolor. Às parar na via sangrenta é indolor. Às vezes vai ser mesmo a armadilha. Às vezes vai ser mesmo a armadilha. Às vezes o homem deitado na calçada vezes o homem deitado na calçada realmente é alguém que tá querendo só realmente é alguém que tá querendo só lhe emboscar. lhe emboscar. Existe um risco e a gente não tem que Existe um risco e a gente não tem que ser, a gente não tem que ser tolo. A ser, a gente não tem que ser tolo. A gente tem que estar atento aos riscos. gente tem que estar atento aos riscos. Mas estar atento aos riscos não Mas estar atento aos riscos não significa evitar significa evitar ir em direção àqueles que precisam. ir em direção àqueles que precisam. O texto diz que colocou aquele homem O texto diz que colocou aquele homem sobre seu próprio animal, sobre seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria, tratou levou-o para uma hospedaria, tratou dele. dele. No dia seguinte, verso 35, separou dois No dia seguinte, verso 35, separou dois denários, os entregou ao hospedeiro, denários, os entregou ao hospedeiro, dizendo: "Cuide deste homem, e se você dizendo: "Cuide deste homem, e se você gastar algo mais, farei o reembolso gastar algo mais, farei o reembolso quando eu voltar". quando eu voltar". Irmãos, esse homem não se contenta com Irmãos, esse homem não se contenta com alívio, alívio, o mero alívio olhar para uma pessoa o mero alívio olhar para uma pessoa necessidade e tirar um pouco do seu necessidade e tirar um pouco do seu sofrimento. Ele tenta consertá-lo, sofrimento. Ele tenta consertá-lo, corrigi-lo, reabilitá-lo, corrigi-lo, reabilitá-lo, dar para ele um caminho de cura e se dar para ele um caminho de cura e se envolve para isso. Ele vai na casa do envolve para isso. Ele vai na casa do necessitado. Ele não só manda dinheiro, necessitado. Ele não só manda dinheiro, ele se envolve com a família, ele ouve o ele se envolve com a família, ele ouve o que precisa, ele gasta dos seus que precisa, ele gasta dos seus recursos, ele leva para uma hospedaria. recursos, ele leva para uma hospedaria. Uma igreja que deseja ser realmente Uma igreja que deseja ser realmente relevante no processo de cuidado das relevante no processo de cuidado das suas próprias comunidades, tem que ser suas próprias comunidades, tem que ser uma igreja que tá disposta a se envolver uma igreja que tá disposta a se envolver pessoalmente na vida do necessitado. Não pessoalmente na vida do necessitado. Não importa quantas cestas básicas a gente importa quantas cestas básicas a gente vai levantar, quanto a gente gasta no vai levantar, quanto a gente gasta no orçamento do Ministério de Misericórdia. orçamento do Ministério de Misericórdia. A pergunta é: quantas e quantos membros A pergunta é: quantas e quantos membros da nossa comunidade estão se esforçando, da nossa comunidade estão se esforçando, gastando seu tempo e se envolvendo com a gastando seu tempo e se envolvendo com a vida de famílias que precisam de ajuda, vida de famílias que precisam de ajuda, com a vida das pessoas que precisam de com a vida das pessoas que precisam de uma aproximação? uma aproximação? 70 crianças aparecem aqui no sábado no 70 crianças aparecem aqui no sábado no Oance. Quantas dessas famílias não são Oance. Quantas dessas famílias não são famílias em necessidade que membros da famílias em necessidade que membros da igreja não poderiam estar indo em igreja não poderiam estar indo em direção para ajudar e para cuidar, como direção para ajudar e para cuidar, como algumas já fazem? algumas já fazem? Quantas famílias da igreja são famílias Quantas famílias da igreja são famílias que vivem muitas vezes com muitas que vivem muitas vezes com muitas dificuldades e que ao invés de receberem dificuldades e que ao invés de receberem algum recurso da igreja, precisam algum recurso da igreja, precisam receber envolvimento e engajamento da receber envolvimento e engajamento da igreja. igreja. Vivemos em um bairro carente. A Vila Vivemos em um bairro carente. A Vila Peria é um bairro que tem um IDH Peria é um bairro que tem um IDH baixíssimo. Há muita pobreza à nossa baixíssimo. Há muita pobreza à nossa volta. volta. Quantos à nossa volta recebem do Quantos à nossa volta recebem do engajamento e da vida da nossa igreja engajamento e da vida da nossa igreja para serem abençoados e cuidados e para serem abençoados e cuidados e tratados quando há necessidade. tratados quando há necessidade. Jesus contou essa história e Jesus então Jesus contou essa história e Jesus então faz uma pergunta depois de contar essa faz uma pergunta depois de contar essa essa esse cenário que é montado aqui. essa esse cenário que é montado aqui. Verso 36. Então Jesus perguntou: "Qual Verso 36. Então Jesus perguntou: "Qual desses três homens lhe parece ter sido o desses três homens lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões?" ladrões?" Querido, essa pergunta, se você reparar, Querido, essa pergunta, se você reparar, é de uma perspicácia que só o filho de é de uma perspicácia que só o filho de Deus podia ter. Porque Jesus mudou o Deus podia ter. Porque Jesus mudou o sujeito da pergunta. sujeito da pergunta. Antes antes a pergunta era: "Quem é o Antes antes a pergunta era: "Quem é o meu próximo para eu amar o próximo?" meu próximo para eu amar o próximo?" Agora a pergunta de Jesus é: de quem eu Agora a pergunta de Jesus é: de quem eu me faço próximo para poder amar as me faço próximo para poder amar as pessoas a quem eu me aproximo? pessoas a quem eu me aproximo? A grande pergunta de Jesus aqui é: se A grande pergunta de Jesus aqui é: se você viver a sua vida esperando esbarrar você viver a sua vida esperando esbarrar com os próximos para amar, você vai amar com os próximos para amar, você vai amar muito pouco e não vai custar nada. Ora, muito pouco e não vai custar nada. Ora, eu vou procurar a galera que tem os eu vou procurar a galera que tem os mesmos gostos do que eu e tem os mesmos mesmos gostos do que eu e tem os mesmos gostos que você, faz o que você tenha um gostos que você, faz o que você tenha um assunto para conversar. às vezes a mesma assunto para conversar. às vezes a mesma faixa etária, às vezes a mesma classe faixa etária, às vezes a mesma classe social, às vezes com o mesmo histórico. social, às vezes com o mesmo histórico. E aí você às vezes tem ali assuntos E aí você às vezes tem ali assuntos comuns, vocês se gostam, é o meu comuns, vocês se gostam, é o meu próximo, é o meu semelhante, é com quem próximo, é o meu semelhante, é com quem eu me pareço. eu me pareço. Então eu amo, amo fácil, custa nada. Então eu amo, amo fácil, custa nada. A grande questão é que esse não é o amor A grande questão é que esse não é o amor que Jesus espera do seu povo. O amor que que Jesus espera do seu povo. O amor que Jesus espera do seu povo é o amor de Jesus espera do seu povo é o amor de quem vai em direção ao distante para se quem vai em direção ao distante para se fazer próximo do distante. É quem vai em fazer próximo do distante. É quem vai em direção ao diferente para se fazer direção ao diferente para se fazer próximo de diferente. É quem rompe os próximo de diferente. É quem rompe os muros de separação para sentar na mesa muros de separação para sentar na mesa com aqueles que normalmente seriam com aqueles que normalmente seriam vistos como inimigos. vistos como inimigos. É quando o crente senta com o ateu, é É quando o crente senta com o ateu, é quando a gente conversa e tem amizade quando a gente conversa e tem amizade com o espírita. É quando você escolhe com o espírita. É quando você escolhe propositalmente, como dupla do trabalho, propositalmente, como dupla do trabalho, a moça mais feminista da do teu grupo. a moça mais feminista da do teu grupo. Porque você gosta de confusão? Bom, Porque você gosta de confusão? Bom, espero que não. Eu gosto, mas é o pecado espero que não. Eu gosto, mas é o pecado que eu tento tratar. Mas porque você que eu tento tratar. Mas porque você quer tá próximo? É daqueles que o mundo quer tá próximo? É daqueles que o mundo julgaria que você estaria distante. julgaria que você estaria distante. Eu lembro quando Eu lembro quando eu tinha um amigo no ensino médio, já eu tinha um amigo no ensino médio, já contar essa história já umas 15.000 contar essa história já umas 15.000 vezes, eu acho, tô ficando velho. Aí eu vezes, eu acho, tô ficando velho. Aí eu vou contar mais uma vez. Eu tinha um vou contar mais uma vez. Eu tinha um amigo no ensino médio que a gente amigo no ensino médio que a gente escrevia poesia junto. Eu acho que isso escrevia poesia junto. Eu acho que isso já podia indicar alguma coisa que eu não já podia indicar alguma coisa que eu não não percebi. E aí quando a gente passou não percebi. E aí quando a gente passou na faculdade, a gente se encontrava de na faculdade, a gente se encontrava de vez em quando ali pela UFC. Eu fiz um vez em quando ali pela UFC. Eu fiz um tempo de Federal do Ceará antes de ir tempo de Federal do Ceará antes de ir pro seminário. E aí esse rapaz era um pro seminário. E aí esse rapaz era um nerd, muito nerd. A gente chamava ele de nerd, muito nerd. A gente chamava ele de bigode, porque ele nunca tinha tirado o bigode, porque ele nunca tinha tirado o bigodinho na vida. E aí eu encontrei o bigodinho na vida. E aí eu encontrei o bigode uma vez e a gente conversa vai, bigode uma vez e a gente conversa vai, conversa, vem. Eu disse, "Bigode, tá, eu conversa, vem. Eu disse, "Bigode, tá, eu tô namorando, ó, bigode." Arrumei, tô tô namorando, ó, bigode." Arrumei, tô namorando, tal, não sei o quê, namorava namorando, tal, não sei o quê, namorava Isa. Ele é, eu tô namorando alguém Isa. Ele é, eu tô namorando alguém também. Eu disse: "Bigode, que é isso, também. Eu disse: "Bigode, que é isso, rapaz? Tá com a namorada, qual é o nome rapaz? Tá com a namorada, qual é o nome dela?" Ele disse: "Jorge." dela?" Ele disse: "Jorge." Não é? E aí eu fiquei assim, né? Aí 11 Não é? E aí eu fiquei assim, né? Aí 11 anos atrás, acho que um pouco mais do anos atrás, acho que um pouco mais do que isso, ah, os tabus eram maiores. E que isso, ah, os tabus eram maiores. E aí, ó, nunca imaginei bigode. E aí foi, aí, ó, nunca imaginei bigode. E aí foi, conversamos outras coisas, coisas de conversamos outras coisas, coisas de faculdade, nos encontramos, jogava um faculdade, nos encontramos, jogava um truco de vez em quando, porque meu tempo truco de vez em quando, porque meu tempo na UFC foi minha disciplina mais na UFC foi minha disciplina mais duradora foi truco Galdeiro, né? E aí a duradora foi truco Galdeiro, né? E aí a gente conversando e lá pelo quarto, gente conversando e lá pelo quarto, quinto encontro que eu tive depois com o quinto encontro que eu tive depois com o bigode, ele veio meio grosseiro comigo. bigode, ele veio meio grosseiro comigo. Por que é que tu ainda é meu amigo? Por que é que tu ainda é meu amigo? E parecia uma coisa boa. Eu achei aquele E parecia uma coisa boa. Eu achei aquele tom meio esquisito. E o que foi, cara? tom meio esquisito. E o que foi, cara? Por quê? O que foi que eu fiz? Ele Por quê? O que foi que eu fiz? Ele falou: "Todo mundo do meu pessoal dizia falou: "Todo mundo do meu pessoal dizia que quando eu te contasse que eu que quando eu te contasse que eu namorava um um rapaz, você ia deixar de namorava um um rapaz, você ia deixar de ser meu amigo. Mas tu nunca deixou de ser meu amigo. Mas tu nunca deixou de ser meu amigo. Por quê? Parece uma ser meu amigo. Por quê? Parece uma afronta pessoal. O crente continuar afronta pessoal. O crente continuar amigo do homossexual". amigo do homossexual". Eu falei: "Bigode, aqui no na minha sala Eu falei: "Bigode, aqui no na minha sala tem um fulano que tu conhece, pega todo tem um fulano que tu conhece, pega todo mundo aqui. Eu sou amigo dele. É mundo aqui. Eu sou amigo dele. É estranho para ti? Ele não. E por que é estranho para ti? Ele não. E por que é que tu vai ser estranho? Tem uns que tu vai ser estranho? Tem uns fulaninhos aqui, um monte de gente que fulaninhos aqui, um monte de gente que não é crente. não é crente. Não são crentes e são colegas de Não são crentes e são colegas de faculdade. Trato com respeito, com faculdade. Trato com respeito, com carinho, converso, prego igual eu faço carinho, converso, prego igual eu faço contigo. O que é que te faz diferente contigo. O que é que te faz diferente deles? deles? E ele não soube responder o que é que o E ele não soube responder o que é que o que é que que fazia diferente. Eu disse: que é que que fazia diferente. Eu disse: "Cara, você é um cara que precisa de "Cara, você é um cara que precisa de Jesus. O teu problema, bigode, não é ser Jesus. O teu problema, bigode, não é ser gay não, bigode. Teu problema é não ter gay não, bigode. Teu problema é não ter Jesus, bigode. Quero que um dia você Jesus, bigode. Quero que um dia você encontre Jesus". encontre Jesus". E a verdade é que muitas vezes na vida a E a verdade é que muitas vezes na vida a gente perde oportunidades de se fazer gente perde oportunidades de se fazer próximo, porque a gente não consegue ter próximo, porque a gente não consegue ter contato com pessoas diferentes, contato com pessoas diferentes, estranhas, ó, que meu Deus, tenho que estranhas, ó, que meu Deus, tenho que lavar a mão depois de apertar a mão da lavar a mão depois de apertar a mão da pessoa. pessoa. E muitas vezes o que Deus quer é que é E muitas vezes o que Deus quer é que é que você contrate mesmo aquele membro, que você contrate mesmo aquele membro, aquele membro do espiritismo pra tua aquele membro do espiritismo pra tua empresa. Pastor, mas ele vai amaldiçoar empresa. Pastor, mas ele vai amaldiçoar a minha empresa. Não, não, talvez vá a minha empresa. Não, não, talvez vá abençoar a vida dele. É você continuar abençoar a vida dele. É você continuar naquela amizade com aquele pessoal meio naquela amizade com aquele pessoal meio da pvirada que você senta e prega o da pvirada que você senta e prega o evangelho com fidelidade. Gente, sai evangelho com fidelidade. Gente, sai dessa vida, cara. Isso aí não é para dessa vida, cara. Isso aí não é para vocês não. E você é o cara que tá lá vocês não. E você é o cara que tá lá pregando. É quando você se esforça, se pregando. É quando você se esforça, se aproxima da galera que tem a ideologia aproxima da galera que tem a ideologia política mais diferente possível da sua. política mais diferente possível da sua. E você senta para ouvir, E você senta para ouvir, para falar alguma coisa diferente, para para falar alguma coisa diferente, para dar um contraponto e vocês se respeitam dar um contraponto e vocês se respeitam e se amam. e se amam. E você não trata os homens e as mulheres E você não trata os homens e as mulheres sem Deus ou os homens e a mulher e as sem Deus ou os homens e a mulher e as mulheres de outras ideologias, de outras mulheres de outras ideologias, de outras classes sociais, de outras cores de classes sociais, de outras cores de pele, de outras orientações sexuais. pele, de outras orientações sexuais. Você não os trata com nojinho, você Você não os trata com nojinho, você trata como alguém que tenta se trata como alguém que tenta se aproximar. Porque se você só ama quem aproximar. Porque se você só ama quem parece com você, não é isso que os parece com você, não é isso que os descrentes fazem? descrentes fazem? Mas quando você ama aqueles que te Mas quando você ama aqueles que te odeiam, odeiam, quando você ama aqueles que te quando você ama aqueles que te perseguem, quando você jejua, por quem perseguem, quando você jejua, por quem quer o teu mal, é aí que você demonstra quer o teu mal, é aí que você demonstra que você é filho de Deus. que você é filho de Deus. A gente tinha que gastar mais tempo A gente tinha que gastar mais tempo com gente diferente. com gente diferente. A gente tem que gastar mais tempo A gente tem que gastar mais tempo tentando se fazer próximo, tentando se fazer próximo, tentando ser estar perto daqueles que tentando ser estar perto daqueles que fogem de Deus. fogem de Deus. Porque talvez o modo como Deus deseja Porque talvez o modo como Deus deseja alcançar aqueles que fogem dele é por alcançar aqueles que fogem dele é por meio de você indo em direção a aqueles meio de você indo em direção a aqueles que fogem. que fogem. Permita-me caminhar para encerramento. Permita-me caminhar para encerramento. No início do ano passado, no início de No início do ano passado, no início de 2025, o vice-presidente dos Estados 2025, o vice-presidente dos Estados Unidos, o J Vence fez um discurso que Unidos, o J Vence fez um discurso que ele invocou uma ideia religiosa muito, ele invocou uma ideia religiosa muito, muito conhecida. É a Ordo Amores, é a muito conhecida. É a Ordo Amores, é a ordem do amor. Ele apresenta tudo como ordem do amor. Ele apresenta tudo como ciclos concêntricos. Abre aspas, ele diz ciclos concêntricos. Abre aspas, ele diz o seguinte: você primeiro ama a sua o seguinte: você primeiro ama a sua família, depois ama o seu vizinho, família, depois ama o seu vizinho, depois ama a sua comunidade, depois ama depois ama a sua comunidade, depois ama o seu país, depois ama o resto do mundo. o seu país, depois ama o resto do mundo. Ele evocou Santo Agostinho, Tomás e Ele evocou Santo Agostinho, Tomás e Jaquino, até como forma de ah basear as Jaquino, até como forma de ah basear as suas crenças. Ele usava isso como uma suas crenças. Ele usava isso como uma forma de justificar parte da política de forma de justificar parte da política de imigração do governo Trump. E a gente imigração do governo Trump. E a gente tem que amar primeiro os nossos, depois tem que amar primeiro os nossos, depois os de fora. os de fora. A verdade é que existe alguma A verdade é que existe alguma razoabilidade nisso. Certamente. Se meus razoabilidade nisso. Certamente. Se meus filhos passam fome, eu vou usar vou filhos passam fome, eu vou usar vou alimentá-los antes do filho do vizinho. alimentá-los antes do filho do vizinho. Se minha família precisa de recursos, eu Se minha família precisa de recursos, eu vou sustentar minha casa antes de vou sustentar minha casa antes de sustentar alguém a meu lado em sustentar alguém a meu lado em necessidade. O problema necessidade. O problema é que isso é que isso só é verdade até a página dois, só é verdade até a página dois, porque existe um um esforço que precisa porque existe um um esforço que precisa ser constante e consciente de irmos além ser constante e consciente de irmos além do amor que se expressa no ambiente do amor que se expressa no ambiente privado. Tem um conto do Charles Dickens privado. Tem um conto do Charles Dickens chamado Casa Soturna em que ele chamado Casa Soturna em que ele apresenta uma personagem chamado Senhora apresenta uma personagem chamado Senhora Jelly. A senora Jeribai é uma mulher Jelly. A senora Jeribai é uma mulher consumida pela filantropia distante. Os consumida pela filantropia distante. Os olhos dela eram sempre fixos em projetos olhos dela eram sempre fixos em projetos missionários na África, a mente sempre missionários na África, a mente sempre redigindo cartas e apelos. E enquanto redigindo cartas e apelos. E enquanto isso, a casa dela era um caos. Filhos isso, a casa dela era um caos. Filhos sujos, filhos famintos e negligenciados. sujos, filhos famintos e negligenciados. Enquanto ela falava de caridade na Enquanto ela falava de caridade na África. O Dickens não tá zombando da África. O Dickens não tá zombando da caridade em si, ele tá expondo uma caridade em si, ele tá expondo uma distorção da caridade, em que a gente distorção da caridade, em que a gente despreza o que tá perto e ignora. Ah, e despreza o que tá perto e ignora. Ah, e despreza o que tá perto em nome daquilo despreza o que tá perto em nome daquilo que tá longe. Mesmo assim, que tá longe. Mesmo assim, a gente tem que entender que ordenar o a gente tem que entender que ordenar o nosso amor não é erguer muros. nosso amor não é erguer muros. Ordenar o nosso amor é uma questão de Ordenar o nosso amor é uma questão de sabedoria, é reconhecer que somos sabedoria, é reconhecer que somos finitos. Os os pais alimentam os filhos finitos. Os os pais alimentam os filhos antes de doar comida para adoção. Mas a antes de doar comida para adoção. Mas a ordem do amor pode se deformar no nosso ordem do amor pode se deformar no nosso coração. O que começa como coração. O que começa como reconhecimento de limites pode virar uma reconhecimento de limites pode virar uma estratégia de fuga. Em vez de ordenar o estratégia de fuga. Em vez de ordenar o amor, a gente começa a restringir o amor, a gente começa a restringir o amor. Em vez de esclarecer amor. Em vez de esclarecer responsabilidades, a gente acaba responsabilidades, a gente acaba levantando fronteiras. E aí os nossos levantando fronteiras. E aí os nossos virão tudo o que temos e nosso único virão tudo o que temos e nosso único compromisso. É aqui que o bom samaritano compromisso. É aqui que o bom samaritano nos nos confronta. O sacerdote e o nos nos confronta. O sacerdote e o levita podem ter dito a eles mesmos que levita podem ter dito a eles mesmos que eles estavam preservando a própria eles estavam preservando a própria pureza, focando nos seus deveres para pureza, focando nos seus deveres para com o povo de Israel. O samaritano rompe com o povo de Israel. O samaritano rompe essas racionalizações. Ele se recusa a essas racionalizações. Ele se recusa a deixar que o amor ordenado virasse uma deixar que o amor ordenado virasse uma barricada que lhe impedisse de servir o barricada que lhe impedisse de servir o outro. outro. A ação dele diz: "Sim, eu tenho deveres A ação dele diz: "Sim, eu tenho deveres na minha própria com a minha própria na minha própria com a minha própria proteção, tenho deveres com os meus, mas proteção, tenho deveres com os meus, mas este homem que apareceu aqui diante de este homem que apareceu aqui diante de mim também carrega a imagem de Deus. E mim também carrega a imagem de Deus. E se Deus me mostrou essa necessidade, se Deus me mostrou essa necessidade, Deus está me chamando para me envolver Deus está me chamando para me envolver nessa necessidade. Se Deus lhe mostra nessa necessidade. Se Deus lhe mostra uma necessidade a ser suprida, Deus está uma necessidade a ser suprida, Deus está lhe chamando a trabalhar naquela lhe chamando a trabalhar naquela necessidade. necessidade. A lógica da autoproteção é muito forte, A lógica da autoproteção é muito forte, irmãos, e usamos muitas desculpas para irmãos, e usamos muitas desculpas para tentar viver longe da generosidade e tentar viver longe da generosidade e agimos como Caim. agimos como Caim. Perguntamos para Deus: "Eu, por acaso Perguntamos para Deus: "Eu, por acaso sou o guardador do meu irmão? Eu por sou o guardador do meu irmão? Eu por acaso sou responsável por ele?" Foi isso acaso sou responsável por ele?" Foi isso que Caim falou quando matou Abel. Deus que Caim falou quando matou Abel. Deus perguntou: "Cadê teu irmão, Abel? Cadê perguntou: "Cadê teu irmão, Abel? Cadê teu irmão, Caim?" A resposta de Caim teu irmão, Caim?" A resposta de Caim foi: "Sou eu o guarda do meu irmão?" É o foi: "Sou eu o guarda do meu irmão?" É o grito da evasão, é a recusa da grito da evasão, é a recusa da responsabilidade. responsabilidade. Caim quer viver no mundo em que ele não Caim quer viver no mundo em que ele não deve nada a ninguém além de si mesmo. O deve nada a ninguém além de si mesmo. O bom samaritano responde a mesma pergunta bom samaritano responde a mesma pergunta em um sentido oposto. Onde Caim dá de em um sentido oposto. Onde Caim dá de ombros, o samaritano se inclina. Onde ombros, o samaritano se inclina. Onde Caim nega, o samaritano diz: "Este é o Caim nega, o samaritano diz: "Este é o meu próximo". Caim se distancia da vida meu próximo". Caim se distancia da vida do outro. O samaritano se aproxima das do outro. O samaritano se aproxima das feridas de um estranho. É por isso que feridas de um estranho. É por isso que as duas histórias as duas histórias podem ser colocadas lado a lado aqui podem ser colocadas lado a lado aqui para nos lembrar de que se somos filhos para nos lembrar de que se somos filhos de Deus, temos que escolher ter a de Deus, temos que escolher ter a postura de Caim ou a postura de Abel. postura de Caim ou a postura de Abel. Quando vemos a pobreza, quando vemos o Quando vemos a pobreza, quando vemos o vício, quando vemos o pecado, quando vício, quando vemos o pecado, quando vemos a ruína, instintivamente vemos a ruína, instintivamente perguntamos: "Sou eu responsável por perguntamos: "Sou eu responsável por ele?" Isso aí é coisa que o governo ele?" Isso aí é coisa que o governo tinha que resolver. Isso aí é culpa tinha que resolver. Isso aí é culpa dele, que é preguiçoso. Nós batizamos a dele, que é preguiçoso. Nós batizamos a pergunta de Caim linguagem mais moderna, pergunta de Caim linguagem mais moderna, mas o impulso é o mesmo, é escapar da mas o impulso é o mesmo, é escapar da responsabilidade, é se proteger, é responsabilidade, é se proteger, é passar pro outro lado da estrada. passar pro outro lado da estrada. Mas é em Cristo que nós encontramos a Mas é em Cristo que nós encontramos a reversão final disso. Cristo não reversão final disso. Cristo não perguntou: "Sou eu o guarda do meu perguntou: "Sou eu o guarda do meu irmão?" Cristo veio como o verdadeiro irmão?" Cristo veio como o verdadeiro irmão mais velho, que levou a nossa irmão mais velho, que levou a nossa culpa, que carregou as nossas feridas, culpa, que carregou as nossas feridas, que nos guardou ao custo da própria que nos guardou ao custo da própria vida. Cada vez que nós atravessamos vida. Cada vez que nós atravessamos então a estrada em misericórdia, nós então a estrada em misericórdia, nós andamos no passo do nosso Salvador. andamos no passo do nosso Salvador. Jesus, ele não é só um professor de Jesus, ele não é só um professor de dessa dessa narrativa, dessa dessa narrativa, ele é o verdadeiro próximo. ele é o verdadeiro próximo. Quando estávamos meio mortos em pecado, Quando estávamos meio mortos em pecado, Cristo veio, Cristo nos viu, Cristo teve Cristo veio, Cristo nos viu, Cristo teve compaixão, Cristo se aproximou. Ele compaixão, Cristo se aproximou. Ele cruzou a estrada do céu à terra, nos cruzou a estrada do céu à terra, nos levantou nos seus ombros, curou as levantou nos seus ombros, curou as nossas feridas, pagou as nossas dívidas, nossas feridas, pagou as nossas dívidas, nos prometeu voltar, nos deu vida. O nos prometeu voltar, nos deu vida. O samarito, o samaritano, então, aponta samarito, o samaritano, então, aponta para alguém além dele próprio, aponta para alguém além dele próprio, aponta para aquele que tá contando a história. para aquele que tá contando a história. O evangelho reordena os nossos amores, O evangelho reordena os nossos amores, transfigura o modo como vivemos a nossa transfigura o modo como vivemos a nossa vida. Nosso amor por Deus vem antes de vida. Nosso amor por Deus vem antes de tudo. Alimenta o nosso amor pelos mais tudo. Alimenta o nosso amor pelos mais próximos, mas também nos empurra para próximos, mas também nos empurra para fora, além dos limites de nossa própria fora, além dos limites de nossa própria casa. O samaritano mostra que a imagem casa. O samaritano mostra que a imagem de Deus no outro basta para nos dar de Deus no outro basta para nos dar responsabilidade. A cruz confirma isso. responsabilidade. A cruz confirma isso. Cristo não parou no seu próprio círculo. Cristo não parou no seu próprio círculo. Ele cruzou a estrada suprema para ser o Ele cruzou a estrada suprema para ser o próximo daqueles que ele salvou. Então o próximo daqueles que ele salvou. Então o texto encerra no verso 37. O intérprete texto encerra no verso 37. O intérprete da lei respondeu a pergunta de Jesus de da lei respondeu a pergunta de Jesus de quem era, quem foi que se fez próximo, o quem era, quem foi que se fez próximo, o que usou de misericórdia para com ele. que usou de misericórdia para com ele. Então Jesus lhe disse: "Vá e faça o Então Jesus lhe disse: "Vá e faça o mesmo". Essa é a mensagem de Jesus pra mesmo". Essa é a mensagem de Jesus pra gente, irmãos. Você tá disposto a ouvir gente, irmãos. Você tá disposto a ouvir isso com a voz de Deus pro seu coração? isso com a voz de Deus pro seu coração? Vá e faça o mesmo. Vá e faça o mesmo. A gente é muito acostumado a ouvir A gente é muito acostumado a ouvir sermãos e absorver sermões e deixar as sermãos e absorver sermões e deixar as ideias na nossa cabeça e vai terminar o ideias na nossa cabeça e vai terminar o culto e pronto, cumprir mais um culto e pronto, cumprir mais um compromisso religioso de domingo. Mas compromisso religioso de domingo. Mas Deus quer nos mover em direção a alguma Deus quer nos mover em direção a alguma coisa. Ele tá te dizendo: "Vai". coisa. Ele tá te dizendo: "Vai". Enquanto se eu vê esse sermão, algumas Enquanto se eu vê esse sermão, algumas pessoas, alguns cenários, alguns grupos, pessoas, alguns cenários, alguns grupos, alguém em particular passou pela sua alguém em particular passou pela sua mente, vai, se faz próximo, mostra o mente, vai, se faz próximo, mostra o evangelho, ajuda na necessidade, faz o evangelho, ajuda na necessidade, faz o mesmo. mesmo. Você tem se feito próximo dos perdidos Você tem se feito próximo dos perdidos caídos na estrada, caídos na estrada, seja dos caídos fisicamente em seja dos caídos fisicamente em necessidades físicas, sejam os caídos necessidades físicas, sejam os caídos espiritualmente em necessidades espiritualmente em necessidades espirituais. Você era um caído. Jesus se espirituais. Você era um caído. Jesus se aproximou para resgatar você. Vai e faz aproximou para resgatar você. Vai e faz o mesmo. Você tem se feito próximo dos o mesmo. Você tem se feito próximo dos irmãos que são diferentes. Porque há irmãos que são diferentes. Porque há irmãos caídos. Há irmãos caídos irmãos caídos. Há irmãos caídos fisicamente. Há irmãos caídos fisicamente. Há irmãos caídos espiritualmente. espiritualmente. Há irmãos com quem você não se dá bem. Há irmãos com quem você não se dá bem. E a Bíblia diz que antes de você tomar a E a Bíblia diz que antes de você tomar a ceia, vá até aquele com quem você não se ceia, vá até aquele com quem você não se dá bem, se resolva com ele. dá bem, se resolva com ele. Mas nem no ambiente de igreja às vezes a Mas nem no ambiente de igreja às vezes a gente se dá bem, a gente não consegue gente se dá bem, a gente não consegue ser próximo nem de outros crentes que às ser próximo nem de outros crentes que às vezes tem só gostos ou personalidade vezes tem só gostos ou personalidade diferente das nossas, quanto mais diferente das nossas, quanto mais daqueles que estão tão distantes, que daqueles que estão tão distantes, que nem compartilham de nossa fé, mas que nem compartilham de nossa fé, mas que deveriam se tornar próximo de nós. deveriam se tornar próximo de nós. e faça o mesmo. E assim você vai e faça o mesmo. E assim você vai demonstrar que é verdadeiramente filho demonstrar que é verdadeiramente filho de Deus. Que o Senhor nos ajude a termos de Deus. Que o Senhor nos ajude a termos um coração que realmente te ama. Que o um coração que realmente te ama. Que o Senhor nos ajude a ter um coração que Senhor nos ajude a ter um coração que ama o próximo como a nós mesmos. Que o ama o próximo como a nós mesmos. Que o Senhor nos ajude a ser uma igreja que Senhor nos ajude a ser uma igreja que vai em direção aos outros. que aqueles vai em direção aos outros. que aqueles aqui que nos visitam, aqueles que estão aqui que nos visitam, aqueles que estão presentes nesse domingo, que talvez presentes nesse domingo, que talvez ainda não tenham sido alcançados pela ainda não tenham sido alcançados pela graça, nós oramos para que eles aceitem graça, nós oramos para que eles aceitem ser alcançados por aquele que atravessa ser alcançados por aquele que atravessa a via sangrenta de nossas próprias vidas a via sangrenta de nossas próprias vidas e nos atrai para ti. Que o Senhor possa e nos atrai para ti. Que o Senhor possa fazer fluir rios de água viva, Deus, fazer fluir rios de água viva, Deus, para esses que ainda não te conhecem. O para esses que ainda não te conhecem. O Senhor nos abençoe como igreja, nos faz Senhor nos abençoe como igreja, nos faz uma igreja diferente, mais próxima uma igreja diferente, mais próxima daqueles que precisam. Senão oro santo daqueles que precisam. Senão oro santo nome de Jesus. Amém.
Pontuação Geral
87
/100
Análise baseada na tradição Batista Reformada / Calvinista
Uma exposição robusta e desafiadora de Lucas 10:25-37 que, com rico contexto cultural, inverte a pergunta do ouvinte sobre quem merece amor para um chamado ativo a fazer-se próximo dos necessitados, tudo fundamentado no exemplo e obra de Cristo, o verdadeiro Samaritano.
Tema principal:
A parábola do Bom Samaritano como chamado para ação prática: inverter a pergunta de 'quem é meu próximo?' para 'de quem me faço próximo?'
O caminho da salvação também passa por um olhar pro lado, por um amor a Deus que se expressa no amor ao outro.
Doutrina: Relação entre justificação e santificação; obras como evidência da fé.
Tensão: Pode ser ouvido como se o amor ao próximo fosse parte do caminho para merecer a salvação, em vez de seu fruto inevitável.
Correção sugerida: Esclarecer que, na resposta de Jesus, ele está expondo a impossibilidade de cumprir perfeitamente a lei (amar perfeitamente) e, assim, apontando para a necessidade de um Salvador. O 'faça isso e viverás' (v.28) é uma afirmação padrão da lei, que nos condena, não um caminho de salvação pelas obras.
Rubem Alves dizia que o bom samaritano podia ser visto como um travesti.
Problema: A ilustração busca impacto, mas pode gerar confusão entre a figura do samaritano (que, na narrativa, é um modelo de virtude) e grupos específicos contemporâneos. O ponto é válido sobre superar preconceitos, mas a analogia direta pode ser ambígua.
Risco pastoral: Risco de reduzir a força do exemplo moral do samaritano a uma identidade grupal específica, ou de criar associações desnecessárias.
Sugestão: Manter o foco no princípio de que Deus pode usar pessoas de grupos inesperados para nos ensinar misericórdia, sem necessariamente equiparar identidades contemporâneas ao samaritano.
Quando você ama aqueles que te odeiam, quando você ama aqueles que te perseguem... é aí que você demonstra que você é filho de Deus.
Problema: Embora verdadeiro, esse trecho pode ser mal interpretado como se a filiação divina fosse demonstrada exclusivamente por esse tipo de amor, em detrimento da justificação pela fé.
Risco pastoral: Risco de soar como salvação por obras ou como se o amor extremo fosse condição para ser filho de Deus, em vez de evidência.
Sugestão: Clarear que esse amor sacrificial é fruto e evidência da filiação já concedida pela graça, não sua causa.
Pontuações de 0 a 100. Valores maiores indicam melhor desempenho.
Fidelidade Bíblica
O sermão é profundamente arraigado no texto, com exposição contextual precisa e aplicações que derivam do princípio do texto. Poucos desvios.
Hermenêutica
Uso sólido do contexto histórico-cultural. A tipologia Cristo-samaritano é uma aplicação teológica legítima (embora não seja o sentido histórico-gramatical primário), comum na tradição reformada.
Precisão Teológica
Coerente com a teologia reformada na ênfase na graça e em Cristo como centro. Algumas formulações sobre amor e salvação poderiam ser mais precisas para evitar ambiguidade.
Compreensão Contextual
Excelente trabalho em explicar o contexto judaico do 1º século e trazer aplicações pertinentes ao contexto brasileiro contemporâneo.
Aplicação Prática
Excepcionalmente forte, específica e desafiador. Move o ouvinte da reflexão para a ação concreta e sacrificial.
Clareza do Evangelho
O evangelho é claramente apresentado como o fundamento (Cristo como o Bom Samaritano que nos resgata). Poderia ser mais explícito em como a lei (amar perfeitamente) nos leva à necessidade de Cristo.
Nestas dimensões, pontuações menores indicam melhor resultado.
Nível de Eisegese
Muito baixo. O pregador extrai princípios do texto, não impõe ideias externas. As ilustrações servem à aplicação, não distorcem o texto.
Risco de Heresia
Muito baixo. Nenhuma negação de doutrinas centrais. A ênfase na prática do amor é equilibrada com a obra de Cristo.
O caminho da salvação também passa por um olhar pro lado, por um amor a Deus que se expressa no amor ao outro.
Doutrina: Relação entre justificação e santificação; obras como evidência da fé.
Tensão: Pode ser ouvido como se o amor ao próximo fosse parte do caminho para merecer a salvação, em vez de seu fruto inevitável.
Correção sugerida: Esclarecer que, na resposta de Jesus, ele está expondo a impossibilidade de cumprir perfeitamente a lei (amar perfeitamente) e, assim, apontando para a necessidade de um Salvador. O 'faça isso e viverás' (v.28) é uma afirmação padrão da lei, que nos condena, não um caminho de salvação pelas obras.
Rubem Alves dizia que o bom samaritano podia ser visto como um travesti.
Problema: A ilustração busca impacto, mas pode gerar confusão entre a figura do samaritano (que, na narrativa, é um modelo de virtude) e grupos específicos contemporâneos. O ponto é válido sobre superar preconceitos, mas a analogia direta pode ser ambígua.
Risco pastoral: Risco de reduzir a força do exemplo moral do samaritano a uma identidade grupal específica, ou de criar associações desnecessárias.
Sugestão: Manter o foco no princípio de que Deus pode usar pessoas de grupos inesperados para nos ensinar misericórdia, sem necessariamente equiparar identidades contemporâneas ao samaritano.
Quando você ama aqueles que te odeiam, quando você ama aqueles que te perseguem... é aí que você demonstra que você é filho de Deus.
Problema: Embora verdadeiro, esse trecho pode ser mal interpretado como se a filiação divina fosse demonstrada exclusivamente por esse tipo de amor, em detrimento da justificação pela fé.
Risco pastoral: Risco de soar como salvação por obras ou como se o amor extremo fosse condição para ser filho de Deus, em vez de evidência.
Sugestão: Clarear que esse amor sacrificial é fruto e evidência da filiação já concedida pela graça, não sua causa.
Discussão sobre a Ordo Amores e o risco de usar limites como desculpa para não amar.
Equilíbrio bíblico: Reconhecer a sabedoria bíblica de cuidar primeiro dos da própria casa (1 Tm 5:8), sem permitir que isso se torne uma muralha contra a generosidade para com todos, especialmente os da família da fé (Gl 6:10).
Reconhecimento dos riscos reais (história do empresário assassinado) e chamado para não evitá-los totalmente.
Equilíbrio bíblico: Enfatizar a combinação de coragem missionária (Mt 10:16) com sabedoria e, quando possível, ação comunitária (não ir sozinho), submetendo decisões à orientação do Espírito e à liderança da igreja.
Explicação cultural e histórica rica que ilumina o impacto original da parábola.
Detalhes sobre a 'via sangrenta', impureza cerimonial, hostilidade judeu-samaritana.
Impacto: Ajuda a congregação a entender a força revolucionária da parábola, evitando uma leitura moralista superficial.
Inversão perspicaz da pergunta 'quem é meu próximo?' para 'de quem me faço próximo?'
Análise de Lucas 10:36 e sua implicação para a postura ativa do crente.
Impacto: Muda o foco da qualificação do outro para a responsabilidade ativa do crente, promovendo engajamento missionário e social.
Conexão Cristocêntrica sólida, apresentando Jesus como o verdadeiro Bom Samaritano.
Cristo veio, nos viu, teve compaixão, se aproximou... pagou nossas dívidas.
Impacto: Ancor a exortação moral na obra graciosa de Cristo, evitando legalismo e fornecendo motivação gospel para a ação.
Aplicações concretas e corajosas, desafiando a 'bolha religiosa' e o 'nojinho'.
Exemplos com moradores de rua, travestis, pessoas de ideologias opostas.
Impacto: Desperta a consciência para grupos negligenciados e incentiva a igreja a uma presença relevante e sacrificial no mundo.
Tema principal:
A parábola do Bom Samaritano como chamado para ação prática: inverter a pergunta de 'quem é meu próximo?' para 'de quem me faço próximo?'
Tom pastoral:
A salvação envolve amar a Deus e ao próximo, sendo o amor ao...
Tese completa: A salvação envolve amar a Deus e ao próximo, sendo o amor ao próximo evidência concreta do amor a Deus.
Suporte: A resposta de Jesus e do intérprete da lei citando Deuteronômio 6:5 e Levítico 19:18; conexão com 1 João 4:20-21.
O coração humano busca justificativas para limitar o amor ao...
Tese completa: O coração humano busca justificativas para limitar o amor ao próximo, qualificando quem merece ser amado.
Suporte: A pergunta 'Quem é o meu próximo?' como tentativa de justificar a desobediência; exemplos de fariseus e práticas contemporâneas.
Textos:
Sacerdote e levita representam a religiosidade que prioriza...
Tese completa: Sacerdote e levita representam a religiosidade que prioriza pureza cerimonial e autopreservação em detrimento da misericórdia.
Suporte: Explicação cultural sobre impureza cerimonial e medo de emboscadas; aplicação a 'nojinho religioso' contemporâneo.
Textos:
O samaritano, um desprezado étnica e religiosamente, age com...
Tese completa: O samaritano, um desprezado étnica e religiosamente, age com compaixão prática e sacrificial, invertendo expectativas.
Suporte: Descrição do contexto de hostilidade judeu-samaritano; ações concretas do samaritano (curar, levar, pagar, comprometer-se).
Textos:
Jesus inverte a pergunta: não é 'quem é meu próximo?' mas 'd...
Tese completa: Jesus inverte a pergunta: não é 'quem é meu próximo?' mas 'de quem me faço próximo?'
Suporte: Análise da pergunta final de Jesus (Lucas 10:36) e sua implicação revolucionária.
Textos:
Cristo é o verdadeiro Bom Samaritano que, em sua encarnação...
Tese completa: Cristo é o verdadeiro Bom Samaritano que, em sua encarnação e morte, resgatou os semimortos no pecado.
Suporte: Conexão tipológica entre o samaritano e Cristo; a cruz como movimento supremo de fazer-se próximo.
Textos:
A aplicação final é prática: 'Vá e faça o mesmo', envolvendo...
Tese completa: A aplicação final é prática: 'Vá e faça o mesmo', envolvendo-se pessoal e sacrificialmente com os necessitados.
Suporte: Chamado final para ação específica, superando medos e conveniências.
Textos:
Uso Contextual
Usado corretamente no contexto. O pregador situa a parábola na controvérsia com o intérprete da lei e explica elementos culturais (estrada perigosa, impureza cerimonial, hostilidade judeu-samaritana).
Questões Exegéticas
Nenhum problema grave. A tipologia Cristo-samaritano é inferencial, mas comum na tradição reformada (Agostinho, Calvino) e não contradiz o sentido primário.
Leitura Sugerida
A parábola responde à pergunta 'quem é meu próximo?' mostrando que o próximo é qualquer pessoa em necessidade, e que a questão correta é 'como me torno próximo?'.
Uso Contextual
Usado corretamente como apoio à inseparabilidade do amor a Deus e ao próximo.
Uso Contextual
Usado corretamente como contraste à postura de Caim, que nega responsabilidade pelo irmão.
Diagnóstico geral:
Sólida
Reforçar, em momentos-chave, que a capacidade de amar sacrificialmente vem da graça recebida em Cristo, não do esforço humano.
Esclarecer que a 'ordem do amor' (cuidar dos mais próximos) é bíblica (1 Tm 5:8) e deve ser ensinada sem culpa indevida, mas também sem permitir que se torne desculpa para a indiferença geral.
Incentivar que os desafios práticos (ex.: envolver-se com moradores de rua) sejam feitos em conexão com os ministérios de misericórdia da igreja, para apoio e discipulado mútuos.
Em futuras pregações, explorar como a comunidade da igreja (não apenas indivíduos) é chamada a ser um 'bom samaritano' coletivo.
Resumo em uma frase:
Uma exposição robusta e desafiadora de Lucas 10:25-37 que, com rico contexto cultural, inverte a pergunta do ouvinte sobre quem merece amor para um chamado ativo a fazer-se próximo dos necessitados, tudo fundamentado no exemplo e obra de Cristo, o verdadeiro Samaritano.
Esta análise foi realizada considerando a perspectiva teológica da tradição Batista Reformada / Calvinista (Igreja Batista Maanaim). As pontuações refletem a fidelidade às doutrinas desta tradição específica.