Meus irmãos, convido vocês a primeiramente abrirem suas as suas Bíblias em Provérbios, capítulo 22, a partir do versículo 2. E depois nós leremos um outro texto também. Nós estamos iniciando hoje uma nova série de mensagens. Terminamos no domingo passado a série O Evangelho Segundo Satanás. Se você nos visita, fique tranquilo, a gente não é a favor dele. A gente falou justamente, denunciamos as mentiras que Satanás nos faz acreditar como verdades. Mas hoje nós iniciamos uma nova série falando sobre riquezas e pobrezas. Durante 16 domingos, nós vamos falar sobre como o cristão se relaciona com dinheiro, com finanças, com caridade, com generosidade, com contentamento. Nós não vamos falar apenas de dízimos e ofertas. Nós vamos fazer uma ampla teologia bíblica de como deve ser o nosso relacionamento com economia, com dinheiro, com provisão de Deus, com contentamento, com caridade, com generosidade. Portanto, eu creio que Deus vai falar muito conosco ao longo desses domingos. E hoje nós damos início com uma introdução, riquezas e pobrezas. Como nós lidamos com riquezas e pobrezas. O primeiro versículo que eu gostaria de ler é um versículo. Provérbios 22 diz o seguinte: "O rico e o pobre se encontram a um e a outro faz o Senhor." Agora eu quero que você vai lá pro final da sua Bíblia em Primeira Pedro, capítulo 4. Primeira Pedro, capítulo 4, lá no finalzinho, né? Primeira Pedro, capítulo 4, a partir do versículo 10, onde diz o seguinte: "Sirvam uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como encarregados de administrar bem a multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus. Se alguém serve, faça na força de Deus que Deus lhe dá, para que em todas as coisas Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória, o domínio para todo e sempre. Amém. Vamos orar. Pai, Senhor, nós te pedimos, fala conosco, constrange o nosso coração, nos ajude a entender corretamente como nós devemos nos relacionar com aquilo que o Senhor nos tem dado. Me dê graça de falar de um assunto tão delicado, no nome de Jesus. Amém. Amém. Meus irmãos, eu sei que falar sobre dinheiro em igreja é um tema espinhoso, até porque, infelizmente, por causa de algumas igrejas, graças a Deus, não todas, por causa de algumas igrejas, nós temos tido um mau testemunho a respeito de como o crente se relaciona com o dinheiro. A teologia da prosperidade, que promete que se você ofertar, Deus te dará mais. pastores enriquecendo, pastores que são dono de banco, coisa que não entra na minha cabeça uma coisa dessa. Nós, eu sei que é espinhoso falar sobre como o crente se relaciona com riquezas e pobrezas. Eu sei que é um tema que ao longo desses domingos pode gerar uma certa controvérsa no coração de alguns irmãos a respeito de de ideologias políticas, de como que nós lidamos com questões de riquezas e pobrezas. Mas esse é um tema importantíssimo de se mencionar e de se falar, até porque o próprio Jesus deu nome a um ídolo que o dinheiro pode se tornar mamom. Vocês não podem servir a Deus e a mamã. E é interessante falar sobre dinheiro, na verdade é importante falar sobre economia em dinheiro, porque os pecados relacionados ao dinheiro, muitas vezes, eu diria, na maioria das vezes, são pecados que está que estão ocultos a nós mesmos, em que nós mesmos muitas vezes não percebemos que estamos pecando. É interessante que nesses anos de experiência de ministério pastoral, não tenho tantos ainda, né? Ah, eu fui ordenado a pastor no ano de 2019, então não são muitos, mas nesses anos eu já atendi muitas pessoas no gabinete. Eu já ouvi muitas confissões de pecado, de todo tipo que você pode imaginar. Adultério, pornografia, sexualidade, identidade. Eu já ouvi diversos tipos de confissão de pecados e eu estou sendo honesto com você. Nunca, nunca no meu gabinete pastoral alguém veio me confessar pecado de avareza, de consumismo, de que eu gasto muito dinheiro comigo mesmo e não com o próximo, de retenção, de que eu não sou mão aberta para com o reino de Deus. Por quê? Porque o pecado da avareza, do consumismo, da ganância, muitas vezes ele nos é oculto. E é interessante que o Tin Keller vai dizer que ele nos é oculto porque geralmente nós nos comparamos não com o mundo todo, mas nós nos comparamos geralmente com quem está acima de nós economicamente. E como nós nos comparamos com quem está acima de nós economicamente, geralmente a gente se vê como moderados, né? Eu sou moderado. Eu ainda eh eh eh eu eu não tenho o mesmo tipo de pecado que quem tá acima de mim tem de ganância, de guardar, de reter. E o próprio Jesus diz no Evangelho de Lucas, no capítulo 12, o seguinte: "Tenham cuidado e não se deixem dominar por qualquer tipo de avareza, porque a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que ela tem." É interessante que Jesus diz, ó, toma cuidado com o pecado da avareza, porque geralmente você não percebe que tem. tem. É interessante isso. Nós precisamos de uma autoavaliação. Porque Jesus não diz: "Olha, tomem cuidado para não se perceber pecando em adultério." Porque quando você comete um pecado de adultério, você sabe o que tá fazendo. Você tem plena consciência de que você tá pecando. Mas muitos de nós cometemos pecados financeiros, digamos, da avareza, da cobiça, e não damos conta que estamos passando por isso. Por isso que é importante falar a respeito disso. O versículo que nós abrimos aqui lendo, Provérbios 22, versículo 2, o rico e o pobre se encontram, a um e ao outro fez o Senhor. É interessante que esse versículo, o sábio está falando de uma realidade, uma realidade contemporânea. O rico e o pobre se encontram. A palavra encontrar aqui no hebraico pag confronto físico, com um encontro presencial, que na realidade do dia a dia nós encontramos uma grande disparidade entre ricos e pobres. Nós vemos a divisão de classes que existe ou a a a grande diferença econômica que existe. Basta você, por exemplo, pegar o seu carro, se você passar ali no complexo da Lagoinha, você já vai dar de cara qual a grande desigualdade econômica que existe no Brasil. é uma realidade, não é um problema que nós podemos ignorar, como nós lidamos com dinheiro, como nós lidamos com riquezas, como nós lidamos com os pobres. Nós vamos abordar todos esses temas ao longo desses 16 domingos que nós vamos ficar aqui falando sobre generosidade. Nós vamos falar sobre justiça social, a gente vai falar sobre caridade, nós vamos falar sobre fé e trabalho, nós vamos falar sobre enriquecimento, nós vamos tentar trazer uma abordagem bíblica completa de como nós nos relacionamos com o dinheiro, porque existe um problema real, existe um problema real de desigualdade, existe um problema real de pobreza, de dificuldade. Desde o Antigo Testamento, após o pecado, nós vemos que existem pobres no meio de nós. Em Deuteronômio, no capítulo 15, o próprio Deus já diz que, infelizmente, por causa do pecado e da realidade do pecado, nunca deixará de haver pobres na terra. Por isso, eu ordeno que vocês livremente abram mão para o seu compatrioto necessitado, para o pobre que vive na terra de vocês. É uma realidade que perdura desde os tempos de Jesus. Desde a época de Jesus, a desigualdade social é enorme. Desde a época de Jesus, os os estudiosos dizem que cerca de 13% da população daquele tempo era quem possuía concentração de toda a riqueza daquela época. E a maioria do povo vivia em extrema pobreza. E a realidade no mundo de Jesus era até diferente da realidade de hoje, porque os estudiosos vão dizer que no tempo de Jesus as riquezas funcionavam simplesmente no sistema de soma e zero. Ou seja, quem é mais rico só é mais rico porque alguém tá mais pobre. Se você ganha mais dinheiro, você tira do outro. O que é diferente do nosso entendimento de economia hoje. Hoje nós cremos que é possível gerar novas riquezas. Você não precisa enriquecer necessariamente, tirando de outro. Nós vamos abordar esses temas mais para frente, mas existe sim uma desigualdade muito grande que perdura até hoje. Até hoje no Brasil 10% da população brasileira são aqueles que possuem a concentração da maior parte da riqueza e ganham 14 vezes mais do que cerca de 60% de toda a população brasileira. É interessante que a maioria da população brasileira, cerca de 60% 62 e perdão, a maioria da a média, perdão, a média da renda per cápita brasileira hoje, da renda familiar brasileira hoje, é cerca de R$ 2.264. E quem vive na linha da pobreza, cerca de talvez 20% da população brasileira, vai depender aí dos dados da pesquisa que você mencionar, sobrevive com uma renda per cápita de cerca de R$ 770 por mês. mês. Existe sim uma grande disparidade e diferença. E é óbvio que quando nós falamos de economia, de riqueza e pobreza, inevitavelmente nós entraremos em discursos políticos. Porque muitas respostas são propostas de como nós lidamos com o problema da desigualdade, como nós lidamos com o problema da da pobreza ou como nós lidamos com a riqueza. E no tempo que nós vivemos hoje, principalmente no Brasil, nós temos dois grandes discursos que eu diria que são religiosos que tomam conta da nossa imaginação brasileira. E por que que eu digo que são religiosos? Porque nesses dois grandes discursos, e eu estou falando esquerda e direita, nesses dois grandes discursos, cada um tem a sua armarteologia, a sua doutrina do pecado. Cada um tem um culpado de qual é a razão da pobreza. Cada um desses discursos tem uma doutrina soteriológica de como se dá a redenção, de como se dá a salvação, o que é que vai nos salvar. Cada um desses discursos tem a sua própria doutrina escatológica. a promessa do que virá com a justiça ou com a prosperidade. E por um lado, em um desses discursos, nós temos o discurso de que a riqueza é fruto do nosso esforço, fruto do nosso trabalho, fruto da nossa disciplina e que se você não prospera é porque você possui uma falha pessoal, você está estagnado, você está acomodado, existe uma preguiça, você precisa realmente trabalhar mais ou buscar mais. depende do seu mérito, depende de você. E aí eu me pergunto, como é que você diz para uma senhora, mãe de três filhos, que sai às 5 horas da manhã lá do Cabana, pega a condução, vai trabalhar o dia inteiro fainando casa, porque ela nunca teve oportunidade de estudar. Ela nunca estudou porque desde criança precisou trabalhar para colocar comida dentro de casa. Chega à noite em casa e tem que lidar com todas as outras coisas da sua família e você diz: "Você não é rica porque você não trabalho bastante, entendeu? Você precisa se esforçar mais. A sua riqueza depende de você, é um pouco coerente. Por isso nós acabamos tendo o outro lado da moeda, o outro discurso religioso, que também tem a sua doutrina do pecado, também tem a sua doutrina de salvação, também tem a sua doutrina escatológica, que é o lado social da coisa, que o grande problema da pobreza é justamente as injustiças, a opressão, o sistema, a questão de que nós criamos uma estrutura social onde o pobre não encontra oportunidades de crescimento e educação. Então o grande problema é esse. E a grande redenção, a grande salvação está justamente no estado proporcionar uma redistribuição, uma redistribuição de renda, uma forma de todo mundo ter oportunidade. E é interessante, gente, que nós encontramos textos bíblicos para os dois discursos religiosos. Você pode, por exemplo, orar a parábola do talento, dos talentos, onde o mestre, a parábola que Jesus conta, onde o mestre distribui dinheiro mesmo. Talento na época de Jesus é uma unidade monetária. Então, o mestre distribui talento e aí ele recebe com alegria e com elogio aquele que multiplicou os seus talentos e ele condena o preguiçoso que não trabalhou para multiplicar os seus talentos. Você olha para um texto desse e diz: "A Bíblia é a favor do livre mercado". A Bíblia realmente diz que tudo depende do nosso esforço, do nosso mérito. Ou você pode olhar textos como provérbios dizendo: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso". Porque realmente por causa da sua preguiça, nós, se você ficar de braços cruzados para descansar, a sua pobreza virá como um ladrão e a miséria vai atacar o homem armado. Ou você pode ler o versículo 4 do capítulo 10 de Provérbios, que diz que quem trabalha com a mão ociosa ou preguiçosa, fica pobre. Mas o que trabalha com diligência enriquece. E aí você vê esses textos e diz: "Olha, a Bíblia é a favor do mérito do livre mercado." Por outro lado, nós encontramos textos bíblicos que qualquer socialista comunista ama, né? que na igreja de Jerusalém todos tinham tudo em comum, todos abriam mão dos seus bens para que não houvessem necessitados no meio deles. Nós vemos no Antigo Testamento a lei do jubileu, onde a cada 50 anos existia acontecia uma espécie de redistribuição de renda, onde as terras voltavam seus antigos donos, as dívidas deveriam ser perdoadas, os escravos deveriam ser libertados para que no mínimo, a cada 50 anos, todas as famílias tivessem uma nova oportunidade de recomeçar. E isso vinha por meio de uma lei. É claro que o contexto de Israel é diferente porque se trata de uma teocracia ou se tratava de numa teocracia, mas nós estamos falando onde nós tínhamos um uma lei que impulsionava uma certa redistribuição. Ou você pode se empolgar muito com o discurso dos profetas do Antigo Testamento, como o próprio profeta Isaías no capítulo 5, no versículo 8, que denunciam as pessoas que acumulam riquezas e deixam os pobres mais pobres. Ai dos que ajuntam casas e mais casas, reúnem para si campos e mais campos até que não haja mais lugar e ficam como únicos moradores no meio da terra. É interessante que nenhuma teologia, ou melhor, ideologia contemporânea parece se encaixar nas escrituras. Se você usa a Bíblia para apoiar um discurso mais à direita, você vai ter que rasgar um monte de página dela. E se você usa a Bíblia para apoiar um discurso mais à esquerda, você também vai ter que rasgar um monte de página dela. Parece que a Bíblia trata desse conceito com uma complexidade maior, de uma forma mais equilibrada. A Bíblia mostra que esse tema é muito mais complexo complexo do que complexo do que a gente imagina. Enquanto algumas teorias dizem que a pobreza vem de causas externas e outros dizem que a pobreza vem apenas de causas internas, né, de acomodação, a Bíblia ela é mais realista a respeito disso. Nós vemos nas Escrituras, por exemplo, que existem diversas causas paraa pobreza. Uma delas é a própria injustiça. A Bíblia condena tribunais corruptos que favorecem os ricos e atrapalham os pobres. A Bíblia condena a pessoa que retém o salário do pobre. A Bíblia condena empresários abusivos que cobram juros abusivos quando empresta. A Bíblia condena justamente pessoas que estão se tornando mais fortes e mais poderosas em detrimento de aqueles que estão mais vulneráveis. Uma, perdão, uma das causas da pobreza nas escrituras é justamente o pecado humano que causa injustiças. Injustiças que tiram oportunidades, que faz com que a pessoa não tenha nenhuma condição de enriquecer, porque realmente existem pessoas gananciosas e poderosas. Mas a Bíblia também diz que existem pobrezas que surgem simplesmente por causa de calamidades, de desastres, como a própria fome que assolou o Egito na época que de que José era governador, não tem uma causa externa. Existem pobrezas que vem de uma tragédia que acaba e destrói com a vida. Mas a Bíblia também diz que uma das razões da pobreza também é uma falha moral pessoal, a preguiça, a imprudência, a intemperança, a comodidade. Todos esses fatores complexos estão envolvidos nas causas da pobreza nas escrituras, que muitas vezes não vai, muitas vezes não tenho certeza, não vai se encaixar em um dos espectros apenas. Nós precisamos ser mais honestos quanto o que a escritura diz. De um lado, nós vemos que a escritura, de certa forma, é a favor da propriedade privada. Nós tivemos a confissão de fé aqui, onde um dos 10 mandamentos é: "Não furtarás". Esse mandamento pressupõe que existe propriedade privada, porque se você não pode furtar, pressupõe que existe uma propriedade privada. Mas a mesma Bíblia coloca certos limites a essa propriedade privada para que o indivíduo não se sobreponha ao coletivo. Ou seja, é mais complexo do que nós imaginamos. E a Bíblia não se encaixa. Ou seja, a atitude bíblica diante da economia, das posses, não se encaixa nem do lado do capitalismo, nem do socialismo, nem do feudalismo, nem de monarquias contemporâneas modernas. A Bíblia tem um outro tipo de discurso a respeito de economia. E o real problema é que a pergunta que nós fazemos é errada. Geralmente nós perguntamos: "A quem? O que eu devo fazer com que nós temos ou a quem pertence o que nós temos?" sendo que a pergunta que nós deveríamos fazer diante da Bíblia é: a quem pertence toda a riqueza? A quem pertence todos os bens? A pergunta, o problema é justamente que nós não fazemos a pergunta correta. E na verdade a Bíblia quando fala de riquezas e pobrezas, ela é mais abrangente do que apenas questões monetárias e financeiras. Porque se nós voltarmos ao texto que nós lemos, o rico e o pobre se encontram, a um e ao outro faz o Senhor, você poderia dizer, quer dizer que Deus criou gente milionária e propositalmente Deus criou gente miserável? Os dois Deus criou, primeiro que Deus está dizendo que os dois foram criados com dignidade a imagem de Cristo, a imagem de Deus, e um não deve explorar o outro. Em segundo lugar, nós vamos descobrir que os conceitos de riqueza e pobreza nas escrituras ao longo da nossa série são muito mais abrangentes do que apenas questões monetárias. O que eu quero mostrar e propor na nossa abertura da série é que a economia do reino de Deus, ela é distinta. A economia do reino de Deus, ela é baseada na dádiva, na generosidade de um Deus rico, generoso e criador. E para isso, eu queria que você abrisse a sua Bíblia agora no Salmo 104. Esse texto é um texto lindo, onde nós vemos o salmista louvando a Deus por suas riquezas, por sua generosidade, um Deus abundante, um Deus que transborda a abundância. E aí começa louvando a esse Deus. E eu, como o salmo é um pouco extenso, eu vou ler a partir do versículo 13 com vocês. Diz o seguinte: "Do alto de sua morada regas os montes, a terra fartar-se dos frutos de tuas obras. Fazes crescer a relva para os animais e as plantas que o ser humano cultiva para que da terra tire o seu alimento. O vinho que alegra o coração, o azeite que lhe dá brilho ao rosto e o pão que lhe sustém as forças. São saciadas as árvores do Senhor e os cedras do Líbano que ele plantou, em que as aves fazem os seus ninhos, quanto a cegonha a sua casa no ciprestes. Os altos montes são das cabras montanes e as rochas, os refúgios das arganases. Fez a lua para marcar o tempo. O sol conhece a hora de se pôr. Envia as trevas e vem a noite na qual vaguei os animais da selva. Os leãozinhos rugem pela presença e buscam deuses de sustento. Em vindo dos e vindo o sol, eles se recolhem e se acomoda nos seus covis. Então as pessoas saem para o seu trabalho, para o seu serviço até tarde. Preste atenção nessa economia de Deus, de um Deus generoso, que cria, que sustenta, que dá o fruto, que dá o a provisão, que dá o que é necessário. E aí no versículo 24 continua com essa abundância. Que variedade, Senhor, são que variedade, Senhor, nas tuas obras. Fizeste todas elas com sabedoria. A terra está cheia das tuas riquezas. Eis o mar vasto e imenso, no qual se movem os seres sem contas, animais pequenos e grandes. Por eles transitam os navios, o Leviatã que formaste para nele brincar. É interessante que se você lê esse salmo com atenção, você vê que a criação é uma exposição pública da riqueza de Deus, da dádiva de Deus e da generosidade de Deus, em que Deus descreve inclusive a sua manutenção contínua nesse reino, nessa economia. No versículo 27, ele diz o seguinte: "Todos esperam de ti, que lhes dê de comer a seu tempo". Então, Deus cria em abundância, mas também nos cria dependentes, não autosustentáveis. Nós dependemos que ele nos dê de comer. Se lhes dás, eles recolhem. Se abre a mão, eles se fartam de bens. Se escondes o rosto, eles se perturbam. E se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao pó. A generosidade é o modo de ser de Deus. é o modo de ser divino. A economia de Deus começa no fato dele ser um Deus que cria generosamente de forma abundante e rica. Isso contrapõe a própria teologia do mundo antigo, dos deuses do Oriente Próximo Antigo. É interessante que John Walton, por exemplo, um estudioso do mundo antigo, ele vai dizer que no relacionamento com os deuses daquele tempo, funcionava em uma espécie de grande simbiose ou grande troca. E que sentido? que os deuses eles eram carentes e os próprios deuses criam os seres humanos não para que eles pudessem transbordar algo, mas porque eles necessitavam de algo. O ser humano foi criado justamente porque os deuses tinham uma necessidade. Então acontecia uma espécie de troca. Os seres humanos ofereciam que os deuses estavam carentes e os deuses ofereciam paraos seres humanos, então, riqueza, prosperidade, coisas em troca. E quando nós vemos o Salmo 104, essa teologia vira de cabeça para baixo essa ideia de grande simbiose de troca. Porque o que nós temos aqui no Deus de Israel não é um Deus que tem carência, não é um Deus que tem fome, não é um Deus que é servido por mãos humanas, não é um Deus que necessita de alguma coisa. Muito pelo contrário, é ele quem dá a todos fôlego de vida e respiração. Deus cria não para receber, mas Deus cria para partilhar. Guarde esse conceito, porque se você foi criado à imagem de Deus, significa que se Deus é um Deus que cria na perspectiva da abundância, da dádiva, do compartilhamento, isso significa que talvez ele espere o mesmo de nós, que fomos criados à sua imagem e semelhança. Deus cria por transbordamento de bens, de bem. Não é a grande simbiose, a troca. Na verdade, quando a gente vem para uma teologia da prosperidade, da ideia de que se você ofertar e se sacrificar, Deus vai te dar mais, você tá voltando aos relacionamentos com os deuses pagãos antigos. O Deus criador, ele é um Deus rico por si só e tudo que ele oferece é de graça e por graça. Ele transborda. A própria trindade transborta. Por isso, a assinatura do que Deus faz é abundante. É abundância. E você já percebeu como Deus ele é abundante na sua criação, rico com sua criação. Ele não criou uma só espécie de peixe. Ele criou milhares, centenas de milhares de espécies de peixes coloridos de todas as cores. Tem povo que vira do lado avesso. Tem animais que se disfarçam em mundo ou de cor, dependendo do ambiente que ele tá. Deus criou centenas de milhares de espécies de flores. Existe, meus irmãos, um desperdício glorioso de formas, cores, texturas, sons que nenhuma necessidade explica. Deus, por si só é um Deus criativo e rico em generosidade, em abundância. Só que é interessante que mesmo nessa criação abundante, Deus cria tudo com dependência dele. Deus não cria nada ou ninguém com autossuficiência. Na biologia, nós vamos chamar isso de ecossistema, onde uma árvore depende de uma formiga e a formiga depende do fungo e o fungo depende de uma planta que depende da abelha. Existe um ecossistema de riquezas e carências, se é que você me entende, de riquezas e necessidades, não vou usar carência, de riquezas e necessidades, onde todos foram criados com riquezas, todos foram criados com necessidades. E nós precisamos justamente uns dos outros para viver nessa economia do reino de Deus. Isso é interessante. O problema é justamente que por causa do pecado nós quebramos essa economia e nós deixamos de viver na perspectiva da abundância e da dádiva e da necessidade para a perspectiva da escassez, do acúmulo. Eu vou voltar nesse texto depois. E aqui vem a grande questão. Se o próprio Deus é criador de todas as coisas e ele criou com essa abundância, existe um outro conceito bíblico que nós vamos descobrir que a ele pertence todas as coisas. as coisas. Primeiro Crônicas, no capítulo 29, a partir do versículo 11, nós temos um texto muito interessante de quando Davi está consagrando a Deus as ofertas que ele arrecadou para o templo, para a construção do templo, que seria construído por Salomão. E esse texto é bem interessante porque nós começamos a entender como deve ser o nosso relacionamento com as riquezas de Deus e com os bens que ele nos dá. Primeiro Crônicas 29, a partir do versículo 11, diz o seguinte: "Teu, Senhor é o poder, a grandeza, a honra, a vitória, a majestade, porque teu é tudo que há nos céus e na terra." Veja, teu é tudo o que há nos céus e na terra. Teu, Senhor, é o reino e tu te exaltaste como chefe sobre todos. Riquezas e glórias vem de ti. Tu dominas sobre tudo e na tua mão há força e poder. Contigo está o engrandecer e o dar forças a todos. Agora, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome, porque quem sou eu e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti e nós só damos o que vem das tuas mãos. Esse texto é interessantíssimo porque veja, Senhor, se tudo pertence ao Senhor, se o Senhor é dono de todas as coisas, se a ti pertence toda a riqueza, quem sou eu para dar voluntariamente uma coisa que já te pertence? Não faz sentido nenhum. Tudo já pertence ao Senhor nesse sentido, até a nossa capacidade de dar vem dele. Salmo 24 versículo 1. Ao Senhor pertence a terra e a sua plenitude o mundo que eles habitam, que nele habitam. Interessante que até os que nele habitam pertencem ao Senhor. Não só as riquezas. Você pertence ao Senhor. Nós pertencemos ao Senhor. ao Senhor. Ageu, o profeta Ageu, Deus falando por meio do profeta Ageu no capítulo 2, versículo 8, diz: "Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos". Portanto, parece que o conceito da economia de Deus é que de fato nada nos pertence. pertence. Nada nos pertence. Deuteronômio, capítulo 8 diz o seguinte no versículo 17: "Portanto, não pensem, a minha força e o poder do meu braço me conseguiram essas riquezas". Eu não sei como tá sua condição financeira hoje. Pode ser que você esteja, graças a Deus, prosperando, mas preste atenção nessa exortação. Não pensem que foi a força do seu braço, o seu trabalho, que geralmente, né, eu, é o meu esforço, é meu trabalho. Não pense que foi isso que trouxe as suas riquezas. Pelo contrário, lembre-se do Senhor, seu Deus, porque é ele quem lhes dá força para conseguir as riquezas, para confirmar a sua aliança, que sobre juramento prometeu aos pais de vocês, como você hoje se vê. O próprio Deus te deu a sua própria força para trabalhar. Até mesmo a saúde que você tem é uma concessão divina. Portanto, parece que nessa economia da dádiva, nessa economia do reino de Deus, as Escrituras nos ensina a viver não como donos, como proprietários, mas como mordomos, mordomos, cuidadores, dispenseiros, que prestarão conta do que pertence a ele. Portanto, se tudo que você tem pertence ao Senhor, isso significa que as suas riquezas possuem uma destinação. Não sei se alguém aqui tem um mordomo. Eu não tenho. Mas se você contrata alguém para cuidar dos seus bens, você não quer que essa pessoa viva autônoma com seus bens, não é mesmo? Você quer que essa pessoa faça os seus desejos com seus bens. Se tudo que nós temos não nos pertence, nós somos apenas mordomos e dispenseiros, isso significa que Deus tem um destino para as riquezas que ele nos deu. Tudo que nos cabe ao cuidado. Tem um texto muito interessante, tem uma um uma citação muito interessante de um teólogo conhecido no Brasil chamado Guilherme de Carvalho. Saudade, né, gente? Ele volta mês que vem. vem. Glória a Deus. Mas no prefácio, ele escreveu o prefácio de um livro chamado O Problema da Pobreza, do que traz um discurso do Abram Kiper. E é interessante uma citação que ele diz o seguinte, abre aspas, a essência da política cristã é o cuidado. Jardinar o mundo foi a tarefa de Adão. A política cristã diz respeito ao cuidado, a solução de problemas, à cura de feridas, ao cultivo de bens humanos, de todas as coisas boas e lindas que Deus pôs na criação. E lutaremos, sim, quando algo bom estiver sendo destruído, mas saberemos cuidar. Somos mordomos, administradores dos bens criados. E nem mesmo a propriedade privada para desespero dos liberais mais dogmáticos é um direito absoluto. A Terra tem uma destinação universal e a autoridade e a posse são direitos temporários daqueles que sabem cuidar. Precisamos cuidar da terra, trabalhar e honrar o trabalhador, cultivar a família e protegê-la. Portanto, tudo que nós temos nos foi dado para o cuidado, para a mordomia. Isso significa que a sua riqueza não pertence a você. nem deve pertencer a você. E outra, quando nós falamos de riquezas na Bíblia, a Bíblia é mais abrangente ao falar de riqueza do que simplesmente a questão monetária, dinheiro. Sim, a Bíblia fala de riquezas materiais, mas riqueza está para muito além disso. Nós vemos nas escrituras riquezas sapienciais, sabedoria. Inclusive o próprio livro de Provérbios vai dizer que ter sabedoria é melhor que ter riqueza. Veja Provérbios 16:16. 16:16. Quanto melhor é adquirir sabedoria do que ouro e mais excelente é adquirir o entendimento do que a prata? Nós vemos na Bíblia riquezas relacionais. Se você se relaciona bem com as pessoas, se você tem amigos, inclusive Provérbios 22 versículo 1, vai dizer que mais vale o bom nome do que as muitas riquezas. Ser estimado é melhor do que a prata e que o ouro. Ou seja, você ter bons relacionamentos é mais valioso do que dinheiro. Nós vemos na Bíblia riquezas vocacionais, dons, trabalhos. Por isso, na nossa série, nós vamos falar não só de dinheiro, mas nós vamos falar também de dons, de vocação, de trabalho, de servir ao Senhor. Tudo isso está relacionado à economia do reino de Deus. Ou seja, você pode ter muito dinheiro e ainda ser pobre. Você pode ter múltiplas riquezas riquezas e também nós temos múltiplas pobrezas, porque pobreza na Bíblia não está também só relacionado à pobreza econômica. Nós temos pobreza material, mas nós também temos pobrezas emocionais, cognitivas, relacionais, moral, espiritual, organizacional. Eu já me relacionei muito com pessoas que têm pobrezas, pobrezas emocionais, não conseguem ter uma emoção equilibrada diante das pessoas. E aí é interessante porque você pode ter muitas posses, mas se você não tem um amigo para contar na hora do desespero, você é pobre. Você pode ter uma família estruturada, mas se você nunca abre a Bíblia para ouvir a voz de Deus, você é pobre. A igreja pode estar cheia de recursos, mas se a igreja não é uma igreja que tá servindo, ouvindo a Deus, servindo ao próximo, servindo à comunidade, também é uma igreja pobre. Na economia de Deus, os conceitos de riqueza e pobreza se expandem. E nessa economia do reino de Deus, todos nós fomos criados para receber o que Deus dá e também dar o que nós recebemos. É a economia onde todos temos algo a dar e todos temos algo a receber. Isso é diferente de carência que vem pelo pecado. Porque essa é a diferença entre dependência e carência. Porque Deus é um Deus abundante, que cria em abundância e nos faz depender dele. O problema é que após a queda, após o pecado, e nós vamos abordar isso com mais paciência no domingo que vem, após a queda, nós mudamos o conceito de depender de Deus para um conceito de escassez, de carência. Antes da queda no jardim, nós tínhamos dependência. Nós vemos Adão dependendo de Deus. Nós vemos ele dependendo dos frutos, das árvores. Nós vemos o próprio Deus dizendo antes do pecado que tinha uma coisa que não era boa. Não é bom que o homem esteja só. Então existem dependências que surgem antes mesmo da queda. Deus nos criou como seres dependentes. Por quê? Porque todos nós temos riquezas e dependências que devem, digamos, circular, circular, transformar, que devem realmente funcionar nessa economia do reino de Deus. O problema é que por causa do pecado e depois da queda, nós mudamos a lógica da dependência paraa lógica da carência ansiosa. E aí nós passamos a acumular, a reter, porque nós não confiamos mais em Deus, mas confiamos nas nossas riquezas, dos nossos bens. Em um outro texto escrito por um outro teólogo muito conhecido no Brasil chamado Igor Miguel, eu vou citar os dois pastores, né? Mas é interessante que ele escreveu um texto sobre economia carismática e ele diz o seguinte, que alienados do reino da dádiva por causa do pecado, o ser humano ergue paraísos artificiais, Babel, a centralização, o império, e nele se instala a economia da escassez, da dívida, da privação, de que nascem a avareza, a idolatria do dinheiro, a usura, a desigualdade e a concentração. O pecado faz com que nós passamos a reter reter o que nos foi dado para compartilhar. E aí o dependente confia em Deus, mas o carente acumula suas riquezas porque não tem mais condições de confiar em Deus. O veredito que nós encontramos no Novo Testamento, tanto no Antigo no Novo Testamento, meus irmãos, é que as escrituras não condenam as riquezas por si só. si só. Nós vemos Nós vemos que Abraão foi riquíssimo e foi amigo de Deus. Nós vemos que Jó também foi muito rico e foi considerado um homem íntegro pelo próprio Deus e depois Deus restaurou as suas riquezas. Nós vemos no Novo Testamento Jesus pedindo ao jovem rico para vender tudo que ele tinha para dar pros pobres. Nós vamos falar desse texto na nossa série também, é óbvio, mas nós vemos que no próprio ministério de Jesus, nós tínhamos mulheres ricas que sustentavam o ministério de Jesus por meio da sua generosidade. Ou seja, a Bíblia não parece condenar ou não condena de fato o dinheiro ou a riqueza por si só. O problema é outro. O problema é o que Paulo vai dizer em Primeira Timóteo, no capítulo 6, no versículo 10. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os mares. E alguns nessa cobiça se desviaram da fé e atormentaram a si mesmo com muitas dores. E eu sei que muitos aqui já sabem disso. Não, pastor. Ser rico não é o problema. O problema é o amor às riquezas. Mas sabe qual que é o outro problema? Como eu disse no começo aqui da mensagem, ninguém percebe que ama o dinheiro. dinheiro. Ninguém dá conta, né, que ama demais o dinheiro mais do que o próprio Deus. O problema nunca foi ter. O problema é ser tido por essas coisas. Nunca foi posse, mas a ilusão da posse de que nós temos essa posse. Uma vez eu ouvi uma frase de um pastor que me marcou até hoje. Infelizmente, infelizmente esse mesmo pastor hoje ficou meio doido das ideias e tá falando umas coisas estranha, mas isso não anula o que ele falou, que me tocou e realmente é verdadeiro. Ele disse: "Olha, se você não tem condições de abrir mão do seu dinheiro, isso significa que não é você que tem um dinheiro, mas ele que te tem" tem. ele que possui você. A lógica do reino de Deus é justamente que todos têm algo a receber e todos têm algo a oferecer. É uma lógica da dádiva, da generosidade. No Evangelho de Mateus, no capítulo 10, Jesus, quando está comissionando os seus discípulos, ele vai dizer: "Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça, portanto, deem de graça. E se nós cremos de acordo com as escrituras que toda a riqueza que nós temos, que tudo que nós temos, nós recebemos de Deus, ainda que por meio do nosso trabalho, que foi o próprio Deus quem te deu como dádiva a capacidade de fazer isso, se tudo pertence ao Senhor e se nós recebemos de graça a riqueza, ou seja, na gramática de Jesus, a riqueza recebida é uma riqueza comissionada. Ela possui um propósito de servir ao reino. Essa economia de Deus. Se as suas riquezas servem para servir apenas você, tem alguma coisa errada nesse coração. E a graça precisa entrar aí dentro. O próprio lá no livro de Atos, no capítulo 20, diz que em tudo tenho mostrado a vocês, trabalhando assim, é preciso socorrer os necessitados, lembrar das palavras do próprio Jesus. mais bem-aventurado é dar que receber. Segunda Coríntios, capítulo 8, versículo 9. Pois vocês conhecem a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio da pobreza dele, vocês se tornassem ricos. O evangelho da graça é esse que nós encontramos um Deus tão abundante, tão gracioso, que entrega tudo a ponto de entregar a si mesmo, de nos dar vida nova. A ponto que nós recebemos que por meio da morte de Jesus Cristo nós recebemos vida, fôlego, perdão, filiação, tudo pago por causa do esvaziamento de Jesus Cristo. Quem conhece verdadeiramente essa graça de Deus não consegue mais viver de mão fechada. É a lógica do que acontece com Zaqueu. E provavelmente nós vamos voltar no texto de Zaqueu nessa série também. Porque quando Zaqueu se encontra com o maravilhoso perdão de Jesus Cristo, imediatamente o que ele faz é pegar das suas riquezas e devolver tudo que ele tinha roubado. E ele passa a viver na lógica da generosidade. E não foi uma lei que obrigou as pessoas a fazerem isso no Novo Testamento. Quando nós vemos para aquele texto do Novo Testamento de que eles vendiam tudo que tinham e tinham tudo em comum, não era porque existia uma lei do Estado fazendo uma coão para que isso aconteça. Era uma pura generosidade do coração. Pessoas que entenderam que toda riqueza que eu recebi, ela é comissionada para um bem. E aí eu quero voltar para o texto que nós abrimos o nosso sermão de hoje. Primeira Pedro, capítulo 4, a partir do versículo 10. Sirvam uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como encarregados de administrar bem a multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus. Se alguém serve, faça-o na força que Deus lhe dá, para que em todas as coisas Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio para todo e sempre. Amém. Veja, ninguém recebeu tudo e ninguém recebeu nada. Todos nós recebemos algo. Um dom que Todos nós recebemos algo. Um dom que Deus nos deu e fomos encarregados de administrar. A palavra administrar aqui Pedro usa literalmente a palavra grega o econôm economia, de cuidado da casa, de ser bons dispenseiros. Ou seja, tudo que você recebeu, você recebeu para ser um bom dispenseiro, um bom mordomo que gere esses bens. E o alvo final é para que Deus seja glorificado em todas as coisas. coisas. Portanto, Portanto, sirvam uns aos outros, conforme o dom que você recebeu. Essa é a lógica da economia do reino de Deus. Todas as riquezas e pobrezas que nós recebemos servem para nós servirmos uns aos outros. Nesse sentido, se Deus é um Deus que nos deu de graça, toda a graça retida, ela é a pobreza de alguém. E eu não tô falando só de dinheiro, não, gente. Tô falando de todo tipo de graça que você recebeu. Se Deus te fez, se Deus te fez um bom conselheiro e você não tá aconselhando, você tá fazendo alguém mais pobre. Se você te, se Deus te deu o dom de ser um bom administrador e você não está ensinando, administrando corretamente, você tá fazendo alguém mais pobre. Todo tipo de bens e dons que Deus nos deu, se nós retemos, é a pobreza de alguém. Você está empobrecendo alguém de certa forma. Provérbios capítulo 3, versículo 27 vai encerrar dizendo: "Não deixem de fazer o bem aqueles que precisam, estando em sua mão o poder de fazê-lo." Quando nós retemos a graça que Deus nos deu, nós começamos a construir a torre de Babel de volta, retendo e querendo a glória para nós mesmos. A lógica do reino de Deus, ela é diferente. A economia do reino de Deus é a economia da graça, da generosidade. Eu sei que nesse rápido sermão de 50 minutos não deu para abordar tudo. É por isso que a gente vai ficar aqui durante 16 domingos. domingos. E aí nós vamos falar com mais clareza. Então qual que é o papel da igreja na sociedade? Se não é ideologia política, então por qu como que a gente se relaciona com a sociedade? Então é caridade, é fazendo justiça social? Como que eu lido com o trabalho que Deus me deu? como que eu tenho que ser generoso. Nós vamos abordar esses temas. Mas antes de tudo, eu quero pedir que você ore, feche seus olhos e peça, primeiramente para nós entrarmos nessa série de mensagens, você já pergunte a Deus: "Senhor, a quem pertence tudo que eu tenho?" Peça pro espírito sondar o seu coração, se você não está enquadrado no que eu disse aqui no começo, no pecado da avareza e da cobiça, que geralmente está escondido de nós, que nós confiamos demais no que nós temos. Peça perdão a Deus porque você tá perdendo sono por causa do seu dinheiro, sendo que você precisaria confiar mais no Senhor, que é dom de todas as coisas. Entregue tudo que você tem ao Senhor hoje. Tudo. Tudo que você tem ao Senhor hoje, entendendo que nada do que você tem pertence a você mesmo. Pai, obrigado pela tua palavra poderosa e maravilhosa. Obrigado, Senhor, porque o Senhor nos deu tudo, inclusive o Senhor mesmo naquela cruz. E se o Senhor nos deu tudo, nós entendemos que, na verdade, nada nos pertence. O Senhor nos colocou apenas aqui como bons mordomos. em que tudo que o Senhor nos deu tem um destino, tem uma missão onde nós podemos dar e receber. Todos nós temos algo a receber. Todos nós temos algo a dar. nos ajude, Senhor, a olhar para o Senhor, receber desta graça que transforma o nosso coração, como foi com Zaqueu, a ponto de nós vivermos agora na na perspectiva da dádiva e não da escassez, da generosidade, não da retenção. Nos ajude a confiar plenamente no Senhor, Pai, no nome de Jesus. Amém.